Perguntas do paciente (62)
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Sempre sonho com um homem em épocas diferentes que sempre fala que vai me encontrar, me fala o nome
Sempre sonho com um homem em épocas diferentes que sempre fala que vai me encontrar, me fala o nome dele; é como se fossemos apaixonados...mas quando acordo não me lembro do rosto dele e nem do nome...o que isso significa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser muito intrigante, mas não existe um significado universal ou uma interpretação única para esse tipo de sonho. Na psicanálise, o mais importante não seria descobrir “quem é esse homem” de forma literal, e sim investigar o que ele representa para você e quais sentimentos aparecem nesse sonho.
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Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus
Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise pode contribuir bastante para o autoconhecimento, especialmente quando você percebe que experiências do passado continuam influenciando suas emoções, escolhas e relacionamentos no presente.
A proposta não é simplesmente “apagar” o trauma ou esquecer o que aconteceu. É buscar compreender como aquilo foi vivido, que significado ganhou para você e de que maneira continua aparecendo na sua vida atual.
Se precisar, me chame que eu posso te ajudar.
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Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois
Tive uma crise de ansiedade que me desabilitou por um.tenpo, depois melhorei, porém sinto que depois disso não consegui voltar "ao normal" como era antes. Isso é natural de acontecer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer depois de uma crise de ansiedade muito intensa, especialmente quando ela foi incapacitante. E não significa necessariamente que você tenha “perdido” a pessoa que era antes.
Depois de uma crise forte, algumas pessoas passam a ficar mais vigilantes em relação ao próprio corpo e às sensações. Pode surgir um medo de ter outra crise:
crise → medo de uma nova crise → monitoramento constante → qualquer sensação vira sinal de perigo → mais ansiedade → evitação → perda de confiança.
Por isso, mesmo quando a crise inicial melhora, pode permanecer uma espécie de “ressaca emocional”: insegurança, medo, redução da espontaneidade e sensação de que é preciso estar sempre se protegendo.
Um aspecto importante é não esperar necessariamente “voltar a ser exatamente como antes” para começar a viver novamente. A recuperação muitas vezes acontece quando você vai retomando gradualmente atividades e percebendo:
“Posso sentir alguma ansiedade e ainda assim continuar fazendo aquilo que quero.”
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Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melh
Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível melhorar. Sentir ciúme não faz de você uma pessoa controladora ou “ruim”, mas quando ele começa a comandar seus pensamentos e comportamentos, vale investigar o que está por trás dele. Quando o ciúme aparecer antes de perguntar, conferir ou procurar alguma confirmação, experimente fazer uma pausa e perguntar:
O que realmente aconteceu?
O que estou imaginando que aconteceu?
Tenho evidências ou estou tentando aliviar uma insegurança?
Se eu não tivesse medo de ser abandonada, interpretaria essa situação da mesma maneira?
O que estou precisando neste momento: informação ou segurança emocional?
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Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal? Obs.: não faç
Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal?
Obs.: não faço isso, por respeito às regras e porque morro de vergonha do meu corpoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Ter vontade ou fantasia de ficar nu em determinadas situações, como praia, cachoeira ou tomar chuva, por si só não significa que exista algo errado. A nudez pode estar associada a sensações de liberdade, contato com a natureza, espontaneidade ou simplesmente conforto.
O que importa é diferenciar vontade/fantasia de comportamento. Pelo que você relata, você não coloca isso em prática porque respeita as regras e os espaços compartilhados.
Também pode existir uma curiosidade interessante aí: você diz que tem vergonha do seu corpo, mas ao mesmo tempo sente vontade de experimentar a nudez. Isso pode indicar que são duas partes diferentes da sua experiência:
“Tenho vontade de me sentir livre no meu corpo, mas tenho medo de ser visto e julgado.”
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Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n
Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo. E pelo que você descreve, parece que o problema não é apenas a prática sexual que ele não quer realizar, mas a dificuldade de vocês conseguirem conversar sobre as necessidades e desejos dentro da relação.
Seu marido tem direito de não querer determinadas práticas sexuais. Da mesma forma, você tem direito de desejar, pedir e falar sobre aquilo que gostaria de viver sexualmente. O ponto central é encontrar uma forma de negociar isso sem que nenhum dos dois seja pressionado.
O fato de ele dizer que “não gosta que você peça” merece atenção. Talvez seja importante entender o que exatamente o incomoda quando você pede: ele se sente cobrado? Tem vergonha? Não gosta dessas práticas? Tem alguma dificuldade com o próprio desejo? Ou simplesmente não considera importante para a vida sexual do casal?
