Perguntas do paciente (222)

  • Estou estudando para os vestibulares e desde os últimos anos, me sinto muito sozinha. Não consigo me

    Estou estudando para os vestibulares e desde os últimos anos, me sinto muito sozinha. Não consigo me abrir com as pessoas e quase sempre me pego chorando por coisas besta. Poderiam me dar uma dica de tentar melhorar o meu dia a dia e se o que estou passando é alguma doença mental.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Sinto muito que você esteja se sentindo assim. Estudar para vestibulares pode ser uma fase muito estressante e desafiadora, e é comum que isso afete a forma como você se sente emocionalmente. O fato de se sentir sozinha, ter dificuldade de se abrir com os outros e chorar com frequência pode ser indicativo de que você está passando por um momento de sobrecarga emocional, mas não significa necessariamente que você tenha uma doença mental. É importante considerar alguns aspectos e pensar em estratégias para melhorar seu dia a dia e cuidar de sua saúde emocional.

    1. Identificando o que você está passando:
    A tristeza ocasional, o choro e a sensação de solidão podem ser reações normais ao estresse e à pressão, especialmente em um período de grande cobrança como o de estudos para vestibulares. No entanto, se esses sentimentos estão afetando muito a sua qualidade de vida, se você se sente cansada o tempo todo, tem dificuldade para dormir, perda de apetite ou falta de interesse em atividades que antes gostava, pode ser um sinal de que algo mais está acontecendo, como uma ansiedade ou uma depressão leve.

    Uma maneira de ajudar a identificar isso é prestar atenção aos seus sentimentos e comportamentos e avaliar com que frequência eles ocorrem e por quanto tempo duram. Se você achar que isso está impactando muito sua rotina e bem-estar, pode ser uma boa ideia conversar com um psicólogo ou outro profissional de saúde mental para um diagnóstico mais preciso e orientações específicas.

    2. Dicas para melhorar o dia a dia:
    Aqui estão algumas dicas que podem te ajudar a lidar com o estresse e a solidão durante esse período:

    a. Crie uma rotina equilibrada:
    É importante ter uma rotina que inclua momentos de estudo e momentos de descanso. Organize seu tempo de forma que você possa se concentrar no estudo, mas também ter momentos de lazer e autocuidado. Fazer pausas curtas durante o estudo e reservar um tempo para fazer algo que você gosta (ler, ouvir música, assistir a uma série, etc.) pode ajudar a manter sua mente equilibrada.

    b. Exercícios físicos e atividades ao ar livre:
    A prática de exercícios físicos, mesmo que leves, pode ter um grande impacto positivo no seu bem-estar emocional. Atividades como caminhar, correr ou fazer yoga ajudam a liberar endorfinas, que melhoram o humor e reduzem o estresse. Se possível, tente passar algum tempo ao ar livre para respirar um ar fresco e se desconectar do estudo por um momento.

    c. Cuide do sono e da alimentação:
    O sono de qualidade e uma alimentação balanceada são fundamentais para a saúde mental. Tente manter um horário regular para dormir e garantir que você está dormindo o suficiente. Evite consumir cafeína ou alimentos pesados antes de dormir e busque uma alimentação que inclua frutas, vegetais, proteínas e carboidratos complexos.

    d. Pratique a autocompaixão:
    Ser muito autocrítica durante o período de estudos pode aumentar a sensação de pressão e solidão. Lembre-se de ser gentil consigo mesma e de reconhecer que está se esforçando. É normal ter dias difíceis, e isso não diminui suas capacidades ou seu valor. Quando se sentir sobrecarregada, tente repetir para si mesma frases como “Estou fazendo o meu melhor, e isso é o suficiente”.

    e. Procure se conectar com pessoas:
    Mesmo que você tenha dificuldade de se abrir, encontrar alguém de confiança para conversar, seja um amigo, um familiar ou até mesmo um mentor ou professor, pode fazer uma diferença enorme. Às vezes, apenas compartilhar o que você está sentindo pode ajudar a aliviar a pressão e trazer uma sensação de alívio. Você pode também procurar participar de grupos de estudo ou de apoio onde você possa se sentir mais conectada com outras pessoas que estão passando por desafios semelhantes.

    f. Pratique técnicas de relaxamento:
    Técnicas de relaxamento como a meditação, respiração profunda e mindfulness podem ajudar a acalmar a mente e reduzir a ansiedade. Dedique alguns minutos do seu dia para se concentrar na sua respiração e nas sensações do momento presente.

    3. Quando procurar ajuda profissional:
    Se você perceber que está se sentindo sobrecarregada, triste ou ansiosa com frequência, e isso está dificultando sua capacidade de estudar, dormir ou se relacionar com os outros, pode ser útil procurar a ajuda de um psicólogo ou outro profissional de saúde mental. Eles podem te ajudar a entender melhor suas emoções e a desenvolver estratégias específicas para lidar com elas de forma saudável.

    Lembre-se:
    É normal passar por períodos difíceis, especialmente em fases de grandes desafios como os vestibulares. Você não está sozinha, e é importante reconhecer e validar o que está sentindo. Procurar apoio e cuidar de sua saúde mental é um passo corajoso e importante para viver um período mais equilibrado e saudável. Se precisar de mais dicas ou quiser conversar sobre algo mais específico, estou aqui para ajudar!


  • Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a a

    Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a ansiedade está mais grave, algumas áreas da pele ficam com um aspecto mais ressecado e aparentemente machucado. De ínicio pensei que era alguma alergia, mas depois percebi que nesses momentos específicos que a pele fica assim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Boa tarde! Sim, há uma relação bastante reconhecida entre a ansiedade e doenças de pele, e é bastante comum que o estresse e a ansiedade possam afetar a saúde da pele de diversas maneiras. O que você está descrevendo — áreas da pele ressecadas e com aparência machucada durante períodos de maior ansiedade — pode estar relacionado a uma resposta fisiológica ao estresse.

    1. Como a ansiedade afeta a pele:
    A ansiedade e o estresse podem influenciar a saúde da pele de diferentes formas, principalmente por meio da liberação de hormônios do estresse, como o cortisol. O cortisol é um hormônio que, em níveis elevados e crônicos, pode afetar a função da pele e contribuir para uma série de problemas, incluindo:

    Secura e desidratação da pele: O estresse pode causar alterações na função de barreira da pele, o que pode levar ao ressecamento e à perda de umidade.
    Inflamação e irritação: O cortisol em excesso pode desencadear reações inflamatórias que podem piorar condições já existentes, como eczema, psoríase ou dermatite. Essa inflamação pode fazer com que a pele pareça irritada, vermelha e até mesmo "machucada".
    Alergias e reações cutâneas: O estresse pode desencadear ou piorar reações alérgicas na pele, como urticária (borbulhas vermelhas e coceira).
    Sensibilidade aumentada: Em estados de ansiedade, a pele pode se tornar mais sensível e reagir de maneira exacerbada a fatores que normalmente não causariam irritação, como mudanças de temperatura, produtos de cuidados com a pele, ou até mesmo o contato com roupas.
    2. Mecanismos biológicos por trás dessa relação:
    Quando você está ansiosa ou estressada, o corpo ativa o sistema de resposta ao estresse, que inclui a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios afetam diversas funções corporais, incluindo o sistema imunológico e a produção de sebo na pele. O cortisol, especificamente, pode aumentar a produção de sebo, o que pode levar a condições como acne, mas também pode enfraquecer a barreira cutânea, tornando a pele mais suscetível a ressecamento e irritações.

    3. O que você pode fazer para ajudar a sua pele:
    Aqui estão algumas medidas que você pode tomar para ajudar a proteger a sua pele e reduzir a manifestação de sintomas durante períodos de estresse:

    Cuide da hidratação: Use um bom hidratante adequado ao seu tipo de pele para ajudar a manter a barreira cutânea e evitar ressecamentos.
    Hidrate-se internamente: Beber bastante água também é essencial para manter a pele saudável e hidratada.
    Pratique técnicas de relaxamento: Técnicas de respiração profunda, meditação e outras práticas de redução do estresse podem ajudar a diminuir a ansiedade e, consequentemente, o impacto na sua pele.
    Evite produtos irritantes: Durante períodos de maior ansiedade, use produtos de cuidados com a pele mais suaves e evite produtos que possam causar irritação.
    Considere um dermatologista: Se você perceber que os sintomas estão piorando ou se tornando persistentes, vale a pena consultar um dermatologista para uma avaliação detalhada e recomendações de cuidados específicos.
    Cuide do sono e da alimentação: Ter uma boa noite de sono e uma alimentação balanceada pode ajudar a manter os níveis de estresse mais baixos e a saúde da pele em dia.
    4. Quando procurar um profissional:
    Se a pele continuar com esse aspecto ressecado e machucado, ou se você tiver outros sintomas de preocupação, como coceira intensa, vermelhidão persistente ou outros problemas de pele, seria uma boa ideia procurar um dermatologista. Eles poderão fazer uma avaliação detalhada e verificar se há alguma condição de pele subjacente que precise de tratamento específico.

    5. Considerando a saúde mental também:
    Já que você mencionou que percebe uma relação entre esses sintomas e momentos de maior ansiedade, pode ser benéfico também considerar conversar com um psicólogo ou outro profissional de saúde mental. Trabalhar na gestão da ansiedade pode ter um impacto positivo na sua saúde física, incluindo a saúde da pele.

    Em resumo, sim, a ansiedade pode afetar a saúde da sua pele e causar sintomas como o ressecamento e a aparência de áreas machucadas. Cuidar da saúde mental e ter uma rotina de cuidados com a pele pode ajudar a minimizar esses efeitos. Se o problema persistir, buscar o auxílio de um especialista é um passo importante para garantir que você esteja cuidando de si mesma de forma completa.


  • Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo

    Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo doloroso pra mim. Me culpo por tudo o que houve e não consigo superar. Tenho alguns problemas de saúde (diabetes 1) e desde então, tenho passado muito mal com crises de tonturas seguido de zumbidos muito, muito forte na cabeça, onde sou obrigada a me deitar rapidamente, para não desmaiar. Estou passando por essa crise agora. Há 5 dias, não consigo ficar de pé. A cabeça não para de chiar e eu não sei o quê pode ser. Tenho complicações da diabetes como: retinopatia e nefropatia porém, estão estabilizadas e eu não creio que seja da doença e sim de todo o estresse que estou vivendo. Algum profissional poderia me sugerir algum tratamento ou pode me dizer se é emocional? Eu preciso superar e voltar a viver

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Sinto muito que você esteja passando por essa situação tão difícil. É compreensível que a separação, especialmente quando ainda é recente e você está lidando com uma carga emocional pesada, tenha um impacto tão significativo na sua saúde física e mental. O estresse crônico, como o que você está experimentando, pode afetar o corpo de formas muito intensas e até causar sintomas físicos, como crises de tontura e zumbidos, que você mencionou.

    1. A relação entre estresse e sintomas físicos
    O estresse emocional pode ter efeitos profundos no corpo, e para pessoas com condições de saúde preexistentes, como a diabetes tipo 1, o impacto pode ser ainda maior. Quando o corpo está sob estresse intenso, o sistema nervoso pode entrar em "modo de luta ou fuga", o que altera a pressão arterial, a frequência cardíaca e o funcionamento de outros sistemas do corpo. Esse tipo de reação pode levar a sintomas como tontura, zumbidos, e sensação de desmaio.

