Perguntas do paciente (2484)

  • Gostaria de saber se o ácido valproico afeta a memória e concentração deixando mais lento.

    Gostaria de saber se o ácido valproico afeta a memória e concentração deixando mais lento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pode. Algumas pessoas utilizando ácido valproico relatam sonolência, lentificação, dificuldade de concentração ou sensação de redução do desempenho cognitivo, embora esses efeitos não ocorram em todos os pacientes. É importante considerar também a própria doença psiquiátrica, alterações do sono, depressão, ansiedade e outros medicamentos como possíveis responsáveis pelas queixas cognitivas. Se a dificuldade de memória surgiu após o início ou aumento da medicação, vale discutir o quadro com o psiquiatra. A avaliação deve considerar dose, tempo de uso, associações medicamentosas e necessidade de manutenção do tratamento antes de qualquer alteração terapêutica.


  • Meu psiquiatra receitou Aymee, depois que estou usando tenho dormido muito a noite e passo o dia com

    Meu psiquiatra receitou Aymee, depois que estou usando tenho dormido muito a noite e passo o dia com sono. Eu tenho insônia e nada me fazia dormir. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, dependendo da composição do Aymee e da resposta individual, pode ocorrer sonolência ou alteração do padrão de sono. Entretanto, é importante avaliar se a sonolência começou após o início do medicamento, se existe aumento progressivo do sintoma e quais outros medicamentos estão sendo utilizados. Em alguém que apresentava insônia importante, uma melhora do sono pode ser esperada, mas passar o dia excessivamente sonolento merece reavaliação. Não é recomendável interromper ou modificar o tratamento sem orientação. O psiquiatra poderá avaliar horário de administração, dose, interações e se a sonolência representa efeito adverso ou apenas uma mudança inicial do padrão de sono.


  • Quais das fórmulas (laboratórios) da Fluoxetina que é melhor e faz mais efeitos e mais rápido

    Quais das fórmulas (laboratórios) da Fluoxetina que é melhor e faz mais efeitos e mais rápido

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Olá!

    Do ponto de vista científico, não existe uma fórmula ou laboratório de fluoxetina comprovadamente "mais forte", "melhor" ou que faça efeito mais rápido. Os medicamentos genéricos, similares equivalentes e de referência precisam demonstrar equivalência terapêutica e bioequivalência para serem aprovados pela Anvisa.

    Na prática clínica, porém, alguns pacientes relatam sentir diferenças ao trocar de laboratório, especialmente em medicamentos psiquiátricos. Isso pode ocorrer por pequenas diferenças nos excipientes e no perfil de absorção, embora o princípio ativo seja o mesmo. Essas diferenças costumam ser individuais, e um laboratório que funciona muito bem para uma pessoa pode não ser o preferido de outra.

    Entre os laboratórios mais utilizados no Brasil para fluoxetina estão:

    EMS
    Medley
    Eurofarma
    Germed
    Biosintética
    Brainfarma
    O medicamento de referência Prozac® (fluoxetina original) também continua disponível.

    Se um paciente está estável, a recomendação costuma ser manter o mesmo laboratório, evitando trocas frequentes entre marcas, pois isso reduz a percepção de oscilações no tratamento.

    Vale lembrar que a velocidade de resposta da fluoxetina depende muito mais de fatores individuais, da dose utilizada e do diagnóstico tratado do que do laboratório. Em geral, os primeiros benefícios para ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo e transtornos de humor costumam aparecer após algumas semanas de uso regular.

    Principais condições avaliadas em Psiquiatria:

    Ansiedade
    Depressão
    Insônia
    Crise de ansiedade
    Ataques de pânico
    Estresse
    Irritabilidade
    Tristeza profunda
    Falta de motivação
    Burnout
    Transtorno de ansiedade
    Transtornos de humor
    Transtorno depressivo
    Transtorno do pânico
    TDAH em adultos

    Se o objetivo for saber quais laboratórios costumam receber mais elogios dos pacientes na prática clínica (por exemplo, Prozac, Eurofarma, EMS, Medley, Germed, Biosintética etc.), posso comentar as percepções mais frequentes observadas no consultório e relatadas pelos pacientes.


