Perguntas do paciente (2484)
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Olá boa tarde gostaria de saber se o clopixol depol engorda é da sonolência
Olá boa tarde gostaria de saber se o clopixol depol engorda é da sonolência
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. O Clopixol Depot (zuclopentixol decanoato) pode sim causar alguns efeitos colaterais como sonolência, cansaço, lentificação e aumento do apetite em algumas pessoas. Entre esses, o ganho de peso pode ocorrer ao longo do tempo, principalmente por aumento do apetite e redução da atividade física, mas não é inevitável em todos os pacientes.
A sonolência também é relativamente comum, especialmente no início do tratamento ou após ajustes de dose, podendo diminuir com o tempo.
Como é um medicamento de ação prolongada e indicado para condições psiquiátricas mais específicas, o acompanhamento médico é essencial para monitorar efeitos metabólicos, ajustar dose e avaliar alternativas caso os efeitos colaterais estejam impactando sua qualidade de vida.
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Médico do posto de saúde receitou desvenfalaxina 50mg pra mim tomar tenho depressão eu comprei mas t
Médico do posto de saúde receitou desvenfalaxina 50mg pra mim tomar tenho depressão eu comprei mas tô com medo de tomar dizem que ela difícil de parar de tomar não sei é verdade deve ser mesma coisa sertralina que já tomei mas ainda tô com medo começar ele também falou se caso ela não fazer efeito trocar por outro não sei essa troca abrupta também causa abstinência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A desvenlafaxina 50 mg é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), utilizado no tratamento da depressão, podendo também auxiliar em sintomas associados como ansiedade, falta de motivação, alterações do sono e sofrimento emocional.
É compreensível ter receio de iniciar um medicamento, principalmente após ouvir relatos sobre dificuldade de interrupção. A desvenlafaxina pode causar sintomas de descontinuação se for retirada de forma abrupta após uso contínuo, como tontura, sensação de choque elétrico, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono ou mal-estar. Porém, isso não significa que a pessoa ficará “presa” ao remédio; quando há indicação e a retirada é feita de maneira planejada pelo médico, geralmente é possível suspender com segurança.
A desvenlafaxina tem algumas semelhanças com a sertralina por atuar na serotonina, mas possui um mecanismo adicional envolvendo a noradrenalina, o que pode ser útil para alguns pacientes. Caso o tratamento precise ser trocado, o médico normalmente avalia a melhor estratégia, pois algumas trocas podem exigir redução gradual ou uma transição programada para evitar sintomas de descontinuação ou efeitos adversos.
O efeito antidepressivo costuma aparecer de forma progressiva, com melhora inicial de alguns sintomas em algumas semanas e avaliação mais completa geralmente após 4 a 8 semanas de uso adequado.
O acompanhamento com psiquiatra é importante para tratar depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno depressivo e transtornos de humor, ajustando a medicação de forma individualizada e acompanhando sua evolução com segurança.
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Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele pa
Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele passou para continuar em casa. Precisa fazer desmame?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende principalmente da dose, do tempo total de uso e de como ele está clinicamente.
A mirtazapina não costuma causar síndrome de abstinência intensa como alguns outros antidepressivos, mas pode sim provocar sintomas de descontinuação se for interrompida de forma abrupta, especialmente após uso contínuo por algumas semanas ou meses. Esses sintomas podem incluir insônia, irritabilidade, ansiedade, náusea e mal-estar.
No caso do seu pai, com cerca de 30 dias de uso, em geral a necessidade de “desmame” é mais individual: muitas vezes doses baixas podem ser reduzidas e suspensas de forma mais simples, mas ainda assim o ideal é não parar de uma vez sem orientação médica, principalmente porque ela foi iniciada após uma internação, o que sugere um quadro clínico que precisa de acompanhamento.
O mais seguro é o médico que prescreveu ou um psiquiatra orientar se deve manter, reduzir gradualmente ou suspender. Se ele estiver estável, às vezes o próprio médico planeja retirada progressiva.