    Além disso, a ansiedade e o estresse podem piorar a percepção de sintomas físicos, tornando-os mais intensos e difíceis de lidar. No seu caso, o fato de você ter complicações de saúde como retinopatia e nefropatia (mesmo que estabilizadas) pode aumentar a sua vulnerabilidade a esses efeitos.

    2. Possíveis causas dos seus sintomas
    Estresse emocional e ansiedade: É muito provável que os sintomas de tontura e zumbido estejam relacionados ao estresse emocional e à ansiedade. A ansiedade pode provocar sintomas como tensão muscular, alterações na circulação sanguínea, e uma sensação de desorientação.
    Problemas de saúde físicos: É importante considerar também que, embora você não acredite que seja a diabetes, ela ainda pode contribuir para os sintomas de forma indireta, como por meio de alterações nos níveis de açúcar no sangue, desidratação ou outros desequilíbrios.
    Fadiga e exaustão: A combinação de estresse emocional e problemas de saúde pode levar a um estado de fadiga severa, o que pode agravar os sintomas de tontura e zumbidos.
    3. O que você pode fazer para começar a melhorar
    A primeira prioridade deve ser procurar orientação médica para investigar e tratar os sintomas físicos, especialmente porque você mencionou que tem sentido dificuldades em ficar de pé e que a sensação de tontura tem sido persistente. Eu sugiro que você:

    Procure um médico especialista: Pode ser útil consultar um endocrinologista para garantir que seus níveis de glicose estão bem controlados e que não há nenhuma complicação adicional relacionada à diabetes. Um neurologista ou um otorrinolaringologista também pode ajudar a investigar os zumbidos.
    Considere um psicólogo ou terapeuta: Para lidar com a dor emocional da separação e aprender a superar o estresse, um terapeuta pode te ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento e a entender e processar suas emoções. Técnicas de terapia cognitivo-comportamental (TCC) podem ser especialmente úteis para ajudar a gerenciar a ansiedade e a culpa.
    Pratique técnicas de relaxamento: Incorporar práticas de relaxamento como a meditação, respiração profunda, e yoga pode ajudar a reduzir os níveis de estresse e promover uma sensação de bem-estar. Isso pode aliviar alguns dos sintomas físicos que você está experienciando.
    Cuide do sono e da alimentação: Certifique-se de que está dormindo o suficiente e mantendo uma alimentação balanceada que ajude a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. O estresse pode afetar tanto o sono quanto a alimentação, então criar uma rotina que ajude a melhorar esses aspectos pode ser fundamental.
    4. A importância de buscar suporte
    Lidar com uma separação pode ser extremamente difícil, e é importante que você se permita buscar suporte emocional. Conversar com amigos de confiança, familiares, ou até participar de grupos de apoio pode ajudar a diminuir a sensação de solidão e a encontrar pessoas que estão passando por experiências semelhantes.

    5. Conclusão
    É importante que você leve esses sintomas a sério, especialmente considerando o impacto que o estresse está tendo na sua saúde geral. Embora seja muito possível que a causa dos seus sintomas seja emocional, a avaliação médica é crucial para garantir que você não esteja enfrentando nenhum problema físico adicional.

    A boa notícia é que com a abordagem certa, é possível começar a se sentir melhor e trabalhar para superar essa fase. Busque apoio de profissionais que possam te ajudar a lidar com o estresse e a encontrar maneiras de viver de forma mais saudável e equilibrada. Você merece sentir-se bem e encontrar um caminho para a recuperação e para a paz emocional.


  • Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda

    Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Boa noite! Sinto muito que você esteja passando por isso. A ansiedade pode ter um impacto muito negativo na sua vida, especialmente quando começa a interferir no sono e em outras áreas do seu bem-estar. Aqui estão algumas dicas e estratégias para ajudar a lidar com a ansiedade e a melhorar a qualidade do seu sono:

    1. Estabeleça uma rotina de sono
    Mantenha um horário consistente: Tente ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, mesmo nos finais de semana. Isso ajuda a regular o ritmo do seu corpo e facilita o processo de adormecer.
    Ambiente confortável: Certifique-se de que seu ambiente de sono seja confortável e relaxante. A temperatura, a iluminação e o nível de ruído devem ser controlados para promover um bom sono.
    Limite a exposição a telas: Evite usar o celular, tablet ou computador pelo menos uma hora antes de dormir, pois a luz azul emitida por esses dispositivos pode atrapalhar a produção de melatonina, o hormônio do sono.
    2. Práticas de relaxamento
    Técnicas de respiração: Pratique a respiração profunda para ajudar a acalmar o sistema nervoso. Uma técnica que pode ajudar é a respiração 4-7-8: inspire contando até 4, segure a respiração por 7 segundos e depois expire lentamente contando até 8.
    Meditação e mindfulness: Tente práticas de meditação ou mindfulness, que ajudam a focar a mente no presente e reduzem os pensamentos ansiosos.
    Relaxamento muscular progressivo: Essa técnica envolve tensionar e depois relaxar diferentes grupos musculares do corpo, ajudando a liberar a tensão e a promover uma sensação de calma.
    3. Cuide do seu bem-estar durante o dia
    Exercícios físicos: A prática regular de atividade física é uma das maneiras mais eficazes de reduzir a ansiedade. Pode ser uma caminhada, corrida, yoga ou qualquer outra atividade que você goste. Isso ajuda a liberar endorfinas, que melhoram o humor.
    Evite estimulantes à noite: Reduza o consumo de cafeína e outros estimulantes, especialmente à tarde e à noite, pois eles podem interferir na qualidade do sono.
    Alimente-se bem: Tente manter uma alimentação equilibrada e evite refeições pesadas perto da hora de dormir.
    4. Cuidados com a mente
    Escreva sobre seus pensamentos: Se a ansiedade está relacionada a preocupações e pensamentos repetitivos, tente escrever em um diário antes de dormir. Colocar seus pensamentos no papel pode ajudar a "descarregar" um pouco da carga mental.
    Evite pensar em problemas na cama: Se você começar a pensar em preocupações enquanto está na cama, levante-se e faça algo calmo em outro ambiente por alguns minutos, como ler um livro ou ouvir música relaxante, antes de voltar a tentar dormir.
    Limite o tempo de preocupação: Dedique um tempo durante o dia para pensar em seus problemas de forma consciente, mas evite fazer isso na hora de dormir.
    5. Quando procurar ajuda profissional
    Se, apesar de todas essas estratégias, a ansiedade e a falta de sono persistirem, é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde mental. Um psicólogo ou psiquiatra pode te ajudar a entender melhor as causas da sua ansiedade e indicar tratamentos eficazes, que podem incluir terapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), ou, em casos mais graves, medicamentos.

    6. Dicas de relaxamento para a noite
    Banho morno: Tomar um banho morno antes de dormir pode ajudar a relaxar o corpo e preparar a mente para o sono.
    Chá de camomila ou ervas relaxantes: Algumas pessoas acham que beber um chá de camomila ou outras ervas relaxantes ajuda a acalmar a mente antes de dormir.
    Leitura leve: Ler um livro que não seja muito estimulante, como um romance leve ou literatura de autoajuda, pode ajudar a distrair a mente e preparar o corpo para dormir.
    A ansiedade pode ser muito debilitante, especialmente quando afeta a sua capacidade de dormir e descansar. Espero que essas dicas possam ajudar você a encontrar algum alívio e melhorar a qualidade do seu sono. Se a situação não melhorar, buscar ajuda profissional é um passo importante para ter um tratamento mais específico e adequado. Você merece se sentir bem e descansar de maneira adequada. Se tiver mais dúvidas ou precisar de mais orientações, estou aqui para ajudar.


  • Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro mu

    Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro muito fortes, ao ponto de ficar com falta de ar e até chegar a ficar com as mãos enrijecidas. Fico com uma sensação pesada no coração e não consigo controlar essa tristeza que bate simplesmente do nada, e por mais que eu tente me acalmar isso dura bastante tempo. Normalmente sou uma pessoa que não consegue ter interesse por nenhum dos sexos e meio que tenho medo de tá muito próximo de alguém ou que alguém me toque. Posso até achar uma pessoa bonita mas nada ao ponto de querer namorar ou tocar aquela pessoa. Tenho nojo/agonia de tocar em outra pessoa, de tá muito próximo ao ponto de sentir o cheiro de alguém, não consigo comer ou beber em algo que alguém já tocou ou usou pq tenho muito nojo de tudo que envolve outra pessoa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Olá, obrigada por compartilhar isso com tanta sinceridade. O que você está descrevendo pode ser uma experiência complexa e muito desconfortável, envolvendo aspectos emocionais e possivelmente questões de saúde mental que merecem atenção. Vou tentar explicar algumas possibilidades que podem estar relacionadas aos sentimentos e reações que você mencionou. Lembre-se de que é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para uma avaliação completa e orientação personalizada.

    1. Reações emocionais e medo de proximidade
    O fato de você sentir crises de choro intensas e uma sensação pesada no coração durante a masturbação pode estar relacionado a questões emocionais profundas, como medo de intimidade, rejeição ou traumas passados. Essas reações podem indicar que você tem dificuldades em lidar com a proximidade e a vulnerabilidade emocional, o que pode levar a respostas físicas e emocionais intensas, como as que você descreveu.

    2. Aversionamento e sensibilidade ao toque
    O nojo e a aversão que você sente em relação ao toque de outra pessoa, a proximidade e até mesmo o contato indireto (como usar algo que outra pessoa já tocou) podem estar associados a questões de sensibilidade sensorial, traumas de toque ou até mesmo uma forma de ansiedade. Algumas pessoas têm um limiar mais baixo de tolerância ao toque físico, que pode ser uma reação de defesa do sistema nervoso. Isso pode estar relacionado a condições como a transtorno de personalidade evitativa, transtornos de ansiedade social ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

    3. Questões de identidade e orientação sexual
    Você mencionou que não sente interesse por nenhum dos sexos e que tem medo de proximidade com outra pessoa. Isso pode estar relacionado à sua identidade sexual e à maneira como você se vê em relação ao desejo e à intimidade. É possível que você esteja processando sentimentos confusos ou complexos sobre a sua sexualidade e a forma como se relaciona com os outros. Isso é totalmente válido e comum, mas pode ser confuso e até angustiante quando não há um espaço para explorar esses sentimentos com segurança.

    4. Respostas físicas de ansiedade e trauma
    As reações físicas que você tem, como chorar até ficar com falta de ar e mãos enrijecidas, podem ser sintomas de um quadro de ansiedade ou de um mecanismo de resposta ao estresse. É possível que você esteja experienciando uma reação de "luta ou fuga", que é um reflexo do sistema nervoso em resposta a um estímulo que você percebe como ameaça, mesmo que inconsciente. A sensação de um peso no coração e a incapacidade de controlar a tristeza podem indicar uma resposta emocional muito intensa a esses estímulos.

    5. Possíveis explicações para buscar ajuda
    Com base no que você compartilhou, é muito importante que você procure a ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, para entender melhor essas reações e receber o apoio adequado. O que você descreveu pode ter várias causas, incluindo:

    Transtornos de ansiedade (como transtorno de ansiedade social ou TOC).
    Experiências passadas que podem ter impactado sua relação com o toque e a proximidade.
    Questões de trauma emocional ou físico que você talvez não tenha processado completamente.
    6. Dicas para começar
    Evite autodiagnóstico: Tente não se rotular ou se diagnosticar sem a ajuda de um profissional, pois isso pode aumentar a ansiedade e a confusão.
    Busque suporte profissional: Fale com um psicólogo ou psiquiatra que possa ajudá-lo a entender essas reações e trabalhar em estratégias para lidar com a ansiedade, a aversão ao toque e outros sentimentos.
    Converse com pessoas de confiança: Se você se sentir confortável, pode compartilhar suas preocupações com amigos próximos ou familiares de confiança para ter um apoio emocional.
    Práticas de autocuidado e relaxamento: Técnicas como respiração profunda, meditação e exercícios de relaxamento podem ajudar a reduzir a ansiedade no dia a dia.
    7. Lembre-se
    O que você está passando é válido e merece atenção. Não importa quão confuso ou angustiante seja, você merece o suporte necessário para entender melhor suas emoções e reações. Buscar ajuda pode ser um passo importante para começar a compreender esses sentimentos e encontrar maneiras de se sentir mais confortável e em paz com você mesmo.

