Perguntas do paciente (49)
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito importante, pois a ansiedade pode produzir sensações físicas muito intensas e reais, fazendo a pessoa sentir que algo grave está prestes a acontecer. A sensação de perigo, mesmo quando não existe uma ameaça concreta naquele momento, pode ser uma forma do corpo e da mente expressarem um estado de alerta aumentado.
Pela perspectiva da psicanálise, a ansiedade não é vista apenas como um sintoma a ser eliminado, mas também como um sinal de que algo está mobilizando a vida emocional da pessoa. Às vezes, ela aparece como uma sensação de ameaça difícil de identificar, como se o psiquismo estivesse tentando comunicar algo.
Ao mesmo tempo, é importante cuidar do aspecto físico: sintomas novos, intensos ou persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde para descartar causas orgânicas. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a diferenciar o que pertence ao campo da ansiedade e compreender o significado desse estado de alerta constante. Você não precisa lidar sozinho(a) com essa sensação de estar sempre esperando que algo ruim aconteça.
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Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o
Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser muito desgastante, mas é uma experiência que pode ser compreendida e trabalhada. Pela perspectiva da psicanálise, a dificuldade em controlar emoções, lidar com pressão e imaginar sempre o pior não é vista apenas como um problema de comportamento, mas como uma forma de expressão de algo que está acontecendo internamente. Às vezes, essas reações podem estar ligadas a experiências anteriores de insegurança, medo ou necessidade de estar sempre em alerta.
A psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desses sentimentos e construir formas mais saudáveis de lidar com eles. Em alguns casos, a avaliação psiquiátrica e o uso de medicação podem ser recursos complementares. A melhora é possível, mas acontece de maneira singular para cada pessoa, por meio de um processo de compreensão e elaboração do próprio sofrimento.
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É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem
É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem?
Eu estou em um relacionamento sério há algum tempo. Um dia, a minha namorada sugeriu de experimentarmos sem camisinha, pois segundo ela eu passaria a não mais querer fazer com camisinha. Assim que começou a menstruação dela nós experimentamos. Pois bem, fizemos isso duas vezes (em dois meses diferentes).
Acontece que ela disse que agora só faremos após o casamento. Perguntei a ela o porquê disso, e ela me explicou os motivos dela. Me senti um pouco enganado, mas entendi e respeitei. Após isso, eu não tenho mais sentido "tesão" durante o sexo com camisinha da mesma forma que eu sentia antes de saber como era a sensação sem proteção. Soma-se o fato dela ter me contato que só transava sem camisinha com o ex, faz me sentir ainda pior.
Agora, me parece que essa minha dificuldade de sentir o "tesão", não digo prazer, é mais da parte psicológica. E eu tenho buscado maneiras de "reeducar" meu cérebro para voltar a sentir essa vontade no sexo que eu sentia antes, mas tem sido muito difícil.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo sexual não depende apenas da sensação física, mas também de aspectos emocionais, expectativas e associações que a mente cria. Pela perspectiva psicanalítica, vale olhar não apenas para a camisinha, mas também para os sentimentos envolvidos nessa mudança: frustração, comparação, insegurança ou sensação de perda. Compreender esses afetos pode ajudar a reconstruir uma relação mais tranquila com a sexualidade e com o vínculo do casal. Não me agrada a expressão "reeducar" me parece muito maquinal. Dar-se conta dos sentimentos envolvidos exige uma observação mais profunda de si e com resultados duradouros.
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Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na
Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na minha cabeça, com personagens, acontecimentos e “episódios”, às vezes recriando minha própria vida de formas diferentes ou criando qualquer cenário que eu queira.
Durante esses momentos costumo andar em círculos, girar objetos (quando era criança era sacola/corda, hoje é mais lápis) e fazer sons com a boca. Isso acontece quando estou entediado ou quando vejo algo que me inspira. Eu acho divertido e consigo parar quando quero, mas comecei a fazer escondido por vergonha, porque eu nunca vi ninguém fazer isso, de andar de um lado para o outro fazendo sons e girando lápis enquanto imagina…
Além disso, desde criança tenho dificuldades como procrastinação, esquecer coisas, deixar tarefas para última hora, dificuldade em terminar atividades e começar tarefas chatas. Também tenho histórico de ansiedade/depressão e muita timidez, com medo de julgamento e dificuldade social.
Quero entender se isso pode ter relação com alguma condição como TDAH ou outra questão, ou se é apenas meu jeito de funcionarRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece ser uma forma muito rica de imaginação e criação interna, algo que, por si só, não significa necessariamente um problema. Pela perspectiva psicanalítica, a fantasia também pode ser compreendida como uma importante capacidade psíquica de criar, elaborar experiências e dar sentido ao mundo.