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Eu estava tomando a sertralina 50mg por dia, ganhei uma bebê ela tem dois anos, aí tava me sentindo
Eu estava tomando a sertralina 50mg por dia, ganhei uma bebê ela tem dois anos, aí tava me sentindo melhor aí quiz para, fui para aos poucos aí fiquei uns dois ou três meses sem toma fiquei de boa mais aí me senti ansiosa de novo aí comecei a toma de novo, aí estou sentindo medos irritação mal estar e pensamentos estranhos será que é o remédio que está causando esses sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode estar relacionado, mas não é possível afirmar só por isso. O que você descreve pode acontecer em algumas situações diferentes:
Retorno da ansiedade de base: quando a sertralina é suspensa e depois reiniciada, os sintomas que ela controlava podem voltar, como medo, irritação, pensamentos intrusivos e mal-estar.
Efeito de reinício da sertralina: nas primeiras 1–2 semanas ao retomar, algumas pessoas sentem piora transitória da ansiedade, agitação, desconforto gastrointestinal e “pensamentos estranhos”, até o organismo se readaptar.
Dose ainda insuficiente: 50 mg é uma dose inicial comum, mas pode não ser suficiente dependendo da intensidade dos sintomas.
Em geral, não é recomendado suspender ou alternar o uso por conta própria, porque isso pode gerar oscilações do quadro emocional.
O mais adequado é reavaliar com o médico que prescreveu para ajustar dose ou estratégia de tratamento e diferenciar efeito de adaptação do medicamento versus retorno do transtorno de ansiedade. Se esses pensamentos estiverem muito intensos ou assustadores, procure avaliação mais rápida.
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Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?
Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a olanzapina pode afetar a memória, concentração e desempenho cognitivo em algumas pessoas, principalmente no início do tratamento ou após aumento da dose. Esse efeito geralmente está relacionado à sua ação no sistema nervoso central, podendo causar sonolência, lentificação, redução da atenção, sensação de “mente mais lenta” e dificuldade de concentração.
Por outro lado, é importante considerar que algumas condições tratadas com olanzapina, como transtorno bipolar, sintomas psicóticos, agitação intensa, ansiedade grave ou alterações importantes do humor, também podem prejudicar memória e concentração quando não estão bem controladas. Em alguns pacientes, ao estabilizar esses sintomas, a medicação pode até melhorar o funcionamento cognitivo.
A intensidade desses efeitos depende da dose utilizada, horário da tomada, associação com outros medicamentos, qualidade do sono e características individuais. Caso você tenha percebido uma piora importante após iniciar ou aumentar a olanzapina, vale conversar com o psiquiatra, pois pode ser necessário ajustar a dose ou avaliar alternativas.
O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar depressão, ansiedade, insônia, transtornos de humor, transtorno bipolar, sintomas psicóticos e TDAH em adultos, ajustando o tratamento para equilibrar o controle dos sintomas com a preservação da concentração, memória e qualidade de vida.
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Como o perito forense deve lidar com inconsistências no relato do examinando?
Como o perito forense deve lidar com inconsistências no relato do examinando?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perito forense deve lidar com inconsistências no relato do examinando de forma técnica, imparcial e cuidadosa, evitando interpretações precipitadas de que a divergência represente necessariamente mentira, simulação ou má-fé. Inconsistências podem ocorrer por diversos fatores, como falhas de memória, alterações emocionais, ansiedade, trauma psicológico, limitações cognitivas ou dificuldades de compreensão do evento avaliado.
A conduta adequada envolve realizar uma entrevista clínica detalhada, comparar as informações obtidas com documentos, registros, exames, relatos de terceiros e dados objetivos disponíveis. O perito deve identificar quais pontos são divergentes, investigar possíveis explicações e registrar as contradições de maneira descritiva no laudo, sem ultrapassar sua função técnica.
Na psiquiatria forense, a avaliação deve considerar aspectos como funcionamento mental, coerência interna do discurso, comportamento observado, consistência entre sintomas relatados e achados clínicos, além da possibilidade de simulação, dissimulação ou exagero de sintomas, sempre com base em critérios técnicos e não apenas em impressões subjetivas.
