Perguntas do paciente (554)
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Ola! Ansiedade causa sensação de corte na respiração e falta de ar extrema junto de uma sensação de
Ola! Ansiedade causa sensação de corte na respiração e falta de ar extrema junto de uma sensação de desmaio e irrealidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, a ansiedade pode causar exatamente esse tipo de sensação. Falta de ar, impressão de que a respiração “não encaixa”, sensação de desmaio e até essa experiência de irrealidade são bastante comuns em crises mais intensas, especialmente nos quadros de ansiedade e pânico.
O que acontece é que o corpo entra em um estado de alerta muito elevado. A respiração fica mais rápida e superficial, o que pode dar a sensação de que o ar não está sendo suficiente. Ao mesmo tempo, mudanças no equilíbrio de oxigênio e gás carbônico podem gerar tontura, sensação de desmaio e essa percepção estranha de estar “desconectado” da realidade, como se tudo estivesse meio distante ou irreal.
Apesar de ser muito desconfortável e assustador, isso não significa que você está realmente perdendo o controle do corpo ou que vai desmaiar. É mais uma reação do sistema nervoso tentando lidar com algo que ele interpreta como ameaça. O problema é que essa interpretação acaba alimentando ainda mais o ciclo da ansiedade.
Talvez valha observar com calma: esses sintomas aparecem de forma repentina ou vão crescendo aos poucos? O que costuma passar pela sua cabeça no momento em que eles começam? Você tenta controlar a respiração ou se assusta com o que está sentindo? E depois que passa, você fica com medo de que aconteça de novo?
Essas respostas ajudam muito a entender o padrão das crises. Se isso tem sido frequente, trabalhar isso em terapia pode te ajudar a recuperar uma sensação maior de controle e segurança no próprio corpo. E, se houver dúvida, uma avaliação médica também pode ser importante para descartar causas físicas.
Caso precise, estou à disposição.
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Tenho ansiedade e sinto sensação de fraqueza nos braços e pernas. Essa sensação pode ser provocada
Tenho ansiedade e sinto sensação de fraqueza nos braços e pernas.
Essa sensação pode ser provocada pela ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Sim, a ansiedade pode provocar essa sensação de fraqueza nos braços e pernas, e isso costuma assustar bastante quem sente. Quando o corpo entra em estado de alerta, ele muda o funcionamento normal, aumentando a tensão muscular e alterando a respiração. Isso pode gerar uma sensação estranha de “moleza”, tremor ou até de que os membros não estão firmes como de costume.
Além disso, a respiração mais acelerada e superficial pode interferir no equilíbrio do corpo, trazendo tontura, leveza e essa impressão de fraqueza. Do ponto de vista do cérebro, é como se ele estivesse preparando o corpo para reagir a um perigo, mas ao mesmo tempo isso gera desconfortos físicos que parecem sinal de algo mais grave, o que aumenta ainda mais a ansiedade.
O mais importante é observar o contexto: essa fraqueza aparece junto com momentos de preocupação, tensão ou crise? Ela melhora quando você se acalma ou se distrai? Ou continua mesmo quando você está tranquilo? Essas pistas ajudam a diferenciar quando a origem é mais emocional ou quando vale investigar outras causas físicas.
Se for algo frequente ou muito intenso, é válido fazer uma avaliação médica para descartar questões clínicas. E, paralelamente, trabalhar a ansiedade em terapia costuma ajudar bastante a reduzir esses sintomas físicos.
Caso precise, estou à disposição.
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Não gostar de abraçar os pais e falar sobre minha vida com eles é normal?
Não gostar de abraçar os pais e falar sobre minha vida com eles é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, isso pode ser mais comum do que parece, mas o ponto mais importante não é rotular como “normal” ou “anormal”, e sim entender o que isso significa na sua história. Nem todas as pessoas cresceram em ambientes onde o afeto era demonstrado por meio de abraço ou conversa aberta, e o cérebro aprende, ao longo do tempo, qual é a forma “segura” de se relacionar.
Às vezes, evitar esse tipo de proximidade pode estar ligado a um estilo mais reservado, mas em outros casos pode indicar um certo desconforto emocional, dificuldade de se sentir à vontade ou até uma forma de proteção. O sistema emocional tende a se afastar daquilo que, em algum momento, foi percebido como invasivo, estranho ou pouco acolhedor.
