Perguntas do paciente (29)
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Meu esposo toma Mantidan, Prolopa e Pramipesol, ele pode tomar Benegrip?
Meu esposo toma Mantidan, Prolopa e Pramipesol, ele pode tomar Benegrip?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, não há nenhum problema em relação aos anti-gripais com o tratamento da doença de Parkinson. No entanto, atente-se que essas fórmulas comerciais, como a citada na pergunta, contém uma série de medicações em subdose (dose abaixo da necessária para ser eficaz). Isso significa que, na maioria das vezes, é melhor comprar a medicação "pura" (dipirona, paracetamol, etc), do que essas fórmulas anti-gripais.
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Faço uso do primidon a 3 meses quanto tempo devo espera para consumi álcool?
Faço uso do primidon a 3 meses quanto tempo devo espera para consumi álcool?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O consumo de álcool em pacientes que fazem uso de primidona não é formalmente contraindicado segundo as contraindicações listadas na bula do medicamento, que incluem apenas porfiria e hipersensibilidade ao fenobarbital. No entanto, a combinação de álcool com primidona pode potencializar os efeitos depressores do sistema nervoso central, aumentando o risco de sedação, comprometimento cognitivo e depressão respiratória, devido ao fato de ambos atuarem como depressores centrais.
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Boa noite. Eu gostaria de saber se a disfunção erétil causada pela doença de charcot marie pode ser
Boa noite. Eu gostaria de saber se a disfunção erétil causada pela doença de charcot marie pode ser corrigida com um estimulante sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A disfunção erétil (DE) em pacientes com doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) está relacionada principalmente à neuropatia periférica, que compromete a integridade dos nervos responsáveis pela ereção. O tratamento da DE em doenças neurológicas, incluindo neuropatias periféricas como a CMT, segue princípios semelhantes aos de outras etiologias, mas com algumas limitações específicas devido ao componente neurológico.
Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5i), como sildenafil, tadalafil (viagra) e vardenafil, são considerados a primeira linha de tratamento para DE de diversas causas, incluindo algumas doenças neurológicas. No entanto, a eficácia desses agentes em DE de origem neurológica é variável e geralmente menor do que em DE de origem vascular. A literatura demonstra que, em pacientes com lesão medular, os PDE5i apresentam boa resposta, mas em outras doenças neurológicas, como esclerose múltipla e Parkinson, os resultados são menos consistentes e dependem do grau de comprometimento neurológico e da presença de fatores concomitantes, como depressão e alterações hormonais.
No caso específico da CMT, não há estudos robustos avaliando a eficácia dos PDE5i, mas, por analogia com outras neuropatias periféricas, pode-se esperar uma resposta limitada, especialmente se houver comprometimento significativo da inervação peniana. Além disso, estimulantes sexuais que atuam em vias dopaminérgicas, como apomorfina, apresentam eficácia inferior aos PDE5i e não são considerados primeira linha para DE de origem neurológica.
Portanto, embora o uso de estimulantes sexuais, especialmente os PDE5i, possa ser tentado em pacientes com CMT e DE, a taxa de sucesso é incerta e geralmente inferior à observada em outras etiologias. É fundamental realizar uma avaliação abrangente, incluindo fatores psicossociais e endocrinológicos, e considerar alternativas como injeções intracavernosas de alprostadil, dispositivos de vácuo ou, em casos refratários, prótese peniana. O tratamento deve ser individualizado, e a reversão completa da DE é improvável quando há dano neurológico significativo.
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Qual é o tratamento mais eficaz para Neuropatia Periférica?
Qual é o tratamento mais eficaz para Neuropatia Periférica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento mais eficaz para neuropatia periférica depende da etiologia e do objetivo terapêutico (controle da dor, melhora funcional ou modificação da doença). Para a neuropatia periférica dolorosa, especialmente a de origem diabética, não há terapias modificadoras de doença comprovadas; o foco permanece no controle sintomático da dor.
As principais classes farmacológicas com eficácia comprovada incluem:
• Anticonvulsivantes gabapentinoides (gabapentina e pregabalina): recomendados como primeira linha, com eficácia semelhante à de outros agentes e perfil de segurança favorável.
• Antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) e inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina (SNRIs, ex: duloxetina, venlafaxina): ambos apresentam eficácia semelhante aos gabapentinoides, sendo a escolha guiada por comorbidades, perfil de efeitos adversos e custo.
• Bloqueadores de canais de sódio (ex: carbamazepina, lamotrigina): podem ser considerados, mas com menor robustez de evidência.
• Agentes tópicos, como capsaicina 8% (aprovada nos EUA e Europa) e lidocaína, são opções adjuvantes, especialmente em casos localizados ou intolerância a agentes sistêmicos.
Opioides (incluindo tramadol e tapentadol) podem ser usados em situações refratárias, mas seu uso deve ser restrito devido ao risco de dependência, efeitos adversos e ausência de benefício sustentado a longo prazo.
Para neuropatia induzida por quimioterapia, a duloxetina é a única medicação com recomendação formal baseada em evidências robustas para redução da dor.
A literatura destaca que não há diferença significativa de eficácia entre gabapentinoides, SNRIs e antidepressivos tricíclicos, sendo a escolha individualizada conforme perfil do paciente, comorbidades e tolerabilidade. Terapias combinadas podem ser consideradas em casos refratários, embora a evidência para superioridade sobre monoterapia ainda seja limitada.
Intervenções não farmacológicas (controle glicêmico, fisioterapia, modificação de fatores de risco cardiovascular) são importantes para manejo global, mas não têm impacto comprovado na dor neuropática.
Em resumo, gabapentinoides, SNRIs e antidepressivos tricíclicos são as opções de primeira linha para o tratamento sintomático da dor neuropática periférica, com escolha baseada em características individuais do paciente e perfil de efeitos adversos.
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Quais são alguns tratamentos comuns para dor nos nervos causada por neuropatia?
Quais são alguns tratamentos comuns para dor nos nervos causada por neuropatia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento mais eficaz para neuropatia periférica depende da etiologia e do objetivo terapêutico (controle da dor, melhora funcional ou modificação da doença). Para a neuropatia periférica dolorosa, especialmente a de origem diabética, não há terapias modificadoras de doença comprovadas; o foco permanece no controle sintomático da dor. As principais classes farmacológicas com eficácia comprovada incluem: • Anticonvulsivantes gabapentinoides (gabapentina e pregabalina): recomendados como primeira linha, com eficácia semelhante à de outros agentes e perfil de segurança favorável. • Antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) e inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina (SNRIs, ex: duloxetina, venlafaxina): ambos apresentam eficácia semelhante aos gabapentinoides, sendo a escolha guiada por comorbidades, perfil de efeitos adversos e custo. • Bloqueadores de canais de sódio (ex: carbamazepina, lamotrigina): podem ser considerados, mas com menor robustez de evidência. • Agentes tópicos, como capsaicina 8% (aprovada nos EUA e Europa) e lidocaína, são opções adjuvantes, especialmente em casos localizados ou intolerância a agentes sistêmicos. Opioides (incluindo tramadol e tapentadol) podem ser usados em situações refratárias, mas seu uso deve ser restrito devido ao risco de dependência, efeitos adversos e ausência de benefício sustentado a longo prazo. Para neuropatia induzida por quimioterapia, a duloxetina é a única medicação com recomendação formal baseada em evidências robustas para redução da dor. A literatura destaca que não há diferença significativa de eficácia entre gabapentinoides, SNRIs e antidepressivos tricíclicos, sendo a escolha individualizada conforme perfil do paciente, comorbidades e tolerabilidade. Terapias combinadas podem ser consideradas em casos refratários, embora a evidência para superioridade sobre monoterapia ainda seja limitada. Intervenções não farmacológicas (controle glicêmico, fisioterapia, modificação de fatores de risco cardiovascular) são importantes para manejo global, mas não têm impacto comprovado na dor neuropática. Em resumo, gabapentinoides, SNRIs e antidepressivos tricíclicos são as opções de primeira linha para o tratamento sintomático da dor neuropática periférica, com escolha baseada em características individuais do paciente e perfil de efeitos adversos.
