Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um

34 respostas
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.
 Larissa Zani
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, agradeço muito por você ter compartilhado tudo isso — o modo como descreveu mostra um alto nível de consciência sobre si mesmo, e isso é algo muito importante num processo de mudança.

O que você relata faz bastante sentido dentro da combinação que mencionou: fobia social e TEA de suporte leve (nível 1). O videogame, nesse contexto, funciona quase como um “refúgio seguro”, um ambiente previsível, controlável e socialmente mais acessível. O cérebro, especialmente o de quem lida com ansiedade social, tende a buscar esse tipo de estímulo porque ele oferece dopamina (sensação de prazer e conquista) sem o custo emocional da exposição social real. Não é à toa que o apego aos personagens virtuais se torna tão forte — eles permitem vínculos simbólicos livres de julgamento, rejeição ou imprevisibilidade.

Mas quando esse refúgio se transforma em único espaço de prazer ou de sentido, o risco é que a vida fora dele comece a parecer sem cor. Isso pode, sim, ser um sinal de depressão, sobretudo quando há desinteresse pelas demais áreas da vida, sensação de vazio e falta de propósito. Ainda assim, o videogame não é o problema em si — ele é uma resposta ao sofrimento, uma forma de se manter funcional dentro das limitações que o mundo externo impõe.

Talvez valha se perguntar: o que exatamente o mundo dos jogos oferece que o mundo real não tem te oferecido? É reconhecimento? Liberdade? Pertencimento? E como seria dar pequenos passos para trazer uma parte dessa vivência — de conexão, desafio, curiosidade — para a vida fora da tela, sem precisar abandonar o que te faz bem?

A psicoterapia pode te ajudar a entender melhor essa dinâmica, fortalecendo recursos de enfrentamento e ampliando os espaços de prazer e vínculo fora do ambiente digital, de um jeito gradual e realista. Em alguns casos, o acompanhamento conjunto com um psiquiatra é útil para avaliar se há um componente depressivo ativo.

O que você sente não é falta de força de vontade — é uma tentativa do cérebro de buscar segurança e sentido. E isso pode ser trabalhado com cuidado, sem precisar abrir mão do que te conforta hoje. Quando sentir que é o momento certo, a terapia pode ser um ótimo espaço para começar essa transição. Caso precise, estou à disposição.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Olá! pelo seu relato, me parece que os elementos ao seu redor estão se esvaziando de sentido, e a ausência de motivação tem contribuído para passar mais tempo na fantasia do que na vida concreta, que parece longe do seu ideal de felicidade. Esse pode, sim, ser um sintoma depressivo, mas é necessário avaliar o contexto como um todo em um processo mais aprofundado de psicoterapia. Assim, além de compreender de onde vem, quando começou e o que vem motivando esse desânimo, também seria possível buscar novas estratégias de enfrentamento. Espero que fique bem, na medida do possível.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. O que você relatou pode estar relacionado à depressão, mas também pode aparecer em outros diagnósticos, como a fobia social que você mencionou. O funcionamento da mente é complexo, e as relações entre fatores biológicos, psicológicos e sociais exigem investigação detalhada para que possamos compreender melhor cada caso. Por isso, não é possível responder à sua pergunta de forma direta sem uma avaliação aprofundada.
Parece que os jogos se tornaram o seu refúgio — o único lugar onde o mundo faz sentido e você se sente seguro. Isso não te torna fraco; é uma forma de lidar com uma realidade que te causa dor e cansaço. Mas quando o refúgio vira o único espaço de prazer, é sinal de que algo dentro de você está pedindo cuidado — talvez um vazio, talvez tristeza, talvez um desejo de conexão que ficou guardado.

