Perguntas do paciente (81)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não parece ser apenas uma crise pontual do casamento, mas um vínculo que, ao longo do tempo, foi se organizando em torno de sofrimento, ressentimento e repetição de conflitos. Do ponto de vista psicanalítico, a pergunta mais importante talvez não seja apenas "devo me separar ou permanecer?", mas "o que faz com que esse vínculo tenha assumido essa forma e por que ele continua se mantendo apesar do sofrimento?".
A psicanálise não tem como objetivo dizer se uma pessoa deve terminar ou permanecer em um relacionamento. Ela procura compreender o que está em jogo subjetivamente para cada um dos envolvidos.
Pelo que você relata, alguns aspectos chamam atenção.
A relação começou com uma ferida na confiança
Você diz que entrou no casamento já com o respeito e a admiração abalados por acontecimentos anteriores ao casamento. Em termos psicanalíticos, isso é bastante significativo.
Quando um vínculo amoroso se constitui sobre uma ferida narcísica — isto é, uma experiência de humilhação, rejeição ou perda de confiança — o parceiro deixa de ocupar apenas o lugar de objeto amado e passa também a representar aquele que causou uma dor difícil de elaborar.
Quando essa ferida não encontra elaboração, cada novo conflito tende a atualizar o sofrimento antigo. Assim, muitas discussões aparentemente "sobre o presente" carregam afetos muito anteriores.
Em outras palavras, vocês podem não estar brigando apenas pelo motivo imediato, mas por uma história emocional que nunca conseguiu ser simbolizada.
O ciclo da repetição
Um conceito central da psicanálise é a compulsão à repetição.
Às vezes, mesmo desejando paz, a pessoa acaba revivendo continuamente determinadas experiências emocionais.
Isso não significa que ela "goste de sofrer". Significa que existe algo inconsciente tentando encontrar uma solução para um conflito que permanece aberto.
No seu relato aparece um movimento interessante:
você sente que reconhece seus erros;
sente que sua esposa não reconhece os dela;
isso produz impotência;
a impotência gera novas discussões;
as discussões confirmam a sensação de não ser compreendido.
Esse ciclo parece se alimentar sozinho.
A pergunta analítica seria:
O que essa posição de quem tenta reparar continuamente, enquanto espera um reconhecimento que nunca chega, representa na sua história?
Essa dinâmica pode ou não estar ligada a experiências anteriores da sua vida. É justamente isso que a análise procura investigar.
A perda do respeito
Na psicanálise, o amor não é sustentado apenas pelo afeto.
Ele depende também de elementos como:
reconhecimento do outro como sujeito;
possibilidade de admiração;
preservação do desejo;
respeito pelos limites individuais.
Quando a relação passa a ser organizada predominantemente por:
humilhações;
ofensas;
ataques pessoais;
desprezo;
violência verbal constante,
o vínculo deixa de ser um espaço de investimento afetivo e passa a funcionar principalmente como cenário de repetição do sofrimento.
Isso não significa automaticamente que a separação seja a única saída.
Mas significa que existe um comprometimento importante da capacidade do casal de sustentar um encontro subjetivo.
O medo de ficar sozinho
Esse trecho do seu relato chama bastante atenção.
Você diz sentir:
baixa autoestima;
medo de ficar sozinho;
dúvidas constantes sobre permanecer ou sair.
Na clínica psicanalítica, muitas vezes descobrimos que o medo da separação não corresponde apenas ao medo da perda do parceiro.
Às vezes ele está ligado a questões mais profundas, como:
medo do abandono;
medo de não ser amado;
sensação de fracasso;
culpa;
necessidade de manter um vínculo mesmo quando ele produz sofrimento.
Ou seja, permanecer pode estar respondendo tanto ao amor quanto ao medo.
E essas duas motivações são muito diferentes.
Uma análise ajuda justamente a diferenciá-las.
Os filhos
Você demonstra uma preocupação muito legítima com eles.
Do ponto de vista psicanalítico, o sofrimento das crianças não depende apenas da existência ou não da separação.
Depende, sobretudo, da qualidade do ambiente emocional em que vivem.
Quando os conflitos são frequentes e acontecem diante dos filhos, eles podem experimentar:
insegurança;
ansiedade;
culpa (algumas crianças acreditam ser responsáveis pelas brigas);
necessidade de assumir funções de mediação entre os pais;
dificuldades futuras na construção dos próprios vínculos amorosos.
Isso não significa que toda separação seja benéfica.
Mas também não significa que permanecer juntos seja necessariamente o melhor para as crianças.
O mais importante costuma ser a possibilidade de os adultos exercerem a função parental com responsabilidade, independentemente da configuração conjugal.
Existe um limite emocional para a continuidade da relação?
A psicanálise não estabelece um critério objetivo do tipo "a partir daqui deve terminar".
Ela convida a observar algumas questões:
Ainda existe espaço para escutar o outro?
Ainda existe desejo de compreender, e não apenas vencer as discussões?
Há possibilidade de responsabilização de ambos?
Existe algum investimento afetivo restante ou apenas ressentimento?
O vínculo ainda favorece crescimento psíquico ou apenas sofrimento?
Quando uma relação passa a funcionar exclusivamente como repetição de ataques, humilhações e ressentimentos, costuma ser um sinal de que algo importante se rompeu na dinâmica do casal.
Isso não significa que seja irreversível, mas indica que mudanças profundas seriam necessárias.
Como a análise poderia ajudá-lo
Pela sua descrição, parece haver duas questões diferentes que merecem ser trabalhadas:
A primeira é compreender o casamento.
A segunda é compreender você dentro desse casamento.
Uma análise poderia ajudá-lo a explorar perguntas como:
Por que permaneci mesmo quando já havia perdido a confiança?
O que busco continuamente quando espero que ela reconheça sua responsabilidade?
Qual é a origem do meu medo da solidão?
Em que momentos da minha vida já ocupei posições semelhantes às que ocupo hoje?
Como construo meus vínculos amorosos?
Que expectativas deposito no outro?
O que significa, para mim, separar-me?
Responder a essas perguntas não leva necessariamente à separação nem à reconciliação.
Leva a uma posição mais livre, em que a decisão deixa de ser movida apenas pelo medo, pela culpa ou pela repetição.
