Perguntas do paciente (29)

  • De que forma o medo da rejeição pode impactar a vida pessoal de uma pessoa ?

    De que forma o medo da rejeição pode impactar a vida pessoal de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    O medo da rejeição pode impactar profundamente a forma como uma pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros. Muitas vezes, ela começa a esconder partes de si, evitar conflitos, tentar agradar o tempo todo ou aceitar situações que machucam por medo de ser abandonada ou não amada. Com o tempo, isso pode gerar ansiedade, insegurança, dificuldade de se posicionar e até um sentimento constante de não ser “bom o suficiente”. É um medo que costuma cansar emocionalmente, porque a pessoa vive tentando evitar a dor de não ser aceita. E, muitas vezes, sem perceber, acaba deixando de viver relações mais espontâneas e verdadeiras.


  • O que fazer em caso de sofrimento mental? .

    O que fazer em caso de sofrimento mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Quando a mente começa a doer, é importante não tentar carregar tudo sozinho. O sofrimento mental pode aparecer como cansaço constante, ansiedade, desânimo, irritação, vazio ou sensação de estar “no limite”. Nesses momentos, o mais importante é se acolher e buscar ajuda. Procurar apoio psicológico pode fazer muita diferença. A gente nem sempre consegue sair de um sofrimento sozinho, e tudo bem precisar de apoio.


  • . O que é Doomscrolling e como ele afeta o bem-estar de uma pessoa ?

    . O que é Doomscrolling e como ele afeta o bem-estar de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Doomscrolling é quando a pessoa passa muito tempo consumindo notícias, vídeos ou conteúdos negativos nas redes sociais, mesmo percebendo que aquilo está fazendo mal. O problema é que o nosso cérebro entra em estado de alerta constante. Quanto mais consumimos conteúdos angustiantes, mais ansiedade, cansaço mental, medo e sensação de impotência podemos sentir.
    Muitas vezes a pessoa continua rolando a tela tentando “entender mais” ou se sentir preparada, mas acaba ficando emocionalmente sobrecarregada. Descansar da informação também é uma forma de cuidar da saúde mental. Por isso, além de tentar criar limites no consumo de informação, também pode ser importante buscar ajuda psicológica para entender o que esse comportamento está tentando aliviar emocionalmente. Às vezes, o excesso de informação acaba funcionando como uma tentativa de lidar com medos, inseguranças ou angústias internas


  • O que é transtorno do jogo patológico? .

    O que é transtorno do jogo patológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    O Transtorno do Jogo Patológico acontece quando o jogo deixa de ser apenas diversão e passa a causar sofrimento e perda de controle na vida da pessoa. Mesmo percebendo prejuízos financeiros, emocionais ou nos relacionamentos, a pessoa sente dificuldade de parar de jogar. Muitas vezes existe uma necessidade crescente de apostar, além de ansiedade, culpa e sofrimento quando tenta interromper o comportamento. Esse transtorno pode impactar profundamente a saúde mental e costuma estar ligado a questões emocionais importantes. Por isso, buscar ajuda psicológica é fundamental para compreender o que está por trás desse comportamento e construir formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento


  • Minha família não acredita no meu sofrimento psicológico, o que eu faço?

    Minha família não acredita no meu sofrimento psicológico, o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Não ter o sofrimento emocional validado pela própria família pode ser muito doloroso. Muitas pessoas escutam frases como “isso é exagero”, “é falta do que fazer” ou “você precisa ser forte”, e acabam se sentindo ainda mais sozinhas. Mas o fato de outras pessoas não entenderem a sua dor não faz com que ela deixe de existir. Às vezes, a família também tem dificuldade de falar sobre saúde mental ou não aprendeu a reconhecer esse tipo de sofrimento. Ainda assim, você merece acolhimento e cuidado. Se possível, tente buscar apoio em outros espaços seguros: amigos, profissionais da saúde mental ou pessoas que consigam te escutar sem julgamento. Você não precisa esperar que todos entendam para começar a cuidar de si.


  • Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agor

    Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agora não estou conseguindo sair dela. A pessoa envolvida diz já ter me perdoado mas eu não consigo me perdoar, tenho TOC nível hard será que isso pode estar relacionado a eu não conseguir me perdoar? Tem algum tipo de tratamento que possa me ajudar? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    O que você está sentindo é muito mais comum do que parece, principalmente quando algo entra em conflito com os nossos valores e com a forma como nos enxergamos. A culpa pode se tornar muito intensa e difícil de elaborar, mesmo quando a outra pessoa já seguiu em frente.
    Quando existe um quadro de TOC, isso pode sim influenciar nessa dificuldade de se perdoar. O TOC muitas vezes faz com que a mente fique presa em pensamentos repetitivos, dúvidas e autocobranças, como se fosse preciso resolver aquilo perfeitamente antes de conseguir seguir em frente, o que acaba gerando ainda mais sofrimento. A psicoterapia pode te ajudar a Compreender melhor esses pensamentos e o funcionamento do TOC, trabalhar a autocompaixão e o processo de se perdoar, encontrar formas mais saudáveis de lidar com a culpa. Em alguns casos, também é importante uma avaliação psiquiátrica para considerar o uso de medicação, principalmente quando os sintomas estão mais intensos. Você não precisa passar por isso sozinho(a).


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    A autoestima baixa pode estar presente na depressão, mas nem toda baixa autoestima significa que a pessoa está deprimida. Muitos pontos são importante para fortalecer a autoestima, e eu diria que o mais importante deles é desenvolver autoconhecimento, entender de onde vêm as crenças negativas sobre si. autoestima não se constrói apenas com frases motivacionais, ela se constrói revisitando histórias, experiências e significados que moldaram a forma como a pessoa se vê. Se a baixa autoestima vier acompanhada de tristeza persistente, desânimo, alterações de sono, apetite ou perda de prazer, é importante buscar avaliação profissional. A psicoterapia é um espaço seguro para compreender essas questões com profundidade e fortalecer a relação consigo mesmo(a).


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    Primeiro, quero reconhecer o quanto você passou por algo extremamente impactante. Impedir uma tentativa de suicídio de alguém que amamos é uma experiência muito intensa e, muitas vezes, o efeito emocional vem depois, quando a “força” que usamos para lidar com a situação começa a baixar. O fato de você ter conseguido lidar naquele momento não significa que isso não tenha deixado marcas. Às vezes o corpo e a mente processam o trauma em etapas.
    Sobre a medicação: em momentos de estresse agudo ou acontecimentos muito fortes, pode haver uma mudança no quadro emocional mesmo estando medicada. Isso não significa necessariamente que a medicação “parou de funcionar”, mas pode indicar que existe uma sobrecarga emocional que precisa ser elaborada, e é aí que a psicoterapia entra.
    Entendo também tua resistência à terapia. Experiências ruins anteriores podem gerar desconfiança e falta de vontade e isso é legítimo. Mas é importante lembrar que cada vínculo terapêutico é único. A qualidade da relação com o profissional faz toda a diferença.
    Você não precisa “ter vontade” para começar terapia. Muitas vezes começamos apenas porque percebemos que sozinhas está difícil sustentar tudo .
    Talvez a pergunta não seja “quero fazer terapia?”, mas sim: "Eu quero continuar carregando isso sozinha?"


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jéssica Chaves Costa

    É muito importante você reconhecer que existe um padrão aí, essa sensação de querer estar longe quando está perto e querer perto quando está longe diz muito sobre conflitos internos que talvez ainda não estejam claros para você. Quando repetimos idas e vindas, geralmente não é falta de amor, é excesso de algo que ainda não foi elaborado. O medo de dar errado novamente faz sentido, porque a história já mostrou que existem dificuldades. Mas antes de pensar se vai dar certo ou não, talvez as perguntas mais importantes sejam: O que te faz permanecer? O que te faz querer ir embora? Entender isso pode te ajudar a sair do ciclo automático e começar a fazer escolhas mais conscientes. Se você sentir que está difícil se compreender sozinha, a psicoterapia pode ser um espaço muito seguro para olhar para esses padrões com mais profundidade e construir relações mais estáveis seja com essa pessoa ou em futuros relacionamentos.


Perguntas frequentes

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