Para melhor entendimento do seu caso, sugiro uma consulta com um especialista. Fico à disposição!
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Tem a possibilidade de reverter a Neuropatia Periférica?
Tem a possibilidade de reverter a Neuropatia Periférica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Neuropatias Periféricas são um enorme grupo de doenças com diferentes etiologias e diferentes tipos de tratamento. Dessa forma, a resposta à sua pergunta tem a limitação de não sabermos especificamente a causa e o tempo de evolução, o que limita a interpretação do que vou responder.
De forma genérica, a reversão completa da neuropatia periférica, especialmente em casos avançados ou de longa duração, ainda não é considerada possível segundo o consenso atual, principalmente em neuropatias associadas ao diabetes, onde não há terapias comprovadas que revertam a perda neuronal estabelecida. O controle rigoroso dos fatores de risco metabólicos pode prevenir a progressão e, em alguns casos, promover melhora parcial dos sintomas, mas não restaura a integridade neural original.
É importante se consultar com um especialista para individualizar seu caso e entender como prevenir a progressão para melhorar sua qualidade de vida. Fico à disposição!
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Gostaria de saber quais os perigos da neuropatia nos nervos?
Gostaria de saber quais os perigos da neuropatia nos nervos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropatia periférica é uma condição que afeta os nervos dos braços, pernas e órgãos internos, e pode trazer diversos riscos importantes para a saúde. A perda de sensibilidade nos pés, por exemplo, aumenta o risco de feridas que passam despercebidas, infecções e, em casos mais graves, pode até levar a amputações — especialmente em pessoas com diabetes ou problemas circulatórios.
Além disso, a perda da percepção do próprio corpo (propriocepção) e da sensibilidade à vibração pode causar desequilíbrios, dificultar a caminhada e aumentar o risco de quedas, fraturas e até traumas na cabeça. Em alguns casos, os músculos também podem enfraquecer, piorando ainda mais a mobilidade e a autonomia da pessoa.
Quando os nervos que controlam funções automáticas do corpo (como batimentos cardíacos, pressão, digestão ou suor) são afetados, os riscos aumentam ainda mais: tonturas ao se levantar, alterações cardíacas silenciosas, problemas urinários, digestivos e sexuais podem surgir. Em certas situações, a dor que normalmente avisaria sobre uma lesão deixa de ser percebida, o que facilita a progressão de infecções e danos nas articulações.
O grande problema é que, em fases avançadas, a neuropatia pode não dar sinais evidentes, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento.
A boa notícia é que a neuropatia tem várias causas possíveis — como diabetes, deficiência de vitaminas, doenças autoimunes ou infecções — e, quando o diagnóstico é feito precocemente, é possível controlar a progressão dos sintomas e evitar complicações graves.
Se você sente formigamentos, queimação, dormência, perda de força ou dor inexplicável nos pés ou nas mãos, agende uma consulta com um neurologista especializado. Quanto antes investigarmos a causa, melhor será o seu tratamento e a sua qualidade de vida.
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Terá consequências se eu ingerir bebida alcoólica durante o período que estiver tomando Pamelor 10mg
Terá consequências se eu ingerir bebida alcoólica durante o período que estiver tomando Pamelor 10mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora não seja totalmente proibido, misturar nortriptilina (um antidepressivo) com bebida alcoólica não é recomendado. Isso porque o álcool pode aumentar os efeitos colaterais do remédio, como sonolência, tontura, dificuldade de concentração e até prejudicar a coordenação e o reflexo — o que eleva o risco de acidentes, especialmente ao dirigir ou operar máquinas.
Além disso, tanto o álcool quanto a nortriptilina agem no cérebro, e usar os dois juntos pode potencializar essa ação, trazendo riscos ainda maiores, especialmente para idosos, pessoas com problemas de saúde ou que usam doses mais altas do remédio.
Mesmo que alguns estudos não tenham mostrado grandes problemas em pessoas saudáveis com pequenas quantidades de álcool, isso não significa que seja seguro para todos os pacientes.