Uma reflexão final
Há um aspecto do seu relato que me chamou a atenção: você descreve o relacionamento quase todo em termos de sofrimento, desgaste, perda de respeito, quebra de confiança e conflitos. Ao mesmo tempo, quando fala das razões para permanecer, aparecem principalmente o amor pelos filhos e o medo da solidão.
Talvez uma pergunta importante — que uma análise poderia desenvolver sem pressa — seja:
O que, hoje, ainda sustenta esse casamento como relação entre vocês dois, para além da parentalidade e do receio da separação?
Essa não é uma pergunta para ser respondida rapidamente. Ela exige tempo, porque toca tanto a realidade do vínculo quanto a sua própria história afetiva.
Independentemente de qual venha a ser a decisão sobre o casamento, um processo psicanalítico pode ajudá-lo a compreender por que você chegou a esse ponto, como certos padrões relacionais foram se constituindo e como fazer escolhas mais conscientes daqui em diante, reduzindo a força das repetições inconscientes que hoje parecem prender você a um ciclo de sofrimento.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa, sinto muito pela perda da sua gatinha.
Pelo que você escreveu, não parece que você esteja apenas triste. Parece que você está vivendo aquilo que muitas pessoas descrevem como um rompimento da própria continuidade da vida. Quando alguém que esteve presente por 13 anos morre, não desaparece apenas um animal de estimação; desaparece uma presença cotidiana, uma testemunha silenciosa da sua história, alguém que fazia parte da organização afetiva da sua vida.
Do ponto de vista da psicanálise, o luto não é apenas sentir falta. É um trabalho psíquico muito profundo, no qual a realidade insiste em dizer: "ela não voltará", enquanto outra parte de você ainda continua procurando por ela.
É por isso que essa dor pode parecer insuportável.
A culpa quase sempre acompanha o amor
O que mais me chamou atenção foi a quantidade de culpa que você sente.
Você escreveu:
"Sinto muitas culpas pelas decisões tomadas sobre os tratamentos."
"Sinto culpa pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano."
Esses pensamentos são extremamente comuns quando perdemos alguém que amamos profundamente.
A psicanálise entende que, depois da perda, nossa mente tenta recuperar uma sensação de controle. Então ela começa a pensar:
"E se eu tivesse feito diferente?"
"E se eu tivesse levado antes?"
"E se eu tivesse brincado mais?"
"E se eu tivesse escolhido outro tratamento?"
Existe um paradoxo doloroso nisso.
Enquanto a morte nos confronta com nossa impotência, a culpa cria a ilusão de que talvez tudo dependesse de nós.
Porque, se foi culpa minha, então talvez houvesse uma forma de impedir.
Mas, infelizmente, nem sempre havia.
A culpa, muitas vezes, é uma tentativa desesperada da mente de não aceitar que existem perdas que escapam completamente ao nosso controle.
Você não está sofrendo porque amou pouco.
Está sofrendo porque amou muito.
Quando você diz:
"Eu tinha tudo."
Essa frase é muito bonita e muito triste ao mesmo tempo.
Ela mostra que sua gatinha ocupava um lugar enorme na sua vida emocional.
E justamente por isso a ausência dela parece deixar um vazio impossível de preencher.
"Foi pouco."
Essa talvez seja a frase mais universal de quem perde alguém amado.
Quase ninguém termina um vínculo importante pensando:
"Pronto. Aproveitei exatamente o suficiente."
Quase todos pensam:
devia ter abraçado mais;
devia ter fotografado mais;
devia ter ficado mais tempo;
devia ter dito mais vezes que amava.
Porque o amor nunca acha suficiente quando encontra o fim.
O problema é que a morte muda completamente a forma como olhamos para o passado.
Aquilo que antes parecia rotina passa a parecer um tesouro.
Mas você não sabia que estava vivendo os últimos meses.
Ninguém sabe.
Você viveu como qualquer pessoa vive: dividindo o amor com trabalho, preocupações, cansaço, responsabilidades e problemas.
Isso não significa que você a amou menos.
Significa apenas que você era humana.
"Nunca mais terei aquela felicidade."
Essa talvez seja a parte mais difícil de ler.
Porque, neste momento, é bem possível que isso seja exatamente o que você sente.
E eu não gostaria de responder com frases como "você vai ficar bem" ou "o tempo cura tudo", porque elas costumam soar vazias para quem está vivendo um luto tão recente.
A felicidade que existia com ela era única.
Ela realmente não voltará da mesma forma.
Nenhum outro animal será ela.
Nenhuma outra relação apagará essa.
A psicanálise não propõe esquecer quem morreu.
Ela propõe transformar a forma dessa presença.
No início, a ausência ocupa todo o espaço.
Com o tempo — e esse tempo não pode ser apressado — a presença deixa de existir no mundo externo e passa a existir de outro modo dentro da nossa história.
Não é substituir.
É integrar.
Permita-se sofrer
Vivemos numa cultura que trata o luto quase como um problema a ser resolvido.
Mas perder alguém depois de 13 anos não é uma pequena mudança.
É uma reorganização inteira da vida.
Você provavelmente vai:
esperar ouvi-la andando pela casa;
olhar para os lugares onde ela dormia;
sentir vontade de chamá-la;
estranhar o silêncio;
chorar de repente.
Nada disso significa que você está "presa".
Significa que seu psiquismo ainda está tentando compreender uma realidade que seu coração ainda não consegue acompanhar.
Uma coisa que gostaria que você guardasse
Quando você pensa:
"Foi pouco."
Eu gostaria de lhe fazer outra pergunta.
Durante esses 13 anos...
...quem era a pessoa que ela procurava quando queria segurança?
Quem a alimentava?
Quem a levava ao veterinário?
Quem conhecia seus hábitos?
Quem percebeu quando ela começou a adoecer?
Quem estava ali até o fim?
Pelo que você contou, era você.
Ela não viveu 13 anos ao lado de alguém indiferente.
Ela viveu 13 anos ao lado de alguém que hoje está devastada justamente porque esse amor existiu.
E, por fim...
