Perguntas do paciente (36)

  • Por que a co-regulação é considerada "essencial" no tratamento de Transtorno de Personalidade Border

    Por que a co-regulação é considerada "essencial" no tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    No TPB, a pessoa sente emoções muito intensas e, muitas vezes, ainda não sabe como lidar com isso sozinha.

    A co-regulação é essencial porque, na relação terapêutica, ela aprende a se acalmar, entender o que está sentindo e não agir no impulso.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), uso esse apoio como um passo inicial, mas o foco é desenvolver autonomia emocional, para que a pessoa consiga lidar melhor com as próprias emoções no dia a dia e não sofrer com as oscilações de pensamentos e humor.


  • Qual a diferença entre Co-regulação e "Ceder às vontades" do paciente com Transtorno de Personalidad

    Qual a diferença entre Co-regulação e "Ceder às vontades" do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Muita gente confunde esses dois pontos, principalmente em casos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) , quando a pessoa está em sofrimento intenso, ela não está ‘exagerando’ , ela está tentando lidar com emoções que ainda não consegue regular sozinha.

    A co-regulação é quando eu estou junto com o paciente nesse momento, ajudando a organizar essa experiência emocional com segurança. Já 'ceder às vontades' pode até aliviar na hora, mas acaba reforçando padrões que mantêm o sofrimento.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), o foco é exatamente esse: acolher a dor, desenvolver consciência emocional e, ao mesmo tempo, fortalecer a autonomia para que a pessoa consiga lidar melhor com o que sente — sem depender de respostas externas para se regular.


  • Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece "absorver" o estado físico

    Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece "absorver" o estado físico de quem está ao lado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Quem tem TPB costuma ser muito sensível ao ambiente e às pessoas ao redor. Então, às vezes, não é que ela ‘queira absorver’ o que o outro está sentindo — é que ela percebe tudo com muita intensidade e ainda está aprendendo a lidar com isso.

    Se alguém está tenso, irritado ou distante, isso pode ser sentido quase como se fosse dela. E aí vem a confusão emocional.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), eu ajudo a pessoa a ir diferenciando o que é dela e o que é do outro, desenvolvendo mais consciência e segurança emocional para não se perder nessas situações.


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Antes de tudo, quero te dizer: faz muito sentido você se sentir assim depois de tudo o que viveu. Você não está exagerando — seu corpo e sua mente aprenderam a funcionar em alerta por muito tempo.

    E o fato de você estar juntando dinheiro e criando coragem para se cuidar já mostra o quanto você quer mudar isso. Isso é um passo muito importante.

    Sobre qual profissional procurar: o mais indicado para começar é um psicólogo.

    É na terapia que você vai conseguir falar sobre esses traumas, entender esses padrões (ansiedade, crises, insegurança, desconfiança) e começar a reorganizar tudo isso com mais segurança.

    * o psiquiatra entra quando há necessidade de medicação, principalmente se as crises estão muito intensas (como pânico, enxaqueca forte, vômito, insônia). Mas, mesmo nesses casos, o ideal é fazer junto com a terapia.

    Ou seja: não precisa escolher “um ou outro” agora. Você pode começar pela terapia, e, se necessário, o próprio profissional vai te orientar sobre encaminhamento.

    O mais importante não é acertar “a vertente perfeita”, e sim encontrar um profissional com quem você se sinta segura para começar.

    No meu trabalho, eu utilizo a Terapia Cognitivo-Comportamental junto com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), justamente para ajudar pessoas que passaram por experiências difíceis a lidarem com ansiedade, crises e inseguranças, de forma mais leve e estruturada.

    Se tudo isso que você descreveu já está te causando sofrimento, te deixando em alerta constante ou dificultando sua vida, eu posso te ajudar a começar esse processo com mais cuidado e segurança, no seu ritmo!


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Eu quero começar te dizendo uma coisa importante: o que você está vivendo é muito angustiante, mas é mais comum do que parece e tem explicação.

    Esse ‘ruído’ constante, essa dúvida que não se resolve, essa sensação de mente nebulosa… tudo isso costuma estar muito ligado à ansiedade. Não é falta de capacidade, nem falta de clareza — é o excesso de pensamento tentando encontrar uma certeza que não existe.

    E aí entra um ponto-chave: o problema não é a decisão.

    Você já decidiu. De forma racional, coerente, alinhada com o que você conhece e gosta.