Por isso, o mais seguro é evitar o consumo de bebida alcoólica durante o tratamento com nortriptilina, a menos que o médico diga o contrário. Sempre converse com um profissional antes de tomar qualquer decisão que envolva medicação e álcool.
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Topiramato causa a diminuição do desejo sexual ou seja perda do libido feminino?
Topiramato causa a diminuição do desejo sexual ou seja perda do libido feminino?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma pergunta muito válida, especialmente porque o desejo sexual é um aspecto importante da qualidade de vida e, muitas vezes, pouco falado durante o tratamento neurológico.
O topiramato é um medicamento utilizado para tratar enxaqueca, epilepsia e, às vezes, como auxiliar na perda de peso. Ele pode, sim, alterar o desejo sexual em algumas mulheres, embora isso não aconteça com frequência. Quando ocorre, geralmente está associado a doses mais altas ou ao uso combinado com outros medicamentos (o que chamamos de politerapia).
Algumas pacientes relatam diminuição da libido (vontade sexual) ou dificuldade para alcançar o orgasmo nas primeiras semanas do tratamento. Felizmente, esses efeitos costumam melhorar após ajuste de dose ou suspensão do medicamento, se necessário. Mas é fundamental conversar com um profissional antes de qualquer mudança no tratamento.
Cada pessoa reage de forma única, e é por isso que o acompanhamento médico próximo é tão importante. Avaliar de forma individualizada permite equilibrar o controle dos sintomas com a manutenção do bem-estar físico, emocional e sexual.
Se sentir que algo mudou no seu corpo ou no seu desejo sexual desde que começou o topiramato, estou à disposição para te ouvir e encontrar a melhor solução. Será um prazer cuidar de você com respeito, acolhimento e atenção aos detalhes que realmente importam.
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Quanto tempo depois de ingerir o hidantal comeca a agir no organismo? Ele atrapalha a libido?
Quanto tempo depois de ingerir o hidantal comeca a agir no organismo? Ele atrapalha a libido?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O Hidantal (nome comercial da fenitoína) é um medicamento usado há bastante tempo para prevenir crises epilépticas. Quando tomado por via oral, ele começa a agir nas primeiras horas, mas seu efeito completo costuma aparecer após alguns dias de uso contínuo — geralmente entre 7 a 10 dias —, quando o remédio atinge níveis estáveis no organismo.
Em relação à libido, a fenitoína não costuma afetar diretamente o desejo sexual. Esse não é um efeito colateral comum, segundo as informações mais atualizadas da literatura médica. Porém, fatores como cansaço, alterações de humor ou o impacto emocional das crises epilépticas podem influenciar indiretamente a vida sexual de algumas pessoas.
Importante destacar que, apesar da eficácia da fenitoína, existem hoje medicamentos mais modernos para epilepsia, com menos efeitos colaterais e melhor tolerabilidade para a maioria dos pacientes. A escolha do remédio ideal depende do tipo de epilepsia e do perfil de cada pessoa.
Se quiser conversar sobre seu tratamento ou tirar dúvidas com calma, estou à disposição. Será um prazer te acompanhar de forma individualizada, com foco no seu bem-estar e qualidade de vida.
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Eu tomo Depakote ER 250mg 2x/dia, M e N, porém tenho tido muitos problemas com o sono, sonhos contur
Eu tomo Depakote ER 250mg 2x/dia, M e N, porém tenho tido muitos problemas com o sono, sonhos conturbados, insônia, inquietação além do aumento dos ruídos hidroaéreos, flatulência, eu poderia tomar as 500 mg somente pela manhã?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ácido valproico (Depakote ER) pode sim interferir no sono, embora os efeitos variem de pessoa para pessoa. O mais comum é causar sonolência durante o dia, especialmente em pessoas mais velhas. Em alguns casos, essa sonolência pode ser intensa a ponto de exigir ajuste de dose ou até troca do medicamento.
