Perguntas do paciente (661)

  • Estou com quadro de tristeza profunda. Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os si

    Estou com quadro de tristeza profunda.
    Já tomo centralina, 50 mg pela manhã e 50 a noite mais os sintomas continuam o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Tristeza profunda mesmo usando sertralina merece ser olhada com cuidado, porque não significa automaticamente que “não tem jeito” ou que o remédio falhou. O ponto é entender melhor a história: há quanto tempo você usa essa dose, se já teve alguma melhora, se a tristeza voltou agora ou nunca chegou a melhorar, como estão sono, apetite, energia, prazer nas coisas e ansiedade. Às vezes o tratamento ainda está incompleto. Às vezes a dose, o horário, o diagnóstico ou outros fatores da vida estão mantendo o sofrimento. E também existem situações em que é preciso repensar a estratégia com mais precisão, em vez de apenas seguir tomando e esperando melhorar. Eu recomendo marcar uma reavaliação com um médico em saúde mental para entender por que os sintomas continuam e construir um plano mais ajustado para você. Tristeza profunda não precisa ser enfrentada no escuro.


  • Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?

    Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode acontecer. Clonazepam não dá sono igual para todo mundo, e a primeira dose nem sempre vem com aquela sensação clara de “apagar”. Em algumas pessoas ele reduz ansiedade, tensão ou agitação, mas não necessariamente induz sono. Em outras, o efeito pode demorar mais, ser sutil, ou ficar menos perceptível se a ansiedade estiver muito alta, se houve café/estimulante, tela, estresse, dor, insônia acumulada ou expectativa muito grande de dormir. Também depende da dose, do horário, do motivo pelo qual foi prescrito e do seu padrão de sono. O ponto é não tentar compensar tomando mais por conta própria, porque clonazepam pode acumular efeito e causar sonolência excessiva, queda, confusão ou dependência. Se você tomou como foi prescrito e não dormiu, vale contar isso ao médico que indicou. Às vezes a questão não é “o remédio não funcionou”, mas entender se a insônia vem de ansiedade, hábito de sono, outro diagnóstico ou se a estratégia precisa ser revista.


  • Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde

    Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde então sinto dor no pescoço, voltei a tomar sem pular nenhum dia certinho há dois dias, mas continuo com dor no pescoço e face. Antes de esquecer também já estava sentindo muita ansiedade e agora piorou. já tomei vários medicamentos e já tive esse efeito colateral antes, mas como me adaptei bem a esse medicamento não sei se vale a pena mudar. Estou sem psiquaitra e so passando com o clinico geral. tem algo que possa fazer para aliviar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Ficar alguns dias sem a duloxetina pode provocar sintomas de descontinuação e também uma piora transitória da ansiedade. Depois de retomar o uso regular, dois dias ainda podem ser pouco para o organismo voltar ao padrão anterior. A dor no pescoço e na face pode estar relacionada à tensão muscular ou ao apertamento dos dentes, especialmente com a ansiedade aumentada, mas não é possível atribuí-la somente ao medicamento. Calor local, alongamentos leves, hidratação, sono mais regular e redução da cafeína podem ajudar enquanto você procura avaliação. Para escolher um analgésico, o ideal é conversar com o clínico ou farmacêutico, considerando seu histórico. Como a ansiedade já vinha piorando antes dos esquecimentos, vale retomar um acompanhamento psiquiátrico para avaliar o quadro como um todo, sem concluir automaticamente que seja necessário trocar um medicamento ao qual você se adaptou bem.


  • Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?

