Perguntas do paciente (76)
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Qual a diferença entre estabilidade identitária e rigidez identitária no tratamento psicoterápico ?
Qual a diferença entre estabilidade identitária e rigidez identitária no tratamento psicoterápico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estabilidade identitária refere-se a um senso de si relativamente coeso, contínuo e flexível ao longo do tempo, permitindo que a pessoa mantenha valores e preferências consistentes enquanto se adapta a novas experiências e contextos; já a rigidez identitária envolve uma fixação inflexível em papéis, crenças ou narrativas sobre si mesmo, com baixa tolerância à mudança e à ambiguidade, frequentemente funcionando como estratégia defensiva que limita a atualização do self e pode gerar sofrimento quando a realidade desafia essa autoimagem.
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O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
O que significa “núcleo psicopatológico central” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O “núcleo psicopatológico central” no TPB refere-se ao conjunto de processos básicos que organizam e explicam a maioria dos sintomas do transtorno. Em termos clínicos contemporâneos, esse núcleo costuma ser descrito como uma desregulação emocional intensa e persistente, combinada com hipersensibilidade interpessoal (especialmente ao abandono/rejeição) e instabilidade na autoimagem. Esses elementos funcionam como motores: a pessoa reage com grande intensidade afetiva, interpreta sinais sociais de forma ameaçadora e tem dificuldade em manter uma identidade estável.
A partir desse núcleo, emergem os demais fenômenos do TPB: impulsividade, relações caóticas, esforços desesperados para evitar abandono, episódios de raiva intensa, vazio crônico e comportamentos autolesivos. Em outras palavras, o “núcleo” não é um sintoma isolado, mas uma estrutura dinâmica subjacente que gera e mantém o padrão clínico observado.
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. Qual a relação entre apego e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
. Qual a relação entre apego e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A relação entre apego e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é central para compreender a organização emocional e relacional desses pacientes. Em termos gerais, muitos indivíduos com TPB apresentam padrões de apego inseguros, especialmente o apego desorganizado. Isso costuma emergir em contextos de cuidado inconsistentes, negligentes ou invalidantes, nos quais a figura de apego é simultaneamente fonte de proteção e de ameaça. Como consequência, o indivíduo não desenvolve estratégias estáveis de regulação emocional nem expectativas consistentes sobre a disponibilidade do outro.
Na vida adulta, isso se traduz em relações intensas e instáveis, marcadas por medo de abandono, hipersensibilidade à rejeição e alternância entre idealização e desvalorização. O outro é vivenciado de forma pouco integrada, e pequenas variações na responsividade podem ser interpretadas como rejeição ou abandono iminente. Assim, o padrão de apego desorganizado ajuda a sustentar o núcleo do TPB: instabilidade afetiva, impulsividade relacional e dificuldade em manter vínculos seguros e contínuos.
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O que significa “medo de abandono” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que significa “medo de abandono” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline, o “medo de abandono” é um receio muito intenso de ser deixado, rejeitado ou esquecido por pessoas importantes — mesmo quando não há sinais claros de que isso vá acontecer. Esse medo pode fazer a pessoa reagir de forma mais impulsiva ou desesperada para evitar essa perda, como buscar muita confirmação, se apegar rapidamente ou interpretar pequenas mudanças como rejeição.
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Como o psicólogo pode lidar com a crise emocional em pacientes com o Transtorno de Personalidade Bor
Como o psicólogo pode lidar com a crise emocional em pacientes com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante a terapia
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando alguém com Transtorno de Personalidade Borderline entra em crise emocional, o mais importante é acolher sem minimizar o que ela está sentindo — a dor é real e muito intensa. Ao mesmo tempo, o psicólogo ajuda a pessoa a se acalmar no momento, usando estratégias simples para reduzir a intensidade da emoção, como focar na respiração ou no ambiente ao redor. Também vai, aos poucos, ensinando formas mais saudáveis de lidar com esses momentos, sem agir por impulso. E mantém uma postura firme e segura, com limites claros, para que a pessoa se sinta protegida e aprenda novas maneiras de reagir nas situações difíceis.
Fico à disposição para agendamento de sessão ou para tirar outras dúvidas.
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você vê a pessoa de quem gosta e sente crises intensas de ansiedade, o que está sendo ativado não é apenas o afeto — é vulnerabilidade.