    O problema é que a sua mente não aceita a dúvida que vem depois da decisão. Ela começa a “caçar” possibilidades, comparar com os outros, imaginar cenários, tentando te dar 100% de certeza. Só que essa certeza total não existe.

    Então vira um ciclo:
    decide → sente um alívio → a dúvida volta → você começa a questionar tudo → e perde a confiança no que sentiu.

    Isso não é traço fixo da sua personalidade. Nesse momento, parece muito mais um padrão de ansiedade em pico, que está afetando sua capacidade de confiar em si mesmo.

    O caminho não é eliminar a dúvida, é aprender a não obedecer ela.

    Mesmo com dúvida, você pode seguir o plano. Mesmo com o pensamento “e se não for isso?”, você pode continuar estudando. A dúvida pode estar presente, sem precisar te paralisar.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a gente trabalha exatamente isso: diminuir esse excesso de luta mental e te ajudar a agir com mais clareza, mesmo com incerteza.

    Se esse ciclo está te travando, te desgastando e te fazendo perder o foco nos seus estudos, eu posso te ajudar a organizar isso e a retomar sua confiança, sem precisar esperar a dúvida desaparecer


  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Sim, pessoas mais rígidas tendem a ser mais vulneráveis ao esgotamento, mas não por fraqueza, e sim pela forma como funcionam.

    Geralmente são pessoas muito exigentes consigo mesmas, com dificuldade de flexibilizar, delegar ou parar. Querem dar conta de tudo, fazer bem feito, evitar erros e acabam se colocando sob pressão constante.

    O problema é que o corpo e a mente têm limite. Quando não há pausa, adaptação ou espaço para falhar, o desgaste vai se acumulando, até chegar no esgotamento.

    Com o tempo, isso pode aparecer como cansaço extremo, irritação, perda de motivação e até dificuldade de concentração.

    A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Dá para aprender a flexibilizar, reduzir a autocobrança e encontrar um ritmo mais saudável, sem precisar abrir mão da responsabilidade ou da qualidade.

    Se você sente que está sempre no limite, sobrecarregado(a) ou sem conseguir desligar, eu posso te ajudar a reorganizar isso e prevenir que esse desgaste avance para algo maior.


  • Quais são as causas da ansiedade e do comportamento disruptivo?

    Quais são as causas da ansiedade e do comportamento disruptivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    As causas da ansiedade e do comportamento disruptivo geralmente não são uma coisa só — é um conjunto de fatores que vão se somando ao longo do tempo.

    A ansiedade pode surgir de preocupações constantes, pensamentos acelerados, necessidade de controle, experiências passadas ou até um ritmo de vida muito exigente. O corpo entra em alerta e começa a reagir como se estivesse sempre em risco.

    Já o comportamento disruptivo (reações mais impulsivas, explosões, dificuldade de controle) muitas vezes aparece quando a pessoa está com muita tensão interna e não sabe como lidar com isso. É como se o comportamento fosse uma forma de descarregar o que está acumulado.

    No fundo, os dois costumam estar ligados: muita ansiedade interna pode acabar aparecendo em atitudes mais impulsivas ou desorganizadas.

    No acompanhamento psicológico, a gente trabalha para entender esses padrões, regular as emoções e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o que você sente.

    Se você percebe que isso está te trazendo conflitos, desgaste emocional ou dificuldade nos seus relacionamentos, eu posso te ajudar a organizar isso e construir respostas mais equilibradas no dia a dia.


  • Quando o comportamento disruptivo é considerado um problema sério?

    Quando o comportamento disruptivo é considerado um problema sério?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Um comportamento disruptivo passa a ser um problema mais sério quando ele começa a se repetir com frequência e a trazer prejuízos reais para a vida da pessoa.

    Por exemplo, quando há explosões, impulsividade, dificuldade de controlar reações ou conflitos constantes — e isso começa a afetar relacionamentos, trabalho, família ou o próprio bem-estar.

    Muitas vezes, esse tipo de comportamento não é ‘falta de controle por escolha’, mas um sinal de que existe muita tensão interna, ansiedade ou dificuldade de lidar com emoções.

    O ponto de atenção é: isso está te prejudicando? Está se repetindo? Está difícil de controlar sozinho(a)?

    Se sim, vale olhar para isso com mais cuidado.

