Perguntas do paciente (661)
-
Boa noite. Tomei 25mg/dia de sertralina por 6 dias e tem 10 dias que tomo 50mg. Quero parar. C
Boa noite.
Tomei 25mg/dia de sertralina por 6 dias e tem 10 dias que tomo 50mg.
Quero parar. Como posso fazer isso? Posso voltar a tomar 25mg por quantos dias até parar por completo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite. Como o uso ainda foi por pouco tempo, a retirada costuma ser mais simples do que em tratamentos prolongados, mas eu não recomendo definir dias e doses sem reavaliar o motivo da suspensão. A sertralina pode dar efeitos no início, mas também pode acontecer de a pessoa parar antes de saber se a medicação realmente ajudaria. O mais seguro é conversar com o médico que prescreveu ou passar por uma reavaliação para entender se é caso de suspender, ajustar a dose ou trocar a estratégia.
-
Qual é o melhor remédio para combater a ansiedade?quando fico ansiosa tomo RIVOTRIL sublingual, me s
Qual é o melhor remédio para combater a ansiedade?quando fico ansiosa tomo RIVOTRIL sublingual, me sinto relaxada e a ansiedade vai embora ,mas não quero ficar dependente do RIVOTRIL,pois ele dá perda de memória e
estou fazendo a faculdade
e preciso ter a memória boa.
Tomo também SEAKALM de 260 miligramas para ansiedade, mas jâ estou sentindo que o efeito dele está água com açúcar.
Preciso me livrar da ansiedade, passo muito mal com ela, chega o peito doer, sinto falta de concentração quando estou ansiosa, é uma sensação horrível,me ajudem a encontrar uam medicação eficaz para combater a ansiedade. Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua preocupação faz muito sentido: você percebe que o Rivotril te alivia rápido, mas ao mesmo tempo tem medo de depender dele e de prejudicar memória e estudos. Isso é uma dúvida muito comum, principalmente em quem faz faculdade e precisa estar bem cognitivamente. O Rivotril funciona como um “socorro” para crise. Ele relaxa, a ansiedade baixa, e por isso parece ser a solução. Mas, quando vira a principal saída, a pessoa pode começar a se sentir insegura sem ele. Aí a ansiedade passa a girar em torno da crise e do medo de precisar do remédio. Quando a ansiedade vem com dor no peito, sensação horrível no corpo e falta de concentração, o ideal não é procurar um calmante mais forte. O melhor caminho é montar um tratamento de base, que reduza as crises e preserve sua memória, sua energia e sua rotina de estudos. O Seakalm pode ajudar algumas pessoas em quadros leves, mas quando você sente que virou “água com açúcar”, talvez sua ansiedade já esteja precisando de uma estratégia mais direcionada. Vale avaliar isso com calma, porque dá para tratar ansiedade sem ficar refém do Rivotril. O mais importante é entender seu tipo de ansiedade, a frequência das crises, o quanto isso está atrapalhando sua vida e escolher uma medicação que te ajude sem te deixar sedada ou com medo de perder rendimento na faculdade.
-
Boa tarde !Meu nome é Rhouglas .É normal no primeiro dia de uso,dormir somente 2 horas?Na segunda no
Boa tarde !Meu nome é Rhouglas .É normal no primeiro dia de uso,dormir somente 2 horas?Na segunda noite não dormir, e dai por diante conseguir êxito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia, Rhouglas! Sim, pode acontecer. A primeira ou segunda noite nem sempre mostram como a medicação vai funcionar dali para frente. Às vezes a pessoa ainda está muito ansiosa, com o sono desregulado ou apreensiva para dormir, e o Donaren não faz efeito como esperado logo de início.
Então, ter dormido pouco no primeiro dia não significa necessariamente que o remédio não vai dar certo. Mas, como você chegou a passar uma noite sem dormir, vale avisar o médico que te acompanha. Ele vai conseguir avaliar se é questão de adaptação, horário, dose ou se precisa ajustar a estratégia. Não tente aumentar ou mudar por conta própria.
