Perguntas do paciente (661)
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Faço tratamento há 6 meses para depressão com citalopram. Tomo dois comprimidos por dia. Tive melhor
Faço tratamento há 6 meses para depressão com citalopram. Tomo dois comprimidos por dia. Tive melhoras, mas em algumas coisas percebi que voltaram , por exemplo não tenho ânimo para fazer exercícios físicos . Isso é uma recaída mesmo tomando o remédio ou precisa trocar por outro antidepressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo é uma situação que merece atenção, mas que tem várias possibilidades de leitura. A falta de ânimo para coisas como exercício físico pode ser um sintoma residual, ou seja, algo que o citalopram melhorou em parte mas não resolveu por completo, e isso é mais comum do que se imagina. Pode também sinalizar que a dose precisa ser revista, ou que vale a pena pensar em uma estratégia diferente. Em alguns casos, esse tipo de queixa aponta para algo que estava por trás do quadro depressivo e que ainda não foi olhado com profundidade.
O que eu posso te dizer com segurança é que existe um caminho para esse momento, e ele costuma ser mais simples do que parece quando avaliado de perto. Vale a pena conversarmos para entender o que está acontecendo no seu caso e definir juntas o melhor próximo passo, antes que isso se prolongue ou se intensifique.
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Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com b
Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com bipolaridade 2 . Mas pela minha idade diz não ser possível o uso do lítio. É verdade? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é verdade que o lítio seja automaticamente proibido apenas por você ter 63 anos. A idade, sozinha, não impede o uso. O que muda é que, em pessoas mais velhas, o lítio precisa ser avaliado com mais cautela, geralmente com doses menores, controle da litemia e acompanhamento de função renal, tireoide, cálcio, eletrólitos, pressão, hidratação e possíveis interações medicamentosas.
Em alguns casos ele pode ser uma excelente opção para transtorno bipolar, inclusive bipolaridade tipo 2, mas em outros pode não ser a melhor escolha, principalmente se houver alteração renal importante, risco de desidratação, uso de medicações que interagem ou outras condições clínicas.
O ideal é conversar com um psiquiatra para avaliar seus exames, histórico de oscilações de humor, medicações em uso e riscos individuais. Após muitos anos sendo tratada como depressão, faz muito sentido uma reavaliação cuidadosa do diagnóstico e do plano terapêutico.
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Estou tendo crises de ansiedade todos os dias, já marquei com psicólogo, minha visão fica embaçada,
Estou tendo crises de ansiedade todos os dias, já marquei com psicólogo, minha visão fica embaçada, cabeça estranha uma tontura o dia todo,comecei a tomar o venlafaxina 75 hoje, minha visão ficou mais embaçada,tremores,um quente no peito, tontura, é normal ficar embaçada no começo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O início da venlafaxina costuma vir mesmo com alguns sintomas de adaptação nos primeiros dias, e parte do que você descreve pode entrar nesse contexto. Mas a intensidade do que você está sentindo agora, especialmente a visão embaçando mais, os tremores e essa sensação de calor no peito junto, merece um olhar com mais cuidado, e não é algo que dê pra avaliar com segurança só por aqui.
Esse começo é justamente o momento em que um acompanhamento próximo faz mais diferença, porque pequenos ajustes nas primeiras semanas costumam definir como vai ser toda a sua resposta ao tratamento daqui pra frente. Posso te ajudar nessa fase com calma e segurança, avaliando o que faz sentido manter, ajustar ou observar.
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Há pouco mais de um ano comecei o tratamento para TDAH com Ritanila 10mg/dia, no entanto, tive forte
Há pouco mais de um ano comecei o tratamento para TDAH com Ritanila 10mg/dia, no entanto, tive fortes crises de ansiedade com eleE. Então mudei para venvanse 30mg/dia, que ajudou muito na melhora da atenção e memória de trabalho, mas não dava conta do meu sono durante o dia - minha principal queixa -, e precisei aumentar para 50mg/dia. Hoje, com alguns meses de uso eu não consigo mais suportar os efeitos colaterais que me causa (ansiedade, insônia, agitação), porém sem ele eu não funciono, fico com muito sono mesmo independentemente da qualidade e duração do meu sono durante a noite. Por isso, estou em busca de uma medicação mais leve, que dê conta da minha sonolência diurna, sem causar grandes efeitos colaterais. É possível? Mesmo que não melhore os demais sintomas do TDAH, afinal, eles podem ser minimizados a partir de acompanhamento neuropsicológico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
Sim, é possível pensar em alternativas, mas esse ajuste precisa ser feito com bastante cuidado.
