Perguntas do paciente (2484)
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Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ezetimiba 10 mg, utilizada principalmente para redução do colesterol, não apresenta uma interação medicamentosa relevante conhecida com o Lexotan® (bromazepam) 1 mg, um benzodiazepínico utilizado no tratamento de sintomas de ansiedade. Em geral, quando prescritos corretamente, podem ser utilizados em conjunto.
Entretanto, o bromazepam pode causar sonolência, redução da atenção, tontura e prejuízo da coordenação motora, especialmente em algumas pessoas ou quando associado a álcool ou outros medicamentos com efeito sedativo. É importante manter acompanhamento médico, principalmente em uso prolongado de benzodiazepínicos, devido ao risco de tolerância e dependência.
Caso haja uso de outras medicações, presença de ansiedade, insônia, crises de pânico ou alterações de humor, uma avaliação psiquiátrica pode ajudar a garantir um tratamento mais seguro e individualizado.
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A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(sertralina) é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), utilizado principalmente no tratamento de depressão, transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, sintomas relacionados ao estresse e outros transtornos psiquiátricos. O consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento não é recomendado de forma rotineira, pois o álcool pode potencializar efeitos como sonolência, tontura, redução da atenção e piora de sintomas como ansiedade, irritabilidade, alterações do humor e qualidade do sono.
Além disso, algumas pessoas podem apresentar pior resposta ao tratamento ou maior instabilidade emocional com o uso de álcool. A segurança depende da avaliação individual, considerando histórico clínico, outros medicamentos em uso e evolução dos sintomas. O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de consumir bebidas alcoólicas, especialmente se houver histórico de crise de ansiedade, depressão ou transtornos do humor.
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Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É c
Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É comum estar sentindo mais calma, tranquilidade, não estar sentindo mais pânico e desespero e uma diminuição significativa no impulso de fazer compulsões? Isso já é normal aos 25 dias de tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que algumas pessoas já percebam melhora significativa dos sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) com cerca de 25 dias de uso da medicação, especialmente em relação à redução da ansiedade intensa, sensação de pânico, desespero e diminuição da urgência para realizar compulsões. A resposta inicial pode ocorrer antes do efeito terapêutico completo, principalmente quando já existe uma medicação associada, como a risperidona, que pode estar contribuindo para maior estabilidade dos sintomas.
A Pondera XR® (paroxetina de liberação prolongada) costuma apresentar uma evolução progressiva, sendo que a avaliação mais completa da resposta geralmente ocorre após 8 a 12 semanas de tratamento, principalmente para sintomas obsessivos e compulsivos. A melhora precoce é um sinal positivo, mas ainda é importante manter o acompanhamento psiquiátrico para observar a consolidação dos ganhos, possíveis ajustes de dose e prevenção de recaídas.
No TOC, além da redução da ansiedade, o objetivo é recuperar o controle sobre os pensamentos intrusivos, diminuir os comportamentos compulsivos e melhorar a qualidade de vida. A combinação entre tratamento medicamentoso e psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), costuma apresentar bons resultados no controle dos sintomas.
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Minha mãe vai começar tomar clonazepam um médico passou pra ela toma 20gotas mais pra fazer um desma
Minha mãe vai começar tomar clonazepam um médico passou pra ela toma 20gotas mais pra fazer um desmame de uma gota por semana mais tô com medo de da aninha mãe pois diz que esse remédio pode deixar a pessoa em coma
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação, mas isso precisa ser colocado em perspectiva.
O clonazepam é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos, usado para ansiedade, insônia e outras condições. Ele pode causar sonolência, relaxamento e lentificação, principalmente no início ou em doses mais altas, mas:
“Entrar em coma” por clonazepam, em uso correto e prescrito por médico, é extremamente raro.
Isso geralmente só acontece em situações como:
overdose (dose muito acima do recomendado)
uso junto com álcool ou outros depressores fortes (ex: opioides)
doenças graves associadas
Sobre o esquema de “20 gotas com redução de 1 gota por semana”:
Isso é um desmame gradual comum e seguro, justamente para evitar dependência e sintomas de retirada. A redução lenta reduz muito os riscos.
O que pode acontecer no começo:
sono mais forte
tontura leve
sensação de relaxamento excessivo
instabilidade ao andar (em idosos, principalmente)
Cuidados importantes:
evitar álcool totalmente
não misturar com outros sedativos sem orientação
atenção a quedas (principalmente se sua mãe for idosa)
observar se há sonolência excessiva ou confusão
Em resumo: usado na dose prescrita e com redução gradual, não é um medicamento que “leva ao coma” no uso comum. Esse medo geralmente vem de situações de abuso ou uso combinado com outras substâncias.