  • Em geral, na prática clínica, quando há troca entre benzodiazepínicos para fins de desmame, costuma-

    Em geral, na prática clínica, quando há troca entre benzodiazepínicos para fins de desmame, costuma-se fazer substituição direta ou é mais comum um período de transição com ajuste gradual entre as medicações para reduzir risco de sintomas de abstinência? Minha substituição foi direta. Estou receoso!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A estratégia depende do benzodiazepínico utilizado, dose equivalente, tempo de uso, meia-vida, idade, comorbidades e risco de abstinência. Em determinadas situações pode ser realizada uma substituição direta, enquanto em outras é preferível uma transição gradual ou redução progressiva cuidadosamente planejada. Não existe um único esquema adequado para todos os pacientes. O objetivo é reduzir sintomas de abstinência, como ansiedade, insônia, tremores e irritabilidade, evitando também sedação excessiva. Se a substituição foi feita diretamente, isso não significa necessariamente que tenha sido inadequada, mas o acompanhamento médico é importante para monitorar tolerabilidade e ajustar o processo de desmame quando necessário.


  • Boa Noite. Tomo Sertralina 50 mg , a minha psiquiatra indicou Ansitec para usar juntamente com a

    Boa Noite.

    Tomo Sertralina 50 mg , a minha psiquiatra indicou Ansitec para usar juntamente com a mesma, porém no início senti muita falta de apetite que até ai considero normal por ser adaptação, mas após 15 dias de usos , comecei a sentir extrema agitação, e sensação de que estava ficando fora da realidade , dificuldade de me concentrar , como se minha mente estivesse ficando longe , fraqueza e hoje estou no terceiro dia sem tomar e sinto como se meu corpo estivesse tomando o controle novamente.

    Ele realmente pode dar esses efeitos colaterais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível que os sintomas estejam relacionados ao Ansitec (buspirona), embora nem todas as pessoas apresentem essa reação. Além de náuseas, perda de apetite, tontura e dor de cabeça, alguns pacientes podem relatar sensação de inquietação, agitação, dificuldade de concentração, estranheza, sensação de estar "fora da realidade" ou desconforto cognitivo durante o tratamento. O fato de você perceber melhora após três dias sem a medicação sugere uma possível relação temporal, mas não permite confirmar com certeza que ela foi a única responsável pelos sintomas.

    A associação entre sertralina e buspirona é frequentemente utilizada no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e burnout. Entretanto, cada organismo responde de forma diferente às medicações. O ideal é informar sua psiquiatra sobre os sintomas antes de retomar ou suspender definitivamente o medicamento, para que seja feita uma reavaliação individualizada da conduta terapêutica.


  • Minha psiquiatra fez um laudo com dois cids f20.0/25.0. Um deles eu sei que é esquizofrenia o outro

    Minha psiquiatra fez um laudo com dois cids f20.0/25.0. Um deles eu sei que é esquizofrenia o outro se não me engano é transtorno esquizoafetivo. Isso quer dizer que eu sou diagnosticado com essas duas patologias ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não necessariamente. Os códigos CID-10 F20.0 e F25.0 correspondem, respectivamente, a uma forma de esquizofrenia e a transtorno esquizoafetivo. A presença dos dois códigos em um documento pode ter diferentes significados: hipótese diagnóstica, diagnóstico diferencial, histórico clínico ou necessidade administrativa de codificação. Não é possível concluir, apenas pela presença dos códigos, que você tenha simultaneamente dois diagnósticos independentes. O ideal é perguntar diretamente à psiquiatra qual diagnóstico ela considera atual e qual foi a justificativa para cada código. A distinção entre esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo e transtornos do humor com sintomas psicóticos depende da evolução longitudinal dos sintomas.


  • Posso tomar amitriptilina pela primeira vez depois de dois dias sem consumir bebida alcoólica?

    Posso tomar amitriptilina pela primeira vez depois de dois dias sem consumir bebida alcoólica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, em geral, após dois dias sem consumir bebida alcoólica, não há impedimento para iniciar a amitriptilina conforme orientação médica. A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico utilizado em diversas condições, incluindo depressão, transtorno depressivo, ansiedade, transtorno de ansiedade, insônia e alguns quadros de dor crônica. O principal cuidado é evitar o consumo de álcool durante o tratamento, especialmente no início, pois a combinação pode potencializar efeitos como sonolência, tontura, redução da atenção e prejuízo da coordenação motora. Nas primeiras semanas, o organismo ainda está se adaptando à medicação, podendo ocorrer cansaço, boca seca e sonolência. O acompanhamento médico é importante para monitorar a resposta terapêutica e sintomas relacionados a crises de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e TDAH em adultos quando presentes.