    Como faço o desmame do carbonato de lítio 600mg e risperidona 2mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa tarde! Antes de pensar em “quanto cortar”, é preciso entender por que você quer retirar e qual função o lítio 600 mg e a risperidona 2 mg estão cumprindo no seu tratamento. Muitas vezes, um está segurando o humor e o outro a aceleração, a irritabilidade, o sono ou sintomas mais graves. Por isso, não é uma boa ideia retirar os dois juntos nem fazer cortes rápidos. Se algo piorar, fica impossível saber se foi retirada, recaída ou qual medicação fazia mais diferença. O lítio, principalmente, precisa sair devagar, porque a suspensão brusca aumenta o risco de uma nova fase de mania ou depressão. A risperidona também costuma ser reduzida gradualmente. O mais seguro costuma ser organizar uma medicação de cada vez, acompanhando de perto sono, energia, irritabilidade e pensamentos. Vale marcar uma reavaliação especificamente para montar essa saída, porque o melhor desmame depende do tempo de uso, do diagnóstico e de como você está hoje, não apenas das doses. Se você já começou a mexer e percebeu que está dormindo menos sem sentir cansaço, mais acelerado, irritado, desconfiado ou com piora forte do humor, avise o médico sem esperar a próxima consulta.


  • Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve

    Minha filha de 14 anos começou em Fevereiro a ter insônia, e teve uma queda brusca no apetite. Teve uma crise intensa de enxaqueca por 3 meses. Fez tratamento com neuro, está tomando amitripitilina 25mg e propanolol 10mg. As dores melhoraram mas está bem deprimida, se sentindo exausta e o apetite está
    horrível. Está em acompanhamento com psicóloga há 2 meses mas não melhorou ainda.
    A levei a psiquiatra que receitou aumentar a amitripitilina para 50mg, mas tenho tanto medo, por outro lado não quero que continue sofrendo.
    Ja inicou natação, aula de música mas a tristeza nao vai embora, embora tenha dias bons. É segura essa medicação? Não causa dependência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa noite! Entendo seu medo, porque sua filha tem só 14 anos e você já a viu passar por meses de dor, perder o apetite e ficar cada vez mais abatida. Quando a enxaqueca melhora, mas a tristeza e a exaustão continuam, realmente não dá para olhar apenas para a dor de cabeça. A amitriptilina não costuma causar dependência. O cuidado maior é outro: ela pode aumentar sonolência, cansaço, tontura e deixar a pessoa mais “pesada”, enquanto o propranolol também pode contribuir para fadiga. Então faz sentido esclarecer com a psiquiatra se o aumento para 50 mg foi pensado para a enxaqueca, para o sono ou para tratar a depressão, porque isso muda bastante a leitura. Pelo que você contou, eu não acho que sua preocupação seja excesso de medo. Sua filha continua com pouco apetite, exausta e deprimida apesar da psicoterapia e das atividades. Isso merece uma avaliação mais cuidadosa do quadro inteiro, inclusive para separar o que pode ser depressão do que pode estar sendo agravado pelas medicações. Uma segunda avaliação com psiquiatra da infância e adolescência pode ajudar muito nessa decisão, sem precisar escolher entre “deixar sofrer” ou “aumentar sem segurança”.


  • Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita ag

    Estou tomando 1 semana já o ritalina, 1 cp após o almoço e quando começa fazer efeito me dá muita agitação, coração acelerado, tremor, soa as mãos, depois de 2hrs que tomei o remédio aí começo ficar mais tranquila, é normal sentir isso com 1 semana? Quanto tempo começa ficar mais tranquila em relação aos efeitos colaterais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pelo jeito que você descreveu, parece que seu corpo está sentindo muito o pico da Ritalina. Agitação, coração acelerado, tremor e suor nas mãos logo quando o remédio começa a fazer efeito não é algo que eu chamaria simplesmente de “normal” e mandaria esperar. Pode acontecer no começo, sim, mas precisa ser olhado, principalmente porque você percebe que depois de umas 2 horas fica mais tranquila. Isso pode ter relação com dose, horário, ansiedade de base, alimentação, sono, café ou sensibilidade ao estimulante. Não dá para prever pela internet em quantos dias isso vai melhorar. Eu avisaria o médico que prescreveu e descreveria exatamente esse padrão: piora no início do efeito e melhora depois. Esse detalhe ajuda muito a entender se é adaptação ou se o tratamento precisa ser revisto com mais cuidado.


  • Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com g

    Tenho TEPT-C e estou passando pelo processo de habilitação, percebi que quando estou nervosa e com gatilhos, não consigo prestar atenção no trânsito e nem no carro. Reprovei na prova e fiquei pensativa sobre meu diagnostico e atenção (Eu paraliso em situações de risco, não tenho resposta de reação) Estou me colocando em risco, mesmo se eu passar na prova? Atualmente meus sintomas estão mais leves, mas continuo sofrendo com gatilhos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa noite! No TEPT complexo é bem comum que os gatilhos travem a gente em situações que exigem atenção rápida, como o trânsito, e isso não quer dizer que você não seja capaz, e sim que o corpo entra em modo de defesa e prejudica a concentração naquele momento. O fato de os sintomas já estarem mais leves mostra que você está no caminho. Como você mesma trouxe a sensação de se colocar em risco, vale conversar sobre isso num acompanhamento de perto, porque dá pra trabalhar esses gatilhos e você recuperar segurança aos poucos. Não precisa passar por isso sozinha.


  • olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que po

    olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que possa nos ajudar, qual especialista da área, é mais indicado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Oi! Que bom que vocês estão buscando ajuda juntos, isso já faz uma baita diferença. Vale procurar um médico com experiência em TDAH em adultos pra fazer uma boa avaliação e montar um plano que combine com a rotina dele, porque um acompanhamento bem conduzido muda muito a qualidade de vida no dia a dia, no trabalho e na relação de vocês. O mais importante é não adiar: quanto antes começa o cuidado certo, melhores os resultados. Encontrando alguém com quem ele se sinta à vontade, o processo flui bem melhor. Torço pra dar tudo certo por aí!


  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    O que chama atenção no seu relato é a quantidade de mudanças em pouco tempo. Em pouco mais de duas semanas, você começou o tratamento, dobrou a dose, sentiu-se muito mal e depois precisou voltar para a dose anterior. Para o organismo, isso pode ser bastante confuso, principalmente quando a ansiedade já estava alta desde o início. A sensação de nó na garganta e a dormência podem aparecer durante crises de ansiedade intensas, especialmente quando a pessoa entra naquele estado de alerta constante e começa a prestar atenção em cada sensação do corpo. E, sinceramente, depois de passar mal com o aumento, é compreensível que você tenha ficado mais assustada com qualquer sintoma novo. Isso não quer dizer que tudo seja “normal” ou que você precise simplesmente aguentar. O mais importante agora é que você ainda não teve tempo suficiente para entender como realmente fica usando uma dose estável do remédio. Vale contar exatamente essa sequência para o médico que acompanha você: sete dias com 10 mg, cinco dias com 20 mg, retorno para 10 mg e, depois disso, uma crise importante com nó na garganta e dormência. Muita gente, depois de uma experiência ruim com o aumento da dose, começa a viver com medo de que o corpo “desande” de novo. Às vezes, esse receio acaba sendo tão angustiante quanto os sintomas físicos em si.


  • Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo

    Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá! Com apenas três dias de bupropiona, tremores e sensação de ansiedade podem aparecer, porque ela pode deixar algumas pessoas mais “aceleradas” no início. Mas o seu relato não é só um incômodo leve: você descreve tremor no corpo todo, peso no peito e aperto no abdômen, como se uma crise estivesse prestes a acontecer. Eu não diria para simplesmente continuar esperando, nem para parar por conta própria. O mais adequado é avisar o médico que prescreveu ainda hoje e contar exatamente como isso começou após a bupropiona. Às vezes é uma ativação inicial; em outras, a medicação realmente não encaixa bem para quem já está muito ansioso. Como há peso no peito, se vier dor forte, falta de ar, palpitação intensa, desmaio ou piora rápida, aí precisa de avaliação presencial. Fora isso, uma revisão cuidadosa pode evitar que você passe dias sofrendo sem saber se é adaptação ou se o plano precisa ser repensado.


  • Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5

    Estou tomando 40mg de fluoxetina a 40 dias, para tratar crise de ansiedade e estava fazendo uso de 5 gotas de clonazepam 2,5mg/ml, também diariamente por 29 dias. Parei há 4 dias o clonazepam. Posso vir a sentir efeito rebote?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode, sim. Você usou clonazepam diariamente por 29 dias e está justamente no quarto dia sem ele. Como o clonazepam permanece bastante tempo no organismo, algumas pessoas só começam a sentir a retirada depois de alguns dias, não necessariamente logo na primeira noite. Se acontecer, pode aparecer como sono mais leve, ansiedade mais “acesa”, tremor, irritabilidade ou aquela sensação de que a crise está querendo voltar. Isso não significa automaticamente que a fluoxetina falhou. Aos 40 dias de tratamento, pode ser difícil separar o que é rebote do clonazepam do que ainda é ansiedade residual. Também não quer dizer que você necessariamente terá sintomas importantes, porque foram 5 gotas e menos de um mês de uso. Mas, como ele foi usado todos os dias, eu não deixaria essa transição sem acompanhamento. Vale contar ao médico como você está desde a suspensão, principalmente se já percebeu mudança no sono ou aumento da ansiedade. Uma revisão nessa fase ajuda a evitar que você fique entre o medo de ter outra crise e a vontade de voltar ao clonazepam por conta própria.


  • O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como sã

    O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como são os efeitos do ansitec?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Sim, o Ansitec também pode ter um período de adaptação, mas ele é diferente dos antidepressivos. Ele não costuma dar aquele efeito de “acalmar na hora”, então às vezes a pessoa começa esperando alívio rápido e, nos primeiros dias, percebe mais o desconforto do que o benefício. Isso pode dar a impressão de que “não está funcionando” ou que a ansiedade piorou. Os efeitos mais comuns costumam ser tontura, enjoo, dor de cabeça, sensação de cabeça leve, nervosismo ou um sono diferente. Em algumas pessoas passa quase despercebido; em outras, incomoda mais. O ponto é olhar para o padrão: está leve e melhorando, ou está vindo com muita agitação, tremores, palpitação, confusão, sensação de estar fora de si ou piora importante da ansiedade? Se estiver intenso assim, não vale sofrer esperando sozinho. É melhor falar com o médico que prescreveu para entender se é adaptação, ansiedade ainda alta ou se a estratégia não encaixou bem para você.


  • Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um i

    Estou fazendo a troca da desvenlafaxina 50mg para a fluoxetina 20mg. Tomando meio cp da desve e um inteiro da fluo. Estou me sentindo tonta e ansiosa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode acontecer nessa fase, sim. Você está reduzindo a desvenlafaxina e começando a fluoxetina ao mesmo tempo, então a tontura pode vir da queda da primeira, enquanto a ansiedade pode aparecer na adaptação à segunda. Isso, por si só, não significa que a troca deu errado. O detalhe que eu conferiria é o meio comprimido da desvenlafaxina. Se a sua apresentação for de liberação prolongada, ela geralmente deve ser tomada inteira, porque partir pode alterar a forma como o medicamento é liberado. A orientação oficial do Pristiq, por exemplo, é não dividir o comprimido. Se os sintomas estão leves e oscilando, podem fazer parte da transição. Mas, se a tontura está dificultando trabalhar, dirigir ou ficar em pé, ou se a ansiedade está claramente piorando, vale revisar o esquema com o médico que organizou a troca. Uma reavaliação bem feita consegue separar o que é retirada da desvenlafaxina, adaptação à fluoxetina e o que pode estar vindo do próprio modo como essa troca foi montada.