-
Minha neta adolescente, está tomando venlafaxina 75 a maus de 60 dias,pois está com forte depressão,
Minha neta adolescente, está tomando venlafaxina 75 a maus de 60 dias,pois está com forte depressão, e continua com crises de ansiedade ,isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é algo para chamar simplesmente de “normal”, principalmente por ela ser adolescente e estar com depressão forte. A venlafaxina pode ajudar depressão e ansiedade em alguns casos, mas se depois de mais de 60 dias ela ainda continua tendo crises de ansiedade, isso mostra que o tratamento precisa ser reavaliado. Não quer dizer que o remédio esteja “errado”, mas pode estar insuficiente, pode haver ansiedade associada, sono ruim, estresse importante, resposta parcial ou até necessidade de outra estratégia junto. Em adolescente, esse acompanhamento precisa ser mais próximo. Não é só renovar receita e esperar. A família deve observar mudanças de comportamento, piora do isolamento, irritabilidade, agitação, fala sobre morte, automutilação ou qualquer sinal de risco. Se isso aparecer, a avaliação deve ser urgente. Eu orientaria vocês a marcarem retorno com o médico que acompanha para revisar como ela está de verdade: humor, crises, sono, escola, apetite, pensamentos ruins e segurança. Às vezes o ajuste certo depende menos de “trocar remédio” e mais de entender por que ela ainda está em sofrimento apesar do tratamento.
-
Bom dia meu marido foi diagnosticado com esquizofrenia mas ele teve um surto só com 48 anos a esquiz
Bom dia meu marido foi diagnosticado com esquizofrenia mas ele teve um surto só com 48 anos, a esquizofrenia pode se manifestar com essa idade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim. A esquizofrenia é mais comum quando começa no fim da adolescência ou no adulto jovem, mas também pode surgir mais tarde. Quando o primeiro episódio acontece depois dos 40 anos, chamamos de esquizofrenia de início tardio. É menos frequente, mas existe. O ponto mais importante é que um primeiro surto aos 48 anos precisa ser avaliado com bastante cuidado. Não porque o diagnóstico esteja errado, mas porque nessa idade o psiquiatra costuma investigar outras causas que podem parecer esquizofrenia no começo, como alterações neurológicas, problemas hormonais, deficiências vitamínicas, uso de substâncias, efeitos de medicamentos ou transtornos de humor com sintomas psicóticos. Então, além de tratar os sintomas, é importante revisar bem a história: como começou, se houve mudança de comportamento antes, sono, humor, desconfiança, alucinações, exames realizados e resposta à olanzapina. A olanzapina é uma medicação bastante usada para quadros psicóticos, mas precisa de acompanhamento regular, tanto para ajustar dose quanto para monitorar efeitos como ganho de peso, sonolência, glicemia e colesterol. Um surto nessa idade não significa, por si só, um prognóstico ruim. Mas vale garantir que o diagnóstico foi bem investigado e que o tratamento está sendo acompanhado de perto. Quando a família entende o quadro e o paciente é bem conduzido, a chance de estabilização costuma ser muito melhor.
-
Parei de tomar pregabalina devido vários episódios de hipotensa. Nunca desmaiei e nem sentir tontura
Parei de tomar pregabalina devido vários episódios de hipotensao. Nunca desmaiei e nem sentir tontura na vida. 2 meses de uso desse medicamento começou isso.
Agora estou com vários sintomas estranhos como:
Intestino irritado, tremores internos, ansiedade e agitação, agonia e outros.
Isso é um tipo de abstinencia ?