Não quero que você abandone o que te conforta, mas que, aos poucos, encontre pequenas frestas fora das telas onde também possa respirar. Isso pode ser o começo de sentir que a vida tem cor além dos jogos.
Boa tarde.
Diria que esta pode ser uma possibilidade. Tanto a fobia social quanto o TEA possuem ligações com os transtornos depressivos, sendo mais frequentes com pessoas com seu diagnósticos desenvolverem depressão do que neurotípicos. Um dos principais fatores que contribuem para a depressão é a dificuldade em colocar-se em atividades que lhe dão de fato um prazer. A dificuldade em se divertir pode estar associada à baixa totatividade de atividades que você tenha. Recomendo que busque tratamento psicoterápico (psicológico) para que lide com essas questões. Tenho certeza que o vídeo game pode ser algo muito bacana para ti, eu mesmo jogo bastante em meu tempo livre, mas acredite em mim quando digo que você possa buscar um grau de satisfação maior com seu hobby caso você não precise única e exclusivamente de uma partida boa (caso jogue jogos competitivos como LOL, DOTA, CS...) ou um jogo que "clique" para ter um bom dia.
O que você descreve mostra que os videogames têm se tornado uma forma de lidar com dificuldades emocionais e sociais, e isso é compreensível, especialmente diante de desafios como fobia social e TEA. O uso intenso dos jogos pode ser um sinal de que há sofrimento emocional, desmotivação ou depressão, mas só uma avaliação adequada poderá esclarecer isso. Na psicoterapia, podemos compreender os padrões de comportamento que mantêm esse apego, desenvolver estratégias para aumentar engajamento em atividades significativas e fortalecer relações sociais, mesmo que gradualmente. Com acompanhamento, é possível encontrar formas de prazer e conexão que tragam mais equilíbrio à sua vida. Se quiser, podemos marcar uma consulta para iniciar esse processo de forma personalizada.
O que você descreve revela uma tentativa de encontrar algum sentido ou refúgio em meio a uma realidade que parece empobrecida de prazer e de vínculos. O jogo, nesse caso, parece cumprir uma função importante — ele oferece um espaço em que algo ainda pulsa, onde há pertencimento, emoção e até afeto, mesmo que de forma virtual. Quando tudo o resto se mostra pesado ou sem vida, é natural que o contato com esses mundos acabe se tornando uma forma de respirar.

Mais do que um sinal isolado de depressão, isso aponta para um certo esvaziamento da experiência no cotidiano, como se a vida fora das telas tivesse perdido cor, enquanto o jogo ainda sustenta algo de vital. Pode ser que, ao se retirar para esse espaço virtual, você esteja também tentando preservar algo seu que não encontrou lugar nas relações ou no trabalho — uma parte sensível, imaginativa, talvez menos aceita ou compreendida.

O que costuma fazer diferença nesses casos não é eliminar o jogo ou tratá-lo como problema, mas compreender o que está sendo buscado ali. Que tipo de relação, emoção ou liberdade o jogo oferece que parece faltar fora dele? A partir desse entendimento, pode surgir a possibilidade de abrir pequenos espaços de vida real que também façam sentido, sem precisar romper com o que hoje ainda serve como abrigo.
Muitas pessoas utilizam videogames para evitar sentimentos ruins. O fato de não possuir amigos ou qualquer vida social ou amorosa pode não ser muito bom a longo prazo. O fato de estar trabalhando em algo que detesta e estar procurando por alguma solução pode ser um indicativo de que uma boa psicoterapia para trabalhar essas dificuldades e trazer muitos ganhos na qualidade de vida. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança , pode te ajudar.
 Rafael Magalhães
Psicólogo
Belo Horizonte
O que você descreve mostra alguém que está tentando lidar com um grande vazio — e os jogos acabam se tornando uma forma de aliviar isso, um espaço onde há sentido, conexão e até segurança. Quando o mundo real começa a perder cor e a única fonte de prazer vem desses mundos virtuais, pode sim ser um sinal de sofrimento mais profundo, como a depressão. Mas, mais do que colocar um rótulo, talvez seja o momento de entender o que está faltando de sentido na sua vida fora dos jogos. Conversar sobre isso pode ajudar a construir um espaço onde você não precise fugir da realidade, mas possa transformar o modo como vive nela.
 Rafael Ronque
Psicólogo
Foz do Iguaçu
Um bom ponto para avaliar se você está vivendo depressão ou não é se as coisas que antes te traziam alegria e satisfação deixaram de ter o significado que tinham antes. Não sei se em sua vida você sofreu uma grande perda ou mudança recentemente, ou se desde sempre você teve um sentimento de tristeza ou mau-humor para com a vida, ou quando se pensa no futuro, ele não parece particularmente esperançoso. Tambem não sei se você não gosta de si mesmo ou se já pensou sobre suicídio. Às vezes o que você está sentindo não seria um sinal de depressão stricto sensu mas sim de uma forma de alerta de que sua vida não está andando em direção à algo que seja significativo para você, todos os seres humanos tem necessidades que precisam ser atendidas, no entanto, geralmente não estamos armados com autoconhecimento suficiente para saber quais são, por isso pode ser que você esteja sentido falta de algo que nem sabe o que é.
Dra. Natália Storari
Psicólogo
Rio de Janeiro
Sim, é possível que esse padrão esteja relacionado a um quadro depressivo associado à fobia social e à busca de regulação emocional através do escapismo.