Existe uma frase do próprio Sigmund Freud que considero muito verdadeira sobre o luto. Em uma carta, ele escreveu que, depois de uma perda importante, sabemos que a dor diminuirá, mas também sabemos que permaneceremos inconsoláveis em certo sentido, e que nunca encontraremos um substituto exato para quem perdemos. Essa não era uma visão pessimista; era o reconhecimento de que alguns vínculos são insubstituíveis, e justamente por isso têm tanto valor.
Sua gatinha foi uma dessas presenças.
Ela ocupou um lugar único na sua vida, e é natural que a dor seja proporcional a esse lugar.
Se eu pudesse lhe deixar apenas uma ideia hoje, seria esta:
Tente desconfiar da culpa e confiar mais na história de vocês.
A culpa está falando dos últimos dias.
O amor está falando de treze anos.
E, quando olhamos para uma vida inteira compartilhada, os últimos dias não apagam tudo o que foi construído antes.
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se estamos falando de alguém com traços narcisistas (o que é relativamente comum), ou mesmo de um quadro de Transtorno de Personalidade Narcisista, a resposta é: sim, é possível haver melhora significativa, mas isso não significa necessariamente que a pessoa deixará de ter características narcisistas.
Sobre os dois fatores que você mencionou:
Álcool
O álcool costuma diminuir o autocontrole e aumentar a impulsividade. Em pessoas que já têm dificuldades para lidar com frustração, rejeição, ciúme ou críticas, a bebida pode intensificar:
explosões de raiva;
comportamentos agressivos;
crises de ciúme;
atitudes controladoras;
interpretações distorcidas das situações.
Portanto, se o álcool tem um papel importante nos episódios, parar de beber pode reduzir bastante a frequência e a intensidade desses surtos.
Psicoterapia
A psicoterapia pode ajudar a pessoa a:
reconhecer gatilhos emocionais;
tolerar melhor sentimentos de rejeição e vergonha;
desenvolver regulação emocional;
compreender padrões de controle e possessividade;
construir relacionamentos mais saudáveis.
Mas há uma condição importante: a pessoa precisa estar minimamente motivada a olhar para si mesma e assumir responsabilidade pelos próprios comportamentos.
Quando alguém acredita que o problema está sempre nos outros, a evolução costuma ser mais lenta.
Ciúme e agressividade podem diminuir?
Sim, podem diminuir bastante em alguns casos, especialmente quando:
há adesão ao tratamento;
existe reconhecimento do problema;
a pessoa abandona o uso abusivo de álcool ou outras substâncias;
aprende estratégias de regulação emocional.
Por outro lado, se a agressividade envolve violência física, ameaças, intimidação ou abuso psicológico, não é prudente assumir que apenas parar de beber resolverá o problema. Muitas vezes o álcool funciona mais como um amplificador de padrões que já existem.
Uma distinção importante é esta: o álcool pode aumentar a agressividade, mas não cria sozinho crenças de posse, controle ou direito sobre o parceiro. Essas questões precisam ser trabalhadas diretamente.
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estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após
estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após me separar dele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um terapeuta para trabalhar os efeitos emocionais da relação: medo, culpa, ambivalência, ansiedade, trauma, dificuldade de confiar, sensação de vazio, dependência emocional, reconstrução da autonomia.
Se possível, procure alguém com experiência em:
atendimento a mulheres;
relacionamentos abusivos;
trauma;
dependência emocional;
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O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida
O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline geralmente é de médio a longo prazo, mas não necessariamente dura a vida toda.
Uma ideia comum, mas equivocada, é pensar que o TPB é uma condição "para sempre" e que a pessoa ficará igualmente sintomática ao longo da vida. As pesquisas mostram algo mais otimista: muitas pessoas apresentam melhora significativa com tratamento adequado e, ao longo dos anos, deixam de preencher os critérios diagnósticos do transtorno.
O que costuma melhorar?
Frequentemente, os primeiros sintomas a diminuir são:
impulsividade;
automutilação;
comportamentos suicidas;
explosões de raiva;
instabilidade intensa nos relacionamentos.
Aspectos mais profundos, como insegurança na identidade, medo de abandono e dificuldades afetivas, podem levar mais tempo para serem trabalhados.
Quanto tempo dura o tratamento?
Não existe uma regra única.
Algumas pessoas fazem terapia intensiva por alguns anos e depois recebem alta ou passam a ter acompanhamento esporádico.
Outras mantêm psicoterapia por períodos mais longos porque percebem benefícios contínuos.
Algumas retornam ao tratamento em momentos de crise e passam períodos sem acompanhamento.
É semelhante ao que ocorre com outras condições psicológicas complexas: o tratamento pode deixar de ser necessário em determinado momento, mas isso não significa que a pessoa nunca mais precisará de apoio.
E os medicamentos?
Não existe um medicamento específico que cure o TPB. Quando usados, geralmente visam sintomas associados, como:
ansiedade;
depressão;
insônia;
impulsividade em alguns casos.
A base do tratamento costuma ser a psicoterapia.
Prognóstico
O prognóstico é frequentemente melhor do que muitas pessoas imaginam. Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram que uma parcela significativa das pessoas com TPB apresenta grande redução dos sintomas ao longo dos anos, especialmente quando recebe tratamento consistente.
Em outras palavras: o TPB costuma ser tratável, pode melhorar muito e não implica necessariamente uma vida inteira de sofrimento intenso ou de tratamento contínuo. A duração depende da gravidade dos sintomas, dos recursos pessoais da pessoa, do contexto de vida e da abordagem terapêutica utilizada.
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De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de
De que forma o vazio deixado pelo abandono do meu pai se transformou em uma insegurança constante de que serei deixada a qualquer momento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa ligação que você está fazendo é muito coerente do ponto de vista psicanalítico — e, ao mesmo tempo, bem dolorosa de encarar.
Quando uma figura fundamental como o pai se ausenta (fisicamente ou emocionalmente), isso não é vivido apenas como um fato externo. Para a criança, é sentido como algo muito mais profundo:
uma experiência de perda, desamparo e, muitas vezes, de não ser suficientemente “escolhida” ou amada.
Como a criança ainda não tem recursos para compreender as razões dessa ausência, ela tende a dar um sentido próprio àquilo — e esse sentido costuma recair sobre si mesma, mesmo que de forma inconsciente. Algo como:
“Se ele foi embora, talvez eu não fosse tão importante assim”
“As pessoas que eu amo podem simplesmente desaparecer”
Essas marcas não ficam só no passado. Elas se organizam como uma espécie de “modelo interno de vínculo”, que passa a influenciar como você sente e se posiciona nas relações ao longo da vida.
