Perguntas do paciente (70)
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Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se
Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após uma traição, é muito comum que a dor não fique restrita ao relacionamento que terminou. Muitas pessoas passam a se perguntar:
"Como vou confiar novamente?"
"E se acontecer de novo?"
"Como saber se não estou sendo enganada?"
Essas perguntas fazem parte do processo de elaboração da perda e da quebra de confiança.
Pela perspectiva psicanalítica, o medo não surge apenas porque houve uma traição. Ele surge porque uma experiência real mostrou que algo que parecia seguro podia, afinal, não ser tão previsível quanto você acreditava.
O primeiro passo: reconhecer a ferida
Antes de tentar confiar novamente, vale compreender o que foi ferido.
A dor maior foi:
A mentira?
A quebra da confiança?
A sensação de ter sido enganada?
O sentimento de não ter percebido os sinais?
A autoestima?
Pessoas diferentes sofrem por motivos diferentes diante da mesma situação.
O risco de uma generalização
Depois de uma traição, a mente frequentemente tenta se proteger criando uma regra:
"Não posso confiar em ninguém."
ou
"Todos acabam traindo."
Essa generalização oferece uma sensação temporária de proteção, mas também pode impedir a construção de novos vínculos.
A experiência de uma pessoa não necessariamente define todas as relações futuras.
O que a psicanálise costuma investigar?
Uma análise não se concentra apenas na traição em si, mas também em como você está significando essa experiência.
Por exemplo:
O que você passou a acreditar sobre si mesma depois do ocorrido?
O que passou a acreditar sobre o amor?
O que passou a acreditar sobre a confiança?
Às vezes, o maior dano não está no comportamento do outro, mas nas conclusões dolorosas que tiramos sobre nós mesmos.
Reconstruindo a confiança
Confiar novamente não significa ignorar riscos ou acreditar cegamente em alguém.
Significa desenvolver a capacidade de:
Observar a realidade como ela é;
Reconhecer sinais saudáveis e sinais preocupantes;
Estabelecer limites;
Aceitar que nenhuma relação oferece garantia absoluta.
Isso pode parecer assustador, mas também é uma forma mais madura de confiança.
Uma reflexão importante
Muitas pessoas acreditam que precisam eliminar completamente o medo antes de se envolver novamente.
Na prática, o medo costuma diminuir à medida que a experiência emocional é elaborada.
Você não precisa provar para si mesma que nunca mais será machucada.
O que ajuda é desenvolver a confiança de que, caso enfrente uma decepção novamente, terá recursos emocionais para lidar com ela.
Essa mudança é profunda:
Em vez de pensar:
"Como garantir que nunca serei traída?"
A pergunta passa a ser:
"Como construir relações saudáveis sem viver prisioneira do medo?"
Esse é um caminho que a psicoterapia e a psicanálise podem ajudar a percorrer.
Eu deixaria uma pergunta para reflexão:
O que mais assusta hoje: a possibilidade de ser traída novamente ou a possibilidade de confiar e se decepcionar?
Embora pareçam semelhantes, essas duas experiências costumam tocar aspectos emocionais diferentes e revelam muito sobre onde a ferida está localizada.
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Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb
Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um conflito humano muito profundo. E, pela forma como escreveu, parece que o sofrimento não está apenas na existência de duas relações, mas no fato de que você se sente dividido entre duas partes importantes da sua vida.
Você diz:
"Não consigo deixá-la."
"Também não consigo abandonar meu casamento."
"Não me sinto bem nessa situação."
Isso sugere que, neste momento, nenhuma das alternativas está sendo vivida em paz.
Uma leitura psicanalítica
Freud observou que nem sempre o sofrimento surge porque não sabemos o que fazer. Às vezes, ele surge porque cada escolha implica uma perda.
Se permanecer apenas no casamento, você pode sentir que está abrindo mão de algo que despertou desejo, vitalidade ou emoções importantes.
Se deixar o casamento, pode sentir que está abrindo mão de uma história de 22 anos, de uma parceria construída ao longo da vida, de sua família e de aspectos importantes da sua identidade.