Você pode tentar uma conversa fora do momento sexual, sem começar pela cobrança:
“Não quero te obrigar a fazer nada que você não queira. Mas nossa vida sexual tem me deixado frustrada e eu preciso que consigamos conversar sobre isso. Quero entender o que você sente e também quero que minhas necessidades sejam consideradas. Não quero discutir quem está certo; quero saber se conseguimos encontrar uma forma de os dois se sentirem satisfeitos.”
Se ele recusa sistematicamente qualquer conversa, aí existe uma questão maior do que a prática sexual em si: como o casal lida com diferenças, necessidades e limites.
E vale se perguntar também: “Se nada mudar nessa área, consigo aceitar essa vida sexual a longo prazo?” Não como uma ameaça, mas como uma reflexão honesta sobre suas próprias necessidades.
Uma terapia de casal/sexoterapia pode ser especialmente útil quando existe desejo de preservar a relação, mas o casal não consegue conversar sobre sexualidade sem entrar em conflito ou encerrar a conversa.
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boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?
boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento da chamada dependência digital — hoje muitas vezes descrita como uso problemático ou excessivo de tecnologia — não tem um preço ou duração únicos. A própria definição de “dependência” tecnológica ainda é discutida cientificamente; o mais importante é avaliar se o uso está causando perda de controle e prejuízos na rotina, relacionamentos, trabalho/estudos ou saúde.
Como o tratamento é feito?
Geralmente começa com uma avaliação individual, para entender:
quanto tempo a pessoa permanece conectada;
o que ela costuma fazer no celular/internet;
dificuldade de interromper o uso;
ansiedade ou irritação quando tenta reduzir;
prejuízos no sono, trabalho, estudos ou relacionamentos;
se o uso está sendo utilizado para fugir de ansiedade, tristeza, solidão ou outros desconfortos.
A TCC é uma das abordagens que apresenta resultados promissores para ajudar a recuperar o controle do uso, trabalhar regulação emocional e desenvolver estratégias alternativas. Em crianças e adolescentes, intervenções familiares também podem ser importantes.
O objetivo não é simplesmente “tirar o celular”. É compreender o que mantém o comportamento e construir uma relação mais saudável com a tecnologia.
Quanto ao valor do tratamento, ele depende do profissional, da frequência das sessões e da modalidade (online ou presencial). Se essa pergunta for para uma pessoa interessada no seu atendimento, você pode informar diretamente seu valor por sessão e explicar que a quantidade de sessões é definida após a avaliação inicial.
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Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da m
Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da minha idade ou menos que conhece mulheres bem facilmente e consegue se conectar, vejo que a maioria deles não tem boa aparência ou é bem financeiramente sucedido, eu falando assim isso se mostra claramente uma comparação mas a pergunta ficar: porque ninguém se interessa por mim? Essa pergunta costuma asoitar em minha mente mas tento apagar. As tento por meu esforço abordar mulheres de meu interesse e não dá em nada, pessoas falam "que trabalhe em vc e elas virão"e nada flui. Na sua visão oq pode tá acontecendo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bastante comum aos 20 anos, mas existe um ponto interessante no seu relato: a questão parece ter deixado de ser apenas “por que não consigo me relacionar?” e começado a tocar em “o que há de errado comigo?”
Quando você observa outros homens e pensa “eles conseguem, mesmo não sendo mais bonitos ou bem-sucedidos”, sua mente está tentando encontrar uma explicação objetiva para algo que é muito mais complexo. A atração não funciona como uma equação de aparência + dinheiro = relacionamento.
Algumas coisas podem estar acontecendo.
1. Você pode estar transformando uma experiência em uma conclusão sobre si
Existe uma diferença enorme entre:
“As mulheres que abordo não demonstraram interesse.”
e:
“Ninguém se interessa por mim.”
A primeira é uma descrição de experiências. A segunda é uma conclusão sobre o seu valor.
Quando essa conclusão se instala, cada nova rejeição parece confirmar a anterior.
2. Talvez a abordagem esteja acontecendo em situações pouco favoráveis
Você diz que se esforça para abordar mulheres de seu interesse e não dá em nada. Mas quantidade de abordagens não necessariamente produz conexão.