Então, o que hoje aparece como uma insegurança constante — esse medo de ser deixada a qualquer momento — pode ser entendido como:
uma tentativa de antecipar a dor (como se, esperando o abandono, ele doesse menos);
uma forma de manter controle sobre algo que, lá atrás, foi totalmente fora do seu controle;
e também uma repetição afetiva: o psiquismo tentando, de alguma maneira, dar um destino diferente a uma história que ficou em aberto.
O ponto mais importante aqui é:
isso não é “fraqueza” sua — é uma construção psíquica a partir de uma experiência real de perda.
Mas também não é algo fixo.
Na psicanálise, a transformação acontece quando você começa a:
diferenciar o passado do presente (nem todo vínculo atual vai repetir aquele abandono);
reconhecer quando esse medo é mais antigo do que a situação atual;
e, principalmente, construir uma nova experiência interna: a de que você pode ser escolhida, permanecer e também se sustentar, mesmo diante da possibilidade de perda.
Tem um detalhe sutil, mas poderoso:
Às vezes, o medo de ser abandonada não está só no outro ir embora — mas também no quanto isso toca um lugar antigo de vazio que parece “sem fundo”.
Por isso, o trabalho não é só confiar no outro.
É, aos poucos, preencher e sustentar esse vazio com outras experiências — inclusive com você mesma.
Vamos agendar uma sessão? Eu posso te ajudar a identificar como esse padrão aparece hoje nas suas relações (porque ele costuma ter sinais bem específicos).
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Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari
Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Descobrir uma traição costuma produzir um tipo de abalo muito específico: não dói apenas pela perda da confiança no outro, mas porque mexe na sensação de realidade, valor pessoal, segurança emocional e continuidade da própria história. Muitas pessoas descrevem exatamente isso que você trouxe — a mente fica “tomada” pelo assunto, como se não conseguisse sair dele.
Isso acontece porque a traição frequentemente quebra três pilares ao mesmo tempo:
a confiança no vínculo (“eu estava segura e não sabia”);
a confiança na própria percepção (“como eu não vi?”);
a imagem de si (“o que faltou em mim?”).
E aí o pensamento entra num movimento quase compulsivo:
revisitar conversas;
procurar sinais antigos;
imaginar cenas;
comparar-se com a outra pessoa;
tentar encontrar uma explicação definitiva.
Só que a mente geralmente faz isso tentando recuperar controle sobre algo que foi vivido como choque.
Do ponto de vista emocional — e até numa leitura mais psicanalítica — essa dor pode revelar algumas coisas importantes sobre sua estrutura afetiva atual:
O quanto o vínculo virou sustentação emocional
Às vezes a relação deixa de ser apenas uma parceria e passa a funcionar como:
lugar de pertencimento;
validação do próprio valor;
proteção contra solidão;
organizador da identidade.
Quando isso é abalado, a sensação não é apenas “fui enganada”, mas “perdi o chão”.
Feridas mais antigas podem ter sido reativadas
Traições frequentemente despertam experiências emocionais anteriores:
medo de abandono;
rejeição;
sensação de não ser escolhida;
humilhação;
insegurança afetiva.
Nem sempre essas feridas começaram nessa relação. Mas a traição pode reabrir algo muito anterior.
Ficar pensando sem parar às vezes é também uma defesa contra:
sentir luto;
sentir raiva;
aceitar perdas;
entrar em contato com a própria vulnerabilidade.
A mente prefere procurar respostas infinitamente a encarar a dor crua da quebra.
A culpa pode aparecer mesmo sem responsabilidade real
Muita gente traída começa a se perguntar:
“onde eu falhei?”
“o que eu não fui?”
“como não percebi?”
Isso acontece porque o psiquismo tenta transformar uma experiência caótica em algo explicável. Se eu “causei”, então talvez eu pudesse ter evitado. Mas responsabilidade e culpa não são a mesma coisa.
Uma pergunta que pode ajudar bastante agora não é apenas:
“Por que ele fez isso?”
Mas também:
“O que essa ruptura revelou sobre o lugar que eu ocupava nessa relação e sobre o lugar que eu me deixei ocupar?”
Essa pergunta costuma abrir caminhos mais profundos do que apenas investigar a traição em si.
E outra coisa importante: o fato de isso ocupar seus pensamentos quase o tempo todo não significa fraqueza nem obsessão “sem motivo”. Seu sistema emocional está tentando reorganizar uma quebra importante de confiança e sentido.
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Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se
Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo faz muito sentido. Quando há uma traição, não é só o vínculo que se rompe — a confiança no outro e, muitas vezes, em si mesmo também fica abalada. Esse medo de que “isso vai acontecer de novo” costuma aparecer como uma tentativa do psiquismo de te proteger de uma nova dor.
Pela psicanálise, esse medo não é algo a ser simplesmente eliminado, mas escutado e compreendido.
Primeiro ponto importante: o que aconteceu foi uma experiência concreta, mas o medo que fica depois muitas vezes se amplia e ganha um caráter mais geral — como se todo vínculo futuro carregasse esse risco inevitável. Isso acontece porque o psiquismo tenta evitar a repetição do trauma criando uma espécie de alerta constante.
Mas aí surge uma questão central:
esse medo fala só sobre o outro… ou também sobre algo em você?
Não no sentido de culpa, mas de como você se posiciona nos vínculos.
Algumas perguntas que podem te ajudar nesse processo:
O que essa relação representava para você?
Houve sinais que você percebeu e deixou passar, ou foi algo totalmente inesperado?
Como você costuma se implicar nas relações — mais confiante, mais vigilante, mais disponível, mais receoso?
O que exatamente você teme que se repita: a traição em si ou a sensação de não ter controle sobre o que o outro faz?
Na psicanálise, trabalhamos muito com a ideia de que não repetimos situações por acaso, mas também não estamos condenados a repeti-las. O que faz diferença é ganhar consciência sobre nossos padrões, escolhas e pontos de vulnerabilidade.
Outro ponto importante:
O medo pode te levar para dois extremos que parecem opostos, mas têm a mesma raiz:
confiar “rápido demais”, tentando evitar o desconforto da dúvida;
ou desconfiar de tudo, tentando evitar qualquer risco.
O desafio está em construir um lugar mais intermediário:
uma confiança que não é ingênua, mas também não é paralisada pelo medo.
E isso passa por reconstruir algo fundamental:
a confiança em si mesmo — na sua capacidade de perceber, de se posicionar, de sair de uma situação que te faz mal (como você já fez agora).
Você terminou. Isso é importante. Mostra que você não ficou preso a algo que te feriu.
Por fim, esse tipo de vivência deixa marcas — e elaborar isso com alguém (em análise, por exemplo) pode te ajudar a transformar essa dor em algo que te dê mais clareza, e não mais medo.
Que tal agendarmos uma sessão? Posso te ajudar a identificar sinais saudáveis de vínculo ou formas práticas de ir reconstruindo essa segurança aos poucos.
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Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb
Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não é só uma “indecisão prática” — pela lente da psicanálise, isso costuma revelar um conflito interno mais profundo, muitas vezes inconsciente, que está se expressando através dessa situação.
Você não está apenas entre duas pessoas. Você parece estar entre duas posições psíquicas:
De um lado, o casamento de longa data — que representa vínculo, história, estabilidade, אולי até uma parte de você mais estruturada e comprometida.
Do outro, essa nova relação — que pode estar ligada a desejo, vitalidade, redescoberta de si, ou algo que talvez estivesse adormecido.
A dificuldade em sair de qualquer um dos lados indica que ambos têm um valor psíquico importante para você. Por isso, simplesmente “escolher racionalmente” não resolve — porque o conflito não é só racional.
Na psicanálise, situações como essa muitas vezes apontam para:
Desejos contraditórios que coexistem (segurança × novidade, estabilidade × liberdade);
Repetições inconscientes (padrões de relação que se atualizam);
Ou até uma tentativa de responder a algo que falta, mas que ainda não está claro para você.
E tem um ponto importante: o sofrimento que você descreve (“está me consumindo”) costuma surgir quando a pessoa tenta sustentar duas verdades ao mesmo tempo sem conseguir simbolizar o conflito — ou seja, sem conseguir dar um sentido mais profundo ao que está acontecendo dentro de si.
Então, ao invés de começar pela pergunta “o que eu faço?”, a psicanálise convida você a ir antes para:
O que essa outra relação representa para mim?
O que mudou em mim nesses 22 anos de casamento?
O que eu encontro em cada uma dessas relações — e o que falta em cada uma?
O que eu temo perder em cada escolha?
Percebe que não é só sobre “ficar ou sair”? É sobre entender o que está em jogo dentro de você.
Uma coisa precisa ser dita com clareza: permanecer nessa posição por muito tempo tende a aumentar o sofrimento — porque você fica dividido, muitas vezes com culpa, ansiedade e desgaste emocional constante. Em algum momento, uma elaboração mais profunda (e possivelmente uma decisão) vai ser necessária.
Nesse tipo de situação, a psicanálise não oferece uma resposta pronta, mas oferece algo mais valioso: um espaço para você se escutar de verdade, sem julgamento, e entender o sentido disso tudo na sua história.
Se você puder, buscar um processo analítico pode ser muito importante agora. Não para alguém te dizer o que fazer, mas para te ajudar a não ficar preso nesse impasse.
Se quiser, posso te ajudar a organizar melhor essas perguntas ou até pensar em como iniciar esse processo — porque dá pra sair desse lugar, mas não na pressa nem só na força de decisão.
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Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca ent
Todo mundo hoje diz que tem TDAH ou burnout. A psicanálise acredita nesses diagnósticos ou busca entender o que está por trás do sintoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise não funciona na lógica de acreditar ou desacreditar como se fosse uma disputa com a psiquiatria.
Diagnósticos como TDAH (descritos no DSM-5) ou burnout (reconhecido pela Organização Mundial da Saúde na CID-11) fazem parte de uma classificação médica/psiquiátrica.
A psicanálise não nega que:
existam quadros de desatenção importantes
existam estados reais de esgotamento extremo
medicação possa ser necessária em alguns casos
Mas ela faz outra pergunta.
A pergunta da psicanálise não é “qual é o transtorno?”
É:
“O que esse sintoma está dizendo sobre esse sujeito?”
Porque duas pessoas com “TDAH” podem ter histórias psíquicas completamente diferentes:
Uma pode estar em conflito com exigências de desempenho.
Outra pode estar em posição inconsciente de recusa.
Outra pode ter uma angústia difusa que se manifesta como dispersão.
O sintoma, na psicanálise, não é só um erro do cérebro.
Ele é uma formação de compromisso, uma resposta possível do sujeito a algo que ele não consegue simbolizar.
E sobre burnout?
A sociedade atual exige produtividade constante, comparação infinita e performance 24h.
A psicanálise poderia perguntar:
O que me leva a não conseguir parar?
Por que eu só me sinto valioso quando estou produzindo?
Que desejo está sendo atendido (ou traído) nesse excesso?
Às vezes o “burnout” não é só excesso de trabalho — é uma relação inconsciente com o ideal, com o Outro, com a necessidade de reconhecimento.
Então é contra diagnóstico?
Não.
Mas a psicanálise não se satisfaz com o rótulo.
O diagnóstico organiza, ajuda na conduta clínica, facilita comunicação entre profissionais.
Mas ele pode também:
reduzir a complexidade da pessoa
virar identidade (“eu sou TDAH”)
apagar a história singular
E a psicanálise trabalha justamente na singularidade.
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Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus
Como a psicanálise poderia me ajudar no autoconhecimento, para que eu consiga lidar melhor com meus traumas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise pode ajudar bastante nesse caminho de autoconhecimento, principalmente quando a pessoa sente que certas emoções, reações ou padrões se repetem, mesmo quando ela tenta mudar. A ideia central não é só “tratar sintomas”, mas entender a história psíquica por trás deles.
Na psicanálise, parte do sofrimento vem de conteúdos que ficam no inconsciente: experiências, conflitos, medos e desejos que não foram totalmente elaborados.