Pelo que você descreve, o Venvanse ajudou em atenção e memória de trabalho, mas passou a gerar um custo alto em ansiedade, insônia e agitação. Isso já é um sinal importante de que a dose, o horário, o tipo de estimulante ou a estratégia como um todo podem precisar ser reavaliados.
Quando a queixa principal é sonolência diurna intensa, mesmo com sono aparentemente adequado, eu não gosto de olhar apenas como "TDAH mal controlado".
É essencial investigar outras causas que podem estar mantendo esse sono excessivo, como qualidade real do sono à noite, apneia do sono, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, uso de outras medicações, quadros ansiosos ou depressivos, e até transtornos específicos do sono.
Existem, sim, possibilidades que podem ser consideradas, como reduzir a dose, trocar a medicação, usar formulações com menor impacto ansioso ou avaliar medicamentos não estimulantes em alguns perfis. Em alguns casos, é necessário tratar primeiro a ansiedade ou a insônia, porque, com esses pontos desorganizados, qualquer estimulante fica muito mais difícil de tolerar.
O ideal é uma consulta para revisar seu diagnóstico, padrão de sono, efeitos colaterais, exames, rotina, histórico de resposta às medicações e pensar em uma alternativa mais compatível com o seu organismo.
Caso precise, fico à disposição.
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Tenho 46 anos muita dificuldade de concentração, de aprendizagem, inclusive ja reprovei na escola 3
Tenho 46 anos muita dificuldade de concentração, de aprendizagem, inclusive ja reprovei na escola 3 anos. Vejo dificuldades até no meu emprego. Seria um TDAH?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reprovar três anos na escola e hoje continuar enfrentando dificuldade para aprender e trabalhar mostra que não se trata apenas de uma fase de distração. Pode existir TDAH, mas também é importante entender como você aprendia, quais matérias eram mais difíceis e se o problema sempre foi manter a atenção ou compreender determinadas informações. Aos 46 anos, provavelmente você já criou várias maneiras de compensar essas dificuldades sem perceber. Uma avaliação bem feita não procura somente confirmar um diagnóstico: procura explicar por que tarefas que parecem simples para outras pessoas exigem tanto esforço de você.
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Fui diagnosticado com depressão leve crônica. Tomo citalopram há seis meses. Esse tipo de depressão
Fui diagnosticado com depressão leve crônica. Tomo citalopram há seis meses. Esse tipo de depressão tem cura ou vou continuar tomando o remédio para evitar recaídas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível ficar bem, sim. A palavra “crônica” descreve a persistência dos sintomas, mas não determina, sozinha, que você tomará remédio pelo resto da vida. E seis meses tomando citalopram não significam necessariamente seis meses recuperado. Para pensar na duração do tratamento, eu procuraria saber quando você voltou a se sentir bem e se ainda existe desânimo, perda de interesse ou dificuldade para tocar a rotina. O histórico de recaídas também pesa nessa decisão. Quando a depressão acompanha a pessoa por muito tempo, às vezes ela passa a considerar alguns sintomas como parte do próprio jeito de ser. Entender o que realmente melhorou ajuda a avaliar se o tratamento está cuidando de sintomas persistentes ou prevenindo uma nova piora.
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fui diagnosticado com TDAH, mas achei a consulta muito rápida, mais ou menos. Na infância sempre tiv
fui diagnosticado com TDAH, mas achei a consulta muito rápida, mais ou menos. Na infância sempre tive dificuldade de aprendizado. Hoje moro fora de casa por estar fazendo faculdade e me encontro com uma dificuldade tremenda de aprendizado e com a mente de curto prazo. Quando era menor, minha mãe me falou que cheguei a ir para uma psicopedagoga porque não estava conseguindo aprender a ler. Depois de adulto, fui e marquei uma consulta, e o neurologista (também formado em psiquiatra) disse que tenho TDAH. Ele me deu um laudo manuscrito:
'Declaro para os devidos fins de direito que o paciente é portador de TDAH, com sintomas de falta de atenção e ansiedade, em uso de Sertralina 50mg, Ritalina 10mg e Pryma 3mg. Em acompanhamento neurológico. CID: F90.0."