Os jogos, por si só, não são um problema — eles podem oferecer prazer, distração e até sensação de pertencimento. O ponto de atenção surge quando o uso passa a ser a única forma de alívio emocional, afastando a pessoa da vida real, do contato humano e de experiências significativas.

O que você descreve — desinteresse pela realidade, isolamento social, falta de prazer em outras áreas e apego excessivo a universos virtuais — são sinais que podem indicar um processo depressivo secundário à fobia social e à insatisfação existencial.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar muito nesses casos, pois trabalha o equilíbrio entre o mundo interno e externo, a reconstrução de propósito e o enfrentamento gradual de situações sociais, com técnicas práticas para reduzir a evitação e fortalecer o senso de controle sobre a própria vida
Quando você diz que usa os videogames como forma de escapismo, talvez seja interessante se perguntar: escapar de que? De um certo modo de estar no mundo que tem sido difícil de sustentar?
Os elementos (jogar, não gostar de socializar e não se identificar com o trabalho) por si só não estabelecem um diagnóstico de depressão. Jogar, por exemplo, pode ser uma forma de prazer, de encontro com outras realidades ou até de expressão de si. A questão é o tipo de relação que se estabelece com essa experiência: o jogo tem sido um espaço de respiro ou tem se tornado o único lugar possível de estar?
Mais do que perguntr se isso é depressão, seria importante abrir espaço para olhar o que essa necessidade de fuga revela sobre o seu modo de existir hoje. O que tem sido difícil de habitar na sua própria vida? O que o jogo oferece que o cotidiano parece não oferecer?
A partir dessas perguntas pode-se abrir um caminho, não para “deixar de jogar”, mas paraa começar a compreender o que esse “escapar” tenta proteger e o que, em algum momento, pode querer ser vivido de outro modo.
O que você descreve, o uso intenso dos videogames ,como forma de escape, o desinteresse pelo trabalho, a ausência de vínculos sociais e afetivos, e o sentimento de vazio —são aspectos que merecem atenção e cuidado. Em muitos casos, comportamentos como esse funcionam como estratégias para lidar com o sofrimento emocional, especialmente quando o contato com a realidade se torna difícil ou doloroso. Os jogos podem oferecer uma sensação de controle, segurança e pertencimento que, por vezes, parece mais acessível do que o mundo ao nosso redor.

No entanto, quando essa forma de enfrentamento se torna a principal ou única fonte de prazer e sentido, é importante refletir sobre o que está sendo evitado ou deixado de lado. Isso pode ser um indicativo de que há necessidades emocionais não atendidas, e até mesmo sinais de um quadro depressivo.

O fato de você estar buscando compreender melhor o que está sentindo já é um passo muito significativo. A partir disso, é possível construir, com cuidado e respeito ao seu ritmo, caminhos que te ajudem a se reconectar com aspectos da vida que tenham valor para você — mesmo que hoje pareçam distantes.

Se sentir que é o momento, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
Dr. Pedro Dalla Zanello
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá, pode ser um mecanismo de fuga, defesa ou compensação de outros aspecto da sua vida que estão inibidos e te causam frustração. A relação com personagens da vida real pode ser menos frustrantes e são utilizados como forma de evitar o contato social pleno e satisfatório.
Esse tipo de comportamento de usar vídeo game como refugio, é comum em pessoas com TEA (Transtorno Espectro Autista), e fobia social.