Se quiser, me diga a idade da sua mãe e se ela usa outros remédios, que posso te orientar sobre os cuidados mais específicos para o caso dela.
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Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagr
Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagreci quase 5kg em menos de duas semanas.
senti uma recaída em questão a depressão pode ser isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(buspirona) é uma medicação utilizada principalmente para o tratamento de sintomas de ansiedade, especialmente no transtorno de ansiedade generalizada (TAG). O aumento de apetite não é um dos efeitos mais comuns, mas algumas pessoas podem perceber alterações no padrão alimentar durante o uso, seja por redução da ansiedade e melhora do bem-estar, seja por mudanças individuais relacionadas ao organismo e ao comportamento alimentar.
A perda de quase 5 kg em menos de duas semanas após a suspensão merece atenção, pois pode estar relacionada a diversos fatores. Uma recaída de sintomas depressivos pode cursar com redução do apetite, perda de interesse pelas atividades, tristeza profunda, falta de motivação, alterações do sono, ansiedade e mudanças no peso. A retirada da medicação também pode coincidir com o retorno dos sintomas que ela ajudava a controlar.
O ideal é realizar uma avaliação psiquiátrica para entender se essa perda de peso está relacionada à depressão, ansiedade, alterações alimentares ou outro fator clínico. Caso estejam presentes sintomas como piora do humor, isolamento, irritabilidade, insônia ou pensamentos negativos persistentes, é importante procurar acompanhamento para ajustar o tratamento e prevenir agravamento do quadro.
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Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais com
Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais como pensamentos acelerados. Já tomei vários antidepressivos e combinações como quetiapina e risperidona. Agora tomo pregabalina 75 de manhã e 75 a noite a 3 dias. Eu vejo perigo em quase tudo então é só ansiedade. A pregabalina é eficaz pra esse caso persistente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a pregabalina pode ser eficaz para ansiedade persistente, especialmente quando há sintomas residuais como tensão, hipervigilância, sensação de ameaça constante e “pensamentos acelerados”, mesmo com a sertralina já controlando as crises.
Ela age modulando canais de cálcio no sistema nervoso, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios. Na prática, isso tende a diminuir:
ansiedade antecipatória
hiperalerta (“mente sempre ligada”)
sintomas físicos de ansiedade
ruminação e sensação de urgência interna
Porém, alguns pontos importantes no seu caso:
você está a apenas 3 dias de uso → ainda é muito cedo para avaliar eficácia real
o efeito costuma aparecer em 1 a 2 semanas, com melhora mais clara em até 3–4 semanas
75 mg 2x/dia é uma dose inicial relativamente baixa em muitos protocolos para ansiedade
Sobre sua preocupação constante com perigo:
isso é um sintoma muito típico de hipervigilância ansiosa, não um sinal de que você esteja realmente em risco — o cérebro fica “superestimando ameaça”, mesmo sem motivo real.
Em termos gerais:
sim, a pregabalina pode ajudar nesses sintomas residuais
ela é frequentemente usada como adjuvante da sertralina
mas o resultado depende de tempo, dose adequada e resposta individual
Importante: não aumente ou suspenda por conta própria, porque ajuste de pregabalina deve ser gradual.
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O que é “funcionamento global” na avaliação psiquiátrica forense?
O que é “funcionamento global” na avaliação psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação psiquiátrica forense, o funcionamento global refere-se à análise de como o indivíduo desempenha suas atividades e mantém sua autonomia nos diferentes aspectos da vida, considerando o impacto de possíveis transtornos mentais sobre seu comportamento, relações sociais, capacidade laboral e tomada de decisões.
O perito avalia aspectos como funcionamento social (interação familiar e comunitária), funcionamento ocupacional (capacidade de trabalhar, estudar ou exercer atividades produtivas), autocuidado, organização da rotina, controle de impulsos, adaptação às normas sociais e capacidade de compreender consequências de seus atos.
Na psiquiatria forense, essa avaliação auxilia na análise da capacidade civil, imputabilidade penal, necessidade de medidas de proteção ou acompanhamento, e no grau de prejuízo funcional causado por uma condição psiquiátrica. Não se baseia apenas no diagnóstico, pois duas pessoas com o mesmo transtorno podem apresentar níveis de funcionamento completamente diferentes. O foco é compreender como a condição mental interfere concretamente na vida e nas responsabilidades do indivíduo.