Às vezes, uma pessoa está tão concentrada em “preciso fazer isso dar certo” que a interação fica parecendo uma entrevista ou uma tentativa de convencer alguém a gostar dela.
Conexão geralmente nasce mais facilmente quando existe interesse mútuo, convivência, contexto e espontaneidade.
Por isso, talvez seja mais produtivo ampliar os ambientes em que você conhece pessoas — cursos, atividades, esportes, grupos, amigos de amigos, eventos — em vez de concentrar tudo em abordagens de desconhecidas.
3. “Trabalhar em si mesmo” não deveria significar virar alguém que finalmente merece ser escolhido
Essa frase “trabalhe em você e elas virão” é muito popular, mas pode criar uma expectativa ruim.
Você melhora sua vida para viver melhor, não como uma estratégia para garantir que alguém se interesse por você.
Pode cuidar da aparência, desenvolver habilidades sociais, estudar, trabalhar, fazer exercícios e construir uma vida interessante — e ainda assim passar períodos sem encontrar alguém.
Isso não significa fracasso.
4. Vale observar como você entra nessas interações
Uma pergunta talvez mais útil do que “por que ninguém se interessa por mim?” seria:
“Como eu me comporto quando estou diante de uma mulher que realmente me interessa?”
Você fica muito ansioso?
Tenta impressioná-la?
Fala demais?
Fica excessivamente preocupado em não errar?
Demonstra interesse muito rapidamente?
Ou fica tão preocupado com a possibilidade de rejeição que parece distante?
Às vezes, o problema não é falta de atratividade, mas ansiedade e dificuldade de criar uma interação confortável.
E tem uma coisa que eu gostaria de destacar
Você tem 20 anos. Não estar conseguindo estabelecer relacionamentos agora não é evidência de que ninguém vai se interessar por você.
Você está comparando seu bastidor com o palco dos outros. Você vê os homens que parecem conseguir se relacionar, mas não vê quantas tentativas frustradas eles tiveram, quantas rejeições receberam ou quantas inseguranças escondem.
Talvez o trabalho mais importante neste momento seja sair da pergunta:
“O que preciso fazer para finalmente ser escolhido?”
e caminhar para:
“Que tipo de pessoa quero ser e que tipo de relação quero construir?”
Porque, paradoxalmente, quando uma interação deixa de ser uma prova do seu valor e passa a ser apenas duas pessoas descobrindo se gostam uma da outra, a pressão diminui bastante.
E se essa pergunta — “por que ninguém se interessa por mim?” — aparece repetidamente apesar de você tentar afastá-la, pode valer a pena explorá-la em terapia. Às vezes, ela revela uma questão mais profunda de autoestima, pertencimento ou medo de rejeição, e não apenas uma dificuldade de relacionamento.
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Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem empre
Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem emprego a mim eu sinto uma resistência muito forte e como aceito não passo muito tempo nesse trabalho, vc acha que e preguiça ou tem outra coisa nisso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu não chamaria isso de preguiça de imediato. O padrão que você descreve parece mais interessante do que simplesmente “não gostar de trabalhar”.
Você diz duas coisas aparentemente contraditórias:
quando você escolhe e começa algo por iniciativa própria, consegue ficar muito focado;
quando alguém oferece um emprego, surge uma resistência muito forte e, quando aceita, você não permanece muito tempo.
Isso pode ter várias explicações.
Pode existir uma questão de autonomia
Pode haver diferença entre interesse e obrigação
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A psicanálise é só falar do passado e da infância?
A psicanálise é só falar do passado e da infância?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. A psicanálise não é apenas falar do passado ou da infância.
O passado é importante porque muitas experiências anteriores podem influenciar a maneira como uma pessoa pensa, sente, deseja e se relaciona no presente. Mas o foco da análise está justamente em compreender como essas experiências continuam aparecendo na vida atual.
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Qual a visão psicanalista dos personagens do filme Cisne Negro?
Qual a visão psicanalista dos personagens do filme Cisne Negro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Cisne Negro” é um filme muito rico para uma leitura psicanalítica, porque trabalha temas como identidade, desejo, perfeccionismo, controle, sexualidade, rivalidade e conflito entre diferentes partes do psiquismo.
Nina Sayers — a busca pela perfeição
Nina é extremamente disciplinada, controlada e preocupada em corresponder às expectativas. Ela parece ter construído uma identidade muito ligada ao papel de “boa menina”, obediente e perfeita.
