Perguntas do paciente (40)
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Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diferente de outras terapias mais estruturadas, a psicanálise não tem uma duração pré-definida. Cada processo é único, porque depende do tempo de cada pessoa para elaborar suas questões, acessar conteúdos inconscientes e construir novas formas de se relacionar com o próprio desejo. O que se costuma dizer é que a análise dura “o tempo que for necessário” para o sujeito, podendo ser mais breve ou se estender por vários anos.
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Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se
Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A primeira sessão de psicanálise costuma ser um espaço para você falar livremente sobre o que está vivendo, suas questões, angústias e expectativas. Não existe um roteiro fixo: cada pessoa traz o que faz sentido para si naquele momento. O analista escuta atentamente, sem julgamentos, ajudando a abrir espaço para que você mesmo vá descobrindo sentidos que nem sempre estão claros de início. Aos poucos, o processo vai se construindo no ritmo de cada um.
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Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a ansiedade (ou angústia) não é vista apenas como algo a ser eliminado, mas como um sinal importante do inconsciente. Ela aparece quando algo de nós mesmos insiste em se manifestar, mesmo que não saibamos exatamente o quê. Em vez de “controlar” a ansiedade, o trabalho analítico busca escutar o que ela revela sobre a história, os desejos e os conflitos de cada pessoa. Assim, pouco a pouco, o sujeito pode dar outro sentido a esse mal-estar.
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O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise é um espaço de escuta onde a pessoa pode falar livremente sobre seus pensamentos, sentimentos e experiências. Diferente de buscar apenas “resolver sintomas”, o trabalho analítico procura compreender o que está por trás do sofrimento e dos conflitos, revelando sentidos que muitas vezes não estão claros para quem vive. Esse processo ajuda cada pessoa a se conhecer melhor e a lidar de forma mais profunda e singular com suas questões.
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Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O borderline é marcado por muita intensidade emocional. Quem vive isso pode sentir mudanças rápidas de humor, medo de ser abandonado, dificuldade em manter relações estáveis e, ao mesmo tempo, uma busca constante por reconhecimento e afeto. Pode haver impulsividade e sentimentos de vazio que aparecem com frequência.
Na psicanálise, mais do que pensar só no “rótulo”, o que importa é entender como cada pessoa construiu seu jeito de se relacionar consigo mesma e com os outros. Cada história é única, e é nesse espaço de escuta que esses sentimentos podem ganhar sentido.
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Alguém pode me ajudar? Já tinha feito terapia antes e me sentia a vontade para me abrir, ultimamente
Alguém pode me ajudar? Já tinha feito terapia antes e me sentia a vontade para me abrir, ultimamente comecei a psicanálise com uma terapeuta, só que não tenho me sentido a vontade com ela , psicanálise pode gerar esse desconforto? quero ter certeza antes de desistir do meu tratamento com ela
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que, no início da psicanálise, surja um certo desconforto. Diferente de outras abordagens, aqui não há tantas perguntas diretas nem orientações, e isso pode causar estranhamento. Muitas vezes o que incomoda na relação com o analista toca em pontos importantes da própria história e do inconsciente. Com o tempo, é esperado que se crie um vínculo terapêutico, fundamental para que ocorra a transferência e o trabalho analítico aconteça. Se, após algum tempo, esse vínculo e uma aliança de trabalho não se estabelecerem, pode ser melhor buscar outro profissional com quem você se sinta mais à vontade.
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Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho timidez, já tive episódios de ansiedade e alguns problemas na área sentimental, estresse em relação ao trabalho, não sei como iniciar ou em que focar para tratar primeiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando algo inquieta e nos deixa em dúvida sobre por onde começar, esse já pode ser um bom ponto de partida. Na psicanálise, não é preciso saber exatamente o que dizer ou em que focar — o processo se constrói aos poucos, a partir do que vai sendo dito e escutado. Sua fala já revela questões importantes que podem ser aprofundadas em um espaço analítico.
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O prazer em ser visto nu e observar os outros nus em vestiários revela algum problema psicológico?
