Perguntas do paciente (60)
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O que é a "quimioterapia emocional" e como ela afeta os pacientes com linfoma?
O que é a "quimioterapia emocional" e como ela afeta os pacientes com linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O termo ‘quimioterapia emocional’ não é um conceito técnico, mas uma forma sensível de descrever o impacto psicológico que o tratamento e o diagnóstico de linfoma podem trazer. Assim como o corpo passa por um processo intenso com a quimioterapia, as emoções também podem ficar mais vulneráveis surgindo medo, ansiedade, cansaço emocional e até alterações de humor.
Esse ‘tratamento emocional’ não é visível, mas é real. Por isso, cuidar da saúde mental durante esse período é tão importante quanto o cuidado físico. Ter um espaço de escuta, acolher o que se sente e respeitar os próprios limites pode ajudar o paciente a atravessar esse momento com mais suporte e menos solidão.
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Por que o acompanhamento psicológico é importante para pessoas com linfoma?
Por que o acompanhamento psicológico é importante para pessoas com linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O acompanhamento psicológico é importante para pessoas com linfoma porque o impacto do diagnóstico e do tratamento vai além do corpo. Ele também atinge as emoções, os pensamentos e a forma de se relacionar com a vida.
Medos, incertezas, ansiedade e mudanças na rotina são comuns nesse processo, e ter um espaço de escuta ajuda a elaborar tudo isso com mais cuidado. O acompanhamento psicológico pode fortalecer recursos internos, melhorar a adaptação ao tratamento e contribuir para uma vivência mais acolhida e menos solitária desse momento.
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Como a psicoterapia pode ajudar um paciente com linfoma a lidar com o estresse de estar em constante
Como a psicoterapia pode ajudar um paciente com linfoma a lidar com o estresse de estar em constante avaliação médica e exames?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ser uma aliada importante para pacientes com linfoma que vivenciam o estresse de avaliações e exames frequentes. Esse acompanhamento ajuda a reconhecer e trabalhar a ansiedade antecipatória, muitas vezes ligada ao medo dos resultados, além de oferecer estratégias para lidar com esses momentos de forma mais equilibrada.
Técnicas de regulação emocional, organização dos pensamentos e fortalecimento do senso de controle sobre o que é possível no presente podem reduzir o impacto desse ciclo constante de incerteza. Mais do que eliminar o estresse, a psicoterapia ajuda a torná-lo mais manejável e menos solitário.
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Como os familiares podem ser envolvidos no tratamento psicológico de um paciente com linfoma?
Como os familiares podem ser envolvidos no tratamento psicológico de um paciente com linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A participação da família no cuidado de pessoas com linfoma pode ser muito importante, desde que aconteça de forma respeitosa e alinhada com o desejo do paciente. Os familiares podem ser incluídos em alguns momentos do acompanhamento psicológico para compreender melhor o que está sendo vivido e aprender formas de oferecer apoio sem invadir ou sobrecarregar.
Além disso, orientações sobre escuta, acolhimento e manejo das próprias emoções ajudam a fortalecer a rede de apoio ao redor do paciente. Quando a família também se sente incluída e preparada, o processo tende a se tornar mais leve e menos solitário para todos os envolvidos.
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. Como o psicólogo lida com as emoções de luto e perda relacionadas ao linfoma?
. Como o psicólogo lida com as emoções de luto e perda relacionadas ao linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicólogo acolhe as emoções de luto e perda associadas ao linfoma como parte legítima da experiência do paciente. Esse luto pode não estar apenas relacionado à possibilidade de morte, mas também às mudanças na rotina, no corpo e nos planos de vida.
No processo terapêutico, é oferecido um espaço seguro para que esses sentimentos, como tristeza, medo, raiva ou até negação possam ser reconhecidos e elaborados, sem julgamento. Aos poucos, o paciente pode encontrar formas de ressignificar essas perdas, reconstruir sentidos e se reconectar com aspectos da vida que ainda são possíveis, respeitando seu tempo e sua história.
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É possível ter uma boa avaliação neuropsicológica com 1 sessão de cerca de 1h e 20 testes feitos de
É possível ter uma boa avaliação neuropsicológica com 1 sessão de cerca de 1h e 20 testes feitos de forma remota? Os testes envolvem escalas de características de autismo, superdotação, TDAH, bipolaridade, depressão etc. O profissional retorna um laudo completo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De modo geral, não é considerado adequado, do ponto de vista técnico-científico, realizar uma avaliação neuropsicológica completa em apenas uma sessão de cerca de 1 hora, mesmo que sejam aplicadas várias escalas. Esse processo costuma ocorrer em diferentes sessões e pode levar entre 4 e 10 horas ou mais, dependendo dos objetivos da avaliação e da complexidade do caso. Em síntese, uma única sessão com múltiplas escalas pode funcionar como triagem psicológica, mas dificilmente configura uma avaliação neuropsicológica completa e robusta para a emissão de um laudo diagnóstico confiável.