  • Pode ser que o lítio leve mais de um mês para tratar a depressão bipolar? Estou usando há 5 semanas

    Pode ser que o lítio leve mais de um mês para tratar a depressão bipolar? Estou usando há 5 semanas e não senti melhoras na depressão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim. A resposta ao lítio na depressão bipolar pode ser gradual e variar consideravelmente entre os pacientes. Cinco semanas de tratamento sem melhora completa não significam necessariamente falha terapêutica. É importante confirmar se a concentração sérica está dentro da faixa terapêutica apropriada para o objetivo do tratamento, além de avaliar adesão, função renal, tireoidiana, interações medicamentosas e presença de outros fatores que possam manter os sintomas depressivos. Dependendo da intensidade da depressão e do risco clínico, o psiquiatra pode considerar ajustes ou associação de estratégias terapêuticas. Não aumente a dose por conta própria.


  • Iniciei hoje esses remédios Cloridrato de Sertralina é o Ansitec o a sertralina tomei apenas uma ban

    Iniciei hoje esses remédios Cloridrato de Sertralina é o Ansitec o a sertralina tomei apenas uma banda e eu n quero mais tomar esses remédios será q se eu parar hj tem algum problema? Por eu ter tomado apenas um vez eu quero focar na alimentação e atividades e fazer terapia sem medicação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Se você tomou apenas uma dose de sertralina e uma dose de Ansitec (buspirona), em geral não há risco de síndrome de retirada ou dependência ao interromper o tratamento imediatamente. Os sintomas de descontinuação costumam ocorrer após semanas ou meses de uso contínuo, não após uma única dose. Portanto, do ponto de vista farmacológico, parar hoje provavelmente não causará problemas relacionados à interrupção.

    Entretanto, é importante refletir sobre o motivo pelo qual essas medicações foram prescritas. Em casos de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor e TDAH em adultos, a combinação de alimentação saudável, atividade física e psicoterapia pode ser muito benéfica, mas nem sempre substitui a necessidade de tratamento medicamentoso. O ideal é conversar com o médico que fez a prescrição antes de abandonar definitivamente o plano terapêutico, para que a decisão seja tomada de forma segura e individualizada.


  • Quero mudar a hora de tomar a sertralina para de manhã, em vez da noite como costumo. Devo ficar um

    Quero mudar a hora de tomar a sertralina para de manhã, em vez da noite como costumo. Devo ficar um dia sem tomar e começar de manhã, ou posso tomar de noite, e no dia seguinte tomar novamente? Tomo por volta das 18h00

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, quando se deseja mudar o horário da sertralina da noite para a manhã, costuma-se evitar tomar duas doses muito próximas uma da outra. Uma estratégia frequentemente utilizada é tomar normalmente às 18h e, no dia seguinte, passar a tomar pela manhã, aceitando um intervalo um pouco maior entre as doses. Isso reduz o risco de efeitos adversos relacionados à duplicação da dose em menos de 24 horas. No entanto, a melhor forma de realizar essa mudança pode variar conforme a dose utilizada, o tempo de tratamento e a sensibilidade individual. A sertralina é amplamente utilizada no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, insônia, transtornos de humor, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação e TDAH em adultos. Caso esteja em uso de doses mais elevadas ou apresente sintomas importantes, o ideal é confirmar a orientação com o médico que acompanha seu tratamento.


  • Tomo carbonato de litio 600mg e resperidona de 2mg, e comecei apresentar esquecimento

    Tomo carbonato de litio 600mg e resperidona de 2mg e comecei apresentar esquecimento ao ler.ex eu leio uma pagina de um livro e não consigo explicar o que acabei de ler. tenho 11meses tomando .

    Quero saber ao trocar a medicação ou tirar quanto tempo volto ao normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Podem ocorrer sonolência, lentificação ou alterações de atenção e concentração durante o uso de medicamentos psiquiátricos, mas uma dificuldade significativa para compreender e reter o conteúdo de uma leitura merece investigação. É importante considerar tanto possíveis efeitos medicamentosos quanto a própria condição psiquiátrica, alterações do sono, depressão, ansiedade e outras causas clínicas. Como você relata 11 meses de uso, a avaliação deve considerar a relação temporal entre o início dos sintomas e as medicações, além das doses utilizadas. Não é possível prever em quanto tempo a cognição retornaria ao normal após uma eventual mudança, pois isso varia individualmente. A decisão deve ser feita com o psiquiatra.