Gostar de alguém envolve:
Possibilidade de rejeição;
Medo de não ser suficiente;
Desejo de aprovação;
Exposição emocional;
O cérebro interpreta essa exposição como ameaça social. E ameaça social ativa o sistema de luta-ou-fuga: taquicardia, falta de ar, tensão, pensamentos acelerados.
Se quiser falar mais sobre, entre em contato comigo. Fico à disposição.
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O hiperfoco desadaptativo (disfuncional) gera irritabilidade?
O hiperfoco desadaptativo (disfuncional) gera irritabilidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode gerar irritabilidade, especialmente quando é interrompido ou quando impede a autorregulação básica.
No hiperfoco desadaptativo há:
Rigidez atencional → dificuldade de alternar tarefas;
Baixa tolerância à interrupção → reação desproporcional quando alguém “quebra” o foco;
Privação fisiológica (sono, fome, pausa) → aumenta vulnerabilidade emocional;
Acúmulo de tensão cognitiva → sobrecarga executiva;
A irritabilidade, portanto, não vem do foco em si, mas da dificuldade de transição e da desregulação associada.
Em síntese: hiperfoco disfuncional pode sim aumentar irritabilidade, sobretudo em contextos de interrupção ou exaustão.
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O hiperfoco altera a percepção sensorial? .
O hiperfoco altera a percepção sensorial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode alterar temporariamente a percepção sensorial.
No estado de hiperfoco há um aumento da atenção seletiva e uma redução do processamento de estímulos considerados irrelevantes. Isso pode gerar:
Diminuição da percepção de estímulos externos (barulho, fome, dor, tempo passando);
Hipossensibilidade momentânea a sinais corporais;
Ou, em alguns casos (especialmente em perfis com TDAH ou TEA), aumento da sensibilidade a estímulos específicos diretamente ligados ao foco.
Neurofuncionalmente, há um estreitamento do campo atencional com modulação dos sistemas dopaminérgicos e do córtex pré-frontal, o que reorganiza a hierarquia dos estímulos percebidos.
Em síntese: o hiperfoco não altera os sentidos em si, mas altera o filtro e a priorização sensorial.
Fico à disposição caso queira agendar sua sessão.
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O hiperfoco melhora a memória? .
O hiperfoco melhora a memória? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende.
O hiperfoco pode melhorar a memória de curto prazo e a consolidação de informações relacionadas ao objeto do foco, porque há:
Alta ativação atencional;
Maior repetição mental;
Maior envolvimento emocional.
Isso facilita codificação e retenção.
Por outro lado, pode prejudicar a memória global e contextual, porque reduz a atenção a outros estímulos relevantes.
Resumindo: melhora a memória para o que está no foco, mas pode empobrecer o resto.
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Existe hiperfoco emocional? .
Existe hiperfoco emocional? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, embora “hiperfoco emocional” não seja um termo técnico formal nos manuais diagnósticos, ele é usado clinicamente para descrever um padrão de atenção excessivamente concentrada em uma experiência emocional específica.
Resumidamente:
Trata-se de uma fixação cognitivo-afetiva em uma emoção (ex.: raiva, culpa, paixão, rejeição);
A pessoa passa a ruminar, interpretar e filtrar a realidade a partir dessa emoção dominante;
Há redução de flexibilidade atencional e dificuldade de alternar foco;
Pode aparecer em quadros como TDAH, TEA, transtornos de ansiedade, depressão e em dinâmicas de apego ansioso;
Não é apenas “sentir muito”, mas organizar o campo perceptivo e comportamental em torno de um estado emocional específico, mantendo-o ativo por tempo prolongado.
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Como as mulheres autistas lidam com mudanças de rotina inesperadas do dia-a-dia?
Como as mulheres autistas lidam com mudanças de rotina inesperadas do dia-a-dia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do grau de autismo dessa pessoa. Grau 2 e 3 não lidam muito bem com mudanças na rotina, mas se adaptam com o tempo após um período de resistência. O autista grau 1 já pode lidar melhor com alguma mudança em sua rotina. O acompanhamento terapêutico pode ajudar com essas questões. Fico à disposição, abraço!
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Como a mulher autista pode se sentir mais segura socialmente?
Como a mulher autista pode se sentir mais segura socialmente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De preferência com alguém conhecido e de sua confiança por perto. Importante também realizar um acompanhamento terapêutico semanal. Fico à disposição, abraço!
