Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

34 respostas
Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.
Olá! Tudo bem?

Prazer, meu nome é Sophia Lima, sou psicóloga clínica e te ajudarem com relação a essa questão!

Agradeço muito por compartilhar seu relato — sei que não é fácil colocar tudo isso em palavras. O que você descreve pode ser realmente angustiante, e é compreensível que esses pensamentos e sensações causem medo e insegurança.

É muito positivo saber que você está se cuidando, mantendo sua rotina e buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Esses são passos fundamentais para compreender melhor o que está acontecendo e para retomar a sensação de estabilidade e segurança no dia a dia.

Com o tempo, o tratamento e o autocuidado tendem a trazer mais equilíbrio emocional e bem-estar. Continue se permitindo esse processo com paciência e gentileza consigo mesma. Você já está fazendo algo muito importante: buscando ajuda e não enfrentando isso sozinha.

Sigo à disposição para o que você precisar!

Abraços.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
O que você descreve — essa sensação de que o mundo não é real ou de que você está “fora do corpo” — pode estar relacionada a um fenômeno chamado despersonalização ou desrealização, que às vezes aparece em quadros de ansiedade intensa ou crises de pânico. Mesmo que os sintomas físicos tenham diminuído, a mente pode continuar em estado de alerta, o que altera a percepção da realidade e do próprio corpo.

É positivo saber que você está mantendo sua rotina, buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico, e se cuidando mesmo diante do desconforto. Isso mostra que há um movimento de preservação e cuidado muito importante.

O ideal é seguir com o acompanhamento para que o profissional possa trabalhar as causas emocionais e cognitivas desse medo da morte súbita e dessas sensações de irrealidade. Com o tempo e o tratamento adequado, esses sintomas tendem a diminuir e se tornar mais compreensíveis, o que ajuda a recuperar a sensação de segurança e presença no corpo.
Olá!

O que você descreve — essa sensação de que “o mundo não é real” ou de estar “desconectada do próprio corpo” — é conhecida como despersonalização ou desrealização. Esses fenômenos podem ocorrer em quadros de ansiedade intensa ou prolongada, quando o cérebro entra em um estado de hipervigilância e esgotamento, tentando se proteger do excesso de estresse.

Diferente das crises de pânico clássicas (que costumam vir acompanhadas de sintomas físicos como palpitações, falta de ar e tontura), esse tipo de resposta tem um caráter mais dissociativo, gerando uma sensação de estranhamento da realidade ou de si mesmo.

Esses sintomas são manifestações do sistema nervoso em sobrecarga, e costumam melhorar com psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) e, quando indicado, tratamento medicamentoso. A TCC auxilia a regular o sistema de alerta, a reduzir pensamentos catastróficos e a reconstruir a sensação de segurança corporal e emocional.

É muito positivo que você já esteja se cuidando, mantendo uma rotina saudável e buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Com o tratamento adequado, os sintomas tendem a reduzir de forma significativa.

Um grande abraço Espero ter ajudado — e parabéns por buscar ajuda e cuidar de si nesse processo.
Olá, como vai?
Apesar do momento, é louvável o seu cuidado com aquilo que está dentro do seu controle. Sugiro que você realize uma atividade de expressão artística, principalmente pintura (se você gostar), para tirar de você, simbolicamente, os seus medos. Você pode fazer esse processo com um arteterapeuta. Analise se é o momento de fazer duas sessões de terapia por semana, para te ajudar a lidar com essas sensações. Além disso, sempre converse com seu terapeuta como você se sente, principalmente a desrrealização citada.
Espero ter ajudadom fico à disposição.
O que você descreve revela não apenas um estado de ansiedade, mas também uma crise existencial, um conflito entre corpo, mente e alma. Quando o corpo parece estar em alerta mesmo diante de exames normais, muitas vezes é a alma que está pedindo para ser ouvida.
A ansiedade, em sua raiz mais profunda, não é apenas medo, é o desejo intenso de continuar vivendo. O medo da morte, da perda de controle ou daquilo que não se pode prever é, na verdade, o reflexo da necessidade humana de reencontrar sentido e segurança interior.
A espiritualidade (em qualquer forma que faça sentido para você) pode ser um caminho de reconciliação. Ela pode devolver ao coração a confiança de que há algo maior sustentando a vida, mesmo quando a mente tenta racionalizar o inexplicável.
Continue com seu acompanhamento psicológico e psiquiátrico, eles são os pilares que ajudam a restaurar o equilíbrio neuroquímico e emocional. Mas também permita-se cuidar do espírito: com oração, silêncio, arte, contato com a natureza ou o que te conecta ao divino.
A serenidade nasce quando o corpo descansa, a mente silencia e a alma confia.
Olá, boa tarde.

