Perguntas do paciente (15)

  • Qual a diferença entre ansiedade, ansiedade social e ansiedade de desempenho? Um está ligado ao outr

    Qual a diferença entre ansiedade, ansiedade social e ansiedade de desempenho? Um está ligado ao outro? O tratamento é separado? É possível ter os três juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Oi, boa pergunta! A ansiedade social e ansiedade de desempenho têm muita sobreposição, já que ambas envolvem o medo de avaliação. A ansiedade geral pode intensificar a social e de desempenho, entende? Então quer dizer que pode-se ter os três juntos? Sim, é possível. Por exemplo, uma pessoa pode ter ansiedade generalizada que se agrava em situações sociais e culmina em picos de ansiedade ao realizar tarefas específicas. Na verdade, é bem comum. O tratamento pode ser adaptado conforme os sintomas predominantes, mas se uma leva a outra, precisa-se de uma abordagem especializada como a terapia cognitivo comportamental.


  • Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante a infância e adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Os sinais precoces do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem surgir no final da infância ou na adolescência, geralmente a partir dos 12 anos, quando as mudanças emocionais e comportamentais se tornam mais evidentes devido ao desenvolvimento emocional e social dessa fase.

    Infância tardia (10-12 anos): Sinais iniciais podem incluir instabilidade emocional, impulsividade e medo de abandono, mas geralmente são difíceis de diferenciar de comportamentos típicos dessa fase.

    Adolescência (13-18 anos): É o período em que os sinais ficam mais pronunciados, como relacionamentos instáveis, comportamentos autodestrutivos, sensação de vazio e dificuldades de identidade.

    Um diagnóstico formal de TPB geralmente não é feito antes dos 18 anos, mas a identificação de padrões comportamentais na adolescência pode ajudar a implementar intervenções precoces e reduzir a gravidade do transtorno na vida adulta.





  • O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?

    O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Terapia :) Além disso, é fundamental a adesão ao tratamento com o psiquiatra! Muitas pessoas demoram anos para identificar o Transtorno Bipolar, e o uso de medicamentos antidepressivos sem o diagnóstico correto pode piorar os sintomas, como desencadear episódios de mania ou ciclos rápidos, pois os medicamentos adequados para esse transtorno são outros.
    O acompanhamento profissional adequado faz toda a diferença para estabilizar o humor e melhorar a qualidade de vida.


  • O que acontece se uma pessoa não trata o transtorno bipolar?

    O que acontece se uma pessoa não trata o transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Se o Transtorno Bipolar não for tratado, as consequências podem ser graves e afetar todas as áreas da vida da pessoa. Sem tratamento, os episódios de humor (maníacos, depressivos ou mistos) podem se tornar mais frequentes, intensos e duradouros, dificultando a recuperação e piorando o quadro ao longo do tempo.

    Durante os episódios de mania, a pessoa pode tomar decisões impulsivas e arriscadas, como gastar grandes somas de dinheiro, envolver-se em atividades perigosas ou comprometer relacionamentos. Esses comportamentos podem levar a problemas financeiros, conflitos familiares e até questões legais. Já nos episódios de depressão, a pessoa pode experimentar um isolamento profundo, sentir-se incapaz de trabalhar ou estudar, e o risco de suicídio aumenta significativamente, tornando esse um dos principais perigos do transtorno não tratado.

    Além disso, o transtorno bipolar não tratado pode prejudicar a saúde física, aumentando o risco de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade, devido ao estresse constante, maus hábitos alimentares e falta de rotina. A memória, a concentração e a capacidade de tomar decisões também podem ser afetadas, impactando o desempenho acadêmico e profissional.

    Muitas pessoas acabam recorrendo ao uso de álcool ou drogas como uma forma de aliviar os sintomas, mas isso tende a agravar ainda mais o transtorno, dificultando o tratamento futuro. Por fim, os relacionamentos interpessoais frequentemente sofrem com os altos e baixos do humor, o que pode levar ao afastamento de amigos, familiares e parceiros.

