Perguntas do paciente (637)

  • Faço tratamento para depressão há 6 meses. Tomo citalopram e percebi melhoras, mas a médica me falou

    Faço tratamento para depressão há 6 meses. Tomo citalopram e percebi melhoras, mas a médica me falou que o meu caso se trata de uma depressão leve crônica. Tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Quadros de depressão leve crônica, como a distimia, costumam ter um curso mais prolongado, com sintomas persistentes ao longo do tempo, mas isso não significa que não haja melhora.
    Com tratamento adequado, muitas pessoas conseguem redução importante dos sintomas e períodos longos de estabilidade e bem-estar.
    Na prática, o objetivo é controle e qualidade de vida, podendo inclusive haver fases em que a pessoa se sente bem e funcional.
    Se houver resposta parcial ou dúvidas sobre evolução, dá para ajustar a condução para alcançar um resultado mais consistente.


  • Estou tomando sertralina de 75 mg já tem 35 dias, mais ainda sinto falta de ar e uma pequena ansieda

    Estou tomando sertralina de 75 mg já tem 35 dias, mais ainda sinto falta de ar e uma pequena ansiedade juntos. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Essa sensação pode acontecer nessa fase do tratamento.
    Com cerca de 5 semanas de uso, a sertralina já pode ter iniciado efeito, mas ainda é comum existir ansiedade residual, como falta de ar leve e desconforto em alguns momentos.
    Alguns sintomas melhoram antes, enquanto outros, como a ansiedade física, podem levar um pouco mais de tempo para estabilizar completamente.
    Na prática, a evolução costuma continuar ao longo das próximas semanas.
    Se esses sintomas persistirem ou estiverem incomodando, dá para ajustar a condução para alcançar um controle mais completo.


  • Faço tratamento para TDAH há aproximadamente 1 ano. Anteriormente utilizava 30 mg de Venvanse, poré

    Faço tratamento para TDAH há aproximadamente 1 ano.
    Anteriormente utilizava 30 mg de Venvanse, porém apresentava uma queda de efeito após algumas horas. Por isso, a dose foi ajustada para 50 mg há cerca de 2 meses. Nas primeiras duas semanas com a nova dose, tive uma piora importante e fiquei bastante disfuncional, mas depois houve melhora.
    Atualmente, percebo que o medicamento me ajuda no foco, porém também causa uma agitação física significativa (inquietação corporal). Além disso, após cerca de 5 a 6 horas da ingestão, sinto uma queda no rendimento, principalmente para tarefas que exigem esforço mental, como estudar, como se faltasse disposição cognitiva.
    Gostaria de saber:
    Esses efeitos são esperados?
    Pode haver relação com a dose atual?
    Existe alguma estratégia de ajuste (dose, horário, fracionamento ou tipo de medicação) que possa melhorar esse padrão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Boa tarde,
    Essa resposta pode acontecer com esse tipo de medicação.
    O Venvanse pode melhorar o foco, mas também causar inquietação física quando a dose está mais estimulante para o organismo, o que pode explicar essa agitação corporal.
    Além disso, a sensação de “queda” após algumas horas é relativamente comum e pode estar relacionada ao tempo de ação individual da medicação ou ao padrão de metabolização.
    Na prática, isso pode indicar necessidade de ajuste, seja de dose, horário, estratégia ao longo do dia ou até tipo de formulação, dependendo da resposta.
    Esses ajustes são frequentes no tratamento do TDAH até encontrar o melhor equilíbrio entre efeito e tolerabilidade.
    Se esse padrão estiver limitando seu rendimento ou conforto, dá para ajustar a condução para melhorar a estabilidade ao longo do dia.


  • Tomei clonazepan 0,5 por 1ano fiz o desmame há 2 meses o medico me passou sertralina 25mg por 1 mês

    Tomei clonazepan 0,5 por 1ano fiz o desmame há 2 meses o medico me passou sertralina 25mg por 1 mês e há 10 dias aumentou p 50mg. Não estou bem sinto mt pressão na cabeca tontura e formigamento no corpo principalmente nos pés e mt irritabilidade. Isto é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, isso pode acontecer.
    Após usar clonazepam por um tempo e fazer desmame, o sistema nervoso pode ficar mais sensível por alguns meses. Sintomas como pressão na cabeça, tontura, formigamento e irritabilidade são comuns nesse período.

