Perguntas do paciente (6)
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por confiar e compartilhar algo tão íntimo. Imagino o quanto essa situação tem sido dolorosa para você.
Pelo que você descreve, esse pensamento, por si só, não significa que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa. Nossa mente cria lembranças, hipóteses e possibilidades o tempo todo, e elas nem sempre refletem aquilo que desejamos ou sentimos. Quando existe um diagnóstico de TOC, é comum que alguns pensamentos venham acompanhados de muita culpa e da sensação de que eles precisam ter algum significado.
O que mais me chama a atenção no seu relato é que seu companheiro conseguiu perdoá-la, mas você ainda não conseguiu se perdoar. Talvez esse pensamento tenha apenas reativado uma dor que ainda não foi elaborada, e não seja uma prova de que você fez algo errado novamente.
Em vez de tentar encontrar uma resposta definitiva sobre o que esse pensamento significa, talvez seja mais importante olhar para o que ele despertou em você. A culpa pode estar dizendo mais sobre a forma como você tem se tratado do que sobre o pensamento em si.
Se esse sofrimento tem sido frequente, leve essa questão para o seu processo terapêutico. Você merece viver sua história com mais leveza e aprender, aos poucos, a olhar para si com a mesma compaixão que consegue oferecer às outras pessoas.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por confiar e dividir uma parte tão delicada da sua história.
Antes de qualquer coisa, quero dizer que sinto muito pelo quanto isso tem feito você sofrer. Dá para perceber que o que mais tem machucado você não foi apenas o que viu, mas tudo o que passou a sentir depois.
Pelo seu relato, esse episódio despertou uma culpa e uma angústia muito intensas. O fato de você ter interrompido a visualização rapidamente e perdido o interesse não significa, por si só, que esse conteúdo represente um desejo ou defina quem você é.
Também percebo que essa experiência parece ter reaberto uma ferida que já havia aparecido no passado. Quando isso acontece, é comum que a mente fique tentando entender o que tudo isso significa, mas essa busca nem sempre traz alívio — muitas vezes, aumenta ainda mais o sofrimento.
Você já deu um passo importante ao buscar acompanhamento psiquiátrico e reconhecer que a psicoterapia pode ajudá-la nesse momento. Você merece um espaço onde possa falar sobre isso com liberdade, ser acolhida com respeito e compreender o que está vivendo sem precisar carregar tanto peso.
Cuide de você com a mesma gentileza que ofereceria a alguém que ama. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo como deve ser angustiante ver sua filha passar por momentos de tanto medo. Quando uma criança apresenta uma reação tão intensa, com sensação de pânico, ficar paralisada ou gritar diante de animais, é importante olhar para isso com cuidado e acolhimento.
O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é um(a) psicólogo(a infantil, especialmente com experiência em ansiedade infantil e medos/fobias. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o que acontece nesses momentos, desenvolver estratégias para lidar com o medo e construir mais segurança emocional.
Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra infantil, principalmente se os sintomas forem muito intensos, frequentes ou estiverem interferindo na rotina, passeios, escola ou convivência familiar.
Procure evitar forçar a criança a enfrentar o animal de forma brusca ou minimizar o medo (“não precisa ter medo”), pois para ela a sensação é real e muito intensa. O mais importante é acolher, transmitir segurança e buscar ajuda especializada.
Com o acompanhamento adequado, muitas crianças conseguem desenvolver recursos para lidar melhor com esses medos e recuperar a tranquilidade no dia a dia.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Imagino o quanto deve estar sendo difícil para vocês lidar com essas situações. Ver uma criança de 3 anos com crises tão intensas de irritação, choro, dificuldade diante de mudanças e momentos de agressividade pode gerar muita preocupação.
Uma avaliação com psicólogo(a) infantil é um caminho importante para compreender os aspectos emocionais e comportamentais, além de orientar a família sobre estratégias para favorecer a regulação emocional e o manejo dessas situações.
A avaliação neuropsicológica infantil também pode ser indicada, especialmente quando há dúvidas sobre o desenvolvimento, comportamento, flexibilidade diante de mudanças, atenção, processamento sensorial, comunicação, habilidades cognitivas e funções executivas. Ela pode contribuir para uma compreensão mais ampla do funcionamento da criança, auxiliando no direcionamento das melhores intervenções.
Além disso, o acompanhamento com o pediatra do desenvolvimento ou neuropediatra pode complementar essa investigação, quando necessário.
O mais importante é olhar para esses comportamentos não apenas como “birras”, mas como uma forma que ela encontrou de expressar algo que ainda não consegue organizar emocionalmente. Com uma avaliação cuidadosa, é possível compreender melhor suas necessidades e ajudá-la a desenvolver recursos para lidar com as emoções de forma mais saudável.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que essas dúvidas possam trazer muitas preocupações e a necessidade de buscar respostas.
De forma geral, o ideal é iniciar com um(a) psicólogo(a) com experiência em avaliação, que poderá compreender a história, os sintomas, o funcionamento emocional, comportamental e cognitivo, além de orientar os próximos passos.
A avaliação neuropsicológica pode ser uma ferramenta importante pois auxilia na compreensão de aspectos como atenção, memória, funções executivas, regulação emocional e características relacionadas ao TEA e ao TDAH.
Quando há suspeita de depressão ou sintomas emocionais mais intensos, o acompanhamento com um(a) psiquiatra também pode ser indicado para uma avaliação complementar.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão profundo. A forma como fomos cuidados e recebemos afeto ao longo da vida pode influenciar a maneira como percebemos, expressamos e reconhecemos nossos próprios sentimentos.
Quando uma pessoa cresce com pouco afeto ou com poucas experiências de validação emocional, pode acontecer de ela aprender a se proteger, a duvidar do que sente ou até ter dificuldade para identificar emoções e necessidades. Isso não significa que ela não seja capaz de amar ou construir vínculos; significa apenas que essa percepção pode precisar ser desenvolvida com mais consciência e acolhimento.
É possível, sim, aprender a reconhecer com mais clareza sentimentos como carinho, conexão, desejo de proximidade e amor. Esse processo envolve observar mais a própria experiência: como você se sente na presença da pessoa, o que desperta em você, quais valores compartilham e como essa relação contribui para que você seja mais você mesma.
Sobre a relação entre amar e ter força para seguir suas metas, um vínculo saudável pode ser uma fonte de apoio, segurança e motivação. Mas o amor também precisa caminhar junto com o amor por si mesma. Quando construímos uma relação mais acolhedora conosco, nossas escolhas deixam de depender apenas da presença ou validação de outra pessoa e passam a estar conectadas com nossos próprios valores e objetivos.
A dificuldade em reconhecer o amor pode ser trabalhada ao longo de um processo de autoconhecimento e psicoterapia, permitindo que você compreenda sua história, suas formas de se proteger e também suas possibilidades de criar vínculos mais seguros.
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