O papel do perito não é julgar a veracidade moral do examinando, mas fornecer uma análise científica sobre os aspectos psicológicos e psiquiátricos relevantes para a questão pericial. A avaliação especializada em psiquiatria forense, transtornos de ansiedade, depressão, transtornos de humor, transtornos de personalidade e alterações cognitivas permite uma conclusão mais segura e fundamentada.
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Qual a importância da análise funcional em psiquiatria forense?
Qual a importância da análise funcional em psiquiatria forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A análise funcional em psiquiatria forense é importante porque permite compreender a relação entre sintomas psiquiátricos, comportamento, contexto e consequências práticas na vida do indivíduo. Diferentemente de uma avaliação baseada apenas no diagnóstico, a análise funcional busca entender como, quando e por que determinado comportamento ocorre, quais fatores contribuem para sua manutenção e quais impactos existem no funcionamento pessoal, social, ocupacional e jurídico.
Na prática pericial, essa abordagem auxilia o psiquiatra forense a avaliar aspectos como capacidade civil, responsabilidade penal, prejuízo funcional, autonomia, tomada de decisões e impacto de transtornos mentais no comportamento. Ela permite diferenciar alterações decorrentes de transtornos psiquiátricos de fatores como dificuldades sociais, uso de substâncias, conflitos interpessoais ou estratégias de enfrentamento inadequadas.
Além disso, a análise funcional contribui para uma avaliação mais individualizada, reduzindo conclusões baseadas apenas em rótulos diagnósticos. O perito deve integrar informações da entrevista, exame do estado mental, documentos médicos, histórico clínico e contexto psicossocial.
Na psiquiatria forense, uma avaliação completa dos transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade, TDAH em adultos, alterações cognitivas e outros transtornos mentais exige compreender não apenas a presença de sintomas, mas também o impacto funcional desses sintomas sobre a vida e as questões legais envolvidas.
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Qual a diferença entre avaliação clínica e avaliação psiquiátrica forense?
Qual a diferença entre avaliação clínica e avaliação psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença principal entre a avaliação clínica psiquiátrica e a avaliação psiquiátrica forense está no objetivo da avaliação e no contexto em que ela é realizada.
A avaliação clínica psiquiátrica tem como finalidade principal cuidar do paciente. O psiquiatra busca compreender sintomas, história de vida, funcionamento emocional, aspectos biológicos e psicossociais para estabelecer diagnósticos, propor tratamentos e acompanhar a evolução. O foco é terapêutico, com construção de vínculo e definição da melhor conduta para promover saúde mental e qualidade de vida.
Já a avaliação psiquiátrica forense é realizada quando existe uma questão relacionada ao campo jurídico. O objetivo não é tratar o paciente, mas responder perguntas técnicas para auxiliar a Justiça, como avaliação de capacidade civil, responsabilidade penal, aptidão para determinadas funções, danos psíquicos ou análise de transtornos mentais em contextos legais. O psiquiatra atua como perito ou assistente técnico, mantendo uma postura de imparcialidade.
Na avaliação forense, além dos sintomas e diagnósticos, o profissional analisa a relação entre o quadro psiquiátrico e a questão jurídica específica, utilizando entrevistas, documentos, histórico médico, exames e outros elementos disponíveis.
Portanto, enquanto a psiquiatria clínica pergunta “qual é o sofrimento apresentado e como podemos ajudar?”, a psiquiatria forense busca responder “como determinado estado mental se relaciona com uma questão legal específica?”.
Ambas exigem conhecimento técnico em psiquiatria, mas possuem objetivos, responsabilidades e formas de atuação diferentes.
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Quais são os princípios fundamentais da atuação do psiquiatra forense?