Ao falar livremente nas sessões, aos poucos você começa a perceber:
padrões de comportamento
repetições em relacionamentos
reações emocionais que parecem desproporcionais
Esse processo ajuda a dar sentido ao que antes parecia confuso ou automático.
Traumas não são apenas acontecimentos difíceis. Muitas vezes são experiências que a mente não conseguiu elaborar naquele momento.
Na análise, você pode:
revisitar essas experiências com segurança
compreender como elas impactaram sua forma de pensar, sentir e se relacionar
construir novos significados para essas vivências
Isso não apaga o passado, mas muda a forma como ele atua dentro de você.
Um conceito importante na psicanálise é a compulsão à repetição — a tendência de reviver, de maneiras diferentes, conflitos antigos.
Por exemplo:
escolher relações parecidas com as que já causaram sofrimento
reagir sempre com defesa ou afastamento
se colocar em situações que reforçam sentimentos antigos
Quando isso se torna consciente, você ganha mais liberdade para escolher agir de outra forma.
Com o tempo, a análise tende a ajudar você a:
reconhecer melhor suas emoções
entender seus limites e desejos
lidar com conflitos internos de forma mais consciente.
O objetivo não é “virar outra pessoa”, mas se tornar mais dono da própria história.
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Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melh
Tenho problemas com ciúmes do meu parceiro, não gostaria de sentir isso. O que posso fazer para melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme costuma ser muito menos sobre “controle do outro” e muito mais sobre medo de perder um lugar importante emocionalmente. E o fato de você dizer “não gostaria de sentir isso” já mostra que existe uma parte sua observando esse sofrimento em vez de simplesmente agir impulsivamente nele — isso é um ponto muito valioso.
O ciúme geralmente mistura algumas coisas:
medo de abandono;
comparação;
insegurança;
necessidade de confirmação afetiva;
experiências anteriores de traição ou rejeição;
sensação de não ser “suficiente”;
ansiedade diante do imprevisível.
Então pequenos sinais passam a parecer ameaças enormes.
O problema é que o ciúme tenta aliviar a insegurança através de controle:
querer garantias;
monitorar;
interpretar detalhes;
buscar provas;
pedir confirmação repetidamente.
Só que o alívio dura pouco, e a ansiedade volta mais forte. É um ciclo.
Algumas coisas que ajudam de verdade — e não só temporariamente:
Perceber o que o ciúme está tentando proteger
Quando o ciúme vier, tente perguntar:
“Do que exatamente estou com medo agora?”
“Perder a pessoa?”
“Ser trocada?”
“Ser enganada?”
“Não me sentir importante?”
Muitas vezes o sentimento real está por baixo do ciúme.
Separar intuição de hipervigilância
Depois de feridas afetivas, o corpo pode interpretar ambiguidade como perigo imediato. Nem toda ansiedade é um aviso verdadeiro. Às vezes é o sistema emocional tentando evitar nova dor.
Evitar transformar ansiedade em investigação
Checar celular, testar, investigar, procurar sinais… geralmente aumenta a obsessão mental. O cérebro aprende que precisa vigiar o tempo inteiro para se sentir seguro.
Fortalecer a própria vida emocional fora da relação
Quanto mais toda a segurança emocional fica concentrada no parceiro, mais qualquer risco parece devastador. Ter espaços próprios ajuda muito:
amizades;
projetos;
rotina;
trabalho;
corpo;
interesses pessoais.
Falar do sentimento sem acusação
Quando o ciúme consegue virar palavra em vez de vigilância ou ataque, ele tende a perder força.
Levar isso para a terapia de forma profunda
Não só como:
“Quero parar de sentir ciúme.”
Mas investigando:
o que o ciúme ameaça dentro de você;
qual perda ele tenta evitar;
quando essa sensação apareceu na sua história;
qual é sua relação com abandono, comparação e valor pessoal.
Na psicanálise, por exemplo, o ciúme nem sempre é visto apenas como excesso de amor. Às vezes ele aparece quando o sujeito sente seu lugar afetivo muito instável internamente.
E uma coisa importante: melhorar o ciúme não significa virar alguém indiferente. O objetivo não é “não sentir nada”, mas conseguir amar sem viver em estado constante de ameaça.
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Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora di
Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora diz que não sente nada e na msm hora que eu abraço ele e choro,ele começa a chorar tbm e diz que não quer terminar e que esta só confuso,eu o amo mt não quero perde-lo o q posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando os dois têm borderline, a intensidade emocional é real e não é “drama”.
Quando surgir ameaça de término:
Pause o contato por 20 minutos
Respire profundamente (4–6 segundos)
Pergunte a si mesma:
“Isso é medo ou é decisão?”
Só depois conversem.
Você não está errada por amar.
Mas você também merece segurança emocional, não só intensidade.
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Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem empre
Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem emprego a mim eu sinto uma resistência muito forte e como aceito não passo muito tempo nesse trabalho, vc acha que e preguiça ou tem outra coisa nisso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro: só pelo jeito que você descreveu já dá para perceber uma coisa importante — não parece preguiça. Preguiça geralmente vem com desinteresse total. No seu caso, você diz que quando trabalha em algo consegue ficar muito focado. Isso muda bastante a leitura.
Resistência à autoridade ou perda de autonomia
Quando o trabalho vem de alguém oferecendo ou empregando, pode surgir uma sensação inconsciente de:
estar sendo controlado
ter que corresponder às expectativas do outro
perder liberdade
Aí aparece uma resistência interna.
Não é racional — é quase corporal: desânimo, vontade de sair, perda de interesse.
Na psicanálise, isso às vezes aparece como um conflito com a posição de “ter que servir ao desejo do outro”.
Conflito com expectativas ou cobrança
Algumas pessoas funcionam muito bem quando:
escolhem o que fazer
criam algo próprio
têm autonomia
Mas quando entram numa estrutura com:
regras
avaliação
hierarquia
o psiquismo pode reagir como se estivesse sendo pressionado demais.
A mente cria uma saída: abandonar antes de se sentir preso ou julgado.
Medo inconsciente de fracassar (ou até de dar certo)
Parece estranho, mas acontece muito.
