Perguntas do paciente (304)

  • O que é mindfulness e como pode ajudar pessoas com deficiência mental?

    O que é mindfulness e como pode ajudar pessoas com deficiência mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Olá, tudo bem?
    Mindfulness é uma estratégia de autorregulação fundamentada na atenção consciente ao momento atual, de maneira deliberada e sem julgamentos, envolvendo a percepção dos pensamentos, emoções, sensações físicas e do contexto ambiental.

    Em indivíduos com deficiência intelectual, o mindfulness pode contribuir para a diminuição da ansiedade, o aperfeiçoamento do controle emocional e da conduta, o aumento da capacidade atencional e da percepção corporal, a promoção da tolerância à frustração, a redução da impulsividade e da agitação, além do desenvolvimento de competências adaptativas, desde que as práticas sejam simples, objetivas, estruturadas e ajustadas ao nível cognitivo e comunicativo da pessoa. Se precisar de ajuda procure um profissional especializado.


  • Quais são as estratégias para uma pessoa para viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Quais são as estratégias para uma pessoa para viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Olá, tudo bem?
    Viver com Lúpus Eritematoso Sistêmico envolve não apenas lidar com a doença orgânica, mas com os efeitos subjetivos que ela produz no corpo, no desejo e na identidade. Algumas estratégias centrais são: 1) Elaboração psíquica da doença. Favorecer a simbolização do adoecimento, ajudando a pessoa a construir sentidos para a experiência do LES, em vez de vivê-lo apenas como invasão ou punição corporal. 2) Escuta do sofrimento subjetivo. A psicoterapia oferece um espaço para expressar angústias, medos de morte, dependência, impotência e perdas narcísicas associadas às limitações impostas pela doença. 3) Trabalho com a relação corpo–psiquismo. O LES pode intensificar a hipervigilância corporal e a vivência do corpo como estranho. A análise ajuda a reinscrever o corpo como lugar de experiência simbólica, e não apenas de ameaça. 4) Elaboração de lutos. Trabalhar os lutos pelas perdas reais e imaginárias (autonomia, projetos, imagem corporal, ideal de saúde), prevenindo fixações depressivas. 5) Reconhecimento dos mecanismos de defesa. Identificar defesas como negação, racionalização ou retraimento, favorecendo formas mais elaboradas de enfrentamento psíquico. 6) Sustentação do desejo e da identidade. Ajudar a pessoa a não se reduzir à identidade de “doente”, preservando investimentos libidinais, vínculos afetivos e projetos possíveis. 7) Atenção à relação com o Outro e com o cuidado. Explorar fantasias ligadas à dependência, ao controle médico e às figuras de autoridade, promovendo maior autonomia subjetiva.

    Em síntese, a psicoterapia busca dar lugar à palavra onde o corpo adoece, permitindo que o sujeito encontre modos singulares de viver com o LES sem que a doença colonize toda a sua vida psíquica.


  • . O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) causa hipervigilância somática?

    . O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) causa hipervigilância somática?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Olá, tudo bem?
    O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode estar associado à hipervigilância somática, embora não a cause diretamente. Esse fenômeno tende a surgir de forma secundária à cronicidade e imprevisibilidade da doença. A presença de sintomas flutuantes, como dor e fadiga, favorece a atenção excessiva ao corpo. Crises recorrentes (flares) aumentam o monitoramento constante das sensações físicas. Comorbidades como ansiedade e depressão são frequentes no LES.
    Essas condições intensificam a vigilância corporal e a preocupação com sintomas. O envolvimento neuropsiquiátrico do lúpus pode contribuir para esse quadro. Assim, a hipervigilância somática é um processo transdiagnóstico associado ao LES.


  • Quais são os sintomas sensoriais mais comuns em doenças mentais crônicas?

    Quais são os sintomas sensoriais mais comuns em doenças mentais crônicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gesiane Gomes Pinto

    Eis aqui um resumo:

    *Hipersensibilidade sensorial
    *Hipossensibilidade sensorial
    *Alucinações
    auditivas
    visuais
    olfativas
    táteis
    cinestésicas
    *Distorções de percepção corporal
    *Sintomas somáticos sem causa orgânica
    *Dificuldades de integração sensorial
    *Sintomas dissociativos sensoriais


Perguntas frequentes

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