Bacana, fico muito feliz que esteja se cuidando. Parabéns por isso. Sei que nem sempre o tratamento pode ser o mais rápido, mas tenha forças para passar por esse momento. Ficarei aqui desejando que melhore logo.
Olá! O que você está descrevendo é uma manifestação muito comum, embora assustadora, da ansiedade crônica: essa sensação de que o mundo, ou você mesmo, não é real. Pense nisso como um mecanismo de defesa: sua mente, para se proteger da sobrecarga de estresse contínuo, cria uma espécie de "distanciamento" ou "vidro" entre você e a realidade. O medo da morte súbita é o "tema" que sua ansiedade encontrou para se manter ativa, mesmo que sua parte lógica, que vê os exames, saiba que não há perigo real.

Sua atitude é a mais correta e corajosa: continuar sua rotina e buscar o acompanhamento duplo (psicológico and psiquiátrico) é a atitude mais eficaz. O fato de sua mente lógica (que vê os exames) e sua mente ansiosa (que teme a morte) estarem em conflito é exatamente o que trabalhamos em terapia.
Dr. Emersen Evandro de Oliveira
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Há uma defesa psíquica inconsciente que faz com que você produza sintomas, inclusive psicossomáticos (no corpo). A ideação sobre o medo da morte deve ser confrontado, falado. É no trabalho de elaboração dessas ideias atreladas a eventos da sua história de vida, que necessitam ser trazidos à tona e, devidamente pontuados pelo profissional, para que ocorra o trabalho psíquico de elaboração e conscientização, para diluição desses conteúdos, possibilitando uma retificação subjetiva.
 Rafaela Souza
Psicólogo, Psicanalista
Niterói
Olá, que bom saber que você tem buscado ajuda com profissionais de saúde mental, esse é mesmo o caminho para entender de onde tem vindo esse medo de crer que algo vai acontecer que vai levar a morte. São sinais claros de ansiedade, onde seu corpo e mente parecem estar em vigilancia constante, afetando como você tem percebido o mundo ao seu entorno.
A ansiedade em excesso pode nos causar muito sofrimento. Que bom que você já esteja se cuidando, o nosso cuidado pessoal é muito importante. Os sintomas de muita ansiedade podem variar muito de pessoa para pessoa, no seu caso, como já é algo frequente e intenso, uma boa psicoterapia, com um psicólogo com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar bastante.
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
O que você descreve revela um momento de intensa ansiedade, que agora se manifesta de outro modo. Na psicanálise, entendemos que essas vivências têm um sentido que pode ser descoberto aos poucos, pela fala e pela escuta.

É importante que você já esteja se cuidando e buscando acompanhamento. O processo terapêutico pode ajudá-la a compreender melhor esses sentimentos e a retomar uma sensação de presença e segurança em si.
O que você descreve é algo que muitas pessoas com ansiedade intensa também sentem — essa sensação de que o mundo parece “irreal” ou de estar desconectada de si mesma é chamada de **despersonalização ou desrealização**. Ela costuma aparecer em momentos de alto estresse ou medo e, embora seja muito angustiante, **não significa que você está perdendo o controle ou correndo risco de morte**. É uma resposta do corpo tentando se proteger de tanta tensão.

O fato de você estar buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico é o melhor caminho. O tratamento pode ajudar muito a reduzir esses sintomas e a recuperar a sensação de presença e segurança. Até lá, cuidar do básico — como você já está fazendo, mantendo alimentação, sono e atividades — é fundamental. Tente também fazer pausas curtas para respirar fundo, focar no que está à sua volta e lembrar que essa sensação, por mais estranha que pareça, é passageira e tem tratamento.
O que você sente parece um quadro de desrealização causado pela ansiedade. É comum quando o corpo está em alerta por muito tempo. Mesmo parecendo estranho, não significa que algo grave esteja acontecendo. O medo da morte súbita vem dessa tensão constante. Continue se cuidando como está fazendo e siga com o psicólogo e o psiquiatra. Quando a sensação vier, respire fundo, olhe ao redor e lembre-se de que é só ansiedade passando. Com o tratamento, essa sensação tende a diminuir.
Casos como o que você descreve realmente precisam de um acompanhamento adequado. É importante continuar com o acompanhamento psicológico, pois, durante as sessões, o psicólogo poderá avaliar junto a você a necessidade de encaminhamento para um tratamento combinado com o psiquiatra, quando for o caso. Esse cuidado integrado entre psicoterapia e, se necessário, o uso de medicação, costuma ajudar bastante na estabilização dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. É muito positivo que você já esteja buscando esse cuidado e mantendo uma rotina mesmo diante do desconforto.
É muito importante que você continue buscando ajuda profissional. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é essencial para compreender o que está acontecendo e para que seja feito um diagnóstico adequado. Esses sintomas podem estar relacionados a um quadro de ansiedade, que em alguns casos pode evoluir para crises de pânico ou outros transtornos se não houver cuidado contínuo.

