Perguntas do paciente (637)

  • Como os padrões de apego impactam a aliança terapêutica na prática clínica psiquiátrica no contexto

    Como os padrões de apego impactam a aliança terapêutica na prática clínica psiquiátrica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    No TPB, o padrão de apego pode influenciar muito a aliança terapêutica.
    Pacientes com apego inseguro podem oscilar entre confiar muito no profissional e, depois, sentir rejeição, abandono ou desconfiança.
    Isso pode gerar idealização, raiva, medo de ser deixado, faltas, rupturas ou urgências frequentes.
    Por isso, a aliança precisa ser acolhedora, mas também previsível e com limites claros.
    Quando o profissional entende esse padrão, consegue manejar melhor crises, evitar respostas impulsivas e manter o vínculo terapêutico estável.


  • Como a compreensão dos padrões de apego auxilia na formulação clínica na prática psiquiátrica no con

    Como a compreensão dos padrões de apego auxilia na formulação clínica na prática psiquiátrica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A compreensão do apego ajuda a formular como o paciente se vincula, reage à rejeição e interpreta proximidade ou afastamento.
    No TPB, padrões de apego inseguros podem aparecer como medo de abandono, desconfiança, dependência, idealização, raiva ou rupturas bruscas.
    Isso ajuda o psiquiatra a entender gatilhos, crises, impulsividade, autoagressão e oscilações nas relações.
    Também orienta a conduta: vínculo mais previsível, limites claros, plano de crise e cuidado para evitar abandono do tratamento.
    Em resumo: o padrão de apego ajuda a entender não só os sintomas, mas a lógica relacional por trás deles.


  • Qual a importância da avaliação dos padrões de apego para o planejamento terapêutico na prática clín

    Qual a importância da avaliação dos padrões de apego para o planejamento terapêutico na prática clínica psiquiátrica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A avaliação do apego ajuda a entender como a pessoa vive vínculos, abandono, rejeição e confiança.
    No TPB, padrões de apego inseguros podem aparecer como medo intenso de abandono, dependência, desconfiança, idealização, raiva ou rupturas bruscas nas relações.
    Isso é importante porque orienta o plano terapêutico: como construir vínculo, definir limites, manejar crises e evitar abandono do tratamento.
    Também ajuda a escolher intervenções focadas em regulação emocional, mentalização, trauma e relações interpessoais.
    Em resumo: entender o padrão de apego ajuda o tratamento a ser mais seguro, previsível e eficaz.


  • Como a Teoria do Apego contribui para a compreensão do funcionamento emocional na prática clínica ps

    Como a Teoria do Apego contribui para a compreensão do funcionamento emocional na prática clínica psiquiátrica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A Teoria do Apego ajuda a entender como a pessoa regula emoções dentro dos vínculos.
    No TPB, experiências de apego inseguro podem levar a medo intenso de abandono, hipervigilância a sinais de rejeição, desconfiança, dependência ou rupturas bruscas.
    Isso faz com que conflitos pequenos possam ser sentidos como ameaça muito grande.
    Na prática clínica, essa compreensão ajuda o psiquiatra a manejar crises, fortalecer vínculo terapêutico, definir limites claros e planejar intervenções focadas em regulação emocional e relações interpessoais.
    Em resumo: o apego ajuda a explicar por que o sofrimento no TPB costuma ser tão intenso nas relações.


  • Qual é o papel da investigação da autoimagem durante a avaliação psiquiátrica?

    Qual é o papel da investigação da autoimagem durante a avaliação psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A investigação da autoimagem ajuda a entender como a pessoa se percebe, se valoriza e mantém uma identidade estável.
    Na avaliação psiquiátrica, isso é importante porque alterações da autoimagem podem aparecer em depressão, transtornos alimentares, trauma, TPB, ansiedade social e outros quadros.
    No TPB, por exemplo, pode haver sensação de vazio, mudança frequente de objetivos, valores, aparência, vínculos e percepção de si mesma.
    Isso ajuda o psiquiatra a diferenciar diagnósticos, entender gatilhos emocionais e planejar melhor o tratamento.
    Em resumo: avaliar autoimagem ajuda a entender não só os sintomas, mas a forma como a pessoa organiza a própria identidade.


