Perguntas do paciente (60)
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Por que é difícil aceitar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?
Por que é difícil aceitar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Receber o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico pode ser emocionalmente desafiador porque envolve lidar com algo crônico, imprevisível e que, muitas vezes, exige mudanças na forma de viver. É natural que surjam sentimentos como medo, insegurança, tristeza ou até negação, tudo isso faz parte de um processo de adaptação. Aceitar não significa gostar ou concordar, mas, aos poucos, encontrar formas de conviver com a condição sem perder de vista quem você é para além dela. Esse é um caminho que leva tempo, e você não precisa percorrê-lo sozinho(a).
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O paciente tem receio de que o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) seja incorreto, pois
O paciente tem receio de que o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) seja incorreto, pois ele tem dificuldades de lidar com o impacto psicológico da doença. Como ajudá-lo a lidar com a ansiedade associada ao diagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando recebemos um diagnóstico difícil de assimilar, é muito comum que a mente tente encontrar outras possibilidades como forma de aliviar a ansiedade. Essa dúvida, muitas vezes, não fala sobre o diagnóstico em si, mas sobre o quanto tudo isso ainda está sendo emocionalmente difícil de processar.
Na psicoterapia, o foco não é forçar uma aceitação imediata, mas ajudar você a lidar com a ansiedade que surge nesse processo. Aos poucos, vamos construindo um espaço interno mais seguro, onde você possa pensar sobre isso com mais calma, sem se sentir tão tomado pelo medo ou pela incerteza.
Aprender a acolher o que você está sentindo, no seu tempo, já é um passo importante para que essa experiência se torne mais leve emocionalmente.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se sente isolado por não conhecer ninguém com a mes
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se sente isolado por não conhecer ninguém com a mesma condição. Como ajudá-lo a se conectar com outras pessoas que tenham LES?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se sozinho(a) diante do diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico é algo mais comum do que parece, especialmente quando não se conhece outras pessoas na mesma condição. Um caminho possível é buscar espaços de troca, como grupos de apoio (presenciais ou online), onde experiências podem ser compartilhadas com quem vive desafios semelhantes. Além disso, falar sobre o que você sente com pessoas de confiança também pode ajudar a diminuir esse isolamento. Aos poucos, essas conexões podem trazer pertencimento, acolhimento e a sensação de que você não está sozinho(a) nessa caminhada.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está convicto de que a doença é psicológica e que o
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está convicto de que a doença é psicológica e que os médicos não estão tratando suas questões emocionais. Como explicar a natureza autoimune do LES?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível tentar dar um sentido para o que está acontecendo, especialmente quando tudo isso mexe tanto com o emocional. Muitas pessoas também fazem essa associação, porque percebem o quanto mente e corpo estão conectados.
O que a medicina entende hoje é que o Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma condição autoimune. Ou seja, o sistema de defesa do próprio corpo passa a funcionar de forma desregulada. Isso não significa que seja “psicológico” na origem, mas sim que envolve processos do organismo que precisam de acompanhamento médico.
Ao mesmo tempo, o emocional tem um papel importante na forma como tudo isso é vivido. Ansiedade, estresse e sobrecarga podem intensificar o sofrimento e até impactar o bem-estar geral. Por isso, cuidar da saúde emocional não substitui o tratamento médico, mas complementa, ajudando você a se sentir mais equilibrado e fortalecido para atravessar esse momento.
A ideia não é escolher entre o físico ou o emocional, mas integrar os dois, com o cuidado que cada parte precisa.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está desconfiado de que o tratamento não funcione e
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está desconfiado de que o tratamento não funcione e de que os médicos estão apenas tentando "controlar" a doença sem cura. Como ajudá-lo a lidar com essa percepção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando surgem dúvidas sobre o tratamento, geralmente isso vem acompanhado de medo, insegurança e uma necessidade de ter mais controle sobre o que está acontecendo. Esse tipo de pensamento não é um problema em si, ele costuma ser uma tentativa de se proteger diante do desconhecido.
Na psicoterapia, o trabalho é te ajudar a lidar com essas preocupações sem que elas tomem conta de você. Isso inclui organizar melhor os pensamentos, diferenciar o que é medo do que é fato e encontrar formas mais seguras de se relacionar com tudo isso.