    No acompanhamento psicológico, a gente trabalha para entender o que está por trás dessas reações e desenvolver formas mais equilibradas de lidar com as emoções.

    Se isso já está gerando desgaste, conflitos ou arrependimento depois das atitudes, eu posso te ajudar a organizar isso e construir respostas mais conscientes e tranquilas no dia a dia.


  • Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?

    Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Na TCC para ansiedade, não existe um único ‘protocolo fechado’, mas sim um conjunto de estratégias que vão sendo aplicadas de forma personalizada.

    De forma simples, o trabalho costuma envolver:

    • Entender o que está por trás da ansiedade — pensamentos, situações e padrões que mantêm o ciclo
    • Identificar e questionar pensamentos automáticos que aumentam o medo
    • Trabalhar a exposição gradual — ou seja, ir enfrentando aos poucos aquilo que gera ansiedade
    • Desenvolver formas de regular o corpo, como respiração e manejo da ativação
    • Construir novas formas de lidar com situações do dia a dia

    No meu trabalho, eu integro a TCC com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que ajuda não só a mudar pensamentos, mas também a se relacionar de forma mais leve com eles.

    Se a ansiedade está te travando, te deixando em alerta constante ou dificultando sua rotina, eu posso te ajudar a organizar isso e encontrar formas mais seguras e equilibradas de lidar com o que você está sentindo.


  • Quais os benefícios do modelo transdiagnóstico no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?

    Quais os benefícios do modelo transdiagnóstico no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    No Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), é comum a pessoa viver com preocupação excessiva, pensamento acelerado e uma agitação interna muito forte.

    O modelo transdiagnóstico ajuda porque não foca só no medo da doença, mas nesses padrões que mantêm a ansiedade, como a preocupação constante e a necessidade de controle.

    Na prática, a pessoa começa a entender melhor o que está acontecendo dentro dela e aprende formas mais saudáveis de lidar com esses pensamentos e sensações, sem precisar encarar a vida como um cenário sempre negativo ou como um checklist a ser cumprido, sem sentir prazer, leveza ou alegria.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), o objetivo é reduzir a luta contra a ansiedade, desenvolver mais equilíbrio e autonomia emocional no dia a dia, e conseguir viver com mais paz e leveza, aprendendo a valorizar os pequenos momentos, sem culpa e sem aquele medo constante tomando conta da rotina.


  • Quais pensamentos e crenças são centrais no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?

    Quais pensamentos e crenças são centrais no Transtorno de ansiedade de doença (TAD) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    No Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), alguns pensamentos e crenças vão se repetindo e alimentando a ansiedade.

    É comum aparecerem ideias como:
    ‘Se eu estou sentindo algo, pode ser algo grave’
    ‘E se eu tiver uma doença séria e não descobri a tempo?’
    ‘Preciso ter certeza de que está tudo bem’

    Existe também uma dificuldade grande em tolerar dúvida — a pessoa sente que precisa de garantias o tempo todo, e isso faz com que ela fique checando o corpo, buscando exames ou informações.

    O problema é que, quanto mais ela tenta ter certeza, mais a ansiedade aumenta.

    No acompanhamento psicológico, a gente trabalha justamente para mudar essa relação com os pensamentos — não tentando eliminar, mas aprendendo a não se prender tanto a eles.

    Se você percebe que está vivendo nesse ciclo de preocupação constante com a saúde, isso pode ser muito desgastante — e eu posso te ajudar a sair desse padrão e viver com mais tranquilidade.”


  • Como um psicólogo aborda o Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD) sob um modelo transdiagnóstico?

    Como um psicólogo aborda o Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD) sob um modelo transdiagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    O modelo transdiagnóstico parte de uma ideia simples: muitas ansiedades diferentes funcionam de um jeito parecido por dentro.

    Por exemplo, no Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), aparece a preocupação constante com a saúde, o pensamento acelerado, a necessidade de checar o corpo ou buscar segurança. Em outros quadros de ansiedade, muda o tema — mas o padrão é muito parecido: medo, excesso de preocupação e tentativa de controlar.

    Então, em vez de tratar só o ‘assunto’ da ansiedade, a gente trabalha o que mantém esse ciclo.

    Na prática, isso ajuda a pessoa a entender melhor o que está acontecendo com ela e a lidar com a ansiedade de forma mais ampla, não só em uma situação específica.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), esse olhar ajuda a pessoa a sair desse ciclo de preocupação e controle, desenvolver mais equilíbrio emocional e viver com mais leveza, sem ficar presa à ansiedade o tempo todo.