Talvez valha a pena olhar com mais curiosidade para isso: quando seus pais tentam se aproximar, o que você sente por dentro? É incômodo, vergonha, indiferença ou vontade de se afastar? E essa dificuldade é só com eles ou também aparece em outras relações?
Outra pergunta importante é: você gostaria que fosse diferente ou isso não te faz falta? Porque há uma diferença entre não gostar e estar tudo bem com isso, e não gostar, mas sentir que existe uma barreira ali que você não entende totalmente.
Não existe uma única forma correta de se relacionar com os pais, mas entender o sentido disso dentro da sua história pode trazer mais clareza e liberdade para você escolher como quer se posicionar hoje. Caso precise, estou à disposição.
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Olá! Quando eu me levanto e ando, eu sinto falta um pouco de falta de ar, respiração curta e rápida,
Olá! Quando eu me levanto e ando, eu sinto falta um pouco de falta de ar, respiração curta e rápida, me sinto cansada como se eu tivesse corrido e o coração acelerado. Isto são sintomas de ansiedade generalizada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Os sintomas que você descreve podem sim estar relacionados à ansiedade, especialmente quando o corpo já está em um estado mais sensível ou em alerta. Sensação de falta de ar, respiração curta, cansaço ao se movimentar e coração acelerado são respostas típicas do organismo quando ele entende, de forma equivocada, que precisa se preparar para um esforço ou perigo.
Mas aqui entra um ponto importante: esses sintomas também podem ter causas físicas, como questões cardiovasculares, respiratórias ou até alterações como anemia, por exemplo. Então, antes de associar diretamente à ansiedade generalizada, é fundamental fazer essa diferenciação com uma avaliação médica, principalmente porque os sintomas aparecem ao se levantar e andar.
Se, após investigação médica, não houver uma causa orgânica, aí sim faz bastante sentido olhar para a ansiedade como possível origem. Em alguns casos, o corpo já fica tão “programado” para reagir que até pequenos movimentos podem ativar essa resposta, como se estivesse sempre um passo à frente do perigo.
Talvez valha observar com curiosidade: isso acontece em qualquer momento do dia ou mais em situações específicas? Vem acompanhado de preocupação ou pensamentos acelerados? Quando você para e descansa, o corpo se acalma rapidamente ou demora para voltar ao normal?
Essas respostas ajudam a entender melhor o padrão. E, caso a ansiedade esteja envolvida, a terapia pode te ajudar a reorganizar essa relação com o corpo e reduzir essa ativação constante.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá;sintome em baixo sem vontade para fazer nada trabalho mas sem Ânimo nenhum ando irritada desanim
Olá;sinto em baixo sem vontade para fazer nada trabalho mas sem Ânimo nenhum ando irritada desanimada triste e dou comigo sem mais nem menus a chorar mesmo sem eu querer sem forçar o choro.. ser´q que devo me preocupar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo merece atenção, sim, mas não no sentido de se assustar, e sim de se cuidar. Esse conjunto de sinais, desânimo, irritação, tristeza frequente e choro que surge sem controle, costuma indicar que o seu estado emocional está sobrecarregado. É como se o seu corpo estivesse tentando “dar vazão” a algo que já está acumulado há um tempo.
Muitas vezes, quando isso acontece, não é porque a pessoa é fraca ou não tem motivo para estar assim. Pelo contrário, o cérebro pode estar lidando com um nível alto de estresse ou até um quadro depressivo, em que áreas ligadas ao humor e à motivação ficam menos ativas. Por isso, atividades que antes eram neutras ou até agradáveis passam a parecer pesadas, sem sentido ou difíceis de sustentar.
Fico pensando em algumas coisas enquanto você descreve isso: há quanto tempo você tem se sentido assim? Esse choro vem mais em momentos específicos ou aparece de forma inesperada ao longo do dia? E quando você para e se observa, sente mais um cansaço emocional, uma tristeza profunda ou uma mistura dos dois?
Se esses sintomas estão acontecendo com frequência, o ideal é não deixar isso passar como algo “normal”. Uma avaliação com psicólogo pode ajudar muito a entender o que está por trás desse estado e organizar esse momento com mais clareza. Dependendo da intensidade, também pode ser importante conversar com um psiquiatra para avaliar se há necessidade de suporte medicamentoso.
Quando a mente começa a dar esses sinais, geralmente é porque algo importante precisa ser escutado com mais cuidado.
Caso precise, estou à disposição.
