Perguntas do paciente (29)
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Gostaria saber depakene engorda?
Gostaria saber depakene engorda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse é um efeito colateral comum da medicação. Para melhor adaptação de seu tratamento, busque ajuda especializada. Não é recomendada a descontinuação da medicação sem orientação médica. Fico à disposição caso deseje uma avaliação individualizada!
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Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro
Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro de crises de enxaqueca
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O topiramato é um medicamento amplamente utilizado no tratamento preventivo da enxaqueca, porém está associado a efeitos colaterais cognitivos que são bem documentados e podem ser clinicamente relevantes. Entre os sintomas mais comuns estão a lentificação psicomotora, dificuldade de concentração, redução da fluência verbal, problemas de memória e dificuldades de linguagem, especialmente para encontrar palavras. Esses efeitos tendem a ser mais frequentes durante a fase inicial de ajuste da dose (titulação) e são dose-dependentes, podendo persistir em alguns pacientes durante o uso continuado, embora geralmente sejam leves a moderados e reversíveis após a suspensão do medicamento.
Estudos mostram que a incidência desses efeitos varia conforme a dose e a velocidade com que o medicamento é introduzido, sendo menor em regimes de titulação lenta e doses menores, como na prevenção da enxaqueca, mas ainda assim significativa. Crianças mais jovens parecem estar mais suscetíveis a esses efeitos cognitivos.
Caso você esteja apresentando esses efeitos adversos com o topiramato, há diversas alternativas terapêuticas eficazes e com menor risco de comprometimento cognitivo. Os betabloqueadores, como propranolol, metoprolol, timolol, atenolol e nadolol, são opções de primeira linha, especialmente para quem não possui contraindicações cardiovasculares, apresentando eficácia semelhante ao topiramato e melhor tolerabilidade cognitiva. Outra alternativa importante são os anticorpos monoclonais anti-CGRP, que reduzem a frequência das crises de enxaqueca e possuem um perfil de segurança favorável, com ausência de efeitos cognitivos relevantes, sendo indicados especialmente após falha ou intolerância a outros tratamentos preventivos.
Além disso, antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina e a nortriptilina, e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (SNRIs), como venlafaxina e duloxetina, também são eficazes, embora o perfil de efeitos adversos de cada um deva ser considerado individualmente. O ácido valproico é outra opção, porém seu uso pode ser limitado por efeitos metabólicos, sedação e risco teratogênico, especialmente em mulheres em idade fértil. Para casos mais resistentes ou que não toleram múltiplas opções, a toxina botulínica tipo A pode ser considerada, conforme critérios específicos para enxaqueca crônica.
Por fim, é importante destacar que estratégias não farmacológicas e intervenções comportamentais devem fazer parte do manejo multidisciplinar da enxaqueca, complementando o tratamento medicamentoso.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e para ajudar na escolha do tratamento mais adequado para o seu caso.
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Todos os portadores de esclerose múltipla apresentam bandas oligoclonais presentes? Estou em dúvida
Todos os portadores de esclerose múltipla apresentam bandas oligoclonais presentes? Estou em dúvida do diagnóstico, pois no meu exame de liquor só deu alterado o índice IgG. Também tenho múltiplas lesões na substância branca em ambos hemisférios cerebrais. Tenho dormência e fraqueza no lado esquerdo, rosto, braço e perna. Está certo o diagnóstico de Esclerose Múltipla? Faço tratamento com Copaxone.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A presença de bandas oligoclonais (BOC) no líquor é um dos exames auxiliares importantes no diagnóstico de esclerose múltipla (EM), mas nem todos os pacientes com EM apresentam esse achado. Embora a maioria dos pacientes tenha BOC positivas (em torno de 85% a 95%, dependendo da população e da técnica usada), há uma pequena parcela que pode ter EM mesmo sem esse marcador no líquor — especialmente em populações latino-americanas, onde a positividade pode ser um pouco menor.
O seu exame mostrou índice de IgG alterado, o que já indica uma produção aumentada de imunoglobulinas no sistema nervoso central, e isso também pode ser um achado compatível com EM, mesmo que as bandas oligoclonais não tenham sido detectadas.
Quanto à ressonância magnética, o achado de múltiplas lesões na substância branca levanta a suspeita de EM, mas é preciso avaliar com muito cuidado a localização, forma e características dessas lesões. Nem toda lesão na substância branca significa EM: problemas como doença de pequenos vasos, enxaqueca, hipertensão, diabetes, vasculites ou outras doenças autoimunes também podem causar lesões semelhantes. Por isso, o diagnóstico correto depende da análise conjunta da imagem, do exame clínico e do líquor, além de excluir outras causas.