Quais são os princípios fundamentais da atuação do psiquiatra forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os princípios fundamentais da atuação do psiquiatra forense envolvem a aplicação do conhecimento psiquiátrico em questões relacionadas ao Direito, mantendo rigor técnico, imparcialidade e respeito aos princípios éticos. Diferentemente da psiquiatria clínica, o objetivo principal não é tratar o indivíduo, mas avaliar aspectos mentais relevantes para uma demanda jurídica específica.
Os principais princípios são:
1. Imparcialidade e neutralidade técnica
O psiquiatra forense deve realizar uma avaliação objetiva, sem assumir o papel de defensor ou acusador. Sua função é analisar os dados disponíveis e apresentar conclusões fundamentadas, independentemente de favorecer qualquer uma das partes envolvidas.
2. Avaliação baseada em evidências
A análise deve considerar entrevista psiquiátrica, histórico médico, documentos, exames, informações de terceiros e observação clínica, evitando conclusões baseadas apenas em relatos isolados ou impressões subjetivas.
3. Limitação da atuação ao quesito jurídico
O profissional deve responder à pergunta legal apresentada, evitando extrapolações. Por exemplo, não basta identificar um transtorno mental; é necessário avaliar como ele se relaciona com a questão jurídica específica.
4. Diferenciação entre diagnóstico e capacidade funcional
Ter um diagnóstico psiquiátrico não significa automaticamente incapacidade, falta de responsabilidade ou ausência de autonomia. A psiquiatria forense avalia o impacto funcional do transtorno no contexto analisado.
5. Respeito aos princípios éticos e à confidencialidade
O psiquiatra forense deve informar claramente ao avaliado a natureza da avaliação, seus objetivos e os limites do sigilo, que são diferentes de uma consulta terapêutica convencional.
6. Fundamentação científica e atualização profissional
As conclusões devem ser baseadas em conhecimentos atuais da psiquiatria, psicopatologia, neurociências e critérios diagnósticos reconhecidos.
7. Análise do funcionamento global do indivíduo
A avaliação considera aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais, sociais e históricos, buscando compreender a relação entre o funcionamento psíquico e a situação jurídica.
8. Evitar julgamentos morais
O psiquiatra forense avalia comportamentos e estados mentais de forma científica, sem atribuir julgamentos de caráter ou moralidade ao indivíduo.
Assim, a psiquiatria forense atua como uma ponte entre saúde mental e sistema jurídico, utilizando a avaliação psiquiátrica para esclarecer questões legais com base técnica, ética e científica.
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Como diferenciar sintoma relatado de achado pericial?
Como diferenciar sintoma relatado de achado pericial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferenciação entre sintoma relatado e achado pericial é fundamental na avaliação psiquiátrica e médico-legal. O sintoma relatado corresponde à informação subjetiva fornecida pelo próprio paciente, como queixas de ansiedade, tristeza profunda, insônia, falta de motivação, irritabilidade, crises de ansiedade, ataques de pânico ou dificuldade de concentração. Esses dados refletem a experiência individual e precisam ser avaliados no contexto clínico.
Já o achado pericial é um dado objetivo identificado pelo avaliador durante uma avaliação técnica, baseado em entrevista, exame do estado mental, documentos médicos e evidências disponíveis. Inclui observações como comportamento, coerência do discurso, orientação, memória, humor, afeto e funcionamento cognitivo.
Na psiquiatria, especialmente em avaliações periciais, é necessário integrar sintomas relatados, sinais observáveis e impacto funcional para estabelecer hipóteses diagnósticas como transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico ou TDAH em adultos, evitando conclusões baseadas apenas em uma única fonte de informação.
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Como avaliar o estado mental de um periciado? .
Como avaliar o estado mental de um periciado? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação do estado mental de um periciado é realizada por meio do exame do estado mental (EEM), uma etapa fundamental da avaliação psiquiátrica e médico-pericial. O objetivo é observar aspectos objetivos do funcionamento psíquico no momento da entrevista, complementando os sintomas relatados pelo indivíduo.