Também é importante que você se sinta à vontade para conversar com sua equipe de saúde, tirar dúvidas e entender melhor o processo. Quando você se sente mais informado e emocionalmente amparado, a tendência é que essa desconfiança diminua e dê lugar a uma sensação maior de segurança para seguir o cuidado.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desconfia do diagnóstico porque nunca viu outros pa
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desconfia do diagnóstico porque nunca viu outros pacientes com a doença. Como ajudar a normalizar essa desconfiança?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa desconfiança é mais comum do que parece. Quando a gente nunca teve contato com algo ou não conhece outras pessoas na mesma situação, é natural estranhar e até duvidar, é uma forma da mente tentar entender o que ainda é desconhecido.
O mais importante aqui não é julgar esse sentimento, mas acolher. Aos poucos, com informação de qualidade e um espaço seguro para falar sobre o que você sente, essa sensação tende a se organizar e ficar menos angustiante.
Na psicoterapia, trabalhamos justamente esse processo: ajudar você a lidar com as dúvidas sem que elas te dominem, trazendo mais tranquilidade e segurança emocional para atravessar esse momento.
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Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e trombose mesentérica precisam de um acompanhamento
Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e trombose mesentérica precisam de um acompanhamento psicológico contínuo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico e trombose mesentérica podem se beneficiar muito de um acompanhamento psicológico contínuo, especialmente por se tratarem de condições que envolvem imprevisibilidade, possíveis limitações e impacto emocional significativo.
O cuidado psicológico ajuda a elaborar medos, lidar com a ansiedade e fortalecer recursos internos para enfrentar o tratamento e as mudanças na rotina. Mais do que uma obrigatoriedade, esse acompanhamento pode ser um suporte importante para promover qualidade de vida e um enfrentamento mais saudável ao longo do tempo.
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Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) podem ser aconselhados a seguir uma terapia cognitiv
Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) podem ser aconselhados a seguir uma terapia cognitiva-comportamental (TCC) mesmo sem sintomas evidentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico podem se beneficiar da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) mesmo sem sintomas físicos evidentes. Isso porque o impacto da doença não é apenas corporal, mas também emocional, envolvendo medos, incertezas e preocupações com o futuro.
A TCC pode ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento, fortalecer a forma como a pessoa lida com pensamentos e emoções e até prevenir o agravamento de ansiedade ou sofrimento psicológico. Cuidar da saúde emocional não precisa começar apenas quando o sofrimento aparece também pode ser um gesto de prevenção e autocuidado.
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Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES), sem sintomas evidentes podem usar a Terapia Cogniti
Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES), sem sintomas evidentes podem usar a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para reduzir a ansiedade antes de exames de imagem para trombose mesentérica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma importante aliada nesses casos. Mesmo na ausência de sintomas físicos evidentes do Lúpus Eritematoso Sistêmico, a ansiedade antecipatória diante de exames é algo real e pode ser trabalhado. A TCC ajuda a identificar pensamentos catastróficos, reduzir a antecipação do medo e desenvolver estratégias práticas de enfrentamento, como técnicas de respiração e reestruturação cognitiva.
Mais do que eliminar a ansiedade, o objetivo é ajudar você a se relacionar com ela de forma mais segura e menos paralisante. Com acompanhamento adequado, é possível atravessar esses momentos com mais controle emocional e sensação de autonomia.
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Como um psicólogo pode ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a frustr
Como um psicólogo pode ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a frustração e a perda de identidade devido à doença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a gente passa por mudanças difíceis, é comum sentir que perdeu um pouco de si, e isso pode trazer muita frustração. Mas esse sentimento não precisa ser enfrentado sozinho.
Na psicoterapia, o espaço é justamente para você se reconectar com quem você é, com mais cuidado e menos cobrança. Aos poucos, você vai aprendendo a lidar melhor com o que sente, acolher suas emoções e se perceber de uma forma mais gentil.
Mais do que tentar voltar a ser como antes, o processo te ajuda a se reconhecer no presente, com mais equilíbrio e segurança emocional.
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Sinto que estou me afastando das pessoas por causa diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES).
Sinto que estou me afastando das pessoas por causa diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Como posso me reconectar e pedir ajuda quando preciso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que, diante de um diagnóstico como o lúpus, você sinta vontade de se recolher… às vezes é uma forma de tentar se proteger. Mas você não precisa passar por isso sozinho(a). Recomeçar pode ser algo simples e no seu tempo: escolher uma pessoa de confiança, compartilhar como você tem se sentido e permitir-se ser cuidado(a). Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, é um movimento de coragem e de cuidado com você mesmo(a). Aos poucos, essas conexões podem voltar a trazer apoio e acolhimento para sua caminhada.