O tratamento adequado permite entender melhor as causas dessas sensações, desenvolver estratégias de enfrentamento e recuperar a sensação de segurança e equilíbrio emocional. Buscar apoio é um passo importante para se sentir melhor e retomar o bem-estar.
O que você descreve é um quadro de ansiedade despersonalizada, desrealizada, que é uma manifestação relativamente comum em pessoas com transtornos de ansiedade. A sensação de que “o mundo não é real” ou de que “você está fora do próprio corpo” costuma surgir quando o sistema nervoso está sobrecarregado, é uma forma de defesa do cérebro diante do estresse contínuo.
O fato de não haver sintomas físicos intensos agora, mas sim uma sensação de desconexão e medo constante da morte, indica que a ansiedade mudou de forma, mas continua presente. O medo da morte súbita, mesmo diante de exames normais, também é típico de um estado ansioso persistente ,o corpo está em alerta, e a mente busca um motivo para esse alerta.
O que você sente é um sintoma de ansiedade, não sinal de que você vai morrer. O tratamento contínuo e o controle do estresse são o caminho para que essa percepção volte ao normal.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo tem muita coerência dentro do que conhecemos sobre os efeitos da ansiedade prolongada. Quando o corpo vive em estado de alerta por muito tempo, o cérebro começa a ajustar suas formas de proteção — e uma delas é justamente essa sensação de “nada parece real”. É como se o sistema nervoso dissesse: “Isso tudo está intenso demais, vou te desconectar um pouco para você aguentar”. A despersonalização e a desrealização são respostas biológicas, não sinais de loucura.

O medo da morte súbita, nesses casos, costuma vir como um reflexo desse estado hiperativo do sistema de vigilância interna. Mesmo com exames normais, o cérebro continua escaneando o corpo em busca de perigo, e qualquer sensação diferente é interpretada como ameaça. É o mesmo mecanismo que antes gerava as crises físicas — só que agora ele se expressa de forma mais sutil, mais dissociada. Isso não significa que o quadro esteja pior; significa que o cérebro encontrou outra forma de tentar lidar com o medo.

Você já está fazendo algo muito importante: mantendo sua rotina, mesmo com o desconforto. Comer, dormir, caminhar e seguir com o acompanhamento psicológico e psiquiátrico são passos fundamentais para o corpo reaprender que o mundo continua sendo um lugar seguro. Aos poucos, o cérebro vai entendendo que não há mais perigo real e começa a reduzir essas sensações.

Talvez valha refletir: o que dentro de você ainda tenta controlar o incontrolável? Que parte sua ainda acredita que, se pensar o suficiente sobre a morte, vai se proteger dela? E o que muda quando você começa a olhar para esse medo não como um inimigo, mas como um pedido de cuidado do seu próprio corpo?

Você já está no caminho certo, buscando ajuda e não se entregando ao medo. Continue se cuidando nesse ritmo, com paciência — o cérebro leva um tempo para entender que pode relaxar de novo. Caso precise, estou à disposição.
 Gabriel Moro
Psicólogo
Bauru
O que você descreve pode estar relacionado a episódios de despersonalização e desrealização, que são respostas comuns em quadros de ansiedade intensa. Mesmo sem os sintomas físicos mais fortes, o medo constante e a sensação de desconexão indicam que o sistema de alerta interno ainda está bastante ativado.

É muito positivo que você já esteja buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico — essa combinação costuma trazer excelentes resultados. A psicoterapia ajuda a compreender os gatilhos da ansiedade, recuperar a sensação de segurança e restabelecer o vínculo com a realidade.