Do ponto de vista psicanalítico, podemos pensar em um conflito entre aquilo que ela acredita que deve ser e aquilo que deseja ou sente.
O Cisne Branco representa esse lado controlado, inocente e obediente. Já o Cisne Negro exige que ela entre em contato com aspectos que parecem ameaçadores para sua identidade: sexualidade, agressividade, espontaneidade, desejo e transgressão.
O problema é que Nina não consegue integrar facilmente esses aspectos. Eles aparecem como algo que precisa ser reprimido ou, no extremo oposto, vivido de maneira desorganizada.
Lily — aquilo que Nina não consegue permitir em si mesma
Lily funciona quase como um contraponto de Nina.
Ela é espontânea, sensual, aparentemente livre e menos preocupada em controlar cada movimento.
Por isso, uma leitura possível é enxergar Lily não apenas como uma rival externa, mas como uma espécie de representação de aspectos que Nina não consegue reconhecer plenamente em si mesma.
A pergunta psicanalítica seria:
“O que Nina enxerga em Lily que ela não consegue permitir em si própria?”
É justamente por isso que existe tanta mistura de fascinação, inveja, medo e rivalidade.
Erica — a mãe
A relação com a mãe é central.
Erica parece amar Nina, mas também exerce sobre ela uma forte influência e controle. Nina permanece em uma posição bastante infantilizada, e a mãe parece participar da manutenção dessa dependência.
O quarto, os cuidados excessivos e a maneira como Erica se relaciona com a filha reforçam a dificuldade de Nina em construir uma identidade separada da mãe.
A questão poderia ser:
“Quem é Nina quando deixa de ser aquilo que sua mãe espera que ela seja?”
Thomas — o diretor
Thomas representa uma figura que exige que Nina abandone o controle para interpretar o Cisne Negro.
Ele percebe que ela domina perfeitamente a técnica, mas entende que falta algo: entrega ao desejo, sensualidade e espontaneidade.
Entretanto, a maneira como ele tenta provocar isso em Nina também envolve manipulação e ultrapassagem de limites.
Portanto, ele não precisa ser interpretado simplesmente como alguém que “liberta” Nina. Ele também representa uma relação de poder e exploração.
O Cisne Branco e o Cisne Negro
Talvez esse seja o elemento mais interessante do filme.
Nina tenta inicialmente ser perfeita como Cisne Branco e aprender a representar o Cisne Negro.
Mas a questão psicanalítica poderia ser justamente:
Ela precisava aprender a integrar essas duas dimensões, e não destruir uma para conseguir viver a outra.
A espontaneidade não precisa significar descontrole.
A sexualidade não precisa significar perda de identidade.
A agressividade não precisa significar violência.
O sofrimento de Nina pode ser lido, em parte, como consequência da dificuldade de integrar aspectos diferentes de si mesma.
E o espelho?
Os espelhos aparecem constantemente no filme e podem ser relacionados à questão da imagem e da identidade.
Nina está constantemente olhando para si mesma e para a forma como é vista pelos outros.
Existe uma pergunta implícita:
“Quem eu sou quando não estou tentando ser aquilo que esperam de mim?”
E talvez essa seja uma das grandes questões do filme.
Mas há um cuidado importante
Uma leitura psicanalítica do filme não deve ser confundida com um diagnóstico clínico da personagem.
O filme utiliza elementos de fantasia, alucinação e horror psicológico para representar conflitos internos. Portanto, não seria correto simplesmente dizer: “Nina tem determinado transtorno porque apresenta tais comportamentos.”
É mais interessante utilizar o filme como uma representação simbólica de conflitos como:
controle × desejo
perfeição × espontaneidade
identidade × expectativa do outro
inocência × sexualidade
dependência × autonomia
E talvez a frase que melhor sintetize uma leitura psicanalítica de Cisne Negro seja:
Nina não sofre apenas por querer ser perfeita; ela sofre porque não consegue aceitar que existem dentro dela aspectos que não cabem na imagem de perfeição que construiu para si.
Essa é uma das razões pelas quais o filme funciona tão bem como material para discutir psicanálise, identidade, desejo e conflito psíquico.
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Um profissional que é formado em pedagogia e tem título de psicanalista, e faz pós de neuropsicologi
Um profissional que é formado em pedagogia e tem título de psicanalista, e faz pós de neuropsicologia, pode aplicar avaliações neuropsicológicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É preciso separar formação em Neuropsicologia de habilitação profissional para realizar avaliação psicológica/neuropsicológica.
