Perguntas do paciente (48)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma leitura psicanalítica parte da ideia de que os relacionamentos não são sustentados apenas pelos acontecimentos do presente, mas também pela forma como cada pessoa construiu, ao longo da vida, seus modelos inconscientes de vínculo. Em muitos casos, experiências anteriores influenciam a maneira como interpretamos confiança, rejeição, respeito e segurança emocional.
Pelo seu relato, chama atenção que você descreve ter iniciado o casamento já convivendo com sentimentos importantes de insegurança e perda de admiração. Quando uma relação começa com uma confiança fragilizada, é comum que conflitos posteriores sejam potencializados, pois novas situações tendem a reativar feridas emocionais antigas. Ao mesmo tempo, você relata reconhecer sua participação nos conflitos e sentir frustração por perceber pouca reciprocidade nesse movimento. Independentemente de quem tenha razão em cada episódio, quando o diálogo é substituído por ofensas e perda de respeito, o vínculo tende a se deteriorar progressivamente.
Sob a perspectiva psicanalítica, também merece atenção seu relato sobre o medo de ficar sozinho e a dificuldade em decidir entre permanecer ou se afastar. Esses sentimentos podem estar relacionados a padrões afetivos mais profundos, que muitas vezes antecedem o relacionamento atual. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender por que determinadas escolhas se repetem, quais necessidades emocionais estão sendo buscadas nessa relação e de que forma experiências passadas influenciam suas decisões no presente.
Do ponto de vista da terapia baseada em evidências, também é importante considerar que conflitos frequentes, desqualificações e discussões na frente dos filhos costumam estar associados a maior sofrimento emocional para todos os envolvidos, especialmente para as crianças. Isso não significa que a separação seja necessariamente a melhor solução, mas indica que a dinâmica atual merece atenção e mudança. Se houver disposição de ambos, a terapia de casal pode ser um recurso importante. Caso apenas um dos parceiros esteja disponível para o processo, a terapia individual continua sendo extremamente valiosa para fortalecer recursos emocionais, ampliar a compreensão dos próprios padrões relacionais e favorecer decisões mais conscientes.
Não existe um critério psicanalítico que determine exatamente quando uma relação deve terminar. No entanto, quando o respeito deixa de existir de forma persistente, a comunicação se torna predominantemente hostil e o sofrimento supera, de maneira contínua, as possibilidades de crescimento e reconstrução do vínculo, torna-se fundamental refletir, com auxílio terapêutico, sobre os limites emocionais dessa relação. O objetivo da terapia não é decidir pela continuidade ou pelo término, mas ajudá-lo a compreender seus desejos, seus conflitos, seus limites e a fazer escolhas mais coerentes com sua saúde emocional e com o bem-estar de seus filhos.
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“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na
“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parte da compreensão de que as dificuldades emocionais, a impulsividade, a instabilidade nos relacionamentos e a oscilação da autoimagem refletem formas particulares de organização da personalidade e de regulação afetiva. O tratamento busca compreender o significado desses sintomas na história do paciente, em vez de focar apenas em sua eliminação.
A escuta analítica tem como função oferecer um espaço em que padrões repetitivos de relacionamento, conflitos inconscientes e experiências emocionais possam ser reconhecidos e elaborados. Durante o processo, é comum que sentimentos intensos sejam dirigidos ao terapeuta, fenômeno conhecido como transferência. O manejo cuidadoso dessas manifestações, aliado a limites claros e consistentes, é um dos pilares do trabalho clínico com esses pacientes.
Entretanto, é importante destacar que o tratamento do TPB costuma ser mais eficaz quando realizado de forma interdisciplinar. Embora não exista um medicamento específico para o transtorno, o acompanhamento psiquiátrico pode ser indicado para tratar sintomas associados, como depressão, ansiedade, insônia ou impulsividade, quando presentes. Assim, psicanálise e psiquiatria não são abordagens concorrentes, mas potencialmente complementares, cada uma atuando em dimensões diferentes do cuidado.