Em relação ao sono noturno, alguns estudos mostram que o ácido valproico pode alterar o padrão do sono, principalmente em crianças, levando a dificuldade para dormir, mais despertares à noite e sono menos eficiente. Em adultos, há indícios de que o remédio pode até melhorar certos aspectos do sono em pessoas com epilepsia, como diminuir os “microdespertares”, mas isso não impede que ocorram queixas como insônia ou sonhos agitados, especialmente se houver outros fatores associados.
Sobre os sintomas digestivos: náuseas e desconforto abdominal são efeitos colaterais conhecidos do Depakote, mas flatulência (gases) não é um efeito adverso comum descrito nos estudos ou bulas. Ainda assim, isso não exclui a possibilidade de sensibilidade individual ou interação com outros fatores da dieta ou medicamentos.
Quanto ao uso da dose total pela manhã (500 mg de uma vez), essa mudança deve ser avaliada com muito cuidado, pois o ácido valproico tem liberação prolongada e foi prescrito em duas doses diárias para manter níveis constantes no sangue ao longo do dia. Alterar esse esquema por conta própria pode comprometer a eficácia do tratamento ou aumentar os efeitos colaterais.
É essencial que qualquer ajuste de dose, horário ou troca de medicação seja feito com acompanhamento médico, idealmente por um neurologista que conheça bem o seu caso. Esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
Fico à disposição para te ajudar com uma avaliação mais completa e segura.
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Tomo dois comprimidos de Depakene 5oomg estou tendo muito suor na cabeça e rosto pode ser do remédio
Tomo dois comprimidos de Depakene 5oomg estou tendo muito suor na cabeça e rosto pode ser do remédio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O aumento da sudorese (suor excessivo), também chamado de hiperidrose, não é um efeito colateral típico ou comum do ácido valproico (Depakote), segundo as bulas aprovadas pelo FDA e os principais estudos sobre o medicamento. Os efeitos mais frequentes desse remédio incluem náuseas, sonolência, ganho ou perda de peso, tremores e, em alguns casos, reações alérgicas ou alterações no fígado.
Até o momento, o suor excessivo não aparece como uma reação adversa reconhecida de forma consistente nas pesquisas ou nas bulas oficiais.
No entanto, como cada organismo reage de maneira diferente, é sempre importante conversar com seu médico caso você note qualquer sintoma novo ou incômodo durante o tratamento. Não faça ajustes por conta própria. Apenas o especialista pode avaliar se o sintoma está ou não relacionado ao remédio.
Se precisar, estou à disposição para uma avaliação detalhada e segura.
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Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença
Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença específica? Quais os exames devem ser feitos nesse caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dor de cabeça associada a tontura, sensação de dormência e aperto na cabeça pode estar relacionada a diversas condições neurológicas e sistêmicas que demandam uma avaliação cuidadosa. Entre as causas neurológicas estruturais, destaca-se a hipotensão intracraniana espontânea, frequentemente causada por vazamentos de líquor, que se manifesta por cefaleia típica, geralmente pior em posição ortostática, acompanhada de tontura, sintomas vestibulares, pressão ou parestesias faciais, além de fadiga e sintomas cognitivos. A dormência facial ocorre em até 15% dos casos, e a tontura é relatada em cerca de metade dos pacientes, frequentemente associada à sensação de pressão na cabeça.
Outra condição a ser considerada é a malformação de Chiari, que pode causar cefaleia — que pode ser frontal, occipital ou difusa — além de tontura, parestesias (com frequência nas mãos e também na face), sensação de pressão craniana, nistagmo, alterações auditivas e fadiga. A cefaleia costuma piorar com manobras de Valsalva e mudanças posturais, e os sintomas sensoriais resultam da compressão do tronco encefálico ou da medula cervical.
Cefaleias secundárias a trombose venosa cerebral também podem apresentar-se com dor de cabeça aguda ou subaguda, muitas vezes acompanhada de sintomas neurológicos focais como parestesias, fraqueza, tontura e sensação de aperto craniano, especialmente quando há hipertensão intracraniana.
Além disso, alterações sistêmicas como encefalopatia hipertensiva, distúrbios metabólicos (como hipoglicemia ou hiponatremia) e insuficiência renal podem cursar com sintomas semelhantes, sendo importante considerar essas causas em pacientes com fatores de risco associados.