Minha dúvida é, pra eu ter um laudo eficaz é preciso passar pelo neuropsicológo ? Tenho problemas com ansiedade também e o médico disse que pode ser por causa do tdah, penso muito a mente fica martelando a mil quase todo tempo quando tomo ritalina tudo parece mais tranquilo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A questão principal não é o laudo ser manuscrito, mas como o diagnóstico foi construído. Sua dificuldade para aprender a ler, os problemas atuais na faculdade e a mente constantemente acelerada são pistas relevantes, mas nenhuma delas confirma TDAH isoladamente. A avaliação neuropsicológica pode acrescentar informações, porém não substitui uma história clínica detalhada. Também é preciso separar o que pertence à ansiedade e o que já existia muito antes dela. Se você saiu da consulta com um diagnóstico, mas sem entender como o médico chegou até ele, faz sentido procurar uma revisão mais cuidadosa.
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Faz 6 anos que tomo Sertralina e iniciei o desmame com orientação médica, meus sintomas de ansiedade
Faz 6 anos que tomo Sertralina e iniciei o desmame com orientação médica, meus sintomas de ansiedade ficaram estabilizados com 125mg, e no processo de desmame, quando chego a 12,5mg (metade de um comprimido de 25mg), eu fico sensível a medo, e com muitos estresses no ambiente de trabalho, minha ansiedade piorou, meu medo aumentou diante dos problemas que estou passando, com esses problemas é necessário voltar ao médico ? a Sertralina precisa ser ajustada? pois a crise é cortada ou reduzida tomando alprazolam de 0,5mg.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, vale a pena voltar ao médico. Pelo que você descreve, pode estar acontecendo tanto dificuldade nessa fase final do desmame quanto uma piora real da ansiedade em meio ao estresse atual. Quando os sintomas reaparecem justamente numa dose muito baixa, isso mostra que o processo precisa ser revisto com cuidado, e não simplesmente suportado até piorar mais.
O alprazolam pode aliviar a crise pontualmente, mas não resolve a base do problema. Por isso, o mais adequado é reavaliar com o médico que acompanha seu caso para decidir se faz sentido desacelerar o desmame, retornar para uma dose anterior ou reorganizar a estratégia neste momento da sua vida. Se você quiser uma avaliação mais cuidadosa para diferenciar sintomas de retirada de piora ansiosa e definir a melhor condução, fico à disposição para te ajudar.
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Desde a infância, sempre demonstrei grande facilidade para aprender. Aprendi a ler e escrever rapida
Desde a infância, sempre demonstrei grande facilidade para aprender. Aprendi a ler e escrever rapidamente e era considerado um excelente aluno, embora bastante impulsivo e, muitas vezes, visto como “trabalhoso” em sala de aula. Ao mesmo tempo, sempre apresentei um nível elevado de ansiedade, que frequentemente se manifestava também na relação com a comida, além de uma sensação constante de estar acelerado.
Ao longo do meu desenvolvimento, essas características permaneceram presentes. Iniciei o curso de licenciatura enfrentando muitas dificuldades de concentração, a ponto de não conseguir ler integralmente um único artigo acadêmico, apesar de, ainda assim, obter boas notas. Mesmo antes de concluir a graduação, fui aprovado em diversos concursos públicos na área e também consegui ingressar em um curso de mestrado. No entanto, não consegui dar continuidade à pesquisa, justamente pela dificuldade de manter o foco em atividades prolongadas e exigentes em termos de atenção.
Hoje, já após os 40 anos, percebo que, embora tenha aprendido a conviver parcialmente com essas dificuldades, ainda não me sinto totalmente no controle. Continuo enfrentando limitações importantes relacionadas à concentração, além de sensibilidade ao toque — algo que se torna desafiador no contexto da sala de aula — e episódios frequentes de esgotamento. Ao mesmo tempo, mantenho um forte vínculo afetivo com a profissão docente, que continuo a exercer com dedicação e compromisso.
