Perguntas do paciente (2484)

  • Qual a importância do pensamento dicotômico na compreensão da psicodinâmica dos transtornos de perso

    Qual a importância do pensamento dicotômico na compreensão da psicodinâmica dos transtornos de personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na perspectiva psicodinâmica, o pensamento dicotômico pode refletir dificuldades na integração de representações aparentemente contraditórias de si e dos outros. Em níveis mais imaturos de organização da personalidade, experiências positivas e negativas podem permanecer relativamente separadas, dificultando uma percepção mais ambivalente e realista. Isso pode influenciar relacionamentos, autoestima e regulação afetiva. Contudo, a psicodinâmica contemporânea não utiliza esse fenômeno isoladamente para diagnosticar transtornos de personalidade. Sua importância está em ajudar a compreender como determinados pacientes organizam experiências emocionais e relacionais.


  • . Qual a relação entre pensamento dicotômico e mecanismos de defesa primitivos?

    . Qual a relação entre pensamento dicotômico e mecanismos de defesa primitivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Existe uma relação conceitual importante entre pensamento dicotômico e mecanismos defensivos como a cisão. Na cisão, aspectos positivos e negativos de uma pessoa ou experiência podem permanecer separados, enquanto o pensamento dicotômico expressa cognitivamente essa divisão por meio de categorias extremas. Em determinadas organizações de personalidade, esses fenômenos podem ocorrer simultaneamente, principalmente sob intenso estresse emocional. Entretanto, pensamento dicotômico não equivale necessariamente à cisão e pode ocorrer por diversos mecanismos cognitivos. A avaliação clínica deve considerar o contexto e a função que esse padrão exerce na vida psíquica do indivíduo.


  • Como o pensamento dicotômico pode influenciar o curso clínico dos transtornos mentais?

    Como o pensamento dicotômico pode influenciar o curso clínico dos transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico pode influenciar o curso clínico de alguns transtornos ao dificultar a avaliação equilibrada de situações, aumentar conflitos interpessoais e favorecer interpretações extremas de eventos cotidianos. Em quadros como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pode intensificar oscilações afetivas e dificuldades relacionais. Em outros transtornos, pode contribuir para manutenção de crenças negativas ou padrões rígidos de comportamento. A identificação desse estilo cognitivo é clinicamente relevante porque intervenções psicoterápicas podem desenvolver maior flexibilidade cognitiva, capacidade de mentalização e tolerância à ambivalência, favorecendo melhor regulação emocional e funcionamento global.


  • Como o pensamento dicotômico pode impactar a adesão farmacológica?

    Como o pensamento dicotômico pode impactar a adesão farmacológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico, também chamado de pensamento “tudo ou nada”, pode prejudicar a adesão farmacológica ao levar a pessoa a interpretar o tratamento de maneira extrema: “se o remédio não funcionou imediatamente, não funciona” ou “se tive um efeito adverso, nunca poderei usar medicamentos”. Esse padrão cognitivo pode favorecer abandono precoce, uso irregular ou mudanças sem orientação médica. Na prática psiquiátrica, reconhecer essas distorções permite trabalhar expectativas mais realistas sobre o tempo de resposta, efeitos adversos e necessidade de ajustes. A psicoeducação e a terapia cognitivo-comportamental podem ajudar o paciente a tomar decisões terapêuticas de forma mais equilibrada e colaborativa.


  • Como o pensamento dicotômico se relaciona com a avaliação de risco em psiquiatria?

    Como o pensamento dicotômico se relaciona com a avaliação de risco em psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico pode influenciar a avaliação de risco em Psiquiatria porque tende a transformar situações complexas em categorias absolutas, como “baixo risco” ou “alto risco”, ignorando que o risco pode mudar conforme circunstâncias, sintomas e fatores de proteção. Na avaliação de suicídio, por exemplo, não basta identificar a presença ou ausência de ideação: é necessário analisar intensidade, frequência, planejamento, intenção, acesso a meios, tentativas anteriores, uso de substâncias, impulsividade, suporte social e fatores protetores. Uma avaliação psiquiátrica adequada é dinâmica e individualizada. Evitar conclusões precipitadas é essencial para reconhecer mudanças de risco e estabelecer um plano de segurança apropriado.


  • . Como o pensamento dicotômico pode influenciar a percepção de prognóstico em psiquiatria?