    Espero que isso ajude de alguma forma e que você sinta que há esperança e apoio para você. Você não está sozinho, e existem profissionais prontos para ajudar você a lidar com o que está passando.


  • Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um to

    Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um tom de voz muito alta ,pode ser na presença de qualquer pessoa, qual profissional devo procurar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Lidar com um adolescente que demonstra sinais de estresse intenso e respostas emocionais exageradas pode ser desafiador, mas é importante lembrar que isso é relativamente comum na adolescência, uma fase marcada por mudanças hormonais, emocionais e de identidade. No entanto, se as reações da sua filha estão afetando a dinâmica familiar ou sua qualidade de vida, é uma boa ideia buscar ajuda profissional.

    1. Tipos de profissionais a considerar:
    Psicólogo especializado em adolescentes: Esse é um dos melhores pontos de partida. Psicólogos com experiência em adolescentes podem ajudar sua filha a lidar com estresse, emoções intensas e questões de comunicação. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem que pode ser particularmente útil para ajudar a identificar padrões de pensamento e comportamento e ensiná-la a responder de maneira mais equilibrada a situações desafiadoras.
    Psiquiatra infantil/adolescente: Se você perceber que o comportamento da sua filha é mais severo, com sinais de ansiedade, irritabilidade extrema, ou outros sintomas que afetam sua funcionalidade diária, pode ser útil consultar um psiquiatra. O profissional pode avaliar se existe a necessidade de tratamento medicamentoso ou de uma avaliação mais aprofundada.
    Psicopedagogo: Caso você perceba que as dificuldades de comportamento estão relacionadas a questões de aprendizagem ou dificuldades na escola, um psicopedagogo pode ajudar a identificar e tratar problemas que possam estar contribuindo para o estresse e a irritabilidade.
    Terapeuta familiar: Se o problema estiver afetando a dinâmica familiar como um todo, a terapia familiar pode ajudar a melhorar a comunicação entre os membros da família e ensinar estratégias para lidar melhor com os conflitos.
    2. O que pode estar influenciando o comportamento dela:
    Mudanças hormonais: A adolescência é um período de muitas mudanças hormonais, que podem levar a uma instabilidade emocional. Isso pode se manifestar em respostas mais impulsivas ou reações intensas a situações cotidianas.
    Estresse e pressão: Questões relacionadas à escola, amizades, expectativas sociais e familiares podem ser uma fonte significativa de estresse para os adolescentes.
    Problemas de autoestima e identidade: Nesse período, a busca por identidade é forte e pode fazer com que o adolescente se sinta inseguro, levando a reações exageradas em momentos de frustração ou desconforto.
    Fatores emocionais e psicológicos: Pode haver questões emocionais subjacentes, como ansiedade ou depressão, que podem estar afetando o comportamento dela.
    3. O que você pode fazer como pai/mãe:
    Manter a calma: Tente manter a calma durante as interações, mesmo quando as respostas dela são intensas. Isso pode ajudar a desescalar a situação e mostrar a ela que a comunicação aberta é possível.
    Comunicação aberta: Reforce a importância da comunicação e demonstre que você está disponível para ouvir e compreender o que ela está passando, sem julgamentos.
    Estabeleça limites claros: Defina regras e expectativas de comportamento, mas faça isso de forma respeitosa e aberta ao diálogo.
    Pratique empatia: Tente entender o ponto de vista dela e reconheça que, embora você possa não concordar com a forma como ela reage, as emoções dela são válidas.
    Incentive atividades que ajudem a aliviar o estresse: Práticas como esportes, música, meditação ou outras atividades relaxantes podem ajudar a controlar o estresse.
    4. Quando procurar ajuda profissional:
    Se você perceber que a irritabilidade e o estresse da sua filha estão se tornando mais frequentes e intensos, impactando a vida dela de forma significativa (como dificuldades na escola, problemas com amigos, isolamento ou mudança de comportamento), é importante procurar a ajuda de um psicólogo ou outro profissional de saúde mental especializado em adolescentes. Um diagnóstico adequado e um plano de tratamento podem fazer uma grande diferença na forma como ela lida com suas emoções e interações.

    5. Conclusão:
    É normal que adolescentes tenham momentos de irritação e estresse, mas se você estiver preocupada com o bem-estar dela e a intensidade do comportamento, buscar o apoio de um profissional é um passo importante. Eles poderão avaliar a situação com mais profundidade, oferecer orientações para melhorar o comportamento dela e ensinar habilidades para lidar com o estresse e as emoções de forma mais saudável. Isso não só ajudará a sua filha a se desenvolver de maneira mais equilibrada, como também pode melhorar o ambiente familiar como um todo.


  • Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente t

    Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente trancada no meu quarto... Perdi a vontade de tudo. Isso já vem acontecendo a um tempo, a uns 3 anos atrás onde ainda estava em um relacionamento tóxico. Emagreci mais de 10 quilos e hoje sofro com isso, baixa autoestima, dificuldade em engordar novamente, eu até ganho uns quilinhos mas perco eles num piscar de olhos. Isso tem me afetado tanto, já procurei uma nutricionista e nada. Eu só choro, não consigo comer, não sinto fome, me sinto péssima por não me alimentar bem e estar emagrecendo cada vez mais. Me sinto insegura, insuficiente, acho que todos são melhores que eu em absolutamente tudo, me comparo sempre com outras pessoas, acredito que tenho o transtorno de ansiedade, já tive muitas crises durante o antigo relacionamento, eu só queria voltar a viver bem, não aguento mais sofrer, me sinto mal todos os dias ao ponto de pensar que seria melhor não existir ....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Lamento muito que você esteja se sentindo assim. A sua dor é válida e eu quero que saiba que você não está sozinha. O que você está passando parece muito difícil e, embora eu não seja um profissional de saúde, posso oferecer algumas orientações que podem ajudá-la a considerar os próximos passos para se sentir melhor.

    1. Importância de buscar ajuda profissional
    Dado o que você descreveu — perda de apetite, emagrecimento, baixa autoestima, comparação constante com os outros, sentimentos de insegurança e até pensamentos de não querer existir — é fundamental que você procure um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. Esses são sinais de que você pode estar lidando com um quadro de depressão e/ou ansiedade severa, e um profissional pode ajudar a diagnosticar e tratar adequadamente o que você está passando.

    2. Falar sobre pensamentos e sentimentos
    A sensação de não querer existir é preocupante e merece atenção imediata. Mesmo que você sinta vergonha ou receio de se abrir sobre isso, saiba que é importante e necessário. Conversar com amigos de confiança ou familiares sobre como você está se sentindo pode fazer uma diferença enorme. Existem também linhas de apoio e emergência, como centros de apoio psicológico e serviços de saúde mental, onde você pode falar com alguém que entende o que você está passando.

    3. Possíveis causas para o que você está sentindo
    O que você descreveu pode ter raízes em várias causas, incluindo o impacto de um relacionamento tóxico que você teve e que pode ter deixado cicatrizes emocionais. A baixa autoestima e os sentimentos de inadequação que você mencionou são comuns em casos de depressão e transtornos de ansiedade. O estresse prolongado e experiências de vida difíceis podem ter um impacto significativo na saúde mental e física, resultando em sintomas como os que você está enfrentando.

    4. Cuidados e práticas para ajudar a si mesma
    Enquanto você aguarda o auxílio de um profissional, aqui estão algumas práticas que podem ajudar a aliviar um pouco do sofrimento:

    Rotina e pequenos passos: Tente criar uma pequena rotina diária, mesmo que mínima. Levantar da cama, tomar um banho, vestir-se, e fazer pequenas atividades podem ajudar a criar um senso de normalidade e realização.
    Alimentação: Com a dificuldade em se alimentar, tente incluir alimentos que você ache mais fáceis de consumir, como smoothies, shakes de proteínas, sopas leves ou frutas. Isso pode ajudar a garantir alguma nutrição, mesmo que mínima.
    Exercícios leves: Se você conseguir, dar uma pequena caminhada pode ajudar a liberar endorfinas e melhorar o humor. Não precisa ser intenso — apenas algo para sair um pouco do quarto e movimentar o corpo.
    Práticas de autocuidado: Experimente técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação guiada ou ouvir músicas que você gosta. Isso pode ajudar a diminuir um pouco a intensidade dos seus sentimentos.
    5. Converse com alguém sobre o que está passando
    Compartilhar suas emoções com amigos próximos ou familiares pode ser um passo importante. Dizer como você está se sentindo é um ato de coragem e pode abrir portas para receber o suporte de que precisa.

    6. Considere ajuda de emergência se necessário
    Se, em algum momento, você sentir que seus pensamentos se tornam insuportáveis ou que não pode lidar com a dor, é importante procurar ajuda de emergência. Existem serviços de emergência e centros de apoio psicológico que podem oferecer suporte imediato. No Brasil, você pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo número 188, que é gratuito e oferece apoio emocional 24 horas.

    7. Lembre-se: você merece cuidado e apoio
    O que você está passando é sério e não é sua culpa. Ninguém deve enfrentar esses sentimentos sozinha. Por favor, busque ajuda profissional para obter um suporte adequado e começar a trabalhar no seu bem-estar. Há pessoas e recursos que podem e querem ajudar você a encontrar um caminho para se sentir melhor.

    Você merece viver uma vida em que se sinta bem, segura e feliz. Não desista de buscar o suporte e os cuidados que você precisa. Você é importante e vale a pena investir em sua saúde mental e emocional. Se puder, entre em contato com um psicólogo ou psiquiatra para conversar sobre o que você está sentindo e começar um tratamento que possa fazer a diferença na sua vida. Estou aqui para te apoiar e espero que você consiga encontrar a ajuda que precisa.


  • Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem per

    Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem perto de pessoas, sinto que não me encaixo em lugar nenhum. Por isso tenho mania de inventar historis na minha cabeça onde fico horas imaginando uma vida ipotetica. Acho que to ficando louco.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Sinto muito que você esteja se sentindo assim. Não é fácil lidar com esses pensamentos e sentimentos, e é importante que você saiba que não está sozinho. Muitas pessoas passam por momentos em que se sentem deslocadas, como se não se encaixassem em lugar algum, e a busca por uma "vida hipotética" ou um lugar onde possa estar sozinho é uma forma de lidar com a dor e o desconforto. No entanto, esses sentimentos podem ser sinais de algo mais profundo que precisa de atenção e apoio.

    1. Entenda que esses sentimentos são válidos
    Sentir-se assim, como se quisesse sumir ou se afastar de tudo, pode ser um reflexo do que você está enfrentando internamente. Às vezes, o desejo de se afastar pode indicar um cansaço emocional ou psicológico profundo. Isso não significa que você está "ficando louco" — significa que sua mente e emoções estão sobrecarregadas e precisam de apoio.