Não consigo voltar na médica que iniciou o tratamento devido dores da coluna.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser abstinência, sim, principalmente se a pregabalina foi suspensa de uma vez. O que você descreve, tremores por dentro, agitação, ansiedade, agonia e intestino desregulado, parece muito com um corpo tentando se reorganizar depois de ficar um tempo usando a medicação. Isso assusta bastante, porque a pessoa sente que “tem algo errado”, mas pode acontecer na retirada. Agora, tem um ponto que eu não deixaria passar: você parou porque começou a ter hipotensão, e isso merece avaliação. Não é o tipo de situação em que eu diria simplesmente para voltar a tomar ou esperar passar. Como você está com dor na coluna e não consegue retornar com a médica que iniciou, vale procurar outro atendimento para reorganizar isso com segurança. O cuidado aqui é duplo: aliviar esses sintomas da retirada e, ao mesmo tempo, tratar sua dor sem insistir em algo que talvez seu corpo não tenha tolerado bem. Se a pressão cair muito, se tiver desmaio, falta de ar, dor no peito, confusão, piora intensa da agitação, procure atendimento imediatamente.
-
To em tratamento com Ritalina (30mg) e desvenlafaxina (100mg).Ritalina tarde e noite (meus horários
To em tratamento com Ritalina (30mg) e desvenlafaxina (100mg).Ritalina tarde e noite (meus horários que preciso atenção) e desvenlafaxina pela manhã. Sei do risco de ingerir álcool, a pergunta é se uma taça de vinho (ou uma lata de cerveja) já são prejudiciais, ou se eu posso tomar de forma controlada. E um quentão? Essa época de frio tá propícia. Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Dá para responder de forma prática: em geral, uma pequena quantidade de álcool, como uma taça de vinho ou uma lata de cerveja, costuma ser tolerada por quem usa essas medicações, desde que seja ocasional e com alguns cuidados.
O ponto é que tanto a Ritalina quanto a desvenlafaxina atuam no sistema nervoso central. O álcool também. Essa mistura pode aumentar efeitos como taquicardia, ansiedade, piora do sono e até reduzir o controle sobre a própria quantidade que você bebe. Em algumas pessoas, o efeito do álcool fica mais “imprevisível”.
Como você usa a Ritalina inclusive à tarde e à noite, isso merece ainda mais atenção. Evite beber próximo do horário da medicação. Se for consumir, prefira pequenas quantidades, com intervalo, e observe como seu corpo reage.
Sobre o quentão, entra um ponto a mais: além do álcool, ele costuma ter açúcar e especiarias, o que pode potencializar sensação de calor, palpitação e desconforto em algumas pessoas.
Resumindo: não é uma proibição absoluta, mas precisa ser com moderação real, evitando uso próximo à medicação e atento aos sinais do seu corpo. Se perceber aumento de ansiedade, coração acelerado ou piora do sono, é melhor evitar.
Se quiser, me conta como costuma ser sua reação com álcool que te ajudo a ajustar isso de forma mais personalizada.
-
Ja fiz o uso do fluoxetina a 4 anos atraz e ele foi Otimo , gostaria de saber se eu voltar a fazer o
Ja fiz o uso do fluoxetina a 4 anos atrás e ele foi Otimo , gostaria de saber se eu voltar a fazer o uso dele, os efeitos serão os mesmos , ou por eu ja ter usado uma vez os efeitos podem mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ter usado fluoxetina no passado e ter se dado bem com ela é uma informação importante e costuma pesar a favor, sim. Mas não dá para garantir que a experiência será exatamente igual. O corpo muda, o momento de vida muda, os sintomas podem ser outros, e às vezes a pessoa tolera de um jeito diferente do que tolerava anos atrás. Na prática, pode acontecer de ela ajudar de novo, como antes. Também pode acontecer de demorar um pouco mais, precisar de outro ajuste, ou aparecer algum efeito que antes não tinha aparecido. Por isso, eu não voltaria por conta própria só porque funcionou no passado. O melhor é reavaliar seu momento atual, entender o que está acontecendo agora e decidir com segurança se a fluoxetina ainda é a melhor escolha para você.
