Perguntas do paciente (47)

  • Minha filha tem 4 anos e faz 6 dias que fez a cirurgia de amígdalas e adenoide ela não teve febre no

    Minha filha tem 4 anos e faz 6 dias que fez a cirurgia de amígdalas e adenoide ela não teve febre nos primeiros dias ,agora ela começou com febre não muito alta o máximo foi 38.5 ela tbm começou com tosse com catarro e coriza gostaria de saber se é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    Após a cirurgia de amígdalas e adenoide, é comum a criança apresentar dor, redução da alimentação e até febre baixa nos primeiros dias. Porém, quando a febre surge após alguns dias de evolução, especialmente associada a tosse com catarro e coriza, nem sempre ela está relacionada diretamente à cirurgia.
    Pelos sintomas que você descreve, uma possibilidade é que sua filha tenha adquirido uma infecção respiratória viral (resfriado), algo relativamente comum em crianças.
    É importante observar:se a febre responde aos antitérmicos e permanece abaixo de 39°C, se ela está conseguindo beber líquidos adequadamente, se está urinando normalmente, se a respiração está confortável, sem esforço ou chiado, se não há sangramento pela boca ou nariz.
    Recomendo entrar em contato com o cirurgião ou com o pediatra para informar o quadro e receber orientação específica, principalmente porque ela está no pós-operatório recente.
    A presença de tosse com catarro e coriza faz pensar mais em um quadro respiratório associado do que em uma complicação cirúrgica isoladamente, mas uma avaliação médica é importante para confirmar


  • Começou um quadro do que eu acho que era sinusite em uma sexta-feira, durante a noite peguei friagem

    Começou um quadro do que eu acho que era sinusite em uma sexta-feira, durante a noite peguei friagem e fiquei perto de sons altos durante uma festa. No dia seguinte, acordei congestionado e com os ouvidos entupidos, como sempre aconteceu comigo em sinusite/gripe. Durante os próximos dias vez ou outra conseguia destravar o ouvido (fico abrindo e fechando a boca com frequência), mas sem grandes melhoras. Na quinta-feira seguinte (ou seja já quase uma semana do início), passei em um médico que não verificou meus ouvidos mas me orientou a tomar dipirona para dor e diclofenaco. Na noite do mesmo dia senti piora na audição e nenhum remédio parecia funcionar. Resolvi então sair de onde estava (São Paulo) e voltar à Baixada Santista, visto que meu plano só funciona na região (ou seja, eu tive que descer a serra). Resolvi ir na sexta pela manhã, então dormi de quinta para sexta e, durante esse período, meus ouvidos abriram por completo do nada de madrugada, durante uma ida ao banheiro. Ao acordar na sexta, não consegui abri-los novamente e notei uma piora no entupimento. Ao descer a serra, tive graves problemas com a pressão que gerou muita dor nos ouvidos. Ao chegar no hospital na sexta-feira de manhã, já em Santos, era praticamente impossível ouvir do ouvido direito. Durante o atendimento médico, fui informado que havia catarro no tímpano do ouvido direito e fui orientado a tomar amoxicilina+clavulanato, acetilcisteína e prednisolona. Hoje, três dias depois, noto pouca melhora e sinto que a audição de ambos os ouvidos não está tão boa.
    Quanto tempo pode demorar para o catarro sair dos ouvidos e eu voltar a ouvir? Estou preocupado com poder ter algum tipo de perda auditiva.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    Pela sua descrição, existem alguns elementos que sugerem que a redução auditiva possa estar relacionada a uma disfunção da tuba auditiva e/ou presença de secreção no ouvido médio após um quadro infeccioso de vias aéreas superiores. O fato de os sintomas terem começado juntamente com congestão nasal, de você ter apresentado períodos em que os ouvidos "desentupiam" temporariamente e de ter sido identificado catarro atrás do tímpano durante o atendimento médico são achados que apontam nessa direção.
    Além disso, a piora importante durante a descida da serra pode ser compatível com dificuldade de equalização da pressão no ouvido médio, situação que costuma ocorrer quando a tuba auditiva está funcionando inadequadamente devido ao processo inflamatório.
    Dito isso, sem exame físico e sem uma audiometria, não é possível afirmar com segurança que toda a redução auditiva seja explicada apenas pela presença de secreção. Existem outras causas de perda auditiva que podem ocorrer após infecções respiratórias e que também precisam ser consideradas quando a queixa é significativa.
    O fato de você já perceber episódios em que os ouvidos chegaram a abrir completamente e de não relatar sintomas como vertigem intensa é um dado relativamente tranquilizador, mas não substitui uma avaliação otorrinolaringológica.
    Com apenas três dias de antibiótico e corticoide, ainda pode ser cedo para esperar uma recuperação completa da audição. Em muitos pacientes, a melhora da audição ocorre de forma mais lenta do que a melhora da infecção propriamente dita.
    Minha recomendação é manter o tratamento conforme orientado e realizar uma avaliação otorrinolaringológica com audiometria caso a sensação de ouvido tampado ou a redução auditiva persistam. Esse exame permitirá identificar se existe apenas uma alteração de condução causada pela secreção ou se há algum outro componente envolvido.


