Perguntas do paciente (304)

  • O paciente tem receio de que o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) seja incorreto, pois

    O paciente tem receio de que o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) seja incorreto, pois ele tem dificuldades de lidar com o impacto psicológico da doença. Como ajudá-lo a lidar com a ansiedade associada ao diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A incerteza diante do diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico pode operar como um recurso do sujeito para amortecer o impacto emocional da doença. Colocar o diagnóstico em questão não se limita ao campo médico, podendo também expressar uma tentativa de postergar ou tornar mais tolerável aquilo que ainda não encontrou lugar na simbolização.

    Na clínica, trata-se de sustentar a escuta dessa ansiedade sem precipitar respostas, abrindo espaço para que o paciente enuncie seus receios, fantasias e afetos. Esse manejo possibilita distinguir a dúvida fundada do sofrimento psíquico implicado, favorecendo uma elaboração mais progressiva do diagnóstico e uma relação menos marcada pela angústia com sua condição.


  • Como o diagnóstico de trombose mesentérica pode afetar psicologicamente um paciente com lúpus eritem

    Como o diagnóstico de trombose mesentérica pode afetar psicologicamente um paciente com lúpus eritematoso sistêmico (LES), sem sintmas evidentes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    O diagnóstico de trombose mesentérica em um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico, sem sintomas visíveis, pode gerar estranhamento e angústia, pela sensação de uma ameaça que não se manifesta no corpo.

    Isso pode intensificar medo, insegurança e dúvidas sobre o próprio corpo, levando à oscilação entre negação e hipervigilância. O trabalho clínico busca possibilitar a elaboração dessa experiência, reduzindo a angústia e favorecendo uma relação mais integrada com a condição vivida.


  • Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessid

    Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessidade de apoio contínuo da família ou amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A culpa em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico muitas vezes se articula a ideais de autonomia e à fantasia de ser um peso para o outro. O sujeito pode interpretar a dependência como falha, o que intensifica o sofrimento.

    O trabalho clínico consiste em interrogar essa culpa, compreendendo de onde ela se origina, e em diferenciar necessidade de apoio de desvalor pessoal. Ao sustentar a escuta, torna-se possível deslocar essa posição, permitindo que o paciente reconheça o cuidado como parte do laço e não como dívida.

    Assim, o objetivo é favorecer uma relação menos punitiva consigo, na qual receber ajuda não seja vivido como culpa, mas como uma forma legítima de vínculo.


  • Como lidar com o isolamento social de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que podem se

    Como lidar com o isolamento social de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que podem se sentir excluídos devido à doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Do ponto de vista psicanalítico, o isolamento em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico envolve não só a doença, mas a forma como o sujeito se percebe no olhar do outro. A exclusão pode ser internalizada, gerando retraimento e sentimento de não pertencimento.

    O trabalho clínico é oferecer um espaço de escuta para que esse sofrimento seja simbolizado, permitindo que o paciente não se reduza ao diagnóstico e possa reconstruir, no seu tempo, modos mais possíveis de laço social, sustentados pelo desejo.


  • Como posso lidar com a pressão para "ficar bem" rapidamente, mesmo sabendo que o processo de luto é

    Como posso lidar com a pressão para "ficar bem" rapidamente, mesmo sabendo que o processo de luto é único e leva tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A pressão para “ficar bem” rapidamente costuma vir de ideais externos que não respeitam o tempo próprio do sujeito. O luto não é um processo linear nem padronizado; ele implica um trabalho psíquico de elaboração da perda, que exige tempo e não pode ser apressado sem custo.

    Essa exigência pode produzir um conflito entre o que o você sente e o que acredita que deveria sentir, gerando culpa ou sensação de inadequação. Por isso, é importante autorizar-se a viver o luto no seu ritmo, reconhecendo que a dor tem uma função na reorganização do mundo interno.

    O trabalho analítico sustenta um espaço onde essa experiência pode ser dita e simbolizada, permitindo que, aos poucos, você reinscreva a perda em sua história e encontre novas formas de se relacionar com a ausência, sem se submeter à urgência de “estar bem”.


  • O hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) é o mesmo que no Transtorno do Espectro Aut

    O hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) é o mesmo que no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    O hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe é mais instável, ligado à dificuldade de regular a atenção, alternando foco intenso e dispersão. No Transtorno do Espectro Autista, ele é mais estável, associado a interesses restritos e funciona como organizador do mundo interno.