As diretrizes clínicas atuais também mostram que psicoterapias estruturadas, especialmente aquelas desenvolvidas especificamente para o TPB, apresentam forte evidência de eficácia. Isso não invalida a contribuição da psicanálise, mas reforça a importância de individualizar o tratamento conforme as necessidades, os recursos e o momento clínico de cada paciente.
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Qual o papel dos mecanismos de defesa nas interações sociais de pessoas com Transtorno de Personalid
Qual o papel dos mecanismos de defesa nas interações sociais de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, os mecanismos de defesa desempenham um papel central na compreensão do Transtorno de Personalidade Borderline. Eles são estratégias inconscientes utilizadas para reduzir a angústia diante de emoções intensas, conflitos internos e medo de abandono. No TPB, essas defesas tendem a ser mais primitivas e rígidas, influenciando diretamente a forma como a pessoa percebe e se relaciona com os outros.
Um dos mecanismos mais frequentemente descritos é a cisão (splitting), em que pessoas e situações são percebidas como totalmente boas ou totalmente ruins, com pouca integração entre qualidades positivas e negativas. Isso pode levar a mudanças bruscas na forma de enxergar familiares, parceiros ou profissionais, alternando entre idealização e desvalorização. Outros mecanismos, como identificação projetiva, negação e projeção, também podem estar presentes, contribuindo para mal-entendidos, conflitos interpessoais e intensa reatividade emocional.
Do ponto de vista clínico, a escuta terapêutica busca compreender a função desses mecanismos, em vez de confrontá-los diretamente. Ao favorecer o reconhecimento gradual dos próprios estados emocionais e das ambiguidades presentes nas relações, o paciente pode desenvolver formas mais flexíveis de lidar com frustrações e vínculos.
Sob a ótica da neurociência e da terapia baseada em evidências, sabe-se que pessoas com TPB frequentemente apresentam maior sensibilidade a estímulos emocionais e dificuldade na regulação das emoções. Esse funcionamento pode intensificar o uso desses mecanismos de defesa, especialmente em situações percebidas como ameaça de rejeição ou abandono. Por isso, intervenções psicoterápicas estruturadas, associadas ou não ao acompanhamento psiquiátrico quando indicado, podem contribuir para melhorar a regulação emocional, a estabilidade dos relacionamentos e a qualidade de vida.
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Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Border
Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline está relacionada à dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos de si mesmo e das pessoas significativas. Essa característica pode fazer com que o outro seja percebido, em momentos diferentes, como totalmente acolhedor ou completamente ameaçador, favorecendo oscilações intensas entre idealização e desvalorização.
Outro aspecto importante é o medo profundo de abandono. Situações que poderiam ser interpretadas como frustrações comuns podem ser vivenciadas como sinais de rejeição, desencadeando respostas emocionais intensas, impulsividade ou tentativas de restabelecer rapidamente a proximidade. Esses movimentos, embora tenham a função de reduzir a angústia, podem acabar aumentando os conflitos e contribuindo para a instabilidade dos vínculos.
Na clínica psicanalítica, essas formas de se relacionar costumam emergir também na relação terapêutica, por meio da transferência. A observação e a elaboração desses padrões oferecem uma oportunidade para que o paciente compreenda como suas experiências afetivas passadas influenciam os relacionamentos atuais e desenvolva formas mais estáveis de lidar com diferenças, frustrações e ambivalências.
Sob a perspectiva da neurociência e da terapia baseada em evidências, estudos também indicam que pessoas com TPB frequentemente apresentam maior reatividade emocional e dificuldades na regulação das emoções. Essa combinação pode tornar os relacionamentos mais intensos e instáveis. Assim, o tratamento costuma ser mais efetivo quando integra psicoterapia e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico para manejo de sintomas associados, sempre de forma individualizada.
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Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio
Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.
As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.
Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sonhos podem ser especialmente angustiantes para quem convive com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, principalmente quando o tema das obsessões aparece durante o sono. No entanto, é importante saber que o conteúdo de um sonho não representa, por si só, um desejo consciente, uma intenção ou uma previsão do que a pessoa realmente quer.