Porém, para um diagnostico de depressão é necessário um acompanhamento mais longevo.
Olá! A necessidade de se refugiar nos jogos, o desinteresse pelas relações e a insatisfação com o trabalhp é algo que pode acontecer quando a realidade se torna emocionalmente desgastante ou difícil de lidar. No seu caso, considerando o diagnóstico de fobia social e TEA nível 1, os jogos podem estar funcionando como uma forma de obter algum tipo de satisfação ao mesmo tempo que você se protege de situações que você sente como desafiadores, oferecendo um ambiente previsível e seguro, onde é possível sentir prazer e pertencimento sem o desconforto das interações sociais.
No entanto, quando esse refúgio se torna a única fonte de bem-estar, pode sim indicar que há algo mais profundo acontecendo, como sintomas depressivos ou um estado de esgotamento emocional. A sensação de que a vida seria um marasmo sem os jogos mostra o quanto essa atividade tem preenchido um vazio importante, mas também como seria valioso explorar outras formas de prazer e conexão, de modo gradual e sem culpa.
A boa notícia é que isso pode ser trabalhado em psicoterapia! O processo terapêutico pode ajudar a compreender o papel que o escapismo tem na sua vida, reduzir o peso da solidão e encontrar novas formas de se relacionar com o mundo de forma que faça mais sentido e traga mais prazer!
O fato de você estar refletindo sobre esse comportamento e buscando entender o que ele significa já é um passo muito importante! Há caminhos possíveis para que a vida real volte a ter cor e significado, e você não precisa trilhar ele sozinho.
Dr. Paulo Ricardo Fortunato
Psicólogo, Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
Caro paciente, é normal que sintamos fatiga emocional frente ao trabalho que não nos identificamos. Seria interessante analisar seu plano de carreira e possibilidade que podem se abrir. Possibilidades esta que podem também abrir caminho para uma vida social mais agregadora tanto porque somos seres sociais independente de qualquer coisa. Por exemplo, o video game é uma ferramenta interessante que existe a partir do que temos idéia fora. Daí a importância de se explorar o mundo externo para que possamos entrar e contato com sensações diversas e termos mais consciência do que se é e como se é. Você esta vivo fora e tem necessidades físicas não tem? E é isso que esta buscando. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse quadro com acolhimento e estratégia.
 Martha May Ribeiro
Psicólogo
Salvador
Olá, obrigada por compartilhar tão abertamente sua experiência, que é muito importante e complexa. Jogar videogame como forma de escapismo é uma estratégia que muitas pessoas utilizam para lidar com dificuldades, principalmente em situações em que a vida real parece difícil, desagradável ou solitária, como você descreve ao falar do seu emprego, da fobia social e do TEA.

O apego maior aos personagens virtuais em comparação às relações reais é compreensível, visto que esses ambientes de jogos trazem segurança, controle e possibilidades de conexão menos desafiadoras para quem enfrenta ansiedade social. Porém, usar o videogame como principal ou única forma de contato com o mundo pode sim ser um sinal de sofrimento mais profundo, que inclui sintomas relacionados à depressão. Sentir que a vida seria um “marasmo” sem os jogos pode indicar que há uma carência emocional e social que precisa ser acolhida.

A depressão em pessoas com fobia social e TEA não é incomum e pode se manifestar com sentimentos intensos de tristeza, desânimo, isolamento ou perda de interesse em outras atividades. Diante disso, é muito importante você considerar buscar apoio profissional que possa ajudar a explorar essas emoções, desenvolvendo alternativas para ampliar seu bem-estar e suas relações, respeitando seus limites e particularidades.

Se precisar, posso te orientar sobre formas de terapia que auxiliam na construção de conexões sociais e no enfrentamento da insatisfação com a vida profissional, sempre com cuidado e acolhimento para sua realidade. Você não está sozinho nesse caminho, e é possível encontrar equilíbrio para que sua vida tenha mais significado para além dos jogos.
 Gabriel Moro
Psicólogo
Bauru
O uso dos jogos como forma de escapismo é algo compreensível, especialmente quando há dificuldades de interação social ou insatisfação com a rotina. No entanto, quando o mundo virtual se torna o principal espaço de prazer e vínculo, isso pode indicar um sofrimento emocional mais profundo, como um quadro depressivo.