-
Bom dia, o psiquiatra passou abretia 60mg pra mim mas na farmácia por questões financeiras adquiri o
Bom dia, o psiquiatra passou abretia 60mg pra mim mas na farmácia por questões financeiras adquiri o cloridrato de duloxetina 60mg, genérico! Existe alguma diferença?? A moça da farmácia garantiu que é exatamente a mesma medicação, alguém confirma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! O cloridrato de duloxetina 60 mg é o mesmo princípio ativo do Abretia. Então, em princípio, a farmácia não te passou “outra medicação”. Mas tem um ponto importante: tratamento bom é aquele que você consegue manter. Se o Abretia ficou pesado financeiramente e o genérico cabe melhor na sua realidade, isso precisa ser considerado, porque medicação cara demais muitas vezes vira tratamento interrompido. Ao mesmo tempo, eu não gosto de dizer que “tanto faz qualquer um”. Algumas pessoas se adaptam muito bem ao genérico, outras percebem diferença quando mudam de laboratório ou de marca. Por isso, se você iniciar com esse genérico e estiver bem, o ideal é tentar manter o mesmo laboratório, sem ficar trocando a cada caixa. Se notar piora, efeitos diferentes ou sensação de que não está funcionando como esperado, avise seu psiquiatra. Às vezes o ajuste não é trocar a medicação, mas encontrar uma versão que funcione para você e que caiba no seu bolso. Isso também faz parte de um tratamento bem feito.
-
usar a ritalina pode ajudaar a melhorar a memória?
usar a ritalina pode ajudar a melhorar a memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode melhorar, mas só quando a “memória ruim” vem de desatenção. No TDAH, muitas vezes a pessoa não esquece porque perdeu memória, e sim porque não prestou atenção o suficiente para registrar aquilo. Nesse caso, ao melhorar foco e atenção, a Ritalina pode fazer a pessoa lembrar melhor. Mas ela não é remédio para memória. Se o esquecimento vem de ansiedade, depressão, sono ruim, estresse ou outra causa, pode não ajudar e até piorar sintomas como ansiedade e insônia. Antes de usar, o mais importante é entender de onde vem essa queixa de memória. É isso que define se a Ritalina faz sentido ou não.
-
Tomo Alprazolam a mais de 4 Anos,me sinto uma pessoa saudável, posso continuar tomando?isso pode cau
Tomo Alprazolam a mais de 4 Anos,me sinto uma pessoa saudável, posso continuar tomando?isso pode causar problemas sérios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se saudável usando alprazolam não significa, necessariamente, que ele esteja livre de riscos. Muitas pessoas usam por anos e sentem que estão bem justamente porque o corpo se acostumou à medicação, mas isso também pode indicar dependência física. O alprazolam pode causar problemas quando usado por muito tempo, como falhas de memória, lentificação, sonolência, piora da atenção, risco de quedas, tolerância e dificuldade para parar. O maior cuidado é não interromper de uma vez, porque a retirada brusca pode trazer abstinência importante, insônia, ansiedade intensa, tremores e, em alguns casos, crises mais graves. Então a resposta não é simplesmente “pode continuar” ou “tem que parar”. O ideal é reavaliar com calma se ele ainda faz sentido para você hoje, qual dose está usando, o que ele está tratando, se existem alternativas mais seguras e se há espaço para uma redução planejada. O objetivo não é tirar algo que te ajuda de qualquer jeito, é evitar que um remédio útil vire uma dependência silenciosa.
-
Bom dia... consigo dormir, mas sou muito agitado, dou chutes e socos durante o sono...tomo 1/2 mg de
Bom dia... consigo dormir, mas sou muito agitado, dou chutes e socos durante o sono...tomo 1/2 mg de Alprazolam para dormir. Que médico procuro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso que você descreve não é só “agitação”, e entendo como pode ser estranho sentir que o corpo não acompanha o descanso.
Esses movimentos durante o sono costumam acontecer quando o cérebro não consegue manter o corpo totalmente relaxado enquanto você sonha, então a pessoa acaba “reagindo” sem perceber. Dá essa sensação de perda de controle mesmo.
O alprazolam pode ajudar a pegar no sono, mas não resolve esse tipo de movimento. Às vezes até mascara um pouco, sem tratar a causa.
O ideal é avaliar melhor com um neurologista ou psiquiatra com foco em sono, porque tem diagnóstico e tratamento específicos, e costuma melhorar bastante quando bem direcionado.