    . Como o pensamento dicotômico pode influenciar a percepção de prognóstico em psiquiatria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico, também chamado de pensamento “tudo ou nada”, caracteriza-se pela tendência a interpretar situações em categorias extremas, como “vai dar certo” ou “não há solução”, com pouca consideração para possibilidades intermediárias. Na Psiquiatria, isso pode influenciar a percepção do prognóstico, levando o paciente a interpretar uma recaída como fracasso completo ou uma melhora parcial como ausência total de resposta. Essa distorção cognitiva pode aumentar desesperança, ansiedade e insegurança diante do tratamento. Uma avaliação psicopatológica cuidadosa permite identificar esse padrão e contextualizá-lo dentro do quadro clínico, evitando conclusões precipitadas sobre evolução e prognóstico. A psicoterapia, especialmente abordagens cognitivas, pode ajudar a desenvolver interpretações mais flexíveis.


  • Como o pensamento dicotômico pode impactar a formulação de diagnóstico psiquiátrico?

    Como o pensamento dicotômico pode impactar a formulação de diagnóstico psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico é uma distorção cognitiva e não constitui, isoladamente, um diagnóstico psiquiátrico. Entretanto, sua presença pode influenciar a forma como o paciente descreve sintomas, acontecimentos e relações, podendo levar a relatos excessivamente polarizados. Isso exige cautela do profissional para não transformar uma característica de pensamento em evidência suficiente para determinado transtorno. Na avaliação psiquiátrica, o diagnóstico deve considerar conjunto de sintomas, duração, intensidade, prejuízo funcional, curso temporal, antecedentes, funcionamento global e exclusão de causas clínicas ou relacionadas a substâncias. A identificação de pensamentos do tipo “tudo ou nada” é, portanto, uma informação relevante para a formulação clínica, mas precisa ser integrada a toda a avaliação psicopatológica.


  • Como o pensamento dicotômico pode influenciar a transferência na relação médico-paciente?

    Como o pensamento dicotômico pode influenciar a transferência na relação médico-paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico pode influenciar a transferência ao favorecer percepções polarizadas do terapeuta ou médico, como idealização intensa (“é o único profissional que pode me ajudar”) ou desvalorização abrupta (“não serve para nada”) diante de uma frustração. Pequenas divergências, limites ou mudanças no tratamento podem ser interpretadas como rejeição ou abandono. Esse padrão não significa falta de colaboração ou má-fé do paciente; pode refletir mecanismos cognitivos e emocionais relacionados ao seu sofrimento psíquico. Na relação médico-paciente, reconhecer essas oscilações com empatia e estabelecer limites claros ajuda a preservar uma aliança terapêutica estável. A psicoterapia pode trabalhar progressivamente a capacidade de integrar aspectos positivos e negativos de uma mesma pessoa ou situação.


  • Em quais condições clínicas o pensamento dicotômico é mais frequentemente observado?

    Em quais condições clínicas o pensamento dicotômico é mais frequentemente observado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico pode aparecer em diferentes contextos e não é exclusivo de um transtorno psiquiátrico. Ele é frequentemente descrito em quadros associados a ansiedade, depressão e transtornos de personalidade, especialmente quando há elevada reatividade emocional e dificuldade de tolerar ambiguidades. Também pode aparecer em situações de estresse intenso e em padrões de funcionamento caracterizados por perfeccionismo ou baixa flexibilidade cognitiva. É importante diferenciar uma distorção cognitiva ocasional de um padrão persistente de funcionamento. Na avaliação psicopatológica, o significado do pensamento dicotômico depende do contexto, frequência, intensidade e impacto sobre relacionamentos, tomada de decisões e funcionamento cotidiano. Portanto, sua presença isolada não permite estabelecer um diagnóstico.


  • Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto sob a perspectiva psicopatológica

    Qual a diferença entre pensamento dicotômico e pensamento concreto sob a perspectiva psicopatológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pensamento dicotômico e pensamento concreto são conceitos diferentes na psicopatologia. O pensamento dicotômico corresponde a uma tendência cognitiva de interpretar situações de maneira polarizada, como certo ou errado, sucesso ou fracasso, sem considerar gradações intermediárias. Já o pensamento concreto refere-se à dificuldade de compreender abstrações, metáforas, duplo sentido ou conceitos simbólicos, levando a interpretações predominantemente literais. O primeiro está relacionado principalmente à flexibilidade cognitiva e às distorções de interpretação; o segundo pode aparecer em diferentes condições neuropsiquiátricas e deve ser avaliado no contexto global do funcionamento cognitivo. A distinção é importante porque uma pessoa pode apresentar pensamento dicotômico sem possuir pensamento concreto, e vice-versa.