  • Como o psiquiatra estrutura a entrevista inicial em suspeita de transtorno de personalidade borderli

    Como o psiquiatra estrutura a entrevista inicial em suspeita de transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A entrevista inicial costuma buscar o padrão ao longo do tempo, não só a crise do dia.
    O psiquiatra avalia instabilidade emocional, medo de abandono, impulsividade, relações intensas, autoimagem, sensação de vazio, raiva, autoagressão e risco suicida.
    Também investiga história de vida, trauma, uso de substâncias, sono, humor, ansiedade, depressão, bipolaridade, TDAH e outros diagnósticos que podem parecer TPB.
    É importante entender quando começou, em quais contextos aparece e qual prejuízo causa.
    No fim, o foco é formular o caso, avaliar risco e definir plano de tratamento, geralmente com psicoterapia estruturada e acompanhamento regular.


  • Como o psiquiatra investiga comportamentos de autoimagem instável?

    Como o psiquiatra investiga comportamentos de autoimagem instável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    O psiquiatra investiga como a pessoa se percebe ao longo do tempo.
    Pergunta sobre mudanças frequentes de objetivos, valores, aparência, identidade, escolhas, relações e sensação de “não saber quem é”.
    Também avalia autoestima muito oscilante, sensação de vazio, vergonha, autocrítica intensa e dependência da aprovação dos outros.
    Isso ajuda a entender se é uma crise passageira ou um padrão persistente de funcionamento.
    Também auxilia no diagnóstico diferencial com depressão, ansiedade, trauma, TDAH, bipolaridade e transtornos alimentares.


  • Por que a impulsividade deve ser avaliada durante a entrevista psiquiátrica?

    Por que a impulsividade deve ser avaliada durante a entrevista psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A impulsividade deve ser avaliada porque mostra como a pessoa reage quando está sob emoção intensa.
    Ela pode aparecer como gastos, brigas, uso de substâncias, sexo de risco, direção perigosa, autoagressão ou decisões precipitadas.
    Na entrevista, isso ajuda a entender risco, prejuízo funcional e possíveis diagnósticos, como TPB, bipolaridade, TDAH, uso de substâncias ou transtornos de impulso.
    Também orienta o plano de cuidado, principalmente se houver risco de autoagressão ou comportamento perigoso.


  • Como o exame do estado mental contribui para a avaliação psiquiatrica de pacientes com suspeita de t

    Como o exame do estado mental contribui para a avaliação psiquiatrica de pacientes com suspeita de transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    O exame do estado mental ajuda a entender como a pessoa está funcionando naquele momento.
    Na suspeita de TPB, ele avalia humor, intensidade emocional, impulsividade, pensamento, juízo crítico, autoimagem, ansiedade, raiva, dissociação e risco de autoagressão ou suicídio.
    Também ajuda a diferenciar TPB de depressão, bipolaridade, psicose, uso de substâncias ou crise emocional passageira.
    Ele não fecha o diagnóstico sozinho, mas mostra o estado atual, o nível de risco e ajuda a planejar a conduta.


  • Como é realizado o exame do estado mental em pacientes com suspeita de transtorno de personalidade b

    Como é realizado o exame do estado mental em pacientes com suspeita de transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    O exame do estado mental observa como a pessoa se apresenta na consulta.
    No TPB, o psiquiatra avalia humor, intensidade das emoções, impulsividade, fala, pensamento, autoimagem, crítica, juízo, risco de autoagressão e ideação suicida.
    Também observa se há ansiedade, irritabilidade, vazio, raiva, instabilidade afetiva ou dificuldade de regular emoções durante a entrevista.
    É importante ver se há sintomas psicóticos, dissociação, uso de substâncias ou sinais de bipolaridade/depressão associados.
    O exame ajuda a entender o risco atual e a diferenciar TPB de outros quadros.