Você descreveu sintomas de dormência e fraqueza do lado esquerdo do corpo, incluindo rosto, braço e perna. Esses são sintomas compatíveis com surtos neurológicos, como os que ocorrem na EM, especialmente se surgiram de forma súbita e duraram dias ou semanas. Esses sintomas fortalecem a hipótese diagnóstica — principalmente se se repetiram ou evoluíram com o tempo.
O fato de você estar em uso de Copaxone (acetato de glatirâmer) sugere que algum médico já considerou o diagnóstico de EM e iniciou uma terapia modificadora da doença (DMT). Esse medicamento é considerado de baixa eficácia e tem perfil seguro, mas atualmente sabemos que iniciar terapias de maior eficácia o quanto antes pode reduzir o risco de progressão e acúmulo de incapacidade. Em alguns casos, a mudança para um tratamento mais potente pode ser indicada.
Em resumo:
Não é obrigatório ter bandas oligoclonais positivas para confirmar EM, embora sua presença fortaleça o diagnóstico. Um índice de IgG alterado no líquor já é um sinal de inflamação no sistema nervoso central. Os seus sintomas clínicos e achados de imagem podem sim ser compatíveis com EM, mas é essencial confirmar se o diagnóstico foi bem estabelecido, com base nos critérios diagnósticos atuais (McDonald 2017). Pode valer a pena reavaliar o seu caso com um neurologista especializado, principalmente para revisar o diagnóstico, os exames de imagem e discutir se o tratamento atual é o mais adequado.
Estou à disposição para uma avaliação detalhada e, se necessário, para discutir outras opções terapêuticas que ofereçam maior proteção a longo prazo.
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Estou fazendo uso de topiramato minha urina está mais escura e com cheiro bem forte é normal isso ac
Estou fazendo uso de topiramato minha urina está mais escura e com cheiro bem forte é normal isso acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O topiramato é um medicamento que pode, sim, afetar o sistema urinário, principalmente porque ele altera o equilíbrio de algumas substâncias nos rins. Isso pode aumentar o risco de formação de pedras nos rins (cálculos renais), o que, por sua vez, pode levar a pequenas mudanças na aparência da urina — como turvação ou até a presença de cristais.
Por outro lado, urina mais escura ou com cheiro forte não são efeitos colaterais comuns ou típicos do topiramato. Esses sintomas podem estar relacionados a outros fatores, como desidratação, alimentação, uso de outros medicamentos ou até infecções urinárias.
Se essas mudanças na urina estão persistindo ou vieram acompanhadas de dor, ardência ou outros sintomas, é muito importante investigar com cuidado. Pode ser algo simples, mas também pode ser um sinal de que os rins precisam de atenção.
Caso queira, fico à disposição para te avaliar com calma e garantir que tudo esteja correndo bem com o tratamento. Será um prazer cuidar da sua saúde!
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Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar. Já fiz vários trat
Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar.
Já fiz vários tratamentos.
Agora estou tomando 75mg de nortripitilina e vou começar também a tomar lamotrigina.
Este medicamento é para quem sofre de convulsão que não é meu caso. Posso tomar lamotrigina assim mesmo? Ele ajuda no controle da enxaqueca??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A lamotrigina é um medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento de epilepsia (convulsões), mas algumas vezes é usada em outras condições neurológicas.
No entanto, estudos científicos mostram que a lamotrigina não é eficaz para prevenir enxaqueca sem aura — o tipo mais comum de enxaqueca que não apresenta aqueles sinais visuais ou sensoriais antes da dor. Ou seja, para quem tem enxaqueca diária sem aura, a lamotrigina geralmente não ajuda a reduzir a frequência ou a intensidade das crises.
Para a enxaqueca com aura (quando aparecem sintomas visuais ou sensoriais antes da dor), alguns relatos sugerem que a lamotrigina pode ajudar a diminuir a duração e a frequência da aura, e talvez até das crises de dor, mas essa evidência ainda é limitada e não conclusiva.
Por isso, o uso da lamotrigina para enxaqueca, especialmente sem aura, não é uma recomendação de primeira linha e costuma ser reservado para casos em que outros tratamentos já foram tentados sem sucesso.
Se o seu neurologista indicou lamotrigina, provavelmente considerou seu caso específico e avaliou que pode haver algum benefício. Porém, é importante conversar com ele sobre os objetivos do tratamento e esclarecer todas as suas dúvidas.
Estou à disposição para ajudar a orientar seu tratamento, discutir as opções mais adequadas para o seu tipo de enxaqueca e buscar o melhor controle para suas crises.