Do ponto de vista psicanalítico, os sonhos são compreendidos como produções do inconsciente, construídas por associações, lembranças, emoções e conflitos internos. Eles costumam utilizar símbolos e condensar diferentes experiências, razão pela qual frequentemente parecem confusos ou contraditórios. Assim, sonhar com uma situação que provoca culpa ou medo não significa necessariamente que exista um desejo de realizá-la.
Pela perspectiva da psicologia baseada em evidências, isso é ainda mais relevante no TOC. Pessoas com esse transtorno tendem a atribuir significado excessivo aos próprios pensamentos e imagens mentais, fenômeno conhecido como fusão pensamento-ação. Essa distorção pode fazer com que a pessoa interprete um pensamento ou um sonho como se ele revelasse quem ela é ou aumentasse a probabilidade de agir daquela forma. As pesquisas mostram que isso não é verdadeiro. Além disso, emoções percebidas ao acordar, como alívio, excitação ou culpa, refletem a ativação do cérebro durante o sono e não constituem prova de um desejo oculto.
Como você relata obsessões, medo e culpa persistentes, o mais importante não é interpretar o sonho isoladamente, mas compreender como ele está sendo incorporado ao ciclo do TOC. Um acompanhamento com um profissional experiente em TOC pode ajudá-lo a reduzir a necessidade de buscar certeza sobre o significado desses sonhos e a desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com essa ansiedade. Se os sintomas estiverem causando sofrimento significativo, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua gatinha. O vínculo que construímos com um animal de estimação pode ser tão profundo quanto muitos vínculos humanos, e o sofrimento decorrente dessa perda é legítimo e merece acolhimento.
Pela perspectiva psicanalítica, o luto é um processo de adaptação à ausência de alguém que ocupava um lugar importante na vida emocional. Nesse período, é comum surgirem sentimentos intensos de tristeza, saudade e culpa. Muitas pessoas revisitam decisões tomadas durante a doença do animal e passam a imaginar alternativas, como se pudessem encontrar uma forma de mudar o desfecho. Esse movimento costuma fazer parte da tentativa da mente de dar sentido à perda, mas não significa, necessariamente, que houve negligência ou que as escolhas foram erradas.
Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, a culpa também é uma reação frequente no luto. Nosso cérebro tende a reconstruir os acontecimentos com as informações que temos hoje, criando a sensação de que deveríamos ter previsto ou feito algo diferente. Esse fenômeno é conhecido como viés retrospectivo e pode aumentar o sofrimento sem refletir, de forma fiel, as circunstâncias vividas na época.
Você relata que cuidou, amou e esteve presente ao longo desses 13 anos. O fato de hoje sentir que "poderia ter sido mais" não apaga tudo o que foi construído durante esse tempo. Em geral, essa sensação reflete a dificuldade de aceitar que nenhuma quantidade de tempo parece suficiente quando perdemos alguém que amamos.
Permita-se viver esse luto sem a obrigação de "superá-lo" rapidamente. Aos poucos, a tendência não é esquecer sua gatinha, mas encontrar uma forma de manter essa lembrança sem que ela seja acompanhada da mesma intensidade de dor. Se perceber que o sofrimento permanece muito intenso por um período prolongado, impedindo suas atividades diárias ou trazendo desesperança persistente, procurar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para atravessar esse momento com suporte adequado.
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O consumo de álcool pode intensificar comportamentos como impulsividade, irritabilidade e agressividade em qualquer pessoa, especialmente naquelas que já apresentam dificuldades na regulação emocional. Portanto, se uma pessoa com características narcisistas reduz ou interrompe o uso de álcool, é possível que esses comportamentos diminuam em intensidade. No entanto, isso não significa, por si só, uma mudança do padrão de personalidade.
Na perspectiva psicanalítica, características narcisistas costumam estar relacionadas a formas estáveis de funcionamento psíquico, envolvendo autoestima vulnerável, necessidade de validação e sensibilidade a críticas ou rejeições. Episódios de ciúmes intensos e reações agressivas podem refletir dificuldades mais profundas na forma como a pessoa lida com frustração, insegurança e relacionamentos. A psicoterapia pode favorecer maior autoconhecimento e desenvolvimento de formas mais adaptativas de lidar com esses conflitos, desde que haja motivação genuína para o tratamento.
Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, a resposta é semelhante: a psicoterapia pode reduzir comportamentos disfuncionais e melhorar a qualidade das relações, mas os resultados variam conforme o grau de comprometimento, a capacidade de reconhecer as próprias dificuldades e a adesão ao tratamento. Quando há agressividade importante, abuso de álcool ou outros transtornos associados, a avaliação psiquiátrica também pode ser indicada.
Portanto, a combinação de abstinência ou redução do álcool com acompanhamento psicológico pode, sim, contribuir para diminuir surtos de ciúmes e agressividade em alguns casos, mas não há garantia de que isso ocorra nem de que haja uma mudança significativa dos traços de personalidade. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
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É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç
É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se nem triste nem feliz em determinados momentos da vida pode acontecer e, por si só, não significa necessariamente que exista um problema. Todos nós passamos por fases em que as emoções parecem menos intensas.
No entanto, quando essa neutralidade vem acompanhada de perda de interesse pelas coisas que antes tinham significado, falta de motivação, sensação de apenas "cumprir obrigações" e ausência de desejo de realizar atividades que antes eram importantes, vale a pena investigar com mais atenção.
Na neurociência e na prática clínica, esse estado pode estar relacionado a fatores como estresse prolongado, sobrecarga emocional, esgotamento, alterações hormonais ou até mesmo quadros de depressão, que nem sempre se manifestam como tristeza intensa. Muitas vezes, a pessoa relata justamente um "vazio emocional" ou uma sensação de estar vivendo no piloto automático.
Como você menciona preocupação com essa mudança e percebe que está apenas cumprindo suas responsabilidades com os filhos, considero importante buscar uma avaliação profissional para compreender melhor o que está acontecendo. Quanto mais cedo entendemos a origem dessas mudanças, maiores são as chances de recuperar o bem-estar e a qualidade de vida.
Se esse sentimento persistir por semanas ou meses, ou estiver afetando seu dia a dia, não ignore esse sinal.
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Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz
Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.
E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse pesoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Encontrar um objetivo ou uma atividade que traga sentido para a vida, como aconteceu com você no mercado financeiro, pode ser algo muito positivo. Ter metas e propósito costuma aumentar a motivação e a capacidade de persistir diante das dificuldades.
Por outro lado, as dificuldades que você relata para permanecer em empregos, construir relacionamentos e lidar com a sensação de que sua vida está desorganizada podem indicar que existem questões emocionais ou comportamentais que merecem ser compreendidas com mais profundidade.
É importante entender que esses desafios nem sempre estão relacionados à falta de força de vontade. Em alguns casos, podem envolver padrões de funcionamento desenvolvidos ao longo da vida, dificuldades na regulação emocional, traços de personalidade, experiências passadas ou até condições que afetam atenção, impulsividade e adaptação social.
O fato de você conseguir identificar que existe um peso e que deseja se libertar dele já é um passo importante. Uma avaliação profissional pode ajudar a compreender a origem dessas dificuldades e desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com elas.
Seu objetivo no mercado financeiro e as dificuldades que você enfrenta não precisam ser vistos como problemas separados. Muitas vezes, quando entendemos melhor nosso funcionamento emocional, conseguimos evoluir tanto na vida profissional quanto nos relacionamentos e no bem-estar pessoal.
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Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por
Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de seu marido utilizar brinquedos eróticos em si mesmo não permite concluir que ele tenha desejo de se relacionar com homens. Esses comportamentos, isoladamente, não definem a orientação sexual de uma pessoa.
Do ponto de vista da psicanálise, a sexualidade humana é ampla e não pode ser compreendida apenas pelo objeto ou pela prática sexual. Algumas pessoas sentem prazer com determinados estímulos corporais, como a estimulação anal, independentemente de serem heterossexuais, homossexuais ou bissexuais. A orientação sexual está relacionada ao padrão de atração afetiva e sexual por outras pessoas, e não ao uso de um brinquedo erótico.