    Se essa ansiedade já está te prendendo em pensamentos repetitivos ou te impedindo de viver com tranquilidade, eu posso te ajudar a trabalhar isso de forma mais completa.


  • Qual a relação entre ansiedade e disfunção executiva?

    Qual a relação entre ansiedade e disfunção executiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Existe uma relação bem direta entre ansiedade e dificuldade de organização e ação.

    Quando a ansiedade está alta, a mente fica acelerada, cheia de preocupações e ‘e se…’. Isso consome energia mental e dificulta funções como foco, planejamento, tomada de decisão e início de tarefas.

    Na prática, a pessoa pode sentir que não consegue se organizar, procrastina, começa várias coisas e não termina — não por falta de capacidade, mas porque está sobrecarregada internamente.

    É como se o cérebro estivesse ocupado demais tentando lidar com a ansiedade e sobrasse menos espaço para executar.

    No acompanhamento psicológico, a gente trabalha para reduzir esse excesso de alerta e organizar os pensamentos, o que naturalmente melhora a clareza, o foco e a capacidade de agir.

    Se você sente que a ansiedade está te travando, te fazendo procrastinar ou dificultando sua rotina, eu posso te ajudar a retomar esse controle de forma mais leve e estruturada.


  • Quais são os tipos de transtornos somatoformes? .

    Quais são os tipos de transtornos somatoformes? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Os transtornos somatoformes são aqueles em que a pessoa sente sintomas físicos reais, mas que não têm uma causa médica clara nos exames — e isso não significa que é ‘frescura’ ou imaginação, o sofrimento é verdadeiro.

    Hoje, esses quadros são mais conhecidos como transtornos de sintomas somáticos, e os principais são:

    • Transtorno de sintomas somáticos — quando há sintomas físicos persistentes com muita preocupação e sofrimento
    • Transtorno de ansiedade de doença (hipocondria) — medo constante de estar doente, mesmo com exames normais
    • Transtorno conversivo — quando questões emocionais aparecem no corpo, como perda de força, fala ou sensibilidade
    • Transtorno factício — quando a pessoa produz ou simula sintomas, geralmente ligados a uma necessidade emocional

    Mais do que os nomes, o importante é entender que o corpo e a mente estão conectados. Muitas vezes, o corpo acaba expressando aquilo que a pessoa ainda não conseguiu elaborar emocionalmente.

    Se você vem sentindo sintomas físicos sem explicação clara e isso está te preocupando ou te desgastando, eu posso te ajudar a entender o que está por trás disso e a lidar com mais tranquilidade e segurança,


  • Como o Transtorno de ansiedade de doença (TDA) pode afetar a percepção da realidade?

    Como o Transtorno de ansiedade de doença (TDA) pode afetar a percepção da realidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    No Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD), a percepção da realidade pode ficar distorcida porque a mente entra em um estado de alerta constante — e o corpo acompanha esse ritmo. É comum surgirem insônia, irritabilidade, ciúmes, tensão física e até alterações como aumento da pressão.

    Nesse estado, qualquer sensação corporal ou mudança no ambiente pode ser interpretada como sinal de algo grave. Os pensamentos aceleram e tendem a ir para o pior cenário, fazendo com que a realidade seja percebida de forma mais ameaçadora do que ela realmente é.

    Com o tempo, a vida começa a girar em torno disso: checagens frequentes, busca constante por segurança, preocupação excessiva e um funcionamento que oscila entre excesso de controle (hiperexecução) ou paralisação (procrastinação).

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), ajudo a pessoa a reconhecer esses padrões, se distanciar desses pensamentos e desenvolver uma relação mais equilibrada com o que sente, voltando a enxergar a realidade com mais clareza e leveza — e construindo uma vida mais prazerosa, equilibrada e com sentido. Aos poucos, ela deixa de apenas sobreviver à rotina e passa a se sentir mais presente, conectada e com mais alegria, leveza satisfação de viver.


  • . É possível tratar a ansiedade relacionada a doenças?

    . É possível tratar a ansiedade relacionada a doenças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Sim, é possível tratar a ansiedade relacionada a doenças.

    Mesmo que a preocupação pareça constante ou difícil de controlar, existe tratamento eficaz. O ponto central não é eliminar completamente os pensamentos, mas aprender a se relacionar com eles de forma mais saudável.