Em regra, não basta ser pedagogo, ter título de psicanalista e estar fazendo uma pós-graduação em Neuropsicologia para aplicar avaliações neuropsicológicas como serviço de Psicologia.
A avaliação neuropsicológica, quando envolve avaliação psicológica, aplicação e interpretação de testes psicológicos, é atividade regulamentada da profissão de psicólogo, que precisa estar regularmente inscrito no CRP e utilizar instrumentos aprovados para uso profissional conforme as regras do Sistema Conselhos.
Portanto:
Pedagogia + formação em Psicanálise: não habilita, por si só, para avaliação psicológica.
Pedagogia + título de psicanalista + pós em Neuropsicologia: a pós-graduação também não transforma a pessoa em psicóloga.
Psicólogo + formação/qualificação em Neuropsicologia: pode realizar avaliação neuropsicológica dentro de suas atribuições profissionais e das normas vigentes.
Testes psicológicos não devem ser aplicados e interpretados por alguém apenas por ter feito uma pós-graduação na área.
Há ainda uma diferença entre instrumentos pedagógicos/educacionais e testes psicológicos. Um pedagogo pode realizar determinadas avaliações relacionadas à sua área de atuação, mas isso não significa que possa realizar uma avaliação neuropsicológica psicológica completa.
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O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver
O ciúmes do passado da pessoa é um ciúme projetivo ou delirante? Passo por isso, apesar de não a ver motivo plausível pra ter medo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser ciúme retroativo, mas isso não significa automaticamente que seja “projetivo” ou “delirante”.
O ciúme do passado acontece quando a pessoa sofre com relacionamentos, experiências sexuais ou afetivas anteriores do parceiro, mesmo que não exista uma ameaça atual concreta.
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Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?
Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir ansiedade diante de mudanças é normal. O problema começa quando o medo deixa de ser apenas um desconforto e passa a limitar sua vida.
Alguns sinais de que vale procurar ajuda profissional são:
você evita mudanças importantes mesmo quando sabe que seriam positivas;
precisa controlar tudo para conseguir se sentir segura;
passa muito tempo imaginando cenários ruins;
tem crises de ansiedade diante de pequenas alterações na rotina;
fica paralisada para tomar decisões;
perde oportunidades de trabalho, relacionamentos, viagens ou experiências por medo;
apresenta sintomas físicos frequentes, como palpitação, falta de ar, tensão, náusea ou insônia;
precisa constantemente que outras pessoas garantam que “vai ficar tudo bem”;
a ansiedade permanece por semanas ou meses e começa a interferir no cotidiano.
Uma diferença importante é esta:
Ansiedade saudável:
“Estou com medo dessa mudança, mas consigo seguir em frente.”
Ansiedade problemática:
“Estou com medo dessa mudança e preciso impedir que ela aconteça para conseguir ficar bem.”
Na psicoterapia, não é necessário eliminar completamente o medo de mudanças. O objetivo é desenvolver a capacidade de tolerar a incerteza e continuar funcionando mesmo quando você não sabe exatamente o que vai acontecer.
Uma pergunta interessante para refletir é:
“Eu realmente não quero essa mudança ou estou evitando-a porque não consigo suportar a incerteza que ela provoca?”
Às vezes, essa diferença muda completamente a compreensão do problema.
Se precisar de ajudar, me chame para conversarmos melhor.
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Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?
Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim, e não significa automaticamente que exista algo errado com você.
“Amor” não é uma experiência igual para todo mundo. Algumas pessoas sentem paixão e apego com muita intensidade; outras desenvolvem vínculos mais lentamente ou percebem o afeto de uma maneira menos intensa.
Também é importante entender o que você quer dizer com “nunca senti amor”. Pode significar coisas diferentes:
nunca se apaixonou romanticamente;
nunca sentiu vínculo afetivo profundo;
sente carinho, mas não aquela sensação que chama de amor;
gosta das pessoas, mas não sente necessidade de proximidade;
sente que existe um certo vazio emocional em relação aos outros;
consegue amar, mas não reconhece o sentimento como amor.
Se você gostaria de sentir esse vínculo, mas percebe que não consegue, pode ser interessante explorar isso em psicoterapia. Não para tentar “fabricar” um sentimento, mas para entender como você estabelece vínculos e o que acontece quando alguém se aproxima emocionalmente.
