Perguntas do paciente (48)
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Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não
Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não tive do que reclamar, mas infelizmente acabou, apesar de ter sido bom, houve desgaste emocional e falta de propósito, estávamos vivendo no automático, eu tinha o objetivo de casar, construir uma família, mas estava em uma fase que vivia em constantes crises depressivas, com dificuldades financeiras e problemas em casa, isso as vezes afetava o namoro, ela dizia que não sentia segurança nenhuma pra casar comigo e ter uma família, ela falava que sentia que eu ia jogar tudo pra cima dela e se o bebê chorasse, ia deixar pra ela resolver... Isso é um pensamento absurdo, porque eu nunca fui irresponsável com minhas coisas, quanto mais em relação a uma vida de uma criança que precisa de cuidado. Nós seguimos sendo amigos por um tempo mas depois nos afastamentos completamente e não temos mais vínculo nenhum. Apesar do término, da distância e do tempo, essa pessoa continua sendo um grande amor da minha vida. Ainda gosto dela e não sai da minha cabeça.
Esse 1 ano de término eu não fiquei sem fazer nada, foquei na faculdade, trabalho, academia, meus hobbys, conheci outras pessoas, tive encontros casuais, foquei nas minhas coisas. Mesmo assim ela me visita na mente todos os dias, tem dias que dói mais do que outros, e eu já não sei mais o que fazer. Faço terapia desde o início do término e venho melhorando bastante, só que a pessoa nunca sai da minha cabeça, não importa o que eu esteja fazendo, penso sempre nela. Eu sonho com ela, fico conversando internamente com ela, simulando conversas, sinto vontade de vê-la para dar um abraço e saber como ela está. Só que ela deixou claro que não queria absolutamente contato nenhum, então eu não insisti e respeitei o espaço dela.
Só queria superar isso e esquecer... Quais seus conselhos? Confesso que sinto um profundo desejo de um dia retomar o relacionamento, eu a amo bastante e já me conheci o suficiente para saber que isso que sinto não é apego. Só não sei o que fazer, talvez ela esteja com outro... Talvez não... Mas eu realmente me sinto muito triste por não tê-la mais em minha vida. Eu sou um cara sozinho e com poucos amigos, ela tem uma família enorme, um ciclo social gigantesco, tem irmãos, pais, avós... Eu não tenho absolutamente ninguém, moro sozinho e não tenho família, meu único ciclo social é a academia e o pessoal da faculdade, e mesmo assim, não são pessoas próximas com quem eu posso contar verdadeiramente. Acho que todo homem está fadado a viver sozinho e aceitar isso sem reclamar... não sei mais o que dizerRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é compatível com um processo de luto pelo término que, em alguns casos, pode ser prolongado, especialmente quando o relacionamento teve grande significado e a pessoa representava uma importante fonte de vínculo e pertencimento. O fato de você pensar nela diariamente não significa, por si só, que esteja vivendo apego ou que nunca vá superar essa experiência.
Também chama atenção o contexto que você relata: poucas relações de apoio, morar sozinho e uma rede social limitada. Esses fatores podem intensificar a saudade e a sensação de perda.
É positivo saber que você está em psicoterapia e que percebe evolução. Continue investindo nesse processo e converse com seu terapeuta sobre esses pensamentos recorrentes e sobre o impacto da solidão na sua vida. Além de elaborar o término, pode ser importante fortalecer sua rede de apoio e construir novos vínculos significativos.
Por fim, a ideia de que 'todo homem está fadado a viver sozinho' costuma refletir o sofrimento do momento, e não um fato. Com o tempo e o acompanhamento adequado, é possível ressignificar essa experiência e voltar a construir relacionamentos de forma saudável.
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Trataka com vela faz induzir ondas cerebrais lentas e mantém a mente consciente ocupada?
Trataka com vela faz induzir ondas cerebrais lentas e mantém a mente consciente ocupada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Trataka é uma prática tradicional de meditação que consiste em fixar o olhar em um ponto, frequentemente a chama de uma vela. Durante a prática, muitas pessoas relatam aumento da concentração, redução da atividade mental espontânea e sensação de relaxamento.
Do ponto de vista neurocientífico, alguns estudos sobre meditação e atenção focada sugerem que essas práticas podem estar associadas a alterações na atividade cerebral, incluindo aumento de ondas alfa e teta, frequentemente relacionadas a estados de relaxamento, atenção interna e redução da distração mental. No entanto, não há evidências suficientes para afirmar que o Trataka induza de forma consistente ondas cerebrais lentas em todas as pessoas.