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As amizades de mulheres autistas com homens tendem a ser mais superficiais?
As amizades de mulheres autistas com homens tendem a ser mais superficiais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo contrário e depende do grau de autismo que essa pessoa porta. Pelo que vejo em minha profissão e no dia a dia dos autistas, o vínculo que o autista grau 2 (moderado) e 3 (severo) por exemplo cria com alguma pessoa, nunca é superficial. Ou ele confia nessa pessoa puramente, ou não há essa criação de "vínculo superficial". Pode ser que o autista grau 1 (leve) tenha mais facilidade em manter um vínculo mais superficial.
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O que pode causar desconforto em autistas? .
O que pode causar desconforto em autistas? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Contato físico, olhar fixo nos olhos (eles não costumam conseguir ficar olhando nos olhos durante uma conversa), insistência em algo que eles não queiram fazer no momento e uma das coisas mais comuns, sair da rotina.
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Os autistas gostam de contato físico? .
Os autistas gostam de contato físico? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na grande maioria dos casos não.
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Quais são os sinais de déficit na reciprocidade social do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Quais são os sinais de déficit na reciprocidade social do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Resumidamente, os déficits na reciprocidade social no TEA envolvem:
Dificuldade em iniciar ou manter interações sociais;
Pouca resposta a tentativas de contato (ex: não responder ao nome ou a cumprimentos);
Falta de troca emocional — não compartilha interesses, emoções ou experiências;
Conversas unilaterais, sem perceber o outro;
Uso limitado de comunicação não verbal (pouco contato visual, gestos ou expressões faciais);
Vai de caso a caso, mas há dificuldade em estabelecer trocas sociais espontâneas e recíprocas.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Como os autistas expressam sentimentos? .
Como os autistas expressam sentimentos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas que tem o autismo sentem emoções como qualquer pessoa, mas podem expressá-las de forma diferente.
Algumas formas comuns:
Expressão facial ou corporal menos evidente (podem parecer “neutros”);
Dificuldade em colocar sentimentos em palavras;
Podem demonstrar emoções por ações (ex.: se afastar, repetir movimentos, buscar objetos de interesse);
Reações intensas ou atípicas diante de estímulos emocionais;
Ou seja, sentem muito, mas expressam de modos diversos — nem sempre facilmente compreendidos pelos outros.
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A hiperfixação é um sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A hiperfixação é um sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Hiperfixação não é sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline.
Quando aparece, geralmente está ligada a foco emocional intenso em pessoas (por medo de abandono) ou estratégias de regulação emocional, não a um critério diagnóstico.
O termo “hiperfixação” é mais comum em TDAH e TEA, não em TPB.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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O que fazer para ajudar uma vítima de bullying? .
O que fazer para ajudar uma vítima de bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ajudar uma vítima de bullying exige acolhimento, escuta qualificada e ações consistentes. Vou te dar algumas orientações práticas:
1- Escute sem julgar – Permita que a pessoa fale livremente, valide seus sentimentos e evite minimizar a dor (“isso passa”, “não é tão grave”).
2- Reforce que ela não é culpada – O bullying é sempre responsabilidade de quem pratica, nunca da vítima.
3- Estimule a busca de apoio – Oriente a procurar um adulto de confiança, coordenação escolar, RH (no caso de trabalho) ou um profissional de saúde mental.
4- Ajude a construir estratégias de enfrentamento – Isso pode incluir treino de habilidades sociais, fortalecimento da autoestima, limites claros e, quando necessário, registros formais da situação.
5- Promova segurança – Se houver risco físico ou psicológico, é essencial agir imediatamente e envolver responsáveis ou instituições.
6- Incentive o cuidado emocional – Atividades prazerosas, redes de apoio e psicoterapia são recursos importantes para a recuperação.
Se você ou alguém próximo estiver passando por isso, estou à disposição para acolher, orientar e ajudar no que for necessário.
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Qual a diferença entre uma pessoa emotiva e uma pessoa sentimental?
Qual a diferença entre uma pessoa emotiva e uma pessoa sentimental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pessoa emotiva reage de forma intensa e rápida às situações, deixando as emoções transparecerem facilmente (choro, raiva, alegria). Já a pessoa sentimental é mais voltada para o mundo interno, tende a valorizar e refletir sobre os sentimentos, cultivando-os de forma mais profunda e duradoura.
Espero ter ajudado. Fico à disposição caso queira entrar em contato.
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