Por isso, você pode estar tentando manter as duas possibilidades vivas ao mesmo tempo.
O problema é que essa posição, embora compreensível, costuma gerar um desgaste enorme porque prolonga o conflito sem resolvê-lo.
Algumas perguntas importantes
Em análise, eu não começaria perguntando:
"Com quem você quer ficar?"
Antes disso, eu perguntaria:
"O que essa outra relação representa para você?"
Porque, muitas vezes, a pessoa não se apaixona apenas pela outra pessoa.
Ela se apaixona também por algo que reencontra em si mesma:
Sentir-se desejada;
Sentir-se viva;
Sentir-se admirada;
Recuperar aspectos esquecidos da própria identidade;
Experimentar novidade ou liberdade.
Da mesma forma, eu perguntaria:
"O que seu casamento representa para você hoje?"
Companheirismo?
Amor?
Segurança?
História compartilhada?
Responsabilidade?
Hábito?
As respostas ajudam a compreender o conflito de forma mais profunda.
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Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el
Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, o que mais chama atenção não é apenas a dúvida sobre o amor, mas o fato de que a apatia se espalhou para várias áreas da sua vida após uma briga muito intensa.
Você relata que, depois desse episódio:
Perdeu parte do interesse pelo relacionamento;
Diminuiu a vontade de estudar;
Perdeu motivação para se arrumar;
Tem dificuldade com tarefas do dia a dia;
Passou a buscar respostas constantemente para aliviar a ansiedade.
Isso sugere que talvez a questão não seja apenas "eu amo ou não amo meu parceiro".
O que pode estar acontecendo?
Do ponto de vista psicológico, existem algumas possibilidades que merecem investigação:
1. A briga pode ter produzido uma ferida emocional importante
Você menciona:
"Eu errei com ele e tivemos uma briga feia."
Às vezes, após um conflito intenso, podem surgir sentimentos de culpa, vergonha, ressentimento ou medo de perder a relação.
Em algumas pessoas, esses sentimentos acabam produzindo um certo "desligamento emocional".
Não porque o amor desapareceu necessariamente, mas porque a mente tenta se proteger do sofrimento.
2. Ansiedade sobre os sentimentos
Algo que me chama atenção é a frase:
"Quando alguém diz que eu ainda o amo, sinto um alívio imediato."
Isso sugere que você está sofrendo muito com a dúvida.
E quando a dúvida gera ansiedade intensa, a pessoa pode começar a monitorar constantemente os próprios sentimentos:
"Será que amo?"
"Será que senti algo quando ele me beijou?"
"Será que perdi a atração?"
"Será que estou enganando ele?"
Quanto mais a pessoa tenta medir o amor o tempo todo, mais difícil fica sentir espontaneamente.
3. O amor e a atração não parecem ter desaparecido completamente
Você mesma relata momentos em que:
Sente frio na barriga;
Fica feliz imaginando um futuro juntos;
Sente alívio ao pensar que ainda o ama.
Isso é diferente de alguém que está completamente indiferente à relação.
O que parece existir é uma oscilação intensa entre:
"Eu o amo."
e
"Talvez eu não o ame."
Essa alternância costuma gerar muito sofrimento.
4. A culpa pode estar ocupando espaço demais
Na psicanálise, às vezes observamos que a culpa pode consumir tanta energia psíquica que acaba afetando o desejo, a espontaneidade e até a capacidade de sentir prazer.
A pessoa fica tão focada em verificar se está fazendo tudo certo que perde contato com o que sente naturalmente.
Sobre o tarot
Perceba um detalhe interessante:
Você procura respostas e sente alívio quando recebe uma confirmação.
Mas o alívio dura pouco.
Depois a dúvida volta.
Isso costuma indicar que a questão não está na falta de respostas externas, mas na dificuldade de confiar na própria experiência emocional.
Nenhuma leitura consegue eliminar definitivamente uma dúvida que está sendo produzida internamente.