Continue cuidando da sua rotina e, se possível, agende um acompanhamento terapêutico regular. Esse processo será fundamental para que você retome o equilíbrio e a tranquilidade emocional.
Olá. Sinto muito por isso. Você ja está fazendo o necessário. Engaje em seu tratamento psicológico e tenha paciência com você. Boa sorte.
 Caroline Martins
Psicólogo
São Paulo
Olá, espero que essa resposta te encontre bem.
Sinto muito que esteja passando por isso, e que bom que já está iniciando o seu tratamento.
Na verdade pensar em todos os fatores que você pode controlar para não sofrer um morte súbita não vai funcionar, pois esse pensamento não é racional. Isso talvez faça com que você crie ainda mais estratégias e aumente mais a sua ansiedade. O ideal é lidar com esse pensamento. Quando ele surge? Com que frequência você pensa sobre isso? E ir se aprofundando em mais questionamentos sobre isso.
Espero ter ajudado.
Parece que você tem vivido algo bastante intenso e confuso — uma espécie de estranhamento em relação a si mesma e ao mundo, diferente das crises anteriores, mas ainda muito presente. Essa sensação de “nada parecer real” pode ser angustiante, especialmente quando surge junto ao medo da morte ou à sensação de que algo muito grave pode acontecer a qualquer momento.

Pode ser importante reconhecer o quanto você tem conseguido se manter — continuar se alimentando, dormindo, caminhando e buscando ajuda profissional — mesmo sentindo esse desencaixe. Há aí um movimento de cuidado, mesmo dentro da incerteza.

Talvez valha se perguntar como é, para você, viver esse “parecer estranho” de estar no mundo. O que muda na sua relação com o corpo, com as coisas à sua volta, com as pessoas? Às vezes, esse tipo de sensação pode estar dizendo algo sobre a forma como a vida tem sido vivida, sobre um ritmo, uma pressão ou um medo que se instalou e ainda não encontrou lugar para ser compreendido.

Não é necessário ter clareza sobre isso agora, mas ir podendo falar dessas sensações, sem tentar explicá-las logo de início, pode abrir caminho para compreendê-las de outro modo — menos como algo a ser eliminado e mais como algo que pede escuta e cuidado.
A desrealização e a despersonalização são sintomas frequentes em quadros de ansiedade intensa e prolongada. Mesmo sem os sintomas físicos das crises anteriores, o cérebro pode entrar em estado de hiperalerta, gerando a sensação de mundo irreal, medo de morte súbita e percepções corporais estranhas.
Isso não significa que você esteja em risco, mas sim que o sistema nervoso está sobrecarregado. A combinação de psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico é o caminho certo, esses sintomas tendem a reduzir conforme o tratamento avança. Enquanto isso, manter rotina, hidratação, sono regulado e técnicas de grounding ajuda bastante. Se houver piora importante, procure atendimento emergencial, mas no geral esse quadro é comum, tratável e não indica risco iminente.
Desrrealização e despersonalização causada por ansiedade cronica, persistente não tratada. A terapia cognitivo comportamental é uma das mais indicadas.
Dra. Patricia Soares Salomon
Psicólogo
Vila Velha
Entendo perfeitamente o seu relato e quero te dar uma palavra de conforto e clareza: o que você está descrevendo, essa sensação de que o mundo e você não são reais, é um sintoma psicológico muito comum em quadros de ansiedade extrema, conhecido como Despersonalização e Desrealização. A Desrealização faz com que o mundo pareça distante e estranho, e a Despersonalização faz com que você sinta que seu corpo está distante, dormente ou "pesado". Não se assuste, pois, apesar de ser assustador, é a forma como seu cérebro, sobrecarregado pela ansiedade crônica (que você mencionou nunca ter tratado devidamente), está tentando se proteger. Seu corpo está bem, mas sua mente está em alerta máximo, e é esse alerta constante que causa a Despersonalização/Desrealização e mantém o medo da morte súbita.

Você está no caminho absolutamente certo ao passar no psicólogo e logo no psiquiatra para iniciar o tratamento com medicação, pois essa combinação é o tratamento padrão ouro.

A hipnoterapia pode ser um valioso complemento nesse processo. Ela induz um estado de relaxamento profundo (transe) que pode ajudar a reduzir a atividade da amígdala (o centro do medo no cérebro) e, assim, diminuir a intensidade do alerta cerebral que causa a Despersonalização/Desrealização. A hipnose também permite o acesso ao subconsciente para reprogramar padrões mentais negativos e reestruturar pensamentos disfuncionais, ajudando você a se reconectar com suas sensações corporais e com a realidade.

