Perguntas do paciente (695)

  • Mas dizem que a injeção mensal noregina nao vale quando esta em tratamento de hanseníase mas a médic

    Mas dizem que a injeção mensal noregina nao vale quando esta em tratamento de hanseníase mas a médica do posto trocou minha pílulas pela injeção mensal então nao vai valer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    A dúvida é pertinente, e a resposta curta é: durante o tratamento da hanseníase com rifampicina, nenhum anticoncepcional hormonal deve ser considerado plenamente confiável sozinho — e isso inclui a injeção mensal.

    A rifampicina é um indutor enzimático potente. Ela acelera no fígado a quebra dos hormônios do anticoncepcional e derruba a concentração deles no sangue. Por isso a orientação padrão é considerar reduzida a eficácia da pílula combinada, da minipílula, do adesivo, do anel e também dos injetáveis mensais combinados, como a Noregyna.

    Trocar a pílula pela injeção mensal ajuda pouco nesse ponto específico, porque o problema não está no estômago e sim no metabolismo do fígado: a injeção evita o primeiro filtro hepático na absorção, mas não escapa da indução enzimática.

    Os métodos que a rifampicina não atrapalha são três:
    - DIU de cobre;
    - DIU hormonal (SIU com levonorgestrel);
    - injetável trimestral de medroxiprogesterona, ou seja, o de três meses, não o mensal.

    O que eu orientaria na prática: leve exatamente essa pergunta à equipe da unidade e peça avaliação para trocar por um desses três. Enquanto a troca não acontece, use preservativo em todas as relações — é a proteção adicional imediata e ainda cobre o risco de infecções sexualmente transmissíveis.

    Dois lembretes úteis: a rifampicina deixa urina, suor e lágrima alaranjados, o que é esperado e não é reação alérgica; e ela reduz a eficácia de vários outros medicamentos, então vale conferir com o serviço tudo o que você usa de forma contínua.

    E não interrompa a poliquimioterapia da hanseníase — o tratamento é o que interrompe a transmissão e evita sequelas.

    Se quiser revisar sua contracepção com calma, atendo por telemedicina para todo o Brasil e a consulta pode ser agendada pelo meu perfil.


  • Porque se diz que os psiquiatras e neurologistas são os mais indicados para diagnóstico de autismo o

    Porque se diz que os psiquiatras e neurologistas são os mais indicados para diagnóstico de autismo ou tdha? Existe alguma norma do conselho federal ou de algum regional? Ou alguma norma jurídica? Porque o INSS só aceita laudo de "especialista"? Onde diz que só deve ter valor laudo médico desses especialistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Boa pergunta, e a resposta é clara: não existe norma do conselho de medicina que restrinja o diagnóstico de autismo ou de TDAH a psiquiatras e neurologistas.

    O tema já foi respondido formalmente. No Parecer-Consulta nº 14/2023 do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, provocado justamente por esse tipo de exigência, a conclusão foi que a avaliação médica para fins de diagnóstico do autismo não é restrita aos especialistas e pode ser realizada por qualquer médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina. E, no mesmo documento: não há impedimento para que médicos de outras especialidades façam a avaliação e emitam laudo, desde que possuam o conhecimento necessário.

    A régua, portanto, é a competência do médico, não o título. O Código de Ética Médica veda agir com imperícia, imprudência ou negligência, e veda deixar de atestar ato que o médico praticou. Ou seja: encaminhar por não se sentir apto é legítimo e não é infração; atestar sem ter competência é que seria.

    O RQE, Registro de Qualificação de Especialista, serve para o médico se anunciar como especialista. Ele não cria monopólio de conduta. Qualquer médico habilitado pode, por exemplo, prescrever metilfenidato ou lisdexanfetamina.

    Sobre o INSS e os planos de saúde: quando aparece a exigência de laudo "de especialista", ela é um critério administrativo daquele órgão ou daquela operadora, não uma norma do conselho de medicina. Na perícia do INSS quem decide é o perito médico federal, e o laudo do médico assistente entra como subsídio — o que pesa é o conteúdo, não o carimbo. Um laudo detalhado, com CID, descrição do prejuízo funcional no dia a dia, instrumentos aplicados, tempo de evolução e tratamentos já tentados, costuma valer mais do que um laudo genérico assinado por especialista.

    Por que, então, na prática são psiquiatras e neurologistas? Porque concentram treinamento nos instrumentos de avaliação (M-CHAT, ADOS-2, ADI-R, SNAP-IV, ASRS) e no diagnóstico diferencial, que é a parte difícil. O próprio parecer reconhece que há lacuna de formação em autismo nas faculdades de medicina. É concentração de competência, não reserva legal.

    Vale lembrar ainda que a Lei 12.764/2012 assegura à pessoa com transtorno do espectro autista o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo — o que joga contra a lógica de barrar o diagnóstico à espera de um especialista.

    Se um laudo válido for recusado apenas por não ser de especialista, cabe recurso administrativo e, se necessário, via judicial; quando a exigência parte de operadora de plano, cabe também reclamação na ANS.

    Se precisar de orientação sobre o caminho, sobre o conteúdo que o laudo deve ter ou sobre o encaminhamento adequado, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Notei que a uns dias quando faço xixi está saindo um líquido amarelo ( mesmo bebendo bastante água )

    Notei que a uns dias quando faço xixi está saindo um líquido amarelo ( mesmo bebendo bastante água ) não sinto dor e não tem odor ! Apenas o líquido , tenho pedra na vesícula será que tem alguma relação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Vou separar as duas coisas, porque elas não se comunicam.

    A vesícula biliar não tem ligação com o trato urinário, e pedra na vesícula, por si só, não muda a cor da urina. O que muda é a bilirrubina: quando uma pedra migra e obstrui a via biliar, a bilirrubina sobe no sangue e sai pela urina, deixando-a escura, tipo chá forte ou refrigerante de cola. Só que nesse caso ela não vem sozinha — vem com fezes claras, quase esbranquiçadas, olhos e pele amarelados e, em geral, dor forte no lado direito de cima da barriga. Se aparecer esse conjunto, principalmente com febre e calafrio, é para procurar pronto atendimento no mesmo dia.

    Não sendo isso, urina mais amarelada costuma ter explicações simples: concentração, porque calor e suor concentram a urina mesmo em quem bebe água; vitaminas do complexo B, que deixam a urina amarelo-fluorescente de forma bem característica; e alguns medicamentos e suplementos.

    Agora, um ponto importante da sua descrição. Você fala em "sair um líquido amarelo". Se for a própria urina mais amarelada, o raciocínio acima resolve. Mas, se for uma secreção à parte, que sai antes ou depois do xixi, isso é outra história: pode ser secreção uretral ou vaginal, e aí a avaliação é diferente. Havendo relação desprotegida, entra também a testagem para infecções sexualmente transmissíveis, que é gratuita no SUS.