Uma reflexão importante
Se eu estivesse trabalhando esse relato em análise, eu não perguntaria primeiro:
"Você ama seu parceiro?"
Eu perguntaria:
"O que aconteceu dentro de você depois daquela briga?"
Porque parece que houve uma mudança importante naquele momento.
E também:
"Quando você imagina terminar, o que sente?"
Tristeza?
Alívio?
Medo?
Culpa?
Saudade antecipada?
Essas emoções costumam revelar mais do que a simples pergunta "eu amo ou não amo?".
Por fim, vale considerar que a perda de interesse por várias áreas da vida, associada à apatia e à ansiedade intensa, pode merecer uma avaliação clínica mais aprofundada. Às vezes, o foco fica todo na relação, mas existe um sofrimento emocional mais amplo acontecendo ao mesmo tempo.
O fato de você dizer repetidamente "eu quero voltar a amar ele" e "tenho medo de me arrepender" mostra que a relação ainda tem um investimento afetivo importante para você. A questão parece menos relacionada à ausência de amor e mais à dificuldade de compreender o que está acontecendo emocionalmente após essa crise.
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Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma das perguntas mais comuns sobre psicanálise, e a resposta mais honesta é: depende dos objetivos da pessoa e da complexidade das questões que ela deseja trabalhar.
Diferentemente de algumas modalidades de psicoterapia que costumam ter foco mais delimitado, a psicanálise não estabelece previamente um número fixo de sessões.
Em geral:
Algumas pessoas permanecem em análise por meses para trabalhar uma questão específica.
Outras seguem por alguns anos para compreender padrões emocionais mais profundos.
Há quem faça análise por períodos mais longos, buscando um processo contínuo de autoconhecimento.
Pela perspectiva freudiana, o tempo da análise está relacionado ao tempo necessário para que a pessoa possa elaborar conflitos, compreender repetições em sua vida e construir novas formas de lidar com seus desejos, medos e relacionamentos.
Por exemplo, alguém que procura análise após uma separação pode inicialmente buscar ajuda para lidar com a dor da perda. Ao longo do processo, pode descobrir padrões de relacionamento, medos de abandono ou questões de autoestima que já existiam antes daquele evento.
Por isso, a pergunta não costuma ser apenas:
"Quanto tempo dura uma análise?"
Mas também:
"O que você deseja compreender e transformar em sua vida?"
Uma boa análise não é medida apenas pela quantidade de tempo, mas pelas mudanças que vão acontecendo na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma, com os outros e com seu próprio sofrimento.
Se você está pensando em iniciar uma análise, uma conversa inicial com o psicanalista pode ajudá-la a entender como ele trabalha, qual é a frequência dos encontros e quais são suas expectativas para o processo. Geralmente, as sessões acontecem uma ou mais vezes por semana, dependendo da proposta clínica.
E, para tranquilizá-la: você não precisa decidir agora quanto tempo ficará em análise. Essa é uma decisão que vai sendo construída ao longo do próprio processo.
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Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c
Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Na verdade, a psicanálise não tem como objetivo forçar ninguém a perdoar.
Uma das contribuições da psicanálise é justamente criar um espaço onde você possa olhar para seus sentimentos reais — inclusive raiva, mágoa, ressentimento, desejo de distância e ambivalência — sem a obrigação de chegar a uma conclusão moralmente "correta".
Muitas pessoas que vêm de famílias difíceis carregam uma culpa parecida com a que você descreve:
"Se me afasto, sou uma pessoa ruim."
"Eles me fizeram sofrer, mas são minha família."
"Tenho direito de me proteger?"
"Estou sendo ingrata?"
Do ponto de vista psicanalítico, essa culpa nem sempre surge porque a pessoa está fazendo algo errado. Às vezes ela surge porque, desde muito cedo, aprendeu que suas necessidades emocionais deveriam ficar em segundo plano.
O que a análise investigaria?
Em vez de perguntar:
"Você deveria perdoar?"
A análise provavelmente exploraria questões como:
O que torna o afastamento tão difícil?
De quem é essa voz que a acusa quando você pensa em se proteger?