    2. O que fazer agora
    Procure ajuda profissional: É essencial que você converse com um psicólogo ou psiquiatra. Eles podem ajudar a entender melhor os seus sentimentos e identificar o que está acontecendo. A terapia pode ajudá-lo a lidar com o estresse, ansiedade ou depressão que podem estar por trás desses pensamentos. Um profissional também pode ensinar estratégias para ajudar você a encontrar um maior bem-estar e equilíbrio.
    Compartilhe com alguém de confiança: Conversar com um amigo, familiar ou pessoa de confiança sobre como você está se sentindo pode ser um alívio. Às vezes, só expressar o que está acontecendo pode ajudar a reduzir a carga emocional que você está carregando.
    Cuide de você mesmo: Tente implementar pequenas ações de autocuidado, como ouvir músicas que você gosta, dar uma curta caminhada ou praticar a respiração profunda. Essas práticas podem ajudar a acalmar sua mente e a aliviar um pouco da carga emocional.
    3. Entenda a "vida hipotética"
    Criar histórias na cabeça ou imaginar uma vida diferente pode ser uma forma de escapismo, um jeito de lidar com uma realidade que você não está conseguindo enfrentar. Isso pode ser um mecanismo de defesa que ajuda a suavizar o sofrimento ou o desconforto que você sente no momento. Mas, se isso estiver interferindo na sua vida ou se você sentir que está perdendo o contato com a realidade, isso é um sinal de que precisa de ajuda.

    4. Sinais de que é hora de procurar ajuda imediata
    Se você estiver tendo pensamentos sobre não querer existir, ou se seus pensamentos de se isolar se tornarem tão intensos que você sente que não pode lidar com eles, isso é motivo para buscar ajuda urgente. Existem linhas de apoio no Brasil, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que oferece suporte emocional 24 horas por dia. Você pode ligar para o 188 para falar com alguém que está pronto para ouvir você sem julgamentos.

    5. O que esperar do apoio profissional
    Um psicólogo pode ajudar a trabalhar com você em estratégias para lidar com seus pensamentos e sentimentos, além de ajudar a identificar padrões que podem estar contribuindo para esses sentimentos. Um psiquiatra pode avaliar se há algum transtorno mental envolvido e, se for o caso, oferecer tratamento medicamentoso para ajudar a estabilizar suas emoções e pensamentos.

    6. Lembre-se de que você é importante
    Você merece apoio e compreensão. Seus sentimentos são válidos, e existe ajuda disponível para você. Embora possa ser difícil dar esse primeiro passo, procurar suporte profissional pode ser um divisor de águas para encontrar formas de lidar com esses sentimentos e melhorar seu bem-estar emocional.

    Por favor, cuide de você e busque ajuda. Não importa o quão difícil seja, você não está sozinho e há pessoas que se preocupam com você e querem ver você bem. Se puder, procure um profissional que possa ajudar você a lidar com esses sentimentos e a encontrar um caminho para se sentir melhor. Estou aqui para te apoiar e espero que você encontre a ajuda de que precisa.


  • O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento? E que tem medo de comer ou bebe

    O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento?
    E que tem medo de comer ou beber tudo que faço?
    Não sei mais o que fazer me ajudem por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Lamento muito que você e seu filho estejam passando por isso. A situação de ter um filho com depressão é extremamente desafiadora e angustiante, especialmente quando ele não quer receber tratamento e demonstra medo de comer ou beber. Eu entendo que você quer fazer o melhor para ajudar, e é importante saber que você não está sozinho. Existem passos que você pode seguir para oferecer o apoio necessário a ele e ajudar a encontrar a ajuda que ele precisa.

    1. Compreenda a situação dele
    A depressão pode se manifestar de várias maneiras em adolescentes, e um dos sintomas pode ser o medo de comer ou beber, que pode estar relacionado à perda de apetite ou a questões de ansiedade. Essa situação pode ser muito confusa e difícil tanto para ele quanto para você. Além disso, é comum que adolescentes com depressão resistam a buscar tratamento ou a falar sobre seus sentimentos. Eles podem se sentir envergonhados, desesperançosos ou acreditar que ninguém pode ajudá-los.

    2. Apoio e empatia
    Ouça sem julgamentos: É fundamental que seu filho sinta que pode se expressar sem medo de ser julgado. Tente fazer perguntas abertas, como “Como você está se sentindo hoje?” ou “O que tem te deixado mais triste ultimamente?”, e ouça com atenção.
    Seja paciente e compreensivo: A depressão pode fazer com que ele se sinta isolado e incompreendido. Deixe claro que você está ao lado dele e que não importa quanto tempo leve, você estará lá para apoiá-lo.
    3. Profissional de saúde mental
    A ajuda profissional é crucial. Mesmo que ele não queira tratamento, você pode considerar algumas abordagens:

    Consulta com um psicólogo especializado em adolescentes: Um psicólogo pode ajudar a estabelecer uma conexão com seu filho de maneira que você talvez não consiga fazer sozinho. Pode ser útil encontrar um profissional que tenha experiência com adolescentes e que use abordagens que eles acham menos ameaçadoras.
    Psiquiatra: Se o medo de comer e beber está afetando a saúde física dele, é importante considerar a avaliação de um psiquiatra para entender melhor a situação e, se for necessário, tratar com medicação.
    Intervenção familiar: Muitas vezes, incluir a família no processo terapêutico pode ajudar a criar um ambiente mais acolhedor e seguro para o adolescente.
    4. Envolva a escola e outros adultos de confiança
    Se seu filho tem uma boa relação com algum professor, orientador escolar ou outro adulto em quem confie, você pode pedir que essa pessoa converse com ele e ofereça apoio. Muitas vezes, um mentor ou uma pessoa de fora do círculo familiar pode fazer a diferença na disposição de um adolescente para buscar ajuda.

    5. Monitore a alimentação e a saúde física
    Ofereça alimentos leves e fáceis de comer: Se ele tem medo de comer, ofereça alimentos que sejam menos intimidantes, como frutas, iogurtes ou smoothies. A ideia é tornar a alimentação menos estressante e garantir que ele receba pelo menos alguma nutrição.
    Evite pressionar: Evite forçá-lo a comer ou beber, pois isso pode aumentar a resistência. Tente criar um ambiente onde ele se sinta seguro para comer quando estiver pronto.
    Fique atenta aos sinais de desnutrição ou desidratação: Se você perceber que ele está perdendo peso rapidamente, ficando fraco ou desidratado, é importante procurar ajuda médica de emergência.
    6. Buscar apoio para você também
    Lidar com um filho com depressão é desgastante e estressante. Não negligencie sua própria saúde mental. Considere buscar apoio de outros pais que passaram por situações semelhantes, grupos de suporte ou até terapia individual. Você precisa de suporte para lidar com as emoções que surgem ao cuidar de alguém que está sofrendo.

    7. Como lidar com a resistência ao tratamento
    Reforce a importância do tratamento de forma gentil: Em vez de dizer “Você precisa de tratamento”, tente expressar seu desejo de ver seu filho feliz e saudável, dizendo algo como “Eu me preocupo muito com você e quero que você se sinta melhor. Existe ajuda, e eu estou aqui para buscar isso com você”.
    Ofereça alternativas: Se ele resistir ao tratamento convencional, pode ser útil explorar outras opções, como terapias alternativas (arteterapia, musicoterapia) ou terapias em grupo, que podem parecer menos intimidantes do que uma terapia individual tradicional.
    Lembre-se de que mudanças podem levar tempo: Às vezes, a resistência é uma reação ao medo ou à falta de confiança no processo de tratamento. A mudança pode acontecer devagar, e é importante continuar oferecendo amor e apoio durante todo o caminho.
    8. Sinais de emergência
    Se em algum momento você sentir que ele está em perigo de se machucar ou tem pensamentos suicidas, procure ajuda de emergência imediatamente. Ligue para os serviços de emergência ou procure uma clínica de emergência em saúde mental.

    9. Conclusão
    Lidar com a depressão de um filho adolescente é desafiador, mas a sua dedicação e amor são fundamentais. Busque apoio profissional, mostre a ele que você está lá e continue oferecendo apoio e paciência. Com o tempo, e com o tratamento adequado, ele pode começar a se sentir melhor e a lidar com seus desafios de forma mais saudável. E não se esqueça: você também merece cuidado e apoio, então cuide de si mesma durante esse processo.


  • Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fo

    Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fosse uma pressão muito grande subindo na minha cabeça e sem ar nariz entope e é derretendo dormindo já acordo correndo pra fora no quintal porq não aguento ficar dentro de casa impressão e q viu morrer alguém pode me ajudar pelo amor de Deus

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Bom dia. Sinto muito que você esteja passando por isso e compreendo como deve ser assustador. A crise de ansiedade pode se manifestar de várias formas e é possível que você esteja experimentando sintomas intensos que incluem falta de ar, pressão na cabeça e sensação de pânico. Essas crises podem ser muito desconfortáveis, mas é importante lembrar que você não está sozinho e há formas de lidar com isso.

    O que pode estar acontecendo?
    O que você descreveu pode ser uma crise de ansiedade ou até mesmo um episódio de pânico. Durante uma crise de pânico, as pessoas podem sentir sintomas como:

    Falta de ar ou respiração rápida
    Sensação de pressão na cabeça ou no peito
    Nariz entupido ou dificuldade de respirar
    Tontura ou sensação de desmaio
    Sensação de desrealização (sentir que a realidade ao seu redor está distorcida)
    Medo de morrer ou de algo muito ruim acontecer
    O que fazer agora?
    Tente respirar profundamente: Respire lenta e profundamente pelo nariz, contando até quatro, depois segure a respiração por alguns segundos e depois expire lentamente pela boca. Repita isso até sentir que a frequência cardíaca diminui um pouco e a sensação de falta de ar começa a melhorar.
    Procure um lugar tranquilo: Se você estiver em casa, vá para um espaço calmo, onde você se sinta mais confortável. Às vezes, a sensação de estar em um lugar diferente pode ajudar a aliviar a ansiedade.
    Fique consciente do presente: Tente se concentrar em seu entorno. Observe cinco coisas que você vê, quatro coisas que você pode tocar, três coisas que você pode ouvir, duas coisas que você pode cheirar e uma coisa que você pode provar. Isso ajuda a distrair sua mente e a se concentrar no momento presente.
    Mantenha a calma: Lembre-se de que as crises de ansiedade, apesar de serem muito desconfortáveis, não são perigosas e geralmente passam em alguns minutos. Tente lembrar disso para que você não entre em um ciclo de pânico.
    Hidrate-se e mantenha-se confortável: Beber água e manter-se em um ambiente fresco pode ajudar a acalmar um pouco.
    Quando buscar ajuda?
    Se você estiver passando por crises de ansiedade recorrentes e intensas, é importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a identificar a causa dessas crises e trabalhar com você em técnicas para gerenciá-las e tratá-las de forma eficaz. Além disso, se você sentir que essas crises estão piorando ou se estiver com pensamentos de fazer mal a si mesmo ou a outros, procure ajuda imediatamente, seja com um profissional de saúde mental ou com o pronto-socorro.

    Recursos que podem ajudar:
    Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Uma abordagem eficaz para tratar a ansiedade, que pode ajudar você a identificar e modificar padrões de pensamento que desencadeiam as crises.
    Meditação e mindfulness: Técnicas de meditação e mindfulness podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises de ansiedade.
    Exercícios de respiração e relaxamento: Técnicas como o método de respiração diafragmática e a prática de yoga podem ser úteis para controlar a ansiedade.
    Por favor, não hesite em buscar ajuda de profissionais de saúde mental ou entrar em contato com amigos e familiares de confiança. Você não está sozinho e pode encontrar formas de lidar com isso. Se precisar de mais orientações ou informações, estou aqui para ajudar.