A ideia de "manter a mente consciente ocupada" tem fundamento teórico, pois direcionar a atenção para um único estímulo pode reduzir a quantidade de pensamentos concorrentes e diminuir a dispersão da atenção. Porém, os efeitos variam de acordo com a experiência do praticante e seu estado mental.
Portanto, a resposta curta é: possivelmente sim, mas ainda são necessários mais estudos específicos para confirmar quais alterações cerebrais o Trataka produz e com que intensidade.
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Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim
Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que situação delicada e, ao mesmo tempo, reveladora.
O padrão que você descreve, os ciclos de aproximação e afastamento, a insônia, a irritabilidade, o choro, a confusão, indica que seu esposo está travando uma batalha interna profunda. Não necessariamente contra você, mas dentro dele mesmo.
O fato de ele ter dito na véspera do casamento que não gostava mais de você e mesmo assim ter casado, não é um detalhe pequeno. É possivelmente a chave de tudo. Existe algo no campo da intimidade real, do compromisso verdadeiro, da entrega completa, que ativa nele um mecanismo antigo de fuga. Algo que veio muito antes de você.
A forma como ele retorna à casa da mãe nos momentos de crise é simbolicamente muito significativa. É uma regressão, um retorno a um lugar onde ele se sente seguro, mas onde também não precisa se expor completamente.
E você tocou em algo muito perspicaz: quem quer terminar, termina. O choro dele é o sinal mais honesto que ele está dando. Ele sofre porque existe um conflito genuíno entre o que uma parte dele quer, que é você e essa conexão, e algo mais antigo, mais enraizado, que grita que não é seguro ficar.
Esse padrão, sem acompanhamento terapêutico, tende a se repetir indefinidamente. A pergunta mais importante agora talvez não seja "ele vai voltar?", mas sim: o que cada um de vocês está disposto a fazer por si mesmo?
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O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TOC existencial geralmente não surge do nada. Ele tende a emergir em pessoas que já carregam uma sensibilidade cognitiva e emocional mais aguçada que a média, e que em algum momento da vida se viram diante de uma pergunta que não conseguiram responder e não conseguiram simplesmente "deixar passar".
Os gatilhos mais comuns envolvem grandes transições de vida, como entrada na adolescência, fim de um relacionamento, perda de alguém significativo, ou qualquer evento que abale a sensação de certeza sobre quem a pessoa é e qual é o seu lugar no mundo.
Do ponto de vista neurológico, o que acontece é uma hiperatividade em circuitos cerebrais ligados à detecção de erros e ameaças, fazendo com que o cérebro trate uma dúvida filosófica como se fosse um perigo real. A mente fica presa num loop porque quanto mais a pessoa tenta resolver a dúvida existencial, mais o cérebro interpreta isso como confirmação de que há algo errado a ser resolvido.
Jung diria que muitas vezes esse tipo de TOC emerge quando o ego ainda não tem estrutura suficiente para sustentar as perguntas que o inconsciente começa a fazer. São perguntas sobre sentido, sobre identidade, sobre morte, sobre o que é real, e elas chegam antes que a pessoa tenha ferramentas internas para acolhê-las sem entrar em colapso.
O sofrimento não está na pergunta em si, mas na intolerância à incerteza que impede a pessoa de simplesmente existir sem uma resposta definitiva.
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um relacionamento abusivo nem sempre começa com agressões claras. Na maioria das vezes, ele se instala de forma sutil, através de pequenas distorções que vão, aos poucos, afetando sua percepção de si mesma e da realidade.
Um dos sinais mais importantes é quando você passa a se sentir constantemente insegura dentro da relação. Você começa a medir palavras, evitar comportamentos simples, ou sentir medo da reação do outro. Há também uma inversão frequente de culpa: situações em que você se sente ferida acabam sendo transformadas em algo que “é culpa sua”.
Outro ponto marcante é a desvalorização contínua, que pode vir em forma de críticas, ironias ou comentários que diminuem você. Com o tempo, isso corrói a autoestima e faz com que você duvide das próprias percepções.
O controle também é um elemento central. Pode aparecer como ciúme excessivo, tentativas de isolar você de amigos e familiares, monitoramento de redes sociais ou necessidade de saber tudo o que você faz.