  • Gostaria de saber se o medicamento voextor 10mg,e neozine 4% é pra quem tem TDAH?

    Gostaria de saber se o medicamento voextor 10mg,e neozine 4% é pra quem tem TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não são medicamentos considerados tratamentos de primeira linha para TDAH em adultos. O Voextor é vortioxetina, um antidepressivo utilizado principalmente no tratamento do transtorno depressivo maior, enquanto o Neozine (levomepromazina) é um antipsicótico com propriedades sedativas e pode ser utilizado em diferentes situações psiquiátricas. Em alguns pacientes, medicamentos podem ser prescritos para tratar depressão, ansiedade, insônia, agitação ou outras condições associadas ao TDAH, mas isso não significa que tratem diretamente os sintomas nucleares do transtorno. O diagnóstico de TDAH exige avaliação clínica específica, incluindo sintomas desde a infância e prejuízo funcional em diferentes contextos.


  • Olá meu esposo faz uso de arpejo 10 mg e sempre toma bebida alcoólica.a médica autorizou socialmente

    Olá meu esposo faz uso de arpejo 10 mg e sempre toma bebida alcoólica.a médica autorizou socialmente mais acaba bebendo quase todos os dias.tem risco de tirar o efeito da medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O consumo frequente de álcool durante o tratamento com aripiprazol merece cautela. Mesmo que o médico tenha autorizado consumo social, beber quase diariamente é diferente de um consumo ocasional e pode aumentar sonolência, tontura, prejuízo de julgamento e outros efeitos sobre o sistema nervoso central. Além disso, o álcool pode piorar sintomas de depressão, ansiedade, alterações do sono e controle dos impulsos, além de interferir negativamente na evolução de diversos transtornos psiquiátricos. Não é correto afirmar simplesmente que o álcool “corta o efeito” do aripiprazol, mas o consumo frequente pode comprometer a resposta global ao tratamento. Vale discutir esse padrão de consumo com o psiquiatra.


  • “Quais critérios clínicos definem a organização borderline da personalidade segundo o modelo psicodi

    “Quais critérios clínicos definem a organização borderline da personalidade segundo o modelo psicodinâmico e sua relação com o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No modelo psicodinâmico, especialmente na tradição de Kernberg, a organização borderline da personalidade é compreendida a partir de aspectos estruturais do funcionamento psíquico, como identidade pouco integrada, uso predominante de mecanismos de defesa primitivos, particularmente cisão, e manutenção relativamente preservada do teste de realidade. Podem existir dificuldades importantes na regulação afetiva, impulsividade e relações interpessoais marcadas por idealização e desvalorização. É importante diferenciar esse conceito estrutural do diagnóstico nosológico de TPB: organização borderline não equivale automaticamente ao diagnóstico de TPB. O diagnóstico clínico deve ser estabelecido pelos critérios de classificações atuais e pela avaliação longitudinal, enquanto a formulação psicodinâmica contribui para compreender a personalidade e orientar a psicoterapia.


  • “Quais são as características da organização borderline da personalidade e como elas influenciam o m

    “Quais são as características da organização borderline da personalidade e como elas influenciam o manejo psiquiátrico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na perspectiva psicodinâmica, a organização borderline caracteriza-se por identidade pouco integrada, uso predominante de mecanismos de defesa primitivos, como cisão, idealização, desvalorização e identificação projetiva, além de dificuldades na regulação afetiva e nas relações interpessoais. É importante diferenciar organização borderline de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): o conceito estrutural é mais amplo e não equivale automaticamente ao diagnóstico nosológico. No manejo psiquiátrico, essa compreensão favorece uma abordagem consistente, com limites claros, aliança terapêutica estável e atenção às oscilações afetivas, impulsividade, risco de autoagressão e fenômenos transferenciais.