Uma investigação interessante seria:
“Eu não sinto amor porque não encontro pessoas com quem queira me vincular, ou porque algo dentro de mim dificulta a construção desse vínculo?”
Também vale olhar para sua história: como eram os vínculos familiares, como você aprendeu a receber e demonstrar afeto, se houve experiências de rejeição, abandono ou necessidade de se proteger emocionalmente.
E não precisa se obrigar a sentir aquilo que acredita que deveria sentir. Às vezes, o sofrimento não está na ausência de determinado sentimento, mas na comparação com o que imaginamos que todos os outros sentem.
Se você me explicar o que acontece quando alguém gosta de você ou tenta criar intimidade emocional, consigo te ajudar a diferenciar melhor se isso parece falta de interesse amoroso, dificuldade de vínculo, proteção emocional ou simplesmente uma forma diferente de vivenciar afeto.
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Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A relação pode ser entendida principalmente quando a pessoa sente um vazio, falta de direção ou dificuldade de encontrar significado na própria vida. Nesses momentos, comportamentos impulsivos podem funcionar como uma tentativa rápida de preencher esse espaço.
Por exemplo:
vazio → desconforto → impulso → ação intensa → alívio/sensação de vida → consequências → novo vazio
A impulsividade pode oferecer momentaneamente aquilo que está faltando: excitação, prazer, sensação de liberdade, pertencimento, reconhecimento ou simplesmente a impressão de “estar sentindo alguma coisa”.
Um exemplo
Uma pessoa pode sentir:
“Minha vida está sem graça, nada me entusiasma.”
E buscar imediatamente algo intenso — compras, sexo, álcool, comida, jogos, mudanças repentinas ou conflitos — porque aquilo interrompe temporariamente a sensação de vazio.
O problema é que o comportamento impulsivo geralmente resolve o desconforto apenas no curto prazo. Depois podem aparecer culpa, arrependimento, problemas financeiros, conflitos ou outras consequências, aumentando novamente o sofrimento.
Mas impulsividade não significa necessariamente falta de sentido
É importante não simplificar. Impulsividade também pode estar relacionada a dificuldades de regulação emocional, ansiedade, TDAH, transtornos do humor, uso de substâncias, traços de personalidade e outros fatores.
Por isso, uma pergunta terapêutica interessante não seria apenas:
“Por que eu faço isso?”
Mas:
“O que eu estava sentindo imediatamente antes de fazer isso e o que esse comportamento me proporcionou naquele momento?”
Essa pergunta pode revelar a função do impulso.
Na perspectiva existencial, por exemplo, construir valores, vínculos, projetos e objetivos que tenham significado pessoal pode reduzir a necessidade de buscar constantemente estímulos intensos para sentir satisfação.
E na psicoterapia, o objetivo não seria simplesmente “controlar a impulsividade”, mas desenvolver alternativas para lidar com aquilo que o impulso está tentando resolver.
Uma reflexão bastante útil é:
“Quando sinto vontade de fazer algo impulsivamente, estou buscando prazer, fugir de uma dor ou sentir que minha vida tem algum significado?”
A resposta pode ser muito reveladora.
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O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O chamado TOC existencial não é um diagnóstico separado nos manuais clínicos; geralmente é uma forma de descrever um padrão de TOC em que as obsessões se concentram em questões como existência, realidade, consciência, livre-arbítrio, morte, sentido da vida ou natureza da própria mente.
Os desencadeantes podem variar bastante. Alguns comuns são:
Períodos de estresse, ansiedade ou mudanças importantes, que aumentam a necessidade de encontrar certezas.
Contato com questões existenciais, como morte, religião, filosofia, consciência ou sentido da vida.
Pensamentos intrusivos espontâneos que recebem muita importância: “E se nada for real?”, “Como sei que existo?”, “E se eu estiver vivendo uma ilusão?”
Necessidade elevada de certeza. A pessoa tenta encontrar uma resposta absolutamente definitiva para uma pergunta que, por sua própria natureza, pode não ter uma certeza verificável.
Ruminação, que é ficar analisando mentalmente a mesma questão repetidamente.
Busca de tranquilização, pesquisando na internet, perguntando a outras pessoas ou tentando “sentir” que encontrou a resposta.
Checagens mentais, como testar constantemente se determinada sensação ou pensamento é verdadeiro.
Um ciclo bastante característico pode ser:
dúvida existencial → ansiedade → tentativa de resolver a dúvida → alívio momentâneo → nova dúvida → mais análise.