Continue comendo, dormindo e andando, mesmo que pareça estranho; esse é um ato de resistência e cuidado. Fique tranquila: essa sensação de irrealidade e o medo da morte súbita são sintomas da sua ansiedade e são totalmente tratáveis. O acompanhamento profissional irá te ajudar a diminuir esse alerta cerebral para que as sensações desapareçam gradualmente.
Tendo o diagnostico de ansiedade, é de grande importância o acompanhamento multidisciplinar, ou seja, ter o acompanhamento psiquiátrico, que atuará com o tratamento medicamentoso adequado ao seu caso, bem como o acompanhamento psicológico, com o intuito de compreender o que sustenta essa angustia/sofrimento.
Oi, bom dia.
Os sintomas de ansiedade podem variar muito de pessoa para pessoa, a depender do grau de ansiedade crônica em que você se encontra. Com o tempo, eles podem se tornar cada vez mais difíceis de lidar.

Fico feliz em saber que você já está realizando ações baseadas em valores de vida para melhorar esse contexto. A terapia é extremamente importante nesse momento, para aprender a se relacionar de forma diferente com as sensações fisiológicas e com os pensamentos que são evocados pelos estados de ansiedade. Compreender a relação funcional do nosso comportamento é essencial nesse processo.

Desejo que você tenha um excelente caminho de melhora e mudança.
 Laísla Serejo
Psicólogo
Recife
Olá! É interessante que vc consulte um psicólogo e psiquiatra para fazer um acompanhamento do seu caso. Estimo melhoras. Abraço!
Dra. Juliane Callegaro Borsa
Psicólogo
Porto Alegre
O que você descreve é muito consistente com um quadro de ansiedade crônica com sintomas dissociativos, especialmente desrealização e despersonalização. Na TCC, entendemos isso como uma resposta do sistema nervoso a um estado prolongado de hiperativação: quando o corpo não consegue mais sustentar o pico de ansiedade “clássico” (taquicardia, falta de ar, tontura), ele migra para um modo de entorpecimento e distanciamento perceptivo. A sensação de que o mundo ou você mesma não são reais é assustadora, mas não é sinal de psicose, dano cerebral ou risco iminente de morte.
O medo persistente de morte súbita funciona aqui como um pensamento catastrófico central, mantido pela intolerância à incerteza. Mesmo diante de exames normais e de argumentos racionais (idade, ausência de fatores de risco), a ansiedade continua produzindo a impressão subjetiva de ameaça. Isso acontece porque a ansiedade não se regula pela lógica, mas pela interpretação de perigo. A mente pode até “sossegar”, mas o corpo segue em alerta e esse desalinhamento gera exatamente essa sensação residual de que “algo ruim vai acontecer”.

É importante psicoeducar alguns pontos-chave:
desrealização/despersonalização são sintomas de ansiedade, não de morte iminente;
sensação de corpo pesado ou levemente dormente é comum em estados de hiperarousal prolongado;
pensamentos do tipo “vou morrer amanhã” não são previsões, são produtos automáticos da ansiedade;
checar exames e buscar garantias alivia momentaneamente, mas pode manter o ciclo ansioso no longo prazo.