    Tratar o transtorno bipolar é essencial para evitar esses impactos e ajudar a pessoa a levar uma vida mais equilibrada, funcional e satisfatória. O tratamento geralmente combina medicação, como estabilizadores de humor, com psicoterapia para ensinar estratégias de gerenciamento emocional e comportamental. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhores são as chances de controle do transtorno e de prevenção de complicações.


  • É normal a psicóloga só ouvir o paciente, na primeira consulta inicial sem repassar algumas dicas?

    É normal a psicóloga só ouvir o paciente, na primeira consulta inicial sem repassar algumas dicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Sim e não, depende da abordagem da psicóloga e das suas expectativas. Em algumas abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a escuta é ativa, mas há um foco maior em práticas e técnicas que o paciente pode aprender para lidar com suas questões. Entretanto, é importante desmistificar a ideia de que a psicóloga oferece "dicas" ou orientações. Ela pode, na verdade, ensinar o paciente a pensar de forma crítica e a analisar suas próprias situações, mas essas orientações são sempre personalizadas, baseadas nas informações coletadas durante o processo terapêutico. O primeiro encontro, portanto, tem como objetivo principal estabelecer o vínculo terapêutico, compreender o contexto do paciente e identificar os motivos pelos quais ele busca ajuda, preparando o terreno para as intervenções mais específicas ao longo do tratamento.


  • Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça

    Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça fica a mil e mts métodos acabo nem lembrando...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Lidar com uma crise de ansiedade sozinho pode ser desafiador, mas o simples é o que funciona! Faça a famosa respiração 4 segundos inspirando e 6 expirando :)

    Essa técnica de respiração, conhecida como respiração diafragmática ou coerente, ajuda a regular o sistema nervoso autônomo, que controla as reações ao estresse.

    Redução do ritmo cardíaco: Inspirar profundamente e expirar lentamente ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável por promover relaxamento. Isso desacelera os batimentos cardíacos, aliviando sintomas físicos da ansiedade.

    Aumento do oxigênio no corpo: Respirar profundamente ajuda a equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, o que reduz a sensação de falta de ar.

    Interrupção do ciclo de hiperventilação: Durante uma crise, é comum respirar rápido e superficialmente, o que pode causar tontura, tremores e piorar a ansiedade. A respiração controlada quebra esse ciclo.

    Foco no presente: Contar os segundos ao respirar desvia a atenção de pensamentos ansiosos, ajudando a "ancorar" a mente no momento presente.


  • Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?

    Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    A duração da psicoterapia deve ser sempre ajustada às necessidades individuais do paciente, visando um processo seguro e eficaz. O tempo de tratamento depende dos objetivos que a pessoa deseja alcançar, seja para resolver um problema específico ou promover um desenvolvimento emocional mais profundo. Na psicoterapia breve, que pode durar até 12 sessões, o foco é em intervenções rápidas e eficazes. Já nas psicoterapias de terceira onda da TCC, os recursos terapêuticos geralmente permitem um tratamento de 6 meses a 1 ano, com a possibilidade de alguns pacientes experimentarem melhorias significativas em um período mais curto. O objetivo principal da psicoterapia de terceira onda é o aprendizado de habilidades práticas que o paciente possa aplicar a longo prazo. O tratamento é altamente individualizado, respeitando o perfil de cada pessoa. Caso o paciente deseje continuar após esse período, o processo segue para uma fase de manutenção, com foco no desenvolvimento de habilidades socioemocionais para a adaptação contínua ao longo da vida.


  • eu preciso de encaminhamento medico pra passar no psicólogo?

    eu preciso de encaminhamento medico pra passar no psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Não é necessário um encaminhamento médico para iniciar o tratamento com um psicólogo, exceto em casos específicos de planos de saúde que exigem esse tipo de recomendação. Você pode procurar um psicólogo diretamente e agendar uma consulta.


