Perguntas do paciente (40)

  • Quais fatores levam o sujeito a construir uma estrutura histerica e como isso se manifesta em sintom

    Quais fatores levam o sujeito a construir uma estrutura histerica e como isso se manifesta em sintomas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    A estrutura histérica se forma a partir da relação do sujeito com o desejo do outro — geralmente desde muito cedo, na infância. A histeria nasce da tentativa de ser o objeto do desejo do outro, de se moldar a esse desejo, mesmo sem saber exatamente o que o outro quer. Isso costuma gerar uma angústia constante e uma busca por reconhecimento.

    Os sintomas podem aparecer de formas bem variadas: dores físicas sem causa médica, crises de ansiedade, conflitos na sexualidade, dificuldades em manter vínculos afetivos estáveis… Tudo isso como expressão de um conflito inconsciente. Na psicanálise, não buscamos eliminar o sintoma de imediato, mas escutar o que ele tem a dizer sobre a história e o desejo daquele sujeito.


  • Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o s

    Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o sujeito desenvolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Para a psicanálise, “renunciar a si mesmo” pode ser entendido como abrir mão do próprio desejo para se moldar ao desejo do outro. É quando o sujeito coloca sua própria verdade de lado para atender expectativas externas — seja da família, da sociedade ou de alguém significativo. Essa renúncia não é sempre consciente; muitas vezes é um movimento inconsciente de submissão ao desejo do Outro.
    Essa renúncia pode se manifestar em sintomas diversos, pois o desejo recalcado tende a retornar de formas indiretas. Podem surgir quadros de depressão, crises de ansiedade, somatizações, compulsões ou mesmo sentimentos de vazio e de falta de sentido na vida. Em alguns casos, o sujeito pode desenvolver uma relação de extrema dependência afetiva ou apresentar sintomas histéricos e obsessivos como forma de dar corpo ao conflito entre o que deseja e o que “acredita dever ser”.
    Na análise, o objetivo não é dar ao paciente um “manual” de como não se renunciar, mas oferecer um espaço em que ele possa reconhecer o que realmente é seu e o que foi tomado do desejo do outro. Ao falar livremente e elaborar seus conflitos, o sujeito pode reencontrar sua posição diante do desejo, construindo uma forma de existir mais própria e menos marcada por essa renúncia.


  • Como aceitar meu Pai? Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas

    Como aceitar meu Pai?
    Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas que ele me passou. Fiz terapia e já aceitei o fato dele não ter condições psicológicas de ter sido um pai de verdade. Porém agora depois de adulto tenho muita dificuldade em conviver com ele pois não consigo aceitá-lo pois ele é bastante infantil, explosivo, cheio de manias e parece não ter inteligência emocional nenhuma. Não sei o que fazer pois não o suporto como pessoa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Conviver com um pai que não correspondeu às expectativas de cuidado e afeto pode ser muito difícil, ainda mais quando na vida adulta continuam surgindo sentimentos de raiva, incômodo ou rejeição. Na psicanálise, entendemos que aceitar não significa concordar ou gostar, mas poder elaborar o lugar que essa figura ocupou (e ocupa) na sua história. Muitas vezes, o que mais pesa não é o que o pai é hoje, mas as marcas deixadas pelo que ele não pôde ser no passado. Falar sobre isso em análise ajuda a diferenciar o que pertence a essa história e o que hoje já pode ser vivido de outro modo, sem tanta carga.


  • Meu marido é extremamente tímido, fica muito nervoso com qualquer situação nova, e me coloca sempre

