Perguntas do paciente (20)
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda. Perder um animal de estimação também é viver um luto, e ele pode ser tão intenso quanto qualquer outra despedida. Afinal, eles fazem parte da nossa rotina, da nossa história e dos nossos afetos. É muito comum que, durante o luto, apareçam pensamentos como "eu poderia ter feito mais". Mas, muitas vezes, a culpa faz parte da tentativa da nossa mente de encontrar uma explicação para uma perda que simplesmente dói.
Respeite o seu tempo. Aos poucos, a dor pode dar espaço para que as lembranças sejam vividas com mais carinho do que culpa. E buscar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse processo com mais acolhimento. Você não precisa viver esse luto sozinho(a).
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir que tudo depende de você é muito cansativo. Com o tempo, essa sensação pode trazer ansiedade, culpa e a impressão de que você nunca pode descansar.
Vale a pena se perguntar: será que tudo realmente depende de você ou você aprendeu, em algum momento da vida, que precisava dar conta de tudo sozinho?
Nem sempre é fácil responder essa pergunta, mas entender de onde vem essa necessidade pode ajudar a construir uma relação mais saudável com os próprios limites. Você não precisa carregar o peso do mundo para ser importante ou amado.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um término também pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não é apenas o fim de uma relação, mas também de planos, sonhos, expectativas e de uma forma de imaginar o futuro.
Cada pessoa vive esse processo de um jeito, e não existe um tempo certo para superar. O mais importante é permitir-se sentir essa dor, sem se cobrar para ficar bem rapidamente.
Se perceber que esse sofrimento tem sido muito intenso ou está impedindo você de seguir a sua vida, a psicoterapia pode ajudar a compreender esse momento e atravessá-lo com mais cuidado.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagino o quanto essa situação deve estar sendo angustiante para você. Quando estamos com medo de perder alguém importante, é natural que a culpa e a ansiedade fiquem ainda mais intensas. Pelo que você contou, essas conversas aconteceram antes mesmo de você conhecer seu namorado. Isso não diminui o impacto que a situação pode ter para ele, mas também não significa que você tenha agido com a intenção de machucá-lo. Você também comentou que ele é seu único apoio. Esse é um ponto importante, porque quando toda a nossa segurança emocional fica concentrada em uma única pessoa, qualquer ameaça à relação pode parecer que o mundo vai desabar. Neste momento, tente não tomar decisões movida pelo medo ou pela culpa. Dê espaço para que ambos possam conversar quando for possível. E, principalmente, cuide de você. O acompanhamento psicológico pode ser um grande aliado para atravessar esse momento e fortalecer sua rede de apoio, para que seu bem-estar não dependa de uma única relação.
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Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela
Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?
Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer porque emoções muito fortes cansam a gente emocionalmente, mesmo quando o problema já foi resolvido. Às vezes a situação passa rápido, mas o nosso corpo e a nossa mente ainda ficam tentando processar tudo aquilo. Então esse desânimo pode ser como um “efeito rebote” emocional depois de um momento intenso. Muitas vezes o emocional só precisa de um tempinho para se reorganizar e de um lugar para entender nossos sentimentos.
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Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s
Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha passado e ainda esteja passando por tudo isso. Quando a gente sente que não é verdadeiramente aceito dentro da própria família, dói num lugar muito profundo. E essa diferença de tratamento que você percebe provavelmente machuca mais do que muitas pessoas imaginam. Com o tempo, experiências assim podem fazer a gente começar a duvidar do próprio valor, da própria capacidade e até do nosso lugar no mundo. Então essa dificuldade com autoestima e iniciativa não significa que você seja fraco ou “menos que” os outros. Muitas vezes é alguém cansado emocionalmente de tentar existir em lugares onde não se sentiu acolhido. Você não precisa carregar isso sozinho. A terapia pode te ajudar a reconstruir essa relação com você mesmo, entender essas dores com mais cuidado e encontrar espaços e vínculos onde você possa ser quem é. Você merece existir sem precisar se esconder!