  • Meu esposo está com otite e está fazendo o medicamento do otociriax desde sexta feira, porém começou

    Meu esposo está com otite e está fazendo o medicamento do otociriax desde sexta feira, porém começou a sair um líquido do ouvido toda vez faz um barulho e sai uma aguinha sem cheiro e cor é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    A saída de líquido pelo ouvido durante o tratamento pode acontecer em algumas situações e nem sempre significa piora do quadro. Quando o paciente apresenta uma otite, pode ocorrer drenagem de secreção do ouvido médio, especialmente se houver uma pequena perfuração da membrana timpânica ou se a pressão da infecção estiver diminuindo.
    No entanto, sem examinar o ouvido, não é possível dizer com segurança se essa secreção faz parte da evolução esperada ou se indica necessidade de reavaliação. O fato de o líquido ser claro, sem cheiro forte e sem coloração evidente é um dado relativamente tranquilizador.
    Caso a drenagem persista por mais de alguns dias, aumente de quantidade ou venha acompanhada de piora dos sintomas, recomendo uma reavaliação presencial para exame do ouvido.
    Enquanto isso, mantenha o tratamento conforme prescrito e evite entrada de água no ouvido.


  • Oii , queria saber por que eu sinto vontade de espirrar e não consigo o espirro volta me dando muita

    Oii , queria saber por que eu sinto vontade de espirrar e não consigo o espirro volta me dando muita agonia até falta de ar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    Essa sensação de "espirro preso" é relativamente comum. O espirro acontece quando terminações nervosas do nariz são estimuladas e o cérebro coordena uma sequência de movimentos para expulsar o ar. Às vezes o reflexo é iniciado, mas não se completa, gerando a sensação de vontade de espirrar que não passa.
    A sensação de falta de ar possivelmente ocorre porque a pessoa fica tentando provocar o espirro repetidamente, fica ansiosa ou faz inspirações profundas sucessivas, gerando desconforto respiratório transitório.


  • Bulbo jugular alto,quero saber o que é, se tem tratamento.

    Bulbo jugular alto,quero saber o que é, se tem tratamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    O bulbo jugular alto é apenas uma variação da anatomia normal do ouvido. Isso significa que uma veia que passa próxima ao ouvido está posicionada um pouco mais alta do que o habitual.
    Na maioria das pessoas, isso não causa nenhum problema e costuma ser apenas um achado em exames, sem necessidade de tratamento, como descrito nos principais tratados de otorrinolaringologia.
    Em alguns casos, pode estar relacionado a sintomas como um zumbido que pulsa junto com o coração ou sensação de ouvido tampado, mas isso não acontece com todo mundo.
    Sobre o tratamento: se você não tem sintomas, não precisa fazer nada.
    Se tiver algum incômodo, normalmente o acompanhamento já é suficiente. Cirurgia é rara e só indicada em situações bem específicas.
    Resumindo, é uma alteração benigna e comum, que na grande maioria das vezes não traz risco nem precisa de tratamento. Se houver sintomas, vale avaliação com otorrino para correlacionar com o exame.


  • Fiz uma lari e deu laringite posterior por refluxo faringo laringeo o resto da garganta deu tudo nor

    Fiz uma lari e deu laringite posterior por refluxo faringo laringeo o resto da garganta deu tudo normal estou tomando do pantoprazol magnésio a um mês mas estou sentindo dor na garganta. Devo retoanr ao médico? Quais exames fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    Sim, é importante retornar ao médico. A laringite por refluxo costuma melhorar com o tratamento, mas essa melhora nem sempre é rápida, e alguns pacientes continuam com sintomas mesmo após algumas semanas de uso do pantoprazol. Isso não significa necessariamente que o tratamento está errado, mas pode indicar que ele precisa ser ajustado.

    A dor na garganta pode persistir porque o refluxo ainda está causando irritação, ou até por outros fatores associados, como uso excessivo da voz, alimentação inadequada ou hábitos que favorecem o refluxo. Por isso, a reavaliação é importante para confirmar se o diagnóstico está correto e se a medicação está sendo usada da melhor forma.

    Em relação a exames, nem sempre é necessário fazer novos testes logo de início. Na maioria das vezes, o médico primeiro ajusta o tratamento e reforça as orientações. Exames como pHmetria ou impedanciopHmetria costumam ser reservados para casos em que não há melhora mesmo após um tratamento bem conduzido.

    Algumas medidas do dia a dia ajudam bastante no controle dos sintomas, como evitar deitar logo após comer, reduzir alimentos gordurosos, ácidos, café e álcool, além de evitar esforço vocal e manter boa hidratação.

    Resumindo, a persistência da dor após um mês pode acontecer, mas já é um bom momento para retornar ao médico e reavaliar a condução do tratamento.


  • Estou com o meu ouvido infeccionado e estou tomando amoxicilina+clavulanato de potássio já tem 5 dia

    Estou com o meu ouvido infeccionado e estou tomando amoxicilina+clavulanato de potássio já tem 5 dias e ainda continua doendo é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Iara Camargo Mansur

    Em muitos casos, já esperamos alguma melhora da dor após 48 a 72 horas de antibiótico. Então, após 5 dias ainda com dor, isso não é o mais esperado e merece reavaliação.
    Algumas possibilidades para isso acontecer incluem: o tipo de infecção não ser sensível a esse antibiótico, a dor não estar sendo causada exatamente por uma infecção bacteriana (por exemplo, pode ser inflamação do ouvido externo, disfunção da tuba auditiva ou até dor referida), ou ainda complicações como acúmulo de secreção atrás do tímpano.
    Outro ponto importante é que “dor de ouvido” nem sempre significa a mesma doença, e o tratamento muda bastante dependendo da causa. Por isso, quando não há melhora com o antibiótico, o ideal não é insistir por conta própria ou trocar medicação sem avaliação.

    O mais adequado agora é retornar ao médico para reexaminar o ouvido. Pode ser necessário ajustar o tratamento, trocar a medicação ou até usar medicações locais, dependendo do diagnóstico.

    Se estiver com piora da dor, febre, saída de secreção pelo ouvido ou redução da audição, a reavaliação deve ser mais rápida.


Perguntas frequentes

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