Do ponto de vista terapêutico, o foco não é “provar que você não vai morrer”, mas reduzir a vigilância constante sobre o corpo e os pensamentos, trabalhar reinterpretação das sensações e aumentar tolerância ao desconforto sem luta. O fato de você estar mantendo alimentação, sono, movimento e buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico é extremamente relevante: isso é funcionamento preservado apesar do sofrimento, não negligência consigo mesma.
Esse quadro é tratável e costuma responder bem à combinação de psicoterapia estruturada (como a TCC) e, quando indicado, medicação. O que você está vivendo não é sinal de que está “piorando”, mas de que a ansiedade mudou de forma. E isso, embora desconfortável, não é perigoso.
O que você descreve é comum em quadros de ansiedade e não indica perda de contato com a realidade ou risco de morte súbita.
Pela Análise do Comportamento, quando o medo diminui no corpo, ele pode se deslocar para a percepção e para os pensamentos, gerando sensações de irrealidade e antecipação catastrófica.
A sensação de “mundo estranho” é uma resposta do sistema nervoso em alerta, não um sinal de perigo real.
O fato de você estar se cuidando, em psicoterapia e buscando acompanhamento psiquiátrico é exatamente o caminho correto para reduzir esse padrão e recuperar segurança ao longo do tempo.
A ansiedade pode mudar a forma como o corpo e a mente percebem a realidade, gerando sensações de estranhamento, medo intenso e pensamentos catastróficos, mesmo quando os exames estão normais. Esses estados costumam surgir quando o sistema de alerta permanece ativado por muito tempo, não necessariamente com sintomas físicos fortes, mas com alterações na percepção e na interpretação do que está acontecendo. O fato de você estar se cuidando, buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico, é um passo importante para que esse padrão seja compreendido e gradualmente estabilizado.
Olá! Obrigada por explicar o que você está sentindo. Pelo que descreve, isso é muito compatível com ansiedade, que pode mudar a forma como percebemos o corpo e o mundo, causando essa sensação de irrealidade e o medo constante de que algo grave vá acontecer. Mesmo sem os sintomas físicos intensos de antes, a ansiedade pode se manifestar dessa forma, e isso não significa que você vai morrer ou que seu corpo esteja falhando. O fato de seus exames estarem normais, da sua idade não indicar risco e de você estar se cuidando e buscando ajuda profissional são sinais importantes de segurança. Quando o medo vier, tente fazer algo simples e concreto, como se orientar pelo ambiente (olhar e nomear mentalmente 3 coisas que você vê ou sente) ou focar na respiração lenta por alguns minutos. Isso ajuda o cérebro a sair do estado de alerta. Com o acompanhamento psicológico e psiquiátrico, esses sintomas tendem a diminuir aos poucos. Você não está sozinha e isso tem tratamento.
O que você descreve é comum em quadros de ansiedade, especialmente quando não tratados por um período prolongado. Essa sensação de irrealidade ou de “estar desligada do mundo” é chamada de despersonalização/desrealização e, apesar de assustadora, não é perigosa nem indica morte iminente. Muitas vezes a ansiedade muda de forma: os sintomas físicos intensos diminuem e dão lugar a sensações mais subjetivas e pensamentos catastróficos.

O medo persistente de morrer, mesmo com exames normais, faz parte do funcionamento ansioso. O fato de você estar se cuidando, em acompanhamento psicológico e buscando o psiquiatra é extremamente positivo e essencial para a melhora. Com tratamento adequado, esses sintomas tendem a reduzir gradualmente.

Siga com o acompanhamento profissional e evite interpretar essas sensações como sinais de algo grave. Caso deseje, fico à disposição para orientação psicológica.
O que você está sentindo é compreensível dentro da ansiedade. Quando a ansiedade se mantém por algum tempo, ela pode mudar de forma: em vez dos sintomas físicos fortes, às vezes aparece como sensação de que o mundo está estranho ou que você não está totalmente presente — isso se chama desrealização.

O corpo pesado, levemente dormente, e os pensamentos de “e se eu morrer” são respostas do seu cérebro à ansiedade, não sinais de perigo real. O fato de você conseguir se cuidar, comer, dormir, andar e buscar ajuda já mostra que sua mente está funcionando e que você está se protegendo.

Essas sensações passam com tratamento adequado, como psicoterapia e, se indicado, medicação. É muito importante manter acompanhamento profissional, porque com orientação certa você consegue viver de forma mais leve e segura.
Ola!
Mesmo estando em acompanhamento, é importante observar que a ansiedade pode oscilar e se intensificar em determinados períodos da vida. Isso não significa que o tratamento não esteja funcionando, mas que algo novo pode estar pedindo elaboração.

Vale conversar com os profissionais que já a acompanham sobre a intensificação dos sintomas, para que o manejo terapêutico possa ser ajustado, seja no ritmo da psicoterapia, seja, se necessário, na avaliação medicamentosa.

O acompanhamento contínuo e o diálogo com a equipe são fundamentais para atravessar esses momentos com mais segurança.

Especialistas

Luiz Felipe Rauny de Araújo Ribas

Luiz Felipe Rauny de Araújo Ribas

Médico acupunturista

Manaus

Larissa Rios

Larissa Rios

Psiquiatra

Porto Alegre

Marcy Harrouche

Marcy Harrouche

Psicanalista, Psicólogo

São Paulo

Felipe Dias

Felipe Dias

Psicólogo

Caxias Do Sul

Júlia Carvalho dos Santos

Júlia Carvalho dos Santos

Psicólogo

Cariacica

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1128 perguntas sobre Ansiedade
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.