O fato de você perceber esse padrão já é um passo importante. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender as funções que o jogo vem ocupando na sua vida, trabalhar sentimentos de isolamento e construir formas mais equilibradas de se relacionar com o mundo. Recomendo fortemente o agendamento de um acompanhamento psicológico para iniciar esse processo com segurança e suporte profissional.
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá, geralmente quando não temos recursos para lidar com as dificuldades do mundo real parece ser mais fácil buscar viver dentro de um mundo fantasioso pois além essas dificuldades não existem, no entanto não dá para viver o tempo todo fugindo das suas próprias questões. A hora que eu consigo enfrentar melhor essa dificuldade de estar com outro o ideal é que procura um processo psicoterapêutico para te dar suporte. Me coloco à disposição!
Olá, pessoa!
O que você descreve faz muito sentido dentro da sua história - os jogos parecem ter se tornado um refúgio, um lugar onde você pode existir sem cobrança, sem o peso das interações sociais, e com a liberdade de ser quem quiser. Isso, por si só, não é um problema. Mas quando esse espaço passa a ser o único onde há prazer ou sentido, pode ser um sinal de que algo dentro de você precisa de atenção.

Não é incomum que a depressão, a solidão ou o cansaço de viver algo que não faz sentido (como o trabalho que você mencionou) façam a gente buscar refúgio em universos mais seguros. Às vezes, o escapismo é só uma forma de sobreviver quando o mundo real parece pouco acolhedor.

Talvez o que esteja em jogo agora não seja “largar os jogos”, mas começar a se escutar - entender o que eles te oferecem que a vida fora deles não tem oferecido. Esse movimento de se reconhecer pode abrir espaço pra que o mundo real também volte a ter algum brilho, no seu tempo e do seu jeito.
Boa noite. Interessante você usar a palavra fantasia, só que tecnicamente ela não seria uma fuga da realidade, mas uma janela para ela, um quadro que se cria para poder enxergá-la realidade de outra maneira. A questão é o quanto dessa fantasia pode te incomodar a ponto de você querer atravessá-la e poder sobrar algo de satisfatório para você poder lidar com o mundo de outro jeito. É possível desenquadrar a realidade, mas o que colocar no lugar? É uma pergunta existencialista, mas também é prática: não ter que enfrentar o mundo, as pessoas, mas estar nele e com elas de uma forma em que você se sinta bem. Impossível? Não. Fácil? Também não. Força aí. Abraços
 Junior Noronha da Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Olá, como vai? Pelo seu relato não é possível afirmar se tratar de sintomas depressivos, sobretudo pelos diagnósticos que você possui. Pessoas com TEA suporte 1 tendem mesmo a conflitar muito com os outros e como você mesmo percebeu, foge para o mundo virtual. A questão é que é necessário seguir vivendo também no real e aí está seu problema. Embora não seja agradável estar com outras pessoas te sugiro buscar terapia para começar a encarar um pouco dessa realidade tão incômoda para ti.
Os sintomas que você relata, podem estar associado a sintomas depressivos. Mas também é comum em quem tem fobia social e TEA nível 1, porque o mundo real costuma ser cansativo, imprevisível e socialmente exigente. Os games, ao contrário, oferecem previsibilidade, controle, recompensa clara, segurança emocional, e você não precisa “performar”. Não é possível afirmar que seja depressão só com o que você disse, mas o padrão que você descreve merece atenção profissional, especialmente porque você sente vazio, isolamento e dependência do único refúgio. Recomendo que você busque uma avaliação psicológica e psiquiátrica, para compreender melhor seus comportamentos e sentimentos, e começar a construir caminhos que tornem o mundo real — social e profissional — também um lugar de prazer e bem-estar.
Olá,
Obrigado por compartilhar isso por aqui. Imagino o como deve ser complexo viver essa mistura de cansaço com a realidade, baixa satisfação com o trabalho e a sensação de ter, basicamente, apenas nos jogos um lugar em que você realmente se sente bem. Deve parecer como se estivesse deslocado no mundo, sem conseguir cumprir uma espécie de "papel" ao qual cada um de nós foi incumbido.

