Perguntas do paciente (304)
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dificuldade pode estar relacionada à forma como você aprendeu, desde cedo, a ocupar um lugar de pouco reconhecimento emocional. Quando o sujeito se acostuma a colocar suas necessidades em segundo plano, priorizar a si mesmo pode despertar culpa, como se cuidar de si significasse abandonar ou prejudicar o outro.
O trabalho analítico seria investigar de quem é essa voz que diz que se priorizar é egoísmo. Talvez você tenha incorporado uma exigência de sempre atender ao desejo do Outro, deixando pouco espaço para reconhecer o próprio desejo.
Priorizar-se não significa deixar de considerar as outras pessoas. Significa reconhecer que seus desejos, limites e projetos também têm legitimidade. Na análise, o objetivo não é produzir uma pessoa mais egoísta, mas possibilitar que você possa se autorizar a desejar e escolher sem precisar pagar por isso com culpa.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Esses pensamentos não caracterizam, por si só, uma traição. Perceber alguém do passado e desejar inconscientemente causar uma boa impressão faz parte da vida psíquica e não significa necessariamente que exista desejo de retomar aquele vínculo.
O que parece produzir sofrimento é a necessidade de controlar a própria imagem diante do olhar do outro. Talvez a questão não seja tanto “quero essa pessoa?”, mas “o que significa para mim ser desejada, admirada ou reconhecida por ela?”. A culpa pode estar transformando um pensamento ou uma reação momentânea em algo que você interpreta como uma transgressão.
Também é possível que ansiedade, baixa autoestima ou um funcionamento obsessivo estejam intensificando essa preocupação. No entanto, não seria adequado concluir que se trata de TOC apenas a partir desse relato.
Na análise, seria interessante investigar por que o olhar desse antigo paquera ainda possui tanto valor para você e por que sentir-se bem diante dele precisa ser interpretado como ameaça ao relacionamento atual. O pensamento não é equivalente ao ato. Poder reconhecer seus pensamentos sem julgá-los imediatamente pode diminuir bastante a culpa e permitir uma relação mais tranquila consigo mesma e com seu parceiro.
Espero ter ajudado.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob uma perspectiva psicanalítica, a diminuição da euforia dos primeiros anos não significa necessariamente que o amor tenha acabado. O início de uma relação costuma ser marcado por idealização, novidade e intenso investimento libidinal. Com o tempo, o vínculo pode assumir outra forma, menos excitante e mais atravessada pela realidade do outro.
O fato de você ainda desejar conversar com ele, sentir-se bem em sua presença e reconhecer seu cuidado indica que existe um vínculo afetivo importante. Talvez a questão não seja simplesmente “ainda o amo?”, mas compreender o que mudou em você e o que está sendo esperado do amor.
Também é importante não transformar a dúvida em uma exigência de certeza absoluta. Quanto mais você tenta verificar constantemente se sente “o suficiente”, mais a ansiedade pode interferir na própria experiência afetiva. O amor não é um sentimento permanente de entusiasmo.
Na análise, seria possível investigar o que essa perda de intensidade representa para você, quais fantasias existiam no início da relação e o que hoje você deseja desse vínculo. A conexão pode ser reconstruída, mas não pela obrigação de voltar a sentir exatamente o que sentia antes. Talvez seja necessário descobrir uma nova maneira de amar essa pessoa e de desejar estar com ela.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O aumento do tempo dedicado ao celular e o desenvolvimento do uso compulsivo de pornografia após a gravidez da sua esposa podem representar uma tentativa inconsciente de lidar com mudanças, angústias e conflitos emocionais decorrentes dessa nova fase da vida. Nessa perspectiva, a compulsão funciona como um recurso para aliviar temporariamente o sofrimento psíquico, sem resolver sua origem.
O acompanhamento com um psicólogo ou psicanalista é o caminho mais indicado para investigar o significado desse comportamento e compreender a função que ele passou a exercer na sua vida. Em situações em que a compulsão provoca prejuízos importantes ou está associada a sintomas como ansiedade ou depressão, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser necessária.
O objetivo do tratamento não é apenas diminuir o comportamento compulsivo, mas identificar os conflitos inconscientes que o sustentam, favorecendo formas mais saudáveis de lidar com as emoções e fortalecendo os vínculos afetivos.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
O sofrimento que você descreve parece estar relacionado não apenas ao episódio da infidelidade, mas à dificuldade de elaborar a culpa. O fato de seu parceiro tê-la perdoado não garante, necessariamente, que você tenha conseguido se perdoar. Por isso, a necessidade de retomar o assunto e buscar repetidamente a confirmação do perdão pode indicar uma tentativa de aliviar uma angústia que retorna de forma persistente.