    Meu marido é extremamente tímido, fica muito nervoso com qualquer situação nova, e me coloca sempre na frente pra resolver. Isso nos fez perder várias oportunidades de melhorar nossa vida, de comprarmos nossa casa. Prejudicou a vida de nossos filhos, fez uma filha se afastar da gente e não a vejo a mais de 10 anos e isso acabou comigo. E também por causa dessa timidez ele não tratou da saúde dele e acabou ficando impotente, e eu mais uma vez fui prejudicada, pois eu ainda sinto desejo de sexo e não posso contar com ele para me satisfazer. Isso me deixa muito angustiada, e irritada, ansiosa, e tendo que tomar remédios tarja preta para me segurar. O pior é que me culpo por ter deixado as coisas chegarem nesse ponto. Não tenho ninguém pra conversar, desabafar, já tentei fazer terapia mas não dei sorte, não me identifiquei com a terapeuta, e acho muito ruim ter que ficar recomeçando a história toda de novo com outra pessoa. Não tenho mais muita paciência, pra ficar falando, falando sem ter um retorno mais rápido. Não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Entendo o quanto essa situação tem sido dolorosa para você. Na psicanálise, olhamos para além dos fatos concretos: buscamos compreender como cada sujeito se coloca diante das dificuldades, quais marcas da sua história estão em jogo e como isso influencia no modo de se relacionar. O que você traz mostra uma mistura de sentimentos de frustração, culpa, raiva e desejo que não encontram espaço de elaboração. Falar disso em análise pode ser um caminho para entender melhor o que dessa dor vem do presente e o que se repete de outras experiências, abrindo possibilidades novas de lidar com esses afetos.


  • Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são? Em relação ao uso excessivo de me

    Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são?
    Em relação ao uso excessivo de medicamentos e a uma sociedade atual que evita se tornar consciente do "si mesmo" e sua "escuridão", a psicanálise é vista hoje em dia como um método ultrapassado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Quais transtornos a psicanálise pode tratar?

    A psicanálise não trabalha apenas com “transtornos” definidos pelos manuais de diagnóstico, mas com o sofrimento psíquico em suas diferentes formas: ansiedade, depressão, obsessões, fobias, dificuldades nos relacionamentos, conflitos ligados à sexualidade, luto, vazio existencial, entre muitos outros. Mesmo em quadros graves, como psicoses ou borderline, a análise pode oferecer um espaço de elaboração — embora, nesses casos, seja comum que o trabalho aconteça junto a outras formas de cuidado (como acompanhamento médico e uso de medicamentos).

    E quais não seriam tratáveis?

    Não existe uma lista fechada de condições “não tratáveis”. O que acontece é que, em alguns casos, a análise sozinha pode não ser suficiente. Por exemplo, em situações de crises intensas, risco de vida ou quadros psiquiátricos que exigem estabilização, a medicação pode ser necessária. A psicanálise não substitui o tratamento médico, mas pode caminhar junto com ele, ajudando o sujeito a encontrar sentido para além do sintoma.

    A psicanálise está ultrapassada?

    Apesar de vivermos numa sociedade que valoriza soluções rápidas e o uso de medicamentos, a psicanálise segue atual porque se propõe a algo diferente: abrir espaço para que cada pessoa se confronte com o que tem de mais singular, inclusive com sua “escuridão”. Longe de ser ultrapassada, ela continua sendo uma das poucas práticas que não reduz o sujeito a diagnósticos ou estatísticas, mas aposta no poder da palavra e na possibilidade de transformação a partir da escuta.


  • Por que o psicólogo da psicanálise não diz/não pode dizer qual é a estrutura clínica do paciente?

    Por que o psicólogo da psicanálise não diz/não pode dizer qual é a estrutura clínica do paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Na psicanálise, o analista não costuma dizer diretamente qual é a “estrutura clínica” do paciente porque isso não é visto como um rótulo a ser informado, mas como algo que se manifesta na fala, na forma de se relacionar e no percurso da análise. Nomear de fora poderia fechar o sentido da experiência e limitar o que o sujeito pode descobrir sobre si. O trabalho analítico se constrói justamente a partir do que o paciente vai trazendo, e é nesse processo que a estrutura se revela, sem a necessidade de ser anunciada como um diagnóstico.


  • Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico senti

    Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico sentindo culpa isso pode ser evitado?tem a ver com a mente?como não se culpar já que são sonhos a noite?me sinto muito mau

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Sonhos de conteúdo sexual podem gerar estranhamento e até culpa, mas é importante lembrar que eles não são escolhas conscientes. Na psicanálise, entendemos os sonhos como expressões do inconsciente, que aparecem de forma simbólica, e não como desejos literais ou intenções reais. O medo de sonhar novamente pode, inclusive, reforçar a repetição. O trabalho analítico não é “evitar” o sonho, mas escutar o que ele traz de singular na sua história, ajudando a diminuir o peso da culpa e a encontrar outro sentido para essas experiências.


  • Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do me

    Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do meu passado que julguei importante que a terapeuta soubesse para entender o que fez estar onde estou agora. A terapeuta me cortou no meio da minha fala e já fez uma análise sobre mim, foi dura nas palavras, disse que sou uma jovem com traços de adolescente, que ainda não sou adulta mas que logo eu me tornaria adulta e levaria a vida com maturidade, entre outras coisas. Quando terminou a consulta cai numa crise de choro porque nem sequer consegui terminar de dizer o que queria, me senti invalidade, impotente pois não senti empatia de alguém que confidenciei meus sentimentos. Essa atitudes da psicólogas são esperadas na primeira consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Entendo sua frustração. Na primeira sessão, o esperado é que haja espaço para você falar livremente sobre o que considera importante. Cada profissional tem seu estilo, mas, na psicanálise, o analista geralmente não faz interpretações tão rápidas, e sim oferece um espaço de escuta para que, aos poucos, você vá construindo sua própria fala e entendimento. Quando a fala é interrompida ou quando o paciente se sente invalidado, isso pode gerar dor e até retraimento. Por isso, é fundamental que você encontre um profissional com quem consiga se sentir escutado e respeitado — o vínculo terapêutico é parte essencial do processo.


  • Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada desde há 7 anos, já tomei varios medicamentos e a ansi

    Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada desde há 7 anos, já tomei varios medicamentos e a ansiedade tóxica nunca desapareceu, desisti do emprego em que estava por causa da minha ansiedade, tenho dificuldades em lidar com o fracasso, com o medo de falhar, impede-me de avançar, eu passo a ideia de que sou muito bom em tudo para os meus amigos, coloco as minhas expetativas muito elevadas em relação ao meu desempenho em qualquer atividade depois quando vejo que não as consigo atingir, começo a duvidar bastante das minhas capacidades e procrastino tarefas as vezes por preguiça outras vezes por achar que não estou capaz no momento de as realizar e isso tudo me deixa frustrado.
    Quando era criança ja tinha alguns medos e era um bocado nervoso mas nunca tinha ataques de ansiedade nem a minha ansiedade me limitava.
    A minha pergunta é a seguinte.
    Tendo em conta os dados relatados, acha que seria muito importante o inicio da terapia cognitivo comportamental? Se seria tão ou mais importante que a medicação para curar a minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Entendo a sua preocupação e o quanto a ansiedade pode ser difícil de lidar. Na psicanálise, o que importa é ouvir a história única de cada pessoa e o que está por trás desses sintomas e comportamentos — como os medos, as expectativas e as dúvidas que você menciona. Não se trata de “curar” no sentido simples, mas de encontrar um espaço para compreender melhor essas vivências, seus sentidos e impactos na sua vida. O caminho do tratamento é algo que pode variar muito para cada um, e o importante é buscar um espaço onde você se sinta acolhido para se aprofundar nisso.


  • Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de

    Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de chorar, por causa de uma paixão não correspondida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    O que você está vivendo é bem comum quando o desejo e a frustração se misturam. Na psicanálise, esses pensamentos que incomodam muito podem ser uma forma do seu inconsciente tentar dar voz a sentimentos difíceis de aceitar. Sentir raiva, tristeza e confusão diante de uma paixão não correspondida faz parte desse processo. Conversar sobre isso em um espaço de escuta pode ajudar a entender melhor o que está por trás dessas emoções tão intensas.


  • Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?

    Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    A culpa e a sensação de tristeza depois da masturbação não acontecem por causa do ato em si, mas pelo que ele desperta em cada pessoa. Na psicanálise, entendemos que esses sentimentos podem estar ligados a conflitos inconscientes, a proibições internalizadas (como valores morais ou religiosos) e a fantasias que entram em choque com a própria imagem de si. Ou seja, não é a masturbação que “causa” a depressão ou a culpa, mas o modo como o sujeito se relaciona com o desejo e com as próprias representações internas. Falar sobre isso em análise pode ajudar a compreender de onde vêm essas emoções e a encontrar um lugar menos sofrido para viver sua sexualidade.


  • Passar por tensões podem piorar o quadro de transtorno bipolar?