Se você fica pouco tempo no trabalho, você nunca precisa lidar profundamente com:
crítica
avaliação
fracasso real
responsabilidade crescente
Ir embora cedo pode funcionar como uma proteção inconsciente.
erguntas que podem te ajudar a se observar
Tenta refletir com honestidade:
O desconforto começa antes de aceitar o trabalho ou depois que entra?
Você sente mais incômodo com ordens, rotina ou cobrança?
Quando pensa em trabalhar por conta própria, sente a mesma resistência?
Você costuma sair quando começam expectativas maiores sobre você?
Essas respostas dizem muito sobre o que está acontecendo.
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. Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?
. Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os processos cognitivos são a base da aprendizagem — é por meio deles que a informação é percebida, interpretada, armazenada e utilizada. Sem cognição, não há aprendizagem de fato, apenas exposição ao conteúdo.
São as operações mentais que usamos para lidar com informações. Os principais envolvidos na aprendizagem são:
Atenção
Percepção
Memória
Linguagem
Pensamento e raciocínio
Funções executivas (planejamento, controle inibitório, flexibilidade cognitiva)
Metacognição
Atenção → porta de entrada da aprendizagem
A aprendizagem começa pela atenção.
Se o aluno não consegue focar, a informação nem chega a ser processada.
Atenção seletiva: escolher o que é relevante
Atenção sustentada: manter o foco ao longo do tempo
Dificuldades de atenção comprometem todo o processo posterior.
Percepção → dar sentido ao estímulo
A percepção organiza o que é captado pelos sentidos.
Ler letras, reconhecer sons, interpretar imagens
Relacionar estímulos novos a experiências anteriores
Uma percepção mal integrada pode gerar erros de compreensão, mesmo com atenção preservada.
Memória → aprender é lembrar
A aprendizagem envolve codificar, armazenar e recuperar informações.
Memória de trabalho: manter e manipular informações (ex: resolver um problema)
Memória de curto prazo: retenção temporária
Memória de longo prazo: consolidação do conhecimento
Sem memória, não há aprendizagem duradoura.
Linguagem → organizar e expressar o conhecimento
A linguagem estrutura o pensamento.
Compreensão verbal
Expressão oral e escrita
Ampliação de vocabulário
Dificuldades linguísticas afetam diretamente leitura, escrita e compreensão de conteúdos.
Pensamento e raciocínio → construir conhecimento
Aqui acontece a elaboração ativa da aprendizagem:
Comparar, inferir, classificar, generalizar
Resolver problemas
Pensamento crítico
Aprender não é repetir, é atribuir significado.
Funções executivas → aprender com autonomia
São responsáveis por:
Planejamento
Organização
Controle de impulsos
Monitoramento do próprio desempenho
Muito ligadas ao sucesso escolar, especialmente em tarefas complexas.
Metacognição → aprender a aprender
É a capacidade de refletir sobre o próprio processo cognitivo:
“Eu entendi isso?”
“Que estratégia funciona melhor pra mim?”
“O que preciso revisar?”
Alunos metacognitivos aprendem melhor e com mais autonomia.
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Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?
Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.
Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática, o que importa menos é o que ela sente e mais o padrão comportamental consistente:
Ela não sustenta contato,
Não há abertura relacional concreta,
As ações comunicam encerramento.
Na TCC, trabalhamos muito com isso: acreditar mais no comportamento do que no discurso, porque o comportamento é o dado mais confiável.
Para o seu sistema emocional, essa incongruência é altamente ativadora de ansiedade.
Do ponto de vista cognitivo-comportamental, redes sociais favorecem ruminação, comparação, expectativa e checagem;
Seu cérebro fica em modo de ameaça e busca (dopamina + ansiedade).
Já as atividades do “mundo real” fazem o oposto:
Regulam o sistema nervoso,
Trazem senso de domínio, presença e continuidade,
Produzem reforço positivo saudável.
Você descreveu algo muito preciso:
“É como um instinto de sobrevivência sendo ativado”
Isso é autorregulação emocional na prática.
Por que você melhora quando se desconecta?
Porque você está fazendo, intuitivamente, três coisas terapêuticas:
Sai da ruminação (mente)
Entra no corpo (movimento, ritmo, respiração)
Restaura vínculo real (pais, atividades, criação)
Isso não é fuga.
Isso é cuidado psíquico.
Devo me afastar completamente dela?
Pela integração TCC + Psicanálise:
A pergunta central não é “o que ela sente?”, mas sim:
O contato com ela ajuda ou atrapalha meu processo de reconstrução?
Pelo que você descreve:
O contato mantém ambivalência,
Reativa expectativa,
Sustenta um lugar emocional que não tem futuro concreto.
Um afastamento claro, mesmo que temporário, tende a ser mais organizador do que esse “meio vínculo”.
Não é punição.
É limite emocional.
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Boa noite! Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união está
Boa noite!
Quero tirar uma dúvida, na verdade trocar ideia sobre o assunto. Estou em uma união estável há 05 anos e, meu companheiro trabalhou como marinheiro offshore de 2011 q 2013. Na época havia ganhado uma bolsa de estudo para estudar em Houston e aprofundar conhecimentos. Desde o primeiro dia que o o conheci ele fala sobre essa experiência e revive o passado, lamentando a bolsa que perdeu. Na época em que o contrato foi quebrado, ele também se separou, um casamento de 20 anos devido a traição por parte da ex mulher. Meu objetivo era que um algum momento ele deixasse de lamentar o passado e passasse a enxergar com outros olhos essa experiência incrível e única. E tentasse extrair os aprendizados para sua jornada. Porém, quando tomamos uma cervejinha (uma vez por semana), ele volta ao passado e fico pensando que por alguns momentos ele deixa de viver nesse passado. Mas para ser franca, não há nada que eu fale ou tente fazer com que ele veja de uma outra forma. Não adianta!
Gostaria de saber se é possível que eu de alguma forma o faça enxergar com outros olhos. Porque terapia ou qualquer outro tipo de conversa ou ajuda, ele não aceita jamais.
Agradeço desde já pela atenção.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não consegue fazer alguém enxergar o passado com outros olhos se essa pessoa não quer ou não consegue.
Isso não é falta de habilidade sua, nem de amor, nem de paciência. É um limite real.
O que parece estar acontecendo com ele é um luto não elaborado:
Ele perdeu três coisas ao mesmo tempo:
um projeto de vida (Houston / carreira),
um casamento de 20 anos,
uma identidade (quem ele “seria” se aquilo tivesse dado certo).