Embora esse padrão possa estar presente em quadros de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), ele também pode expressar um conflito psíquico que merece ser compreendido em sua singularidade. A psicoterapia pode ajudá-la a investigar o significado dessa culpa, reduzindo a necessidade de buscar reafirmações constantes e favorecendo uma elaboração mais profunda da experiência. Com esse trabalho, torna-se possível construir uma relação menos punitiva consigo mesma e seguir adiante de forma mais integrada.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é compreensível. Sair da casa dos pais representa uma mudança importante e, muitas vezes, desperta sentimentos de culpa, tristeza e ansiedade, especialmente quando existe um vínculo afetivo forte e a preocupação com o bem-estar da mãe.
É importante refletir se essa dor decorre apenas do cuidado com ela ou se também está relacionada à dificuldade de ocupar seu próprio lugar como adulto. Cuidar da sua mãe não significa abrir mão da sua vida. É possível permanecer presente, oferecer apoio e organizar uma rede de cuidados sem renunciar aos seus projetos e à construção da sua própria família.
Crescer também implica suportar as separações que fazem parte da vida. Amar alguém não exige permanecer o tempo todo ao seu lado, mas encontrar uma forma de manter o vínculo sem impedir que cada um siga seu próprio caminho.
Boa sorte!
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é um processo de luto. A perda de um animal de estimação pode ser tão dolorosa quanto a de outros vínculos importantes, pois envolve afeto, rotina, companhia e investimento emocional. A culpa e os pensamentos de que "poderia ter feito mais" são frequentes no luto, mas nem sempre correspondem à realidade; muitas vezes, representam uma tentativa de dar sentido ao que não pôde ser controlado.
O fato de ver outros cachorros despertar tanta dor mostra que essa perda ainda está sendo elaborada. O objetivo não é esquecer sua companheira, mas permitir que a lembrança dela deixe de estar associada apenas ao sofrimento. Se essa dor permanecer muito intensa ou impedir sua vida de seguir, a psicoterapia pode ajudá-la a atravessar esse processo de forma mais acolhedora.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
A sensação de que tudo depende de você pode revelar uma posição subjetiva em que o sujeito se coloca como responsável por sustentar o outro, os vínculos ou até o funcionamento da própria realidade. Essa vivência costuma produzir culpa, exaustão e a impressão de que nunca é possível descansar.
Uma questão importante é perguntar: o que faz você acreditar que tudo precisa passar por você? Muitas vezes, essa posição não é uma escolha consciente, mas uma forma de responder ao desejo do Outro, tentando corresponder a expectativas ou evitar perdas e conflitos.
Parar de sentir isso não acontece por decisão racional, mas ao longo de um trabalho de análise, no qual o você pode reconhecer os lugares que ocupa em suas relações e perceber que não é possível nem necessário responder por tudo. Assumir os próprios limites não é um fracasso, mas uma forma de se autorizar a viver sem carregar um peso que nunca foi inteiramente seu.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sob uma perspectiva psicanalítica lacaniana, o término de um relacionamento pode, sim, ser compreendido como uma forma de luto, mas não apenas pela perda da pessoa amada. O que se perde é também o lugar que você ocupava naquela relação, as fantasias construídas, os projetos compartilhados e a imagem de futuro que sustentava seu desejo.
A dor surge porque o término rompe uma organização subjetiva. Muitas vezes, sofre-se não apenas pela ausência do outro, mas pela falta que essa ausência revela em você. O luto consiste justamente no trabalho psíquico de ressignificar essa perda, permitindo que o desejo encontre novos destinos.
Superar um término não significa esquecer ou eliminar a dor rapidamente, mas atravessá-la, dando lugar à palavra e à elaboração. Quando o sofrimento pode ser simbolizado, ele deixa de aprisionar o sujeito à perda e abre espaço para que novas formas de desejar e de se relacionar possam emergir.
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Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dor pela perda desses objetos não está apenas nas coisas em si, mas no valor simbólico que elas carregavam. Objetos da infância costumam representar lembranças, vínculos, partes da própria história e da identidade. Quando são perdidos sem a nossa autorização, é comum surgir tristeza, sensação de invasão e até de injustiça.