  • Então eu acabei mexendo no celular da minha namorada e vendo algumas coisas que não queria do passad

    Então eu acabei mexendo no celular da minha namorada e vendo algumas coisas que não queria do passado dela com dois ex que ela teve, um foi de 9 anos e o outro foi de 1, aí depois veio eu e ela é minha primeira namorada. Acho que eu fiz mau de ter falado pra ela que vi as antigas conversas, fotos, porém ela disse que tá bem, mas eu sei que não no fundo não está, os dois relacionamentos anteriores dela forma bem conturbados e eu não sei o que eu faço, tô me sentindo muito mau

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    É compreensível que você esteja se sentindo mal por ter mexido no celular da sua namorada e por ter visto coisas que lhe causaram desconforto. Também é natural se sentir culpado por ter falado sobre isso com ela, especialmente sabendo que ela está lidando com as emoções relacionadas aos antigos relacionamentos dela.

    Aqui estão algumas ideias para ajudar você a lidar com essa situação e a entender como pode seguir em frente:

    1. Entenda a importância da privacidade
    Uma das coisas mais importantes em um relacionamento é o respeito pela privacidade do outro. Embora você tenha agido com a intenção de entender algo ou talvez por insegurança, mexer no celular dela e ver mensagens e fotos de ex-namorados pode ter quebrado a confiança e deixado você se sentindo mal. É essencial refletir sobre os limites da privacidade e como isso pode impactar a relação de vocês.

    2. Reflita sobre as suas emoções
    É importante reconhecer o que levou você a agir dessa maneira. Pergunte-se: Por que eu senti a necessidade de mexer no celular dela? Isso pode estar relacionado a inseguranças, medo de perder ela, ou questões de confiança que você tem consigo mesmo. Compreender as raízes desses sentimentos é um primeiro passo para poder trabalhá-los e melhor lidar com eles no futuro.

    3. Converse de maneira honesta e empática
    Você já mencionou que falou com ela sobre o que viu, e isso pode ter gerado um certo desconforto. Agora é importante ter uma conversa aberta e sincera sobre como você se sente e sobre o que motivou a sua reação. Tente fazer isso de uma forma que não culpe ou recrimine, mas que seja honesta sobre seus sentimentos. Por exemplo: Eu percebo que estou me sentindo inseguro e confuso depois de ter visto coisas do seu passado, e isso tem me afetado muito. Quero que a gente possa falar sobre isso e entender como podemos seguir em frente juntos.

    4. Trabalhe a confiança
    A confiança é a base de qualquer relacionamento saudável. Se você se sente inseguro em relação a ela ou ao relacionamento, é importante abordar isso e trabalhar na construção de confiança entre vocês. Isso pode envolver encontrar maneiras de se sentir mais seguro, como comunicar suas preocupações de maneira aberta e honesta, sem precisar invadir a privacidade dela.

    5. Seja paciente e compreensivo
    Mesmo que você sinta que a conversa com ela não está resolvendo completamente as suas preocupações, é importante dar a ela algum espaço para processar isso também. Lembre-se de que ela também pode estar lidando com suas próprias emoções em relação ao passado, e pode precisar de tempo para se abrir ou se sentir à vontade para conversar mais sobre isso com você.

    6. Busque autoconhecimento e apoio
    Considerar conversar com um terapeuta pode ajudar você a explorar por que se sentiu motivado a invadir a privacidade dela e como você pode lidar melhor com suas emoções. Isso também pode ajudar você a trabalhar na construção da sua autoestima e na gestão da ansiedade ou da insegurança que possa estar sentindo.

    7. Evite pensar que a culpa é só sua
    É natural sentir-se culpado por ter invadido a privacidade dela, mas não se sobrecarregue com a culpa a ponto de achar que foi um erro irreparável. O importante agora é aprender com essa experiência e fazer o possível para reconstruir a confiança entre vocês.

    8. Seja sincero sobre suas expectativas
    Finalmente, é importante pensar sobre o que você espera do relacionamento e como ambos podem crescer juntos. É normal ter receios sobre o passado de um parceiro, mas é importante lembrar que o relacionamento de vocês é sobre o presente e o futuro, não só sobre o passado dela.

    Lembre-se de que relacionamentos exigem comunicação, compreensão mútua e paciência. Por mais difícil que seja, é possível superar isso se ambos se dedicarem ao crescimento e à confiança. Se você sentir que está difícil lidar com isso sozinho, não hesite em buscar o apoio de amigos próximos ou profissionais de saúde mental.

    Espero que isso ajude a esclarecer algumas ideias e que você se sinta mais seguro para lidar com essa situação. Se precisar de mais ajuda ou orientação, estou à disposição.


  • Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortá

    Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortável com a ideia de eu passar a tarde na casa da minha melhor amiga, e expressou de forma clara o seu desconforto, medo e insegurança, mas não quero deixar de sair com a minha melhor amiga. O que fazemos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Esse é um dilema que muitas pessoas enfrentam em relacionamentos, especialmente quando se trata de encontrar um equilíbrio saudável entre amizades e o relacionamento amoroso. Aqui estão algumas ideias sobre como lidar com essa situação de forma que respeite os sentimentos de todos e fortaleça a confiança entre você e sua namorada:

    1. Entenda a origem do desconforto dela
    Primeiro, é importante tentar compreender por que sua namorada se sente desconfortável com a ideia de você passar a tarde na casa da sua melhor amiga. Pode haver várias razões, como insegurança, medo de que algo mais aconteça entre vocês ou simplesmente um sentimento de ciúmes. Tente ter uma conversa aberta e empática para entender o que está por trás desse sentimento dela. Pergunte a ela o que exatamente a deixa desconfortável e ouça com atenção, sem interromper.

    2. Reforce a importância da amizade e do relacionamento
    Explique de maneira gentil e honesta para ela que a amizade com sua melhor amiga é importante para você e que não há nada de romântico ou inadequado acontecendo entre vocês. Você pode dizer algo como: “Eu entendo que você se sinta desconfortável com isso, mas quero que saiba que a minha amizade com a [nome da melhor amiga] é muito importante para mim, e eu nunca faria nada que pudesse colocar nosso relacionamento em risco.”

    3. Mostre que você respeita os sentimentos dela
    Mesmo que você queira continuar saindo com sua melhor amiga, é importante demonstrar que você respeita os sentimentos da sua namorada e que está disposto a fazer alguns ajustes para que ela se sinta mais segura. Por exemplo, você pode sugerir um compromisso, como passar menos tempo na casa da sua amiga, ou garantir que sua namorada esteja ciente de onde você está e com quem está.

    4. Encontre uma solução que funcione para ambos
    Tente encontrar uma solução que seja aceitável para vocês dois. Talvez você possa convidar sua namorada para passar um tempo com você e sua melhor amiga de vez em quando, para que ela se sinta mais incluída e veja que a amizade é platônica e amigável. Ou você pode sugerir atividades em que todos possam participar juntos, de forma que ela se sinta mais à vontade e confiante.

    5. Fortaleça a confiança entre vocês
    A confiança é um elemento fundamental em qualquer relacionamento. Se a insegurança da sua namorada é um reflexo de um problema de confiança, pode ser útil ter conversas regulares sobre como ambos se sentem em relação ao relacionamento. Certifique-se de que ela saiba que você a valoriza e que está comprometido com ela.

    6. Esteja disposto a fazer compromissos
    Relacionamentos envolvem encontrar um meio-termo. Se você perceber que o desconforto da sua namorada está afetando a relação, talvez seja necessário avaliar se você pode encontrar um meio de atender às necessidades de ambos, sem abrir mão da sua amizade. Por exemplo, você pode tentar limitar a frequência com que passa longas tardes na casa da sua amiga, ou tentar organizar os encontros de forma que sua namorada se sinta mais segura.

    7. Reflita sobre a importância do equilíbrio
    É importante ter um equilíbrio saudável entre a vida social, amizades e relacionamento amoroso. Pergunte a si mesmo: O quanto essa amizade é essencial para mim? Eu posso ajustar algumas coisas para garantir que minha namorada se sinta mais confortável sem comprometer o que é importante para mim? É essencial que você e sua namorada possam manter suas próprias amizades e interesses fora do relacionamento, mas também é importante mostrar que vocês dois são prioridade um para o outro.

    8. Se a situação persistir, considere a ajuda de um profissional
    Se você perceber que essa questão está causando um impacto negativo duradouro no relacionamento e ambos estão com dificuldades de encontrar um caminho que funcione, pode ser uma boa ideia procurar a ajuda de um terapeuta de casal. Um profissional pode ajudar a mediar as conversas e ajudar vocês a encontrarem soluções que considerem as necessidades e sentimentos de ambos.

    Em resumo, é fundamental que você e sua namorada tenham um diálogo aberto e sincero sobre os sentimentos de ambos. Tente encontrar uma solução que respeite tanto o relacionamento de vocês quanto as suas amizades, e esteja disposto a fazer ajustes que ajudem a manter a confiança e a segurança no relacionamento. Lembre-se de que a base para resolver esses conflitos é a comunicação e a empatia.


  • Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi.

    Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi. Porém, não tem nada dando errado, e eu estou achando isso estranho, ser feliz, n ter muito pra reclamar, nem para ficar triste ou desapontada. Acho que nao estou conseguindo viver os momentos bons, pois parece tão irreal eu estar vivendo algo bom….

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Olá! É muito positivo que você esteja vivendo experiências boas e que se sinta feliz. No entanto, é compreensível que você esteja achando estranho ou até um pouco desconfortável não ter "nada para reclamar". Essa sensação pode ser mais comum do que parece, especialmente quando passamos por períodos difíceis e, quando algo bom acontece, pode ser difícil de acreditar ou até se permitir vivenciar plenamente.

    Aqui estão algumas reflexões e dicas sobre como lidar com isso e aproveitar mais os momentos bons:

    1. Reconheça o "impostor da felicidade"
    É possível que você esteja experienciando uma espécie de "impostor da felicidade", um sentimento que diz que você não merece estar feliz ou que algo de ruim está prestes a acontecer. Isso pode fazer você se sentir desconectada da alegria do momento. Esse tipo de pensamento é mais comum do que você imagina e pode acontecer quando estamos acostumados a lidar com desafios, dificuldades ou situações difíceis.

    2. Aceite a felicidade como ela é
    Às vezes, estamos tão acostumados a enfrentar obstáculos que, quando as coisas começam a dar certo, nos sentimos desconfortáveis ou até céticos. Lembre-se de que a felicidade é um sentimento válido e digno de ser vivido, assim como qualquer outra emoção. Permita-se aceitar a boa fase que está vivendo e sinta gratidão por isso. Não há nada de errado em ter momentos bons e em apreciá-los.

    3. Pratique a atenção plena (mindfulness)
    A prática da atenção plena pode ajudar você a se conectar melhor com o momento presente e a aproveitar as experiências boas de forma mais genuína. Tente se concentrar nos detalhes das boas experiências que está vivendo, como o que sente, vê e ouve. A meditação e a prática de respiração profunda também podem ajudar a ancorar você no momento e diminuir a sensação de que a felicidade é "irreconhecível".