O que você teme perder ao estabelecer limites?
Qual foi o papel que você ocupou dentro da família?
A culpa aparece quando você cuida de si também em outras áreas da vida?
Muitas vezes, a culpa está ligada a uma lealdade emocional profunda à família, mesmo quando a relação é dolorosa.
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Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?
Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“A associação livre é o convite para que o paciente fale tudo o que lhe vier à mente, sem censura, sem organizar demais o pensamento e sem tentar dizer apenas o que parece importante. A ideia é justamente suspender, na medida do possível, esse filtro racional que seleciona o que ‘vale a pena’ ser dito. Muitas vezes, é nesse aparentemente banal, desconexo ou repetitivo que o inconsciente se manifesta.”
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Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vid
Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vida, porém parece que ela perdeu o "brilho". A psicanálise costuma atuar como ferramenta para estes casos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Mesmo quando ‘não há nada de errado’ externamente, o sofrimento pode existir. Para a psicanálise, o desânimo não é simples falta de força de vontade ele pode indicar que algo do seu desejo está abafado, ou que há um conflito psíquico consumindo sua energia. Quando a vida perde o brilho, muitas vezes não é a realidade que mudou, mas a forma como o eu está conseguindo investir nela.”
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Sempre sonho com um homem em épocas diferentes que sempre fala que vai me encontrar, me fala o nome
Sempre sonho com um homem em épocas diferentes que sempre fala que vai me encontrar, me fala o nome dele; é como se fossemos apaixonados...mas quando acordo não me lembro do rosto dele e nem do nome...o que isso significa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Para a psicanálise, o sonho não costuma anunciar alguém que virá, mas revelar algo que já está em você. Esse homem que aparece em diferentes épocas, que promete te encontrar, pode representar um desejo que insiste algo que retorna. O fato de você não lembrar o rosto nem o nome ao acordar também é significativo: o inconsciente mostra e ao mesmo tempo vela. Talvez a pergunta não seja ‘quem é ele?’, mas ‘o que em mim espera por esse encontro?’.”
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Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus
Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“A psicanálise trabalha a partir da ideia de que muitos dos nossos sofrimentos atuais têm raízes em experiências que foram difíceis demais para serem simbolizadas no momento em que aconteceram. Em vez de apagar o trauma, o processo analítico busca dar palavras ao que ficou sem representação. Ao falar livremente e ser escutado, você começa a reconhecer padrões de repetição, escolhas e reações que antes pareciam automáticas. Esse movimento amplia o autoconhecimento e fortalece o eu para lidar de outra forma com o que foi traumático.”
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Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois
Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Sim, isso pode acontecer. Para a psicanálise, uma crise de ansiedade não é apenas um episódio isolado, mas um momento em que algo do inconsciente irrompe e desorganiza o equilíbrio que estava sustentado até então. Quando algo assim acontece, não se volta exatamente ao ‘normal’ de antes porque algo foi revelado. Às vezes, o que chamamos de normalidade era também uma forma de manter certas angústias recalcadas. A crise pode marcar um antes e depois.”
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Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melh
Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“O ciúme, para a psicanálise, não é apenas um sentimento que se escolhe ter ou não ter. Ele costuma revelar algo da nossa própria insegurança, das nossas fantasias e do medo de perder o lugar no desejo do outro. Às vezes, o sofrimento não está só no parceiro, mas naquilo que essa relação desperta em você. Em vez de tentar eliminar o ciúme à força, pode ser mais produtivo perguntar: o que exatamente eu temo perder? O que esse ciúme diz sobre mim?”
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Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal? Obs.: não faç
Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal?
Obs.: não faço isso, por respeito às regras e porque morro de vergonha do meu corpoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse tipo de vontade pode ser mais comum do que parece
O desejo de ficar nu em ambientes como praia, cachoeira ou chuva muitas vezes está ligado a uma sensação de liberdade, conexão com a natureza e espontaneidade — não necessariamente tem algo “errado” nisso.