  • Como o pensamento dicotômico pode afetar a adesão ao tratamento psiquiátrico?

    Como o pensamento dicotômico pode afetar a adesão ao tratamento psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O pensamento dicotômico pode prejudicar a adesão ao tratamento psiquiátrico porque favorece expectativas extremas. O paciente pode esperar uma melhora completa e imediata e, diante de efeitos adversos ou resposta parcial, concluir que “o remédio não funciona” ou que “nenhum tratamento vai funcionar”. Isso pode levar à interrupção precoce de antidepressivos, ansiolíticos ou outros medicamentos. Também pode ocorrer o oposto, com uma melhora inicial sendo interpretada como necessidade de interromper imediatamente o tratamento. A psicoeducação é fundamental para explicar tempo de resposta, possíveis efeitos adversos, objetivos terapêuticos e importância do acompanhamento. Uma relação médico-paciente baseada em comunicação clara e decisões compartilhadas também favorece maior adesão.


  • Como a avaliação psicopatológica pode identificar a presença de pensamento dicotômico?

    Como a avaliação psicopatológica pode identificar a presença de pensamento dicotômico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A identificação do pensamento dicotômico ocorre principalmente por meio da entrevista clínica e da análise da forma como a pessoa interpreta acontecimentos, relacionamentos e experiências emocionais. O profissional pode observar expressões absolutas, como “sempre”, “nunca”, “tudo” e “nada”, além de interpretações em extremos e dificuldade para reconhecer possibilidades intermediárias. Também é importante investigar se esse padrão é persistente, em quais situações aparece e quanto interfere nas decisões, relacionamentos e funcionamento cotidiano. Questionários de distorções cognitivas podem complementar a avaliação, mas não substituem a entrevista clínica. Na Psiquiatria, o pensamento dicotômico deve ser compreendido dentro da avaliação psicopatológica global, juntamente com humor, ansiedade, cognição, comportamento e funcionamento.


  • Estou a quase um ano em tratamento com 600mg de lítio e 20mg de fluoxetina, em diagnóstico ainda não

    Estou a quase um ano em tratamento com 600mg de lítio e 20mg de fluoxetina, em diagnóstico ainda não confirmado de bipolaridade, o tratamento é feito em UBS. Já faz muitos anos que faço tratamento para depressão e ansiedade, diversas trocas de remédio sem resultado. A questão é que mesmo melhorando dos sintomas com essa nova medicação, durante o dia sinto muito sono, mesmo tendo dormido bastante a noite. Esse sono tem prejudicado meus afazeres e estou suspeitando de ser a fluoxetina. Existe essa possibilidade? Já conversei com o médico sobre o sono absurdo, ele vai verificar depois dos meus exames de sangue e urina, mas queria saber se é válido apontar essa minha suspeita.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é válido levantar com seu médico a possibilidade de a medicação estar contribuindo para a sonolência, embora a fluoxetina não seja um medicamento tipicamente sedativo e outras causas também precisem ser investigadas. O próprio transtorno depressivo, alterações do sono, anemia, deficiência de vitaminas, alterações da tireoide, distúrbios metabólicos e outras condições podem provocar sonolência diurna importante. Como você utiliza lítio há cerca de um ano, é especialmente importante acompanhar litemia, função renal e tireoidiana, além dos demais exames solicitados. A combinação de lítio e antidepressivo exige acompanhamento psiquiátrico, principalmente quando ainda existe dúvida diagnóstica entre depressão recorrente e transtorno bipolar. Não altere as doses por conta própria; leve essa suspeita ao médico, pois ela é clinicamente pertinente.


  • Como a psiquiatria compreende o papel das distorções cognitivas na manutenção dos transtornos mentai

    Como a psiquiatria compreende o papel das distorções cognitivas na manutenção dos transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na perspectiva cognitiva, distorções cognitivas são padrões sistemáticos de interpretação que podem levar a pessoa a perceber acontecimentos de maneira mais negativa, ameaçadora ou rígida do que a situação necessariamente determina. Em quadros como ansiedade, depressão, transtorno do pânico e outros transtornos de humor, pensamentos automáticos podem aumentar emoções negativas e desencadear comportamentos de evitação, isolamento ou busca excessiva de segurança. Esses comportamentos, por sua vez, podem reforçar as crenças iniciais, criando um ciclo de manutenção dos sintomas. Isso não significa que o sofrimento seja “apenas pensamento”, mas que cognições, emoções, comportamento e contexto interagem. A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, busca identificar e modificar esses padrões de forma estruturada.