Atualmente, faço uso do Venvanse, sob orientação médica, o que tem contribuído para melhorar a concentração por algumas horas do dia. Entretanto, também tenho observado picos de estresse associados ao uso do medicamento. Diante desse conjunto de aspectos, sinto a necessidade de compreender melhor meu funcionamento, minhas características e minhas necessidades, para encontrar caminhos que me permitam viver e trabalhar com mais equilíbrio, bem-estar e autonomia. Como devo proceder para saber o que tenho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato não é de alguém que não consegue aprender. É de alguém que sempre conseguiu entregar resultados, mas pagando um preço alto por isso. Boas notas, concursos e mestrado não excluem TDAH; muitas pessoas compensam as dificuldades com inteligência, esforço e ansiedade. Porém, a sensibilidade ao toque, o esgotamento frequente e os picos de estresse com o Venvanse ampliam a investigação. Eu não tentaria encaixar toda a sua história em um único rótulo. Procuraria compreender em quais situações você funciona muito bem, onde começa a se desorganizar e por que manter o desempenho custa tanto. O tratamento precisa melhorar sua vida, não apenas prolongar algumas horas de concentração.
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olá, recentemente diagnosticado com TDAH e remedio inicial sendo o concerta,
olá, recentemente diagnosticado com TDAH e remedio inicial sendo o concerta, tambem tomando 20mg de escutalopram por causa da minha TAG. Quando tomo o concerta, sinto rapidamente um aperto no peito e certa dificuldade para respirar (muito porque a minha respiração sai do “automatico”, nao sei dizer o porque) esses foram sintomas que não senti nos primeiros 2-3 dias, mas depois que começou, não parou mais quando sob efeito do remedio. estou tomando a 10 dias. isso pode ser resultado da minha ansiedade elevada, juntamente ao concerta? isso tende a melhorar com o tempo? Grato.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso merece atenção e não deve ser simplesmente atribuído à ansiedade sem reavaliação. A ansiedade pode, sim, aumentar a percepção da respiração e causar aperto no peito, mas, quando esse sintoma aparece de forma repetida durante o efeito do Concerta, o mais prudente é revisar. Pode ser uma resposta ao estimulante, uma piora da ansiedade com a medicação, ou uma combinação dos dois.
Como isso não aconteceu apenas nos primeiros dias e passou a se repetir, o ideal é conversar com o médico que prescreveu o quanto antes para avaliar se houve sensibilidade ao metilfenidato, necessidade de ajuste de dose ou até mudança de estratégia. Se houver piora importante, palpitação intensa, dor no peito forte ou falta de ar relevante, o mais seguro é procurar atendimento imediato. Cada caso precisa ser analisado de forma individual, principalmente quando há sintomas que geram dúvida entre efeito da medicação e piora do quadro de base. Se você quiser, posso te ajudar numa avaliação mais cuidadosa.
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Comecei a tomar venvanse a cerca de uma semana os primeiros dias foram ótimos, mas há cerca de dois
Comecei a tomar venvanse a cerca de uma semana os primeiros dias foram ótimos, mas há cerca de dois dias estou me sentindo muito apático e com labilidade emocional, e hoje tive uma crise de choro que durou horas. Isso é normal no começo do tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer em algumas pessoas no início, mas, pela intensidade que você descreveu, não é algo para apenas observar sem reavaliação. Alterações emocionais importantes durante o uso de lisdexanfetamina merecem atenção, principalmente quando há apatia, labilidade emocional e crise de choro prolongada. Nesses casos, é importante avaliar se houve sensibilidade à medicação, se a dose não ficou adequada, ou até se esse estimulante não está sendo a melhor opção para o seu caso neste momento.
O ideal é falar com o médico que prescreveu o quanto antes e não ajustar por conta própria. Se além disso houver piora importante, sensação de descontrole ou pensamentos de autoagressão, procure atendimento imediatamente. Caso você esteja sem acompanhamento próximo agora, fico à disposição para uma avaliação mais individualizada, para entender melhor sua resposta ao Venvanse e definir a melhor conduta com segurança.
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Estou utilizando Revoc para ansiedade generalizada, principalmente acompanhada de pensamentos rumina
Estou utilizando Revoc para ansiedade generalizada, principalmente acompanhada de pensamentos ruminativos e fobia social. Tomava Escitalopram antes, me ajudava mas pouco. Estou com receio dessa nova medicação pois vejo que ela é muito indicada para TOC mas não encontrei estudos claros sobre eficácia dos meus sintomas como o Escitalopram tem.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo seu receio, mas isso não significa que a medicação esteja errada para o seu caso. Embora a fluvoxamina seja muito lembrada no tratamento do TOC, ela também pode ser uma boa opção em quadros de ansiedade, especialmente quando há pensamentos ruminativos, ansiedade social e sintomas persistentes. Na prática, a escolha da medicação não depende só do nome do diagnóstico, mas do conjunto dos sintomas, da forma como você responde e da tolerabilidade.