Pela perspectiva da psicologia baseada em evidências, também não há estudos que indiquem que o uso de brinquedos para estimulação anal seja um indicador confiável da orientação sexual. Muitos homens heterossexuais exploram essa prática porque a região é rica em terminações nervosas e pode proporcionar prazer.
A questão mais importante parece ser outra: você relata que essa mudança ocorreu sem que houvesse conversa entre vocês, o que gerou dúvidas e insegurança. Em um relacionamento, é saudável que o casal possa falar abertamente sobre desejos, fantasias e limites, sem julgamentos. Uma conversa respeitosa pode esclarecer o que essa prática significa para ele, em vez de partir de suposições.
Caso existam outras mudanças importantes, como perda do interesse pela relação, afastamento afetivo ou conflitos recorrentes, esses aspectos também merecem ser conversados e, se necessário, trabalhados em terapia de casal ou individual.
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Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu
Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bastante comum. Sonhar repetidamente com o fim de um relacionamento não significa, necessariamente, que você queira terminar ou que isso vá acontecer. Os sonhos refletem uma combinação de emoções, experiências e preocupações que nem sempre correspondem à realidade.
Pela perspectiva psicanalítica, sonhar com o término pode representar o contato com medos inconscientes de perda, abandono ou mudanças importantes, mesmo quando a relação é saudável. Em vez de revelar um desejo de separação, o sonho pode expressar uma ansiedade que busca elaboração durante o sono.
A neurociência também mostra que, durante o sono, o cérebro reorganiza memórias e processa experiências emocionais. Por isso, situações que despertam insegurança, mesmo de forma sutil, podem aparecer repetidamente nos sonhos sem que representem uma intenção ou uma previsão.
O mais importante é observar como você se sente quando está acordada. Você relata viver uma relação boa, tranquila e segura, o que sugere que esses sonhos podem estar mais relacionados aos seus receios do que à qualidade do relacionamento em si. Se eles estiverem causando sofrimento ou vierem acompanhados de ansiedade intensa, vale a pena investigar em psicoterapia quais experiências ou crenças podem estar alimentando esse medo de perder alguém importante.
Em vez de tentar interpretar o sonho literalmente, procure entender quais emoções ele desperta em você. Muitas vezes, essa reflexão oferece informações mais úteis do que o conteúdo do sonho em si.
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Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa percepção de que algo precisa mudar já é um passo importante. A boa notícia é que ciúmes e insegurança não precisam ser encarados como características imutáveis da personalidade. Embora algumas pessoas tenham maior predisposição a esses sentimentos, a forma de lidar com eles pode ser modificada ao longo da vida.
Pela perspectiva da psicanálise, o ciúme excessivo pode estar relacionado a experiências anteriores que influenciaram a maneira como a pessoa constrói vínculos afetivos, como medo de abandono, rejeição ou baixa autoestima. Muitas vezes, esses padrões se repetem nos relacionamentos sem que a pessoa perceba sua origem. Compreender esses processos pode favorecer mudanças mais profundas.
Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, pensamentos como "vou ser traído", "não sou suficiente" ou "vou perder quem amo" podem alimentar o ciclo da insegurança e do ciúme. A psicoterapia ajuda a identificar essas crenças, desenvolver formas mais realistas de interpretá-las e fortalecer a autoestima e a regulação emocional.
A neurociência também demonstra que o cérebro mantém capacidade de adaptação ao longo da vida, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Isso significa que, com intervenções adequadas e prática consistente, é possível desenvolver novas formas de pensar, sentir e se relacionar.
Se esses sentimentos têm causado sofrimento ou prejudicado seu relacionamento, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante. O objetivo não é deixar de sentir ciúmes completamente, mas aprender a lidar com eles de forma mais saudável, preservando seu bem-estar e a qualidade da relação.
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Com quanto anos a cabeça no país está formada totalmente
Com quanto anos a cabeça no país está formada totalmente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O cérebro não fica totalmente "formado" em uma idade exata. No entanto, as regiões responsáveis por planejamento, tomada de decisão, controle dos impulsos e avaliação de consequências, localizadas principalmente no córtex pré-frontal, costumam atingir a maturidade por volta dos 25 anos. Em algumas pessoas, esse processo pode se estender até perto dos 30 anos.