  • Quais os sinais do hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    Quais os sinais do hiperfoco no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    No Funcionamento Intelectual Limítrofe, o hiperfoco aparece como atenção muito intensa em uma única atividade, com dificuldade de mudar de foco, perda da noção do tempo e descuido de outras tarefas. Ele pode gerar cansaço mental e alternar com momentos de desatenção, tornando o dia a dia mais difícil quando falta flexibilidade.


  • Qual a diferença entre hiperfoco e "flow"? .

    Qual a diferença entre hiperfoco e "flow"? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    O hiperfoco é uma atenção rígida, difícil de interromper, que pode gerar cansaço e sofrimento. O flow é um estado de concentração intensa, prazerosa e flexível, no qual a pessoa mantém controle e consegue interromper a atividade sem grande desgaste.


  • Como o hiperfoco desadaptativo afeta o Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL)

    Como o hiperfoco desadaptativo afeta o Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    No Funcionamento Intelectual Limítrofe, o hiperfoco desadaptativo gera rigidez atencional, sobrecarga mental e dificuldade de planejamento, aumentando frustração e prejudicando a adaptação às demandas do dia a dia.


  • O que a avaliação neuropsicológica no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) procura avaliar?

    O que a avaliação neuropsicológica no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) procura avaliar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A avaliação neuropsicológica no Funcionamento Intelectual Limítrofe busca entender como a pessoa pensa e aprende, avaliando atenção, memória, funções executivas, raciocínio, velocidade de processamento, habilidades acadêmicas e aspectos emocionais, para orientar apoios adequados.


  • Quais são as áreas afetadas no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    Quais são as áreas afetadas no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    No Funcionamento Intelectual Limítrofe, as áreas mais frequentemente afetadas são:

    Atenção e concentração, com facilidade para se distrair.

    Memória de trabalho, dificultando manter e manipular informações.

    Funções executivas, como planejamento, organização e flexibilidade mental.

    Raciocínio abstrato, com preferência por conteúdos mais concretos.

    Velocidade de processamento, tornando o aprendizado mais lento.

    Habilidades acadêmicas, especialmente leitura, escrita e matemática.

    Aspectos emocionais, como baixa autoestima, ansiedade e medo de errar.

    Essas dificuldades não indicam incapacidade, mas um funcionamento cognitivo que exige mais tempo, apoio e organização para favorecer o aprendizado e o equilíbrio psíquico.


  • Boa tarde! Gostaria de uma orientação de como é possível melhorar da TPPP (Tontura Postural Percep

    Boa tarde!
    Gostaria de uma orientação de como é possível melhorar da TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) com psicoterapia. Faço terapia há seis meses e continuo com sintomas de cabeça atordoada, mal-estar e tontura fraca quase todos os dias.
    Muito obrigado pelas respostas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Boa tarde. A Tontura Postural Perceptual Persistente, conhecida como TPPP, não se sustenta apenas em uma alteração vestibular, mas em um modo de funcionamento do sistema nervoso que permanece em estado de hipervigilância. Do ponto de vista psicológico, o sintoma não é imaginário, ele é real, porém mantido por um circuito entre ansiedade, atenção excessiva ao corpo e expectativa de mal-estar. A psicoterapia atua justamente nesse ponto, ajudando o paciente a sair da posição de constante monitoramento corporal, que reforça a tontura, a sensação de cabeça atordoada e o desconforto difuso.
    Após seis meses de terapia, a permanência dos sintomas não significa fracasso do processo, mas indica que o corpo ainda está organizado em torno de uma lógica de alerta. Em muitos casos, a melhora ocorre quando o trabalho clínico avança para a relação entre medo, controle e intolerância à instabilidade. A TPPP costuma se manter quando o sujeito tenta evitar sensações corporais, ambientes ou movimentos, reforçando inconscientemente o circuito do sintoma. A psicoterapia ajuda a nomear essas angústias, flexibilizar padrões rígidos de controle e reduzir a fusão entre sensação corporal e ameaça. Associar o tratamento psicológico a exercícios de reabilitação vestibular e, quando indicado, acompanhamento médico, costuma favorecer uma melhora gradual, pois o objetivo não é eliminar a sensação à força, mas permitir que o sistema nervoso recupere confiança e autorregulação.


  • O que é a Flexibilidade Cognitiva na Fibromialgia?

    O que é a Flexibilidade Cognitiva na Fibromialgia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A flexibilidade cognitiva na fibromialgia é a capacidade de adaptar o pensamento e alternar estratégias mentais, que costuma estar reduzida devido à dor crônica, fadiga e alterações do sono. Isso pode gerar rigidez de pensamento, dificuldade para lidar com mudanças e sensação de lentidão mental, refletindo um impacto das funções executivas causado pelo esforço contínuo de conviver com a dor.