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Tenho medo de que lúpus eritematoso sistêmico (LES) piore e me impeça de viver vida que quero. Como
Tenho medo de que lúpus eritematoso sistêmico (LES) piore e me impeça de viver vida que quero. Como posso aprender a viver com essa incerteza sem me sentir impotente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Conviver com uma condição como o lúpus traz, de fato, muitas incertezas… e é compreensível que isso desperte medo. Aos poucos, um caminho possível é aprender a direcionar sua energia para aquilo que está ao seu alcance hoje, reconhecendo seus limites sem deixar de cuidar dos seus desejos. Você não é a doença, ela é apenas uma parte da sua história. E, mesmo diante do imprevisível, é possível construir uma vida com sentido, respeitando seu ritmo e acolhendo suas emoções nesse processo.
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. Por que eu não consigo aceitar que meu corpo mudou tanto depois do tratamento de linfoma?
. Por que eu não consigo aceitar que meu corpo mudou tanto depois do tratamento de linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Porque essas mudanças não acontecem só no corpo, elas tocam a forma como você se enxerga e se reconhece. E isso leva tempo para ser assimilado.
Não conseguir aceitar de imediato não é fraqueza, é uma reação humana diante de algo que ainda está sendo elaborado por dentro. Existe um processo entre perceber as mudanças e, aos poucos, conseguir olhar para si com mais gentileza.
Na psicoterapia, trabalhamos justamente esse caminho: te ajudar a se reconectar com você mesmo, no seu tempo, com menos cobrança e mais cuidado. A aceitação não vem como uma obrigação, ela vai se construindo quando você se sente emocionalmente mais seguro para isso.
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. Como posso ajudar meus amigos e familiares a lidarem com a minha doença, especialmente se eles par
. Como posso ajudar meus amigos e familiares a lidarem com a minha doença, especialmente se eles parecem estar em negação sobre o meu diagnóstico "linfoma" ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando quem está ao nosso redor parece não conseguir lidar com o que estamos vivendo, isso pode gerar um sentimento de solidão muito grande. Mas, muitas vezes, essa ‘negação’ não é falta de cuidado, é uma forma que eles encontram para lidar com o próprio medo e a dificuldade de te verem nessa situação.
Se for possível, tente compartilhar com eles, de forma simples, como você se sente e do que precisa nesse momento. Às vezes, as pessoas querem ajudar, mas não sabem como, e um direcionamento seu pode fazer diferença.
Também é importante lembrar que nem todos vão conseguir reagir da forma que você gostaria, e tudo bem buscar apoio em quem consegue estar mais disponível emocionalmente.
Na psicoterapia, você pode fortalecer esse lugar interno mais seguro, para que o cuidado que você precisa não dependa apenas da reação dos outros, mas também da forma como você se acolhe nesse processo.
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Como lidar com o luto quando estou experimentando o "luto antecipatório" pela perda da saúde e da ca
Como lidar com o luto quando estou experimentando o "luto antecipatório" pela perda da saúde e da capacidade de viver como antes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo tem nome: o luto antecipatório, E ele surge justamente quando percebemos mudanças importantes na nossa saúde e na forma de viver. É um processo legítimo, que pode trazer tristeza, medo, raiva e até confusão.
Um caminho possível é permitir-se sentir, sem se cobrar por “aceitar rápido”. Ao mesmo tempo, pode ajudar voltar, com gentileza, para aquilo que ainda é possível hoje, ressignificando planos, ajustando expectativas e reconhecendo que, mesmo com mudanças, sua vida continua tendo valor e sentido.
Você não precisa atravessar isso sozinho(a). Falar sobre o que sente e ter apoio emocional pode tornar esse processo menos solitário e mais acolhido.
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Eu posso sentir raiva por sentir que minha vida foi "interrompida" pela doença, mesmo que eu não que
Eu posso sentir raiva por sentir que minha vida foi "interrompida" pela doença, mesmo que eu não queira ser uma pessoa negativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você pode. E isso é mais humano do que parece. Sentir raiva nesse contexto não te torna uma pessoa negativa, mas alguém que está lidando com uma ruptura importante na própria vida. Quando algo muda de forma tão inesperada, é natural que surjam emoções intensas, incluindo a raiva.
O mais importante não é evitar esse sentimento, mas aprender a reconhecê-lo e dar um espaço seguro para que ele exista, sem culpa. Aos poucos, ao acolher o que você sente, você também abre caminho para elaborar essa experiência com mais gentileza consigo mesmo(a). Você não é suas emoções, elas são respostas a tudo o que você está vivendo.
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Como lidar com o medo de que o tratamento não funcione ou de que o linfoma volte?