    Além disso, o início e o aumento da Sertralina também podem causar esses efeitos nas primeiras semanas, especialmente ansiedade, sensação estranha no corpo e maior irritabilidade.
    Como você aumentou a dose há apenas 10 dias, ainda está dentro da fase de adaptação.
    A tendência é que esses sintomas reduzam com o tempo, mas o que chama atenção é a intensidade. Se estiver muito desconfortável ou piorando, faz sentido reavaliar a estratégia, como ajuste mais gradual.
    No geral, o que você descreve é compatível com adaptação do organismo, somando retirada do benzodiazepínico com início do antidepressivo.


  • Trato ansiedade e sindrome do pânico com sertralina 50mg x dia e pulsatilla nigricans 3x por semana,

    Trato ansiedade e sindrome do pânico com sertralina 50mg x dia e pulsatilla nigricans 3x por semana, tem algum conflito ou interação medicamentosa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Em geral, não há evidência de interação medicamentosa relevante entre a sertralina e a Pulsatilla nigricans.
    A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS, com ação bem estabelecida no tratamento da ansiedade e síndrome do pânico. Já a Pulsatilla nigricans é utilizada dentro da homeopatia e, nas diluições habituais, não apresenta efeito farmacológico direto mensurável no organismo, o que faz com que não haja interação química conhecida entre as duas.
    Do ponto de vista de segurança, essa combinação costuma ser considerada segura.
    O principal ponto de atenção não é exatamente interação, mas sim garantir que o tratamento principal, no seu caso a sertralina, esteja sendo acompanhado adequadamente e com boa resposta clnica.
    Se você perceber qualquer sintoma novo ou diferente após iniciar ou associar tratamentos, vale conversar com seu médico para avaliação individual.+


  • Lamotrigina e aripiprazol são eficazes para o tratamento do transtorno bipolar tipo 1 como um todo?

    Lamotrigina e aripiprazol são eficazes para o tratamento do transtorno bipolar tipo 1 como um todo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, podem ser eficazes, mas não “cobrem tudo” sozinhos.
    A Lamotrigina é mais eficaz na prevenção e tratamento da fase depressiva do transtorno bipolar e na manutenção. Ela não é boa para tratar mania aguda.
    O Aripiprazol é eficaz para mania aguda e também ajuda na manutenção, mas tem efeito mais limitado na depressão bipolar.
    Por isso, muitas vezes eles são usados em combinação, justamente para cobrir diferentes fases do transtorno bipolar tipo 1.
    Então, sim, são medicações úteis e frequentes nesse diagnóstico, mas o tratamento completo geralmente é ajustado de forma individual, podendo incluir outras estratégias dependendo da fase predominante.


  • Olá! Poderiam me tirar uma dúvida em relação à consulta com psiquiatra e à receita de medicações:

    Olá!

    Poderiam me tirar uma dúvida em relação à consulta com psiquiatra e à receita de medicações: a indicação de medicação já é feita logo na primeira consulta?

    *Tive recentemente uma consulta online com um psiquiatra e ele me receitou Oxalato de Escitalopram 10mg. Minha principal queixa, que me levou a consultá-lo, foi achar que a terapia não está funcionando em alguns quesitos, como: ansiedade, dificuldade em lidar com certos sentimentos (ou não suportá-los), e evitar sair de casa ou ir a lugares. Atualmente tenho 21 anos e completarei 3 anos de terapia este ano. A psiquiatra me recomendou aumentar as sessões.*

    Gostaria de algumas opiniões.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Olá! Sua dúvida é muito comum, e faz sentido questionar isso.

    Sim, a prescrição de medicação pode acontecer já na primeira consulta psiquiátrica, principalmente quando o profissional identifica sintomas que estão gerando sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento, como ansiedade intensa, evitação de situações ou dificuldade de regulação emocional. Isso não é, por si só, inadequado.