  • O que é "fibrofog" ou névoa mental na Fibromialgia? .

    O que é "fibrofog" ou névoa mental na Fibromialgia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A fibrofog, ou névoa mental, refere-se a alterações cognitivas frequentes na fibromialgia, como dificuldade de atenção, lentificação do pensamento, falhas de memória e sensação de confusão. Do ponto de vista neuropsicológico, trata-se de um prejuízo funcional relacionado à dor crônica, ao sono não reparador e ao estresse contínuo, e não a uma lesão cerebral. Na perspectiva psicológica e psicanalítica, a dor e a sobrecarga emocional ocupam os recursos psíquicos, reduzindo a disponibilidade para pensar e simbolizar, o que compromete a clareza mental. O manejo clínico envolve escuta, regulação emocional, organização da rotina e cuidados com o sono, favorecendo a recuperação da fluidez do pensamento.


  • O que é a avaliação neuropsicológica no contexto da fibromialgia?

    O que é a avaliação neuropsicológica no contexto da fibromialgia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A avaliação neuropsicológica na fibromialgia investiga como a dor crônica, a fadiga, o sono e fatores emocionais afetam a cognição, especialmente atenção, memória, velocidade de processamento e funções executivas, com o objetivo de compreender o funcionamento global do paciente e orientar intervenções e estratégias para melhorar a qualidade de vida.


  • O que determina o canhotismo? É genético? .

    O que determina o canhotismo? É genético? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    O canhotismo resulta da interação entre fatores genéticos, neurológicos e ambientais. Há predisposição genética, mas não um gene único determinante, estando ligado à lateralização cerebral e ao controle motor. Influências pré-natais e experiências precoces também contribuem, sendo uma variação natural do desenvolvimento humano.


  • Qual a importância da psicometria na avaliação neuropsicológica?

    Qual a importância da psicometria na avaliação neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A psicometria tem um papel central na avaliação neuropsicológica por assegurar que os instrumentos aplicados sejam confiáveis, precisos e embasados cientificamente. A partir de critérios como validade, fidedignidade e normas, ela possibilita medir o desempenho cognitivo e compará-lo com parâmetros adequados à idade, escolaridade e contexto sociocultural do indivíduo. Dessa forma, contribui para a identificação objetiva de dificuldades, habilidades preservadas e padrões de funcionamento cognitivo. Além disso, oferece base técnica ao laudo neuropsicológico, fortalece a precisão das hipóteses diagnósticas, auxilia no planejamento das intervenções e garante maior rigor ético e científico à prática profissional.


  • O que é "Interpretação Abstrata" em avaliações neuropsicológicas ?

    O que é "Interpretação Abstrata" em avaliações neuropsicológicas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A interpretação abstrata é a capacidade de compreender significados além do literal, como conceitos, metáforas, regras e ideias implícitas, estando ligada às funções executivas e aos lobos frontais. Dificuldades nessa habilidade levam ao pensamento literal e a problemas na compreensão de metáforas e situações sociais, sendo comuns em condições como TEA (Transtorno do Espectro Autista), TCE (Traumatismo cranioencefálico), esquizofrenia, demências frontais e FIL (Funcionamento Intelectual Limítrofe).


  • Quais funções executivas são melhor avaliadas com métodos ecológicos?

    Quais funções executivas são melhor avaliadas com métodos ecológicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Os métodos ecológicos permitem observar com mais precisão as funções executivas no contexto da vida diária, especialmente:

    * Planejar e estruturar atividades

    * Decidir diante de situações concretas

    * Flexibilizar o pensamento, mudando de estratégia quando necessário

    * Inibir impulsos e regular o comportamento

    * Acompanhar e corrigir as próprias ações

    Essas capacidades aparecem de forma mais clara em situações próximas da realidade, pois exigem ajuste constante a circunstâncias variadas e inesperadas.


  • Por que a avaliação ecológica é importante para Funções Executivas (FE)?

    Por que a avaliação ecológica é importante para Funções Executivas (FE)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    A avaliação ecológica é importante para as funções executivas porque observa como a pessoa realmente funciona no cotidiano. Ela permite verificar planejamento, organização, tomada de decisão e controle de impulsos em situações reais, não apenas em testes formais, tornando a compreensão clínica mais próxima da vida diária.


Perguntas frequentes

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