Como você relata que o escitalopram ajudava, mas pouco, faz sentido seu médico ter pensado em outra estratégia. Se você estiver no início do tratamento, ainda pode ser cedo para avaliar o resultado final. O mais importante agora é acompanhar evolução, efeitos colaterais e resposta clínica nas próximas semanas. Se quiser uma avaliação mais individualizada para entender melhor se essa escolha faz sentido para o seu perfil e como conduzir isso com mais segurança, fico à disposição.
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Existe flexibilidade no acompanhamento de TDAH com uso de estimulantes, permitindo intervalos maiore
Existe flexibilidade no acompanhamento de TDAH com uso de estimulantes, permitindo intervalos maiores entre consultas após estabilização, ou a exigência de consultas mensais é padrão independente do caso? Em geral, é prática padrão na psiquiatria exigir consultas mensais contínuas para esse tipo de prescrição, ou existem situações em que o intervalo entre consultas pode ser ampliado com segurança, visando também reduzir custos para o paciente?
Pergunto porque tenho interesse em manter o tratamento de forma responsável, mas também preciso considerar a sustentabilidade financeira no longo prazo. Ao mesmo tempo, às vezes parece que foi criado um sistema em que o paciente acaba ficando dependente de consultas frequentes e precisa arcar com custos elevados, mesmo quando o quadro está estável — gostaria de entender se essa percepção faz sentido do ponto de vista clínico.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Consulta mensal não precisa virar uma regra automática para sempre. No começo ou durante ajustes, faz sentido acompanhar mais de perto porque resposta, sono, ansiedade, apetite e funcionamento ainda estão mudando. Depois de estabilizado, o intervalo pode ser pensado caso a caso, embora as regras da receita controlada também influenciem a organização. Sua preocupação financeira é legítima: um bom acompanhamento deveria deixar claro o que está sendo monitorado, quando a próxima revisão é realmente necessária e qual é o plano se algo mudar, em vez de se resumir à renovação mensal da receita.
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Eu tomei Ritalina por cerca de 3 anos, na dose de 40 mg por dia. Na minha última consulta, minha méd
Eu tomei Ritalina por cerca de 3 anos, na dose de 40 mg por dia. Na minha última consulta, minha médica trocou o medicamento para lisdexanfetamina 50 mg, e eu já iniciei direto nessa dose, pois ela comentou que eu já fazia uso de estimulante antes.
Porém, estou me sentindo um pouco estranha. Tenho ficado mais apática, com pouca vontade de conversar e mais quieta, além de sentir irritação no período da tarde (tomo o remédio às 06:30 da manhã). Também tenho percebido muito frio nas mãos e nos pés, além de alguns arrepios.
Por outro lado, notei que estou mais focada. Esses sintomas começaram há cerca de 5 dias, desde que iniciei o uso.
Gostaria de saber se esses efeitos colaterais são comuns no início e se tendem a passar com o tempo. Estou um pouco preocupada, porque com a Ritalina eu sentia mais ânimo e disposição, como se estivesse mais motivada, enquanto com a lisdexanfetamina estou me sentindo mais quieta, com menos pensamentos e menos comunicação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ficar mais focada e, ao mesmo tempo, menos viva não é um resultado completo. Você percebeu menos pensamentos, mas também menos vontade de conversar, mais apatia e irritação no período da tarde. Como tudo começou há cinco dias e existe um horário relativamente definido, essa sequência merece ser levada ao acompanhamento exatamente como você descreveu. O frio nas mãos e nos pés também não deve ser omitido. Não é preciso escolher entre ter foco e continuar se reconhecendo emocionalmente. Os dois aspectos precisam entrar na decisão sobre o tratamento.