Se em algum momento quiser entender isso com mais calma e ver o que pode estar acontecendo no seu caso, posso te ajudar a investigar de forma mais direcionada.
-
Boa tarde estou fazendo uso de sertralina de 50mg , e há 15 dias passei tomar 2 comprimidos de 50mg
Boa tarde estou fazendo uso de sertralina de 50mg , e há 15 dias passei tomar 2 comprimidos de 50mg ,e passei a sentir minha cabeça pesada , dolorida de mais na região da testa pesando nos olhos , uma sensação de tremor .
Será que é normal ?
Antes quando tomava só 1 comprimido não tive nenhuma reação .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. Faz sentido o que você está sentindo, sim.
Você estava bem com 50 mg e, após aumentar para 100 mg, surgiram sintomas como peso na cabeça, dor frontal, pressão nos olhos e sensação de tremor. Isso costuma acontecer em algumas pessoas quando a dose é aumentada, principalmente nas primeiras semanas. É como se o corpo ainda estivesse se adaptando à nova dose.
Esses sintomas podem incluir dor de cabeça, sensação de pressão, leve tremor, mais sensibilidade ou até uma certa “estranheza” no corpo. Geralmente são transitórios e tendem a melhorar com o tempo.
O ponto importante é observar a intensidade. Se for desconfortável, mas tolerável e sem piora progressiva, pode ser fase de adaptação. Agora, se estiver muito intenso, atrapalhando muito o dia ou vier acompanhado de agitação importante, sudorese excessiva, piora clara da ansiedade ou palpitações, vale reavaliar antes de manter essa dose.
Às vezes o ajuste pode precisar ser mais gradual, dependendo de como seu corpo reage.
Se não melhorar nos próximos dias ou se estiver te incomodando bastante, o ideal é falar com seu médico para ajustar a condução.
Se quiser, posso te ajudar a entender se está dentro do esperado ou se vale mexer na dose.
-
Qto tempo é considerado o uso prolongado causando dependência?
Qto tempo é considerado o uso prolongado causando dependência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com Rivotril, a preocupação não começa só depois de anos de uso. O sinal de alerta aparece quando ele deixa de ser algo pontual e passa a fazer parte da rotina: tomar quase todo dia, sentir medo de ficar sem, precisar dele para dormir, ou perceber que sem ele a ansiedade volta mais forte. Em algumas pessoas, isso pode acontecer após poucas semanas de uso contínuo. Em outras, demora mais. Depende da dose, da frequência, do tempo de uso e da vulnerabilidade de cada um. O problema é que muitas vezes a pessoa não percebe no começo, porque o remédio realmente alivia. Só depois nota que passou a depender dele para se sentir segura. Se você já usa com frequência ou sente insegurança de ficar sem, vale revisar isso em consulta. Não para tirar de qualquer jeito, mas para entender se ainda faz sentido, se existe dependência e como construir uma saída segura, sem rebote forte de ansiedade ou insônia.
-
Gostaria de saber por que ao longo do dia quem toma venvanse fica mais angustiado mesmo tomando anti
Gostaria de saber por que ao longo do dia quem toma venvanse fica mais angustiado mesmo tomando antidepressivo .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Isso que você descreve acontece com bastante gente, sim, e tem explicação.
O Venvanse é um estimulante. Ele aumenta dopamina e noradrenalina, o que melhora foco e energia, mas ao mesmo tempo pode deixar o corpo mais “ligado”. Em algumas pessoas, essa ativação aparece como tensão interna, inquietação ou uma sensação de angústia ao longo do dia.
Mesmo com antidepressivo, isso pode acontecer porque os dois atuam de formas diferentes. O antidepressivo ajuda a estabilizar humor e ansiedade ao longo do tempo, mas o estimulante tem um efeito mais direto e imediato. Então, dependendo da dose e do momento do dia, o efeito estimulante pode se sobressair e gerar esse desconforto.