    O que costuma esclarecer rápido: exame de urina (EAS), e bilirrubinas no sangue caso haja qualquer suspeita de componente biliar. Se houver secreção separada, a coleta específica dela.

    Enquanto isso, dois sinais gratuitos e muito informativos para você observar: a cor das fezes e o branco dos olhos. Se as fezes clarearem ou os olhos amarelarem, a avaliação passa a ser urgente.

    Sobre a pedra na vesícula em si: quando ela não dá sintomas, em geral apenas se acompanha. O que indica cirurgia é a presença de crises de dor, e vale conhecer o padrão delas — dor forte na boca do estômago ou sob as costelas à direita, muitas vezes após refeição gordurosa, irradiando para as costas ou para o ombro direito.

    Se quiser avaliar isso e definir os exames certos, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • No ano passado tive infecção urinária pela primeira vez, fiz o tratamento com antibiotic

    No ano passado tive infecção urinária pela primeira vez, fiz o tratamento com antibiotico e melhorei no primeiro comprimido já. Eu fiquei sem urinar e a minha barriga inchou. Dois meses depois tive de novo com os mesmos sintomas, fiz de novo o tratamento com o antibiotico de dose unica e em 24 horas melhorei. Fui no urologista e fiz alguns exames pra entender e tudo estava normal,s fiz urocultura tambem. Semana passada, 8 meses depois apresentei os mesmos sintomas, sem conseguir fazer xixi e barriga inchada. Me deram furosemida pra conseguir fazer exame de urina la e a medica disse que nao tinha uma infecção aparente no exame mas entrei com antibiótico, nao melhorei nas primeira 24h e trocaram o antibiotico pro mesmo que eu tinha tomado da primeira vez, voltei ao hospital 3 dias depois e fizeram uma tomografia e tudo deu normal, apenas mandaram continuar com o tratamento. Hoje completam 4 dias de tratamento com o antibiótico que trocaram e eu continuo inchada e com dificuldade pra urinar, a urina sai mas doi bastante (começou a doer ontem) e eu preciso forçar pra sair. Marquei urologista, mas alguém saberia me dizer o que posso fazer? Qual o próximo passo? Já não aguento mais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Leia primeiro esta parte: se neste momento você está sem conseguir esvaziar a bexiga, com a barriga distendida e dolorida, isso é retenção urinária e é caso de pronto-socorro hoje, não de esperar a consulta com o urologista. Retenção mantida por dias distende a bexiga e pode repercutir nos rins. No pronto atendimento o alívio é imediato, com sondagem.

    Dito isso, o que mais chama atenção no seu relato é o padrão. Cistite comum causa ardência e vontade frequente de urinar; ela não costuma causar retenção com barriga distendida. Quando o sintoma principal é "não consigo urinar e a barriga incha", e as uroculturas e a tomografia vêm normais, a hipótese de infecção passa a explicar mal o quadro.

    O que costuma explicar melhor:
    - disfunção miccional ou bexiga neurogênica, em que bexiga e esfíncter não coordenam o esvaziamento;
    - obstrução na saída da bexiga (estenose de uretra, prolapso, massa pélvica comprimindo);
    - constipação importante, que comprime a bexiga e atrapalha o esvaziamento;
    - cistite intersticial, também chamada de síndrome da bexiga dolorosa;
    - em mulheres, endometriose, sobretudo quando os episódios acompanham o ciclo menstrual;
    - retenção urinária de causa neurológica, inclusive após quadros virais.

    O exame que mais rápido organiza tudo isso é simples e barato: a medida do resíduo pós-miccional por ultrassom, feita logo depois de você urinar. Ele diz, em minutos, se a bexiga está esvaziando ou não — e essa resposta muda todo o resto da investigação. Peça esse exame especificamente. Conforme o resultado, vêm a urofluxometria e o estudo urodinâmico.

    Dois pontos práticos que provavelmente atrapalharam até aqui. Primeiro: a urocultura precisa ser colhida antes de começar o antibiótico, senão o resultado vem falso-negativo — o que ajuda a explicar por que "não havia infecção aparente". Segundo: usar diurético para conseguir colher urina em quem não esvazia a bexiga tende a piorar a distensão, não a resolver.

    Você está há muito tempo recebendo antibiótico para um problema que pode não ser infeccioso. Leve ao urologista uma pergunta direta e objetiva: "minha bexiga está esvaziando?". É a pergunta que destrava o caso.

    Procure emergência agora se ficar mais de 8 a 12 horas sem urinar, se houver dor forte no baixo-ventre, febre com calafrio, vômitos, dor lombar ou confusão.

    Se quiser organizar essa investigação e chegar à consulta com o roteiro pronto, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Tenho uma pequena manchinha branca na pele da ponta de um dedo (está na direção "contrária" à unha,

    Tenho uma pequena manchinha branca na pele da ponta de um dedo (está na direção "contrária" à unha, onde há mais pele). Mede mais ou menos uns 5mm, não arde, não coça, mas dói um pouquinho se tocar. Devo me preocupar? (PS: tomei uma injeção de Benzetacil há umas 2 semanas. PPS: Tenho ansiedade e não sei se isso influência...)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Começo pelo que provavelmente não tem relação: a Benzetacil aplicada há duas semanas. A reação a ela é local, no ponto da injeção, ou sistêmica e difusa, com urticária e manchas espalhadas — não uma lesão única de 5 mm na polpa de um dedo.

    Uma lesão esbranquiçada, pequena, na polpa digital, que não coça nem arde mas dói quando comprimida, costuma ser uma destas:
    - calo ou espessamento por atrito e pressão repetida, comum em quem usa muito as mãos, instrumentos ou ferramentas;
    - verruga viral, que é a que mais combina com dor ao apertar; muitas vezes tem pontinhos escuros no centro quando se olha bem de perto e interrompe as linhas digitais da pele;
    - cisto de inclusão ou milium;
    - reação a corpo estranho, como uma farpa ou fragmento que entrou sem você perceber;
    - clareamento ou pequena cicatriz depois de alguma inflamação prévia no local.

    O que muda a conduta é a evolução, não a aparência de um único dia. Nas próximas duas a quatro semanas: não cutuque, não tente furar nem remover; tire hoje uma foto com boa luz e uma régua ao lado, e repita a foto uma vez por semana. Se a lesão ficar igual ou sumir, era o esperado. Se crescer, mudar de cor, descamar, sangrar ou não cicatrizar, aí a avaliação dermatológica com dermatoscopia é o passo certo.

    Procure atendimento antes desse prazo se aparecer vermelhidão em volta, calor, inchaço, pus, dor latejante, febre, ou uma listra avermelhada subindo pelo dedo em direção à mão — esse último sinal é linfangite e não deve esperar.