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Qual o principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense?
Qual o principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense é a avaliação da imputabilidade e da capacidade de autodeterminação no momento dos atos, especialmente em situações de alta instabilidade emocional.
Isso ocorre porque o TPB envolve intensa impulsividade, desregulação afetiva e reações desproporcionais ao estresse, o que pode levar a comportamentos graves, mas sem necessariamente haver perda completa de juízo crítico ou de compreensão da ilicitude do ato. Assim, o perito precisa diferenciar entre sofrimento psíquico intenso e comprometimento real da capacidade de entendimento e autodeterminação.
Outro desafio importante é a flutuação dos sintomas ao longo do tempo e a alta influência de fatores situacionais, o que dificulta estabelecer nexo causal direto entre o transtorno e o comportamento analisado no ato pericial. Além disso, há risco de superdiagnóstico ou de uso indevido do diagnóstico em contextos judiciais, exigindo rigor técnico, análise longitudinal e integração de múltiplas fontes de informação.
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O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação pericial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o perito deve evitar principalmente erros de interpretação que levem a conclusões precipitadas ou baseadas em impressões pontuais.
Entre os principais cuidados estão evitar diagnosticar o transtorno com base em um único episódio emocional ou comportamental, já que o TPB exige um padrão persistente e pervasivo ao longo do tempo. Também deve-se evitar confundir reações situacionais intensas (como crise emocional por estresse agudo, luto ou conflito) com um transtorno estruturado de personalidade.
Outro ponto importante é não supervalorizar relatos isolados sem corroborar com histórico longitudinal, prontuários, entrevistas colaterais e documentação. O perito também deve evitar viés de confirmação, ou seja, partir de uma hipótese diagnóstica prévia e buscar apenas evidências que a confirmem.
Além disso, é fundamental não misturar avaliação clínica com julgamento moral do comportamento, mantendo neutralidade técnica e focando em critérios funcionais, estabilidade do padrão ao longo do tempo e impacto na vida social e ocupacional do indivíduo.
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Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?
Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perito forense diferencia traços de personalidade de transtornos de personalidade principalmente pelo grau de intensidade, rigidez e impacto funcional do comportamento ao longo do tempo.
Traços de personalidade são características individuais relativamente estáveis (por exemplo, ser mais impulsivo, introspectivo ou rígido), mas ainda dentro do espectro da normalidade e sem causar prejuízo significativo na vida social, ocupacional ou jurídica. Já o transtorno de personalidade é um padrão persistente, inflexível e desadaptativo de pensamentos, emoções e comportamentos que se afasta claramente das expectativas culturais e gera prejuízo clinicamente significativo ou sofrimento, geralmente com início na adolescência ou início da vida adulta e estabilidade ao longo do tempo.
Na prática pericial, não se baseia em um único ato isolado, mas em avaliação longitudinal, histórico de vida, entrevistas, documentos, testes psicológicos e, quando possível, relatos de terceiros. O foco é verificar se há prejuízo global de funcionamento e padrão pervasivo, e não apenas características isoladas de comportamento.
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Qual o papel da heteroanamnese na avaliação de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Qual o papel da heteroanamnese na avaliação de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A heteroanamnese possui papel fundamental na avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois consiste na coleta de informações fornecidas por familiares, parceiros ou pessoas próximas ao paciente, complementando os dados obtidos na entrevista clínica. No TPB, há frequentemente alterações na percepção de si mesmo, instabilidade emocional e dificuldade em reconhecer padrões comportamentais, tornando a visão de terceiros especialmente relevante.
Através da heteroanamnese, o psiquiatra pode investigar histórico de instabilidade nos relacionamentos, impulsividade, crises de ansiedade, comportamentos autolesivos, tentativas de suicídio, oscilações de humor, explosões de raiva e mudanças intensas na autoimagem. Também auxilia na compreensão da evolução dos sintomas ao longo do tempo e do impacto funcional nas áreas familiar, social e ocupacional.
Além disso, contribui para diferenciar o TPB de outros transtornos psiquiátricos, como transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, TDAH em adultos e transtornos relacionados ao trauma, aumentando a precisão diagnóstica e permitindo um planejamento terapêutico mais adequado.