Outro ponto importante é o padrão do efeito do Venvanse. Algumas pessoas sentem mais angústia no pico do efeito, outras quando ele começa a passar, como uma espécie de “queda”. Isso pode vir como irritação, inquietação ou sensação ruim sem motivo claro.
Fatores como sono, cafeína, alimentação e nível de estresse também influenciam muito. Quando o corpo já está mais sensível, o estimulante pode intensificar isso.
Não significa necessariamente que o remédio está errado, mas costuma indicar que precisa de ajuste fino. Às vezes é dose, às vezes horário, às vezes a combinação com o antidepressivo.
Se isso está te incomodando com frequência, vale reavaliar. Quando o ajuste está adequado, o esperado é melhorar o foco sem aumentar a angústia.
Se quiser, posso te ajudar a entender melhor o que pode estar acontecendo no seu caso.
-
Porque a primeira opção de tratamento do tdah é com tarja preta? A classe dos antidepressivos não te
Porque a primeira opção de tratamento do tdah é com tarja preta? A classe dos antidepressivos não tem uma boa resposta de início? Até porque as reações adversas e risco de dependência são menores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta, e faz todo sentido essa dúvida.
Os estimulantes acabam sendo primeira linha no TDAH não por serem “mais fortes”, mas porque são os que têm melhor efeito direto nos sintomas centrais do transtorno. Eles atuam justamente nos circuitos de atenção, motivação e controle de impulsos, principalmente via dopamina e noradrenalina, que são as vias mais envolvidas no TDAH.
Na prática, isso se traduz em resposta mais rápida e mais consistente. Muitas pessoas já percebem melhora nos primeiros dias, especialmente em foco, organização mental e capacidade de iniciar e concluir tarefas.
Os antidepressivos, apesar de ajudarem em ansiedade e humor, não têm o mesmo impacto nesses sintomas nucleares do TDAH. Alguns até podem ajudar parcialmente, principalmente quando há comorbidades, mas não costumam ser suficientes como tratamento principal.
Sobre a questão da “tarja preta”, entendo a preocupação. Existe, sim, potencial de uso inadequado, por isso o controle é mais rigoroso. Mas, quando bem indicado e acompanhado, o risco de dependência em pacientes com TDAH é baixo. Inclusive, tratar adequadamente o TDAH tende a reduzir comportamentos de risco, não aumentar.
E claro, existem exceções. Em alguns casos, principalmente quando há ansiedade importante, histórico de intolerância ou outras condições associadas, podemos começar com não estimulantes ou até associar estratégias diferentes.
Então não é uma escolha baseada só em potência ou risco, mas em eficácia específica para o que o TDAH realmente afeta.
Se quiser, posso te explicar em quais situações a gente opta por não estimulantes logo de início também.
-
Tenho 33 anos e sofro muito com sintomas de TDAH desde criança, mas nunca tratei. Por onde devo come
Tenho 33 anos e sofro muito com sintomas de TDAH desde criança, mas nunca tratei. Por onde devo começar o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Você já começou pelo ponto mais importante, que é reconhecer o que está acontecendo e buscar ajuda.
O primeiro passo não é sair tomando medicação, e sim fazer uma avaliação adequada. O ideal é procurar um psiquiatra. Na consulta, a gente vai entender sua história desde a infância, como esses sintomas aparecem hoje, o impacto na sua vida e também avaliar outras condições que podem estar junto, como ansiedade, depressão ou alterações do sono.
Muita gente chega na vida adulta com esse sentimento de “sempre fui assim”, mas com prejuízo real em organização, foco, procrastinação e rotina. E quando isso é bem identificado, o tratamento costuma fazer muita diferença.
Depois do diagnóstico, o tratamento é individualizado. Pode envolver medicação, mas não só isso. Organização de rotina, estratégias práticas para o dia a dia e, em muitos casos, psicoterapia ajudam muito a sustentar o resultado.
O mais importante é saber que tem caminho, tem melhora e não precisa continuar lidando com isso sozinho.
Se fizer sentido pra você, posso te ajudar a estruturar essa investigação de forma bem direcionada e já ir entendendo o seu padrão.