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Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me a
Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As dores agudas e breves, descritas como "pontadas" ou "facadas" na região frontal da cabeça, com duração média de cerca de 3 segundos, são, na maioria das vezes, atribuídas à cefaleia em pontadas primária, também conhecida como "ice pick headache" ou cefaleia em facada. Essa condição caracteriza-se por episódios abruptos, ultracurtos — geralmente com menos de 3 segundos — e localizados de forma focal ou multifocal, sem presença de sintomas autonômicos ou alterações neurológicas entre as crises. A localização frontal é comum, e a ausência de sintomas acompanhantes torna o diagnóstico clínico, feito pela exclusão de sinais de alarme ou sintomas neurológicos focais, essencial para o reconhecimento desta cefaleia.
Entretanto, é fundamental considerar causas secundárias em casos atípicos ou com sinais de alerta. Lesões intracranianas, como tumores, aneurismas e malformações arteriovenosas, podem manifestar-se com dores similares, especialmente se apresentarem piora progressiva, lateralização fixa, início recente, ou se forem desencadeadas por movimentos da cabeça ou manobras como a de Valsalva. Nesses cenários, a realização de exames de neuroimagem torna-se imprescindível. Outras síndromes de dor cefálica breve, como as cefaleias trigemino-autonômicas do tipo SUNCT (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with Conjunctival injection and Tearing) e SUNA (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with cranial Autonomic symptoms), caracterizam-se por crises muito breves — de 1 a 600 segundos — tipicamente unilaterais e acompanhadas de sintomas autonômicos, como lacrimejamento, congestão nasal e ptose, o que as diferencia da cefaleia em pontadas primária, na qual esses sintomas não estão presentes.
Adicionalmente, causas secundárias infecciosas, inflamatórias ou desmielinizantes, como herpes zoster ou esclerose múltipla, embora raras, devem ser consideradas quando há sintomas ou sinais neurológicos atípicos associados.
Em suma, dores breves e em pontada na região frontal, sem sintomas acompanhantes, são mais frequentemente atribuídas à cefaleia em pontadas primária. Contudo, uma avaliação clínica detalhada é imprescindível para excluir causas secundárias, especialmente diante da presença de sinais de alarme ou padrões clínicos incomuns.
Fico à disposição para uma avaliação individualizada e orientações específicas para o seu caso.
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Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e
Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e minha sogra com Amtriptilina. Gostaria de saber se o Amtriptilina e indicado para pacientes com alta Alzheimer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A amitriptilina é um remédio antidepressivo que, embora útil para algumas condições, não é indicada para idosos com doença de Alzheimer. Isso porque ela pode causar vários efeitos colaterais que pioram a situação dessas pessoas, como confusão mental, sonolência, dificuldade para urinar, prisão de ventre, boca seca, visão embaçada e maior risco de quedas.
Esses efeitos são especialmente perigosos para quem já tem demência — como no Alzheimer — porque podem aumentar a confusão, o risco de acidentes e complicações médicas.
Por isso, especialistas e diretrizes internacionais recomendam evitar o uso da amitriptilina em idosos, principalmente naqueles com comprometimento cognitivo, pois existem outras opções de tratamento mais seguras e eficazes.
Embora alguns estudos em animais tenham sugerido que a amitriptilina poderia ajudar em aspectos do Alzheimer, não há evidências clínicas confiáveis para recomendar seu uso em pacientes humanos com essa doença.
O tratamento da doença de Alzheimer (DA) envolve uma combinação de abordagens farmacológicas e não farmacológicas, com o objetivo de aliviar sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
As opções medicamentosas tradicionais incluem os inibidores da colinesterase — como donepezila, rivastigmina e galantamina — indicados para fases leves a moderadas da doença, e o memantina, que atua nos estágios moderados a graves. Esses medicamentos ajudam a melhorar um pouco a memória e as atividades diárias, mas não curam a doença nem impedem sua progressão. A escolha do remédio é personalizada, levando em conta a tolerância e possíveis efeitos colaterais, e pode ser ajustada se necessário.
Nos últimos anos, surgiram os chamados tratamentos modificadores da doença (DMTs), que buscam agir diretamente nos processos que causam o Alzheimer. Nos Estados Unidos, a FDA aprovou anticorpos monoclonais contra a proteína beta-amiloide, como o lecanemabe e o donanemabe — este último aprovado no Brasil em 2025 — para pacientes com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer leve, desde que confirmado o depósito da proteína amiloide no cérebro. Esses tratamentos exigem avaliações detalhadas e acompanhamento rigoroso, devido ao risco de efeitos colaterais como edema cerebral. O benefício clínico e o custo desses medicamentos ainda são temas de discussão entre especialistas.
Além dos medicamentos, intervenções não farmacológicas são fundamentais, incluindo exercícios para o cérebro, terapia ocupacional, apoio psicossocial, atividade física regular e estratégias para lidar com sintomas comportamentais. Terapias como musicoterapia e estimulação sensorial também ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Pesquisas continuam buscando novas opções, como imunoterapias contra outra proteína chamada tau, agentes neuroprotetores, terapias genéticas e vacinas, mas essas ainda estão em fase experimental.