    No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), ajudo a pessoa a reduzir a preocupação excessiva, sair do ciclo de medo e controle, e desenvolver mais equilíbrio emocional no dia a dia. Com o tempo, ela volta a se sentir mais segura, leve e presente, sem que a ansiedade dite o ritmo da sua vida.


  • . Como diferenciar o medo normal da morte do transtorno de ansiedade por doenças?

    . Como diferenciar o medo normal da morte do transtorno de ansiedade por doenças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Ter medo da morte é algo humano. Em alguns momentos da vida, esse pensamento aparece — e costuma ir embora sem tomar conta do dia a dia.

    No transtorno de ansiedade por doença (TAD), isso muda. A preocupação com a saúde e com a possibilidade de morrer fica constante, intensa e difícil de controlar. A pessoa passa a interpretar sinais do corpo como algo grave, pensa nisso com frequência e sente necessidade de checar, pesquisar ou ter certeza o tempo todo.

    Ou seja, não é só o medo — é o quanto ele ocupa a sua mente e interfere na sua rotina.

    Se esse pensamento está constante, te gerando angústia, fazendo você viver em alerta ou dificultando sua tranquilidade, isso já merece um olhar mais cuidadoso.

    Eu posso te ajudar a entender esse padrão e a lidar com esses pensamentos de uma forma mais leve, para que eles não controlem mais o seu dia a dia.


  • . É possível reverter os efeitos da ansiedade de morte através da neuroplasticidade?

    . É possível reverter os efeitos da ansiedade de morte através da neuroplasticidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Sim, é possível — e isso traz bastante esperança.

    A neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de mudar com o tempo. Ou seja, padrões de pensamento e de reação que hoje estão muito automáticos podem, sim, ser transformados.

    Na ansiedade de morte, a mente costuma entrar em um ciclo de preocupação, medo e necessidade de controle. Com o tempo, isso vira um hábito mental.

    No processo terapêutico, a gente vai justamente trabalhando novos caminhos neurais: formas diferentes de lidar com os pensamentos, de responder ao medo e de se relacionar com a própria vida.

    Aos poucos, o cérebro aprende que não precisa mais ficar nesse estado constante de alerta e isso traz mais calma, clareza e leveza.

    Se esse medo tem sido frequente, te deixando em alerta ou tirando a sua paz, eu posso te ajudar a sair desse ciclo e construir uma relação mais tranquila com esses pensamentos.


  • A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde mental ?

    A ansiedade pode levar a outros problemas de saúde mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Sim, pode — e não só afetar a saúde mental, mas também o corpo.

    Quando a ansiedade fica muito intensa ou constante, o organismo entra em estado de alerta por muito tempo. Isso pode trazer sintomas como insônia, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração e até questões físicas, como aumento da pressão.

    Também pode evoluir para crises mais intensas, como o transtorno de pânico, ou levar a um desgaste emocional maior ao longo do tempo.

    Mas isso não significa que vai acontecer com todo mundo — e, principalmente, não precisa chegar nesse ponto.

    Quando a ansiedade começa a tirar sua paz, afetar seu sono ou seu dia a dia, já é um sinal importante de cuidar disso.

    Eu posso te ajudar a entender o que está por trás dessa ansiedade e a trabalhar isso de forma mais leve, para que você se sinta mais equilibrado(a), com mais saúde e qualidade de vida.


  • Transtornos de ansiedade podem estar relacionados a fatores genéticos ?

    Transtornos de ansiedade podem estar relacionados a fatores genéticos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lara Almeida

    Sim, podem, mas não é só isso.

    A genética pode deixar a pessoa mais sensível à ansiedade, como se o corpo já tivesse uma tendência maior a entrar em alerta. Mas isso não significa que a ansiedade vai, obrigatoriamente, aparecer ou dominar a vida.

    O ambiente, as experiências, a forma como a pessoa aprendeu a lidar com emoções e o momento de vida têm um peso muito grande também.

    Ou seja, não é destino, é combinação de fatores.

    A boa notícia é que, mesmo quando existe essa predisposição, é possível aprender a lidar com a ansiedade de forma mais leve e equilibrada.

    Se você sente que a ansiedade está frequente, te deixando em alerta ou afetando sua rotina, eu posso te ajudar a entender melhor esse padrão e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com isso.


Perguntas frequentes

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