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O que a avaliação neuropsicológica na fibromialgia procura avaliar?
O que a avaliação neuropsicológica na fibromialgia procura avaliar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na fibromialgia, a avaliação neuropsicológica busca entender como a condição afeta o funcionamento cognitivo.
Ela avalia principalmente:
• Atenção e concentração
• Memória
• Velocidade de processamento
• Funções executivas (organização, planejamento)
• Impacto de dor, fadiga, ansiedade e humor
O objetivo é diferenciar dificuldades cognitivas reais, orientar o tratamento e melhorar a qualidade de vida.
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Quais populações clínicas costumam apresentar déficit de processamento figurativo/abstrato (linguage
Quais populações clínicas costumam apresentar déficit de processamento figurativo/abstrato (linguagem não-literal, metáforas, inferências) no contexto da neuropsicologia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Déficits de processamento figurativo/abstrato (linguagem não literal, metáforas, inferências) são mais comuns em:
• Transtornos do Neurodesenvolvimento (ex: TEA)
• Lesões cerebrais, especialmente em hemisfério direito
• Demências (ex: Alzheimer, frontotemporal)
• Transtornos psiquiátricos (ex: esquizofrenia)
• Traumatismo cranioencefálico (TCE)
• Alguns casos de TDAH (por dificuldades atencionais/executivas)
Geralmente estão ligados a prejuízos em funções executivas, cognição social e pragmática da linguagem.
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Déficit de Processamento Figurativo é comum no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ? Por que ?
Déficit de Processamento Figurativo é comum no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL) ? Por que ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser relativamente comum no Funcionamento Intelectual Limítrofe (FIL).
Isso ocorre porque há limitações em funções executivas, linguagem e raciocínio abstrato, o que dificulta:
• Compreender metáforas e ironias
• Fazer inferências
• Ir além do sentido literal
Ou seja, o processamento tende a ser mais concreto, não por falta de capacidade, mas por limites no processamento cognitivo mais complexo.
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Como o teste Rorschach contribui na psicopatologia ?
Como o teste Rorschach contribui na psicopatologia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Possibilitando a investigação de processos perceptivos, afetivos e de pensamento, auxiliando na compreensão da organização da personalidade e de possíveis indicadores de funcionamento psicopatológico.
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Qual o papel da inquérito (pergunta) pós-teste projetivos ?
Qual o papel da inquérito (pergunta) pós-teste projetivos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O inquérito pós-teste em técnicas projetivas tem a função de esclarecer e aprofundar as respostas dadas pelo examinando, permitindo compreender como ele percebeu o estímulo, quais elementos utilizou e quais processos associativos e interpretativos estiveram envolvidos, o que torna a análise psicológica mais precisa e fundamentada.
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Qual a diferença entre sequenciamento cognitivo e genético?
Qual a diferença entre sequenciamento cognitivo e genético?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sequenciamento cognitivo refere-se à capacidade do cérebro de organizar informações, pensamentos ou ações em uma sequência lógica e funcional, estando relacionado às funções executivas, atenção, memória operacional e planejamento. É avaliado em contextos neuropsicológicos.
Já o sequenciamento genético é um exame laboratorial utilizado para identificar a ordem dos nucleotídeos do DNA ou RNA, permitindo investigar alterações genéticas, síndromes, predisposições hereditárias e algumas condições neurológicas ou médicas.
Ou seja, um está relacionado ao funcionamento cognitivo e comportamental do cérebro, enquanto o outro analisa informações biológicas e genéticas do organismo.
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Quais são os testes neuropsicológicos de coordenação motora grossa e fina para adultos ?
Quais são os testes neuropsicológicos de coordenação motora grossa e fina para adultos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os principais testes neuropsicológicos utilizados para avaliação da coordenação motora fina e grossa em adultos incluem instrumentos como Grooved Pegboard, Purdue Pegboard, Finger Tapping Test, Nine Hole Peg Test e testes de praxia e coordenação motora de Luria.
A escolha do teste depende do objetivo clínico da avaliação, da hipótese diagnóstica e da faixa etária do paciente, sempre considerando instrumentos validados cientificamente e aprovados pelo CFP/SATEPSI quando aplicáveis.