    Sobre a ansiedade: ela não produz mancha branca na pele, mas aumenta muito a vigilância sobre o corpo, e isso é real, cansativo e não é frescura. Na prática, ter um plano objetivo, com prazo e critério de reavaliação como o acima, costuma aliviar mais do que checar o dedo várias vezes ao dia. Se a checagem repetida estiver tomando tempo e gerando sofrimento, isso por si só merece atenção e tem tratamento.

    Lesão de pele é justamente o tipo de queixa que a teleconsulta resolve bem, porque permite avaliar com fotos em boa luz. Atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Ambroxol xarope pode ser tomado por quem tem arritmia?

    Ambroxol xarope pode ser tomado por quem tem arritmia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Na maioria dos casos, sim. O ambroxol isolado é um mucolítico: age afinando a secreção das vias respiratórias, não atua no ritmo do coração e não é contraindicado para quem tem arritmia. O cuidado real está em três detalhes que costumam passar batido.

    Primeiro, e mais importante: confira a composição na caixa. Muitos xaropes vendidos "para tosse" não são ambroxol puro — combinam ambroxol com clembuterol, um broncodilatador da classe dos beta-agonistas. Esse sim acelera os batimentos, pode causar tremor e palpitação e não é indicado para quem tem arritmia. O mesmo vale para antigripais com pseudoefedrina ou fenilefrina. Se no rótulo houver mais de um princípio ativo, mostre a caixa ao seu médico antes de tomar.

    Segundo: vale conferir a interação com o que você já usa para a arritmia. A preocupação com um xarope simples é pequena perto da que existe com descongestionantes e alguns antibióticos.

    Terceiro: xarope costuma ter bastante açúcar ou sorbitol, o que importa para quem tem diabetes.

    E há uma pergunta que vale mais do que a escolha do xarope: por que a tosse apareceu? Em quem tem problema cardíaco, tosse seca persistente pode ser efeito de medicamentos da classe dos inibidores da ECA (captopril, enalapril, lisinopril) — e aí a solução é rever o remédio, não tratar a tosse. Tosse com falta de ar, piora ao deitar, inchaço nas pernas ou cansaço aos esforços pode ser sinal de insuficiência cardíaca descompensada, que precisa de avaliação e não de xarope.

    Procure atendimento se a tosse vier com falta de ar, dor no peito, palpitação nova, desmaio, febre alta, escarro com sangue, ou se durar mais de três semanas.

    Se quiser conferir a composição do que você tem em casa e definir o que é seguro no seu caso, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Minha médica me receitou topiramato para compulsão por doces e além dos sintomas descritos senti mui

    Minha médica me receitou topiramato para compulsão por doces e além dos sintomas descritos senti muita falta de energia e cansaço e dor muscular no ciclismo! Pode ser reação do topiramato?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Sim, é bastante plausível que sejam efeitos do topiramato. Cansaço, falta de energia e queda de desempenho no exercício estão entre os efeitos mais descritos, e existe um mecanismo específico por trás disso que vale você conhecer.

    O topiramato inibe a anidrase carbônica. Isso tende a produzir uma acidose metabólica leve, com queda do bicarbonato no sangue. Em quem não treina, costuma passar despercebido. Em quem pedala, aparece exatamente como você descreve: cansaço fora do normal, sensação de perna pesada, falta de fôlego desproporcional e dor muscular que não corresponde ao esforço feito.

    Há um segundo efeito importante para quem anda de bicicleta: o topiramato reduz a sudorese. Isso prejudica a dissipação de calor e aumenta o risco de superaquecimento em treino sob sol. Não é um detalhe — é o efeito adverso que mais preocupa em quem se exercita ao ar livre. Ele também aumenta o risco de cálculo renal, o que reforça a necessidade de hidratação generosa.

    Outros efeitos frequentes: formigamento nas mãos e nos pés, lentificação para encontrar palavras, redução do apetite e perda de peso — esta última, no seu caso, parte do efeito pretendido. Vale registrar que o uso de topiramato para compulsão alimentar é fora de bula, mas tem respaldo em estudos, então não se trata de uso inadequado.

    O que eu faria: não suspenda por conta própria. Leve a queixa a quem prescreveu e peça, junto, exames simples que confirmam ou afastam a hipótese — bicarbonato sérico ou gasometria venosa, eletrólitos com cloro e potássio, função renal e CPK. Boa parte desses efeitos é dependente da dose, de modo que reduzir a dose ou subir mais devagar costuma resolver sem abrir mão do tratamento. Enquanto isso: hidrate bem, evite treinar no horário mais quente e reduza a intensidade até esclarecer.

    Procure atendimento com urgência se a dor muscular for intensa e a urina ficar escura, cor de refrigerante de cola; se houver falta de ar em repouso, respiração rápida e profunda, confusão, dor forte no flanco; ou dor ocular com embaçamento visual — esta última é uma reação rara do topiramato, mas grave, e exige avaliação imediata.

    Se quiser revisar essa medicação e os exames com um clínico, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Tive uma relação desprotegida quinta feira sem proteção,sábado minha menstruação desceu normal e par

    Tive uma relação desprotegida quinta feira sem proteção,sábado minha menstruação desceu normal e parou quinta feira no fluxo normal,não houve ejaculação dentro,corre risco de gravidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    A informação mais tranquilizadora do seu relato é a própria menstruação. Um sangramento que veio depois da relação, com fluxo e duração normais, é o melhor indicador prático de que não houve gravidez daquele ato, porque a gestação interrompe a menstruação. O chamado sangramento de nidação, quando ocorre, costuma ser escasso e curto, nada parecido com uma menstruação normal de vários dias.

    Sobre não ter havido ejaculação dentro: isso reduz o risco, mas não o elimina. O líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozoides, principalmente se houve ejaculação recente antes. É por isso que o coito interrompido é um método fraco: em uso comum, cerca de 1 em cada 5 pessoas engravida ao longo de um ano contando apenas com ele.

    Se ainda restar dúvida, o teste encerra a questão. A partir de 10 a 14 dias da relação, tanto o beta-hCG de sangue quanto o teste de farmácia são confiáveis. No seu caso, com a menstruação já tendo ocorrido normalmente, um teste feito agora seria conclusivo.

    Há um segundo ponto que costuma ficar de fora dessa pergunta e importa tanto quanto: relação desprotegida também expõe a infecções sexualmente transmissíveis, e a maioria delas é silenciosa no começo. Vale fazer testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C — é gratuita no SUS, inclusive por teste rápido. Para a maior parte dessas infecções, o exame ganha confiabilidade a partir de 30 dias da exposição. Se aparecer corrimento, ardência ao urinar, feridas ou verrugas, não espere esse prazo: procure avaliação.

    E, olhando para a frente: vale escolher um método contraceptivo regular, que funcione independentemente do momento. A pílula do dia seguinte age apenas até 3 a 5 dias após a relação, perde eficácia quanto mais se demora e não serve como rotina.