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Gente, ela só queria saber se existe e qual o nome do exame que identifica a serotonina, dopamina e
Gente, ela só queria saber se existe e qual o nome do exame que identifica a serotonina, dopamina e noradrenalina. Tem alguns que já estão entrando em um papo cabeça! Acredito que ela ou ele só quer fazer uma pesquisa antes de ir ao médico e questionar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Vou esclarecer de um jeito bem direto e sem complicar, porque essa dúvida é muito comum — e também é um ponto em que circula muita informação imprecisa. Não existe, hoje, um exame de sangue ou laboratório capaz de medir de forma confiável serotonina, dopamina ou noradrenalina no cérebro. Essa é a parte importante de corrigir, já que algumas publicidades e conversas na internet dão a entender o contrário, mas isso não tem base científica nem respaldo médico.
O motivo é simples: os níveis dessas substâncias no sangue não representam o que realmente acontece no cérebro. A maior parte da serotonina, por exemplo, fica no intestino; já a dopamina e a noradrenalina circulam em quantidades muito pequenas fora do sistema nervoso, tornando a medição irrelevante para diagnóstico. Por isso, depressão, ansiedade ou outros transtornos não são diagnosticados por “exame de serotonina” — e qualquer laboratório que ofereça isso como solução diagnóstica está indo contra o que a ciência reconhece hoje.
Se a pessoa quiser conversar com o médico, a pergunta mais útil costuma ser outra: “Quais exames são recomendados para descartar causas físicas dos meus sintomas?” Isso abre espaço para uma investigação responsável, sem cair na armadilha de medir neurotransmissores de forma inadequada.
Posso te perguntar: o que exatamente você espera entender com esse exame? E o que mudaria para você se ele existisse de verdade? Às vezes a busca por um número é uma tentativa de encontrar segurança em algo que é, na maior parte das vezes, emocional e multifatorial.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, estou a dias sem comer n qro ver as pessoas n qro falar c ninguém nem sair de casa só vivo chor
Olá, estou a dias sem comer n qro ver as pessoas n qro falar c ninguém nem sair de casa só vivo chorando n sinto sono nem vontade de nada já passou várias vezes pela cabeça vontade de tirar a própria vida.
Me ajudem c essa situação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está vivendo agora é muito sério e precisa de cuidado imediato. Essa mistura de isolamento, choro constante, falta de apetite, sono desregulado e esses pensamentos de desistir da própria vida mostram que sua mente está sobrecarregada além do que consegue sustentar sozinha neste momento. Não é falta de força, é um sistema emocional em colapso pedindo ajuda.
Eu sei que quando a dor chega nesse nível, o impulso é se fechar ainda mais, mas aqui vai um ponto direto e importante: ficar sozinho agora tende a intensificar esse estado. Você precisa de contato humano real. Pode ser alguém de confiança, um familiar, um amigo ou até um profissional. Se estiver difícil explicar tudo, basta dizer que não está bem e que precisa de ajuda.
Quero te fazer algumas perguntas importantes, não para te pressionar, mas para te ajudar a se orientar: você está em segurança neste momento? Tem alguém que você pode chamar agora, ainda hoje? O que tem sido mais difícil de suportar nessas últimas horas?
Além disso, é fundamental buscar apoio profissional com urgência. Se possível, procure um pronto atendimento, um psiquiatra ou um serviço de emergência da sua cidade. No Brasil, você também pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida pelo número 188, que funciona 24 horas. É um espaço gratuito e acolhedor para conversar quando esses pensamentos aparecem.
Mesmo que agora pareça que não tem saída, esse estado é tratável e pode mudar com o suporte certo. Seu papel agora não é resolver tudo, é apenas dar o próximo passo de proteção: não ficar sozinho e pedir ajuda.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu tô tendo dificuldades em ter atitude. Ela espera que eu a abrasse mas por algum motivo eu não con
Eu tô tendo dificuldades em ter atitude. Ela espera que eu a abrasse mas por algum motivo eu não consigo. E eu só queria ter um relacionamento saudável , sem brigas e etc
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A forma como você descreve essa dificuldade mostra que não se trata de falta de vontade, e sim de algo mais profundo acontecendo dentro de você. Às vezes, quando alguém quer demonstrar afeto, mas o corpo “trava”, isso pode estar ligado a inseguranças antigas, medo de não atender às expectativas ou até a experiências emocionais que ensinaram, ao longo da vida, que expressar carinho é arriscado. Não é preguiça, nem falta de amor; é um sistema emocional tentando se proteger sem que você perceba.
