Perguntas do paciente (3)

  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Moro

    O que você descreve pode estar relacionado a episódios de despersonalização e desrealização, que são respostas comuns em quadros de ansiedade intensa. Mesmo sem os sintomas físicos mais fortes, o medo constante e a sensação de desconexão indicam que o sistema de alerta interno ainda está bastante ativado.

    É muito positivo que você já esteja buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico — essa combinação costuma trazer excelentes resultados. A psicoterapia ajuda a compreender os gatilhos da ansiedade, recuperar a sensação de segurança e restabelecer o vínculo com a realidade.

    Continue cuidando da sua rotina e, se possível, agende um acompanhamento terapêutico regular. Esse processo será fundamental para que você retome o equilíbrio e a tranquilidade emocional.


  • Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um

    Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
    É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Moro

    O uso dos jogos como forma de escapismo é algo compreensível, especialmente quando há dificuldades de interação social ou insatisfação com a rotina. No entanto, quando o mundo virtual se torna o principal espaço de prazer e vínculo, isso pode indicar um sofrimento emocional mais profundo, como um quadro depressivo.

    O fato de você perceber esse padrão já é um passo importante. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender as funções que o jogo vem ocupando na sua vida, trabalhar sentimentos de isolamento e construir formas mais equilibradas de se relacionar com o mundo. Recomendo fortemente o agendamento de um acompanhamento psicológico para iniciar esse processo com segurança e suporte profissional.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gabriel Moro

    em duração e intensidade. Não há um tempo exato para que passe, pois depende do equilíbrio emocional e da forma como o corpo e a mente se recuperam.

    Apesar de muito desconfortável, esse sintoma não indica algo grave ou irreversível. Com psicoterapia e, se necessário, acompanhamento psiquiátrico, é possível reduzir significativamente essas sensações até que desapareçam. Recomendo que você procure um psicólogo para iniciar esse processo com segurança e suporte profissional.


Perguntas frequentes

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