    4. Evite a comparação
    Às vezes, o desconforto em viver a felicidade vem da comparação. Você pode se perguntar: "Será que isso é real?" ou "Outras pessoas têm mais motivos para serem felizes do que eu." É importante reconhecer que cada pessoa vive a própria jornada e que você merece vivenciar os bons momentos, assim como qualquer outra pessoa.

    5. Dê-se permissão para ser feliz
    Se você está acostumada a se preparar para dificuldades ou desilusões, pode ser que esteja subestimando a sua capacidade de vivenciar momentos bons sem ter uma "preparação" para algo ruim. Dê-se a permissão para aproveitar, rir, se divertir e se sentir bem sem a preocupação de que algo ruim vai acontecer a seguir.

    6. Reflita sobre os pensamentos que surgem
    Preste atenção nos pensamentos que surgem quando você está em momentos felizes. Se você se pega pensando que "isso não é real" ou que "algo está prestes a dar errado", tente desafiar esses pensamentos com uma perspectiva mais positiva. Por exemplo, se você pensar "Isso não é real", substitua por "Eu mereço estar feliz e é real para mim agora".

    7. Compartilhe sua felicidade
    Falar sobre as boas experiências com amigos e familiares pode ajudar você a se conectar com esses momentos de maneira mais profunda. Compartilhar o que está acontecendo de bom na sua vida com outras pessoas pode aumentar o sentimento de gratidão e ajudá-lo a se sentir mais confortável com a felicidade que está experimentando.

    8. Considere falar com um profissional
    Se você sentir que essa dificuldade de viver momentos bons está afetando sua vida de maneira significativa, talvez seja útil conversar com um terapeuta. Um profissional pode ajudar a explorar a razão por trás dessa dificuldade e ajudar você a encontrar maneiras de vivenciar os momentos de alegria com mais plenitude.

    Em resumo, é normal ter dificuldades para viver momentos de felicidade quando estamos acostumados a períodos difíceis. Mas, ao reconhecer esses sentimentos e praticar maneiras de se permitir viver o presente, você poderá se conectar mais profundamente com as coisas boas que estão acontecendo na sua vida. Se valorize, celebre cada pequena vitória e saiba que você merece estar bem e se sentir feliz.


  • Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sens

    Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sensação de bolo, ou como se tivesse alguém pressionando essa área. Ela vai vem. As vezes mais fraca e as vezes mais forte. Já fiz todos os exames para descartar causas orgânicas e nada foi identificado. Um médico me recomendou ir até um psiquiatra ou psicologo. Minha dúvida é, isso realmente pode ter ligação psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Olá! Sim, essa sensação de pressão ou "bolo na garganta", que pode parecer como se fosse uma compressão na região do pescoço, é algo que pode estar relacionado a questões psicológicas. Essa sensação é comumente associada a um sintoma conhecido como globus pharyngeus (ou simplesmente globo histérico). É um fenômeno bastante comum e geralmente não está relacionado a uma condição médica orgânica, especialmente quando exames para descartar causas físicas já foram feitos e não mostraram anomalias.

    Como a saúde mental pode influenciar a sensação de pressão na garganta?
    O globo histérico é frequentemente associado a estados de ansiedade, estresse e tensão emocional. Esses sentimentos podem causar tensão nos músculos da garganta e da mandíbula, levando a uma sensação de aperto ou de algo "preso" na região. Isso acontece porque, quando estamos ansiosos ou estressados, nosso corpo ativa o sistema de resposta ao estresse, que inclui tensão muscular e alterações na percepção das sensações corporais.

    Outras possíveis causas emocionais que podem contribuir para essa sensação incluem:

    Ansiedade generalizada: A preocupação excessiva pode levar a sintomas físicos, como o aperto na garganta.
    Estresse crônico: O estresse constante pode provocar tensão muscular e desconforto em várias partes do corpo, incluindo a garganta.
    Depressão: Embora seja mais conhecida por afetar o humor e a motivação, a depressão também pode se manifestar com sintomas físicos, como a sensação de pressão na garganta.
    Repressão emocional: Se você tem dificuldade em expressar emoções ou tem pensamentos e sentimentos que são reprimidos, isso pode se manifestar fisicamente.
    O que você pode fazer a respeito?
    Dado que você já fez exames médicos para descartar causas físicas, a próxima etapa seria considerar a possibilidade de que o problema tenha uma origem psicológica. Um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a avaliar sua saúde mental e determinar se há fatores emocionais ou de estresse que estão contribuindo para essa sensação.

    Algumas abordagens úteis podem incluir:

    Terapia cognitivo-comportamental (TCC): É uma abordagem eficaz para lidar com a ansiedade e pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento que contribuem para a tensão.
    Técnicas de relaxamento: Práticas como respiração profunda, meditação, ioga e técnicas de relaxamento muscular progressivo podem ajudar a reduzir a tensão e a sensação de pressão na garganta.
    Acompanhamento psicológico: Conversar com um terapeuta pode ajudar você a entender melhor seus sentimentos e como eles se manifestam fisicamente no corpo.
    Quando procurar ajuda profissional?
    Se essa sensação está interferindo na sua qualidade de vida ou causando desconforto significativo, é importante buscar a ajuda de um profissional de saúde mental. Um psicólogo ou psiquiatra poderá fazer uma avaliação detalhada e, se necessário, sugerir um plano de tratamento que pode incluir terapia, técnicas de manejo de estresse e, em alguns casos, medicação, caso a ansiedade seja um fator importante.

    Em resumo, sim, essa sensação de pressão na garganta pode ter uma ligação psicológica, especialmente se não há causas orgânicas detectadas. Procurar um profissional da saúde mental pode ser um passo importante para entender a origem do problema e aprender estratégias para lidar com ele de forma eficaz.


  • Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e g

    Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e grato pelo amor que recebo, mas vez ou outra dúvido da minha vontade de querer estar em um relacionamento. As vezes sinto saudades da vida de solteiro. Contudo esses pensamentos só ocorrem quando eu estou sozinho. Quando estou com ele, meu mundo é completamente diferente: como disse, me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter do meu lado alguém como ele. Nada me incomoda no nosso relacionamento, mas tenho medo de que esses pensamentos e desejos irracionais possam acabar destruindo tudo o que construímos até aqui. Como evitá-los e assim preservar meu namoro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Olá! É completamente natural ter dúvidas e questionamentos sobre relacionamentos, mesmo quando estamos felizes e satisfeitos. Muitas pessoas experimentam momentos em que se questionam sobre a escolha de estar em um relacionamento, principalmente em períodos de solidão ou quando estão sozinhas com seus pensamentos. Isso não significa que você não goste do seu parceiro ou que o relacionamento esteja em perigo. Às vezes, esses pensamentos podem ser reflexos de inseguranças, medos do futuro ou simplesmente a mente que busca novas experiências. Vamos explorar algumas maneiras de lidar com esses pensamentos e preservar a saúde do seu namoro.

    1. Entenda a origem dos pensamentos
    Pergunte a si mesmo por que esses pensamentos surgem, especialmente quando você está sozinho. Pode ser que a mente esteja associando a solidão a uma sensação de liberdade que você tinha na vida de solteiro. Tente refletir sobre o que a vida de solteiro representava para você e o que você sente falta. Às vezes, entender a origem desses pensamentos ajuda a separá-los do sentimento real em relação ao seu parceiro.

    2. Aproveite os momentos juntos
    Quando você está com seu namorado e se sente feliz e grato, aproveite esses momentos ao máximo. Concentre-se nas pequenas coisas que fazem você se sentir bem com ele: as conversas, os gestos, as risadas e o carinho. Aumentar a conscientização e o apreço pelo que está vivendo pode ajudar a reforçar a conexão emocional e diminuir os momentos de dúvida.

    3. Diferencie a saudade de momentos solitários da relação
    A saudade de estar solteiro pode ser confundida com insatisfação no relacionamento. Se você percebe que esses pensamentos aparecem principalmente quando está sozinho, pode ser uma forma da sua mente se reapropriar de uma parte da sua identidade que está sendo vivida de maneira diferente. Em vez de encarar isso como um problema, considere como um reflexo de necessidades que você tem de tempo e espaço para si mesmo. Isso não significa que você não ama seu parceiro, mas que também é importante manter um senso de identidade e individualidade.

    4. Pratique a autocompaixão e aceite os pensamentos
    Aceite que ter pensamentos irracionais ou ambíguos é normal e faz parte da experiência humana. Em vez de se preocupar com o fato de ter esses pensamentos, reconheça-os e siga em frente. Reprimir ou tentar evitar esses pensamentos pode fazer com que eles se tornem mais presentes. Praticar a autocompaixão significa não se julgar por ter esses pensamentos e entender que você está apenas tentando processar as complexidades de um relacionamento.

    5. Comunique-se com seu parceiro (se sentir necessidade)
    Se você se sentir confortável e achar que a situação é relevante para a saúde do relacionamento, considere conversar com seu namorado sobre como você tem se sentido. Às vezes, uma conversa honesta pode trazer alívio e ajudar a esclarecer pensamentos e sentimentos. Não é necessário dizer que está duvidando do relacionamento, mas pode ser útil compartilhar como você se sente em momentos de solidão e o que a saudade de estar solteiro significa para você.

    6. Reflita sobre o que você realmente quer
    Pergunte a si mesmo: "Eu realmente quero estar com ele e construir uma vida juntos?" Tente fazer uma lista de razões pelas quais está em um relacionamento e os aspectos positivos que ele trouxe para sua vida. Refletir sobre o que você ama e valoriza no seu parceiro pode ajudar a reforçar o compromisso que você tem com ele.

    7. Cuide do seu bem-estar emocional e individualidade
    Mantenha um equilíbrio saudável entre seu relacionamento e sua vida pessoal. Tenha hobbies, amizades e atividades que te façam sentir bem e realizado fora do relacionamento. Isso pode ajudar a diminuir a frequência e a intensidade dos pensamentos de saudade da vida de solteiro, pois você estará se sentindo mais completo de maneira geral.

    8. Considere a ajuda de um terapeuta
    Se os pensamentos de dúvida estiverem persistindo e gerando ansiedade ou medo, pode ser uma boa ideia procurar um terapeuta. Ele poderá ajudá-lo a explorar esses sentimentos mais a fundo e a entender como eles se relacionam com suas necessidades emocionais e pessoais.

    Lembre-se, é normal ter dúvidas de vez em quando, e isso não significa que você está em um caminho errado. Relacionamentos exigem trabalho e autoconhecimento. O fato de você estar se preocupando em preservar o que construiu mostra o quanto você se importa e valoriza a relação. Dê a si mesmo tempo e espaço para compreender seus sentimentos e continue investindo no que é importante para você e para o seu relacionamento.


  • Toda vez que alguém demonstra sentimentos eu acabo fugindo, de alguma forma eu abalo a pessoa e ela

    Toda vez que alguém demonstra sentimentos eu acabo fugindo, de alguma forma eu abalo a pessoa e ela vai embora, por mais que eu goste dela, mas quando fica próxima demais eu acabo fugindo, por que?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Essa é uma questão muito importante e que demonstra que você está consciente dos seus padrões de comportamento, o que é um grande passo para a compreensão de si mesmo. Fugir de alguém que demonstra sentimentos pode ter várias raízes e geralmente está relacionado a medos ou inseguranças emocionais que podem ter se desenvolvido ao longo do tempo. Vou explicar alguns motivos possíveis para esse comportamento e como você pode começar a trabalhar isso.