    No seu caso, pelo que você descreve (ansiedade, dificuldade em lidar com sentimentos e tendência a evitar sair de casa )existe indicação possível para uso de um antidepressivo que também atua nesses sintomas.

    Ao mesmo tempo, o fato de você já estar em terapia há alguns anos e ainda sentir pontos que não avançam também é algo importante. Às vezes, isso pode indicar necessidade de ajuste no processo terapêutico (como frequência, abordagem ou foco), como sua psicóloga sugeriu, e não necessariamente substituição por medicação ou pode ser que as duas coisas combinadas tragam um resultado melhor.
    Ou seja, não é uma escolha “ou terapia ou remédio”. Muitas vezes, o melhor resultado vem da associação dos dois, especialmente quando os sintomas começam a limitar mais a vida.
    Se você ficou insegura com a rapidez da prescrição, vale considerar alguns pontos: se o médico explicou o motivo da indicação, se te orientou sobre efeitos esperados, tempo de ação e possíveis efeitos colaterais, e se deixou espaço para você participar da decisão. Isso faz bastante diferença.
    Se ainda houver dúvida, é totalmente válido buscar uma segunda opinião antes de iniciar a medicação, principalmente se você se sente insegura. Mas, pelo seu relato, a conduta de prescrever já na primeira consulta está dentro do que é esperado na prática psiquiátrica.
    O mais importante é você se sentir segura e compreendendo o plano de tratamento.


  • Boa tarde, tomei velafaxina 37.5mg durante um mês, passado esse tempo estou a tomar velafaxina 75mg,

    Boa tarde, tomei velafaxina 37.5mg durante um mês, passado esse tempo estou a tomar velafaxina 75mg, vai fazer um mês esta semana, acontece que não me sinto melhor, acho que piorou com aumento de dose, sinto dores de cabeça, confusão mental, insónias. É normal?Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Boa tarde!
    Sim, pode acontecer.
    A Venlafaxina pode causar, principalmente após aumento de dose, sintomas como dor de cabeça, sensação de confusão, piora do sono e até aumento da ansiedade nas primeiras semanas.
    Como você aumentou para 75 mg há cerca de um mês, já era esperado algum sinal de melhora. Quando há piora ou ausência de resposta nesse período, vale considerar que essa dose ou até a medicação pode não estar sendo a melhor opção para você.
    Ou seja, parte do que você sente pode ser efeito da medicação, mas o fato de não estar melhorando após esse tempo já indica necessidade de ajuste na estratégia.


  • Atualmente faço uso de sertralina 50 mg ao dia, quetiapina 50 mg à noite e buspirona 10 mg se necess

    Atualmente faço uso de sertralina 50 mg ao dia, quetiapina 50 mg à noite e buspirona 10 mg se necessário (SOS). No entanto, já utilizei sertralina 50 mg três vezes ao dia anteriormente.

    Tudo começou após cerca de 15 dias de uso de trazodona. Acordei com uma taquicardia intensa, não conseguia ficar de pé, apresentava vômitos, diarreia, muito frio, visão esbranquiçada e febre alta, o que me levou a procurar atendimento na UPA duas vezes.

    Mesmo após a suspensão da trazodona, continuo apresentando sintomas semelhantes há cerca de um ano, com piora progressiva.

    O psiquiatra atribui esses sintomas à ansiedade e ao pânico, ajustando a medicação, porém não tenho apresentado melhora — pelo contrário, essa “ansiedade” vem piorando cada vez mais.

    Diante disso, questiono se poderia se tratar de síndrome serotoninérgica. Permaneço me sentindo muito mal durante todo o dia, todos os dias, com piora no período noturno.

    Somente neste mês, já procurei atendimento duas vezes devido aos mesmos sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Entendo sua preocupação, principalmente pela intensidade e persistência dos sintomas ao longo do tempo.

    A síndrome serotoninérgica é uma condição geralmente aguda, que ocorre em associação ao uso ou combinação de medicações que aumentam serotonina, com início rápido e sintomas intensos como agitação, febre, tremores, sudorese e alterações neurológicas. Em geral, há melhora após ajuste ou suspensão das medicações envolvidas.