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Como o contexto jurídico influencia a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como o contexto jurídico influencia a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O contexto jurídico influencia a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) porque modifica o objetivo da avaliação psiquiátrica, que passa a considerar não apenas o diagnóstico clínico, mas também as repercussões funcionais e legais do transtorno. Na psiquiatria forense, o diagnóstico deve ser analisado de forma criteriosa, evitando conclusões baseadas apenas em comportamentos isolados ou no relato do indivíduo.
O psiquiatra avalia aspectos como capacidade de entendimento e autodeterminação, controle de impulsos, planejamento das ações, presença de crises emocionais intensas, histórico de comportamentos autolesivos, agressividade, uso de substâncias e impacto do transtorno nas relações sociais e ocupacionais. Também é fundamental diferenciar traços de personalidade persistentes de episódios agudos associados a outros transtornos, como transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade ou uso de substâncias.
No contexto jurídico, o TPB pode estar relacionado a discussões sobre responsabilidade penal, capacidade civil, guarda, curatela e necessidade de tratamento, porém o diagnóstico isolado não determina incapacidade ou inimputabilidade. A avaliação deve ser individualizada, baseada em entrevista clínica, exame do estado mental, histórico, heteroanamnese e análise do funcionamento global do indivíduo.
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O que o perito avalia em um caso forense envolvendo suspeita de Transtorno de Personalidade Borderli
O que o perito avalia em um caso forense envolvendo suspeita de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação psiquiátrica forense de um caso com suspeita de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o perito não avalia apenas a presença do diagnóstico, mas principalmente o impacto dos sintomas sobre o funcionamento e as questões jurídicas envolvidas. A análise inclui a história clínica, desenvolvimento da personalidade, padrão de relacionamentos, regulação emocional, impulsividade, instabilidade da autoimagem, comportamentos autolesivos, ideação suicida, agressividade e uso de substâncias.
Também são avaliados o exame do estado mental, a capacidade de compreensão da realidade, o controle dos impulsos, o julgamento crítico e a capacidade de avaliar consequências dos próprios atos. O perito investiga o funcionamento global, incluindo aspectos familiares, sociais, ocupacionais e de autocuidado, além da evolução dos sintomas ao longo do tempo.
Na psiquiatria forense, é fundamental diferenciar o TPB de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, TDAH em adultos e transtornos relacionados ao trauma. A conclusão pericial deve ser individualizada, considerando se o transtorno interfere na capacidade civil, responsabilidade penal ou outras demandas judiciais, sem presumir incapacidade apenas pela existência do diagnóstico.
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o que é avaliado em uma perícia psiquiátrica forense no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
o que é avaliado em uma perícia psiquiátrica forense no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perícia psiquiátrica forense de um paciente com suspeita ou diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o objetivo não é apenas confirmar o diagnóstico, mas avaliar como os sintomas interferem no funcionamento psíquico, comportamental e na capacidade de compreender e controlar condutas em determinado contexto jurídico.
São analisados aspectos como histórico psiquiátrico, evolução dos sintomas, padrão de relacionamentos interpessoais, instabilidade emocional, impulsividade, episódios de autoagressão, tentativas de suicídio, presença de crises de ansiedade, alterações de humor, irritabilidade, sintomas depressivos, uso de substâncias e possíveis comorbidades, como transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, TDAH em adultos e transtornos de humor.
O perito também avalia o exame do estado mental, incluindo consciência, orientação, memória, pensamento, juízo crítico, controle dos impulsos, percepção da realidade e capacidade de tomada de decisão. São investigados os critérios diagnósticos do TPB, como medo de abandono, instabilidade da identidade, relações intensas e instáveis, comportamento impulsivo e dificuldade de regulação emocional.
No contexto forense, é fundamental analisar a capacidade de entendimento e autodeterminação, o grau de comprometimento funcional no momento dos fatos avaliados, a influência dos sintomas psiquiátricos sobre comportamentos específicos e a necessidade de tratamento em saúde mental. A avaliação deve ser baseada em entrevista clínica detalhada, documentos médicos, histórico de tratamento e, quando necessário, instrumentos psicológicos complementares.
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Como a impulsividade característica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser analisa
Como a impulsividade característica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser analisada em contexto forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A impulsividade característica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser analisada por meio da avaliação do padrão comportamental, da frequência, intensidade e das consequências das ações impulsivas. Na entrevista psiquiátrica, são investigados comportamentos como gastos excessivos, compulsões alimentares, abuso de substâncias, comportamentos sexuais de risco, agressividade, decisões precipitadas e episódios de autoagressão.