  • Tenho ansiedade desde a infância e sinto que isso tem me limitado cada vez mais. Tenho muita dificul

    Tenho ansiedade desde a infância e sinto que isso tem me limitado cada vez mais. Tenho muita dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina e até mesmo fazer refeições na frente de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba piorando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
    Já tentei várias formas de lidar com isso. Procuro me acalmar, me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e também já fiz acompanhamento psicológico. Mesmo assim, sinto que continuo preso nesse ciclo e que o problema ainda interfere bastante na minha vida.
    Recentemente, tomei medicação para ansiedade por cerca de três meses, mas não percebi melhora e acabei interrompendo o tratamento por causa dos efeitos colaterais.
    Hoje me sinto um pouco perdido sobre o que fazer. Gostaria de saber se seria importante procurar um psiquiatra novamente e quais opções costumam existir quando a primeira tentativa de tratamento não traz os resultados esperados.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Pelo que você descreve, existe um sofrimento significativo e um prejuízo real na sua rotina, especialmente pela dificuldade de comer fora, estar em ambientes diferentes e pelo medo intenso de passar mal ou vomitar. Esse conjunto pode estar relacionado a transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, fobia específica, ansiedade social ou outras condições, e a diferenciação depende de uma avaliação psiquiátrica detalhada. O fato de uma medicação anterior não ter funcionado ou ter causado efeitos colaterais não significa que não exista tratamento eficaz. Existem diferentes classes de medicamentos e estratégias psicoterápicas, e a terapia de exposição, quando bem indicada e conduzida, pode ser particularmente importante para reduzir a evitação. Vale procurar novamente um psiquiatra para revisar o diagnóstico e construir um tratamento individualizado.


  • Estou em tratamento pra toc religioso, já passei por alguns antidepressivos e agora o médico me pass

    Estou em tratamento pra toc religioso, já passei por alguns antidepressivos e agora o médico me passou paroxetina e manteve a risperidona. Estou tomando a paroxetina há quase 3 semanas, com quanto tempo ela começa a mostrar resultados positivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), quase três semanas de paroxetina ainda podem representar uma fase relativamente inicial do tratamento. Antidepressivos serotoninérgicos, incluindo a paroxetina, frequentemente precisam de algumas semanas para produzir uma resposta clínica significativa, e no TOC a melhora pode ser mais gradual do que em quadros de depressão. Além do medicamento, a terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta é uma das principais abordagens psicoterápicas para TOC. A risperidona, quando utilizada como potencialização, também precisa ser avaliada individualmente e acompanhada pelo psiquiatra. Não aumente a dose nem interrompa a medicação por conta própria. O médico avaliará resposta, tolerabilidade e necessidade de ajustes ao longo do acompanhamento.


  • Tomo sertralina de 50mg,4 pela manhã, receitado pela psiquiatria. Mas depois q ela aumentou para essa

    Tomo sertralina de 50mg,4 pela manhã, receitado pela psiquiatria. Mas depois q ela aumentou para essa dose, tenho muita fome, e emboço muito. Será q pode ser um efeito colateral da Sertralina?
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, é possível que esses sintomas estejam relacionados à sertralina. Embora muitas pessoas não apresentem alteração significativa do apetite, algumas podem perceber aumento da fome, maior interesse por alimentos e, consequentemente, ganho de peso durante o tratamento, especialmente após aumentos de dose. A sensação de "inchaço" ou empachamento também pode ocorrer em alguns pacientes, embora seja menos comum.

    Como você está utilizando 4 comprimidos de 50 mg pela manhã (200 mg ao dia), que é uma dose relativamente elevada, vale a pena informar seu psiquiatra sobre essas mudanças. Além da medicação, fatores como ansiedade, melhora do humor, alterações hormonais, hábitos alimentares e retenção de líquidos também podem influenciar o apetite e o peso.

