Perguntas do paciente (29)

  • quem tem depressão ainda pode ter dias bons? eu me identifico com a maioria dos sintomas

    quem tem depressão ainda pode ter dias bons? eu me identifico com a maioria dos sintomas, mas não me sinto pronta para buscar um profissional porque tem dias que acordo funcional, mesmo procrastinando atividades eu ainda consigo seguir o dia normal e rir com as coisas. Muitas vezes sinto que só estou fingindo sintomas e querendo ser especial, mesmo que eu não fale sobre isso com ninguém.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sim. Uma pessoa com depressão também pode ter dias bons, rir, trabalhar e conseguir seguir a rotina. Ter momentos de bem-estar não significa que o sofrimento seja falso. E esse pensamento de “estou fingindo” ou “quero ser especial” também pode fazer parte da própria dificuldade de reconhecer o que está sentindo.

    Você costuma se cobrar uma prova de que está sofrendo o suficiente antes de se permitir pedir ajuda? Você não precisa estar no seu pior momento para procurar um profissional. A psicoterapia pode justamente ajudar a entender o que você está sentindo, sem precisar chegar a um diagnóstico.


  • Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativa

    Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativas e crenças de rejeição, não consigo conversar com uma menina por medo, inseguranças, medo de ser rejeitado e porque eu me acho feio, e eu nunca vou conseguir alguém que me ame. Todos os meus amigos da minha idade já conseguiram uma namorada, e eu nunca se quer conversei com uma menina. Será que isso tem salvação com a terapia cognitivo comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sim, a terapia pode ajudar bastante nesse processo. A dificuldade de se aproximar de alguém muitas vezes não está apenas na aparência, mas nas crenças que construímos sobre nós mesmos e no medo de sermos rejeitados. E essas crenças podem ser trabalhadas.

    Quando você pensa em conversar com uma menina, você já imagina que ela vai rejeitar você antes mesmo de tentar? A terapia pode ajudar a questionar esses pensamentos, fortalecer sua autoestima e, aos poucos, construir mais segurança para se relacionar. Você não está atrasado por ainda não ter vivido isso.


  • Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me o

    Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me olhando, mesmo sem eu ter qualquer interesse nele, fico com medo de estar fazendo algo errado. Às vezes sinto que até me preocupar com a opinião desse homem seria uma forma de traição ao meu namorado. Por que tenho essa sensação de culpa e esses pensamentos, mesmo sabendo racionalmente que não estou fazendo nada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Esses pensamentos podem aparecer quando existe uma cobrança muito grande sobre o que você deveria sentir ou pensar dentro de um relacionamento. Perceber que alguém está olhando para você não é uma escolha, assim como um pensamento ou uma preocupação não significa que você queira aquela pessoa ou esteja traindo seu namorado.

    Você percebe que tenta controlar até os próprios pensamentos para ter certeza de que está sendo uma boa parceira? Essa necessidade de ter certeza pode alimentar ainda mais a culpa e a ansiedade. A psicoterapia pode ajudar a entender de onde vem essa cobrança e a construir uma relação mais tranquila com seus pensamentos e sentimentos.


  • Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad

    Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Quando recebemos descrédito justamente em momentos importantes da nossa vida, podemos aprender a duvidar de nós mesmos e buscar constantemente a validação dos outros. Na vida adulta, isso pode aparecer como medo de errar, dificuldade para tomar decisões ou sensação de que nunca somos bons o suficiente. Você costuma questionar suas próprias decisões e precisar que alguém confirme que você está certo antes de confiar em si?


  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Oi! Sinto muito que você esteja passando por um sofrimento tão intenso. Pelo que relata, a depressão está afetando bastante sua rotina e sua autonomia, e isso merece um cuidado mais próximo. A internação pode ser necessária em algumas situações, mas essa decisão precisa ser avaliada pela equipe que acompanha você. Converse com o CAPS e explique exatamente como você está, inclusive sobre a dificuldade para realizar tarefas básicas e sair do quarto. Talvez seja possível intensificar o acompanhamento ou pensar em outras formas de cuidado.

    E lembre-se: você não está falhando por não conseguir fazer tudo agora. Você está passando por um momento difícil e merece cuidado e apoio.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Oi! Ter desejos e se inspirar no que vemos em revistas é normal. O que merece atenção é quando isso vira um impulso difícil de controlar, causa ansiedade ou começa a atrapalhar sua rotina.
    Tente observar quando essa vontade aparece e o que você sente antes e depois de escrever ou jogar os papéis fora. Se isso estiver te causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a entender melhor esse comportamento e encontrar formas de lidar com ele.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Entendo esse receio. Quando aprendemos que algumas características podem gerar julgamento ou zombaria, é comum começar a esconder ou diminuir quem somos para evitar a rejeição.