Como lidar com o medo de que o tratamento não funcione ou de que o linfoma volte?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo de que o tratamento não funcione ou de que o linfoma volte é uma preocupação muito compreensível, ele costuma aparecer justamente porque existe um desejo profundo de viver e de que tudo fique bem.
Um caminho possível é aprender a reconhecer quando a mente está se antecipando para cenários futuros e, com cuidado, trazer a atenção de volta para o presente, para aquilo que está sendo feito agora no seu tratamento e no seu cuidado. Isso não elimina o medo, mas pode evitar que ele tome conta de tudo.
Falar sobre esses pensamentos, dividir esse peso e, se possível, ter acompanhamento psicológico pode ajudar a tornar esse processo menos solitário e mais manejável. Você não precisa enfrentar esse medo sozinho(a).
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Como posso ajudar alguém próximo a lidar com os efeitos emocionais da quimioterapia?
Como posso ajudar alguém próximo a lidar com os efeitos emocionais da quimioterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Atravessar a quimioterapia não é apenas um processo físico, é também uma experiência profundamente emocional, que pode envolver medo, insegurança, alterações na autoestima e sensação de perda de controle.
A melhor forma de ajudar alguém nesse momento começa pela presença. Estar disponível, escutar sem tentar corrigir ou minimizar a dor, e validar os sentimentos dessa pessoa já é, por si só, um cuidado potente. Nem sempre será sobre encontrar as palavras certas, mas sobre oferecer um espaço seguro onde ela possa ser quem é, inclusive em sua fragilidade.
Além disso, respeitar o tempo emocional do outro é essencial. Cada pessoa vivencia o adoecimento de forma única, e tentar impor otimismo ou força pode, muitas vezes, gerar ainda mais solidão. O apoio também pode se expressar em pequenos gestos concretos: acompanhar em consultas, ajudar na rotina ou simplesmente estar ao lado em silêncio.
Quando possível, incentivar o acompanhamento psicológico pode ser um cuidado importante, pois esse espaço permite elaborar sentimentos que, muitas vezes, são difíceis de compartilhar até mesmo com quem se ama.
Cuidar de alguém nesse contexto é, acima de tudo, um exercício de empatia, sensibilidade e presença genuína.
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Como lidar com a incerteza sobre o futuro após o diagnóstico de linfoma?
Como lidar com a incerteza sobre o futuro após o diagnóstico de linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Receber o diagnóstico de linfoma costuma atravessar não apenas o corpo, mas também as expectativas sobre o futuro. A incerteza que surge nesse momento é legítima, ela fala sobre o encontro com o desconhecido e com aquilo que, de fato, não podemos controlar.
Do ponto de vista psicológico, um dos caminhos possíveis é aprender, gradualmente, a sair da tentativa de prever tudo o que pode acontecer e voltar a atenção para o que é possível sustentar no presente. Não como uma forma de negação, mas como um modo de preservar a saúde emocional diante de um cenário que ainda está em construção.
É importante também reconhecer e nomear os sentimentos que surgem: medo, angústia, tristeza... sem se julgar por senti-los. Emoções não precisam ser combatidas, mas compreendidas. Quando acolhidas, elas tendem a se organizar de forma menos invasiva.
Buscar apoio faz diferença. Conversar com pessoas de confiança, pode ajudar a dar sentido a essa experiência, criando recursos internos para lidar com a instabilidade emocional que a incerteza provoca.
A vida, em muitos momentos, nos convida a caminhar sem garantias. E, ainda assim, é possível construir pequenos pontos de segurança no meio do caminho - um dia de cada vez, um passo possível de cada vez.
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Quais abordagens psicológicas são utilizadas para pacientes com linfoma durante o tratamento de quim
Quais abordagens psicológicas são utilizadas para pacientes com linfoma durante o tratamento de quimioterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pacientes com linfoma podem se beneficiar de diferentes abordagens psicológicas durante a quimioterapia, sempre respeitando as necessidades e o momento de cada pessoa.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, ajuda a lidar com pensamentos ansiosos e a desenvolver estratégias práticas para enfrentar o tratamento. Abordagens de base humanista oferecem um espaço de acolhimento e escuta, favorecendo a expressão emocional. Já intervenções focadas em regulação emocional e mindfulness podem auxiliar na redução do estresse e na adaptação às mudanças.
Mais do que uma técnica específica, o mais importante é que o paciente se sinta compreendido e apoiado, encontrando um espaço seguro para elaborar o que está vivendo ao longo desse processo.
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Perguntas frequentes
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fraturei o radio distal. Depois de 4 semanas com o gesso desde a axila, o médico trocou para o gesso
Sim, é comum ainda sentir algum desconforto após 4 semanas de uma fratura…