Perguntas do paciente (62)

  • O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Um vínculo é a ligação emocional que construímos com outras pessoas, baseada em sentimentos, experiências, confiança e formas de interação. Ele influencia a maneira como percebemos, sentimos e respondemos aos relacionamentos.
    Nossos primeiros vínculos, principalmente na infância, podem influenciar como buscamos afeto, lidamos com conflitos, confiamos nos outros e expressamos nossas necessidades. Vínculos seguros favorecem autoestima e relações saudáveis; vínculos marcados por insegurança ou medo podem gerar dificuldades como dependência, medo de abandono ou dificuldade em confiar.
    Na psicanálise, o vínculo é visto como um espaço onde antigas experiências emocionais podem se repetir, mas também podem ser compreendidas e transformadas.


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a confiança pode ser vivenciada de forma “tudo ou nada” devido à dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos de uma mesma pessoa ao mesmo tempo.
    A pessoa pode idealizar alguém como totalmente confiável e, diante de uma frustração ou sensação de rejeição, passar a perceber essa mesma pessoa como alguém que não merece confiança. Esse funcionamento está relacionado à divisão, um mecanismo de defesa que tenta proteger contra sentimentos intensos de medo, abandono e insegurança.
    Com o tratamento, é possível desenvolver uma visão mais integrada dos relacionamentos, reconhecendo que as pessoas podem ter falhas sem deixarem de ser confiáveis.


  • Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand

    Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Aos 2 anos e 5 meses, é comum a criança apresentar apego intenso a uma pessoa de referência, podendo estar relacionado à ansiedade de separação ou à necessidade de segurança emocional.
    Para ajudar, é importante acolher seus sentimentos, criar uma rotina previsível, estimular gradualmente o vínculo com outras pessoas e incentivar brincadeiras que trabalhem espera e compartilhamento.
    Se houver outros sinais de dificuldade no desenvolvimento ou sofrimento intenso, é indicado conversar com o pediatra ou buscar uma avaliação especializada.


  • . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    O efeito iatrogênico no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ocorre quando uma intervenção, mesmo com intenção de ajudar, acaba causando efeitos negativos ou reforçando dificuldades do paciente.
    Isso pode acontecer, por exemplo, quando há excesso de dependência do terapeuta, falta de limites claros, invalidação das emoções do paciente ou intervenções que reforçam comportamentos de crise.
    Um manejo adequado busca oferecer acolhimento, limites consistentes e uma relação terapêutica estável, ajudando o paciente a desenvolver autonomia, regulação emocional e relações mais saudáveis.


  • Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o terapeuta? Como o terapeuta pode garantir uma relação de confiança enquanto o paciente nega seu diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Sim. No TPB, a negação do diagnóstico não deve ser automaticamente entendida como resistência ou falta de colaboração. Muitas vezes, pode funcionar como uma defesa diante de algo que o paciente vivencia como ameaçador para sua identidade, autoestima ou esperança de mudança.
    Como isso pode afetar a relação terapêutica?
    O paciente pode: questionar o diagnóstico e sentir que o terapeuta está “rotulando” ou julgando-o;interpretar determinadas intervenções como críticas ou rejeição;
    alternar entre confiar muito no terapeuta e desconfiar intensamente dele;
    sentir que o terapeuta não compreende sua experiência;
    evitar determinados assuntos para não entrar em contato com aspectos dolorosos de si mesmo.
    Por outro lado, se o terapeuta insistir excessivamente em convencer o paciente de que ele “tem TPB”, pode ocorrer uma disputa em torno do diagnóstico, prejudicando o vínculo.
    como preservar a confiança?
    O foco pode ser deslocado de “você tem TPB” para “vamos compreender o que está acontecendo com você”.
    Por exemplo:
    “Eu entendo que você não se identifique com esse diagnóstico, e não precisamos começar por ele. Podemos observar juntos alguns padrões que estão causando sofrimento e tentar compreender como eles funcionam.”
    Isso permite que o paciente tenha espaço para discordar sem sentir que precisa aceitar o rótulo para continuar sendo acolhido.


  • O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida

    O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode variar bastante de acordo com cada pessoa. Não necessariamente é um tratamento para a vida toda.
    Alguns pacientes apresentam grande melhora ao longo dos anos com psicoterapia, desenvolvimento de estratégias emocionais e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico. Em outros casos, pode ser necessário um acompanhamento mais prolongado.
    O objetivo do tratamento não é apenas controlar sintomas, mas ajudar a pessoa a desenvolver maior estabilidade emocional, autoestima, autonomia e relações mais saudáveis. A duração depende da história de vida, intensidade dos sintomas, suporte e evolução de cada paciente.


  • Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi

    Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
    Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Sim, pode fazer sentido experimentar a psicanálise, mas eu não entenderia isso como “a TCC não funcionou, então preciso trocar”. As duas abordagens podem trabalhar a ansiedade de maneiras diferentes, e o mais importante é entender o que está mantendo esse padrão diário.
    No seu caso, o fato de a ansiedade aparecer quase sempre entre 14h30 e 15h é interessante clinicamente. Não necessariamente significa que exista um gatilho consciente. Pode haver fatores bem concretos — alimentação, cafeína, sono, rotina, efeito/horário da medicação, variações fisiológicas — ou associações emocionais que você ainda não consegue identificar.
    Na TCC, normalmente se investigaria algo como:
    situação → pensamentos → sensações físicas → emoções → comportamento → consequências.
    Já uma abordagem psicanalítica poderia explorar perguntas diferentes, por exemplo:
    O que esse horário representa na sua rotina?
    O que costuma estar acontecendo na sua vida nesse período?
    Que pensamentos, mesmo muito rápidos, aparecem antes da ansiedade?
    Existe alguma expectativa ou obrigação associada a esse momento do dia?
    Essa ansiedade tem alguma relação com situações de separação, cobrança, espera ou antecipação?
    Existem padrões semelhantes que aparecem em outros momentos da sua história?
    E uma coisa importante: não lembrar de um gatilho não significa que não exista um gatilho. Às vezes a experiência emocional acontece muito rapidamente ou de maneira pouco consciente. Se precisar de ajuda, marque um horário e conversaremos melhor.


  • Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no

    Quais ferramentas a análise pode me dar para que eu pare de tentar 'curar' o abandono do meu pai no passado através das minhas relações do presente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    A análise pode ajudar você a compreender como experiências de abandono vividas no passado continuam influenciando suas escolhas, expectativas e formas de se relacionar no presente.
    Por meio da escuta analítica, é possível: identificar padrões repetitivos nos vínculos; reconhecer necessidades emocionais antigas que busca reparar nas relações atuais; elaborar sentimentos de rejeição, falta e insegurança; desenvolver uma relação mais fortalecida consigo mesma, sem depender do outro para preencher essas feridas.
    O objetivo não é apagar o passado, mas permitir que ele deixe de comandar suas relações. Assim, você pode construir vínculos mais livres, escolhendo por desejo e não apenas pela tentativa de compensar uma ausência antiga.


  • De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de

    De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Pode acontecer de uma experiência de abandono na infância se transformar, ao longo da vida, em uma espécie de expectativa permanente de uma nova perda. Não significa que isso necessariamente explique tudo o que você sente, mas é uma hipótese importante para ser explorada em psicoterapia ou psicanálise.
    Uma forma de compreender esse processo é:
    abandono → insegurança → medo de perder → hipervigilância → tentativa de evitar a próxima perda.
    Quando uma figura importante vai embora ou não oferece a presença e segurança esperadas, a criança pode não conseguir pensar: “meu pai tomou uma decisão que não tem relação com o meu valor.” Ela pode experimentar algo mais próximo de:
    “Se alguém que deveria ficar foi embora, talvez as pessoas que amo também possam ir embora.”


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Sim. Uma traição recente pode ocupar quase todo o pensamento porque ela não atinge apenas a relação atual; ela pode atingir a sensação de segurança, confiança e valor pessoal.
    Pensando psicanaliticamente, a pergunta não seria apenas “por que não consigo parar de pensar na traição?”, mas também:
    “O que essa experiência passou a representar para mim?”


  • Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se

    Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Uma traição pode deixar marcas profundas e abalar a confiança não apenas no outro, mas também em si mesmo. O medo de que isso se repita em novos vínculos é uma tentativa da mente de se proteger de uma nova dor.
    Para trabalhar esse medo, é importante:reconhecer que uma experiência passada não determina todos os relacionamentos futuros; diferenciar cautela saudável de uma desconfiança constante;
    elaborar os sentimentos de dor, raiva, tristeza e insegurança; fortalecer a autoestima e a confiança na própria capacidade de perceber sinais e fazer escolhas.
    Na psicoterapia, é possível compreender como essa experiência afetou sua forma de se relacionar e construir novas referências de confiança, sem ignorar o passado, mas também sem permitir que ele controle o presente.


  • Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb

    Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    O que você descreve parece menos uma dificuldade de “escolher entre duas mulheres” e mais um conflito entre dois vínculos e duas partes importantes da sua vida. E permanecer indefinidamente nesse meio-termo tende mesmo a ser muito desgastante.
    Alguns pontos podem ajudar a organizar a situação:
    1. Não tome uma decisão apenas para acabar com a angústia
    2. Pergunte-se o que realmente está sendo buscado nessa outra relação
    3. O casamento também precisa ser olhado com honestidade
    Você diz que seu casamento é harmonioso. Então vale perguntar:
    “Se a outra mulher não existisse, eu desejaria continuar casado?”
    3. O casamento também precisa ser olhado com honestidade
    Você diz que seu casamento é harmonioso. Então vale perguntar:
    “Se a outra mulher não existisse, eu desejaria continuar casado?”
    4. Seu filho merece consideração, mas não deve ser usado como único motivo
    5. A terapia pode ser especialmente importante agora
    Você parece estar preso entre desejo, culpa, responsabilidade e medo da perda. Esse é exatamente o tipo de conflito em que uma psicoterapia individual pode ajudar muito.
    Se precisar de ajuda, marque um horário comigo para conversamos melhor.


  • Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depo

    Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depois fechar olhos deitar e dormir pra técnica ficar melhor tenho que repetir falar a frase mentalmente da pergunta até apagar? Ou o Subconsciente terá memória da escrita??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Pode usar essa prática como uma forma de auto-observação e reflexão antes de dormir, mas é importante separar isso de uma ideia de que o subconsciente necessariamente “receberá” uma pergunta escrita e continuará trabalhando nela durante o sono.


  • Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    Olá, quanto tempo dura uma análise? Muito obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Olá! A duração de uma análise varia bastante de pessoa para pessoa. Não existe um tempo fixo, pois depende da história, das questões que serão trabalhadas e do processo de cada paciente.
    Algumas pessoas percebem mudanças em alguns meses, enquanto outras permanecem em análise por períodos mais longos, conforme novas questões vão sendo elaboradas.
    Na psicanálise, o objetivo não é apenas aliviar um sintoma rapidamente, mas compreender o que está por trás do sofrimento e construir novas formas de se relacionar consigo mesma e com os outros.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Não é obrigatório gostar do analista nas primeiras sessões. Às vezes, o vínculo precisa de um pouco de tempo para se construir — e, na psicanálise, algumas sensações de incômodo, estranhamento ou até resistência podem fazer parte do processo.
    Por outro lado, não é preciso permanecer com um profissional com quem você se sente constantemente desconfortável, desrespeitada ou insegura.


  • Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c

    Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Sim. A psicanálise pode ajudar a elaborar essa culpa sem partir da ideia de que você precisa perdoar ou se reconciliar com sua família.
    Um ponto importante é diferenciar perdoar, compreender e se afastar. São coisas diferentes. Você pode compreender a história da sua família e reconhecer seus próprios sentimentos sem necessariamente voltar a manter uma relação que lhe faz mal.


  • Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca ent

    Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca entender o que está por trás do sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    A psicanálise pode reconhecer que TDAH e burnout são diagnósticos utilizados na prática clínica contemporânea, mas trabalha com uma lógica diferente da simples identificação de um rótulo.
    No caso do TDAH, por exemplo, a avaliação diagnóstica pode ser importante, especialmente porque existem diferentes condições que podem produzir dificuldades de atenção, impulsividade, desorganização e procrastinação. A psicanálise, porém, pode acrescentar outra pergunta:
    “O que esse sintoma significa para esta pessoa e como ele se relaciona com sua história?”
    Isso não significa afirmar que o TDAH seja “apenas psicológico” ou que o diagnóstico não exista. São perspectivas diferentes que podem, inclusive, dialogar.
    No burnout, também é possível reconhecer o esgotamento relacionado ao trabalho e, ao mesmo tempo, investigar questões subjetivas: dificuldade de estabelecer limites, necessidade de reconhecimento, culpa ao descansar, relação com cobrança e desempenho, entre outras.
    E existe uma distinção importante: “todo mundo tem TDAH” não é uma conclusão válida só porque muitas pessoas se identificam com alguns sintomas. Ter dificuldade de concentração ou estar cansado não é, por si só, suficiente para estabelecer um diagnóstico.


  • É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    É verdade que na psicanálise o terapeuta quase não fala?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Não exatamente. É um estereótipo dizer que, na psicanálise, o analista quase não fala.
    É verdade que, em muitas modalidades de psicanálise, o analista fala menos do que em algumas terapias mais diretivas. O objetivo é oferecer espaço para que o paciente associe livremente, fale, pense e perceba seus próprios padrões, em vez de receber respostas prontas para tudo.


  • Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    Como funciona o papel de associação livre na prática da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    A associação livre é uma das ferramentas centrais da psicanálise. Na prática, significa tentar falar aquilo que surge na mente, sem organizar previamente o discurso para parecer lógico, correto ou importante.


  • Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vid

    Estou muito desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias, não há nada de errado com minha vida, porém parece que ela perdeu o "brilho". A psicanálise costuma atuar como ferramenta para estes casos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ivone Andrade

    Sim. A psicanálise pode ser uma possibilidade para situações como essa, especialmente quando existe uma sensação de vazio, perda de sentido ou de que a vida perdeu o “brilho”, mesmo quando, aparentemente, está tudo bem.
    Uma pergunta psicanalítica importante seria justamente:
    “O que mudou na minha relação com a minha própria vida, se aparentemente nada mudou ao meu redor?”


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.