  • O que é investigado durante uma avaliação psiquiátrica de suspeita de transtorno de personalidade bo

    O que é investigado durante uma avaliação psiquiátrica de suspeita de transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Na suspeita de TPB, o psiquiatra investiga o padrão da vida da pessoa, não só uma crise isolada.
    Avalia instabilidade emocional, medo de abandono, relações intensas, impulsividade, raiva, vazio, autoimagem instável, autoagressão e risco suicida.
    Também pergunta sobre trauma, uso de substâncias, sono, humor, ansiedade, depressão, bipolaridade, TDAH e outros diagnósticos parecidos.
    O objetivo é entender há quanto tempo isso acontece, em quais situações aparece e quanto prejudica a vida da pessoa.
    A partir disso, é possível formular o caso e planejar o tratamento.


  • Como a avaliação psiquiátrica diferencia crises emocionais transitórias de padrões persistentes de p

    Como a avaliação psiquiátrica diferencia crises emocionais transitórias de padrões persistentes de personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    A diferença principal é o tempo e o padrão.
    Crises emocionais transitórias costumam aparecer após um estresse específico e tendem a melhorar quando a situação passa ou com apoio adequado.
    Padrões de personalidade são mais antigos, repetitivos e aparecem em vários contextos: família, trabalho, relações, autoestima, impulsividade e forma de lidar com frustração.
    O psiquiatra avalia início dos sintomas, frequência, duração, prejuízo, gatilhos, histórico de vida e se aquilo se repete ao longo dos anos.
    Também é importante diferenciar de depressão, bipolaridade, ansiedade, trauma, TDAH, uso de substâncias e outras condições.


  • Posso tomar remédio de dor de cabeça para aliviar o efeito colateral do Citalopram?

    Posso tomar remédio de dor de cabeça para aliviar o efeito colateral do Citalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Paracetamol costuma ser a opção mais segura com citalopram.


  • Estou tomando sertralina 100mg , 50mg de manhã e 50 atarde e quetiapina 25mg a noite , estou tomando

    Estou tomando sertralina 100mg , 50mg de manhã e 50 atarde e quetiapina 25mg a noite , estou tomando pela primeira vez a 6 dias , boca seca , sonolência e também estou ansioso , isso é efeito colateral ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode ser efeito colateral, sim.
    No começo, a sertralina pode aumentar a ansiedade e dar boca seca ou sonolência. A quetiapina também pode dar bastante sono e boca seca. ([DailyMed][1])
    Com 6 dias, ainda pode ser fase de adaptação.
    Mas se a sonolência estiver muito forte, a ansiedade piorar muito ou atrapalhar sua rotina, marque uma consulta para ajustar.
    Não mude nem suspenda por conta própria.
    Qualquer coisa, estou à disposição.



  • Há 5 dias estou tomando Venvanse 30 mg e começou a dar dor no estômago e o efeito depois de 6h da um

    Há 5 dias estou tomando Venvanse 30 mg e começou a dar dor no estômago e o efeito depois de 6h da uma tristeza e corpo ruim. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode acontecer no começo.
    O Venvanse pode dar dor no estômago e, quando o efeito passa, causar cansaço, tristeza ou mal-estar.
    Tente tomar pela manhã, após comer algo leve.
    Se estiver forte ou acontecendo todo dia, marque uma consulta para ajustar.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


  • Eu tomava 75 mg de venlafaxina. Tive uma mudança na medicação foi me receitado venlafaxina 37.5 mg p

    Eu tomava 75 mg de venlafaxina. Tive uma mudança na medicação foi me receitado venlafaxina 37.5 mg por 7 dias depois suspender a bupropiona 150 mg de manhã e buspirona 5 mg depois do almoço. Existe algum problema em usar 3 medicamentos mesmo que por 7 dias ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode ser feito por alguns dias, sim, quando foi orientado pelo médico.
    Mas essa combinação exige acompanhamento, porque a buspirona junto com venlafaxina pode aumentar risco de efeitos como agitação, tremor, suor, palpitação ou diarreia, e a bupropiona pode aumentar o efeito da venlafaxina em algumas pessoas.
    Como é uma transição de 7 dias, siga exatamente o esquema passado e não ajuste por conta própria.
    Se tiver febre, confusão, tremores fortes, rigidez, agitação intensa ou piora importante, procure atendimento.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