O prazer em ser visto nu e observar os outros nus em vestiários revela algum problema psicológico?
Adoro frequentar clube e academia por causa disso...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, damos atenção ao que o desejo e o prazer revelam sobre a história singular de cada sujeito. O modo como o corpo é vivido e olhado pode estar ligado a fantasias inconscientes, construídas ao longo da vida. Para compreender melhor o que esse prazer significa em sua trajetória, seria importante poder falar sobre isso em um espaço de escuta como o da análise.
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Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha
Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, os sentimentos que surgem na relação com o analista são levados muito a sério, pois dizem muito mais sobre a história do sujeito do que sobre o outro em si. Falar sobre isso com ela pode abrir um caminho importante de elaboração. O que se vive na transferência pode ser uma oportunidade valiosa para compreender algo de si mesmo.
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Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, senti
Perdi um ente querido faz 4 meses, tem dias que as emoções estão muito afloradas, muito choro, sentimentos diversos como angústia, tristeza, melancolia, vazio profundo, culpa, raiva, muitos sentimentos misturados e no momento que escrevo me sinto entorpecido, anestesiado, sinto que uma barreira não deixa as emoções aflorarem. Coisas muito diversas ao mesmo tempo acontecendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de alguém importante pode abrir um tempo muito singular na vida da gente. As emoções ficam mesmo confusas, intensas, às vezes misturadas ou até bloqueadas. Esse entorpecimento que você descreve também pode ser uma forma do psiquismo tentar dar conta de algo muito difícil de elaborar. Falar sobre isso, pouco a pouco, num espaço de escuta, pode ajudar a atravessar esse momento tão delicado. Não tem um jeito certo de viver o luto — cada pessoa sente à sua maneira.
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eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mes
eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mesmo não sinto vontade ou necessidade sexual, mas sinto tesão e vontade apenas me masturbando?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, buscamos escutar o que o desejo revela de forma singular em cada sujeito. O modo como a libido se direciona — seja no encontro com o outro ou na masturbação — pode estar ligado a fantasias inconscientes, vivências passadas e conflitos que nem sempre são conscientes. Falar sobre isso em análise pode ajudar a entender o que está em jogo nesse modo particular de desejar.
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Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m
Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sua inquietação é super válida. De fato, na psicanálise, os pensamentos obsessivos são muitas vezes compreendidos como formações do inconsciente, ligadas a desejos recalcados — mas isso não quer dizer que o desejo seja algo que se deseja de forma consciente ou que se aceite tranquilamente. Pelo contrário: é justamente o conflito com esse conteúdo que gera tanto sofrimento.
Mas isso está longe de ser uma explicação simples ou fechada. Cada pessoa tem uma história singular, com traumas, medos, fantasias, culpas... O desejo inconsciente na psicanálise não é algo literal, nem fácil de acessar — é construído na fala, aos poucos, no processo analítico. Não se trata de afirmar que “você quer aquilo que mais repudia”, mas de escutar o que esses pensamentos insistentes podem estar tentando dizer de uma forma deslocada, cifrada.
É compreensível que essa ideia assuste no começo. Mas na análise, isso pode ser trabalhado com cuidado, sem julgamentos, respeitando o tempo e o sentido que cada coisa tem na sua história. Você está fazendo um caminho de elaboração muito interessante — e essas dúvidas fazem parte do processo.
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A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A histeria, em Freud, não é entendida como um simples “embate” entre duas instâncias (Id x Ego ou Id x Superego). Ela é uma estrutura clínica ligada ao modo como o sujeito se constitui a partir do desejo do Outro. A pessoa histérica tende a se colocar na posição de objeto do desejo do outro, buscando reconhecimento e, ao mesmo tempo, questionando “o que o outro quer de mim?”.
Podemos dizer que, na histeria, há uma tensão entre o desejo inconsciente (Id) e as exigências do Superego, mediada pelo Ego. Mas reduzir a histeria a uma “luta” entre duas instâncias seria simplificar demais. O essencial é entender que ela se organiza em torno da relação com o desejo do Outro, e não apenas como um conflito interno isolado.