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Quais são os sinais de autocobrança excessiva? .
Quais são os sinais de autocobrança excessiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A autocobrança excessiva costuma aparecer quando a pessoa sente que nunca é boa o suficiente, mesmo se esforçando muito. Ela pode ter dificuldade de descansar sem culpa, sentir que precisa dar conta de tudo sozinha e se culpar muito quando erra.
Também é comum viver se comparando com os outros, sentir que precisa estar sempre produzindo ou ter a sensação de que qualquer falha vira uma prova de incapacidade.
Com o tempo, isso vai cansando emocionalmente. A pessoa até conquista coisas, mas quase nunca consegue sentir que é suficiente ou aproveitar o que construiu.
Por isso, entender a origem dessa auto cobrança é tão importante. Quando começamos a compreender de onde ela vem, fica mais possível construir uma relação mais gentil com nós mesmos
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Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?
Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A emoção é aquilo que sentimos, como medo, tristeza, raiva, culpa ou ansiedade. Ela costuma surgir como uma resposta natural às situações da vida.
Já o pensamento obsessivo é quando a mente fica presa em uma ideia, dúvida ou preocupação que aparece de forma repetitiva e difícil de controlar, mesmo causando sofrimento. A pessoa sente que aquele pensamento “gruda” na cabeça e volta o tempo todo.
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Como posso lidar com o sofrimento e a ansiedade de uma forma mais significativa?
Como posso lidar com o sofrimento e a ansiedade de uma forma mais significativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas vezes, a primeira reação diante do sofrimento e da ansiedade é tentar fazer aquilo passar o mais rápido possível. Mas, em alguns momentos, lidar de forma mais significativa começa justamente quando a gente tenta entender o que essas emoções estão querendo comunicar.
A ansiedade e o sofrimento não surgem do nada. Às vezes eles falam sobre excesso de cobrança, medo, cansaço emocional, relações difíceis ou dores que foram sendo acumuladas ao longo do tempo.
Isso não significa romantizar a dor, mas olhar para si com mais curiosidade e menos julgamento.
Buscar apoio psicológico também pode ajudar muito nesse processo, porque nem sempre conseguimos compreender tudo sozinhos. Você não precisa carregar tudo em silêncio.
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O que fazer se eu estiver sofrendo de hipervigilância somática ?
O que fazer se eu estiver sofrendo de hipervigilância somática ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hipervigilância somática acontece quando a pessoa entra em um estado de atenção excessiva ao próprio corpo, percebendo cada sensação, sintoma ou mudança com muita intensidade. Isso pode gerar bastante ansiedade e fazer com que o corpo fique em constante estado de alerta. O mais importante é entender que isso não é “frescura” e nem algo que você está escolhendo sentir. Muitas vezes, esse padrão aparece em momentos de ansiedade, estresse intenso ou após experiências difíceis. A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, principalmente para compreender o que está mantendo esse estado de alerta e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar com o próprio corpo e com a ansiedade. Tente se acolher nesse momento.
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O que motiva uma pessoa controladora? .
O que motiva uma pessoa controladora? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas vezes, por trás de uma pessoa muito controladora existe alguém que sente medo (medo de perder o controle, de ser machucado, rejeitado ou de lidar com o inesperado). O controle costuma aparecer como uma tentativa de criar segurança emocional. Para algumas pessoas, confiar, flexibilizar ou aceitar que nem tudo pode ser previsto gera muita ansiedade. Então elas tentam controlar situações, pessoas ou até os próprios sentimentos para evitar sofrimento.
Isso não significa que comportamentos controladores não machuquem os outros, mas entender a origem ajuda a enxergar que, muitas vezes, existe insegurança e sofrimento por trás dessa necessidade de controle.
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De que forma o medo da rejeição pode impactar a vida pessoal de uma pessoa ?