Por exemplo, a pessoa pode pensar:
“Como posso ter certeza absoluta de que o mundo é real?”
A questão filosófica, isoladamente, não é um problema. O sofrimento aparece quando a pessoa sente que precisa encontrar uma resposta definitiva para conseguir ficar tranquila e passa horas pesquisando, pensando e testando.
Por isso, no TOC, muitas vezes o problema não é tanto o conteúdo da pergunta, mas a relação que a pessoa estabelece com a dúvida.
O tratamento costuma trabalhar justamente essa relação com a incerteza. A TCC com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR/ERP) é uma abordagem com evidências importantes para TOC. Dependendo do caso, o acompanhamento psiquiátrico também pode fazer parte do tratamento.
Uma ideia central é:
“Eu posso ter uma pergunta sem precisar resolvê-la imediatamente.”
Se você percebe que passa muito tempo pesquisando questões existenciais, buscando respostas perfeitas ou tentando eliminar uma dúvida até sentir certeza, isso é algo especialmente importante para levar ao profissional que acompanha você.
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Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?
Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o diagnóstico funciona de maneira diferente do diagnóstico psiquiátrico tradicional. Não se trata apenas de identificar sintomas e encaixar a pessoa em uma categoria, mas de compreender como o sujeito se organiza psiquicamente, como se relaciona com o desejo, com o outro, com a realidade e com seus conflitos.
As principais estruturas psíquicas
Na tradição psicanalítica, especialmente a partir de Freud e Lacan, costuma-se trabalhar principalmente com três estruturas:
1. Neurose
Envolve conflitos entre desejo, proibições, culpa e exigências internas. A pessoa geralmente reconhece seu sofrimento e questiona seus próprios pensamentos e comportamentos.
Dentro da neurose, destacam-se tradicionalmente:
histeria
neurose obsessiva
fobia
2. Psicose
Está relacionada a uma organização psíquica diferente, envolvendo questões específicas na relação com a realidade, linguagem e construção da própria experiência. Pode incluir fenômenos como delírios e alucinações, embora a presença de um sintoma isolado não seja suficiente para estabelecer uma estrutura.
3. Perversão
Na teoria psicanalítica clássica, refere-se a uma estrutura específica de organização do desejo e da relação com a lei e o outro. Não deve ser confundida simplesmente com comportamentos sexuais considerados incomuns, nem com o uso cotidiano da palavra “perversão”.
Mas como o analista chega a essa compreensão?
Não é através de um teste que apresenta:
“Resultado: neurose.”
A construção diagnóstica ocorre ao longo das entrevistas e da própria análise, observando como a pessoa fala, estabelece vínculos, lida com falta, desejo, limites, angústia, culpa e conflitos, entre outros elementos.
Por isso, na psicanálise, costuma-se falar em diagnóstico estrutural, e não apenas diagnóstico sintomático.
Duas pessoas podem, por exemplo, apresentar ansiedade, mas essa ansiedade pode ocupar lugares muito diferentes na organização psíquica de cada uma.
Estrutura não é o mesmo que sintoma
Essa distinção é fundamental.
Uma pessoa pode apresentar:
ansiedade;
depressão;
compulsões;
fobias;
crises de pânico;
dificuldades nos relacionamentos.
Esses são fenômenos ou sintomas.
A estrutura busca compreender como esses fenômenos se organizam dentro daquela pessoa.
E uma pessoa não muda de estrutura simplesmente porque um sintoma desapareceu. Por isso, o diagnóstico psicanalítico é mais uma hipótese construída e constantemente refinada durante o processo clínico do que uma etiqueta definitiva.
Também é importante lembrar que existem diferentes escolas psicanalíticas e que nem todos os psicanalistas utilizam exatamente a mesma concepção de diagnóstico. A divisão neurose–psicose–perversão é particularmente associada à tradição lacaniana e não corresponde diretamente às categorias diagnósticas atuais da psiquiatria, como DSM ou CID.
Em resumo:
Psiquiatria: “Quais sintomas estão presentes e qual diagnóstico descreve melhor o quadro?”
Psicanálise: “Como esse sujeito está estruturado e qual é o lugar que esse sintoma ocupa em sua história, seus conflitos e seu desejo?”
As duas perspectivas podem fazer perguntas diferentes sobre o mesmo sofrimento.
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Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtivi
Como posso reconhecer e diferenciar o pensamento acelerado de uma busca por criatividade e produtividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença principal não está na velocidade do pensamento, mas em como você se sente e no que consegue fazer com esses pensamentos.