Lidar com essa perda passa por reconhecer esse luto, permitindo-se sentir a dor sem desvalorizá-la. Com o tempo, o trabalho psíquico consiste em compreender que, embora os objetos tenham desaparecido, as experiências, os afetos e as marcas que eles representavam permanecem na sua história. Se esse sofrimento continuar muito intenso, a psicoterapia pode ajudá-lo (a) a elaborar o significado dessa perda.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu sofrimento parece estar ligado não apenas ao medo de perder o relacionamento, mas ao lugar central que ele ocupa na sua vida. A análise convida a refletir se o que causa tanta angústia é apenas a separação ou também a perda da segurança e do amparo que você encontrou nesse vínculo. Independentemente do desfecho, é importante fortalecer outras formas de apoio para que seu equilíbrio emocional não dependa exclusivamente dessa relação.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece ser levado a sério. Sob uma perspectiva psicanalítica, esse sofrimento vai além da timidez e pode estar relacionado a uma angústia intensa diante do olhar e do julgamento do outro. Não significa que você seja fraca ou incapaz, mas que as situações sociais despertam conflitos emocionais muito profundos.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. O profissional mais indicado é um psicólogo ou psicanalista para investigar a origem desse medo e ajudá-la a elaborar esse sofrimento. Também é importante uma avaliação com um psiquiatra, pois, pela intensidade dos sintomas, pode haver um quadro de ansiedade social que se beneficie de tratamento medicamentoso associado à psicoterapia.
O medo de não ser levada a sério é compreensível, ele faz parte do próprio sofrimento que você relata. Um profissional ético acolherá sua experiência sem julgamentos. Existe tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir significativamente esse medo e recuperar a qualidade de vida. Procurar ajuda não é perder a dignidade, é dar ao seu sofrimento a atenção que ele merece. Boa sorte!
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. ótima pergunta.
Para pessoas trans maiores de idade, não há, de forma geral, a obrigatoriedade de apresentar um laudo psicológico ou cumprir um período mínimo de acompanhamento psicológico para iniciar a terapia hormonal. O modelo atualmente adotado privilegia o consentimento informado, reconhecendo que a identidade de gênero não constitui um transtorno mental e que a decisão deve ser tomada de forma autônoma, após o recebimento de informações claras sobre os benefícios, riscos e efeitos do tratamento.
A atuação da psicóloga, nesse contexto, tem como objetivo oferecer acolhimento, apoio e acompanhamento, quando desejado pela pessoa, e não autorizar ou validar sua identidade de gênero. No entanto, alguns serviços de saúde podem estabelecer protocolos próprios e solicitar uma avaliação psicológica em situações específicas, o que representa uma exigência institucional e não uma determinação legal ou ética aplicável a todos os casos.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica psicanalítica, a dificuldade em aceitar pontos de vista diferentes pode estar relacionada a um modo de funcionamento psíquico que busca proteger o ego. Em algumas pessoas, reconhecer que o outro pode ter razão é vivido, de forma inconsciente, como sinal de fraqueza, perda de valor ou ameaça à própria identidade. Assim, manter a própria posição torna-se uma forma de lidar com a insegurança e a angústia.
Uma reflexão importante é perceber quais sentimentos surgem quando alguém questiona suas ideias. Irritação, necessidade de provar que está certo ou desconforto diante da possibilidade de errar podem indicar que o problema vai além da opinião em si e está ligado ao significado emocional atribuído a ela.
No processo analítico, é possível compreender como esse padrão foi constituído e desenvolver maior tolerância às diferenças. Aprender a reconsiderar uma ideia não significa abrir mão de si mesmo, mas ampliar a capacidade de pensar, dialogar e construir relações mais saudáveis e flexíveis.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob uma perspectiva psicanalítica, seu sofrimento parece estar menos ligado à idade e mais à sensação de estar vivendo fora do tempo que acredita ser o "certo". A comparação com os outros e com um ideal de sucesso pode fazer com que suas conquistas percam valor, mesmo quando você está avançando. Vale perguntar: de quem é esse relógio que diz que você está atrasado? Muitas vezes, essa exigência vem de expectativas internalizadas e não da realidade. O trabalho terapêutico busca compreender a origem dessa cobrança e ajudá-lo a construir um percurso que faça sentido para sua própria história, em vez de viver segundo o tempo dos outros.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a perspectiva psicanalítica, sim, é possível, mas isso depende de ambos reconhecerem a própria participação na dinâmica do relacionamento e estarem dispostos a elaborar os ressentimentos acumulados. O respeito não se restaura apenas com promessas ou boa vontade, mas por meio de mudanças consistentes na forma de se relacionar.