De que forma o medo da rejeição pode impactar a vida pessoal de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo da rejeição pode impactar profundamente a forma como uma pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros. Muitas vezes, ela começa a esconder partes de si, evitar conflitos, tentar agradar o tempo todo ou aceitar situações que machucam por medo de ser abandonada ou não amada. Com o tempo, isso pode gerar ansiedade, insegurança, dificuldade de se posicionar e até um sentimento constante de não ser “bom o suficiente”. É um medo que costuma cansar emocionalmente, porque a pessoa vive tentando evitar a dor de não ser aceita. E, muitas vezes, sem perceber, acaba deixando de viver relações mais espontâneas e verdadeiras.
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O que fazer em caso de sofrimento mental? .
O que fazer em caso de sofrimento mental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a mente começa a doer, é importante não tentar carregar tudo sozinho. O sofrimento mental pode aparecer como cansaço constante, ansiedade, desânimo, irritação, vazio ou sensação de estar “no limite”. Nesses momentos, o mais importante é se acolher e buscar ajuda. Procurar apoio psicológico pode fazer muita diferença. A gente nem sempre consegue sair de um sofrimento sozinho, e tudo bem precisar de apoio.
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. O que é Doomscrolling e como ele afeta o bem-estar de uma pessoa ?
. O que é Doomscrolling e como ele afeta o bem-estar de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Doomscrolling é quando a pessoa passa muito tempo consumindo notícias, vídeos ou conteúdos negativos nas redes sociais, mesmo percebendo que aquilo está fazendo mal. O problema é que o nosso cérebro entra em estado de alerta constante. Quanto mais consumimos conteúdos angustiantes, mais ansiedade, cansaço mental, medo e sensação de impotência podemos sentir.
Muitas vezes a pessoa continua rolando a tela tentando “entender mais” ou se sentir preparada, mas acaba ficando emocionalmente sobrecarregada. Descansar da informação também é uma forma de cuidar da saúde mental. Por isso, além de tentar criar limites no consumo de informação, também pode ser importante buscar ajuda psicológica para entender o que esse comportamento está tentando aliviar emocionalmente. Às vezes, o excesso de informação acaba funcionando como uma tentativa de lidar com medos, inseguranças ou angústias internas
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O que é transtorno do jogo patológico? .
O que é transtorno do jogo patológico? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno do Jogo Patológico acontece quando o jogo deixa de ser apenas diversão e passa a causar sofrimento e perda de controle na vida da pessoa. Mesmo percebendo prejuízos financeiros, emocionais ou nos relacionamentos, a pessoa sente dificuldade de parar de jogar. Muitas vezes existe uma necessidade crescente de apostar, além de ansiedade, culpa e sofrimento quando tenta interromper o comportamento. Esse transtorno pode impactar profundamente a saúde mental e costuma estar ligado a questões emocionais importantes. Por isso, buscar ajuda psicológica é fundamental para compreender o que está por trás desse comportamento e construir formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento
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Minha família não acredita no meu sofrimento psicológico, o que eu faço?
Minha família não acredita no meu sofrimento psicológico, o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não ter o sofrimento emocional validado pela própria família pode ser muito doloroso. Muitas pessoas escutam frases como “isso é exagero”, “é falta do que fazer” ou “você precisa ser forte”, e acabam se sentindo ainda mais sozinhas. Mas o fato de outras pessoas não entenderem a sua dor não faz com que ela deixe de existir. Às vezes, a família também tem dificuldade de falar sobre saúde mental ou não aprendeu a reconhecer esse tipo de sofrimento. Ainda assim, você merece acolhimento e cuidado. Se possível, tente buscar apoio em outros espaços seguros: amigos, profissionais da saúde mental ou pessoas que consigam te escutar sem julgamento. Você não precisa esperar que todos entendam para começar a cuidar de si.