Mesmo após essa fase, o cérebro continua se modificando ao longo da vida devido à neuroplasticidade, que é a capacidade de criar e reorganizar conexões neurais com base nas experiências, aprendizados e hábitos.
Portanto, embora a maturação estrutural ocorra principalmente entre os 20 e 30 anos, o cérebro permanece em constante adaptação durante toda a vida.
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O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?
O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tendências depressivas não são um diagnóstico. Essa expressão costuma ser usada para descrever pessoas que apresentam características ou sintomas associados à depressão, como tristeza persistente, desânimo, perda de interesse, alterações no sono ou no apetite e pensamentos negativos, mas é necessária uma avaliação profissional para identificar se esses sintomas correspondem a um transtorno depressivo ou a outra condição.
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Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a
Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve, como sensação de vazio, medo constante de que algo ruim aconteça, preocupação intensa com familiares e choro frequente, podem estar relacionados a diferentes condições emocionais, incluindo transtornos de ansiedade. Como você já está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, é importante compartilhar com eles exatamente como tem se sentido e informar se houve mudança na intensidade ou frequência desses sintomas. Caso perceba piora importante ou pensamentos de machucar a si mesma, procure atendimento imediatamente ou um serviço de urgência.
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Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há evidências científicas de que ler repetidamente o mesmo texto por uma hora produza, por si só, um efeito específico de relaxamento. Algumas pessoas podem se sentir mais calmas durante uma atividade repetitiva e com poucas distrações, mas esse efeito tende a variar conforme o contexto, o interesse pelo conteúdo e as características individuais. Para promover relaxamento, técnicas como respiração diafragmática, relaxamento muscular progressivo e mindfulness possuem melhor respaldo científico.
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O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?
O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desmentido, na teoria psicanalítica, corresponde ao conceito freudiano de Verleugnung, frequentemente traduzido também como recusa ou renegação. Ele descreve uma forma de defesa na qual a pessoa se depara com uma realidade que provoca angústia, mas, ao mesmo tempo, recusa psiquicamente reconhecer plenamente aquilo que sabe ou percebe. Freud desenvolveu o conceito em diferentes momentos de sua obra, e seu significado foi posteriormente ampliado por outros autores.
Uma maneira de compreender é pela lógica: "eu sei que isso está acontecendo, mas, emocionalmente, ajo como se não estivesse."
Por exemplo, uma pessoa pode reconhecer racionalmente que determinado relacionamento é prejudicial, mas continuar se comportando como se aquela realidade não tivesse consequências. Ou perceber sinais claros de uma situação dolorosa e, ainda assim, construir explicações que permitam não entrar em contato com aquilo que provoca sofrimento.
Isso pode ter uma função inicialmente protetora, porque reduz a angústia diante de uma realidade difícil. O problema aparece quando essa defesa se torna rígida e impede a pessoa de elaborar o conflito ou agir sobre aquilo que está acontecendo. Os mecanismos de defesa, em geral, são processos inconscientes destinados a reduzir ansiedade e conflito psíquico.
Na clínica psicanalítica, portanto, o objetivo não seria simplesmente "tirar o desmentido" da pessoa, mas compreender do que ela está se protegendo ao não conseguir reconhecer plenamente determinada realidade. A partir dessa compreensão, torna-se possível elaborar aquilo que antes era difícil suportar psiquicamente.
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O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?
O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um vínculo é a ligação emocional e relacional que estabelecemos com outra pessoa. Ele não se limita ao afeto: envolve confiança, segurança, expectativas, experiências compartilhadas e a maneira como aprendemos a lidar com proximidade, distância, rejeição e conflitos.
Pela perspectiva psicanalítica, nossos primeiros vínculos têm papel importante na construção da vida afetiva. Experiências anteriores podem influenciar, sem que necessariamente tenhamos consciência disso, a maneira como interpretamos e respondemos às relações atuais. Por exemplo, alguém que vivenciou abandono ou instabilidade pode desenvolver maior necessidade de confirmação, enquanto outra pessoa pode aprender a se afastar quando percebe intimidade ou possibilidade de sofrimento.