Quero ajustar uma ideia comum: ter atitude não é sinônimo de fazer tudo de forma espontânea. Muitas pessoas têm bloqueios afetivos que não aparecem em outras áreas da vida, porque relacionamentos mexem em camadas muito sensíveis. O que passa pela sua mente quando ela espera esse abraço? O que você teme que aconteça se se aproximar? E, se você pudesse colocar em palavras o que sente nesses momentos, que frase viria primeiro?
A busca por um relacionamento saudável começa exatamente onde você está agora: reconhecendo que existe um ponto de dificuldade e querendo entendê-lo antes de agir. Às vezes, o corpo demora um pouco mais que a cabeça para confiar. Como você imagina que seria se, em vez de se cobrar por não conseguir abraçá-la, você começasse a observar com gentileza o que te impede? E em quais momentos você já conseguiu demonstrar carinho de outras formas, mesmo que pequenas?
Isso pode ser trabalhado com bastante profundidade na terapia, especialmente quando há bloqueios emocionais ligados ao apego ou ao medo de intimidade. O objetivo não é “forçar” atitudes, mas ajudá-lo a compreender de onde vem essa trava e, aos poucos, permitir que o gesto se torne natural e seguro para você.
Caso precise, estou à disposição.
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Oi. Faz alguma diferença para uma pessoa em revelar sobre sua sexualidade se não pode vivê-la porque
Oi. Faz alguma diferença para uma pessoa em revelar sobre sua sexualidade se não pode vivê-la porque Deus condena práticas homossexuais e principalmente, à masturbação? A opção é viver sozinha. Como é difícil negar a Si Mesmo e tomar a sua cruz. Não sei se aguento à vida toda se reprimindo, pois está refletindo na minha saúde mental: cansaço, procrastinação, vontade de ficar só deitado, desânimo, sem rumo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você traz é muito profundo e, ao mesmo tempo, muito doloroso. Parece que você está vivendo um conflito interno intenso, como se uma parte sua quisesse existir de forma mais livre e outra estivesse tentando, com muita força, manter fidelidade a valores espirituais que são importantes para você. Quando essas duas forças entram em choque constante, o corpo e a mente costumam dar sinais de esgotamento, como esse cansaço, desânimo e sensação de estar sem direção que você descreveu.
Faz diferença, sim, falar sobre a própria sexualidade. Não necessariamente porque isso vai mudar imediatamente suas escolhas, mas porque esconder ou silenciar partes importantes de si costuma aumentar ainda mais a tensão interna. É como se o sistema emocional ficasse o tempo todo em estado de alerta, tentando conter algo que quer se expressar. E isso, com o tempo, pode impactar diretamente a energia, o humor e até a motivação para a vida.
Talvez valha a pena se perguntar, com bastante honestidade e cuidado: o que exatamente dentro de você sente que está sendo negado? Essa renúncia está vindo de um lugar de escolha consciente ou de medo? Como você tem se tratado internamente quando esses desejos aparecem: com acolhimento ou com julgamento? E, mais fundo ainda, que tipo de relação você acredita que precisa ter com Deus para se sentir em paz?
Existe uma diferença importante entre viver de acordo com valores e viver em um estado constante de repressão e sofrimento. A espiritualidade, quando saudável, costuma trazer sentido, direção e até alívio. Quando ela passa a estar associada apenas a dor, culpa e exaustão, pode ser um sinal de que algo nessa forma de interpretação ou vivência merece ser olhado com mais cuidado, sem pressa e sem imposições rígidas.
Essas são questões muito delicadas e complexas para serem enfrentadas sozinho. Um espaço terapêutico pode te ajudar a organizar esses conflitos internos de forma mais clara, respeitando tanto sua fé quanto sua experiência emocional, sem precisar te empurrar para um lado ou outro, mas te ajudando a construir um caminho que seja sustentável para você ao longo do tempo.
Caso precise, estou à disposição.
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É normal ter um pensamento ou uma ideia que surge na mente e esse te deixar meio atordoado, anestesi
É normal ter um pensamento ou uma ideia que surge na mente e esse te deixar meio atordoado, anestesiado, com uma sensação de irrealidade do assim do nada? Seria isso um produto da ansiedade?
ObrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, o que você descreve pode estar relacionado à ansiedade, e muitas pessoas passam por algo parecido. Esse tipo de experiência, em que surge um pensamento ou uma sensação que “desorganiza” por alguns instantes e traz essa impressão de irrealidade, costuma estar ligado a estados de despersonalização ou desrealização, que são formas do cérebro reagir ao excesso de ativação emocional.
É como se o sistema nervoso ficasse tão sobrecarregado que, por alguns momentos, ele “desconecta” um pouco da experiência para tentar se proteger. A pessoa pode se sentir estranha, distante, meio anestesiada ou como se não estivesse totalmente presente. Apesar de ser uma sensação bastante desconfortável, ela não significa que você está perdendo o controle ou “ficando louco”. Na maioria das vezes, é uma resposta do próprio organismo à ansiedade.
Fico curioso sobre como isso acontece com você: esses episódios vêm acompanhados de medo ou preocupação com o que está acontecendo? Eles surgem mais em momentos de estresse ou também aparecem quando você está aparentemente tranquilo? E depois que passam, você costuma ficar pensando muito sobre isso ou tentando entender o que foi?
Quando a pessoa começa a se assustar com essas sensações, pode acabar entrando num ciclo em que o medo da sensação alimenta ainda mais a ansiedade. Em terapia, trabalhamos bastante essa compreensão do que está acontecendo no corpo e na mente, além de desenvolver formas de lidar com esses momentos sem reforçar esse ciclo.
Se esses episódios forem frequentes ou muito intensos, pode ser interessante também uma avaliação com psiquiatra, para uma visão mais completa do quadro.
Caso precise, estou à disposição.
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Quando passo por algum sentimento de alegria ou ansiedade, nervosismo, por um sentimento muito forte
Quando passo por algum sentimento de alegria ou ansiedade, nervosismo, por um sentimento muito forte aparece manchas vermelhas espalhadas abaixo do meu pescoço e minhas orelhas ficam quentes e vermelhas isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você descreve é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, está relacionado à forma como o corpo reage a emoções intensas. Quando sentimos algo forte, seja alegria, ansiedade ou nervosismo, o sistema nervoso ativa respostas físicas como aumento da circulação sanguínea em algumas regiões, principalmente no rosto, pescoço e orelhas. Isso pode causar essas manchas avermelhadas e a sensação de calor.
É como se o corpo “denunciasse” a intensidade da emoção. Algumas pessoas têm essa resposta de forma mais visível, outras quase não percebem. Do ponto de vista da neurociência, isso envolve uma ativação do sistema autonômico, que regula funções automáticas como batimentos cardíacos e dilatação dos vasos sanguíneos.
Agora, vale observar alguns pontos com curiosidade: isso acontece apenas em momentos de emoção mais intensa ou também surge sem um gatilho claro? Essas manchas desaparecem sozinhas depois de um tempo? Existe algum tipo de preocupação sua com a reação do corpo nesses momentos?
Se essa resposta vem acompanhada de muito desconforto ou começa a gerar ansiedade antecipatória, com medo de acontecer em público, por exemplo, isso pode ser trabalhado em terapia para que o corpo deixe de reagir como se estivesse em alerta. Caso haja dúvidas sobre alguma condição de pele ou reação alérgica, uma avaliação médica também pode ajudar a descartar outras causas.
Caso precise, estou à disposição.
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Não consigo mais sair de casa pra trabalhar, só de pensar em ver as pessoas me dá muita vontade de c
Não consigo mais sair de casa pra trabalhar, só de pensar em ver as pessoas me dá muita vontade de chorar, sair correndo eu não quero ver ninguém. Eu amava meu trabalho hoje em dia eu tenho pânico. Meu coração acelera eu perdi totalmente a vontade de tudo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você está descrevendo é algo que costuma ser muito angustiante, principalmente porque envolve uma mudança grande em relação a quem você era antes. Você mesma trouxe um ponto importante: você amava seu trabalho. Isso mostra que não é falta de capacidade ou de interesse, mas algo que está acontecendo internamente e que está impactando diretamente a forma como você se sente diante das pessoas e das situações.
Essas reações intensas, como vontade de chorar, sensação de pânico, coração acelerado e vontade de fugir, costumam estar ligadas a um estado de alerta muito elevado do cérebro. É como se o seu sistema emocional estivesse interpretando o ambiente como ameaçador, mesmo que racionalmente você saiba que não deveria ser assim. Aos poucos, evitar essas situações acaba trazendo um alívio momentâneo, mas também reforça esse ciclo de medo.