-
Qual melhor medicamento e tratamento para tdah e ansiedade?
Qual melhor medicamento e tratamento para tdah e ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Não existe um único “melhor medicamento” para TDAH com ansiedade, porque tudo depende se a ansiedade é causa, consequência ou um quadro associado.
Em muitos casos, a ansiedade é secundária ao TDAH. A pessoa vive sobrecarregada, se perde nas tarefas, se cobra muito, e isso gera ansiedade. Nessa situação, tratar o TDAH costuma melhorar os dois. Por isso, os estimulantes seguem sendo a base do tratamento, desde que bem ajustados.
Quando a ansiedade é mais intensa ou independente, pode ser necessário tratar as duas coisas ao mesmo tempo. Aí entra a associação de um medicamento para TDAH com um antidepressivo, equilibrando foco e regulação emocional.
Em alguns pacientes, especialmente quando a ansiedade piora com estimulantes, optamos por medicações não estimulantes, que são mais estáveis nesse contexto, embora com efeito mais gradual.
Além da medicação, o tratamento não é só remédio. Organização de rotina, manejo do sono e psicoterapia fazem muita diferença no resultado.
O ponto principal é entender qual dos dois está predominando no seu caso, porque isso define por onde começar.
Se quiser, posso te ajudar a pensar isso de forma mais individualizada.
-
Olá, eu estou usando ritalina para o tdah ha 2 dias e nao vi efeito. Gostaria de saber em quantos di
Olá, eu estou usando ritalina para o tdah ha 2 dias e nao vi efeito. Gostaria de saber em quantos dias o remédio começa a fazer efeito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Isso é uma dúvida muito comum no início.
A Ritalina não é um remédio que demora semanas para agir. Ela costuma fazer efeito no mesmo dia em que é tomada, geralmente entre 30 a 60 minutos após o uso.
Então, quando a pessoa não percebe diferença nos primeiros dias, algumas coisas podem estar acontecendo. A dose pode ainda estar baixa para o seu organismo, o horário pode não estar adequado para sua rotina, ou a expectativa pode estar diferente do que o efeito realmente proporciona.
O efeito não é uma sensação “forte” ou marcante. Muitas vezes é mais sutil, como conseguir iniciar tarefas com menos esforço, manter um pouco mais o foco ou se distrair menos. Algumas pessoas só percebem quando comparam o antes e depois ao longo do dia.
Com apenas 2 dias de uso, ainda é muito cedo para concluir que não funcionou. Normalmente fazemos ajustes progressivos de dose até encontrar o ponto ideal.
Se após alguns dias você continuar sem perceber nenhuma mudança, vale retornar ao médico para reavaliar dose e estratégia.
Se quiser, me conta a dose e como você está usando que eu te ajudo a interpretar melhor.
-
Suspeito de TDAH, mas já tenho 19 anos. Ainda posso garantir um tratamento que me promova uma vida n
Suspeito de TDAH, mas já tenho 19 anos. Ainda posso garantir um tratamento que me promova uma vida normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Pode sim, e com muita chance de melhora real.
Ter 19 anos não é tarde. Na verdade, muita gente descobre o TDAH só na adolescência ou na vida adulta, quando as demandas aumentam e as dificuldades ficam mais evidentes.
Com avaliação adequada e tratamento bem conduzido, é totalmente possível ter uma vida organizada, produtiva e estável. O objetivo não é “mudar quem você é”, mas te dar condições de funcionar melhor no dia a dia, com menos esforço, menos frustração e mais constância.
O tratamento pode incluir medicação, mas também estratégias práticas de organização, manejo de rotina e, em muitos casos, psicoterapia. Quando tudo isso é bem alinhado, a diferença costuma ser bem significativa.
Você não está atrasado. Está no momento certo de entender o que está acontecendo e ajustar o caminho.
Se fizer sentido pra você, vale começar com uma avaliação para confirmar o diagnóstico e já direcionar o tratamento.
Autor
Perguntas frequentes
-
olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…