    Pelo seu relato, como os sintomas persistem há cerca de um ano mesmo após a suspensão da trazodona, torna-se menos provável que se trate de um quadro de síndrome serotoninérgica em curso.

    No entanto, isso não invalida o seu sofrimento. Sintomas físicos intensos como taquicardia, náuseas, tremores, sensação de desmaio e febre podem, sim, estar associados a quadros ansiosos ou de pânico — especialmente quando mantidos de forma crônica — mas também precisam ser avaliados com cuidado para descartar outras causas clínicas.

    Diante da persistência e piora dos sintomas, é fundamental uma reavaliação médica mais detalhada, podendo incluir investigação clínica geral (cardiológica, endocrinológica, entre outras) associada à revisão do esquema medicamentoso atual.

    Recomendo que você procure seu psiquiatra para reavaliar o quadro ou, se possível, busque uma segunda opinião, principalmente considerando a ausência de melhora e o impacto significativo na sua qualidade de vida.

    Seu relato é importante e merece investigação cuidadosa e acompanhamento próximo.


  • Para de tomar o escitalopram 10 mg dia 10 de março (há cerca de 1 mês atrás). Por motivos financeiro

    Para de tomar o escitalopram 10 mg dia 10 de março (há cerca de 1 mês atrás). Por motivos financeiros não consegui voltar à psiquiatra, porém duas semanas antes da completa retirada tomei 5 mg. Na primeira e até a metade da segunda semana senti muita tontura e todos os sintomas de desmame, sensação de cabeça flutuando, de instabilidade que piora ao olhar as coisas ao meu redor, ansiedade, insônia. Os sintomas de retirada foram melhorando aos poucos até ficar 100%. Porém agora a tontura voltou, a cerca de uma semana atrás e tenho sentido sintomas de cabeça flutuando e instabilidade porém mais fraco do que da primeira vez. Pode ter relação com o remédio? não tenho mais nenhum outro sintoma.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, é possível que os sintomas que você descreve tenham relação com a retirada do escitalopram.
    O que você relatou inicialmente (tontura, sensação de “cabeça flutuando”, instabilidade visual, ansiedade e insônia ) é bastante compatível com sintomas de descontinuação de antidepressivos, especialmente os da classe dos ISRS, como o escitalopram.
    Esses sintomas costumam surgir nos primeiros dias após redução ou suspensão e, na maioria das vezes, melhoram gradualmente, como aconteceu com você.
    No entanto, em alguns casos, pode haver uma oscilação dos sintomas, com retorno leve mesmo após um período de melhora, especialmente quando a retirada foi relativamente rápida.
    O fato de agora os sintomas estarem mais leves e sem outros sinais associados é um indicativo de que ainda pode se tratar de um processo de adaptação do organismo.
    Ainda assim, é importante considerar também outras possibilidades, como sintomas ansiosos ou até questões clínicas associadas, caso haja persistência.
    Se os sintomas continuarem, piorarem ou passarem a impactar mais o seu funcionamento, o ideal é buscar reavaliação médica para orientação adequada, inclusive para avaliar necessidade de ajuste ou retirada mais gradual, se indicado.
    De forma geral, seu quadro é compatível com sintomas de descontinuação, mas merece acompanhamento caso não haja resolução completa.


  • fiz uso uma única vez em dezembro do Venvanse para estudo e precisarei fazer um exame psicológico qu

    fiz uso uma única vez em dezembro do Venvanse para estudo e precisarei fazer um exame psicológico que pode apontar algum resquício dele agora em abril/maio, qual a chance de apontar o uso da substância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    O Venvanse (lisdexanfetamina) é metabolizado no corpo e eliminado em poucos dias. Em exames toxicológicos comuns, a substância ou seus metabólitos costumam ser detectáveis por cerca de 2 a 3 dias na urina (às vezes até um pouco mais, dependendo do organismo), e por períodos curtos também no sangue.
    Como você usou uma única vez em dezembro, não há chance de um exame feito agora em abril ou maio detectar essa substância por testes laboratoriais convencionais.
    O único cenário em que haveria detecção após tanto tempo seria em exames muito específicos, como análise de cabelo. Mesmo assim, esse tipo de exame costuma identificar uso repetido ou contínuo, não um uso isolado, especialmente tão distante no tempo.
    Se for uma avaliação psicológica (e não toxicológica), o profissional não detecta substâncias no corpo, - ele avalia funcionamento cognitivo, emocional e comportamental. Um uso único, meses atrás, não interfere diretamente no resultado atual.
    Ou seja, a chance de aparecer qualquer “resquício” desse uso agora é, na prática, inexistente.