Vale destacar que substâncias como vitamina E, ginkgo biloba, anti-inflamatórios e ômega-3 não mostraram benefícios comprovados para o Alzheimer e, por isso, não são recomendadas.
Por isso, o tratamento do Alzheimer deve ser personalizado, combinando medicações, terapias que atuam na doença e suporte multidisciplinar, sempre considerando o estágio da doença, as condições de saúde do paciente e a opinião da família.
Se você ou um familiar tem Alzheimer, é muito importante que o acompanhamento seja feito por um neurologista ou geriatra experiente, que pode indicar as melhores opções para cada caso.
Se precisar, estou à disposição para ajudar no acompanhamento e orientar sobre as melhores opções para o cuidado de pacientes com Alzheimer.
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O Depakote engorda ou emagrece? Me foi receitado para tratamento preventivo de enxaqueca a dose de 5
O Depakote engorda ou emagrece?
Me foi receitado para tratamento preventivo de enxaqueca a dose de 500mg/ diaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ácido valproico, um medicamento usado para tratar epilepsia e outras condições neurológicas, está ligado ao ganho de peso em muitas pessoas, tanto crianças quanto adultos. Esse aumento de peso pode acontecer logo nos primeiros meses de tratamento e tende a ser maior em mulheres e quando as doses são mais altas.
Em geral, cerca de um quarto das pessoas ganham entre 5% e 10% do peso que tinham antes de começar o remédio, mas quase metade pode ganhar mais de 10% do peso inicial.
Isso acontece porque o ácido valproico pode afetar o corpo de várias formas, como causando resistência à insulina (que é um hormônio importante para controlar o açúcar no sangue), alterando hormônios que regulam o apetite e o metabolismo da gordura, e influenciando o funcionamento do fígado.
Além do ganho de peso, esse medicamento pode aumentar o risco de problemas metabólicos, como colesterol alto, diabetes e acúmulo de gordura no fígado.
Por isso, é muito importante acompanhar o peso e fazer exames periódicos durante o tratamento, para garantir que tudo esteja sob controle. Caso o ganho de peso seja muito significativo ou existam riscos maiores, o médico pode avaliar outras opções de tratamento.
Se estiver usando ácido valproico, converse sempre com seu neurologista para acompanhar esses efeitos e receber orientações personalizadas.
Fico à disposição para ajudar com qualquer dúvida ou para acompanhar seu tratamento!
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Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?
Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dor de cabeça durante a atividade sexual pode ter causas benignas ou mais sérias, e por isso sempre merece atenção médica.
Em muitos casos, essa dor de cabeça é chamada de cefaleia primária associada à atividade sexual. Ela pode aparecer de forma progressiva, à medida que aumenta a excitação, ou de maneira súbita e intensa no momento do orgasmo — um tipo conhecido como "cefaleia thunderclap" (em inglês, “estrondo de trovão”). A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas parece estar relacionada a alterações rápidas na pressão arterial e na circulação do cérebro durante o ato sexual.
No entanto, é essencial descartar causas mais graves, como:
Ruptura de aneurisma cerebral
Hemorragia dentro do cérebro
Dissecção de artéria (quando uma artéria do pescoço ou do cérebro se rompe por dentro)
Malformações vasculares
Tumores cerebrais com sangramento
Síndrome da vasoconstrição cerebral reversível (RCVS), que é uma contração anormal e temporária dos vasos do cérebro.
Em estudos com muitos pacientes, a maior parte dos casos de dor de cabeça durante o sexo foi causada por essas condições graves, especialmente a RCVS. Por isso, não se deve assumir que a dor é “normal” ou “benigna” sem uma avaliação médica cuidadosa.
Pessoas com histórico de enxaqueca ou pressão alta também podem ter mais chance de apresentar esse tipo de dor de cabeça.
Se a dor de cabeça surgir de forma muito intensa, súbita, ou acompanhada de outros sintomas neurológicos, como perda de visão, fraqueza ou confusão, é fundamental procurar atendimento imediatamente. Nesses casos, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética com angiotomografia são recomendados para verificar se há alguma causa grave.
Após a investigação e se nenhuma causa secundária for encontrada, o diagnóstico de cefaleia primária sexual é feito — e, felizmente, ela costuma ter um bom prognóstico, podendo desaparecer com o tempo ou ser controlada com orientação médica.
Se você teve esse tipo de dor de cabeça, não ignore: procure um neurologista. Estou à disposição para investigar corretamente, orientar sobre os exames necessários e, se for o caso, iniciar o tratamento mais adequado para seu caso.
Perguntas frequentes
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Fiquei sem tomar noregyna por um mês posso voltar a toma eu tomo sempre no dia 30 do mês
Olá, como vai?! Pode voltar a tomar se a gestação estiver descartada... neste…