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Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?
Já nascemos com o transtorno afetivo bipolar (TAB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) não é visto como algo com o qual se "nasce", mas como uma condição que emerge ao longo da vida, envolvendo fatores biológicos, psíquicos e ambientais.
Embora haja estudos que apontem predisposições genéticas associadas ao TAB, a psicanálise foca no desenvolvimento psíquico do sujeito, considerando que traumas, padrões de relação familiar e a maneira como a subjetividade é construída podem influenciar a manifestação do transtorno.
O que se herda não é o transtorno em si, mas uma vulnerabilidade que, dependendo das experiências vividas, pode ou não se expressar. Na análise, busca-se compreender como essas vivências moldaram o funcionamento psíquico do sujeito e como os estados de humor extremos se relacionam com suas angústias inconscientes e conflitos internos.
Assim, não se trata apenas de uma questão de "nascimento", mas de como o sujeito, ao longo de sua vida, constrói sua relação com o mundo, com os outros e consigo mesmo.
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O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, não falamos de "cura" no sentido de eliminar completamente o sofrimento psíquico, mas sim de transformação e manejo dos sintomas. O TAG pode ser entendido como uma manifestação de angústias profundas, frequentemente ligadas a conflitos inconscientes, padrões de pensamento e modos de se relacionar com o mundo.
O processo analítico não busca suprimir a ansiedade, mas ajudar o indivíduo a compreender suas raízes e a reorganizar sua forma de lidar com as situações que desencadeiam essa ansiedade. Com o tempo, muitos analisantes relatam uma redução significativa dos sintomas e uma vida mais equilibrada, com maior capacidade de tolerar incertezas e frustrações.
Portanto, na psicanálise, o foco está na construção de um caminho único de autoconhecimento e ressignificação, mais do que na ideia de uma "cura" definitiva.
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O que devo fazer em uma crise do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?
O que devo fazer em uma crise do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise de TPB é um momento de intenso conflito interno, onde sentimentos de angústia, abandono ou raiva podem se manifestar de forma exacerbada. Durante a crise, o mais importante é criar um espaço de contenção, tanto físico quanto emocional. Algumas orientações incluem:
Procurar um espaço seguro: Afaste-se de situações ou pessoas que possam intensificar os sentimentos de desamparo ou rejeição.
Reconhecer e nomear os sentimentos: Tente colocar em palavras o que está sentindo. Isso ajuda a trazer um mínimo de organização ao caos emocional.
Buscar contato com o analista: Caso esteja em análise, é fundamental compartilhar com o analista os sentimentos vividos durante a crise. Isso contribui para o entendimento das repetições e padrões inconscientes envolvidos.
Evitar decisões impulsivas: Momentos de crise não são ideais para decisões definitivas. Procure se estabilizar antes de agir.
Praticar autocuidado: Realizar atividades simples, como respirar profundamente ou envolver-se em algo prazeroso e calmante, pode aliviar temporariamente a angústia.
O acompanhamento psicanalítico ajuda a investigar a origem dessas crises, promovendo maior compreensão de si e uma relação mais saudável com os próprios afetos. Em momentos críticos, o processo analítico funciona como uma base para acolher e elaborar as experiências emocionais intensas.
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Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?
Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade e a agitação podem ser compreendidas como estados emocionais distintos, mas que às vezes se sobrepõem. Diferenciá-los envolve observar a origem e a qualidade das sensações:
Ansiedade: Geralmente é um estado de alerta interno, muitas vezes sem causa evidente. Está relacionada a conflitos inconscientes e um sentimento de perigo ou ameaça difusa. Pode vir acompanhada de pensamentos recorrentes, apreensão e sintomas físicos como tensão muscular, palpitações ou sudorese.
Agitação: É um estado de excitação mais ligado ao ambiente ou a eventos externos. Pode surgir em resposta a situações específicas, como expectativas ou estímulos intensos, e não necessariamente envolve o mesmo componente de angústia que a ansiedade.