  • É normal o antidepressivo escitalopram perder o efeito? Usei todos da clase ISRS e não sinto efeito

    É normal o antidepressivo escitalopram perder o efeito?
    Usei todos da clase ISRS e não sinto efeito.
    É normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, pode acontecer.
    O Escitalopram e outros ISRS não funcionam bem para todas as pessoas. Algumas têm resposta parcial, nenhuma resposta ou até sensação de perda de efeito com o tempo.
    Se você já testou vários da mesma classe sem benefício, isso sugere que seu organismo pode não responder bem a ISRS. Nesses casos, o mais indicado é mudar a estratégia, como usar outra classe de medicação ou reavaliar o diagnóstico.
    Vale conversar com um psiquiatra para ajustar o tratamento de forma mais individualizada.


  • Olá, quero saber se poderia ser autismo, uma criança que desde o primeiro dia de aula com 7 anos não

    Olá, quero saber se poderia ser autismo, uma criança que desde o primeiro dia de aula com 7 anos não interagia com ninguem só respondia a chamada, e estudou todos os anos desse jeito sem interagir sem fazer amizades e sendo o mais quieto do colegio, faltava bastante pra fugir do sofrimento, até abandonar o colegio no ensino medio, quando foi trabalhar tambem não socializava e foi o mais quieto do trabalho, e tambem faltava bastante, hoje não socializa, nunca namorou, não consegue interagir se comunicar e socializar, fazer coisas sozinha é bem dificil tipo ir ao medico como tem que se comunicar fica dificil, eentrevista de emlrego tambem dificil, luz arde os olhos e sons doem, essa pessoa pode estar no transtorno autista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, pode ser, mas não dá para afirmar apenas com esse relato.
    O que você descreve tem características que podem aparecer no Transtorno do Espectro Autista, como dificuldade persistente de interação social desde a infância, pouca iniciativa de comunicação, ausência de vínculos, sofrimento em situações sociais e sensibilidade a estímulos como luz e som.
    Por outro lado, alguns desses sinais também podem ocorrer em outros quadros, como ansiedade social intensa, depressão crônica ou até traços de personalidade mais evitativos.
    Um ponto importante a favor da hipótese de TEA é o fato de esses padrões estarem presentes desde cedo e de forma consistente ao longo da vida, não sendo algo que começou apenas na adolescência ou fase adulta.
    A dificuldade em atividades simples que envolvem interação, como ir ao médico ou fazer entrevista, também reforça que há um prejuízo funcional significativo, que merece avaliação.
    O ideal é uma avaliação clínica especializada, com profissional que tenha experiência em neurodesenvolvimento em adultos. Esse processo costuma envolver entrevista detalhada da história de vida, padrões de comportamento, sensibilidade sensorial e funcionamento social.
    Então sim, existe possibilidade, mas é fundamental uma avaliação adequada para diferenciar de outros quadros e entender exatamente o que está acontecendo.


  • Já tomo venlafaxina 37,5 há quase 2 meses e minha libido praticamente sumiu e eu sinto sono durante

    Já tomo venlafaxina 37,5 há quase 2 meses e minha libido praticamente sumiu e eu sinto sono durante o dia inteiro? Eu devo esperar o resto do mes de adaptação ou já devo trocar a medicação ou o horário que eu tomo? Pois o remédio tem funcionado bem apesar disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, isso pode acontecer com a Venlafaxina.
    Queda de libido e sonolência são efeitos conhecidos. Em geral, os efeitos de adaptação melhoram nas primeiras semanas, mas com quase 2 meses de uso já dá para considerar que esses efeitos podem persistir.
    Como a medicação está ajudando, não é necessário trocar imediatamente, mas vale ajustar. Às vezes, mudar o horário (por exemplo, tomar pela manhã) pode reduzir a sonolência.
    Se a libido baixa estiver te incomodando ou não houver melhora, o ideal é conversar com o psiquiatra para avaliar ajuste de dose, mudança de estratégia ou associação de outra medicação.
    Ou seja, não precisa interromper por conta própria, mas já é um bom momento para reavaliar a conduta.