    1. Medo da Intimidade
    Uma das razões mais comuns para evitar a proximidade emocional é o medo da intimidade. Isso pode ocorrer por várias razões, como experiências passadas de relacionamentos difíceis ou traumas emocionais. Se você teve alguma experiência em que foi ferido ou se sentiu vulnerável ao se abrir para outra pessoa, pode ter desenvolvido um mecanismo de defesa para evitar esse tipo de situação novamente. Assim, quando alguém começa a se aproximar, o medo de se machucar ou ser rejeitado pode fazer com que você fuja.

    2. Medo de Perder a Autonomia
    Outra razão pode estar relacionada à necessidade de manter sua autonomia e independência. Se você valoriza muito a sua liberdade e sente que se entregar a um relacionamento significa abrir mão disso, você pode se afastar para proteger essa parte de si mesmo. Essa pode ser uma forma de evitar a sensação de que está perdendo o controle ou de que está se tornando dependente emocionalmente de outra pessoa.

    3. Insegurança e Baixa Autoestima
    A baixa autoestima e a insegurança também podem ser fatores que fazem você se afastar. Se você não acredita que merece ser amado ou que é capaz de manter um relacionamento saudável, pode acabar sabotando suas próprias chances de se aproximar de alguém. O medo de que a outra pessoa perceba suas inseguranças e acabe te abandonando pode fazer com que você se distancie antes mesmo de que isso aconteça.

    4. Medo de Ser Julgado
    Quando alguém demonstra sentimentos, pode haver o medo de que você seja julgado ou mal interpretado por essa pessoa. Se você tem dificuldade em expressar suas emoções ou em lidar com a vulnerabilidade, pode evitar essa situação para não ter que lidar com esse desconforto. Isso também pode ser resultado de experiências passadas em que você foi criticado ou ridicularizado por ser emocional.

    5. Padrões de Apego
    A teoria do apego sugere que os estilos de apego que desenvolvemos na infância com nossos cuidadores podem impactar a forma como nos relacionamos com os outros na vida adulta. Se você tem um estilo de apego evitativo, pode ter dificuldades em se conectar emocionalmente e se afastar quando alguém demonstra carinho ou afeto. Isso ocorre porque você pode ter aprendido a lidar com o estresse emocional de forma independente e pode se sentir desconfortável com a proximidade.

    Como começar a lidar com isso?
    Autoconhecimento: Tire um tempo para refletir sobre suas experiências passadas e como elas podem ter moldado suas atitudes e reações. Tente identificar se há eventos específicos que contribuíram para esse comportamento de fugir da proximidade.

    Aceite sua vulnerabilidade: Aprender a aceitar a ideia de que ser vulnerável é uma parte natural dos relacionamentos pode ajudar a diminuir o medo. A vulnerabilidade pode ser assustadora, mas também é a chave para conexões autênticas e significativas.

    Trabalhe na autoestima: Pratique o autocuidado e tenha práticas diárias que melhorem sua autoconfiança. Isso pode incluir atividades que você goste, estabelecendo metas pequenas e realistas, e cultivando uma mentalidade de autoaceitação.

    Busque apoio profissional: Se esses sentimentos estiverem afetando suas relações e seu bem-estar, considerar a ajuda de um terapeuta pode ser um grande passo. Um profissional pode ajudá-lo a explorar essas questões mais profundamente e a desenvolver estratégias para se sentir mais confortável em se abrir para os outros.

    Pratique a comunicação aberta: Aprenda a expressar suas emoções de forma honesta, mesmo que isso seja difícil. Quando alguém demonstra sentimentos por você, uma boa prática é simplesmente reconhecer esses sentimentos e comunicar que você valoriza a conexão, mesmo que se sinta um pouco desconfortável com a proximidade.

    Lembre-se, é normal ter medos e inseguranças quando se trata de relacionamentos e emoções. O importante é reconhecer esses sentimentos e trabalhar para encontrar formas de enfrentá-los, de modo a viver relações mais saudáveis e satisfatórias. É um processo que leva tempo, então seja paciente e gentil consigo mesmo enquanto explora e entende essas questões.


  • Boa noite tenho 33 anos tive dois casamentos e não deram certo,não consigo ter afeto canso rápido da

    Boa noite tenho 33 anos tive dois casamentos e não deram certo,não consigo ter afeto canso rápido da pessoa. Gosto muito de viver sozinha é normal isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Boa noite! Sim, é completamente normal que você sinta uma preferência por viver sozinha e tenha dificuldades em manter relacionamentos. Cada pessoa é única em suas necessidades emocionais, maneiras de se conectar com os outros e em como lida com os relacionamentos amorosos. A questão é entender o que está por trás desse sentimento e dessas experiências passadas para poder fazer escolhas que realmente te satisfaçam.

    Possíveis razões para essa preferência
    Independência e Autossuficiência: Se você gosta muito de viver sozinha e se sente realizada dessa maneira, pode ser que tenha um forte senso de independência e autossuficiência. Algumas pessoas encontram mais satisfação e paz na própria companhia do que na convivência constante com outra pessoa.

    Experiências de Relacionamentos Passados: Se os seus casamentos não deram certo e você teve dificuldades em manter um vínculo de afeto, isso pode ter gerado um certo cansaço ou desconfiança em relação à ideia de um relacionamento longo. Pode ser que você tenha aprendido, de forma inconsciente, a associar relacionamentos a experiências negativas, o que pode fazer com que você sinta que é mais fácil e confortável viver sozinha.

    Necessidade de Espaço Pessoal: Algumas pessoas simplesmente têm uma maior necessidade de espaço pessoal e de tempo sozinhas para se recarregar, pensar e viver de acordo com seus próprios termos. Isso não é um problema, mas uma característica de quem valoriza a própria autonomia.

    Dificuldade em Criar Conexões Emocionais: Se você sente que cansa rapidamente de uma pessoa e tem dificuldade em desenvolver afeto, pode ser que tenha uma forma de lidar com a intimidade que dificulte o aprofundamento das relações. Isso pode estar relacionado a padrões de apego, que podem ter se desenvolvido devido a experiências passadas, ou à forma como você se sente mais confortável em lidar com suas emoções.

    É normal sentir isso?
    Sim, é normal ter um estilo de vida onde você se sente melhor sozinha e prefere a sua própria companhia. A sociedade muitas vezes nos pressiona a ter um relacionamento ou a manter padrões de vida que não necessariamente se alinham com o que realmente queremos ou precisamos. A chave é saber o que faz você se sentir bem e confortável com quem você é. Se você se sente bem vivendo sozinha e não sente falta de estar em um relacionamento, isso é perfeitamente aceitável.

    O que considerar
    Refletir sobre os relacionamentos passados: Pode ser útil refletir sobre o que deu errado em seus casamentos e se há padrões ou comportamentos que se repetem. Isso pode ajudar você a entender melhor suas preferências e limitações.

    Explorar novas formas de conexão: Se você quiser considerar a possibilidade de um novo relacionamento, talvez seja interessante explorar formas de se conectar com outras pessoas de maneira que respeite sua necessidade de espaço e independência. Relacionamentos não precisam seguir um padrão tradicional; você pode buscar algo que combine com você, como um relacionamento mais flexível ou menos intenso.

    Aceitar suas preferências: É importante que você aceite e celebre suas preferências. A vida de uma pessoa que gosta de viver sozinha pode ser tão rica e significativa quanto a vida de alguém que tem um parceiro. Relacionamentos, amizades e conexões familiares podem trazer a profundidade e o afeto que você procura, sem que você precise mudar o seu estilo de vida.

    Se você ainda tiver dúvidas ou inseguranças
    Se você sentir que essa questão está te causando sofrimento ou se você tiver dúvidas sobre sua própria capacidade de se conectar emocionalmente, pode ser interessante conversar com um terapeuta. Eles podem ajudar a explorar suas experiências, suas emoções e a entender por que você se sente da maneira que se sente, além de oferecer orientações sobre como se sentir mais confortável com suas escolhas.

    O mais importante é que você se sinta bem com quem você é e com as decisões que toma. Viver sozinha é uma escolha válida e pode ser muito gratificante, especialmente se isso te faz feliz e te permite crescer e se desenvolver da forma que você deseja.


  • Estou iniciando um relacionamento (3 meses). Vi ele comentar a foto de uma outra mulher , mais boni

    Estou iniciando um relacionamento (3 meses).
    Vi ele comentar a foto de uma outra mulher , mais bonita, mais independente , mais interessante, bem mais estruturada etc… tbm vi ela retribuir o comentário , ele demonstra gostar de mim mas agora estou muito insegura com auto estima baixa, me causa ansiedade, fico stakeando ela, oq me deixa me sentindo mais pra baixo ainda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Relacionamentos podem ser desafiadores, especialmente quando questões de insegurança e autoestima entram em cena. O fato de você estar sentindo ansiedade e insegurança em relação à situação é totalmente compreensível, mas é importante que você comece a lidar com esses sentimentos de maneira saudável, para proteger tanto o seu bem-estar emocional quanto o relacionamento em si.

    Aqui estão algumas coisas que podem te ajudar a lidar com essa situação:

    1. Refletir sobre a relação com a autoestima
    A insegurança que você está sentindo está muito ligada à autoestima. Quando nos comparamos com outras pessoas, especialmente nas redes sociais, isso pode nos fazer sentir que não somos bons o suficiente ou que não estamos à altura. Essa comparação é muitas vezes injusta e prejudicial, pois não conhecemos a fundo as outras pessoas e nem todas as qualidades delas são visíveis nas redes sociais. Tente lembrar das suas próprias qualidades, das coisas que fazem de você uma pessoa única e valiosa.

    Se você se sente insegura com sua autoestima, trabalhar para melhorar isso é essencial. Isso pode incluir:

    Praticar o autocuidado: Tirar um tempo para si mesma, fazer atividades que te fazem sentir bem, cuidar da sua saúde mental e física.
    Refletir sobre suas qualidades: Crie uma lista das suas qualidades e conquistas. Quando se sentir insegura, recorra a essa lista.
    Evitar comparações: Redes sociais muitas vezes mostram um lado idealizado das pessoas. É importante lembrar que cada pessoa tem uma história própria, com virtudes e desafios.
    2. Compreender o comportamento do seu parceiro
    É normal que as pessoas se sintam atraídas por outras pessoas, e isso não significa que seu parceiro não te valorize ou que ele vá te abandonar. Comentar sobre a foto de alguém não é necessariamente algo negativo, mas pode ser desconfortável para quem está se sentindo inseguro. Tente conversar com ele sobre como isso te fez sentir, de maneira honesta e calma, sem acusações. A comunicação aberta e saudável é fundamental para um relacionamento bem-sucedido.

    Pergunte a ele o que você precisa para se sentir mais segura. Talvez ele nem tenha percebido o impacto de suas ações, e essa conversa pode ser um passo importante para que vocês dois se sintam mais confortáveis e respeitados. Um bom relacionamento deve ser baseado na confiança e no respeito mútuo.

    3. Evitar "stalkeamento"
    A prática de "stakeamento" (ficar observando constantemente as redes sociais da outra pessoa) geralmente piora a situação, alimentando ainda mais a ansiedade e a insegurança. Isso cria um ciclo de comparação constante e não traz benefícios. Ao invés de ficar acompanhando a outra mulher nas redes sociais, tente se concentrar em como você se sente com o seu parceiro e no que é bom para o seu relacionamento. Se a tentação de "stalkear" for muito forte, considere bloquear a pessoa nas redes sociais por um tempo, para dar um respiro e evitar que esses pensamentos sejam constantemente alimentados.

