Perguntas do paciente (22)

  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Sim. Apesar de a DBT ter sido desenvolvida para o transtorno de personalidade borderline, ela também pode ser útil em outros quadros, especialmente quando há dificuldade na regulação emocional, impulsividade ou sofrimento intenso.
    O fato de você não ter se adaptado à TCC não significa que ela não funcione para vc. Às vezes a diferença está mais na forma como o terapeuta conduz o processo do que na abordagem em si. Vale conversar com um profissional e entender qual modalidade faz mais sentido para as suas necessidades.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Primeiro, sinto muito pela forma como você foi acolhida naquela consulta. Um comentário como esse pode afastar qualquer pessoa de buscar ajuda.
    Pelo que vc descreve, o que mais chama atenção não é um "vício", mas a culpa intensa que surgiu após ter contato com esse conteúdo. Encontrar algo perturbador ou sentir curiosidade momentânea não define quem vc é.
    Além de trabalhar essa culpa e a ansiedade, acho que a terapia também pode ser um espaço seguro para você explorar sua sexualidade. Considerando que você chegou aos 45 anos sem experiências sexuais e relata baixa libido, faz sentido olhar para essa área com curiosidade e acolhimento, em vez de culpa. Isso pode ajudar você a entender melhor seus desejos, limites e a forma como se relaciona com a sexualidade.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Eu começaria por um psicólogo ou um psiquiatra. Ambos podem fazer uma avaliação inicial e ajudar a diferenciar o que pode estar relacionado ao TEA, ao TDAH, à depressão ou até a uma combinação desses fatores. Como existe uma sobreposição de sintomas entre esses quadros, o mais importante é passar por uma avaliação cuidadosa antes de tirar conclusões.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Acho que o problema não é só a demora, mas o ideal de que a vida só vai começar quando atingir essas metas. Isso coloca sua felicidade sempre no futuro.
    Outra coisa: esse "só vou melhorar aos 35 ou 40" é uma previsão, não um fato. Continua investindo em você, pq a única coisa que realmente pode atrasar esse processo é desistir no meio do caminho.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Sim, é possível, mas não é simples. Respeito não volta porque o casal decidiu continuar junto, ele volta quando os dois mudam a forma de se relacionar. Se as ofensas e desrespeitos continuam acontecendo, dificilmente a confiança e o respeito se reconstruem. Em alguns casos dá certo, em outros a relação já ficou tão desgastada que o mais saudável é reconhecer isso.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Faz sentido que você esteja triste, principalmente se sente que suas emoções não encontram espaço dentro da sua relação. Geralmente quando a pessoa percebe que precisa "pisar em ovos" ou que seus sentimentos não são validados, isso pode gerar um sofrimento importante ao longo do tempo.
    Vale a pena explorar melhor essa tristeza em terapia, tanto para entender de onde ela vem quanto para avaliar se ela está mais relacionada à dinâmica do relacionamento ou se existem outros fatores envolvidos.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Pode ter relação com a ansiedade sim. O fato de você caminhar com vigilância nos sintomas tende a aumentar a percepção de esforço e desconforto. Já quando sua atenção estava na conversa, seu cérebro deixou de monitorar o corpo o tempo todo, e o percurso pareceu diferente.
    Com isso, como você ainda não fez exames, vale investigar também a parte clínica para descartar qualquer causa física. Se estiver tudo bem, trabalhar esses gatilhos na terapia costuma ajudar bastante.


  • Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

    Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Antes de pensar na abordagem, considero o mais importante é procurar um psicólogo com experiência nesse tipo de demanda (sexualidade). Tanto a TCC quanto a Análise do Comportamento têm boas estratégias para entender por que esse comportamento se mantém e ajudar a desenvolver outras formas de lidar com estresse, ansiedade e tédio.
    Pelo que parece, a masturbação parece estar funcionando como uma forma de aliviar emoções difíceis. Então o foco não é só "parar", mas entender o que ela está regulando e construir alternativas saudáveis. Isso costuma trazer resultados mais consistentes do que tentar resolver apenas na força de vontade.