Eventos isquêmicos transitórios (AIT) podem, em casos raros, manifestar tontura e parestesias, mas a presença de cefaleia predominante é atípica e sugere outras causas, como enxaqueca com aura ou dissecção arterial.
Por fim, condições graves como hemorragia subaracnoidea, dissecção arterial cervical, tumores cerebrais e meningites devem sempre ser consideradas diante de sintomas alarmantes, progressão rápida ou sinais neurológicos adicionais.
Dada a variedade de causas possíveis, a avaliação clínica detalhada é fundamental, e exames complementares, principalmente neuroimagem (como tomografia computadorizada e ressonância magnética com angio-RM), são frequentemente indicados para auxiliar no diagnóstico diferencial e orientar o tratamento adequado.
Estou à disposição para avaliação individualizada e esclarecimentos adicionais conforme seu caso específico.
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Qual a relação da escoliose e artrose na coluna lombar com a esclerose múltipla? Também sou portad
Qual a relação da escoliose e artrose na coluna lombar com a esclerose múltipla?
Também sou portadora de hipotireoidismo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A escoliose e o desgaste na coluna lombar (artrose) são condições comuns que podem causar dor nas costas, especialmente em pessoas mais velhas ou em mulheres após a menopausa. Mesmo quando a escoliose é leve, ela pode acelerar o desgaste das articulações da coluna, principalmente nas regiões mais baixas, como L3-L4 e L5-S1. Isso acontece porque a curvatura da coluna gera sobrecarga em algumas áreas, favorecendo inflamações, formação de “bicos de papagaio” (osteófitos) e até alteração da densidade óssea.
Em adolescentes com escoliose, esse desgaste pode surgir mais cedo e está relacionado com o grau de rotação da coluna, influenciando também a intensidade da dor lombar.
Já no caso da esclerose múltipla, uma doença neurológica autoimune, os estudos mostram que ela não aumenta diretamente o risco de artrose ou de escoliose. No entanto, sintomas como dor, fraqueza ou dificuldades de movimento podem se sobrepor ao desgaste na coluna, o que dificulta o diagnóstico correto da origem da dor.
Por isso, é fundamental uma avaliação precisa e cuidadosa para identificar a verdadeira causa da dor lombar, especialmente em pacientes que têm esclerose múltipla ou alterações na postura da coluna.
Um diagnóstico correto faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida. Fico à disposição!
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Trileptal foi recomendado pelo medico para tratar o nervo trigemeo,apos uma cirurgia de retirada de
Trileptal foi recomendado pelo medico para tratar o nervo trigemeo,apos uma cirurgia de retirada de meningioma. Porem estou percebendo que estou ficando irritada,o medicamento pode esta causando essa irritaçao e insonia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O Trileptal (nome comercial da oxcarbazepina) é um medicamento muito utilizado para tratar dores no nervo trigêmeo, e costuma ser bastante eficaz nesse tipo de caso. No entanto, como qualquer remédio que age no sistema nervoso, ele pode provocar alguns efeitos colaterais.
Entre os possíveis efeitos, algumas pessoas podem sentir insônia (dificuldade para dormir), irritabilidade, nervosismo ou agitação. Esses sintomas não são os mais comuns, mas estão descritos nas pesquisas e na bula do medicamento, especialmente quando usado em doses mais altas.
É importante lembrar que cada pessoa reage de uma forma diferente. Enquanto muitos pacientes toleram bem o Trileptal, outros podem apresentar reações como as que você está percebendo. Além disso, o próprio contexto da cirurgia e do problema no nervo trigêmeo pode afetar o sono e o humor, então é essencial avaliar tudo isso com cuidado.
Caso esses sintomas estejam incomodando no dia a dia, vale a pena conversar com o médico para reavaliar a dose ou até considerar outras opções de tratamento, que também podem ser eficazes e melhor toleradas.
Se quiser, fico à disposição para uma avaliação detalhada do seu caso. Será um prazer cuidar da sua saúde com atenção e empatia!