São avaliados itens como aparência e comportamento, nível de consciência, orientação, atenção, memória, pensamento (curso e conteúdo), percepção, humor, afeto, linguagem, crítica, julgamento e capacidade de tomada de decisão. Também devem ser analisados sinais relacionados a ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, transtorno depressivo e transtorno do pânico, quando presentes.
Na perícia psiquiátrica, o examinador deve correlacionar os achados observados com a história clínica, documentos médicos e impacto funcional, evitando conclusões baseadas apenas em relatos subjetivos. Uma avaliação criteriosa permite compreender a gravidade dos sintomas, diferenciar sofrimento emocional de transtornos psiquiátricos estruturados e estabelecer uma análise técnica adequada.
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O que é simulação e por que sua identificação é importante na psiquiatria forense?
O que é simulação e por que sua identificação é importante na psiquiatria forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A simulação em psiquiatria forense corresponde à produção intencional ou exagerada de sintomas com o objetivo de obter algum benefício externo, como vantagens financeiras, afastamento laboral, benefícios legais ou outras recompensas. Diferentemente de um transtorno psiquiátrico verdadeiro, na simulação existe uma finalidade consciente associada à apresentação dos sintomas.
Sua identificação é importante na prática pericial porque a avaliação psiquiátrica deve ser baseada na integração entre relato do periciado, exame do estado mental, documentos médicos, histórico clínico e análise da funcionalidade. O perito deve evitar tanto a aceitação automática das queixas quanto julgamentos precipitados, realizando uma investigação técnica e imparcial.
A diferenciação entre sintomas reais e possíveis inconsistências é essencial para garantir uma avaliação justa, especialmente em quadros envolvendo ansiedade, depressão, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, burnout, TDAH em adultos e transtornos relacionados ao estresse, nos quais os sintomas podem apresentar grande variabilidade clínica. A psiquiatria forense busca compreender o funcionamento psíquico e estabelecer conclusões fundamentadas, preservando a ética e a segurança jurídica.
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Quais são os elementos analisados durante um exame do estado mental em contexto forense?
Quais são os elementos analisados durante um exame do estado mental em contexto forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O exame do estado mental (EEM) em contexto forense é uma avaliação sistemática dos aspectos psíquicos observáveis do periciado, sendo utilizado para complementar a história clínica, documentos médicos e análise da capacidade funcional. Diferentemente de uma entrevista clínica comum, na psiquiatria forense há maior atenção à coerência entre sintomas relatados, comportamento observado e informações disponíveis.
Os principais elementos avaliados incluem: aparência e comportamento (higiene, postura, contato visual, atitude durante a entrevista), nível de consciência e orientação (tempo, espaço e pessoa), atenção e concentração, memória, fala e linguagem, humor e afeto, curso e conteúdo do pensamento (ideias delirantes, preocupações excessivas, ruminação), percepção (alucinações), crítica e julgamento, além da capacidade de compreensão e tomada de decisões.
Também são analisados aspectos relacionados ao funcionamento emocional e cognitivo, incluindo sintomas de ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico, burnout e TDAH em adultos quando aplicável. A interpretação deve ser técnica, considerando contexto, evolução dos sintomas e impacto na vida pessoal, social e ocupacional do periciado.
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Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
Qual a diferença entre a entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A entrevista psiquiátrica clínica e a entrevista psiquiátrica forense possuem métodos semelhantes, porém objetivos diferentes. Na avaliação clínica, o foco principal é compreender o sofrimento do paciente, estabelecer um diagnóstico, identificar sintomas, avaliar fatores de risco e definir um plano terapêutico. O vínculo médico-paciente e o cuidado individual são elementos centrais, buscando melhora da saúde mental e qualidade de vida.
Já a entrevista psiquiátrica forense tem como objetivo responder a uma questão técnico-jurídica, como capacidade civil, responsabilidade penal, nexo causal ou avaliação de incapacidade laboral. O psiquiatra atua como avaliador imparcial, analisando informações do periciado, documentos, histórico clínico e exame do estado mental, sem estabelecer uma relação terapêutica.
