Perguntas do paciente (8)
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Como trabalhar com pessoas adultas na terapia cognitivo-comportamental?
Como trabalhar com pessoas adultas na terapia cognitivo-comportamental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Envolve um processo sempre adaptado à realidade e às necessidades de cada pessoa. O foco principal do TCC é ajudar a identificar padrões de pensamento disfuncionais, entender como esses pensamentos influenciam as emoções e os comportamentos, e, a partir disso, desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com os desafios do dia a dia.
Muitas vezes, as pessoas chegam à terapia com questões como ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos, estresse no trabalho ou baixa autoestima. Na TCC, exploramos essas dificuldades, questionando que podem estar limitando a pessoa e ensinando habilidades para enfrentar os problemas de forma mais funcional. Isso pode incluir técnicas como reestruturação cognitiva (substituir pensamentos negativos por outros mais realistas e equilibrados), exposição gradual (para lidar com medos e evitar esquivas), treino de habilidades sociais e técnicas de relaxamento e mindfulness .
Outro aspecto importante é ajudar a pessoa a perceber os padrões que se repetem na vida dela e a desenvolver maior autonomia emocional. Muitas vezes, o sofrimento vem da forma como interpretamos as situações, e não necessariamente dos eventos em si. Então, ao longo do processo terapêutico, a gente vai ajustando essa forma de enxergar as coisas, tornando-a mais flexível e adaptativa.
Se você está pensando em iniciar uma terapia ou quer entender melhor como isso pode te ajudar, podemos trabalhar juntos para identificar seus desafios específicos, entender como seus pensamentos estão impactando sua vida e desenvolver estratégias práticas para que você se sinta mais no controle de suas emoções e ações. O primeiro passo é compreender que mudança é um processo e que, com o suporte certo, você pode aprender a lidar melhor com as dificuldades e viver de uma forma mais leve e consciente.
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Uma pessoa pode ter transtorno de personalidade borderline e transtorno obsessivo-compulsivo simulta
Uma pessoa pode ter transtorno de personalidade borderline e transtorno obsessivo-compulsivo simultaneamente? Como essa combinação pode impactar seu comportamento em relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, uma pessoa pode ter Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) simultaneamente. Essa coexistência de transtornos é conhecida como comorbidade e, no caso do TPB e TOC, pode gerar desafios específicos, especialmente nas relações interpessoais.
Impactos comportamentais no relacionamento
Instabilidade emocional intensa (TPB) + rigidez cognitiva (TOC):
O TPB é caracterizado por emoções intensas e instáveis, além de medo de abandono e impulsividade. Já o TOC envolve pensamentos intrusivos (obsessões) e comportamentos repetitivos (compulsões) para aliviar a ansiedade. A combinação pode criar um ciclo complexo: a necessidade de controle do TOC pode entrar em conflito com a instabilidade emocional do TPB, gerando frustração e conflitos nos relacionamentos.
Dificuldade com limites e dependência:
O medo intenso de abandono (TPB) pode levar a comportamentos de dependência emocional ou tentativas desesperadas de manter o outro próximo. Quando combinado com o TOC, uma pessoa pode desenvolver hábitos ou padrões obsessivos relacionados ao relacionamento, como verificar constantemente o afeto do parceiro ou tentar controlar aspectos da relação para reduzir a ansiedade.
Conflitos relacionados à perfeição e controle:
O TOC pode gerar expectativas absurdas sobre como o relacionamento deve ser prolongado, enquanto o TPB pode levar a emoções intensas quando essas expectativas não são atendidas. Isso pode causar uma alternância entre idealização e desvalorização do parceiro, característica do TPB, agravada pela frustração com a falta de controle (TOC).
Impulsividade (TPB) x evitação (TOC):
Enquanto o TPB pode levar a comportamentos impulsivos (como discutir acaloradas, brincadeiras súbitas ou atitudes autodestrutivas), o TOC tende a provocar uma evitação de situações que geram ansiedade. Isso pode criar um conflito interno, onde uma pessoa sente o impulso de agir de forma impulsiva, mas também experimenta a necessidade de controlar ou evitar essas situações, gerando ainda mais sofrimento.
Desgaste emocional para ambos:
Para uma pessoa que vive com esses transtornos, o ciclo de ansiedade, impulsividade e fraqueza pode ser extremamente desgastante. Para parceiros e familiares, pode ser difícil lidar com as flutuações emocionais e o comportamento controlado ou repetitivo.
Abordagem terapêutica:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais, tanto nas obsessões/compulsões quanto na instabilidade emocional.
Terapia Dialética Comportamental (TDC/DBT): É especialmente eficaz para o TPB, focando na regulação emocional, tolerância ao estresse e habilidades interpessoais.
Intervenção farmacológica: Em alguns casos, os medicamentos podem ser usados para ajudar no controle da ansiedade e da impulsividade.
Psicoeducação e terapia de casal/familiar: Envolver parceiros ou familiares no processo terapêutico pode ser fundamental para melhorar a comunicação e estabelecer limites saudáveis.