    Se quiser escolher um método e organizar a testagem, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Anticoncepcional pode me ajudar a ganhar peso? Tenho 21 anos e tenho baixo-peso desde que me lembro.

    Anticoncepcional pode me ajudar a ganhar peso? Tenho 21 anos e tenho baixo-peso desde que me lembro. Eu já tentei de tudo, TUDO. Fiz acompanhamento com nutricionista, faço musculação, tomo suplementos. Meus exames laboratoriais não mostram nada errado (por exemplo, minha tireoide não tem alteração). Até tomando antidepressivos, NUNCA consegui ganhar peso. Eu sofro muito com assédio, e as pessoas me dizem coisas horríveis constantemente sobre meu corpo; mesmo desconsiderando isso, eu quero ganhar peso para ficar saudável. Estava pensando em consultar um médico para ver a possibilidade de testar um AC e ver se me ajudava de alguma forma, mas tenho medo disso ser uma pergunta idiota. Poucos médicos levaram essa minha preocupação a sério, fico até com receio de perguntar. Só queria algo que me desse um empurrão para conseguir chegar num peso que eu me sinta bem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Não é uma pergunta idiota. É uma pergunta que muita gente faz e que poucos médicos param para responder direito — e o incômodo que você descreve é legítimo.

    A resposta objetiva: anticoncepcional não é tratamento para ganho de peso. As melhores revisões sobre o tema não mostram ganho de peso relevante atribuível às pílulas combinadas nem às de progestagênio isolado. O que existe é leve retenção de líquido no início e variação individual. A única exceção com dado consistente é o injetável trimestral de medroxiprogesterona, associado a ganho de peso ao longo do primeiro ano — só que esse ganho é de gordura, vem acompanhado de perda de densidade óssea no uso prolongado e de demora de vários meses no retorno da fertilidade depois de parar. Não é a ferramenta certa para o seu objetivo.

    Isso não quer dizer que não haja o que fazer. Quer dizer que o caminho é outro, e ele existe.

    Primeiro, vale confirmar o quanto os exames "normais" realmente cobriram. Além de hemograma, TSH e glicemia, é importante ter: anticorpo antitransglutaminase IgA com dosagem de IgA total, porque doença celíaca é a causa silenciosa mais esquecida de baixo peso em jovens; função hepática e renal; PCR; ferritina; vitamina D; parasitológico de fezes; e, conforme a história, sorologias. Baixo peso persistente com apetite preservado tem uma lista de causas que o painel básico não cobre.

    Segundo, medir de verdade o que entra. Muita gente com baixo peso constitucional come menos do que acredita e tem saciedade precoce. Um registro alimentar de 3 a 7 dias, com pesagem dos alimentos, mostra isso de forma objetiva — é bem diferente de "eu como bastante".

    Terceiro, a estratégia que funciona quando não há doença de base: superávit calórico constante, de 300 a 500 kcal por dia acima do gasto; densidade calórica em vez de volume, com azeite, pasta de amendoim, leite integral, castanhas, granola e frutas secas; calorias líquidas entre as refeições, em vez de água logo antes de comer, porque isso ocupa espaço e reduz a ingestão; 5 a 6 refeições por dia; proteína entre 1,6 e 2,2 g por quilo; e treino de força com progressão de carga, porque o ganho que vale é de massa magra. Isso leva meses, não semanas, e a constância pesa mais do que a intensidade.

    Quarto: se você usa antidepressivo, vale revisar qual. Alguns reduzem apetite, como fluoxetina e bupropiona, e outros aumentam de forma marcante — a mirtazapina, por exemplo, é usada justamente por esse efeito. Ajustar a medicação pode ter mais impacto no seu peso do que qualquer anticoncepcional teria.

    Vale investigar com prioridade se a magreza não é de sempre e sim uma perda progressiva, ou se há diarreia crônica, febre, suor noturno, sangue nas fezes ou queda de cabelo importante.

    Por último, sobre o assédio: comentário sobre o corpo dos outros é agressão, não opinião, e você não deve satisfação a ninguém sobre o seu. Querer ganhar peso por saúde é razão suficiente, e a sua preocupação merecia ter sido levada a sério antes.

    Se quiser montar essa investigação e o plano com um clínico, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Estou com um leve formigamento a algumas semanas na ponta da escapula esquerda… e ele vem aumentando

    Estou com um leve formigamento a algumas semanas na ponta da escapula esquerda… e ele vem aumentando gradativamente devo me preocupar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Formigamento localizado na região da escápula que vem aumentando ao longo de semanas merece avaliação. Não porque seja necessariamente grave, mas porque o caráter progressivo é justamente o que separa um incômodo passageiro de algo que precisa de diagnóstico.

    As causas mais comuns nessa região:
    - irritação de raiz nervosa cervical, das raízes C5 a C8, por hérnia de disco ou artrose. O problema fica no pescoço, mas a dor e o formigamento aparecem na escápula. É um padrão clássico e frequentemente confundido com "dor nas costas";
    - síndrome miofascial dos músculos romboide, trapézio e elevador da escápula, muito comum em quem passa horas ao computador ou olhando o celular, com pontos-gatilho que referem sensação para a região;
    - notalgia parestésica, uma neuropatia de ramos nervosos das costas cuja apresentação típica é exatamente formigamento ou coceira na borda interna da escápula, muitas vezes acompanhada de uma manchinha mais escura na pele do local;
    - herpes-zóster na fase que antecede as bolhas, quando há apenas dor ou formigamento em faixa;
    - causas menos frequentes, como compressão de nervos específicos da escápula ou doenças neurológicas.

    O que muda a urgência. Procure avaliação sem esperar se houver: fraqueza no braço ou na mão, dificuldade para segurar objetos, formigamento nos dois lados, alteração no andar, perda de controle da urina, febre, perda de peso sem explicação ou história prévia de câncer. E procure emergência se surgir dor no peito com falta de ar, suor frio e enjoo.

    Vale um esclarecimento sobre o coração, porque costuma ser a preocupação por trás da pergunta: dor de origem cardíaca pode irradiar para a escápula, mas costuma ser aperto ou peso desencadeado por esforço e aliviado pelo repouso, com duração de minutos. Não costuma ser um formigamento contínuo que dura semanas.

    O que costuma resolver: uma avaliação clínica com exame neurológico do membro superior, testando força, sensibilidade e reflexos. Havendo sinal de comprometimento de raiz, ressonância da coluna cervical. Sendo miofascial, fisioterapia, alongamento e ajuste de postura resolvem bem — e nesse caso exame de imagem não acrescenta.

    Se quiser fazer essa triagem e sair com um plano definido, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Tenho hipertireoidismo e tomo tapazol e tenho toxoplasmose, estou vendo mais borboletas em meus olho

    Tenho hipertireoidismo e tomo tapazol e tenho toxoplasmose, estou vendo mais borboletas em meus olhos pode ter algo haver com a Imunidade devido ao tapazol? Vi que a casos de abaixar Imunidade e como tenho toxoplasmose des de que nasci não sei se esta relacionado então queria saber.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Vou responder em duas partes, porque há aqui uma ligação improvável e um sinal que merece atenção rápida.