Na psiquiatria forense, há maior atenção à consistência das informações, possíveis inconsistências, simulação e impacto funcional. São avaliados transtornos como transtorno de ansiedade, depressão, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico, burnout e TDAH em adultos, quando pertinentes, sempre relacionando sintomas, funcionamento e contexto legal.
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O que é uma avaliação psiquiátrica forense e qual seu objetivo?
O que é uma avaliação psiquiátrica forense e qual seu objetivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação psiquiátrica forense é uma avaliação especializada realizada por um psiquiatra com conhecimento em interface entre saúde mental e Direito, com o objetivo de analisar aspectos psicológicos e psiquiátricos que tenham relevância para uma questão judicial ou administrativa.
Diferentemente da avaliação psiquiátrica clínica, cujo foco principal é o tratamento e cuidado do paciente, a avaliação forense busca responder quesitos específicos relacionados a uma demanda legal, mantendo uma postura técnica e imparcial.
Durante a avaliação, o psiquiatra forense analisa elementos como:
História clínica e psiquiátrica;
Funcionamento cognitivo, emocional e comportamental;
Presença ou ausência de transtornos mentais;
Capacidade de compreensão, julgamento e tomada de decisões;
Relação entre um possível transtorno psiquiátrico e o fato ou situação avaliada.
A avaliação pode ser solicitada em diferentes contextos, como:
Análise de capacidade civil;
Avaliação de responsabilidade penal;
Processos relacionados ao trabalho;
Avaliação de danos psíquicos;
Questões familiares, como guarda e interdição;
Aptidão para determinadas atividades.
O objetivo central não é “dar razão” a uma das partes, mas fornecer uma análise técnica baseada em evidências científicas para auxiliar decisões judiciais. O psiquiatra forense deve atuar com imparcialidade, ética, fundamentação científica e limites claros de sua competência, diferenciando sintomas psiquiátricos de interpretações subjetivas ou conflitos comuns da vida.
Assim, a psiquiatria forense funciona como uma ponte entre a psiquiatria clínica e o sistema jurídico, contribuindo para uma compreensão mais adequada do funcionamento mental do indivíduo dentro de um contexto legal específico.
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Faço uso do risperidona de 2mg e carbonato de lítio de 600mg a há 10 meses. Com 3 meses de uso apre
Faço uso do risperidona de 2mg e carbonato de lítio de 600mg a há 10 meses.
Com 3 meses de uso apresentei esquecimento ao ler.Eu leio e depois esqueço o que acabei de ler, só vim perceber que foi o um dos remédio depois de 6 meses que alguem me relatou sobre isso.
Qual deles podem estar me causando isso ou é a junção do dois junto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade de memória e concentração que você descreve pode, sim, estar relacionada ao tratamento, mas é importante avaliar o contexto completo, porque risperidona e carbonato de lítio podem influenciar funções cognitivas por mecanismos diferentes.
O carbonato de lítio pode causar em algumas pessoas alterações como:
Lentificação do pensamento;
Dificuldade de concentração;
Sensação de “mente mais lenta”;
Tremores finos;
Cansaço ou sonolência.
Esses efeitos podem ser mais perceptíveis quando os níveis de lítio no sangue ficam acima do ideal, por isso é importante acompanhar periodicamente a litemia (nível sérico do lítio), além da função renal e da tireoide.
A risperidona também pode contribuir em alguns pacientes para:
Sonolência;
Redução de energia;
Sensação de menor agilidade mental;
Dificuldade de atenção, especialmente se houver sedação.
A associação dos dois medicamentos pode aumentar a chance de perceber alterações cognitivas, principalmente se houver sedação ou se as doses estiverem acima do necessário para o seu caso. Entretanto, também é importante considerar que o próprio transtorno tratado (por exemplo, transtorno bipolar, sintomas psicóticos, alterações de humor ou ansiedade intensa) pode afetar memória, atenção e desempenho cognitivo.