  • Estou passando por alguns problemas, como insônia, ansiedade e uma possível depressão, devo procurar

    Estou passando por alguns problemas, como insônia, ansiedade e uma possível depressão, devo procurar primeiramente a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Se você está enfrentando insônia, ansiedade e suspeita de depressão, a escolha entre procurar um psicólogo ou psiquiatra depende do tipo de suporte que você acredita que precisa neste momento.

    Psicólogo: É a melhor escolha se você quiser explorar suas emoções, identificar padrões de pensamento e comportamento, e aprender a lidar com o que está enfrentando através de técnicas como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou outras abordagens. O psicólogo pode ajudá-la a entender as causas subjacentes da sua ansiedade e depressão, e a desenvolver estratégias para enfrentar esses desafios.

    Psiquiatra: Caso você esteja experimentando sintomas mais graves, como crises persistentes e pensamentos que contribuem para risco, sensação de desespero, ou um quadro de depressão mais intenso, um psiquiatra pode ser o profissional inicial. O psiquiatra pode avaliar a necessidade de medicamentos para ajudar no controle dos sintomas e, em alguns casos, pode recomendar terapia como parte do tratamento.


  • Tenho dificuldade em me concentrar, memória ruim, agitação das pernas e as vezes da mão, devo ir num

    Tenho dificuldade em me concentrar, memória ruim, agitação das pernas e as vezes da mão, devo ir num psicólogo primeiro ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Quando procurar um psicólogo primeiro:
    - Se os sintomas estão afetando seu dia a dia, mas você quer entender mais sobre suas emoções, hábitos ou comportamentos antes de considerar medicação.
    - Caso esteja em busca de estratégias para lidar com esses sintomas por meio de terapia e mudança de hábitos.
    - Para avaliar se as causas podem estar ligadas a questões emocionais, como ansiedade ou estresse.

    Quando procurar um psiquiatra primeiro:
    - Se os sintomas são intensos e afetam muito a sua qualidade de vida.
    - Caso suspeite que possa haver uma causa biológica ou necessidade de medicação para ajudar a controlar os sintomas (como no caso de TDAH ou ansiedade severa).
    - Quando existe dificuldade para dormir, grande sofrimento emocional ou outros sinais que podem sugerir um transtorno mental.


  • É possível a pessoa ter TDAH não diagnosticado e mesmo assim conseguir tirar ótimas notas na escola

    É possível a pessoa ter TDAH não diagnosticado e mesmo assim conseguir tirar ótimas notas na escola e faculdade? (ainda que sob muito stress ou ansiedade)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Sim!
    Aqui estão alguns motivos pelos quais isso pode acontecer:

    Supercompensação: Pessoas com TDAH podem trabalhar muito mais do que outras para manter o desempenho acadêmico. Elas podem gastar mais tempo organizando tarefas, estudando por longas horas, ou adotando estratégias rígidas para minimizar a desatenção e impulsividade, o que, embora eficaz, pode ser extremamente desgastante e estressante.

    Inteligência ou habilidades específicas: Algumas pessoas com TDAH têm inteligência acima da média ou habilidades específicas (como criatividade ou pensamento fora da caixa) que podem ajudá-las a lidar com as demandas acadêmicas. Isso pode mascarar os sintomas do TDAH, permitindo-lhes manter boas notas, mesmo com dificuldades relacionadas à atenção e concentração.

    Alta ansiedade e estresse: O estresse e a ansiedade podem ser reações a tentativas de compensar a desatenção ou a impulsividade. A ansiedade pode, por exemplo, motivar um esforço excessivo para controlar o desempenho acadêmico e evitar falhas. Contudo, essa pressão constante pode levar a um desgaste emocional e físico significativo.