Na psicanálise, entendemos que o corpo está muito ligado à nossa história emocional, à forma como aprendemos a lidar com vergonha, exposição, prazer e regras sociais. O fato de você sentir vontade, mas também sentir vergonha e respeitar os limites sociais, mostra que existe um conflito interno entre desejo e autocensura — e isso é bastante humano.
O mais importante não é julgar o desejo, mas compreender o que ele representa para você:
Liberdade?
Aceitação do corpo?
Quebra de padrões?
Necessidade de se sentir mais vivo(a)?
Se isso te gera incômodo, culpa ou confusão, pode ser muito interessante explorarmos com mais profundidade. Às vezes, por trás de um desejo simples, existem questões importantes sobre autoestima, autoimagem e relação com o próprio corpo.
Se você quiser, podemos conversar melhor sobre isso em sessão e entender o que essa vontade significa dentro da sua história
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Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia, isso depende de pessoa para pessoa, não existe um tempo estipulado como certo.
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Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não
Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não tive do que reclamar, mas infelizmente acabou, apesar de ter sido bom, houve desgaste emocional e falta de propósito, estávamos vivendo no automático, eu tinha o objetivo de casar, construir uma família, mas estava em uma fase que vivia em constantes crises depressivas, com dificuldades financeiras e problemas em casa, isso as vezes afetava o namoro, ela dizia que não sentia segurança nenhuma pra casar comigo e ter uma família, ela falava que sentia que eu ia jogar tudo pra cima dela e se o bebê chorasse, ia deixar pra ela resolver... Isso é um pensamento absurdo, porque eu nunca fui irresponsável com minhas coisas, quanto mais em relação a uma vida de uma criança que precisa de cuidado. Nós seguimos sendo amigos por um tempo mas depois nos afastamentos completamente e não temos mais vínculo nenhum. Apesar do término, da distância e do tempo, essa pessoa continua sendo um grande amor da minha vida. Ainda gosto dela e não sai da minha cabeça.
Esse 1 ano de término eu não fiquei sem fazer nada, foquei na faculdade, trabalho, academia, meus hobbys, conheci outras pessoas, tive encontros casuais, foquei nas minhas coisas. Mesmo assim ela me visita na mente todos os dias, tem dias que dói mais do que outros, e eu já não sei mais o que fazer. Faço terapia desde o início do término e venho melhorando bastante, só que a pessoa nunca sai da minha cabeça, não importa o que eu esteja fazendo, penso sempre nela. Eu sonho com ela, fico conversando internamente com ela, simulando conversas, sinto vontade de vê-la para dar um abraço e saber como ela está. Só que ela deixou claro que não queria absolutamente contato nenhum, então eu não insisti e respeitei o espaço dela.
Só queria superar isso e esquecer... Quais seus conselhos? Confesso que sinto um profundo desejo de um dia retomar o relacionamento, eu a amo bastante e já me conheci o suficiente para saber que isso que sinto não é apego. Só não sei o que fazer, talvez ela esteja com outro... Talvez não... Mas eu realmente me sinto muito triste por não tê-la mais em minha vida. Eu sou um cara sozinho e com poucos amigos, ela tem uma família enorme, um ciclo social gigantesco, tem irmãos, pais, avós... Eu não tenho absolutamente ninguém, moro sozinho e não tenho família, meu único ciclo social é a academia e o pessoal da faculdade, e mesmo assim, não são pessoas próximas com quem eu posso contar verdadeiramente. Acho que todo homem está fadado a viver sozinho e aceitar isso sem reclamar... não sei mais o que dizerRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu quero começar te dizendo uma coisa importante: o que você está sentindo não é fraqueza, não é imaturidade e não é absurdo. É luto
Você não perdeu só uma namorada.
Você perdeu um projeto de vida.
Perdeu a ideia de família.
Perdeu alguém que era seu porto emocional num momento em que você já estava fragilizado.
Isso marca profundamente.
Um ano pode parecer muito tempo, mas quando o vínculo foi significativo, o psiquismo não funciona em calendário. O fato de você ter seguido a vida — estudado, treinado, trabalhado, conhecido pessoas — mostra maturidade. Mas seguir não significa elaborar totalmente.