  • A amitriptilina tomada por mais de uma década especialmente em doses de 50 a 75mg diárias, elevam o

    A amitriptilina tomada por mais de uma década especialmente em doses de 50 a 75mg diárias, elevam o risco de crise cardíaca ou morte súbita?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode aumentar o risco cardíaco em algumas pessoas, principalmente se já houver problema no coração ou outros fatores de risco.
    Mas isso não quer dizer que o uso por muitos anos vá causar infarto ou morte súbita.
    Como você usa há bastante tempo, vale marcar uma consulta para reavaliar a necessidade da medicação e se precisa fazer ECG.
    Se tiver palpitação forte, desmaio, dor no peito ou falta de ar, procure atendimento.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


  • Meu médico me indicou tomar escitalopram e sertralina,só como a receita fica na farmácia,e não sei c

    Meu médico me indicou tomar escitalopram e sertralina,só como a receita fica na farmácia,e não sei como tomar essas medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Não tome as duas juntas sem confirmar.
    Escitalopram e sertralina são antidepressivos parecidos e, em geral, um costuma substituir o outro. Às vezes existe uma transição, mas o esquema precisa estar claro
    Entre em contato com o médico ou com a farmácia para confirmar dose, horário e se é troca ou associação.
    Até esclarecer, não comece por conta própria.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


  • Iniciei tratamento com Venvanse a uma semana, mas desde o primeiro dia, náusea forte, dor de estômag

    Iniciei tratamento com Venvanse a uma semana, mas desde o primeiro dia, náusea forte, dor de estômago, e sonolência. Me ajudou a desacelerar minha mente , a parte maravilhosa do uso, mas fico prostrada muito rápido, não tenho vontade de fazer nada (umas duas horas após tomar). Fico estranha, com sono, sem vontade pra fazer nada. Tomo Lamotrigina e clonazepam, sendo o clonazepam pra dormir a noite e já fazem muito tempo que tomo estabilizadores de humor e medicação para dormir.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode acontecer, mas vale reavaliar.
    O Venvanse pode dar náusea, dor no estômago e mal-estar no início. Essa sonolência/prostração também pode ser influenciada pelo clonazepam e pela lamotrigina.
    Como está forte desde o primeiro dia e atrapalhando sua rotina, marque uma consulta para ajustar dose, horário ou estratégia.
    Não mude nem suspenda por conta própria.
    Se vier dor no peito, falta de ar, desmaio ou piora importante do humor, procure atendimento.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


  • Tenho Tag. E sofro com os sintomas a meses, muito recorrente 3 persistente. Ja tentei fazer alguns t

    Tenho Tag. E sofro com os sintomas a meses, muito recorrente 3 persistente. Ja tentei fazer alguns tratamentos, mas sem sucesso. Sofro muito com os efeitos colaterais dos remédios, sinto muita ansiedade e agonia, mas fui novamente em um psiquiatra e ela me passou o (stima) buspirona e o (sonic) trazodona. O stima 3× ao dia dose de 10mg e o sonic 50mg noite. Na opinião de vocês seria uma boa medicação para uma paciente "resistente" a ansiedade.? Sofro bastante com sintomas físicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ilana  Souza

    Pode ser uma estratégia possível, sim.
    A buspirona pode ajudar na ansiedade, mas o efeito costuma ser gradual.
    A trazodona à noite pode ajudar no sono e na ansiedade, mas pode dar sonolência ou tontura.
    Para quem tem muitos efeitos colaterais, o acompanhamento próximo é importante.
    Não dá para dizer se é a melhor opção sem avaliar o caso, mas faz sentido conversar com sua médica sobre essa tentativa.
    Qualquer coisa, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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