Perguntas do paciente (29)

  • Qual teste é considerado "padrão-ouro" para avaliar flexibilidade e sequenciamento?

    Qual teste é considerado "padrão-ouro" para avaliar flexibilidade e sequenciamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    O padrão ouro seria o Wisconsin Card Sorting Test (WCST), mas o Trilhas e Torre de Londres também são usados.


  • Existem ferramentas ou testes específicos para o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC

    Existem ferramentas ou testes específicos para o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    Quando suspeitamos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) em crianças e adolescentes, buscamos através da Avaliação Neuropsicológica mapear minuciosamente como as funções cerebrais e cognitivas dessa criança estão operando por trás dos rituais e da ansiedade.
    Dentro de uma bateria neuropsicológica infantojuvenil especializada para o TOC, nós investigamos: O Perfil Cognitivo Global, As Funções Executivas e a Flexibilidade Mental, Mapeamento Quantitativo de Sintomas, Rastreio de Comportamento e Diagnóstico Diferencial. A neuropsicologia nos mostra o que está acontecendo no funcionamento cerebral da criança e através da escuta clínica conseguimos investiga o porquê, qual é o sentido emocional e a lógica interna do comportamento. Compreender esse funcionamento por completo é o que nos permite traçar um plano de intervenção eficaz e devolver a leveza para a vida da criança e de sua família.


  • A visão de túnel impede a pessoa de ver a realidade?

    A visão de túnel impede a pessoa de ver a realidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    A visão de túnel no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não é um problema visual ou físico, mas sim uma metáfora clínica para descrever uma distorção cognitiva severa, um estreitamento do foco de atenção do paciente.
    Quando o gatilho da obsessão é acionado, a mente do indivíduo entra em um estado de hipervigilância extremo que tudo ao seu redor desaparece. Ele passa a enxergar a realidade como se estivesse olhando através de um túnel comprido e estreito: na saída desse túnel está exclusivamente o objeto do seu medo (o perigo, a contaminação, o erro, a dúvida) e, fora dele, o mundo, a lógica, o contexto e as evidências racionais de segurança são completamente bloqueados. A visão de túnel funciona como um "sequestro da realidade".


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    As relações interpessoais saudáveis são uma das bases mais sólidas da saúde mental e do bem-estar emocional. Do ponto de vista neurobiológico e psicológico, o ser humano é uma espécie profundamente social; fomos moldados para viver em comunidade, e nosso cérebro depende das conexões com o outro para regular suas próprias emoções.
    A importância dos vínculos humanos para o equilíbrio psíquico se manifesta em três pilares principais: Regulação Emocional e Amortecimento do Estresse, Construção da Identidade e Autoestima, Prevenção de Psicopatologias e Longevidade Cognitiva. Vale ressaltar que a importância reside na qualidade e na segurança dessas relações, e não no número de interações. Vínculos superficiais, instáveis ou tóxicos podem ter o efeito inverso, operando como fontes crônicas de estresse e adoecimento psíquico. Cuidar das relações interpessoais é, fundamentalmente, uma forma essencial de cuidar da própria mente.