    O caminho é construir, aos poucos, mais segurança para ser você mesmo sem depender da aprovação de todos. Também é importante entender de onde vem esse medo e quais experiências fizeram você associar suas qualidades à rejeição. A psicoterapia pode ajudar nesse processo.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Ser uma pessoa interessante e atraente para si mesma começa menos por tentar agradar os outros e mais por descobrir quem você é, o que gosta e o que faz sentido para você. Quando existe essa conexão consigo, ela naturalmente aparece nas relações.

    A psicoterapia pode ser um espaço importante para entender o que hoje dificulta essa relação com você mesma, fortalecer sua autoestima e construir uma forma mais segura de se enxergar.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    É como quebrar um membro: o remédio para dor pode ajudar muito a aliviar o sofrimento, mas isso não significa que o problema esteja totalmente resolvido. A fisioterapia é importante para recuperar os movimentos e fortalecer aquilo que foi afetado. Com a saúde mental pode ser parecido. A medicação pode ajudar a reduzir os sintomas e trazer qualidade de vida, mas a psicoterapia ajuda a compreender o que está acontecendo, desenvolver recursos e trabalhar as questões que estão por trás do sofrimento. Uma coisa não substitui necessariamente a outra, elas podem caminhar juntas.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sinto muito pela sua perda. Perder um animal de estimação também é viver um luto, e ele pode ser tão intenso quanto qualquer outra despedida. Afinal, eles fazem parte da nossa rotina, da nossa história e dos nossos afetos. É muito comum que, durante o luto, apareçam pensamentos como "eu poderia ter feito mais". Mas, muitas vezes, a culpa faz parte da tentativa da nossa mente de encontrar uma explicação para uma perda que simplesmente dói.
    Respeite o seu tempo. Aos poucos, a dor pode dar espaço para que as lembranças sejam vividas com mais carinho do que culpa. E buscar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse processo com mais acolhimento. Você não precisa viver esse luto sozinho(a).


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sentir que tudo depende de você é muito cansativo. Com o tempo, essa sensação pode trazer ansiedade, culpa e a impressão de que você nunca pode descansar.

    Vale a pena se perguntar: será que tudo realmente depende de você ou você aprendeu, em algum momento da vida, que precisava dar conta de tudo sozinho?

    Nem sempre é fácil responder essa pergunta, mas entender de onde vem essa necessidade pode ajudar a construir uma relação mais saudável com os próprios limites. Você não precisa carregar o peso do mundo para ser importante ou amado.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sim, um término também pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não é apenas o fim de uma relação, mas também de planos, sonhos, expectativas e de uma forma de imaginar o futuro.
    Cada pessoa vive esse processo de um jeito, e não existe um tempo certo para superar. O mais importante é permitir-se sentir essa dor, sem se cobrar para ficar bem rapidamente.
    Se perceber que esse sofrimento tem sido muito intenso ou está impedindo você de seguir a sua vida, a psicoterapia pode ajudar a compreender esse momento e atravessá-lo com mais cuidado.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Imagino o quanto essa situação deve estar sendo angustiante para você. Quando estamos com medo de perder alguém importante, é natural que a culpa e a ansiedade fiquem ainda mais intensas. Pelo que você contou, essas conversas aconteceram antes mesmo de você conhecer seu namorado. Isso não diminui o impacto que a situação pode ter para ele, mas também não significa que você tenha agido com a intenção de machucá-lo. Você também comentou que ele é seu único apoio. Esse é um ponto importante, porque quando toda a nossa segurança emocional fica concentrada em uma única pessoa, qualquer ameaça à relação pode parecer que o mundo vai desabar. Neste momento, tente não tomar decisões movida pelo medo ou pela culpa. Dê espaço para que ambos possam conversar quando for possível. E, principalmente, cuide de você. O acompanhamento psicológico pode ser um grande aliado para atravessar esse momento e fortalecer sua rede de apoio, para que seu bem-estar não dependa de uma única relação.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Isso pode acontecer porque emoções muito fortes cansam a gente emocionalmente, mesmo quando o problema já foi resolvido. Às vezes a situação passa rápido, mas o nosso corpo e a nossa mente ainda ficam tentando processar tudo aquilo. Então esse desânimo pode ser como um “efeito rebote” emocional depois de um momento intenso. Muitas vezes o emocional só precisa de um tempinho para se reorganizar e de um lugar para entender nossos sentimentos.


  • Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s

    Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Sinto muito que você tenha passado e ainda esteja passando por tudo isso. Quando a gente sente que não é verdadeiramente aceito dentro da própria família, dói num lugar muito profundo. E essa diferença de tratamento que você percebe provavelmente machuca mais do que muitas pessoas imaginam. Com o tempo, experiências assim podem fazer a gente começar a duvidar do próprio valor, da própria capacidade e até do nosso lugar no mundo. Então essa dificuldade com autoestima e iniciativa não significa que você seja fraco ou “menos que” os outros. Muitas vezes é alguém cansado emocionalmente de tentar existir em lugares onde não se sentiu acolhido. Você não precisa carregar isso sozinho. A terapia pode te ajudar a reconstruir essa relação com você mesmo, entender essas dores com mais cuidado e encontrar espaços e vínculos onde você possa ser quem é. Você merece existir sem precisar se esconder!


  • Quais são os sinais de autocobrança excessiva? .

    Quais são os sinais de autocobrança excessiva? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    A autocobrança excessiva costuma aparecer quando a pessoa sente que nunca é boa o suficiente, mesmo se esforçando muito. Ela pode ter dificuldade de descansar sem culpa, sentir que precisa dar conta de tudo sozinha e se culpar muito quando erra.

    Também é comum viver se comparando com os outros, sentir que precisa estar sempre produzindo ou ter a sensação de que qualquer falha vira uma prova de incapacidade.
    Com o tempo, isso vai cansando emocionalmente. A pessoa até conquista coisas, mas quase nunca consegue sentir que é suficiente ou aproveitar o que construiu.
    Por isso, entender a origem dessa auto cobrança é tão importante. Quando começamos a compreender de onde ela vem, fica mais possível construir uma relação mais gentil com nós mesmos


  • Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?

    Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    A emoção é aquilo que sentimos, como medo, tristeza, raiva, culpa ou ansiedade. Ela costuma surgir como uma resposta natural às situações da vida.

    Já o pensamento obsessivo é quando a mente fica presa em uma ideia, dúvida ou preocupação que aparece de forma repetitiva e difícil de controlar, mesmo causando sofrimento. A pessoa sente que aquele pensamento “gruda” na cabeça e volta o tempo todo.


  • Como posso lidar com o sofrimento e a ansiedade de uma forma mais significativa?

    Como posso lidar com o sofrimento e a ansiedade de uma forma mais significativa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Muitas vezes, a primeira reação diante do sofrimento e da ansiedade é tentar fazer aquilo passar o mais rápido possível. Mas, em alguns momentos, lidar de forma mais significativa começa justamente quando a gente tenta entender o que essas emoções estão querendo comunicar.
    A ansiedade e o sofrimento não surgem do nada. Às vezes eles falam sobre excesso de cobrança, medo, cansaço emocional, relações difíceis ou dores que foram sendo acumuladas ao longo do tempo.
    Isso não significa romantizar a dor, mas olhar para si com mais curiosidade e menos julgamento.
    Buscar apoio psicológico também pode ajudar muito nesse processo, porque nem sempre conseguimos compreender tudo sozinhos. Você não precisa carregar tudo em silêncio.


  • O que fazer se eu estiver sofrendo de hipervigilância somática ?

    O que fazer se eu estiver sofrendo de hipervigilância somática ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    A hipervigilância somática acontece quando a pessoa entra em um estado de atenção excessiva ao próprio corpo, percebendo cada sensação, sintoma ou mudança com muita intensidade. Isso pode gerar bastante ansiedade e fazer com que o corpo fique em constante estado de alerta. O mais importante é entender que isso não é “frescura” e nem algo que você está escolhendo sentir. Muitas vezes, esse padrão aparece em momentos de ansiedade, estresse intenso ou após experiências difíceis. A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, principalmente para compreender o que está mantendo esse estado de alerta e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar com o próprio corpo e com a ansiedade. Tente se acolher nesse momento.


  • O que motiva uma pessoa controladora? .

    O que motiva uma pessoa controladora? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Muitas vezes, por trás de uma pessoa muito controladora existe alguém que sente medo (medo de perder o controle, de ser machucado, rejeitado ou de lidar com o inesperado). O controle costuma aparecer como uma tentativa de criar segurança emocional. Para algumas pessoas, confiar, flexibilizar ou aceitar que nem tudo pode ser previsto gera muita ansiedade. Então elas tentam controlar situações, pessoas ou até os próprios sentimentos para evitar sofrimento.
    Isso não significa que comportamentos controladores não machuquem os outros, mas entender a origem ajuda a enxergar que, muitas vezes, existe insegurança e sofrimento por trás dessa necessidade de controle.


Perguntas frequentes

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