    Ambientes estruturados: A faculdade, por exemplo, pode fornecer uma estrutura mais flexível que ajuda algumas pessoas com TDAH a se organizarem melhor, com prazos claros e mais controle sobre sua agenda. No entanto, a pressão para manter esse desempenho pode gerar altos níveis de estresse e ansiedade.

    Foco em tarefas de curto prazo: Algumas pessoas com TDAH podem se sair bem em tarefas ou provas de curto prazo, onde a pressão momentânea e o foco intenso nas tarefas podem ser mais fáceis de gerenciar, ao invés de uma exigência contínua de atenção e organização ao longo do tempo.


  • Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te

    Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
    Posso ter algum transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    É muito bom que você tenha consciência do seu comportamento alimentar e esteja buscando entender melhor o que está acontecendo. A dificuldade em manter o controle sobre a alimentação pode estar associada a compulsão alimentar, um tipo de ansiedade que precisa ser tratada. Além de outras dificuldades emocionais como por exemplo o autocontrole.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Boa tarde! Para fazer uma avaliação adequada, é importante considerar alguns aspectos. Ansiedade e estresse podem se sobrepor, mas têm características distintas.

    Ansiedade geralmente envolve preocupação excessiva, inquietação, e sintomas físicos como palpitações, sudorese e dificuldades para relaxar. Ela pode ser desencadeada por preocupações constantes, mas não necessariamente por uma situação específica.

    Estresse ocorre quando há um desequilíbrio entre as demandas que você enfrenta e a sua capacidade de lidar com elas. Ele pode ser causado por pressões no trabalho, em relacionamentos, ou outras responsabilidades, e se manifesta em sintomas como irritabilidade, tensão muscular e fadiga.

    Você pode fazer uma avaliação completa com a Terapia. Vamos explorar sua história de vida, seus sintomas e as situações que mais influenciam seu bem-estar. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar escalas e questionários específicos para medir o impacto da ansiedade ou do estresse em sua vida.

    Se você sentir que está difícil lidar com esses sintomas sozinha, pode ser um bom momento para procurar ajuda profissional.


  • Estou com a auto-estima baixa, em relação em conseguir alguém por culpa da minha aparência. Estou

    Estou com a auto-estima baixa, em relação em conseguir alguém por culpa da minha aparência.
    Estou pensando em desistir de tudo as vezes... qual tipo de tratamento devo iniciar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares


    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalharíamos os seguintes pontos para lidar com a baixa autoestima relacionada à aparência e os pensamentos de desistência:

    Identificação de crenças disfuncionais: Exploraríamos as crenças negativas que você tem sobre si mesma, como "não sou atraente o suficiente", e como essas ideias afetam sua autoestima e ações.

    Reestruturação cognitiva: Desafiaríamos essas crenças, buscando evidências contrárias e substituindo pensamentos distorcidos por outros mais realistas e equilibrados, ajudando a melhorar a visão de si mesma.

    Mindfulness e aceitação: Trabalharíamos técnicas para aumentar a consciência e aceitação do seu corpo, promovendo uma relação mais positiva com sua aparência.

    Estabelecimento de objetivos realistas: Focaríamos em metas pequenas e alcançáveis, tanto para a autoestima quanto para melhorar a forma como se relaciona com os outros, sem a pressão da perfeição.


  • Costumo ter crises de irritabilidade, euforia e também alguns sintomas que parece depressão. Já faz

    Costumo ter crises de irritabilidade, euforia e também alguns sintomas que parece depressão. Já faz um ano e vem piorando e se tornando muito constante. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Frida Soares

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Com base nos sintomas que você descreveu: irritabilidade, euforia, e episódios que se assemelham à depressão. Esses sintomas podem estar relacionados a diversas condições, incluindo transtornos de humor graves como transtorno bipolar ou depressão, mas apenas um profissional qualificado pode fazer uma avaliação adequada. 1 ano já é um tempo longo, suficiente para um diagnóstico. Não naturalize esses sintomas como algo da sua personalidade.


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Perguntas frequentes

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