O psiquiatra avalia também os fatores desencadeantes desses comportamentos, especialmente situações de estresse, rejeição, medo de abandono ou conflitos interpessoais, buscando compreender se a impulsividade ocorre como uma tentativa de reduzir sofrimento emocional intenso. São analisados o grau de controle dos impulsos, a capacidade de reflexão antes das ações, o arrependimento posterior e o impacto na vida pessoal, profissional e social.
Na avaliação psiquiátrica, a impulsividade deve ser diferenciada de outros quadros, como TDAH em adultos, transtornos de humor, uso de substâncias e episódios de mania ou hipomania. A análise inclui o exame do estado mental, histórico clínico, funcionamento emocional e estratégias de regulação emocional, auxiliando no diagnóstico e no planejamento terapêutico do transtorno de personalidade borderline, associado frequentemente a sintomas como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, irritabilidade, tristeza profunda e dificuldade de controle emocional.
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Quais elementos devem ser investigados em uma perícia psiquiátrica forense envolvendo um pacientes c
Quais elementos devem ser investigados em uma perícia psiquiátrica forense envolvendo um pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma perícia psiquiátrica forense envolvendo um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), devem ser investigados elementos clínicos, funcionais e comportamentais que permitam compreender o funcionamento psíquico do indivíduo e sua relação com os fatos avaliados. A perícia não se limita ao diagnóstico, mas busca analisar o impacto dos sintomas sobre a capacidade de entendimento, julgamento, controle de impulsos e adaptação social.
Devem ser avaliados o histórico psiquiátrico, início e evolução dos sintomas, tratamentos prévios, internações, uso de medicamentos, presença de comorbidades como transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, TDAH em adultos, abuso de substâncias e histórico de crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia e comportamentos autolesivos.
Também são investigados os principais critérios relacionados ao TPB, como instabilidade emocional, medo de abandono, alterações de identidade, relações interpessoais intensas e instáveis, impulsividade, agressividade, dificuldade de regulação emocional, sentimentos de vazio, ideação suicida e comportamentos de risco.
A avaliação inclui o exame do estado mental, observando aparência, comportamento, humor, afetividade, pensamento, percepção, memória, crítica, juízo de realidade e capacidade de tomada de decisão. No contexto forense, o perito analisa ainda a relação entre os sintomas psiquiátricos e os eventos questionados, avaliando a capacidade de compreensão e autodeterminação, além do grau de prejuízo funcional.
A investigação deve ser baseada em entrevista clínica detalhada, análise de documentos médicos, histórico familiar e social, informações complementares e, quando necessário, avaliações psicológicas. O objetivo é produzir uma análise técnica e imparcial sobre o funcionamento mental do indivíduo e suas implicações no contexto jurídico.
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O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que caracteriza o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por um padrão persistente de instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, alterações na autoimagem e impulsividade, com início geralmente no final da adolescência ou início da vida adulta. Essas características causam sofrimento significativo e prejuízos no funcionamento pessoal, social e profissional.
Entre os principais aspectos avaliados estão a intensa sensibilidade à rejeição ou ao abandono, relações marcadas por alternância entre idealização e desvalorização, dificuldade de manter uma identidade estável, sensação crônica de vazio, mudanças intensas de humor, irritabilidade e dificuldade de regulação emocional. Também podem ocorrer comportamentos impulsivos, como compulsões, uso de substâncias, gastos excessivos, atitudes de risco e episódios de autoagressão.
Pacientes com TPB frequentemente apresentam sintomas associados, como ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, tristeza profunda, falta de motivação e transtornos de humor, além de possíveis comorbidades como TDAH em adultos e transtorno depressivo.
O diagnóstico é realizado por meio de avaliação psiquiátrica detalhada, considerando história de vida, padrões comportamentais, funcionamento emocional e impacto dos sintomas. O tratamento envolve principalmente psicoterapia estruturada, como a terapia dialética comportamental, podendo incluir medicações para sintomas específicos quando indicadas, com objetivo de melhorar a regulação emocional, os relacionamentos e a qualidade de vida.
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Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área admini
Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área administrativa .Pergunto de um modo geral e também levando em consideração a memória e a atenção.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso de olanzapina associado ao ácido valproico não impede que uma pessoa trabalhe. Muitos pacientes utilizam essa combinação e mantêm atividades profissionais, inclusive funções administrativas que exigem atenção, organização e contato com outras pessoas. Entretanto, a resposta varia bastante conforme a pessoa, a dose utilizada, o tempo de tratamento e a própria condição psiquiátrica em acompanhamento.