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É normal sentir falta de foco, lentidão, perda de memoria recentes, falta de colocação nas palavras
É normal sentir falta de foco, lentidão, perda de memoria recentes, falta de colocação nas palavras no início do tratamento com paroxetina 10 mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Falta de foco, lentidão, memória recente ruim e dificuldade para encontrar palavras parecem a mesma coisa no dia a dia, mas clinicamente não são. Se tudo começou após a paroxetina 10 mg, vale observar se ocorre sobretudo nas horas seguintes à tomada e se vem acompanhado de sono ou sensação de cabeça pesada. Às vezes a informação não é bem registrada por causa da lentificação e parece “perda de memória”; em outras, a pessoa está desperta, sabe o que quer dizer e a palavra simplesmente não vem, o que merece ser descrito separadamente. Exemplos concretos de quando isso acontece permitem uma revisão muito mais precisa.
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Faço tratamento para TDAH há aproximadamente 1 ano. Anteriormente utilizava 30 mg de Venvanse, poré
Faço tratamento para TDAH há aproximadamente 1 ano.
Anteriormente utilizava 30 mg de Venvanse, porém apresentava uma queda de efeito após algumas horas. Por isso, a dose foi ajustada para 50 mg há cerca de 2 meses. Nas primeiras duas semanas com a nova dose, tive uma piora importante e fiquei bastante disfuncional, mas depois houve melhora.
Atualmente, percebo que o medicamento me ajuda no foco, porém também causa uma agitação física significativa (inquietação corporal). Além disso, após cerca de 5 a 6 horas da ingestão, sinto uma queda no rendimento, principalmente para tarefas que exigem esforço mental, como estudar, como se faltasse disposição cognitiva.
Gostaria de saber:
Esses efeitos são esperados?
Pode haver relação com a dose atual?
Existe alguma estratégia de ajuste (dose, horário, fracionamento ou tipo de medicação) que possa melhorar esse padrão?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, esse padrão pode ter relação com a dose atual. O Venvanse pode ajudar bastante no foco, mas também pode causar agitação física, inquietação corporal e, em alguns casos, uma queda de rendimento algumas horas depois.
No seu relato, chamam atenção justamente esses dois pontos, a melhora da atenção, mas com custo de ativação física importante, e essa perda de desempenho após 5 a 6 horas, especialmente para tarefas de maior esforço mental. Isso pode acontecer por sensibilidade à dose, duração insuficiente para a sua demanda ao longo do dia, ou até por um padrão de rebote.
Existem, sim, possibilidades de ajuste, mas isso precisa ser avaliado de forma individualizada. Dependendo do caso, vale revisar dose, horário de uso e até a estratégia terapêutica como um todo. Como você já percebe benefício, mas não com um funcionamento estável ao longo do dia, eu acho que vale uma reavaliação mais cuidadosa. Se você estiver sem retorno próximo, fico à disposição para te ajudar a entender qual ajuste faz mais sentido no seu caso.
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Iniciei o uso de Ritalina e tive uma resposta muito positiva. No entanto, como trabalho durante o di
Iniciei o uso de Ritalina e tive uma resposta muito positiva. No entanto, como trabalho durante o dia e estudo à noite, minha médica optou por testar uma medicação de liberação prolongada.
Primeiramente, utilizei o Atentah. Nas primeiras semanas, o efeito foi excelente, porém, posteriormente, tive uma perda significativa de apetite, chegando a me alimentar, em alguns dias, apenas no café da manhã.
Como alternativa, foi prescrito o Consiv 18 mg. Nos primeiros dias, o efeito também é muito positivo — sinto meus pensamentos mais organizados e consigo manter o foco com mais facilidade. Entretanto, após o terceiro ou quarto dia de uso, passo a me sentir extremamente irritado, explosivo e com dificuldade de controlar minhas reações.
Gostaria de entender se esse tipo de reação é comum, se pode estar relacionado à dosagem ou adaptação do organismo, e quais seriam possíveis alternativas nesses casos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um medicamento que organiza seus pensamentos, mas transforma você em alguém explosivo depois de três ou quatro dias, não está oferecendo um benefício completo. O fato de isso se repetir no mesmo período é uma pista importante e merece mais atenção do que simplesmente esperar uma “adaptação”. Sua experiência mostra que você responde ao tratamento, porém cada opção trouxe um custo diferente: ansiedade, perda de apetite ou irritabilidade. Antes de procurar outra alternativa, eu organizaria essa sequência com horários e mudanças concretas no comportamento. Assim, a próxima escolha parte do seu padrão de resposta, e não de mais uma tentativa às cegas.