  • “Como identificar o nível de organização borderline da personalidade na avaliação psiquiátrica e dif

    “Como identificar o nível de organização borderline da personalidade na avaliação psiquiátrica e diferenciá-lo de níveis neurótico e psicótico?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A avaliação do nível de organização da personalidade, na tradição psicodinâmica, considera principalmente três dimensões: integração da identidade, predominância dos mecanismos de defesa e qualidade do teste de realidade. No funcionamento neurótico, há identidade relativamente integrada, defesas predominantemente maduras ou de nível superior e teste de realidade preservado. Na organização borderline, observa-se identidade menos integrada e maior utilização de defesas primitivas, embora o teste de realidade geralmente permaneça preservado fora de episódios de descompensação. No funcionamento psicótico, podem existir prejuízos mais profundos da identidade, das relações objetais e do teste de realidade. Essa avaliação complementa, mas não substitui, os critérios diagnósticos atuais.


  • “O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) corresponde a qual nível de organização da personali

    “O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) corresponde a qual nível de organização da personalidade e quais são suas implicações para a avaliação estrutural em psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na formulação estrutural de Otto Kernberg, o Transtorno de Personalidade Borderline é classicamente associado ao nível borderline de organização da personalidade. Entretanto, é fundamental não confundir esses conceitos: “organização borderline” é uma construção psicodinâmica estrutural, enquanto o TPB é um diagnóstico clínico definido por critérios específicos. A avaliação estrutural considera integração da identidade, mecanismos de defesa e teste de realidade, além do funcionamento interpessoal e afetivo. Assim, uma pessoa pode apresentar características de funcionamento borderline sem necessariamente preencher critérios diagnósticos para TPB. Na prática psiquiátrica, essa diferenciação contribui para compreender a complexidade psicopatológica e individualizar o tratamento.
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  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está ligado a algum nível específico de organização d

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está ligado a algum nível específico de organização da personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, na abordagem psicodinâmica estrutural, o Transtorno de Personalidade Borderline é tradicionalmente relacionado à organização borderline da personalidade. Esse conceito, entretanto, não deve ser entendido como sinônimo do diagnóstico de TPB. A organização da personalidade é avaliada considerando principalmente a integração da identidade, os mecanismos de defesa predominantes e a preservação do teste de realidade. No TPB, é frequente encontrar identidade instável, defesas primitivas e intensa dificuldade de regulação emocional e dos vínculos interpessoais, enquanto o teste de realidade costuma permanecer preservado. A psiquiatria contemporânea deve integrar essa formulação estrutural aos critérios diagnósticos e à avaliação clínica individualizada.
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  • “Como reconhecer e manejar os efeitos da identificação projetiva na relação médico-paciente em indiv

    “Como reconhecer e manejar os efeitos da identificação projetiva na relação médico-paciente em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A identificação projetiva é um conceito psicodinâmico utilizado para descrever um processo no qual aspectos emocionais ou representações internas são projetados no outro, podendo também influenciar a experiência e o comportamento dessa pessoa na relação. Em pacientes com TPB, esse fenômeno pode contribuir para vínculos marcados por idealização, desvalorização, desconfiança ou intensa necessidade de proximidade. Na relação médico-paciente, o reconhecimento desses padrões ajuda o psiquiatra a evitar respostas impulsivas ou reativas. Uma postura empática, consistente e com limites terapêuticos claros favorece a aliança e reduz o risco de atuação contratransferencial. A contratransferência deve ser reconhecida como dado clínico, e não simplesmente como algo a ser “eliminado”.
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  • “De que forma a identificação projetiva, enquanto mecanismo de defesa primitivo, contribui para a in

    “De que forma a identificação projetiva, enquanto mecanismo de defesa primitivo, contribui para a instabilidade afetiva e relacional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na compreensão psicodinâmica do TPB, a identificação projetiva pode participar da instabilidade afetiva e relacional ao externalizar estados emocionais difíceis de integrar e favorecer interpretações polarizadas das relações. Quando associada à cisão, pode contribuir para mudanças rápidas entre idealização e desvalorização de pessoas significativas. É importante, entretanto, evitar uma explicação exclusivamente baseada nesse mecanismo: a psicopatologia do TPB é multifatorial e envolve aspectos temperamentais, neurobiológicos, ambientais e relacionais. Clinicamente, reconhecer esses padrões permite ao psiquiatra compreender melhor conflitos interpessoais, manter limites consistentes e evitar respostas contratransferenciais que possam intensificar a instabilidade da relação terapêutica.
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Perguntas frequentes

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