Quando anos de conflitos e ofensas transformam o outro em alvo de hostilidade, o vínculo passa a ser sustentado mais pela repetição do sofrimento do que pelo desejo de estar junto. Nesses casos, a psicoterapia de casal pode ajudar a compreender o que mantém esse ciclo e abrir espaço para novas formas de diálogo.
Entretanto, quando não há mais disponibilidade para reconhecer o outro como sujeito digno de consideração ou quando as agressões persistem, reconstruir o respeito torna-se muito difícil. Em alguns casos, elaborar o fim da relação pode ser mais saudável do que insistir na manutenção de um vínculo marcado pela violência emocional.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sob uma perspectiva psicanalítica, seu relato sugere que a tristeza pode estar relacionada à vivência recorrente de não se sentir compreendida, acolhida ou validada na relação. A sensação de "pisar em ovos" para expressar o que pensa indica um vínculo em que há receio de falar livremente, o que pode favorecer o acúmulo de emoções e intensificar o sofrimento.
Em síntese, o sofrimento parece decorrer menos de episódios isolados e mais de um padrão relacional em que seus afetos não encontram reconhecimento. A repetição dessa experiência pode gerar sentimentos de tristeza, isolamento e choro, indicando a importância de investigar, em psicoterapia, como essa dinâmica se constituiu e qual o seu significado na sua história emocional.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato revela uma relação em que os conflitos se repetem de forma constante, gerando sofrimento para ambos e repercutindo também sobre os filhos. Quando as discussões e as ofensas passam a fazer parte da rotina, o casal pode ficar preso a um funcionamento em que o diálogo dá lugar à defesa, à acusação e ao ressentimento.
A reconstrução do relacionamento é possível quando os dois conseguem olhar para a própria participação nos conflitos, reconhecer os próprios limites e demonstrar disposição genuína para modificar a forma de se relacionar. No entanto, quando prevalece a atribuição de culpa ao outro e não há abertura para mudanças, o desgaste tende a se intensificar.
Em algumas situações, um período de afastamento pode representar uma medida de cuidado, permitindo interromper o ciclo de hostilidade e preservar a saúde emocional dos envolvidos, especialmente a dos filhos. Antes de qualquer decisão definitiva, é importante compreender o que sustenta essa dinâmica e avaliar se ainda existe investimento afetivo e compromisso mútuo para reconstruir o vínculo. A psicoterapia, individual ou de casal, pode favorecer esse processo de reflexão e elaboração.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sofrimento que você relata parece estar relacionado não apenas ao grupo de K-pop, mas ao significado emocional que ele passou a ocupar na sua vida. Esse vínculo parassocial pode representar uma importante fonte de identificação, acolhimento e sensação de pertencimento, especialmente em um momento em que sua vida social está mais restrita. Por isso, a ideia de nunca encontrar esse grupo pode ser vivida como uma perda profundamente sentida.
O fato de você perceber que existe uma idealização nessa relação demonstra que consegue reconhecer a diferença entre o desejo e a realidade, ainda que, emocionalmente, isso seja difícil de elaborar. Nesse sentido, a tristeza parece estar mais ligada ao lugar que esse grupo ocupa na sua história afetiva do que à impossibilidade do encontro em si.
Com o tempo, à medida que novos relacionamentos, experiências e projetos ganhem espaço na sua vida, é natural que esse investimento afetivo se redistribua e o sofrimento diminua. Caso essa angústia permaneça intensa ou passe a comprometer sua rotina e seu bem-estar, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o sentido desse vínculo e a construir outras formas de conexão, pertencimento e realização emocional.
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) atua sobre pensamentos, crenças e comportamentos que d
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) atua sobre pensamentos, crenças e comportamentos que dificultam o pertencimento social em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia pessoas com TPB ao favorecer o reconhecimento de pensamentos automáticos, crenças inadequadas e padrões de ação que prejudicam os relacionamentos sociais. Por meio da reestruturação cognitiva, o paciente aprende a analisar e modificar interpretações inflexíveis, como sentimentos de abandono ou rejeição, construindo maneiras mais realistas de compreender as experiências. A TCC também desenvolve manejo das emoções, redução da impulsividade, competências sociais e recursos de enfrentamento, promovendo relações mais consistentes, ampliação da consciência sobre si mesmo e melhor adaptação no convívio interpessoal.
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Perguntas frequentes
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fraturei o radio distal. Depois de 4 semanas com o gesso desde a axila, o médico trocou para o gesso
Sim, é comum ainda sentir algum desconforto após 4 semanas de uma fratura…