  • Médico aumentou Reconter (escitalopram) de 20 para 40mg combinado com Ansitec de 10mg em dias mais a

    Médico aumentou Reconter (escitalopram) de 20 para 40mg combinado com Ansitec de 10mg em dias mais ansiosos. Receio pela dosagem dobrada do Reconter. Sei que é seguro, mas... O que devo esperar de sintomas desse aumento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Entendo sua preocupação , faz sentido ao dobrar a dose.
    O Reconter (escitalopram) em doses mais altas pode aumentar alguns efeitos nas primeiras semanas. O mais comum após o aumento é: mais ansiedade inicial, inquietação, leve piora do sono (ou sonolência em alguns casos), náusea, dor de cabeça, sensação de “aceleração” e, às vezes, queda de libido.
    Esses efeitos costumam ser temporários e tendem a estabilizar conforme o organismo se adapta.
    O Ansitec (buspirona) pode ajudar justamente a reduzir essa ansiedade nos dias mais intensos, sem causar sedação importante.

    Como a dose de 40 mg é mais alta que o habitual, o ponto principal é observar como você se sente nas primeiras semanas. Sinais como agitação excessiva, tremores importantes, sudorese intensa ou sensação de confusão não são esperados e merecem atenção.
    No geral, a expectativa é de possíveis efeitos iniciais, mas também de maior efeito terapêutico após o período de adaptação.+


  • Olá, bupropiona causa impotência sexual ou diminuição da libido? Obrigado

    Olá, bupropiona causa impotência sexual ou diminuição da libido? Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Olá!
    A Bupropiona é uma das medicações com menor risco de efeitos sexuais dentro dos antidepressivos. Diferente de outros (como os ISRS), ela geralmente não causa diminuição da libido nem impotência.
    Pelo contrário, em muitos casos pode até haver melhora do desejo sexual, justamente por não atuar de forma significativa na serotonina e sim em dopamina e noradrenalina.
    Se houver alguma alteração sexual durante o uso, é algo menos comum e costuma valer investigar outros fatores associados, como ansiedade, humor, cansaço ou outras medicações em uso.


  • Desde criança sofri com ansiedade e depressão (atualmente tenho 21 anos) já fiz uso de paroxetina ju

    Desde criança sofri com ansiedade e depressão (atualmente tenho 21 anos) já fiz uso de paroxetina junto com fluoxetina por pouco tempo, lembro que eu sentia uma felicidade absurda, tinha disposição de manhã cedo, conversava bastante. Não sei poderia ter desencadeado hipomania (não tenho diagnóstico confirmado, mas meu pai sofre de transtorno bipolar e borderline). E atualmente estou tomando venlafaxina 75mg, na primeira semana eu ficava agitada a noite e não dormia, mente acelerada, pupilas dilatas e alternadas, fala rápida, e na segunda semana fiquei mais deprimida, ou não sentia nada. Isso pode ser efeitos colaterais do remédio ou eu devo ir atrás de um possível diagnóstico de TAB? Pois sempre fui tratada com depressão e ansiedade severa, já tomei vários medicamentos como a paroxetina, fluoxetina, amitriptilina, fluoxetina, desvenlafaxina...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Os sintomas que você teve no início da venlafaxina, como agitação, diminuição do sono, mente acelerada, fala mais rápida e sensação de “energia aumentada”, podem sim acontecer como efeito inicial do medicamento, especialmente nas primeiras semanas. Em muitas pessoas isso melhora Com o tempo.
    Por outro lado, esse tipo de ativação também pode se parecer com um quadro de hipomania, principalmente quando existe histórico familiar de transtorno bipolar, como no seu caso. Isso não significa automaticamente que você tenha o transtorno, mas é um sinal de atenção.
    O fato de você já ter tido, no passado, uma resposta com euforia intensa, aumento de disposição e maior sociabilidade ao usar antidepressivos também é um ponto importante. Além disso, essa mudança que você descreve agora, de um estado mais acelerado para um período mais deprimido ou com sensação de vazio, reforça a necessidade de uma avaliação mais cuidadosa do padrão do seu humor.
    Diante disso, vale sim investigar melhor a possibilidade de um transtorno do espectro bipolar, principalmente para ajustar o tratamento de forma mais adequada. Em alguns casos, o uso isolado de antidepressivos pode aumentar a instabilidade do humor.
    O mais indicado é procurar seu psiquiatra para reavaliar o quadro. Se não for possível no momento, buscar uma segunda opinião também pode ajudar bastante. Uma avaliação detalhada da sua história e da sua resposta aos medicamentos é fundamental para diferenciar efeito colateral de um possível padrão de humor bipolar.+