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Tomei durante 1 mês o escitalopram 20 mg do laboratório biossíntese e agora estou usando da Geolab h
Tomei durante 1 mês o escitalopram 20 mg do laboratório biossíntese e agora estou usando da Geolab há 7 dias porém percebi que estou mais agitada e tive crise de choro e estou desanimada isso é comum? Devo me preocupar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer, sim.
Mesmo sendo o mesmo princípio ativo, a troca de laboratório pode gerar pequenas diferenças na absorção e, em algumas pessoas, isso aparece como mais agitação, oscilação do humor ou piora transitória da ansiedade, principalmente na primeira semana.
Ainda assim, esses sintomas merecem atenção. Crise de choro, desânimo e aumento da agitação não devem ser ignorados, principalmente se estiverem intensos ou diferentes do seu padrão anterior. Em geral, a tendência é estabilizar em alguns dias, mas é importante acompanhar de perto.
Se perceber piora progressiva, dificuldade para dormir, ansiedade muito intensa ou pensamentos negativos mais persistentes, o ideal é reavaliar a medicação.
Se você quiser, posso te avaliar com mais calma e ajustar isso de forma segura para você. Estou à disposição para te ajudar nesse momento.
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Olá, Dr. Tudo bem? Eu estou sofrendo com esses pensamentos de estar com uma doença. Já fiz dois exam
Olá, Dr. Tudo bem? Eu estou sofrendo com esses pensamentos de estar com uma doença. Já fiz dois exames e estão negativos para essa doença; porém, fico pesquisando sobre o assunto e achando que o exame deu alteração. Eu já tive esse mesmo problema de pensamentos, porém com outras doenças que não tinham o que dever ser. Sempre fico ansiosa, triste e com medo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por esse ciclo de sofrimento. O que você descreve é um quadro de muita angústia, mas saiba que ele é bem conhecido na saúde mental: trata-se de um padrão de pensamentos intrusivos e obsessivos voltados para a saúde.
Mesmo com exames negativos e evidências reais de que está tudo bem, a sua mente cria uma "dúvida patológica", levando-a a pesquisar compulsivamente na internet (o que chamamos de checagem). Esse comportamento, em vez de acalmá-la, acaba alimentando a ansiedade e gerando um círculo vicioso de medo e tristeza. O fato de isso já ter ocorrido com outras doenças no passado reforça que o foco não deve ser a doença física, mas sim a forma como sua mente processa a incerteza. Para romper esse ciclo, o primeiro passo é interromper as pesquisas de sintomas, que funcionam como combustível para o medo. Além disso, é fundamental um tratamento especializado; quadros assim respondem muito bem à Terapia Cognitivo-Comportamental e, se necessário, a medicações que ajudam a regular esses pensamentos repetitivos. O objetivo é tratar a ansiedade na raiz, para que você recupere sua segurança e liberdade. Se sentir que esse ciclo se tornou insustentável, estou à disposição para avaliarmos juntos uma estratégia terapêutica e devolver a você sua qualidade de vida.
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Tomo 3 comprimidos de 2mg de rivotril por dia e não sinto nada mais! Oq eu faço?
Tomo 3 comprimidos de 2mg de rivotril por dia e não sinto nada mais! Oq eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo é um fenômeno muito comum chamado tolerância, que ocorre quando o cérebro se acostuma com a presença do benzodiazepínico (Rivotril) e ele deixa de fazer o efeito terapêutico desejado, mesmo em doses altas como 6 mg ao dia.
O grande risco nesse estágio é o aumento da dose por conta própria, o que pode levar à dependência e a prejuízos cognitivos, como falhas de memória e atenção, sem resolver a ansiedade ou o sono. O ideal não é aumentar a medicação, mas sim realizar um desmame gradual e assistido (o "tapering"), substituindo o Rivotril por outras estratégias ou medicações que tratem a causa base da sua ansiedade de forma definitiva, sem causar esse efeito de adaptação.
Nunca interrompa o uso abruptamente, pois isso pode causar sintomas de abstinência graves. O caminho seguro é reavaliar o seu plano terapêutico para devolver o equilíbrio ao seu organismo. Se precisar de ajuda para organizar esse processo de transição e buscar alternativas mais eficazes para o seu bem-estar, estou à disposição.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…