O modo como você descreve sua relação com os games mostra que eles têm representado um espaço seguro pra você, talvez até o único onde você consegue experimentar algum tipo de conexão, mesmo que com personagens fictícios. Acho que se conecta muito quando você conta sobre sua fobia social, o TEA e a insatisfação com o trabalho.
Percebo em você um desejo de contato, de sentido, mas também um movimento de se proteger de um mundo que parece duro demais, aparentemente até indiferente conosco. Aí entram os jogos, oferecendo ao menos um pouco de companhia de forma segura, estável e previsível.

Tudo isso não quer dizer depressão, mas aponta para uma necessidade muito legítima de pertencimento e vitalidade. Diga-se que pode ser uma forma de lidar com o que te machuca. Pode ser que esse seja, até o momento, o único refúgio que parece protegê-lo, ao mesmo tempo que te limita de viver uma vida que ainda não foi (adequadamente) apresentada pra você. Podemos explorar, na terapia, por que a realidade anda tão difícil e o que essa realidade virtual representa. Vale observar como você tem se sentido enquanto busca esse escape.

O que podemos fazer juntos é investigar o que há por trás dessa sensação de marasmo e entender como você pode construir, a partir disso, uma vida que tenha mais sentido, sem necessariamente precisar abandonar o que gosta.
 Patrício Ramos
Psicólogo
Rio de Janeiro
Oi, como vai?
O jogo de vídeo game em si não se caracteriza como sintoma de depressão, entretanto, parece que ele ocupa um grande parte da sua vida. Embora você não se queixe de não possuir amigos ou vida social ou amorosa, te convidaria a pensar sobre o que há de ruim na realidade objetiva à sua volta pois se você "escapa" da realidade objetiva algo deve haver que te causa desconforto.
Acredito, fortemente, que você se beneficiaria bastante de um acompanhamento psicoterápico regular.
Abraço
Bom dia
Dra. Patricia Soares Salomon
Psicólogo
Vila Velha
É muito possível que o que você descreve seja um sinal de depressão, especialmente em comorbidade com a Fobia Social e o TEA Suporte 1. Os sintomas centrais aqui são a Anedonia (perda de prazer na vida real, manifestada como "marasmo" se os jogos parassem) e a Dependência de Escapismo. O videogame é uma ferramenta poderosa de auto-regulação e conforto para quem lida com sobrecarga sensorial e social, mas quando se torna a única fonte de significado e o apego a personagens virtuais supera o apego à realidade, isso sinaliza um profundo desinvestimento na própria vida. A insatisfação com o emprego (apesar da segurança financeira) apenas reforça a ideia de que a vida real está vazia.

Você está no caminho certo ao buscar ativamente soluções, e o tratamento padrão (Psicoterapia, como TCC ou abordagens focadas em TEA, e, se necessário, Psiquiatria) é fundamental.

Neste cenário complexo, a Hipnoterapia pode atuar como um excelente suporte complementar, pois ela é não-invasiva e atua no centro da sua aversão à realidade. A hipnose pode ser utilizada para:

Reduzir a Fobia Social: Ajudar a diminuir a ansiedade e a sobrecarga que as interações sociais geram em você.

Reintroduzir Motivação: Atuar na anedonia, ajudando seu cérebro a reativar os circuitos de prazer e satisfação para atividades fora do ambiente virtual.

Fortalecer o Self na Realidade: Reestruturar as crenças de que o mundo real é perigoso ou sem graça, facilitando a construção de um caminho que harmonize seu bom emprego com propósitos pessoais.