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Quais são os benefícios da Terapia interpessoal (TIP) a longo prazo para pessoas com doenças crônica
Quais são os benefícios da Terapia interpessoal (TIP) a longo prazo para pessoas com doenças crônicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Interpessoal (TIP) traz benefícios importantes a longo prazo em doenças crônicas:
• Redução de sintomas depressivos e ansiedade
• Melhora nas relações interpessoais e no suporte social
• Maior adaptação à doença e às mudanças de vida
• Melhora na adesão ao tratamento
• Redução do estresse emocional
Com o tempo, o paciente desenvolve formas mais saudáveis de lidar com a doença e com seus impactos no dia a dia.
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Como a Terapia interpessoal (TIP) pode ajudar em doenças mentais crónicas?
Como a Terapia interpessoal (TIP) pode ajudar em doenças mentais crónicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Interpessoal é uma abordagem baseada em evidências que foca nas relações e nos contextos de vida que influenciam os sintomas.
Em condições crônicas, ela ajuda a reduzir recaídas ao trabalhar áreas-chave, como conflitos interpessoais, mudanças de papel, luto e isolamento social. Ao melhorar a comunicação e fortalecer vínculos, diminui fatores que mantêm ou agravam o sofrimento psíquico.
Além disso, promove maior consciência emocional e estratégias mais adaptativas de enfrentamento, favorecendo estabilidade ao longo do tempo.
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Como a abordagem transdiagnóstica se adequa melhor às Psicopatologias?
Como a abordagem transdiagnóstica se adequa melhor às Psicopatologias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A abordagem transdiagnóstica é adequada porque reconhece que diferentes transtornos compartilham processos psicológicos e neurobiológicos comuns, como desregulação emocional, evitação, ruminação e déficits no controle cognitivo. Assim, o foco recai sobre esses mecanismos subjacentes, e não apenas sobre categorias diagnósticas, favorecendo intervenções mais abrangentes, especialmente em casos com comorbidades.
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Quais são os desafios associados à identificação introjetiva?
Quais são os desafios associados à identificação introjetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A identificação introjetiva pode dificultar a diferenciação entre características próprias e influências externas, favorecendo conflitos de identidade, baixa autonomia, padrões relacionais disfuncionais e maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Quando rígida ou excessiva, pode contribuir para o desenvolvimento ou manutenção de psicopatologias.
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A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?
A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser prejudicial, especialmente quando ocorre de forma rígida e inconsciente.
A identificação introjetiva leva a pessoa a internalizar críticas, rejeições ou padrões negativos, o que pode:
• Reduzir a autoestima
• Aumentar culpa e autocrítica
• Manter sintomas como ansiedade e depressão
O trabalho terapêutico ajuda a tornar esses padrões conscientes e construir uma relação mais saudável consigo mesmo.
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Existem doenças mentais crónicas que são mais afetadas pela identificação introjetiva?
Existem doenças mentais crónicas que são mais afetadas pela identificação introjetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, especialmente os transtornos de personalidade, com destaque para o Transtorno de Personalidade Borderline.
A identificação introjetiva envolve a internalização de aspectos do outro, muitas vezes de forma inconsciente. Em quadros como o borderline, isso pode intensificar a instabilidade emocional, a autoimagem fragmentada e a oscilação nas relações.
Também pode aparecer em transtornos depressivos crônicos, quando críticas ou padrões negativos do ambiente são incorporados, reforçando sentimentos de culpa, desvalor e inadequação.
Compreender esse mecanismo em psicoterapia permite trabalhar essas internalizações e construir formas mais estáveis e saudáveis de se perceber e se relacionar.
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Em que a terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT) pode ajudar?
Em que a terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT) pode ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitiva Baseada em Atenção Plena ajuda a desenvolver uma relação diferente com os próprios pensamentos e emoções.
Em vez de tentar eliminar o pensamento negativo, a pessoa aprende a observá-lo sem julgamento, reduzindo a identificação automática. Isso diminui ruminações, ansiedade e reatividade emocional.
Há evidência consistente na prevenção de recaídas em depressão recorrente, além de benefícios em ansiedade, estresse e regulação emocional. Também favorece maior consciência do momento presente e respostas mais adaptativas diante do sofrimento.
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Perguntas frequentes
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fraturei o radio distal. Depois de 4 semanas com o gesso desde a axila, o médico trocou para o gesso
Sim, é comum ainda sentir algum desconforto após 4 semanas de uma fratura…