Quando pode ser criatividade/produtividade
O pensamento pode estar rápido porque você está empolgada ou envolvida com algo. Geralmente:
as ideias têm alguma organização;
você consegue escolher quais desenvolver;
consegue parar quando precisa;
sente curiosidade ou entusiasmo, e não apenas urgência;
consegue descansar depois;
o pensamento produz algo concreto: ideias, soluções, projetos.
É como se houvesse muitas ideias, mas você estivesse dirigindo o fluxo.
Quando pode ser pensamento acelerado associado à ansiedade
Pode haver:
muitas preocupações simultâneas;
dificuldade de manter a atenção em uma única coisa;
sensação de que precisa resolver tudo imediatamente;
pensamentos repetitivos ou catastróficos;
dificuldade de desligar a mente;
tensão física;
dificuldade para dormir;
sensação de exaustão depois.
Aqui, muitas vezes não existe produtividade real. Existe movimento mental sem necessariamente haver avanço.
Uma pergunta simples pode ajudar:
“Meu pensamento está produzindo possibilidades ou tentando eliminar ameaças?”
Se você está pensando em dez ideias para um projeto e consegue escolher uma, isso pode ser criatividade.
Se está pensando em dez possíveis problemas e sente que precisa analisar todos para ter certeza de que nada dará errado, pode ser ansiedade.
Um terceiro cenário merece atenção
Pensamento acelerado acompanhado de pouca necessidade de sono, energia muito acima do habitual, fala muito rápida, aumento importante da impulsividade, sensação de grandiosidade ou comportamento incomum merece avaliação profissional, porque pode ocorrer em episódios de humor elevado e não deve ser confundido simplesmente com produtividade.
Portanto, não é necessário tentar desacelerar todo pensamento rápido. A questão é perceber se a velocidade está a serviço de você ou se você está sendo arrastada por ela.
Uma boa pergunta para observar durante o dia é:
“Depois de pensar tanto, eu cheguei a algum lugar ou apenas fiquei tentando pensar até me sentir segura?”
Essa diferença costuma ser bastante reveladora.
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Quais são os tipos de projetos de vida? ;
Quais são os tipos de projetos de vida? ;
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Projetos de vida” podem ser entendidos como planos, objetivos e direções que uma pessoa constrói para dar sentido e orientar suas escolhas. Eles não precisam ser grandes ou definitivos.
Alguns tipos comuns são:
Projeto pessoal – desenvolvimento pessoal, autoestima, autonomia, hábitos, novos interesses.
Projeto profissional – carreira, mudança de profissão, estudos, empreendedorismo ou crescimento no trabalho.
Projeto afetivo e familiar – construir ou fortalecer relacionamentos, casamento, filhos, vínculos familiares.
Projeto financeiro – organizar a vida financeira, quitar dívidas, comprar uma casa, investir ou alcançar independência.
Projeto acadêmico – graduação, pós-graduação, cursos, concursos ou aquisição de novas habilidades.
Projeto social – amizades, participação comunitária, voluntariado ou contribuição para outras pessoas.
Projeto de saúde e bem-estar – atividade física, alimentação, sono, lazer e cuidados emocionais.
Projeto espiritual ou de valores – desenvolver espiritualidade, propósito, valores pessoais ou uma filosofia de vida.
Projeto criativo – escrever um livro, produzir arte, música, conteúdo, fotografia ou desenvolver um projeto autoral.
Projeto de experiências – viajar, conhecer lugares, aprender atividades novas ou realizar sonhos pessoais.
Uma coisa importante
Um projeto de vida não precisa ser uma grande missão. Pode ser algo simples como:
“Quero construir uma vida em que tenha mais autonomia, relações significativas e tempo para as coisas que gosto.”
Além disso, projetos podem mudar. Aos 20 anos, por exemplo, uma pessoa pode desejar uma carreira e, alguns anos depois, perceber que quer outra. Mudar o projeto não significa fracassar; significa que a pessoa também mudou.
Na perspectiva psicológica, um projeto de vida saudável costuma combinar desejos pessoais + valores + possibilidades reais, sem transformar o futuro em uma obrigação de ser perfeito.
Perguntas frequentes
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Neném com nuca 2,5 d 12 semanas d gestação e normal esse valor?
A translucência nucal de 2,5 mm com 12 semanas não deve ser interpretada…