  • Tomo carbonato de lítio 300mg 3 vezes ao dia, olanzapina 5mg antes de dormir e prometazina 25mg ante

    Tomo carbonato de lítio 300mg 3 vezes ao dia, olanzapina 5mg antes de dormir e prometazina 25mg antes de dormir e desde que comecei a tomar há 2 anos eu desenvolvi tremores nas mãos
    e franqueza nos membros (já fiz exame de lítio e tá normal) mas queria saber o que poderia fazer pra mudar? Quais exames realizo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode ser efeito das medicações, mesmo com lítio normal.

    O Carbonato de lítio costuma causar tremor fino.
    A Olanzapina e a Prometazina podem dar sensação de fraqueza e lentidão.
    Exames úteis: tireoide, função renal, eletrólitos e nova dosagem de lítio.
    Se persiste há 2 anos, vale ajustar doses ou esquema para reduzir esses efeitos.


  • A médica passou desvalexetina(depressão)de 50mg e eu já uso duloxetina (fibromialgia)de 60mg isso po

    A médica passou desvalexetina(depressão)de 50mg e eu já uso duloxetina (fibromialgia)de 60mg isso pode causar algum prejuízo pra mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, essa combinação exige atenção.
    A Desvenlafaxina e a Duloxetina são da mesma classe (SNRIs). Usar as duas juntas aumenta o efeito sobre serotonina e noradrenalina, o que eleva o risco de efeitos colaterais.
    Os principais pontos de atenção são: aumento de ansiedade, agitação, sudorese, tremores, elevação da pressão, insônia e, mais raramente, síndrome serotoninérgica.
    Em geral, não é uma associação comum de manutenção. Às vezes pode ser usada por curto período em transição (troca de uma pela outra), mas não costuma ser estratégia de longo prazo.
    Se foi prescrito dessa forma, vale confirmar se a ideia é substituir gradualmente a duloxetina pela desvenlafaxina, e não manter as duas juntas continuamente.


  • A suplementação de Lugol 5% 2 gotas, por quase 4 semanas, pode deixar o sistema nervoso desregulado

    A suplementação de Lugol 5% 2 gotas, por quase 4 semanas, pode deixar o sistema nervoso desregulado (causando ansiedade) mesmo após mais de 1 mês com a interrupção, e exames de Tireoide 100% normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Sim, é possível, mas não é o mais comum.

    O Lugol (iodo) pode interferir na função da tireoide e, em algumas pessoas, desencadear sintomas como ansiedade, agitação e sensação de “desregulação”. Isso costuma acontecer durante o uso ou logo após, principalmente se houver maior sensibilidade ao iodo.
    Mesmo com exames de tireoide normais, ainda pode existir uma fase de adaptação do organismo, e algumas pessoas permanecem com sintomas por um tempo após a suspensão.
    Por outro lado, manter sintomas por mais de um mês depois de parar, com exames completamente normais, já torna menos provável que o iodo seja a causa principal isolada. Nesse caso, é importante considerar também outros fatores, como ansiedade primária, efeito de outros medicamentos, estresse ou até uma sensibilização do sistema nervoso após o episódio inicial.
    Se os sintomas persistem, o ideal é uma avaliação clínica mais ampla para não atribuir tudo apenas ao Lugol.


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