  • Saudação de acordo ao horário do dia! Estou num relacionamento a 5 anos ,e já houve traição de amba

    Saudação de acordo ao horário do dia!
    Estou num relacionamento a 5 anos ,e já houve traição de ambas as partes,mas a gente continuo juntos. Mas ultimamente tenho desejado muito ter relações sexuais com a minha parceira,envolvendo terceiros.
    Será que isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Sim, pode ser. Fantasias sexuais são comuns e, por si só não significam que exista um problema no relacionamento ou com você.
    O mais importante é entender a origem do desejo. Às vezes é uma fantasia que fica só no imaginário; outras vezes pode refletir curiosidade, busca por novidade ou outras questões da relação. Antes de pensar em colocar isso em prática, vale conversar com a parceira e entender se existe abertura, respeito e consentimento dos dois.


  • Como tratar o pensamento dicotômico? .

    Como tratar o pensamento dicotômico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Primeiramente vamos alinhar se entendemos o conceito de pensamento dicotômico da mesma forma, na literatura geral ele é denominado como “tudo ou nada” ou “8 ou 80”. O manejo geralmente vai nessa linha:
    - Psicoeducação, explicar que a mente tende a simplificar em extremos, mas que a realidade é mais graduada.
    - Questionamento socrático, usar perguntas pra ajudar a pessoa a perceber nuances (“tem alguma evidência de que seja 100% assim?”, “existem situações intermediárias?”).
    - Escala de cinza, trabalhar com a ideia de gradação, notas de 0 a 10, em vez de rótulos absolutos.
    - Reestruturação cognitiva, identificar o pensamento, avaliar sua utilidade e substituir por uma formulação mais equilibrada.
    - Mindfulness, aumentar consciência do momento presente, reduzindo reatividade imediata a esses extremos.
    - DBT (Terapia Comportamental Dialética), usar dialética (“duas coisas opostas podem ser verdadeiras”) pra flexibilizar as polarizações.
    Em resumo: o tratamento envolve ajudar o paciente a reconhecer os extremos, buscar evidências e construir alternativas intermediárias.


  • Como posso identificar o pensamento dicotômico em mim mesmo?

    Como posso identificar o pensamento dicotômico em mim mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Você pode identificar o pensamento dicotômico em si mesmo prestando atenção em alguns sinais:
    - Palavras absolutas: se na sua cabeça aparece muito “sempre”, “nunca”, “tudo”, “nada”, “perfeito”, “horrível”, é um indício.
    - Autocríticas extremas: “Se eu errei nisso, então sou um fracasso”.
    - Visão das pessoas em polos: em um momento alguém é “maravilhoso”, no outro é “terrível”.
    - Emoções intensas ligadas à avaliação: quando a forma de pensar oscila junto com a forma de sentir (amar muito - odiar muito).
    - Dificuldade de enxergar meio-termo: se parece impossível considerar que algo possa ser “mais ou menos bom” ou “parcialmente ruim”.

    Uma boa forma de monitorar e que eu uso na clinica é se fazer essa pergunta:
    “Será que estou colocando essa situação em dois extremos, quando poderia ter algo no meio?”


  • Quais são os gatilhos de crenças disfuncionais no transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    Quais são os gatilhos de crenças disfuncionais no transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    No TPB, as crenças disfuncionais são disparadas quando algo ativa o medo central de abandono, rejeição e desvalorização. Os principais gatilhos costumam ser:
    - Afastamento (real ou percebido) de pessoas importantes;
    - Mudanças de humor ou de comportamento do outro (silêncio, demora pra responder, frieza);
    - Críticas, comparações ou sinais de desaprovação;
    - Situações de perda, separação ou término;
    - Frustrações que reforçam a sensação de não ter valor.

    Ou seja, qualquer situação que lembre rejeição ou abandono funciona como gatilho, mas saiba que tudo pode variar de acordo com a história de vida de cada pessoa.


  • Como a autoimagem instável se relaciona com as crenças disfuncionais no transtorno de personalidade

    Como a autoimagem instável se relaciona com as crenças disfuncionais no transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    A autoimagem instável no borderline tem muito a ver com as crenças disfuncionais que a pessoa carrega. Normalmente, são crenças bem negativas sobre si mesma, tipo “não sou digno de amor”, “sou ruim”, “vou ser abandonado”. Essas ideias acabam fazendo com que a visão que o sujeito tem de si oscile muito: em alguns momentos ele se sente capaz, querido, importante, e em outros ele se vê como alguém sem valor.

    Ou seja, a instabilidade da autoimagem nada mais é do que o reflexo dessas crenças disfuncionais sendo ativadas de acordo com o contexto — principalmente em situações relacionais. E isso vira um ciclo: quanto mais a autoimagem oscila, mais a pessoa confirma, internamente, que aquelas crenças negativas são verdadeiras


  • Quais são os sinais de que alguém tem medo da rejeição?