Essa combinação de transtornos exige uma abordagem terapêutica integrada e personalizada, considerando tanto o sofrimento interno da pessoa quanto o impacto nas suas relações.
Espero ter ajudado e me coloco a disposição para esclarecer mais dúvidas!
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Toc sexual pode ter haver com masturbação compulsiva?
Toc sexual pode ter haver com masturbação compulsiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) com manifestações sexuais pode estar relacionado à masturbação compulsiva, mas é importante entender as diferenças e as possíveis conexões entre essas características.
O TOC de conteúdo sexual envolve obsessões persistentes e indesejadas relacionadas a temas sexuais, como medo de ter comportamentos inapropriados, dúvidas sobre a própria identidade sexual, pensamentos intrusivos de natureza moralmente perturbadora, entre outros. Essas obsessões geram grande angústia e são acompanhadas por compulsões, que podem incluir evitar certas situações, buscar constantemente reafirmação ou realizar rituais mentais para neutralizar o desconforto.
Em alguns casos, a masturbação compulsiva pode estar presente no contexto do TOC sexual quando uma pessoa utiliza como uma compulsão para aliviar a ansiedade gerada pelos pensamentos obsessivos. Por exemplo, alguém pode recorrer à masturbação repetidamente para tentar "testar" sua orientação sexual ou neutralizar pensamentos considerados inaceitáveis.
Independentemente da relação entre as duas características, se esse comportamento está causando sofrimento, prejuízos na vida social, emocional ou profissional, é fundamental procurar ajuda especializada.
Eu posso ajudá-lo a compreender melhores esses padrões, identificar os gatilhos envolvidos e trabalhar estratégias para reduzir o sofrimento causado por eles, utilizando abordagens baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Caso queira conversar sobre isso, estou à disposição para te ajudar nesse processo.
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O toc causa dúvida sobre dúvida sobre qualquer tema?
O toc causa dúvida sobre dúvida sobre qualquer tema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o TOC pode gerar dúvidas sobre praticamente qualquer assunto, pois a incerteza é um dos principais gatilhos desse transtorno.
O que caracterizar o TOC não é apenas uma dúvida em si, mas a forma como ela se torna persistente, angustiante e acompanhada de compulsões para buscar o problema. Essas dúvidas podem envolver desde questões existenciais e morais até temas mais cotidianos, como relacionamentos, saúde, identidade e até mesmo se uma pessoa realmente tem TOC.
Esse padrão é chamado de “dúvida patológica” e faz com que uma pessoa nunca se sinta plenamente segura, gerando ciclos repetitivos de verificação, questionamento interno ou busca de garantias externas.
Se essas dúvidas estão causando sofrimento e impactando sua vida, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a reduzir esse padrão, trabalhando a limitação da incerteza e a interrupção das compulsões.
Estou à disposição para te ajudar nesse processo!
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Olá. Tenho 30 anos e sofro com ansiedade desde os 10. Há cinco anos recebi o diagnóstico de TAG e fa
Olá. Tenho 30 anos e sofro com ansiedade desde os 10. Há cinco anos recebi o diagnóstico de TAG e faço tratamento com terapia e remédio (sertralina). No entanto, nos últimos tempos tenho tipo episódios de desrealização, e o medo de ficar preso nessa sensação para sempre e enlouquecer está me consumindo. Já consultei mais de um neurologista e já fiz eletroencefalograma, com resultados normais. No entanto, ainda não consigo me convencer de que estou temendo algo de fato impossível. Parece que, a qualquer momento, perderei o contato com a realidade de forma irreversível. Faço tratamento com psicólogo e psiquiatra, mas gostaria de ouvir a opinião de outros profissionais para, quem sabe, me convencer. Por isso escrevo aqui, e espero que possam me ajudar. Obrigado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo – episódios de desrealização acompanhados de medo intenso de enlouquecer – é algo relativamente comum em pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e outros transtornos ansiosos.
A desrealização é uma sensação transitória em que o mundo ao redor parece estranho, irreal ou distante, e geralmente ocorre em momentos de ansiedade elevada. Ela está associada à hiperativação do sistema nervoso, que pode levar a um estado de alerta extremo, fazendo com que o cérebro tenha dificuldades em processar a realidade de forma habitual.
O medo de “ficar preso” nessa sensação ou de perder o contato com a realidade é um pensamento típico da ansiedade, mas é importante lembrar: isso não significa que você irá enlouquecer. Pessoas com transtornos ansiosos têm um alto nível de autoconsciência, o que, na verdade, reduz drasticamente qualquer risco real de psicose ou perda de contato com a realidade.
Seu exame neurológico normal confirma que não há nenhuma condição médica subjacente. O que mantém esse medo é o ciclo da ansiedade: você sente a desrealização, fica assustado, tenta se convencer de que está tudo bem, mas a dúvida persiste e alimenta ainda mais a ansiedade. Esse padrão é comum em pessoas com TAG e pode ser trabalhado na terapia, especialmente com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ensina estratégias para reduzir essa hipervigilância e lidar melhor com a incerteza.