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    A principal diferença está na maneira como cada profissional enxerga e trata as dificuldades do paciente:
    O psiquiatra é um profissional com graduação em Medicina que realizou uma especialização (Residência Médica) em Psiquiatria.
    A abordagem do psiquiatra é predominantemente médica e biológica. Ele estuda o cérebro do ponto de vista orgânico, analisando como os desequilíbrios químicos nos neurotransmissores, hormônios e fatores genéticos afetam o comportamento e as emoções.
    Por ser médico, o psiquiatra é o profissional habilitado a solicitar exames laboratoriais (como exames de sangue ou tireoide para descartar causas físicas de ansiedade, por exemplo), realizar diagnósticos de transtornos mentais e, fundamentalmente, prescrever medicamentos (como antidepressivos, ansiolíticos ou estabilizadores de humor).
    O psicólogo possui graduação em Psicologia (um curso de cinco anos voltado exclusivamente para o estudo da mente, do comportamento humano e das relações sociais). Ele não cursou medicina.
    A abordagem do psicólogo é clínica, comportamental e subjetiva. Ele investiga como a história de vida do paciente, seus traumas, seus padrões de pensamento, suas relações familiares e seus conflitos inconscientes moldam a forma como ele sofre e se comporta no presente.
    O psicólogo utiliza como ferramentas a psicoterapia (através da fala, da escuta qualificada e de diferentes abordagens teóricas, como a psicanálise ou a terapia cognitivo-comportamental) e a avaliação psicológica/neuropsicológica (através de testes padronizados e escalas para mapear funções como atenção, memória e inteligência).
    O psicólogo não prescreve medicamentos e não solicita exames de ordem médica.
    São profissões que se complementam. Em um quadro de depressão moderada a severa, por exemplo, o psiquiatra entra com a medicação para "ajustar a química" do cérebro, tirando o paciente da apatia extrema e dando a ele energia biológica. Ao mesmo tempo, o psicólogo atua na psicoterapia para que esse paciente entenda as causas emocionais da depressão e mude seus padrões de vida. A medicação trata o sintoma físico; a terapia trata a raiz do comportamento.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    A ansiedade crônica não precisa de um "motivo real" no presente para acontecer porque ela não é apenas um sentimento, mas sim uma resposta física e neurobiológica. Muitas vezes, a sua mente consciente sabe que está tudo bem, mas o alarme do seu cérebro (o seu sistema de alerta biológico) continua disparado, como se houvesse um perigo iminente. A ansiedade pode ser causada por uma combinação de três fatores principais:
    Fatores Neurobiológicos: Desequilíbrios químicos nos neurotransmissores ou um funcionamento cerebral hiperalerta (onde o cérebro processa estímulos cotidianos como ameaças).
    Genética e Histórico Familiar: Uma predisposição herdada que torna o seu sistema nervoso mais sensível ao estresse.
    Fatores Emocionais Inconscientes: Acúmulo de tensões, cobranças internas, traumas do passado ou estresses prolongados que o seu organismo guardou, mesmo que você ache que já superou ou que "não tem importância".
    A ansiedade é uma condição de saúde perfeitamente tratável. O caminho é buscar uma avaliação especializada com psicólogo para mapear como o seu organismo está funcionando e entender a lógica oculta por trás desse sofrimento, devolvendo o equilíbrio para a sua rotina.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    A dificuldade em interagir com mulheres não tem nenhuma relação direta com a orientação sexual. Essa trava ou bloqueio na hora de conversar é uma queixa muito comum e, na grande maioria das vezes, está ligada à ansiedade social e a padrões de insegurança. A Psicoterapia auxilia você a entender as origens dessa insegurança, desarmar o medo da rejeição e reestruturar os pensamentos de cobrança que surgem na hora da paquera ou da conversa.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    Esse "ficar no mundo da lua" e a sensação de falta de assunto podem estar ligados a dinâmicas emocionais do casal, mas também a fatores individuais do seu próprio funcionamento cerebral.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Helen Rocha

    É perfeitamente normal ter essa dúvida, pois a ansiedade severa e o estresse crônico andam de mãos dadas, compartilham os mesmos sintomas físicos (como taquicardia, tensão muscular e cansaço) e alimentam um ao outro em um ciclo exaustivo.
    Para descobrir exatamente o que está acontecendo com o seu organismo e obter um direcionamento seguro, o caminho ideal é realizar uma Avaliação Profissional Especializada. Você pode dar o primeiro passo buscando um acolhimento com um Psicólogo Especialista (Avaliação Neuropsicológica ou Clínica). Identificar a raiz exata do que você está sentindo é o que vai permitir desenhar um plano de tratamento eficaz para devolver o controle e o bem-estar à sua vida.


Perguntas frequentes

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