Existe ainda um ciclo emocional típico: momentos de tensão, seguidos por conflitos, depois pedidos de desculpa, promessas de mudança e uma fase de aparente harmonia. Esse ciclo cria uma ligação muito forte, porque alterna dor e alívio.
No fundo, um critério simples ajuda muito: um relacionamento saudável pode até ter conflitos, mas não faz você se sentir menor, confusa ou constantemente culpada por existir como você é.
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Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Falar não é a mesma coisa que se comunicar. Muitas pessoas conseguem se expressar em palavras, mas travam quando a conversa exige troca emocional, presença e espontaneidade.
Geralmente, essa dificuldade está ligada a alguns fatores. Pode haver ansiedade social, medo de julgamento ou até uma autocrítica muito forte que faz você “se observar demais” enquanto fala. Quando isso acontece, o cérebro entra em estado de alerta, e a conversa deixa de ser natural.
Também é comum que a pessoa tenha aprendido, ao longo da vida, a não se sentir completamente à vontade para se expressar. Às vezes houve interrupções, críticas ou falta de escuta no passado, e isso cria um bloqueio mais sutil no presente.
Um caminho importante é começar reduzindo a exigência interna. Você não precisa dizer tudo perfeitamente nem ter respostas prontas. Conversar bem não é impressionar, é conseguir estar presente.
Pratique em contextos mais seguros, com pessoas de confiança, e comece com trocas simples. Outra estratégia útil é focar mais em ouvir do que em performar. Quando você se interessa genuinamente pelo outro, a conversa flui com menos pressão.
Se perceber que há muita ansiedade envolvida, técnicas de respiração, terapia ou até treinos específicos de habilidades sociais podem ajudar bastante. Com o tempo, isso deixa de ser um esforço e passa a ser algo mais natural.
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Existe relação do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) com depressão?
Existe relação do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existe uma relação muito estreita entre o Transtorno de Ansiedade Generalizada e a depressão, e é bastante comum que eles apareçam juntos.
Do ponto de vista do cérebro, ambos compartilham alterações em sistemas semelhantes, especialmente aqueles ligados à regulação do humor, da ameaça e da motivação. Na ansiedade, o organismo fica em estado de alerta constante, como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer. Com o tempo, esse estado contínuo de tensão pode levar a um esgotamento psíquico e emocional, abrindo espaço para a depressão.
Na experiência subjetiva, isso também faz sentido. Viver preocupado o tempo todo, antecipando problemas e sentindo dificuldade de relaxar, desgasta. A mente perde a sensação de segurança, e aos poucos pode surgir desânimo, perda de interesse e sensação de incapacidade.
Pela perspectiva psicanalítica, a ansiedade pode estar ligada a conflitos internos não resolvidos, enquanto a depressão muitas vezes aparece quando há uma queda da energia psíquica, como se o sujeito não conseguisse mais sustentar esse estado de tensão ou encontrar saídas.
Por isso, quando os dois quadros aparecem juntos, o cuidado precisa considerar essa dinâmica integrada, e não tratar cada um de forma isolada.
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Quando a ansiedade patológica se torna um problema?
Quando a ansiedade patológica se torna um problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade se torna um problema quando deixa de ser uma reação pontual e passa a funcionar como um estado quase permanente.
Ela começa a ser considerada patológica quando é desproporcional à situação, aparece mesmo sem um motivo claro, ou persiste por longos períodos. Outro sinal importante é quando ela interfere na vida da pessoa: dificuldade para dormir, cansaço constante, irritabilidade, tensão física, dificuldade de concentração ou evitação de situações do dia a dia.
Também chama atenção quando a pessoa perde a sensação de controle sobre o próprio pensamento. A mente entra em um ciclo de preocupações repetitivas, antecipando cenários negativos, como se estivesse sempre tentando se preparar para algo que nunca se resolve.
Do ponto de vista mais profundo, a ansiedade deixa de ser apenas um sinal de alerta e passa a ser o próprio problema quando o organismo já não consegue retornar ao estado de equilíbrio. É como se o sistema interno de “alarme” ficasse ligado o tempo todo, mesmo na ausência de perigo real.
Nesse ponto, mais do que tentar controlar a ansiedade, é importante compreender o que está sustentando esse estado e buscar formas de tratamento adequadas.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…