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Eu tomo o Depakene á 1 ano dois comprimidos à noite durante 3 anos o medico me falou. Eu gosto de to
Eu tomo o Depakene á 1 ano dois comprimidos à noite durante 3 anos o medico me falou. Eu gosto de tomar as vezes um vinho e uma cerveja. Porem não estou tomando. Gostaria de saber se eu tomar socialmente durante o dia, irá atrapalhar o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Misturar álcool com ácido valproico (Depakote) não é recomendado. Isso porque os dois são metabolizados no fígado e, juntos, aumentam o risco de sobrecarga e danos ao fígado, podendo até causar problemas graves, como insuficiência hepática em casos extremos.
Além disso, tanto o álcool quanto o ácido valproico agem no sistema nervoso central, e seu uso conjunto pode potencializar efeitos como sonolência excessiva, confusão mental, tontura, dificuldade de concentração e perda de coordenação motora — o que aumenta o risco de acidentes e prejuízo no dia a dia.
Mesmo que existam estudos com ácido valproico em pessoas com dependência de álcool, esses estudos são feitos em ambientes médicos controlados, e o objetivo geralmente é ajudar na redução ou na interrupção do consumo de álcool — não o uso simultâneo com segurança.
Por isso, o mais seguro é evitar qualquer bebida alcoólica durante o tratamento com ácido valproico, a fim de proteger o fígado e evitar efeitos colaterais perigosos.
Sempre converse com seu médico antes de tomar qualquer decisão sobre o uso de álcool ou mudança no tratamento. Estou à disposição para tirar dúvidas e oferecer uma avaliação individualizada.
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Preciso saber se Depakote 250 é indicado para tratar picos de ansiedade alta?pq estou com crises de
Preciso saber se Depakote 250 é indicado para tratar picos de ansiedade alta?pq estou com crises de ansiedade quando fico preocupado ou nervoso demais meu corpo treme fico sem voz, com movimentos involuntários e musculos rigidos também...... Comecei a tomar esse medicamento e estou com dúvidas pq a bula diz q é p convulsão....
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito importante, e fico feliz que você esteja buscando entender melhor o tratamento.
O Depakote (ácido valproico) é um medicamento usado principalmente para tratar epilepsia, transtorno bipolar e, em alguns casos, enxaqueca. Ele não é indicado como tratamento principal para ansiedade, e não costuma ser a primeira escolha quando o problema são crises de ansiedade intensas, como as que você descreveu.
Embora existam estudos pequenos que sugerem que o Depakote pode ter algum efeito calmante em situações específicas — especialmente quando a ansiedade está associada a outros quadros, como transtorno bipolar — a ciência ainda não comprova que ele seja eficaz para tratar ansiedade isolada. Por isso, ele só deve ser usado nesses casos quando outras opções mais apropriadas não funcionaram ou quando existe uma indicação muito clara e individualizada.
Os sintomas que você mencionou — tremores, rigidez, perda de voz — são sinais de que sua ansiedade está se manifestando de forma intensa e merece uma avaliação cuidadosa. Felizmente, existem tratamentos mais indicados, eficazes e seguros para esse tipo de quadro, que podem ser ajustados conforme o seu perfil e necessidades.
Fico à disposição!
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tenho miastenia. tomo 2 comprimidos e meio de miastenon e me foi receitado também cortisona. eu não
tenho miastenia. tomo 2 comprimidos e meio de miastenon e me foi receitado também cortisona. eu não me adapto a cortisona Se eu tomar somente o miastenon já estou fazendo o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Mestinon (piridostigmina) é um remédio muito importante no tratamento da miastenia gravis, pois ajuda a melhorar a comunicação entre os nervos e os músculos, aliviando sintomas como fraqueza e fadiga muscular. No entanto, ele não age na causa da doença, que é o ataque do próprio sistema imunológico às conexões nervosas.
Por isso, em grande parte dos casos, o uso do Mestinon sozinho não é suficiente. A maioria dos pacientes com miastenia gravis, especialmente quando a doença afeta mais do que apenas os olhos (casos chamados de generalizados), precisa também de medicamentos que controlam o sistema imunológico, como corticóides (por exemplo, prednisona) ou outros imunossupressores (como azatioprina ou micofenolato).