Para que você possa conhecer melhor essa metodologia e se sentir seguro em dar o próximo passo, eu ofereço uma modalidade especial de primeira sessão. Essa sessão é um bate-papo detalhado, sem compromisso com a hipnose em si, onde eu explico como o tratamento funciona, como ele se encaixa no seu diagnóstico de Fobia Social/TEA e como ele pode apoiar a sua busca por significado. Assim, você pode conhecer a minha metodologia de trabalho e escolher com total tranquilidade se quer prosseguir ou não com a abordagem.
OI bom dia, me indentifiquei muito com a sua história, passei por um processo semelhante durante a faculdade e entendo a dor do isolamento social. É dificil a gente falar sobre diagnóstico com tão pouca informação, eu ofereço terapia comportamental e tenho trabalho com pacientes TEA, a quase 3 anos. Mesmo que não seja comigo, acho importante você ter um espaço para aprender a lidar com essas dificuldade e poder conversar sobre isso, até mesmo entender se realmente é uma depressão que esta vivenciando.
Olá, tudo bem? Veja só, "depressão" é só um nome que damos para um conjunto de ações das pessoas (dificuldade de dormir, falta de vontade, etc). O que é importante mesmo no que você disse é o seu sofrimento com seu isolamento social. Como uma pessoa com TEA, é comum que a interação social seja desafiador, induzindo ao isolamento social por parecer menos sofrido. Mas acaba sendo sofrido do mesmo jeito, isolamento é sofrido. Sendo assim, recomendo que você procure um atendimento psicológico que possa te ajudar a desenvolver habilidades sociais, de forma que a interação social não te gere tanta ansiedade. Caso você opte por tentar o tratamento, posso te acompanhar. Abraços.
O que você descreve pode sim estar relacionado à depressão, especialmente porque os jogos viraram a principal fonte de sentido, prazer e escape, enquanto a vida real é vivida como vazia. O problema não é gostar de videogame, mas quando ele se torna a única forma de regulação emocional e pertencimento. Isso é comum em pessoas com TEA e fobia social, mas merece cuidado profissional.
Se quiser, posso te ajudar a avaliar isso com mais profundidade e pensar caminhos possíveis, como psicóloga, no seu tempo e sem julgamentos.
Olá!
Apenas com o seu relato não há como determinar se é uma depressão, mas é um sinal potente.
É importante começar um acompanhamento psicológico para te ajudar a identificar se já está numa depressão e se os outros transtornos tiveram uma piora.
Por mais difícil que seja, nós humanos somos seres de bando. Nossa mente fica doente quando não temos laços significativos e interações sociais.
O videogame pode ser uma boa ferramenta nesse momento para te trazer um lugar seguro, mas é perigoso ter apenas ele. Procure uma psicóloga, para trabalharem estratégias para lidar com a fobia social e o TEA, além de técnicas de comunicação interpessoal.
Essas habilidades são aprendidas e não tem idade limite para começar a aprender!
Espero que fique bem!
Pela sua descrição o vídeo game se tornou seu refúgio emocional. Jogar vídeo game não é um problema, mas sim o lugar que ele ocupa em sua vida, como no lazer e nas relações interpessoais.

Esse comportamento pode ser uma forma de se proteger de sentimentos difíceis — como solidão, frustração e medo de se relacionar. O jogo vira um mundo onde você se sente seguro, aceito e no controle.

Isso pode sim estar ligado a sinais e sintomas um quadro depressivo, especialmente se:
• a vida real parece sem graça ou sem propósito
• nada fora do jogo traz prazer
• você se sente isolado e desmotivado
• o jogo vira a única fonte de satisfação

Se você puder, buscar um psicólogo é um passo muito importante.
Você não precisa enfrentar isso sozinho.
 Virginia Motta
Psicólogo
Divinópolis
Olá, não entendo que isso seja um sinal de depressão e sim uma forma que você encontrou para viver dentro da suas condições e realidade. A fenomenologia tem uma expressão muito interessante que é: ser-no-mundo. Você utiliza o videogame para se relacionar, manifestar suas emoções, etc. Se você continua trabalhando, tendo a interação social que precisa e levando uma vida tranquila, qual é o problema gostar do universo dos games? Na verdade, precisamos parar de querer normalizar as coisas, colocar todo mundo em um padrão. Temos que normatizar o que faz sentido para você e permite viver na sociedade. Espero ter ajudado.

Especialistas

Elisangela Vieira

Elisangela Vieira

Psicólogo

São Paulo

Kátia Cabral

Kátia Cabral

Psicólogo

Niterói

Wellington Aparecido Silva

Wellington Aparecido Silva

Psicólogo

Marília

Francielly Pedroso Salvador

Francielly Pedroso Salvador

Psicólogo

Londrina

Ana Suely de Moura

Ana Suely de Moura

Psicólogo

Jaboatão Dos Guararapes

Luciane Monegalha

Luciane Monegalha

Psicólogo

Rio de Janeiro

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1246 perguntas sobre Depressão
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.