Não é recomendado suspender nenhum deles por conta própria. O ideal é conversar com o psiquiatra, relatando exatamente quando começou o sintoma e como ele interfere no dia a dia. O médico pode avaliar:
Litemia atual;
TSH e T4 livre (o lítio pode alterar a tireoide);
Função renal;
Necessidade de ajuste de dose ou mudança de horário das medicações.
Uma pergunta importante: qual foi o diagnóstico para o qual você iniciou lítio + risperidona (transtorno bipolar, psicose, outro)? E você toma o lítio 600 mg de uma vez ou dividido ao longo do dia?
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Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
Quanto tempo e como é feito o desmame da buprenorfina (Restiva)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desmame da buprenorfina (Restiva®) deve ser feito de forma gradual e individualizado, porque o tempo necessário depende principalmente da dose do adesivo, do tempo de uso, do motivo do tratamento (dor crônica, por exemplo), da resposta do paciente e da presença de sintomas de abstinência.
De forma geral, o médico costuma fazer uma redução progressiva da dose, por exemplo:
Reduzir para um adesivo de menor concentração;
Manter essa dose por algumas semanas para adaptação;
Fazer novas reduções até a suspensão completa.
O intervalo entre cada redução pode variar de semanas a meses. Pessoas que usaram por pouco tempo podem conseguir retirar mais rapidamente, enquanto quem utiliza há muitos meses ou anos geralmente precisa de um desmame mais lento.
Durante a redução, podem surgir sintomas de abstinência, como:
Ansiedade ou irritabilidade;
Insônia;
Agitação;
Suor excessivo;
Náuseas;
Diarreia;
Dores musculares;
Aumento da sensibilidade à dor.
Esses sintomas não significam necessariamente dependência no sentido de uso inadequado; podem ocorrer porque o organismo se adaptou ao medicamento.
É importante não cortar o adesivo, não aumentar o intervalo por conta própria e não suspender de forma abrupta, pois isso pode causar desconforto importante e piora da dor.
Para orientar melhor: você usa o Restiva de quantos mcg/h (5, 10, 15, 20 ou outro) e há quanto tempo? Ele foi prescrito para dor crônica (qual tipo de dor) ou outro motivo?
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Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansieda
Tô na 1ª semana de sertralina, senti cefaleia cabeça zonza com distanciamento de pensamento. Ansiedade, nada de melhor.
Devo continuar o uso?
Retorno da consulta só para 30 dias.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira semana de uso da sertralina, é relativamente comum surgirem efeitos iniciais como cefaleia, sensação de “cabeça zonza”, leve despersonalização/distanciamento, náusea, agitação e até uma percepção de que a ansiedade ainda não melhorou — e, em alguns casos, pode até parecer pior no início.
Isso acontece porque o organismo ainda está se adaptando ao aumento da serotonina. Em geral, a melhora clínica da ansiedade não aparece na primeira semana; costuma começar entre 2 e 4 semanas, com efeito mais consistente em até 6–8 semanas.
Se os sintomas estiverem leves a moderados e você estiver conseguindo funcionar, a orientação habitual é manter o uso e observar a evolução. Porém, se houver piora importante da ansiedade, agitação intensa, pensamentos muito estranhos ou qualquer ideia de autoagressão, é importante procurar reavaliação antes do retorno programado.
Se quiser, posso te explicar o que é esperado semana a semana na adaptação da sertralina para você saber exatamente o que pode acontecer.
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Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a med
Comecei o tratamento com Escitalopram há 3 anos, porém perdi o convênio e parei a medicação sozinha, me senti bem, mas a mais ou menos um mês atrás comecei a ficar ansiosa de novo e passei com um outro profissional para me ajudar. Me foi prescrito o Escitalopram 10mg porém o mesmo me fez muito mal. Eu durmo e acordo de madrugada passando mal, no primeiro dia senti o peito queimando, meu coração acelerou, fiquei com a boca seca, falta de ar e fraqueza. Estou com tremedeira, sinto os dentes batendo como se estivesse com frio, as vezes tenho leves espasmos, náuseas, sensação de tontura ou de cabeça flutuando, dor/pressão na região do peito e boca do estômago, uma diarreia muito líquida e (não sei se foi o remédio) mas minha sinusite atacou (li na bula que o remédio podia causar isso também). Devo me preocupar em relação a esses sintomas? Vou retornar com o médico que passava mas queria tirar essa dúvida antes.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer no início do tratamento com escitalopram, principalmente nas primeiras semanas, mas pela intensidade dos sintomas é importante manter contato com o médico que prescreveu antes de simplesmente continuar ou suspender por conta própria.