    Quais são os sinais de que alguém tem medo da rejeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Os sinais de que alguém tem medo da rejeição incluem evitar se expor ou dizer o que pensa, buscar constantemente aprovação, ficar muito sensível a críticas, tentar agradar ou controlar situações para se sentir aceito e, muitas vezes, demonstrar ansiedade ou insegurança nos relacionamentos.


  • Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu

    Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
    Isso é um problema neurológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Não necessariamente é um problema neurológico. Os sintomas que você descreve — irritabilidade, impaciência, desmotivação, vontade de se isolar e imersão em atividades como leitura — podem estar relacionados às mudanças hormonais da menopausa, que afetam o humor, energia e motivação. Outros fatores, como estresse, sono, rotina e saúde mental geral, também influenciam.

    Se esses sintomas estiverem prejudicando sua qualidade de vida, procurar um profissional de saúde (ginecologista/endocrinologista e, se necessário, psicólogo) é indicado, para avaliar de forma completa e propor estratégias de manejo, que podem incluir ajustes de hábitos, suporte emocional ou tratamento hormonal, se indicado.


  • Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Nunca é tarde para começar a se cuidar emocionalmente. Aos 75 anos, a psicoterapia pode ser muito proveitosa para lidar com mudanças de vida, perdas, solidão, questões de autoestima ou simplesmente para ter alguém com quem conversar de forma segura e acolhedora. É um espaço para se conhecer melhor, processar sentimentos e encontrar formas de viver essa fase com mais leveza e bem-estar.


  • Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?

    Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Sim, um psicólogo pode atender mais de uma pessoa da mesma família. O importante é que cada atendimento seja individual e confidencial, respeitando a privacidade de cada um. Em alguns casos, também é possível fazer atendimentos em conjunto, como família ou casal, mas sempre tomando cuidado para evitar conflitos de interesse e garantir que todos se sintam seguros.


  • Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso an

    Oi, gostaria de saber como faço para evitar a gagueira, tenho 42 anos, fico ansioso e muito tenso antes de qualquer reunião. Pois evito falar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Oi! O que você relata é comum em situações de ansiedade, eu inclusive passei muito por isso quando criança. É importante reconhecer que isso não é culpa sua e que há formas de apoio profissional que podem ajudar a entender melhor a situação e desenvolver estratégias adequadas. Procurar um fonoaudiólogo e/ou um psicólogo pode ser um caminho seguro para explorar essas questões de forma individualizada.


  • Como tratar um casal (70 anos e 68 ) que possui três filhos adultos (mais de 40 anos), mas que conti

    Como tratar um casal (70 anos e 68 ) que possui três filhos adultos (mais de 40 anos), mas que continuam a tratá-los como crianças ? Com total controle sobre a vida deles, chegando a sofrer quando um arruma uma companheira e tentando sabotar cada relacionamento; tentando convencer o outro mais velho (48) a voltar para casa e outro de 46 que é complexado e nunca chegou a trabalhar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    O tratamento passa por ajudar o casal a entender que os filhos já são adultos e precisam ser tratados como tal. É importante trabalhar a diferenciação — mostrar que eles não perdem o papel de pais, mas esse papel muda: em vez de controle, passa a ser apoio e referência. Também é necessário reforçar a identidade conjugal, incentivando que invistam em si mesmos e na relação, ao invés de viverem em função dos filhos. Por fim, é essencial trabalhar as crenças de abandono e perda de valor que estão por trás do excesso de controle, ajudando-os a elaborar o luto da “função parental ativa” e a construir um vínculo mais saudável, baseado em respeito e autonomia.


  • Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações d

    Se meu namorado tem crises de ciúme travestidas de desconfianças, problemas no trabalho, acusações de falta de comprometimento ou traição... situações que posteriormente ele mesmo percebe que não são reais e nem fazem sentido, devo indicar a ele para procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Jhonatan de Moura Miranda

    Sim, é indicado sugerir que ele procure ajuda profissional. Crises de ciúme recorrentes, acompanhadas de desconfianças, acusações e insegurança que depois são reconhecidas como infundadas, indicam dificuldade em lidar com emoções e pensamentos distorcidos. Um psicólogo ou terapeuta pode ajudá-lo a compreender essas reações, trabalhar a confiança, a regulação emocional e estratégias para melhorar o relacionamento e o bem-estar pessoal.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.