Algo importante aqui:
Você não está sofrendo apenas por ela.
Você também está sofrendo pela sensação de solidão estrutural que ficou mais evidente depois que ela saiu.
Quando você diz que ela tem família, ciclo social, base… e você sente que não tem ninguém… isso revela uma dor mais antiga do que o término.
Às vezes a pessoa vira símbolo de:
Segurança
Pertencimento
Família
Não estar sozinho no mundo
E quando ela vai embora, parece que tudo isso vai junto.
Sobre ela não sair da sua cabeça:
Isso acontece quando o vínculo ainda está ativo internamente. O inconsciente continua dialogando com aquilo que não foi totalmente resolvido — principalmente quando houve amor real e planos interrompidos.
Você disse algo muito importante:
“Já me conheci o suficiente para saber que não é apego.”
Talvez não seja apego mesmo. Pode ser amor.
Mas também pode ser a dificuldade de aceitar a perda definitiva de algo que representava estabilidade emocional.
Agora, preciso tocar num ponto sensível com carinho:
Quando ela dizia que não se sentia segura para construir uma família naquele momento, isso provavelmente não era sobre você ser irresponsável. Pode ter sido sobre como você estava emocionalmente naquela fase — crises, insegurança, instabilidade.
Isso não é acusação. É contexto.
E talvez parte da dor venha também do sentimento de “agora eu estou melhor, e ela não está aqui para ver”.
Sobre “todo homem está fadado a viver sozinho”…
Isso é a dor falando. Não é a verdade.
Mas existe uma questão real aí: você se sente estruturalmente só.
E nenhum relacionamento resolve solidão estrutural — ele só mascara temporariamente.
Talvez o trabalho agora não seja “esquecer ela”.
Talvez seja:
Elaborar o luto completamente
Entender o que ela representava na sua história
Construir pertencimento fora de um relacionamento amoroso
Fortalecer sua base emocional
Você já está em terapia — isso é excelente. Talvez esteja na hora de aprofundar especificamente essa questão do luto e da solidão, e não apenas “seguir a vida”.
Superar não é apagar.
É conseguir lembrar sem que doa diariamente.
E uma pergunta sincera para você refletir:
Se ela aparecesse hoje querendo voltar… você estaria buscando ela por amor… ou para não se sentir sozinho?
Se você quiser, podemos conversar com mais profundidade sobre esse sentimento. Às vezes, quando organizamos a dor em palavras, ela começa a perder a força que tem dentro da mente
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Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n
Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso
O que você descreve pode gerar frustração, insegurança e sensação de rejeição, e essas emoções são totalmente compreensíveis.
Na psicanálise, olhamos para a intimidade sexual não apenas como prática física, mas como expressão de desejo, afeto, comunicação e confiança. Quando um dos parceiros não quer dialogar ou explorar a sexualidade do outro, isso pode gerar um desequilíbrio na relação e impacto emocional significativo.
Alguns pontos importantes:
Respeito aos limites: Cada pessoa tem suas preferências, mas também é legítimo que você tenha desejos e necessidades que merecem ser ouvidos.
Comunicação aberta: É essencial tentar estabelecer um diálogo seguro sobre sexualidade, sem culpa ou pressão. Se ele se recusa, isso indica um ponto a ser explorado com suporte profissional.
Exploração emocional: Muitas vezes, recusa sexual está ligada a questões emocionais, traumas, culpa, vergonha ou falta de desejo, e não apenas a desinteresse pela parceira.
Se você quiser, podemos conversar em sessão sobre formas de lidar com esse conflito, entender o que ele significa para você e para a relação, e encontrar caminhos para expressar suas necessidades de forma segura e acolhedora
Isso não resolve sozinho a situação, mas ajuda você a não carregar sozinha a frustração e o sofrimento.