    Passar por tensões podem piorar o quadro de transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Situações de tensão podem sim mexer bastante com o equilíbrio emocional de qualquer pessoa — e no caso de quem convive com um diagnóstico como o transtorno bipolar, isso pode impactar ainda mais. Mas, na psicanálise, o foco vai além do diagnóstico: buscamos entender como cada sujeito lida com o que vive, o que essas tensões despertam e como isso se conecta com sua história. Falar sobre isso pode ajudar a elaborar essas vivências.


  • Frequentemente tenho a sensação de que todos estão apaixonados por mim. É quase inevitável chegar em

    Frequentemente tenho a sensação de que todos estão apaixonados por mim. É quase inevitável chegar em um local e não pensar que as pessoas estão me olhando e se apaixonando, ou que as indiretas românticas de algum conhecido são para mim. Não consigo entender... por que isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Essa sensação de que todos estão apaixonados por você pode ser muito perturbadora, e na psicanálise ela é entendida como expressão do inconsciente. O olhar do outro e a forma como você interpreta esse olhar dizem respeito à sua própria história e ao modo como você se relaciona com o desejo. Não se trata de algo literal, mas de um fenômeno que pode revelar conflitos e fantasias importantes. Falar sobre isso em análise pode ajudar a compreender por que essas ideias se repetem e o que elas significam para você.


  • Eu sempre fui um homem hetero e durante minha vida sempre me relacionei com mulheres,hoje sou casado

    Eu sempre fui um homem hetero e durante minha vida sempre me relacionei com mulheres,hoje sou casado com filhos adultos,porém ultimamente,agora aos 60 anos,tenho desejos em sexo e uma relação homoafetiva.
    Como pode tais desejos e mudanças de orientação sexual aflorarem depois de tantos anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    O desejo humano não é fixo nem totalmente previsível — ele pode se transformar ao longo da vida. Na psicanálise, entendemos que a sexualidade é marcada pelo inconsciente, pelas experiências de cada sujeito e pelas formas como ele se relaciona com o desejo do outro. Isso significa que novos desejos podem emergir mesmo depois de muitos anos vivendo de uma forma diferente. Não se trata de uma “mudança repentina de orientação”, mas de algo que já fazia parte da sua história e que só agora encontrou espaço para se manifestar. A análise pode ajudar a compreender o que esse novo desejo significa para você, sem julgamentos, e como lidar com ele em sua vida atual.


  • Bom dia! Mesmo sem ser mentira fico muito nervosa ao me expressar sobre algo que estou sendo posta à

    Bom dia! Mesmo sem ser mentira fico muito nervosa ao me expressar sobre algo que estou sendo posta à prova e as palavras simplesmente não se encaixam. Acabo por me atrapalhar toda em não conseguir passar a verdade do que digo. Tento reorganizar os acontecimentos para me expressar da melhor forma e não consigo com sucesso. Preciso de ajuda…isso está acabando com relacionamentos meus. E fico extremamente nervosa o que dificulta a organização dos meus pensamentos. Não sei o que fazer. Me sinto perdida dentro de mim e perdendo quem amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Esse nervosismo que você sente ao se expressar não significa falta de verdade no que diz, mas mostra como certas situações podem mobilizar angústias internas. Na psicanálise, entendemos que quando as palavras “travem” ou parecem não se encaixar, é o inconsciente que está em jogo, trazendo algo que nem sempre está claro para a própria pessoa. Falar disso em análise pode ajudar a compreender de onde vem essa sensação de se “perder dentro de si” e abrir caminhos para se relacionar de outro modo com a sua fala e com os vínculos que ela afeta.


  • Meus sentimentos de arrependimento sempre trazem de volta outros sentimentos e cada vez eles ficam m

    Meus sentimentos de arrependimento sempre trazem de volta outros sentimentos e cada vez eles ficam maiores, e não tenho bom controle sobre ele e cresci com uma mania de ter tudo sobre controle.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    O arrependimento, quando retorna e cresce, pode estar ligado a algo mais profundo do que o episódio em si: muitas vezes toca em um traço mais antigo, como essa necessidade de ter tudo sob controle que você mencionou. Na psicanálise, entendemos que quando o sujeito tenta controlar demais, pode acabar se prendendo ainda mais ao que escapa ao controle — como os sentimentos que insistem em voltar. Em análise, é possível explorar de onde vem essa exigência interna e o que esses afetos repetidos querem dizer sobre a sua história.