A traição após 20 anos costuma ferir profundamente a autoestima.
O passado idealizado (“quando eu estava lá fora”, “quando tudo fazia sentido”) funciona como um refúgio psíquico.
Quando o luto não é vivido, ele vira ruminação: a pessoa revive o passado, mas não o digere.
A “cervejinha” não cria o problema, ela afrouxa defesas. O que aparece ali já existe — só estava contido.
Quando alguém diz “jamais farei terapia”, muitas vezes isso significa:
“Tenho medo do que vou encontrar se mexer nisso.”
O que você pode fazer (sem tentar consertá-lo)
1. Pare de tentar mudar a narrativa dele
Quanto mais você tenta:
mostrar o lado bom,
ressignificar,
relativizar,
mais ele tende a:
se agarrar ao lamento,
repetir a história,
sentir-se incompreendido.
Escutar não é concordar, mas também não é corrigir.
Exemplo de resposta possível:
“Percebo o quanto essa fase foi importante pra você e o quanto ainda dói.” E pare aí. Não complete com lições.
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Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int
Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo ou psicanalista qual vou primeiro, e como melhorar esses sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve realmente lembra características que podem aparecer no Transtorno Obsessivo-Compulsivo: pensamentos intrusivos, sensação de ameaça constante, necessidade de repetir ou fazer algo “do jeito certo” para evitar que algo ruim aconteça, além da ansiedade associada. Mas o diagnóstico precisa ser feito por um profissional, porque outros quadros também podem produzir sintomas parecidos.
Sobre por onde começar:
Psiquiatra: importante para avaliar se há TOC, ansiedade, depressão associada ou outro quadro. Se os sintomas estiverem intensos, medicação pode ajudar bastante a diminuir a urgência mental e o ciclo obsessão-compulsão.
Psicólogo: muito importante no tratamento. A abordagem com mais evidência para TOC costuma ser a Terapia Cognitivo-Comportamental (especialmente exposição e prevenção de resposta).
Psicanalista: também pode ajudar na compreensão subjetiva dos sintomas, da angústia e da dinâmica emocional envolvida, principalmente quando a pessoa deseja um trabalho mais profundo sobre conflitos psíquicos e repetição. Mas, quando os sintomas estão muito intensos e incapactantes, geralmente vale ter avaliação psiquiátrica junto.
Na prática, muitas pessoas fazem combinação de:
psiquiatra + psicoterapia.
Algumas coisas que ajudam a entender o ciclo do TOC:
Surge um pensamento intrusivo (“algo ruim pode acontecer”).
Vem ansiedade intensa.
A pessoa faz um ritual, checagem ou repetição.
A ansiedade diminui temporariamente.
O cérebro aprende:
“Preciso repetir isso para ficar seguro.”
E o ciclo se fortalece.
Importante:
pensamento intrusivo não é intenção;
ter um pensamento estranho/agressivo/nonsense não significa que você queira aquilo;
quanto mais você tenta “garantir certeza absoluta”, mais o TOC costuma crescer.
Algumas atitudes que podem ajudar enquanto você procura tratamento:
evitar pesquisar compulsivamente sintomas;
não pedir reafirmação o tempo todo;
observar os rituais sem se culpar;
manter rotina de sono;
reduzir excesso de estresse e cafeína se piorarem sua ansiedade;
anotar quais situações disparam mais os sintomas.
E procure ajuda mais rapidamente se:
os rituais estiverem consumindo muito tempo;
estiver prejudicando trabalho, estudo ou relações;
você estiver evitando situações por medo;
houver desespero intenso ou pensamentos de autolesão.
Você não parece “louco” nem “sem controle”. O TOC costuma aprisionar justamente pessoas muito responsáveis, sensíveis ao erro e à sensação de ameaça. E tratamento adequado costuma ajudar bastante na qualidade de vida.
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Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de semp
Aconteceu algumas na minha vida ultimamente que tem me deixado bem emotivo e com uma vontade de sempre desabafar; acham que deveria conversar com o meu analista para aumentar a frequência das sessões, por exemplo, mais de uma sessão por semana? E isso seria proveitoso para o meu tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Faz todo sentido você estar se sentindo assim — quando várias coisas acontecem ao mesmo tempo, o emocional pede mais espaço de elaboração, não menos.
Quando aumentar a frequência costuma ajudar
Mais de uma sessão por semana costuma ser indicado quando há:
Sobrecarga emocional (muita coisa para processar de uma vez)
Necessidade intensa de falar / desabafar
Momentos de transição ou crise (mudanças, lutos, conflitos relacionais)
Emoções “transbordando” para o dia a dia
Sensação de que uma sessão não dá conta de tudo
Isso “atrapalha” ou cria dependência?
Essa é uma dúvida comum — e importante.
Não, quando isso é:
conversado,
temporário,
com objetivo claro.
Na clínica, aumentar a frequência não é regredir, é sustentar.
É como dizer: “Agora eu preciso de mais chão para pisar enquanto atravesso isso.”
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Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era
Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você vê fotos dela com o ex em momentos familiares, algo simbólico é ativado:
uma cena de pertencimento
uma história já escrita
um lugar que você ainda não ocupa
Isso pode tocar em fantasmas como:
medo de ser sempre “o que chega depois”
sensação de estar competindo com algo que já existiu
angústias ligadas a exclusão, rejeição ou comparação (mesmo que antigas)
O “diabinho” não quer te sabotar — ele tenta te proteger de uma dor conhecida:
“Cuidado, você pode se apegar e sofrer.”
O problema é que ele faz isso atacando o vínculo, não cuidando dele.
Um ponto crucial
Você percebe algo muito importante quando diz:
“Tenho medo de, no desespero, jogar tudo isso fora.”
Isso mostra consciência. O risco aqui não é o pensamento existir, e sim:
agir a partir dele
tomar decisões definitivas em estados emocionais transitórios
Obsessões pedem escuta e regulação, não decisões.
Perguntas frequentes
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Bom dia estou dando amoxilina com clavulanato para minha filha de 5 anos o horário esta sendo 7:45 d
Não tem nenhum problema essa alteração de horário. Pode fazer sem problemas.…