    4. Focar em sua própria vida
    Quando estamos em um relacionamento, é fácil perder o foco em nossa própria vida e nos concentrar demais no outro. Lembre-se de que você também é uma pessoa com suas próprias necessidades, objetivos e interesses. Invista em si mesma e em suas próprias atividades, sem se deixar definir pela presença ou pelas atitudes do outro. Quando você se sente bem consigo mesma, a insegurança diminui.

    5. Busque apoio emocional
    Se a ansiedade estiver tomando conta de você, pode ser útil conversar com um terapeuta. A terapia pode ajudá-la a lidar com a insegurança, melhorar a autoestima e entender mais sobre como as comparações e as expectativas afetam seu bem-estar emocional.

    6. Pratique a confiança
    A confiança é um pilar fundamental em qualquer relacionamento. Trabalhar para desenvolver essa confiança, tanto em si mesma quanto no seu parceiro, vai ajudar a aliviar a ansiedade. Pergunte-se: Eu confio em mim mesma para lidar com essa situação? e Eu confio no meu parceiro para ser fiel e respeitoso? A confiança se constrói com o tempo e com ações consistentes.

    Em resumo:
    É natural sentir insegurança de vez em quando, mas é importante não deixar que isso controle suas emoções ou seu comportamento. Trabalhar sua autoestima, estabelecer uma comunicação clara e aberta com seu parceiro e buscar apoio emocional são passos importantes para superar essa situação.

    Lembre-se: você é única e valiosa do jeito que é, e o relacionamento de vocês deve ser baseado no respeito mútuo e na confiança. Se você se dedicar a crescer como pessoa e a ter um relacionamento saudável consigo mesma, o resto virá com o tempo.


  • Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Qu

    Olá! Eu fui casada por 7 anos e quando tive meu bebê, ele ficou na UTI por complicações do parto. Quando ele teve alta, o pai dele nos deixou. Logo assumiu relacionamento com outra mulher. Ja se passaram 4 anos e eu não consigo me aprofundar em relacionamentos com ninguém. Só tive relações superficiais, sinto medo da intimidade e da convivência, sempre acabo fugindo dos rapazes e sinto uma grande angústia quando penso nesse assunto de relacionamentos. Como posso vencer isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Olá, sinto muito por tudo o que você passou e compreendo como pode ser difícil lidar com todas essas emoções e experiências. A perda do relacionamento e as dificuldades com o parto e a saúde do seu bebê certamente foram momentos traumáticos, e é totalmente compreensível que você esteja tendo dificuldades para se aprofundar em novos relacionamentos.

    O medo da intimidade e da convivência com outras pessoas, especialmente após um trauma emocional, é uma reação comum. Pode haver vários fatores que influenciam esse comportamento, e superar isso é possível, mas requer tempo e paciência consigo mesma. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar você a lidar com esses sentimentos e avançar em direção a um relacionamento saudável:

    1. Reconheça o trauma emocional passado
    Você passou por um período de muita dor emocional com o parto, a saúde do seu bebê e a separação do pai dele. Esses eventos podem ter deixado marcas profundas, e, sem perceber, seu cérebro pode estar tentando se proteger de novas dores e decepções, levando você a evitar a intimidade emocional. Reconhecer e validar essa dor é o primeiro passo para começar a curá-la. Lembre-se de que seus sentimentos são válidos, e o medo que você sente não significa que você é fraca ou incapaz.

    2. Trabalhe a autoestima e a autoconfiança
    Após um fim de relacionamento traumático, a autoestima pode ficar abalada. Investir em si mesma, seja em termos de autocuidado, aprendizado de novas habilidades ou realizando coisas que lhe tragam alegria, pode ajudar a restaurar sua confiança. Quando você se sente mais segura consigo mesma, fica mais fácil se permitir ser vulnerável com os outros.

    3. Processar as emoções com ajuda profissional
    Se você ainda sente que o trauma da separação e das experiências passadas estão sendo difíceis de superar, pode ser muito útil procurar um psicólogo. A terapia pode ajudá-la a trabalhar essas questões de forma profunda e segura, além de poder ajudá-la a compreender o que está acontecendo com suas reações diante dos relacionamentos. A psicoterapia também pode ser um excelente espaço para lidar com medos, inseguranças e aprender a estabelecer uma nova forma de se conectar com as pessoas.

    4. Permita-se ir no seu tempo
    É fundamental dar-se tempo. Não há pressa para se abrir para novos relacionamentos. Não precisa se sentir pressionada a ter uma relação intensa e duradoura imediatamente. Você pode ir com calma, sem se forçar a se envolver em algo que não está confortável. Relacionamentos não precisam ser apressados, e cada pessoa tem seu próprio ritmo para se conectar com os outros.

    5. Trabalhe a ansiedade e o medo
    A ansiedade e o medo de intimidade podem ser sintomas do que você passou, mas também podem ser trabalhados com algumas práticas e técnicas. A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, pode ser muito eficaz para ajudar a desafiar esses medos e entender suas origens. Técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou mindfulness, também podem ser muito úteis para controlar a ansiedade e permitir que você lide melhor com esses sentimentos.

    6. Pequenos passos em direção à conexão
    Se você sente que as relações superficiais são as únicas que consegue manter, tudo bem. Pode começar com pequenos passos para aprofundar essas conexões. Comece com a amizade, sem pressão para que algo romântico aconteça. Isso pode ajudar a reduzir o medo da intimidade, à medida que você constrói confiança e se sente mais confortável.

    7. Entenda o medo de se envolver novamente
    O medo de ser magoada, de sofrer novamente e de se deixar vulnerável é natural, especialmente depois de uma separação difícil. Mas é importante entender que, ao se proteger completamente, você pode estar se impedindo de viver novas experiências e criar novas conexões significativas. O objetivo não é eliminar esse medo de forma abrupta, mas aprender a convivir com ele e agir apesar dele.

    8. Reconheça que relacionamentos podem ser diferentes agora
    Seu bebê e o que você passou com ele são prioridades agora, e isso pode afetar a forma como você enxerga relacionamentos. Você não precisa se sentir pressionada a buscar um relacionamento no mesmo molde de antes. Pode ser que você precise de mais tempo, ou que precise de uma abordagem mais leve e gradual para permitir que as coisas aconteçam. Relacionamentos podem ser ajustados às suas necessidades, e eles podem ser muito diferentes da sua experiência anterior.

    Conclusão
    Vencer o medo da intimidade e do envolvimento em um novo relacionamento é um processo. A chave é ser gentil consigo mesma, buscar apoio psicológico, e ir no seu próprio ritmo. Não há problema algum em sentir medo, mas com apoio adequado e autoconhecimento, você pode superar isso e aprender a se abrir para novas experiências, quando estiver pronta.


  • Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção. Bom, é aquele classico, sa

    Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção.

    Bom, é aquele classico, sabe? não tenho vontade de fazer quase nada, não vejo sentido nas coisas, em planos futuros porque sinto que o que devia ser importante pra mim nao é. Me isolo das pessoas que podia ser mais amiga, sou muito medrosa. Eu não sou conhecedora de coisas populares que as sabem e nem tenho muito desejo de conhecer, só sei falar bobagem. Não tenho gostos series/musicas/filmes favoritos.

    Eu me sinto diferente dos outros, meio distante, sinto que os outros conseguem se distrair mais fácil. Com uma letra de musica triste, eu fico noiada achando que aquilo deve ter algum significado para minha vida.Perdi minha personalidade fazem 7 anos em um relacionamento abusivo de 1 ano.

    Eu era inteligente, perseverante, um pouco mais confiante, tinha hobbies e paixões, desenhava muito, lia sempre algum livro, escrevia muito bem, falava muito bem, me vestia como eu queria, cheia de inspiração.
    Agora eu não sei quem eu sou, não gosto de ler, meus desenhos não me agradam mais tanto, não escrevo nada com nada e me visto no automático.
    Eu não vejo sentido nem muita alegria na vida, além de estar namorando um cara muito gentil e do bem.
    Enfim, me sinto incompleta, quebrada, por favor me ajudem, abraços!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Isabella Iuli

    Oi! Primeiro, quero te agradecer por confiar em compartilhar seus sentimentos. A sensação de perda de si mesma que você descreve, especialmente depois de um relacionamento abusivo, é muito válida e pode ser extremamente dolorosa. Passar por isso pode deixar marcas profundas na nossa autoestima, nos nossos gostos e até na forma como vemos o mundo.

    O que você descreve pode ser um reflexo de uma combinação de fatores, como o trauma emocional do relacionamento abusivo, uma possível depressão e a falta de motivação ou conexão com as coisas que antes te davam prazer. Muitas vezes, quando passamos por situações difíceis, o nosso sentido de identidade e de propósito pode ficar obscurecido, e isso pode se refletir em um distanciamento de atividades que antes eram significativas para nós.

    Aqui estão algumas sugestões que podem te ajudar a retomar o contato com sua essência:

    Reconheça e acolha seus sentimentos: O primeiro passo para sair dessa sensação de perda é entender que o que você está sentindo é legítimo. Esse vazio que você sente não significa que você perdeu sua essência para sempre. Muitas vezes, o que está acontecendo é que você ainda está tentando entender o impacto do abuso que sofreu e como isso alterou sua percepção de si mesma.

    Procure ajuda profissional: Ter um psicólogo ou terapeuta para te apoiar é fundamental nesse processo de reconexão com quem você era e quem você quer ser. Terapias como a cognitivo-comportamental ou a EMDR (dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares) podem ajudar muito no processo de cura de traumas.

    Pequenos passos: Reconstruir seu sentido de identidade pode levar tempo, e tudo bem. Não é preciso forçar mudanças radicais ou tentar voltar a ser quem você era de uma vez. Dê passos pequenos, como tentar redescobrir alguma coisa que te dava prazer antes (um livro, um desenho, uma atividade criativa). Não se cobre por não gostar de coisas que você costumava gostar. Às vezes, a vida passa por fases e é normal que nosso gosto mude, principalmente depois de uma experiência dolorosa.

    Autocuidado e autocompaixão: O que você está sentindo pode ser uma forma de se desconectar de si mesma como uma defesa. Mas é importante, aos poucos, tentar se reconectar com quem você é, mesmo que de forma gradual. Isso pode incluir atividades simples como tentar tirar um tempo para si, cuidar do seu corpo (seja com um banho relaxante, uma caminhada ou simplesmente respirando fundo). O autocuidado é um processo importante para se reencontrar.

    Relacione-se com pessoas de confiança: Embora você tenha se isolado, estar perto de pessoas que realmente se importam com você pode ser um passo importante. Não precisa ser uma mudança drástica, mas talvez buscar gradualmente pessoas que possam apoiar e acolher seus sentimentos, sem pressão para "ser alguém diferente".

    Seja paciente consigo mesma: Não existe um caminho único ou um tempo certo para "se encontrar". O que você está sentindo é uma fase, e pode ser útil permitir-se viver esse processo sem pressa de ter todas as respostas ou de se sentir como "era antes". Muitas vezes, a reconexão com nós mesmos passa por um processo de aceitação de quem somos agora, com nossas mudanças.

    Você mencionou ter um parceiro muito gentil, o que é um bom ponto de partida para se apoiar emocionalmente. É importante que você se permita viver o que está sentindo e, ao mesmo tempo, busque formas de gradualmente encontrar alegria em coisas simples.

    Lembre-se: você não está sozinha nesse processo, e há caminhos para se curar e se redescobrir. Dê-se tempo e carinho. Você merece se sentir bem consigo mesma novamente. Se precisar de mais apoio, estou por aqui para conversar.


Perguntas frequentes

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