    A ligação improvável é entre o Tapazol e a imunidade. O tiamazol não causa o tipo de imunossupressão que reativa toxoplasmose. O efeito adverso grave dele é outro: a agranulocitose, uma queda brusca dos neutrófilos, rara (menos de 0,5% dos casos), quase sempre nos três primeiros meses de uso, e que se manifesta como febre com dor de garganta intensa ou aftas. Se isso acontecer, a conduta é suspender o medicamento e fazer hemograma no mesmo dia. Fora esse cenário específico, não há razão para atribuir sintoma ocular ao Tapazol.

    A parte que merece atenção é a visual. Ver "borboletas", pontos, teias ou fios flutuando corresponde ao que chamamos de moscas volantes. Na população em geral, na maioria das vezes é o descolamento do vítreo, benigno. Mas em quem tem toxoplasmose ocular — e a forma congênita costuma deixar cicatriz na retina — o aumento de moscas volantes é justamente o sinal clássico de reativação da retinocoroidite. E reativação perto da mácula pode deixar perda visual permanente se não for tratada a tempo.

    Por isso, a orientação concreta: procure oftalmologista para exame de fundo de olho com a pupila dilatada, em dias e não em meses. Informe na marcação que você tem toxoplasmose congênita e que está com aumento de moscas volantes — isso costuma mudar a prioridade do agendamento.

    Procure atendimento no mesmo dia se aparecerem flashes de luz, uma sombra ou cortina cobrindo parte do campo visual, queda súbita da visão, dor no olho ou vermelhidão com sensibilidade à luz.

    Um esclarecimento adicional: o hipertireoidismo da doença de Graves tem manifestação ocular própria, com olhos mais protuberantes, ardência, lacrimejamento e às vezes visão dupla. Mas ela não causa moscas volantes. São coisas diferentes, e a sua queixa aponta para a retina, não para a órbita.

    Não suspenda o Tapazol por conta própria: hipertireoidismo sem controle tem riscos próprios, inclusive arritmia e repercussão cardíaca.

    Se quiser organizar essa prioridade e definir o que levar ao oftalmologista, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Episódios recorrentes e progressivos de tontura forte acompanhados de vômitos biliares: quais patolo

    Episódios recorrentes e progressivos de tontura forte acompanhados de vômitos biliares: quais patologias devem ser investigadas e qual especialista (Neurologista ou Otorrinolaringologista) é o mais indicado para avaliação?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Pergunta bem formulada, e a resposta honesta é que a escolha entre neurologista e otorrinolaringologista depende de dois detalhes: o caráter da tontura e a presença de sinais de alarme. No caso descrito há um dado que pesa bastante — episódios recorrentes e progressivos, com vômitos. Progressão é o que faz a balança pender para a investigação neurológica primeiro.

    O que costuma ser investigado.

    Causas otológicas, ditas periféricas:
    - vertigem posicional paroxística benigna: crises de segundos, desencadeadas por mudança de posição da cabeça;
    - doença de Ménière: crises de 20 minutos a 12 horas, com zumbido, sensação de ouvido tampado e perda auditiva flutuante; vômitos são comuns;
    - neurite vestibular: crise única e prolongada, geralmente após quadro viral;
    - migrânea vestibular: muito subdiagnosticada, com crises recorrentes, náusea intensa, incômodo com luz e som, frequentemente sem alteração auditiva.

    Causas neurológicas, ditas centrais:
    - eventos vasculares de fossa posterior, no cerebelo e no tronco encefálico, inclusive isquemias transitórias;
    - schwannoma vestibular e outros tumores do ângulo pontocerebelar, que dão quadro lentamente progressivo;
    - esclerose múltipla;
    - hipertensão intracraniana. Aqui está o ponto que mais pesa: tontura progressiva com vômitos, sobretudo se houver dor de cabeça que piora ao deitar, pela manhã ou ao fazer força, e alterações visuais, exige neuroimagem.

    Causas sistêmicas que não devem ser esquecidas: anemia, arritmias, queda de pressão ao levantar, hipoglicemia, distúrbios do sódio e efeito de medicamentos.

    Um detalhe do relato merece destaque à parte: vômito biliar persistente também aparece em obstrução do trato digestivo, e nesse caso costuma vir com distensão da barriga, parada de eliminação de gases e fezes e dor abdominal. Se for esse o caso, a avaliação é de emergência e não ambulatorial.

    O caminho prático que eu seguiria: começar por avaliação médica geral ou neurológica, com exame neurológico completo e neuroimagem conforme os achados. A otorrinolaringologia entra para o estudo vestibular — audiometria, videonistagmografia, vHIT —, que é o que caracteriza a causa periférica. Raramente é "um ou outro"; costuma ser uma sequência.

    Vá ao pronto-socorro imediatamente se a tontura vier com fala arrastada, visão dupla, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, incapacidade de andar sem apoio, dor de cabeça súbita e muito intensa, ou sonolência excessiva.

    Se quiser fazer essa triagem inicial e sair com o encaminhamento certo e os exames já solicitados, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Quem está com anemia ferropriva pode tomar vacina de febre amarela e tétano ?

    Quem está com anemia ferropriva pode tomar vacina de febre amarela e tétano ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Pode, sim — as duas. Anemia por falta de ferro não é uma condição de imunossupressão e não contraindica vacina nenhuma, incluindo a de febre amarela, que é de vírus vivo atenuado, e as vacinas contra tétano (dupla adulto ou tríplice acelular), que são inativadas.

    Vale enfatizar esse ponto porque adiar vacina por causa de anemia é um equívoco comum, e o atraso costuma custar mais do que qualquer risco teórico. Não existe recomendação de "corrigir a anemia antes de vacinar". Também não há interferência entre suplemento de ferro e resposta vacinal: pode manter o tratamento normalmente.

    As contraindicações reais da vacina de febre amarela são outras: bebês com menos de 6 meses; imunodepressão significativa, como quimioterapia, uso de imunobiológicos, corticoide em dose alta por tempo prolongado ou HIV com contagem baixa de CD4; doenças do timo ou timectomia; alergia grave comprovada a ovo; além de situações que pedem avaliação individual, como gestação e amamentação de bebê com menos de 6 meses.

    A vacina contra tétano não tem qualquer restrição relacionada à anemia, e deve estar em dia: esquema básico de três doses e reforço a cada dez anos.

    Há um segundo ponto, e talvez o mais importante da sua pergunta: a anemia ferropriva merece resposta a uma questão que fica de fora com frequência — por que ela apareceu? Em mulheres que menstruam, a causa mais comum é o sangramento menstrual volumoso. Mas em homens de qualquer idade e em mulheres depois da menopausa, anemia por falta de ferro obriga a investigar perda pelo trato digestivo, o que em geral inclui endoscopia e colonoscopia. Repor ferro sem investigar a causa corrige o número no exame e deixa passar o motivo.