A olanzapina pode causar, principalmente no início, sonolência, lentificação, redução da atenção e dificuldade de concentração em alguns pacientes. O ácido valproico também pode estar associado a efeitos como cansaço, tremores ou alterações cognitivas leves em algumas pessoas. Por outro lado, quando o tratamento controla sintomas como instabilidade de humor, ansiedade intensa, irritabilidade, insônia, crises emocionais ou episódios de mania, pode ocorrer melhora do funcionamento global, incluindo desempenho profissional.
Na avaliação psiquiátrica, é importante observar se existem prejuízos reais de memória, atenção, velocidade de raciocínio e capacidade de executar tarefas. Muitas vezes, após um período de adaptação, esses efeitos diminuem. O acompanhamento com o psiquiatra permite ajustar doses, horários das medicações e avaliar alternativas quando há impacto significativo.
Portanto, de forma geral, uma pessoa em tratamento com olanzapina e ácido valproico pode trabalhar, mas a capacidade laboral deve ser avaliada individualmente considerando sintomas, efeitos colaterais, estabilidade clínica e exigências da função exercida.
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Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnostica
Gostaria de saber quais medicamentos sao prescritos geralmente para tratar o TOC. Eu sou diagnosticado com TOC e faco o uso de venlanfaxina, risperidona, litio e quetiapina.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), e medicamentos quando indicados. A escolha depende da intensidade dos sintomas, presença de comorbidades e resposta individual ao tratamento.
Os medicamentos mais utilizados para TOC são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina, sertralina, fluvoxamina, paroxetina e escitalopram. Em alguns casos, utiliza-se a clomipramina, um antidepressivo tricíclico com boa evidência para TOC, porém com necessidade de maior atenção aos efeitos colaterais.
Em pacientes que não apresentam resposta adequada apenas aos antidepressivos, o psiquiatra pode considerar estratégias de potencialização, incluindo alguns antipsicóticos em baixas doses, principalmente risperidona e aripiprazol, especialmente quando existem sintomas intensos, pensamentos intrusivos persistentes, baixa resposta ao tratamento ou comorbidades associadas.
No seu caso, o uso de venlafaxina, risperidona, lítio e quetiapina sugere que seu psiquiatra pode estar tratando não apenas o TOC, mas também outros aspectos associados, como instabilidade do humor, ansiedade, alterações do sono ou sintomas depressivos. A venlafaxina pode ter efeito sobre ansiedade e depressão, enquanto o lítio é um estabilizador do humor e pode ser utilizado em algumas situações específicas.
É importante não modificar ou suspender essas medicações sem orientação médica. O acompanhamento psiquiátrico avalia a evolução das obsessões, compulsões, ansiedade, crises de ansiedade, insônia, irritabilidade, sintomas depressivos e qualidade de vida, ajustando o tratamento de forma individualizada.
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Oi.tomei escitalopram de 10mg por um mês, daí houve uma piora. A médica aumentou para 20mg. Fiquei s
Oi.tomei escitalopram de 10mg por um mês, daí houve uma piora. A médica aumentou para 20mg. Fiquei super bem. Agora depois de 1 mês ,estou me sentindo um pouco ansiosa novamente. Não tão forte qto antes. Porém não estou tão bem mais. É normal isso? Estou esperando a consulta com a psiquiatra.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que isso aconteça durante o tratamento com escitalopram. Nas primeiras semanas após o ajuste da dose, o organismo ainda está se adaptando ao medicamento, e a melhora dos sintomas de ansiedade e depressão pode apresentar oscilações. Algumas pessoas têm uma resposta inicial muito boa e depois percebem um retorno parcial de sintomas, como maior preocupação, inquietação ou sensação de ansiedade.
Como você relata que não voltou ao quadro intenso anterior e está aguardando a consulta com a psiquiatra, é importante observar a evolução sem interromper ou alterar a dose por conta própria. O médico poderá avaliar se é necessário manter a dose por mais tempo, ajustar o tratamento ou investigar fatores que podem estar influenciando, como estresse, qualidade do sono, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade ou outros sintomas emocionais.
O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar a resposta ao antidepressivo e diferenciar uma oscilação esperada do tratamento de uma necessidade de mudança na estratégia terapêutica. Continue acompanhando seus sintomas e, se possível, anote quando a ansiedade aparece, intensidade, gatilhos e impacto no dia a dia para levar à consulta.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
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