Ao mesmo tempo, as dificuldades que você relata com organização, procrastinação, ansiedade e interação social merecem atenção, pois podem estar relacionadas a diferentes aspectos do funcionamento psíquico. Não é possível concluir um diagnóstico apenas pelo relato, mas uma avaliação profissional pode ajudar a compreender melhor se existe alguma condição associada ou se trata-se apenas de uma característica sua.
Mais importante do que classificar rapidamente, é entender como essas características afetam sua vida e como você se relaciona com elas.
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O que seria quando você sente que vai cochilar e você cochila, só que você ainda está de olhos abert
O que seria quando você sente que vai cochilar e você cochila, só que você ainda está de olhos abertos e você sente que você e seu corpo estão cochilando, mas os seus olhos ainda estão abertos e você consegue ver o que está na sua volta mesmo cochilando, e tem horas que você consegue fechar os olhos e dormir, só que quando você abre, você percebe que às vezes você tá acordada e ao mesmo tempo pode acabar voltando a dormir, e tem vezes que quando você quer mexer o dedo, se auto acordar ou até mesmo falar, você tem que fazer um esforço grande ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a experiências que acontecem na transição entre o sono e a vigília, como estados de semiconsciência, paralisia do sono ou outros fenômenos do adormecer e despertar. Essas experiências podem ser bastante estranhas e até assustadoras, mas muitas pessoas relatam sensações parecidas.
Pela perspectiva da psicanálise, também podemos olhar para como essa experiência é vivida subjetivamente, quais sentimentos ela desperta e que significado ela tem para a pessoa. No entanto, como envolve aspectos do funcionamento do sono, uma avaliação médica ou com um profissional especializado em sono pode ajudar a compreender melhor se isso acontece com frequência ou causa sofrimento.
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“Por que as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tendem a ser vive
“Por que as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tendem a ser vivenciadas como excessivamente intensas, sob a ótica psicanalítica, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia, somente posso responder pela ótica da Psicanálise. Pela perspectiva psicanalítica, as relações podem ser vividas de forma muito intensa porque o vínculo com o outro costuma mobilizar angústias profundas, como o medo do abandono, da rejeição e da perda. Muitas vezes, essas experiências estão relacionadas a dificuldades na constituição dos primeiros vínculos afetivos. Assim, a intensidade não é uma escolha da pessoa, mas uma forma de expressar um sofrimento que merece ser compreendido e acolhido em sua singularidade.
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Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm medo intenso de abandono na v
Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm medo intenso de abandono na visão psicanalítica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela perspectiva psicanalítica, o medo intenso de abandono pode estar relacionado a experiências precoces em que o vínculo com as figuras de cuidado foi vivido com insegurança, instabilidade ou desamparo. Nessas condições, a possibilidade de perder o outro pode ser sentida como uma ameaça muito profunda à própria continuidade emocional. Mais do que um simples medo de ficar sozinho, trata-se de um sofrimento que expressa a necessidade de preservar um vínculo vivido como essencial para a sensação de segurança e de existência.
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Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p
Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por compartilhar isso. Quando um comportamento é realizado de forma intencional para aliviar uma dor emocional, uma tensão ou a ansiedade e provoca lesão no próprio corpo, ele pode, sim, ser compreendido como uma forma de autolesão, mesmo que não envolva cortes ou queimaduras. Pela perspectiva psicanalítica, mais importante do que o comportamento em si é compreender o sofrimento que ele está tentando aliviar. Como você relata que isso acontece para lidar com a ansiedade e a falta de ânimo, seria importante acolher esse sofrimento e buscar ajuda psicológica. Um espaço terapêutico pode ajudá-lo a encontrar outras formas de cuidar dessas emoções, sem que você precise recorrer a machucar o próprio corpo.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade, mas é importante não tirar conclusões sem uma avaliação adequada. O fato de os sintomas diminuírem quando sua atenção está voltada para uma conversa pode indicar que a preocupação constante com o próprio corpo esteja intensificando a sensação de cansaço. Pela perspectiva psicanalítica, quando a mente fica muito ocupada com o medo e a vigilância, o corpo também pode expressar esse sofrimento. Como você ainda não realizou exames médicos, é importante investigar também possíveis causas físicas. Cuidar tanto da saúde física quanto da emocional é o caminho mais seguro para compreender o que está acontecendo.
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Perguntas frequentes
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Comecei a tomar amplictil com depakene a3dias e estou sentindo muita dor de cabeça por que?
Olá. Como vai? Pode haver relação com o início do tratamento. A cefaleia…