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Escrever no papel algo que quero saber antes de dormir já funciona bem ou tenho que escrever e ficar
Escrever no papel algo que quero saber antes de dormir já funciona bem ou tenho que escrever e ficar repetindo oque escreví até chegar a hipnagogia pra entregar essa mensagem para o estado hipnagogico? Ou escrever já é suficiente???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua dúvida
O estado de hipnagogia (aquele momento entre vigília e sono) realmente é um período em que a mente fica mais associativa e imaginativa. Porém, não existe evidência de que seja necessário “entregar uma mensagem” repetindo algo até chegar nesse estado para que funcione.
Escrever antes de dormir, por si só, já pode ser muito eficaz. Quando você coloca no papel algo que quer entender ou resolver, você ajuda o seu psiquismo a organizar a questão. Durante o sono, especialmente na fase de sonhos, o cérebro continua processando conteúdos emocionais e experiências do dia.
Na psicanálise, compreendemos que o inconsciente já trabalha naturalmente — você não precisa forçar um acesso a ele. Às vezes, insistir muito numa técnica pode até aumentar a ansiedade ou a expectativa de “precisar conseguir”.
Talvez a pergunta mais importante seja:
O que você está buscando quando tenta fazer isso? Uma resposta? Um controle maior sobre a mente? Alívio de alguma angústia?
Se quiser, podemos explorar isso com mais profundidade. Entender o que está por trás dessa necessidade pode ser muito mais transformador do que qualquer técnica isolada
Se fizer sentido para você, posso te explicar como funciona o processo terapêutico.
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boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?
boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde
O tratamento da dependência digital na psicanálise não é apenas sobre limitar o uso de aparelhos, mas sim entender o que esse comportamento representa na sua vida. Muitas vezes, o excesso de tempo online está ligado a ansiedade, insônia, vazio, dificuldade de lidar com emoções ou necessidade de escapar de situações dolorosas.
No acompanhamento terapêutico, o processo geralmente inclui:
Sessões individuais semanais ou quinzenais
Exploração dos sentimentos, desejos e pensamentos ligados ao uso digital
Compreensão dos gatilhos emocionais que levam ao uso excessivo
Desenvolvimento de estratégias para recuperar equilíbrio e autonomia, sem culpa
O investimento do tratamento pode variar de acordo com a frequência das sessões e a duração de cada encontro. Para eu passar valores específicos e combinar horários, podemos conversar por WhatsApp ou marcar uma primeira consulta de avaliação, onde explico tudo detalhadamente e você já começa a sentir o acompanhamento de perto
Se quiser, posso agendar essa primeira sessão para você.
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Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da m
Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da minha idade ou menos que conhece mulheres bem facilmente e consegue se conectar, vejo que a maioria deles não tem boa aparência ou é bem financeiramente sucedido, eu falando assim isso se mostra claramente uma comparação mas a pergunta ficar: porque ninguém se interessa por mim? Essa pergunta costuma asoitar em minha mente mas tento apagar. As tento por meu esforço abordar mulheres de meu interesse e não dá em nada, pessoas falam "que trabalhe em vc e elas virão"e nada flui. Na sua visão oq pode tá acontecendo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito comum, especialmente quando nos comparamos com outras pessoas. Essas comparações podem gerar frustração e a sensação de que “algo está errado comigo”, mas nem sempre refletem a realidade do que está acontecendo no seu mundo afetivo
Alguns pontos para refletir:
Atração não depende apenas de aparência ou sucesso financeiro. A conexão emocional, a segurança interna, o modo como nos relacionamos, nossa espontaneidade e autenticidade têm um peso enorme na forma como outras pessoas nos percebem.
Autocrítica e comparação constante podem atrapalhar. Quando você se compara com outros homens ou tenta medir seu valor por padrões externos, é normal que a ansiedade e a cobrança interna interfiram na naturalidade das abordagens e no fluxo dos encontros.
A experiência de se conectar envolve mais do que “esforço”. Tentar, se aproximar e abordar mulheres faz parte, mas muitas vezes a dificuldade não está no que você faz, e sim em como você se sente durante essas interações — insegurança, ansiedade ou expectativa excessiva podem ser percebidas inconscientemente pelo outro.