    Vale ainda conferir se o tratamento está sendo eficaz: a reposição de ferro costuma durar de 3 a 6 meses após a hemoglobina normalizar, para reconstituir o estoque, e a ferritina é o exame que mostra se o estoque de fato encheu.

    Se quiser revisar sua caderneta de vacinação e organizar a investigação da anemia numa consulta, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Eu uso dramim todo dia para poder ir trabalhar pois pego ônibus e não consigo andar de ônibus sem pa

    Eu uso dramim todo dia para poder ir trabalhar pois pego ônibus e não consigo andar de ônibus sem passar mau e vomitar,ja tentei chas e nao deu certo,queria saber se posso continuar usando o dramim uso 2 por dia,ou se tem alguma outra alternativa pra tratar a sintomas da sinetose

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Dá para usar, mas o uso diário e por tempo indeterminado não é a melhor solução — e existe caminho melhor para o seu caso.

    O dimenidrinato (Dramin) é um anti-histamínico de primeira geração com ação anticolinérgica. No uso contínuo, os pontos que importam são: sonolência e queda de atenção ao longo do dia, que atrapalham justamente o trabalho para o qual você está tomando; boca seca, prisão de ventre, visão embaçada e dificuldade para urinar; e, no uso por anos, a carga anticolinérgica acumulada, associada a maior risco cognitivo com o tempo.

    Há ainda um efeito menos conhecido e decisivo aqui: o anti-histamínico atrapalha a habituação vestibular. O cérebro só aprende a tolerar o balanço se for exposto a ele. Tomando remédio todos os dias, você impede exatamente a adaptação que resolveria o problema de forma definitiva.

    O que costuma funcionar melhor, e é o que eu priorizaria:
    - posição no ônibus: sentar na frente, do lado da janela, e olhar um ponto fixo distante na direção do movimento;
    - não ler nem olhar o celular durante o trajeto. O conflito entre o que os olhos veem e o que o labirinto sente é o gatilho central da cinetose, e o celular é hoje a principal causa de piora;
    - ar no rosto, janela aberta, evitar perfumes fortes e cheiro de combustível;
    - não viajar em jejum completo nem logo após refeição pesada; evitar álcool e noite mal dormida, que baixam muito o limiar;
    - treino de habituação: fazer trajetos curtos de propósito, aumentando a duração aos poucos, de forma repetida e frequente. É o que produz melhora duradoura;
    - reabilitação vestibular com fisioterapeuta, se as medidas acima não bastarem. Funciona bem e é subutilizada.

    Alternativas medicamentosas que valem discutir com seu médico: meclizina, menos sedativa que o dimenidrinato; escopolamina em adesivo, a mais eficaz para trajetos prolongados, com disponibilidade limitada no Brasil; e gengibre em cápsula cerca de 30 minutos antes, com efeito modesto porém real e sem sedação. Cinarizina e flunarizina são usadas, mas em uso prolongado podem causar ganho de peso, depressão e sintomas parkinsonianos, então não são boas escolhas para uso diário crônico.

    E um alerta que pode mudar o diagnóstico: enjoo de movimento muito intenso em adulto está fortemente associado à migrânea vestibular. Se você também tem dores de cabeça, incômodo com luz ou som, tontura fora do transporte ou zumbido, o tratamento correto passa a ser o da migrânea — e aí o problema costuma melhorar de verdade, em vez de apenas ser abafado todo dia.

    Se quiser revisar isso e montar um plano que não dependa de tomar remédio diariamente, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Meu coração fica acelerado uns 20 minutos depois que como,sinto fraqueza tbm

    Meu coração fica acelerado uns 20 minutos depois que como,sinto fraqueza tbm .
    Qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    O especialista certo depende da causa, e nesse caso a triagem inicial vale mais do que escolher o especialista de cara. Comece por um clínico geral ou médico de família: os exames que separam as principais hipóteses são simples e baratos, e é o resultado deles que define para quem encaminhar.

    Coração acelerado cerca de 20 minutos depois de comer, com fraqueza, tem um conjunto de explicações razoavelmente delimitado:
    - resposta circulatória exagerada à digestão: parte do sangue se desloca para o intestino, a pressão cai um pouco e o coração acelera para compensar. Em algumas pessoas isso é bastante sintomático, o que se chama hipotensão pós-prandial;
    - síndrome de dumping precoce: 15 a 30 minutos após comer, com palpitação, suor, fraqueza, náusea e às vezes diarreia. É típica de quem fez cirurgia no estômago, incluindo bariátrica. Se for o seu caso, essa é a primeira hipótese;
    - hipoglicemia reativa: em geral de 1 a 3 horas após refeição rica em carboidrato, com tremor, suor frio, fome e fraqueza;
    - taquicardia postural e outras disautonomias, que costumam piorar após refeições e com calor;
    - anemia, hipertireoidismo e arritmias como fibrilação atrial paroxística ou taquicardia supraventricular, que podem coincidir com o momento da refeição;
    - gatilhos alimentares: cafeína, álcool, refeições muito volumosas e, em algumas pessoas, glutamato e alimentos ricos em tiramina.

    Duas medidas caseiras costumam esclarecer bastante, e vale levá-las anotadas à consulta:
    1. No momento do sintoma, conte o pulso por um minuto e, se possível, meça a pressão deitado e depois em pé, após três minutos. Essa comparação separa queda de pressão de taquicardia primária.
    2. Se tiver acesso a um glicosímetro, meça a glicemia exatamente durante o mal-estar. Um valor baixo naquele momento praticamente fecha o diagnóstico de hipoglicemia reativa.

    Anote também o horário da refeição, o que comeu, quanto tempo levou para começar e quanto durou. Esse diário costuma valer mais do que vários exames.

    Exames iniciais razoáveis: hemograma, TSH, glicemia, eletrólitos e eletrocardiograma. Conforme o caso, Holter de 24 horas com diário de sintomas, que é o exame que mais frequentemente responde à pergunta.

    Procure atendimento de urgência se houver desmaio ou quase desmaio, dor no peito, falta de ar, ou palpitação que começa e termina de forma abrupta com o coração muito acelerado.

    Se quiser fazer essa triagem inicial e já sair com os exames solicitados, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Perdi 3kg em cinco dias com fadiga e cansaço. Qual especialista devo procurar?

    Perdi 3kg em cinco dias com fadiga e cansaço. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Antes de escolher o especialista, um raciocínio que muda a urgência: 3 kg em cinco dias não é perda de gordura. Perder 3 kg de gordura exigiria um déficit próximo de 23 mil calorias nesse período, o que não é possível. Portanto, o que você perdeu foi principalmente água e, em parte, massa magra — e isso restringe bastante a lista de causas, todas com investigação relativamente rápida.