  • Sonhei que estava apaixonada pela minha pscalanista e que era recíproco. Esse sonho revela que estou

    Sonhei que estava apaixonada pela minha pscalanista e que era recíproco. Esse sonho revela que estou fazendo transferência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Sonhar com a analista pode sim estar ligado à transferência, que é quando sentimentos e desejos inconscientes aparecem na relação terapêutica. Mas é importante lembrar que o sonho não deve ser interpretado de forma literal. Na psicanálise, tanto os sonhos quanto a transferência são vistos como caminhos para acessar conteúdos do inconsciente, revelando algo da sua própria história e do seu desejo. O mais importante é poder levar esse sonho para a análise e falar sobre o que ele desperta em você.


  • Gostaria de entender por que diante perda de alguém querido eu continuo agindo como se nada tivesse

    Gostaria de entender por que diante perda de alguém querido eu continuo agindo como se nada tivesse acontecido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Diante da perda de alguém querido, cada pessoa reage de uma forma. Algumas choram, outras sentem revolta, e há também quem siga a vida “como se nada tivesse acontecido”. Na psicanálise, entendemos que isso pode ser uma forma de defesa do inconsciente: quando a dor é muito intensa, o psiquismo cria barreiras para suportá-la. Isso não significa falta de afeto, mas sim que o luto ainda não encontrou espaço para ser elaborado. Em análise, falar sobre essa ausência de sentir pode ser tão importante quanto falar da dor, porque revela o modo singular como cada sujeito atravessa a perda.


  • Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?

    Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    A tocofobia, ou medo intenso de engravidar e dar à luz, pode ser compreendida, na psicanálise, como uma manifestação de angústias inconscientes relacionadas à maternidade, ao corpo e à relação com o feminino. Não falamos de "cura" no sentido médico, mas de um processo de elaboração e transformação dessas angústias por meio da análise.

    Como prevenir ou lidar com a tocofobia:
    Buscar análise psicanalítica: Entender os significados inconscientes associados à maternidade e ao parto pode ajudar a reduzir o medo. Na análise, é possível investigar as fantasias e os traumas subjacentes que intensificam esse temor.

    Criar um espaço de escuta e acolhimento: Compartilhar seus sentimentos com um analista, parceiro ou grupo de apoio pode ser um passo importante para prevenir que o medo se intensifique.

    Evitar a superexposição a relatos traumáticos: Histórias negativas sobre gravidez e parto podem alimentar o medo. É importante filtrar o que se consome e buscar informações mais equilibradas.

    Praticar cuidados consigo mesma: Técnicas de relaxamento, como respiração consciente ou meditação, podem ajudar a lidar com o estresse, mas não substituem a investigação mais profunda que a psicanálise oferece.

    A tocofobia é um chamado para compreender algo mais profundo sobre si mesma, e o acompanhamento psicanalítico oferece um espaço seguro para essa exploração, ajudando a transformar esse medo em uma relação mais saudável com o corpo e a maternidade.


  • sofro de TAG e pensamentos obsessivos diariamente, relacionados ao ato de piscar que se iniciou após

    sofro de TAG e pensamentos obsessivos diariamente, relacionados ao ato de piscar que se iniciou após ler um relato de um garoto que sofria com toc, (minha obsessão gira em torno ao ato de piscar, sem medos só a palavra piscar que aparece em minha mente), e também outros pensamentos obsessivos, passo por acompanhamento psicológico porém não vejo saída, estou assim há quatro meses, o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helton Alcioní Da Silva

    Entendo o quanto isso deve estar sendo angustiante para você. Na psicanálise, pensamentos repetitivos ou obsessivos são vistos como uma forma do inconsciente se expressar, muitas vezes de maneira estranha ou insistente. Eles não aparecem por acaso: dizem algo da sua história e dos seus conflitos, ainda que não seja claro de imediato. Falar sobre o que esses pensamentos despertam em você, em um espaço de escuta analítica, pode ajudar a compreender o que está em jogo e abrir caminhos diferentes para lidar com isso.


Perguntas frequentes

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