  • Boa tarde, tomo sertralina de 50mg de manhã e mirtazapina 45mg a noite há 40 dias. Tenho acordado su

    Boa tarde, tomo sertralina de 50mg de manhã e mirtazapina 45mg a noite há 40 dias. Tenho acordado suando muito e com frio. Fazem uns 15 dias que começou. Isso é normal ou devo procurar um médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa noite! Suar muito à noite e acordar com frio pode acontecer com antidepressivos, inclusive com sertralina e mirtazapina, mas eu não chamaria simplesmente de “normal”, principalmente se isso começou há 15 dias e está te incomodando. O que importa é entender o contexto: começou depois de alguma mudança de dose? Vem junto de febre, tremores, palpitação, diarreia, piora da ansiedade ou sensação de agitação? Ou é só o suor noturno, sem outros sintomas?
    Às vezes é efeito da medicação. Às vezes é ansiedade durante a noite. E às vezes nem é psiquiátrico, pode ter relação com infecção, tireoide, hormônios ou outras causas clínicas. Então, eu avisaria o médico que prescreveu e descreveria exatamente como está acontecendo: horário, intensidade, se molha roupa/lençol, se tem febre ou perda de peso. Não é para se assustar, mas suor noturno persistente merece ser olhado com calma, em vez de você ficar tentando adivinhar sozinha se é adaptação ou não.


  • 5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confus

    5 semanas tomando pondera xr 25 para toc religioso e com risperidona há 8 meses. Leve melhora confusa por volta das 3-4 semanas mas desde então sintomas ainda muito intensos (obsessões, compulsões, ansiedade) isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    No TOC, cinco semanas ainda pode ser cedo para uma melhora firme, principalmente quando o conteúdo é religioso. Esse tipo de TOC costuma prender a pessoa em culpa, medo, dúvida, necessidade de certeza e compulsões mentais muito cansativas. A leve melhora que você percebeu pode ser um sinal inicial, mas o fato de os sintomas ainda estarem muito intensos merece ser olhado com cuidado. Não é só uma questão de “esperar mais”. É preciso entender se houve alguma redução real nas obsessões, quanto tempo as compulsões ainda ocupam no dia, como está sua ansiedade e se o tratamento atual está bem ajustado para o seu quadro. A risperidona pode ajudar em alguns casos, mas no TOC ela costuma ser uma estratégia de apoio. O centro do tratamento precisa estar bem direcionado, e no TOC religioso a terapia com exposição e prevenção de resposta faz muita diferença, porque o problema não é falta de fé, é a mente tentando buscar certeza absoluta e alívio o tempo todo. Eu não concluiria que falhou, mas também não deixaria você sofrendo sozinho nessa intensidade. Uma revisão com seu psiquiatra ajuda a entender se é uma resposta ainda inicial, se o tratamento está incompleto ou se precisa de um ajuste mais preciso.


  • Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz

    Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    O que você descreve pode acontecer na redução da venlafaxina, sim. Quando a dose cai, algumas pessoas sentem justamente essa mistura de ansiedade, tristeza, irritação, sono mais instável, enjoo, tontura ou sensação de cabeça estranha. A venlafaxina é uma das medicações em que essa retirada pode ser mais sentida. O detalhe importante no seu relato é que os sintomas começaram logo depois da redução. Isso pode apontar mais para efeito da retirada do que para uma recaída completa, mas essa diferença precisa ser acompanhada, porque às vezes as duas coisas se confundem. Como você ainda vai permanecer um tempo nessa etapa antes de parar, vale contar ao seu neuro exatamente como ficou: intensidade, duração, se está melhorando ou piorando e se apareceu tristeza mais profunda ou desesperança. Não é para se assustar, mas também não é para sofrer calado. A retirada da venlafaxina costuma precisar ser bem ajustada ao corpo da pessoa, e uma revisão ajuda a deixar esse processo mais seguro e menos desconfortável.


  • Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    A bupropiona pode ser ótima para algumas pessoas, mas não é um remédio “coringa”. Ela costuma encaixar melhor quando a depressão vem com muito cansaço, apatia, falta de energia, sonolência, desânimo para iniciar as coisas ou quando a pessoa teve perda de libido com outros antidepressivos. Também pode ser usada em alguns casos para ajudar no tabagismo. O outro lado é que ela pode acelerar algumas pessoas. Pode piorar insônia, ansiedade, irritabilidade, tremor, palpitação, boca seca ou sensação de mente ligada demais. Também não é uma boa escolha para todo mundo. Quem tem histórico de convulsão, bulimia, anorexia, uso pesado de álcool ou retirada de sedativos precisa de cuidado especial. Então, a pergunta mais importante é: o que você quer tratar com ela? Energia, humor, libido, atenção, tabagismo, compulsão? A resposta muda bastante conforme o seu quadro. Estou à disposição caso precise.


  • Eu estou tomando quitiapina 25mg, passada pelo médico, mas eu estou dormindo pouco, é normal?

    Eu estou tomando quitiapina 25mg, passada pelo médico, mas eu estou dormindo pouco, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode acontecer, mesmo parecendo contraditório. A quetiapina pode dar sonolência e, ainda assim, não sustentar um sono profundo ou contínuo. Algumas pessoas até pegam no sono, mas acordam várias vezes e passam a noite “picada”. O detalhe mais importante é este: você dorme pouco e acorda cansado, ou dorme pouco e fica mais ligado, irritado ou acelerado? Essa diferença muda bastante a leitura. Como ela foi prescrita justamente pelo médico, vale contar que o sono continua ruim em vez de concluir que é só adaptação. Se o objetivo era melhorar o sono e você segue descansando mal, o tratamento precisa ser revisto com mais cuidado, sem aumentar a dose por conta própria. A quetiapina costuma causar sonolência, mas também pode, em algumas pessoas, vir com inquietação ou não resolver a causa da insônia.


  • Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode acontecer de alguém em uso de sertralina há bastante tempo ainda ter dias de tristeza ou choro. A medicação não deixa a pessoa “imune” a sofrimento, estresse, conflitos, luto, TPM, cansaço ou fases difíceis. Mas eu teria atenção se esses picos estão ficando frequentes, mais intensos, durando vários dias, atrapalhando sua rotina ou vindo junto de desânimo, irritabilidade, insônia, perda de prazer, culpa ou sensação de piora. Aí não é só “normal da vida”. Pode ser sintoma residual, recaída parcial, dose que já não está encaixando tão bem, diagnóstico associado ou algum fator atual mantendo o sofrimento. Vale revisar com o médico que acompanha você, não necessariamente para trocar tudo, mas para entender o que esses picos estão querendo mostrar.


  • Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    Risperidona pode causar prolactinoma? Ou pode estar relacionado a outros fatores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    A risperidona costuma aumentar a prolactina e, muitas vezes, é ela quem está por trás de sintomas como alteração menstrual, saída de leite pelas mamas, queda da libido ou mudanças sexuais. Mas é importante separar duas coisas: a medicação pode elevar a prolactina, mas isso não significa automaticamente que exista um prolactinoma. Quando a prolactina vem alterada, o médico geralmente tenta entender o contexto inteiro: há quanto tempo você usa a risperidona, qual a dose, se existem sintomas hormonais e qual foi o valor encontrado nos exames. Problemas da tireoide, outras medicações e, mais raramente, alterações da hipófise também podem entrar nessa investigação. A boa notícia é que, na maioria das vezes, quando a prolactina sobe em quem usa risperidona, a explicação está no próprio remédio e não em um tumor. O caminho costuma ser entender a história completa antes de tirar conclusões que só aumentam a ansiedade.


Autor

Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.