Trabalho interno faz diferença. Quando dizem “trabalhe em você”, não é apenas aparência ou status: é autoconhecimento, segurança emocional, entender o que você quer e como se conecta com os outros de forma genuína. Isso não acontece de uma hora para outra, mas é o que realmente transforma suas relações.
Pode haver fatores inconscientes. Às vezes, padrões internos ou experiências passadas moldam a forma como nos aproximamos e como nos deixamos ser percebidos. A psicanálise ajuda a entender esses padrões e possibilitar relações mais autênticas.
Se quiser, podemos refletir juntos sobre como suas experiências, expectativas e padrões emocionais podem estar influenciando suas relações, e pensar em formas de criar conexões mais naturais e satisfatórias
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Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora di
Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora diz que não sente nada e na msm hora que eu abraço ele e choro,ele começa a chorar tbm e diz que não quer terminar e que esta só confuso,eu o amo mt não quero perde-lo o q posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito intenso e desgastante, e é completamente compreensível se sentir confusa e até desesperada às vezes
Quando duas pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) se relacionam, é comum que haja altos e baixos emocionais muito fortes, medo de abandono, mudanças rápidas na percepção do afeto e dificuldade em tolerar frustrações. Isso não significa que o amor não exista, mas sim que os sentimentos podem se manifestar de forma intensa e contraditória.
Algumas estratégias que podem ajudar:
Estabelecer limites claros e saudáveis – por exemplo, conversar sobre comportamentos que machucam e definir o que é aceitável ou não dentro da relação.
Reconhecer os padrões emocionais – observar juntos quando surgem crises, sentimentos de abandono ou insegurança, sem se culpar.
Terapia individual e de casal – a psicanálise ou outras abordagens podem ajudar a compreender os gatilhos emocionais, trabalhar a regulação afetiva e fortalecer a relação sem dependência emocional.
Autocuidado constante – cuidar de você, de seus hobbies, amizades e limites, mesmo que a relação seja muito intensa.
Amar alguém com TPB exige paciência e autocompreensão. O mais importante é que vocês possam dialogar sobre o que sentem, buscar acompanhamento profissional e não se perder no sofrimento do outro.
Se quiser, podemos conversar sobre formas de lidar com essa intensidade emocional de maneira segura e saudável, tanto para você quanto para ele
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Está 8 dias tomando o fluoxetina estava tendo dor cabeça ,nausea,sequidão na boca ,perda de apetite
Está 8 dias tomando o fluoxetina estava tendo dor cabeça ,nausea,sequidão na boca ,perda de apetite , perdi 8kg ,aumento de pensamento inadequado e insônia muira
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso Esses sintomas realmente são desconfortáveis e preocupam.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e, nos primeiros dias ou semanas, pode causar efeitos como dor de cabeça, náusea, boca seca, perda de apetite, insônia e até aumento temporário da ansiedade ou de pensamentos negativos.
Porém, perder 8 kg em apenas 8 dias e perceber aumento de pensamentos inadequados ou mais intensos é algo que precisa ser comunicado ao médico o quanto antes. Não é indicado ajustar dose ou suspender por conta própria, mas é fundamental que o profissional que prescreveu reavalie.
Se esses pensamentos estiverem muito intensos, angustiantes ou relacionados a risco para você, procure atendimento médico imediatamente ou vá a uma emergência. Sua segurança vem em primeiro lugar
Além da parte medicamentosa, é importante entender o que está acontecendo emocionalmente nesse momento da sua vida. A medicação pode ajudar na estabilização química, mas o acompanhamento terapêutico ajuda a compreender as causas mais profundas do sofrimento.
Se você quiser, podemos conversar com calma sobre o que está sentindo e pensar em um acompanhamento que te dê suporte nesse processo. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).
Perguntas frequentes
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Neném com nuca 2,5 d 12 semanas d gestação e normal esse valor?
A translucência nucal de 2,5 mm com 12 semanas não deve ser interpretada…