    As possibilidades que precisam ser checadas logo:
    - diabetes descompensado, sobretudo o tipo 1. É a hipótese que não pode esperar. O quadro clássico é exatamente esse: emagrecimento rápido, cansaço intenso, muita sede, urinar muito, inclusive à noite, e visão embaçada. A evolução para cetoacidose é rápida e grave;
    - perdas por vômito, diarreia ou redução importante da ingestão de alimentos e líquidos;
    - uso de diurético ou mudança recente de medicação;
    - hipertireoidismo, que pode cursar com perda rápida, palpitação, sensação de calor, tremor e insônia;
    - infecção aguda ou processo inflamatório em curso.

    Por isso minha orientação é direta: nesse cenário não se marca consulta eletiva com especialista e se espera. Procure hoje um clínico geral ou um pronto atendimento e peça, no mínimo, glicemia capilar imediata, além de hemograma, glicemia, função renal, sódio e potássio, TSH e exame de urina com pesquisa de cetonas. O especialista certo é definido pelo resultado — endocrinologista se for diabetes ou tireoide, e assim por diante.

    Vá ao pronto-socorro agora, sem esperar, se houver: sede intensa com boca seca constante, urinar muito à noite, respiração rápida e profunda, hálito adocicado, náusea ou vômitos, dor na barriga, sonolência ou confusão. Esse conjunto sugere cetoacidose e é emergência.

    Se, além da perda de peso, houver febre persistente, suor noturno, gânglios aumentados, tosse prolongada ou sangue nas fezes, a investigação segue por outro caminho e também não deve ser adiada.

    Se quiser fazer essa avaliação inicial hoje mesmo e já sair com os exames pedidos, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil. Havendo qualquer um dos sinais de alarme acima, porém, o pronto-socorro vem primeiro.


  • Mesmo tomando rifampicina uma vez por mes durante o tratamento da hanseníase a injeção mensal noregi

    Mesmo tomando rifampicina uma vez por mes durante o tratamento da hanseníase a injeção mensal noregina nao e eficaz ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Sim, a recomendação vale mesmo com a rifampicina em dose mensal supervisionada, como é no esquema da hanseníase.

    O motivo é farmacológico. A rifampicina induz enzimas do fígado, principalmente a CYP3A4, que degradam os hormônios contraceptivos. Essa indução não termina no dia seguinte à dose: ela se instala em poucos dias e leva cerca de duas semanas para desaparecer depois da última exposição. Com uma dose por mês, a atividade enzimática praticamente não retorna ao normal entre uma dose e a seguinte. Por isso a orientação é tratar como reduzida a eficácia dos anticoncepcionais hormonais durante todo o tratamento, e não apenas nos dias próximos à dose.

    Isso vale para pílula combinada, minipílula, adesivo, anel, implante e para os injetáveis mensais combinados, como a Noregyna.

    Não são afetados pela rifampicina: DIU de cobre, DIU hormonal (SIU com levonorgestrel) e o injetável trimestral de medroxiprogesterona. Esses três mantêm a eficácia de sempre e são a escolha mais segura enquanto durar a poliquimioterapia.

    Na prática, duas condutas resolvem: peça na unidade a avaliação para trocar por um desses métodos; e, até a troca acontecer, use preservativo em todas as relações.

    Vale ainda revisar com quem acompanha o tratamento os outros medicamentos de uso contínuo, porque a rifampicina reduz a eficácia de muitos deles — anticoagulantes, corticoides, antirretrovirais e alguns antidiabéticos, entre outros.

    E o mais importante: não interrompa a poliquimioterapia. O tratamento da hanseníase é o que interrompe a transmissão e evita as incapacidades, e o ajuste da contracepção se faz em torno dele, não o contrário.

    Se quiser discutir a escolha do método em consulta, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Parei de toma injeção trimestral a 7 meses de uns dias pra cá fica descendo aos poucos e para as vez

    Parei de toma injeção trimestral a 7 meses de uns dias pra cá fica descendo aos poucos e para as vezes só no limpar as vezes chega manchar a roupa, é normal? O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    É comum, mas depois de sete meses o razoável é investigar em vez de apenas esperar.

    O contexto ajuda a entender. O injetável trimestral suprime a ovulação de forma prolongada, e o eixo hormonal leva tempo para retomar o ritmo: a média de retorno da fertilidade é de 6 a 12 meses após a última aplicação. Nesse intervalo, sangramentos irregulares, escapes e ciclos imprevisíveis são esperados. Ou seja, o que você descreve tem uma explicação provável e benigna.

    O que muda é o prazo. Passados sete meses, com o sangramento seguindo irregular, vale avaliar, porque outras causas comuns de sangramento uterino anormal precisam ser afastadas. E a boa notícia é que a avaliação inicial é simples:
    - teste de gravidez (beta-hCG) primeiro, sempre. Sangramento irregular é uma forma frequente de apresentação de gestação, inclusive sem ciclos regulares;
    - ultrassom transvaginal, que identifica pólipo, mioma e adenomiose e avalia o endométrio;
    - hemograma e ferritina, porque sangramento prolongado causa anemia por falta de ferro, e isso explica cansaço e falta de disposição que muitas vezes nem são associados ao sangramento;
    - TSH e prolactina, que quando alterados desregulam o ciclo;
    - preventivo (Papanicolau) em dia;
    - se você sangra muito desde a adolescência, tem sangramento de gengiva ou faz hematomas com facilidade, vale pesquisar distúrbio de coagulação, sobretudo a doença de von Willebrand, que é subdiagnosticada em mulheres.

    Uma medida prática que muda a conduta: anote em um calendário ou aplicativo as datas de início e fim, quantos absorventes usa por dia e se há coágulos. Chegar à consulta com esse registro vale mais do que qualquer descrição de memória.

    Dois avisos importantes. Primeiro: se você não quer engravidar, use método contraceptivo agora. A ovulação pode voltar a qualquer momento, e sangramento irregular não indica proteção nenhuma. Segundo: procure atendimento com urgência se encharcar um absorvente por hora durante várias horas, ou se houver tontura, desmaio, palidez, falta de ar, dor pélvica intensa ou febre.

    Depois de esclarecida a causa, o tratamento costuma ser eficaz — de anticoncepcional combinado ou progestagênio cíclico até o DIU hormonal, que resolve sangramento e contracepção ao mesmo tempo.

    Se quiser organizar essa investigação e escolher um método, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • tinha um pelo encravado no peito e agora eu arranquei e fez uma bolinha que doi e agora ta saindo pu

    tinha um pelo encravado no peito e agora eu arranquei e fez uma bolinha que doi e agora ta saindo pus fedido dele, nao esta vermelho, nao tenho febre, nao ta quente e nem duro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Pelos sinais que você descreve, o quadro parece localizado e sem infecção em expansão: não há vermelhidão se espalhando, não há calor, não há endurecimento em volta e não há febre. Isso é favorável. O odor forte do conteúdo é comum e costuma assustar mais do que deveria — quando um pelo encravado inflama, ou quando existe um pequeno cisto de queratina no local, o material acumulado tem cheiro característico mesmo sem infecção bacteriana importante.