    A sertralina é amplamente utilizada no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, insônia, estresse, irritabilidade e TDAH em adultos. Caso o aumento da fome esteja causando ganho de peso importante ou desconforto significativo, uma reavaliação do tratamento pode ser necessária para discutir possíveis ajustes.


  • Faz um tempo que faço uso de antidepressivos e já foi trocado algumas vezes por não ter uma melhora

    Faz um tempo que faço uso de antidepressivos e já foi trocado algumas vezes por não ter uma melhora e ainda não sinto nem uma diferença e porque ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Quando vários antidepressivos não produzem melhora satisfatória, é importante não concluir simplesmente que “nenhum remédio funciona”. É necessário revisar o diagnóstico, o tempo de tratamento, as doses utilizadas, a adesão, possíveis efeitos de outras substâncias e a presença de condições clínicas que podem produzir sintomas semelhantes. Também deve ser investigada a possibilidade de transtorno bipolar, especialmente quando existem episódios de elevação anormal do humor, redução da necessidade de sono, impulsividade ou períodos de aumento incomum de energia. Em alguns casos, a estratégia pode envolver combinação ou potencialização terapêutica, psicoterapia ou mudança de classe medicamentosa. A avaliação psiquiátrica detalhada é essencial para entender por que houve respostas insuficientes e evitar novas trocas de forma aleatória.


  • Mirtazapina 30 mg causa dependência? Tomo mirtazapina a uns oito meses,posso parar s desmame?

    Mirtazapina 30 mg causa dependência?
    Tomo mirtazapina a uns oito meses,posso parar s desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A mirtazapina 30 mg não é considerada uma medicação que cause dependência química da mesma forma que benzodiazepínicos, como clonazepam ou alprazolam. Entretanto, após cerca de oito meses de uso, não é recomendado interrompê-la abruptamente sem orientação médica. A suspensão repentina pode provocar sintomas de descontinuação, como ansiedade, irritabilidade, insônia, inquietação, tontura, náuseas e mal-estar geral, além do risco de retorno dos sintomas que motivaram o tratamento.

    Por esse motivo, o mais indicado é realizar um desmame gradual, com redução progressiva da dose conforme orientação do psiquiatra. Isso permite que o organismo se adapte à retirada da medicação de forma mais confortável e segura. A mirtazapina é frequentemente utilizada no tratamento de depressão, transtorno depressivo, ansiedade, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, transtornos de humor, estresse, tristeza profunda e falta de motivação. Antes de qualquer mudança, converse com o médico que acompanha seu caso para definir a melhor estratégia de suspensão.


  • Fiz uma troca difícil de antidepressivo da Sertralina para o Escitalopram 20mg e, para conseguir agu

    Fiz uma troca difícil de antidepressivo da Sertralina para o Escitalopram 20mg e, para conseguir aguentar essa transição, precisei tomar 10 gotas de clonazepam todos os dias durante 6 meses. Fiz o desmame ao longo de 2 meses e meio e hoje estou no meu 23º dia totalmente sem o clonazepam. Eu melhorei das crises mais violentas do início, mas sinto que estou em um estado de "bem, mas não 100%", o que me deixa muito confusa e insegura. O que me causa muita agonia e insegurança é que eu não sei se estou assim por conta do desmame do clonazepam. Usar ele por 6 meses e estar há 23 dias sem ele explica esse frio na barriga, a queimação e essa tristeza do nada? É abstinência? Escitalopram 20mg sozinho realmente vai dar conta de estabilizar tudo isso (inclusive o trauma e o medo) se eu der tempo ao tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Após seis meses de uso diário de clonazepam, sintomas como ansiedade, frio na barriga, sensação de queimação, insegurança e alterações emocionais podem ocorrer durante a retirada, especialmente nas primeiras semanas. Entretanto, esses sintomas também podem representar a própria ansiedade ou o transtorno que estava sendo tratado, e nem sempre é possível distinguir abstinência de retorno dos sintomas apenas pelo relato. O tempo de recuperação varia bastante entre as pessoas. O escitalopram 20 mg pode continuar produzindo efeito terapêutico, mas a resposta deve ser avaliada pelo psiquiatra ao longo do tempo. Como você está há 23 dias sem clonazepam, não é recomendável reiniciá-lo ou alterar o escitalopram por conta própria. O acompanhamento médico é importante para diferenciar sintomas de descontinuação, recaída e ansiedade residual.


Perguntas frequentes

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