Apenas em casos muito leves, sem progressão ou quando a miastenia afeta só os olhos (forma ocular), o uso isolado de Mestinon pode ser suficiente. Ainda assim, alguns especialistas recomendam começar o tratamento imunológico mais cedo para evitar que a doença avance.
Em resumo, o Mestinon ajuda a controlar os sintomas, mas na maioria dos casos precisa ser combinado com outros remédios que atuam diretamente na causa da miastenia para garantir um tratamento eficaz e duradouro.
Se você tem miastenia gravis ou está em tratamento, não faça mudanças por conta própria. Procure um neurologista com experiência no tema para avaliar a melhor conduta para o seu caso. Estou à disposição para uma avaliação completa e individualizada.
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Tenho inchaço na barriga quando me alimento, pode ser do Depakene? Tomo um por dia de 250 MG
Tenho inchaço na barriga quando me alimento, pode ser do Depakene? Tomo um por dia de 250 MG
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O Depakene (ácido valproico) pode causar alguns efeitos no sistema digestivo, como enjoo, dor de barriga, náuseas ou até prisão de ventre, especialmente quando se começa a usar o medicamento. No entanto, o inchaço na barriga após as refeições — chamado de distensão abdominal — não é um efeito colateral típico desse remédio, segundo os estudos e as informações oficiais do fabricante.
Apesar disso, cada pessoa pode reagir de forma diferente. Em alguns casos mais raros, o ácido valproico pode causar inflamações no pâncreas (pancreatite), o que também pode gerar dor abdominal e outros sintomas digestivos, mas isso normalmente vem acompanhado de outros sinais, como náusea intensa ou vômitos.
Por isso, é muito importante investigar outras possíveis causas para esse inchaço, como intolerâncias alimentares, problemas no estômago ou no intestino, ou até alguma sensibilidade ao próprio medicamento.
Fico à disposição para te ajudar a entender melhor o que pode estar acontecendo. Se quiser, agende uma consulta — será um prazer cuidar da sua saúde com atenção e responsabilidade!
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Bom dia! O pai portador da doença pode passar para os filhos Miastenia Gravis? Ou isso só acontece s
Bom dia! O pai portador da doença pode passar para os filhos Miastenia Gravis? Ou isso só acontece se a mãe for a portadora.
Desde já agradeço.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A miastenia gravis (MG) mais comum é uma doença autoimune adquirida, ou seja, não é hereditária na maioria dos casos. No entanto, existe sim uma predisposição genética: familiares de primeiro grau (como pais, filhos e irmãos) têm um risco um pouco maior de desenvolver a doença em comparação com a população geral. Isso vale tanto se o pai quanto se a mãe for o portador da MG. Ainda assim, a transmissão direta da doença do pai ou da mãe para os filhos é rara e não segue um padrão genético fixo, como vemos em doenças hereditárias clássicas.
Agora, existe também um outro tipo de miastenia, chamada síndrome miastênica congênita (CMS), que é hereditária e pode ser passada de pai ou mãe para o filho dependendo do tipo de mutação genética. Nesse caso, o padrão de herança pode ser recessivo (quando ambos os pais são portadores) ou, mais raramente, dominante (quando um dos pais já tem a mutação e manifesta a doença).
Portanto:
Na MG autoimune (mais comum): pode haver risco aumentado em filhos, independente de ser o pai ou a mãe o portador, mas a transmissão direta é rara.
Na miastenia congênita (rara): pode ser herdada do pai ou da mãe, dependendo do gene e do padrão de herança.
Se houver histórico familiar de miastenia ou sintomas sugestivos em outros membros da família, é sempre recomendável procurar um neurologista especializado, que poderá orientar sobre exames genéticos, riscos reais e necessidade de acompanhamento.
Fico à disposição para esclarecer mais dúvidas!
Perguntas frequentes
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Fiquei sem tomar noregyna por um mês posso voltar a toma eu tomo sempre no dia 30 do mês
Olá, como vai?! Pode voltar a tomar se a gestação estiver descartada... neste…