O que você está vivenciando é angustiante, mas não é perigoso. Com o tratamento adequado, é possível reduzir esses episódios e aprender a manejá-los sem medo.
Se precisar de mais apoio, estou à disposição para ajudar!
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Meu psicólogo faz diagnóstico pra TDAH mas ele me falou que não pode fazer em mim pq eu sou paciente
Meu psicólogo faz diagnóstico pra TDAH mas ele me falou que não pode fazer em mim pq eu sou paciente regular dele. Procede isso? Um psicólogo não pode fazer diagnóstico no seu paciente só por que ele é atendido toda semana por ele? Desde já agradeço o esclarecimento!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que seu psicólogo disse procede e está alinhado com a ética profissional.
O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que, sempre que possível, o profissional evite realizar avaliações diagnósticas em pacientes que já acompanha regularmente em psicoterapia. Isso ocorre porque a relação terapêutica pode influenciar a objetividade da avaliação, tornando o diagnóstico menos isento. Além disso, a avaliação psicológica exige um processo específico, que pode ser melhor conduzido por um profissional que não esteja diretamente envolvido no acompanhamento clínico.
Isso não significa que seu psicólogo não possa te orientar sobre o tema ou identificar sinais sugestivos de TDAH. Ele pode sugerir a avaliação com outro profissional especializado em neuropsicologia ou psiquiatria, garantindo um processo mais preciso e imparcial.
Se precisar de mais esclarecimentos sobre avaliação psicológica ou estratégias para lidar com dificuldades associadas ao TDAH, estou à disposição para ajudar!
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A pessoa que tem TOC e não tratar pode acabar desenvolvendo outros pensamentos obsessivos além de um
A pessoa que tem TOC e não tratar pode acabar desenvolvendo outros pensamentos obsessivos além de um?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é comum que, sem tratamento, o TOC evolua e novos pensamentos obsessivos surjam ao longo do tempo.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado por pensamentos intrusivos e angustiantes (obsessões) e comportamentos ou rituais repetitivos (compulsões) para aliviar a ansiedade. Muitas vezes, a pessoa começa com uma obsessão específica, mas, se o transtorno não for tratado, o cérebro pode "migrar" para outros temas, gerando novas obsessões ao longo da vida.
Isso ocorre porque o TOC não está ligado a um tema específico, mas sim a um padrão mental disfuncional, que envolve a necessidade de certeza, controle e alívio imediato da ansiedade. Se um medo ou dúvida for resolvido, outro pode surgir no lugar, criando um ciclo difícil de quebrar.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente com a técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP), é altamente eficaz para ajudar uma pessoa a lidar com a incerteza e reduzir a necessidade de realizar compulsões. Quanto mais cedo o TOC for tratado, menores serão as chances de ele se expandir para outras áreas da vida.
Se precisar de orientação ou apoio nesse processo, estou à disposição para ajudar!
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Minha psicóloga me diagnosticou com TDAH, mas vários conhecidos comentaram que é estranho porque não
Minha psicóloga me diagnosticou com TDAH, mas vários conhecidos comentaram que é estranho porque não fiz os testes que muitos exigem. Esses testes são os únicos que determinam o diagnostico? Estou em acompanhamento com a psicóloga já faz um tempo, quase dois anos e ela comentou que vem avaliando e estudando o meu caso, por isso determinou o diagnóstico. Mas, fiquei um pouco confusa, por não ter feito esses testes.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas pessoas associaram o diagnóstico de TDAH exclusivamente à aplicação de testes formais, mas, na realidade, o diagnóstico é clínico, baseado em critérios específicos e em uma avaliação abrangente do histórico e funcionamento da pessoa.
Os testes psicológicos e neuropsicológicos podem auxiliar no diagnóstico, mas não são obrigatórios. O principal para o diagnóstico de TDAH é uma análise detalhada dos sintomas, do histórico de vida e do impacto que as dificuldades causam no dia a dia.
Sua psicóloga, que já te acompanha há quase dois anos, provavelmente observou padrões persistentes de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade, avaliando como esses sintomas afetam sua rotina, trabalho, relacionamentos e bem-estar emocional. Esse acompanhamento contínuo pode fornecer informações tão ou até mais relevantes do que testes pontuais.
Os testes neuropsicológicos são úteis em alguns casos, especialmente quando há dúvidas diagnósticas ou necessidade de diferenciar o TDAH de outros transtornos que podem ter sintomas semelhantes, como ansiedade, depressão ou dificuldades de aprendizagem. Porém, a ausência desses testes não invalida um diagnóstico feito com base em uma avaliação clínica criteriosa.
Se ainda tiver dúvidas, converse com sua psicóloga sobre a possibilidade de uma avaliação complementar para maior segurança no diagnóstico. Estou à disposição para te ajudar a entender melhor esse processo!
Perguntas frequentes
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Pode deitar logo após usar o corticoide em spray (budesonida/ avamys/ dymista...) ou devo esperar al
Pode deitar logo após usar o corticoide nasal, não é necessário esperar alguns…