A psicologia baseada em evidências também demonstra que padrões de apego estão associados à forma como lidamos com intimidade, confiança e conflitos nos relacionamentos. Isso não significa que nossa história determine definitivamente nosso comportamento. Padrões relacionais podem ser modificados, especialmente quando conseguimos reconhecê-los e compreender o que os mantém.
Por isso, quando uma pessoa percebe que repete os mesmos conflitos em diferentes relacionamentos, investigar a qualidade e a história de seus vínculos pode ser bastante útil em psicoterapia.
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Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand
Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse comportamento, isoladamente, não permite concluir que exista algum transtorno ou alteração do desenvolvimento. Aos 2 anos e 5 meses, ainda é esperado que a criança tenha dificuldade para compartilhar a atenção de um adulto de referência e para lidar com frustração. Nessa fase, habilidades como autorregulação, espera e compartilhamento ainda estão em desenvolvimento.
O fato de ele chorar quando a professora preferida não está pode indicar que ela se tornou uma figura de segurança e referência afetiva no ambiente escolar. Isso, por si só, não é negativo. O ponto de atenção é quando a preferência se transforma em sofrimento persistente ou impede a participação nas atividades e a interação com outras crianças.
Algumas estratégias podem ajudar:
A professora pode oferecer atenção individual breve e previsível, mas também estimular gradualmente momentos de interação com outras crianças.
Quando ele precisar esperar, nomear o sentimento e estabelecer um limite simples: "Você queria a professora agora. Ela está ajudando o João e depois vai ficar com você."
Reforçar positivamente quando ele consegue brincar ou participar sem exigir exclusividade.
Evitar punições ou repreensões pelo choro. Aos dois anos, a capacidade de controlar impulsos e emoções ainda é bastante limitada.
Manter uma rotina previsível na escola, pois previsibilidade ajuda a criança a desenvolver segurança e autonomia.
Também vale conversar com a professora para entender quando o comportamento ocorre, quanto tempo dura e se interfere nas atividades. Se houver dificuldades importantes em outras áreas do desenvolvimento, regressão de habilidades ou sofrimento persistente, é recomendável conversar com o pediatra e considerar uma avaliação do desenvolvimento.
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estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após
estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após me separar dele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de 18 anos em um relacionamento abusivo, eu recomendaria procurar principalmente um terapeuta com experiência em violência doméstica e abordagem informada pelo trauma. Não porque exista necessariamente um transtorno, mas porque uma relação abusiva prolongada pode afetar autoestima, percepção de limites, autonomia, confiança e saúde emocional. A OMS recomenda justamente que o atendimento considere as necessidades psicológicas, a segurança e o contexto de violência, evitando abordagens que possam retraumatizar.
O acompanhamento pode ajudá-la a:
reconstruir autoestima e autonomia;
compreender por que determinados padrões foram mantidos durante tanto tempo;
lidar com culpa, medo, ambivalência e possíveis sentimentos de saudade;
estabelecer limites e reconhecer comportamentos abusivos;
reconstruir vínculos e confiança;
elaborar emocionalmente o período vivido.
Se houver sintomas importantes, como ansiedade intensa, depressão, insônia persistente, crises de pânico ou pensamentos de morte, também é recomendável avaliação psiquiátrica. A necessidade de tratamento deve ser definida a partir dos sintomas, não simplesmente pelo fato de ter vivido uma relação abusiva.
E existe uma questão ainda mais importante: segurança. A separação pode ser um período de risco em relacionamentos abusivos, especialmente quando existe histórico de ameaças, controle, violência física ou perseguição. Portanto, não é apenas uma questão de "qual profissional procurar", mas também de construir um plano seguro para a saída e para o período posterior. A OMS coloca a segurança como uma das prioridades do atendimento.
Se você estiver procurando ajuda profissional, minha primeira escolha seria: terapeuta especializado em violência doméstica, trauma e relacionamentos abusivos. Se necessário, esse profissional pode fazer os encaminhamentos complementares.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…