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Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agor
Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agora não estou conseguindo sair dela. A pessoa envolvida diz já ter me perdoado mas eu não consigo me perdoar, tenho TOC nível hard será que isso pode estar relacionado a eu não conseguir me perdoar? Tem algum tipo de tratamento que possa me ajudar? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito mais comum do que parece, principalmente quando algo entra em conflito com os nossos valores e com a forma como nos enxergamos. A culpa pode se tornar muito intensa e difícil de elaborar, mesmo quando a outra pessoa já seguiu em frente.
Quando existe um quadro de TOC, isso pode sim influenciar nessa dificuldade de se perdoar. O TOC muitas vezes faz com que a mente fique presa em pensamentos repetitivos, dúvidas e autocobranças, como se fosse preciso resolver aquilo perfeitamente antes de conseguir seguir em frente, o que acaba gerando ainda mais sofrimento. A psicoterapia pode te ajudar a Compreender melhor esses pensamentos e o funcionamento do TOC, trabalhar a autocompaixão e o processo de se perdoar, encontrar formas mais saudáveis de lidar com a culpa. Em alguns casos, também é importante uma avaliação psiquiátrica para considerar o uso de medicação, principalmente quando os sintomas estão mais intensos. Você não precisa passar por isso sozinho(a).
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Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A autoestima baixa pode estar presente na depressão, mas nem toda baixa autoestima significa que a pessoa está deprimida. Muitos pontos são importante para fortalecer a autoestima, e eu diria que o mais importante deles é desenvolver autoconhecimento, entender de onde vêm as crenças negativas sobre si. autoestima não se constrói apenas com frases motivacionais, ela se constrói revisitando histórias, experiências e significados que moldaram a forma como a pessoa se vê. Se a baixa autoestima vier acompanhada de tristeza persistente, desânimo, alterações de sono, apetite ou perda de prazer, é importante buscar avaliação profissional. A psicoterapia é um espaço seguro para compreender essas questões com profundidade e fortalecer a relação consigo mesmo(a).
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Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin
Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, quero reconhecer o quanto você passou por algo extremamente impactante. Impedir uma tentativa de suicídio de alguém que amamos é uma experiência muito intensa e, muitas vezes, o efeito emocional vem depois, quando a “força” que usamos para lidar com a situação começa a baixar. O fato de você ter conseguido lidar naquele momento não significa que isso não tenha deixado marcas. Às vezes o corpo e a mente processam o trauma em etapas.
Sobre a medicação: em momentos de estresse agudo ou acontecimentos muito fortes, pode haver uma mudança no quadro emocional mesmo estando medicada. Isso não significa necessariamente que a medicação “parou de funcionar”, mas pode indicar que existe uma sobrecarga emocional que precisa ser elaborada, e é aí que a psicoterapia entra.
Entendo também tua resistência à terapia. Experiências ruins anteriores podem gerar desconfiança e falta de vontade e isso é legítimo. Mas é importante lembrar que cada vínculo terapêutico é único. A qualidade da relação com o profissional faz toda a diferença.
Você não precisa “ter vontade” para começar terapia. Muitas vezes começamos apenas porque percebemos que sozinhas está difícil sustentar tudo .
Talvez a pergunta não seja “quero fazer terapia?”, mas sim: "Eu quero continuar carregando isso sozinha?"
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fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep
fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito importante você reconhecer que existe um padrão aí, essa sensação de querer estar longe quando está perto e querer perto quando está longe diz muito sobre conflitos internos que talvez ainda não estejam claros para você. Quando repetimos idas e vindas, geralmente não é falta de amor, é excesso de algo que ainda não foi elaborado. O medo de dar errado novamente faz sentido, porque a história já mostrou que existem dificuldades. Mas antes de pensar se vai dar certo ou não, talvez as perguntas mais importantes sejam: O que te faz permanecer? O que te faz querer ir embora? Entender isso pode te ajudar a sair do ciclo automático e começar a fazer escolhas mais conscientes. Se você sentir que está difícil se compreender sozinha, a psicoterapia pode ser um espaço muito seguro para olhar para esses padrões com mais profundidade e construir relações mais estáveis seja com essa pessoa ou em futuros relacionamentos.
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