A principal diferença está no foco: enquanto a ansiedade tem raízes internas e pode parecer desconectada da realidade objetiva, a agitação tende a ter um desencadeador mais identificável. Na análise, essas experiências podem ser exploradas para entender o que está por trás delas, promovendo maior compreensão de si mesmo e das reações emocionais.
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Quais são as diferenças entre o Transtorno de Personalidade Borderline e o Transtorno de Personalida
Quais são as diferenças entre o Transtorno de Personalidade Borderline e o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os dois transtornos envolvem formas bem diferentes de lidar com o mundo e com os afetos. No transtorno de personalidade borderline, há muita instabilidade emocional, impulsividade, medo de abandono e relações intensas, muitas vezes marcadas por rupturas e idealizações. Já no transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, a marca principal é o excesso de controle, rigidez, perfeccionismo e uma dificuldade em lidar com o imprevisível e com o desejo.
Na psicanálise, mais do que rotular, a gente busca escutar como cada sujeito lida com seus conflitos, repetições e formas de se relacionar. Os diagnósticos podem até orientar, mas é na singularidade da história de cada um que o sentido do sofrimento se revela.
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Eu tive um relacionamento de 6 anos com o meu ex namorado, ele foi muito tóxico para mim, eu sofria
Eu tive um relacionamento de 6 anos com o meu ex namorado, ele foi muito tóxico para mim, eu sofria demais. Alguns anos atrás ele me chamou para morar com ele, morávamos em cidades diferentes, fiz uma mudança muito difícil com viagens de ônibus ida e volta. Três meses depois morando junto ele disse que não sentia mais atração física por mim e eu tive que voltar para minha cidade, 1 mês depois ele já estava namorando e alguns meses depois ficou noivo de uma outra pessoa.
Sofri muito mas hoje em dia eu superei, mal lembro dele, estou namorando uma nova pessoa incrível, me sinto bem e feliz, mas toda noite tenho pesadelos horríveis com o meu ex namorado, revivendo coisas que ele me fez ou fazendo maldades novas.
Não entendo o motivo dos pesadelos, acordo sempre assustada e abalada, gostaria de saber o motivo, fui em uma psicóloga logo após o término e não resolveu, os pesadelos nunca pararam.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo depois de ter superado conscientemente um relacionamento difícil, o inconsciente pode continuar trazendo lembranças e sentimentos ligados a essa experiência. Os pesadelos podem ser uma forma de manter viva uma cena traumática que não foi totalmente elaborada, repetindo-a de modos diferentes. Na psicanálise, entendemos que o sonho — inclusive o pesadelo — é uma mensagem do inconsciente, e que falar sobre essas imagens pode ajudar a dar um novo sentido ao que insiste em retornar. O fato de os sonhos ainda aparecerem mostra que algo dessa história pede elaboração em um espaço de escuta.
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Como a psicanálise lida com o transtorno de personalidade borderline? Quais os principais desafios?
Como a psicanálise lida com o transtorno de personalidade borderline? Quais os principais desafios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o transtorno de personalidade borderline não é visto apenas como um conjunto de sintomas, mas como um modo singular de o sujeito se relacionar com o desejo, com os outros e consigo mesmo. O foco não está em “corrigir” os comportamentos, mas em escutar o que essa intensidade emocional, a instabilidade nos vínculos e os impulsos expressam do inconsciente.
Um dos grandes desafios é a relação com o outro: o borderline costuma viver vínculos muito intensos, com medo de abandono, oscilações entre idealização e desvalorização e sentimentos de vazio. Isso se manifesta também na relação com o analista, por meio da transferência, que pode ser marcada por forte oscilação afetiva.
O trabalho analítico busca sustentar esse espaço, acolher a angústia e possibilitar que o sujeito vá encontrando novas formas de lidar com seus afetos e com as relações, construindo pouco a pouco um lugar mais estável para si.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…