    O que fazer agora:
    - não espremer nem cutucar. Espremer empurra o material para o tecido mais profundo e é justamente o que costuma transformar uma lesão pequena em abscesso;
    - compressa morna por 10 a 15 minutos, três a quatro vezes ao dia. É a medida que mais ajuda a drenagem espontânea;
    - lavar com água e sabão, secar bem e manter coberto com curativo limpo enquanto estiver drenando, trocando ao menos uma vez ao dia. Lavar as mãos antes e depois;
    - não depilar nem raspar a área até cicatrizar completamente;
    - não usar pomada com antibiótico por conta própria de forma prolongada.

    O ponto que costuma ser a chave: se, depois de drenar, sobrar uma bolinha firme no mesmo lugar, e ela voltar a inflamar semanas ou meses depois, isso indica que existe uma cápsula, ou seja, um cisto epidérmico. Cisto não se resolve com drenagem nem com antibiótico — ele volta até que a cápsula seja retirada, o que é um procedimento pequeno, com anestesia local, feito idealmente fora da fase inflamatória.

    Procure avaliação médica no mesmo dia se aparecer: vermelhidão que se espalha, calor local, dor crescente, endurecimento, febre, mal-estar, ou uma estria avermelhada saindo da lesão em direção à axila. Se você tem diabetes, usa imunossupressor ou faz uso crônico de corticoide, o limiar para procurar atendimento é mais baixo, porque a evolução costuma ser mais rápida.

    E um ponto que vale conhecer: se houver episódios repetidos de nódulos dolorosos que drenam, em axilas, virilhas, região das nádegas, sob as mamas ou no peito, com formação de trajetos e cicatrizes, isso pode ser hidradenite supurativa. É bastante subdiagnosticada, costuma ser tratada por anos como "furúnculo de repetição" e tem tratamento próprio e eficaz.

    Se quiser avaliar com foto e definir se cabe apenas cuidado local ou se é caso de procedimento, atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


  • Estou com dor extrema e incapacitante nas articulações, sola dos pés, olhos e costas.fiz uso de Terb

    Estou com dor extrema e incapacitante nas articulações, sola dos pés, olhos e costas.fiz uso de Terbinafina por 1 semana (tratamento de esporotricose) e parei após pernas ficarem roxas. Desenvolvi eritema nodoso bilateral e manchas. Na UPA, aplicaram injeção de diclofenaco no local errado (costas), inflamando o ciático e me travando. Não consigo andar. Voltei lá, deram apenas dipirona e a dor só agrava. Em qual médico devo ir? Já fui em vários e nenhum me ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jonas Spezia

    Seu relato descreve três problemas simultâneos que estão sendo tratados isoladamente, e é provavelmente por isso que nenhum atendimento resolveu até agora. Vou separá-los, porque cada um tem encaminhamento diferente — e um deles explica por que a dor não melhora com o que estão dando.

    1. A dor que não cede à dipirona.
    Lesão do nervo isquiático por injeção aplicada em local incorreto é uma complicação reconhecida, e a dor resultante é dor neuropática. Esse tipo de dor não responde bem a dipirona nem a anti-inflamatório comum: responde a medicações específicas para dor neuropática, como gabapentina, pregabalina, amitriptilina ou duloxetina, associadas à reabilitação. É a explicação mais provável para você estar tomando analgésico e piorando. Essa lesão precisa de avaliação neurológica com exame de força e sensibilidade, e de eletroneuromiografia, que ganha valor diagnóstico a partir de cerca de três semanas da lesão. A fisioterapia deve começar cedo, e não depois que "a dor passar".

    2. O eritema nodoso com dor articular incapacitante.
    Essa combinação tem uma lista curta de causas, e uma delas não pode passar em branco: a síndrome de Löfgren, forma aguda de sarcoidose, cuja apresentação clássica é exatamente eritema nodoso somado a artrite, tipicamente de tornozelos, e aumento de gânglios no tórax. O exame que levanta essa hipótese é barato e rápido: radiografia de tórax. Outras causas a considerar são a própria esporotricose como fenômeno reacional, reação à terbinafina, infecções (estreptococo, tuberculose, micoses profundas), doença inflamatória intestinal e doenças autoimunes.

    3. A esporotricose sem tratamento.
    Você interrompeu a terbinafina, e com razão diante da reação. Mas a esporotricose segue precisando de tratamento, e a primeira linha no Brasil é o itraconazol, tendo o iodeto de potássio como alternativa. Isso precisa ser redefinido por um médico: ficar sem tratamento não é opção.

    A dor nos olhos merece atenção à parte. Eritema nodoso e sarcoidose podem cursar com uveíte, que causa dor ocular, vermelhidão e sensibilidade à luz e que, sem tratamento, pode comprometer a visão. É avaliação oftalmológica com prioridade.

    Quem procurar, na prática:
    - primeiro, um clínico geral ou internista que assuma o caso inteiro e coordene. É a peça que está faltando, porque cada serviço está tratando um pedaço;
    - reumatologista, pelo eritema nodoso com poliartrite;
    - infectologista, pela esporotricose;
    - neurologista ou fisiatra, pela lesão do nervo, com reabilitação;
    - oftalmologista, pela dor ocular.

    Exames que costumam destravar a investigação: radiografia de tórax, hemograma, VHS e PCR, função hepática e renal (a terbinafina pode ser hepatotóxica), enzima conversora de angiotensina, prova tuberculínica ou IGRA, ASLO, FAN e fator reumatoide, além da eletroneuromiografia.

    Uma orientação prática que muda o atendimento: leve por escrito uma linha do tempo de uma página — datas do início da esporotricose, início e suspensão da terbinafina, aparecimento do eritema nodoso, data da injeção e o que veio depois, e tudo o que já foi tentado. Quando o caso é complexo, o que faz o atendimento avançar é o médico conseguir ver a sequência inteira em trinta segundos. E, se o acesso à especialidade estiver travado, o caminho formal é solicitar na sua unidade de saúde a regulação com prioridade, registrada por escrito; havendo negativa, a Defensoria Pública atua nesses casos.

    Procure emergência se surgir falta de ar, dor no peito, febre alta persistente, perda de força progressiva nas pernas, perda de controle da urina ou das fezes, ou queda importante da visão.

    Organizar essa cronologia e definir a ordem dos encaminhamentos é exatamente o papel de uma consulta com clínico geral. Atendo por telemedicina para todo o Brasil, com agendamento pelo meu perfil.


Perguntas frequentes

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