O escitalopram, apesar de ser um medicamento utilizado para ansiedade e depressão, pode causar uma fase inicial de adaptação em algumas pessoas, com sintomas como:
Aumento temporário da ansiedade ou sensação de agitação;
Tremores;
Náuseas e alterações intestinais, como diarreia;
Boca seca;
Alterações do sono;
Sensação de tontura ou “cabeça estranha”;
Sudorese e palpitações.
Alguns pacientes descrevem essa fase como uma piora antes da melhora, pois o organismo está se adaptando à ação do medicamento. Porém, sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar importante, coração muito acelerado, fraqueza intensa ou sensação de desmaio precisam ser avaliados para descartar outras causas e verificar se a dose ou a estratégia de início são adequadas para você.
Como você ficou cerca de 3 anos usando escitalopram anteriormente e depois interrompeu, é possível que a reintrodução precise ser feita de forma mais gradual em algumas pessoas (por exemplo, começando com dose menor e aumentando conforme tolerância), mas essa decisão deve ser feita pelo psiquiatra.
Procure atendimento com mais urgência se a dor no peito for forte ou persistente, vier acompanhada de falta de ar intensa, desmaio, palpitações muito intensas ou sintomas neurológicos diferentes do habitual.
Também é importante conversar com o médico sobre a possibilidade de os sintomas de ansiedade estarem se manifestando de forma intensa, incluindo crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, insônia, estresse e sintomas físicos relacionados à ansiedade, pois esses quadros podem se misturar aos efeitos iniciais da medicação.
Uma dúvida: há quanto tempo você reiniciou o escitalopram 10 mg (quantos dias de uso)? E você tomou os 10 mg já no primeiro dia ou começou com uma dose menor?
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Durante um mês e meio tomei a Venlafaxina, tive de deixar porque tinha efeitos colaterais, tensão ar
Durante um mês e meio tomei a Venlafaxina, tive de deixar porque tinha efeitos colaterais, tensão arterial alta… agora passado um mês de deixar esse antidepressivo comecei a sentir ansiedade, ataques de pânico… não quero mais tomar nada. Isto vai passar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer por dois motivos principais: retorno do transtorno de ansiedade de base e/ou efeito de “rebote” após a suspensão da venlafaxina.
A venlafaxina age sobre serotonina e noradrenalina e, em algumas pessoas, ao ser interrompida (principalmente após uso por semanas/meses), pode haver um período de instabilidade do sistema nervoso, com sintomas como ansiedade aumentada, crises de pânico, irritabilidade e sensações físicas intensas. Esse período costuma ser mais comum nas primeiras semanas após a retirada, mas pode variar.
Além disso, se a medicação estava controlando parcialmente os sintomas, é esperado que eles reapareçam quando ela é suspensa, especialmente se não houver outro tratamento substituindo.
Em muitos casos, essa fase melhora espontaneamente com o tempo, mas não dá para garantir que “vai passar sozinho”, principalmente se os ataques de pânico estiverem frequentes ou intensos.
Se você não quer tomar outra medicação agora, é importante pelo menos considerar outras abordagens que ajudam bastante: psicoterapia (especialmente TCC), redução de estimulantes (cafeína, álcool), sono regular e técnicas de controle de ansiedade.
Se os sintomas estiverem atrapalhando sua rotina ou aumentando de intensidade, o ideal é reavaliar com um psiquiatra para discutir alternativas com menos efeitos colaterais ou estratégias não medicamentosas.
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Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
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