Fico curioso em entender melhor alguns pontos que podem te ajudar a se perceber com mais clareza: quando isso começou, aconteceu alguma situação marcante ou mudança na sua vida? O que passa pela sua mente exatamente no momento em que você pensa em sair de casa ou encontrar pessoas? E quando você imagina voltar ao trabalho, o que parece mais difícil de enfrentar?
Existe caminho para trabalhar isso, mas não costuma ser algo que se resolve apenas tentando “forçar” a voltar ao normal. Um processo terapêutico pode te ajudar a entender o que está por trás dessa reação, regular essas respostas emocionais e, aos poucos, reconstruir a sensação de segurança para retomar sua rotina.
Caso precise, estou à disposição.
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Meu neto tem 11 anos,levei ele ao psiquiatra pois estava apresentando reações adversas pra sua idade
Meu neto tem 11 anos,levei ele ao psiquiatra pois estava apresentando reações adversas pra sua idade.
O médico falou q ele tem TOC,e passou um medicamento de nome Roxetin XR de25 MG
Será q criança pode tomar esse remédio?
Por favor.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Entendo completamente sua preocupação — quando se trata de uma criança, qualquer indicação de medicação gera um alerta emocional imediato nos avós e nos pais. Mas é importante dizer, de forma clara e alinhada com as normas do CRP: somente o psiquiatra da criança pode avaliar com segurança a necessidade, o tipo e a dose do medicamento, especialmente em casos de TOC, que realmente pode aparecer na infância.
A Roxetin XR (paroxetina) não é a primeira escolha habitual para crianças, e isso é algo que os especialistas realmente consideram com cautela. Ainda assim, há situações específicas em que o psiquiatra pode prescrever dependendo do quadro, da intensidade dos sintomas e da resposta esperada ao tratamento. Por isso, o ponto central aqui não é “pode ou não pode”, mas sim se o médico avaliou riscos, benefícios, histórico familiar e gravidade do TOC. Você conseguiu conversar sobre essas razões com o psiquiatra? Ele explicou por que escolheu essa medicação em vez de outras mais comuns para a idade?
Também vale observar como seu neto reagiu à consulta. Ele demonstrou medo, alívio, confusão? E você, como cuidadora, sentiu clareza sobre o plano terapêutico ou saiu com mais dúvidas do que respostas? Esses sentimentos são fundamentais para orientar o próximo passo, porque o tratamento de TOC em crianças normalmente envolve psicoterapia especializada + acompanhamento médico, não apenas o remédio.
Se algo na prescrição te deixou insegura, é totalmente válido pedir ao próprio psiquiatra uma explicação mais detalhada ou até uma segunda opinião médica — sempre dentro da área da psiquiatria infantil. O mais importante é que você se sinta parte do processo e tenha confiança na condução do tratamento.
Caso precise, estou à disposição.
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Namorei com uma garota virgem, nós se seguramos pra não ter relação sexual até o casamento. Depois d
Namorei com uma garota virgem, nós se seguramos pra não ter relação sexual até o casamento. Depois de um tempo juntos, ela terminou comigo e arrumou outro namorado, perdeu a virgindade e terminou o relacionamento. Agora ela está querendo voltar comigo. Me sinto mal com isso porquê parece que "ela foi ali perder a virgindade" com outro e agora quer voltar. Não sei oque fazer pois esse fato me incomoda bastante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve toca em camadas muito sensíveis de valor pessoal, expectativas criadas dentro da relação e até da forma como vocês combinaram viver a sexualidade. Quando um acordo tão simbólico é rompido — ainda que após o término — o impacto emocional costuma ser grande, porque não é apenas sobre sexo, mas sobre significado, confiança e o lugar que você ocupava na história dela. Por isso esse incômodo não é exagero; é uma reação emocional legítima que merece ser compreendida com calma.
Quero apenas ajustar uma nuance importante: ela não “perdeu a virgindade com outro para depois voltar para você”. Isso não descreve o funcionamento real das escolhas afetivas. Após o término, ela entrou em outra relação, viveu outra experiência e, por motivos dela, encerrou esse ciclo. A questão aqui não é o que ela fez, mas como isso ressoou em você. O que exatamente te dói mais nessa situação — a quebra de um ideal construído, a sensação de ter sido “deixado de lado”, ou o medo de que algo dentro de você tenha perdido valor? E quando você imagina uma possível volta, o que sente no seu corpo: alívio, raiva, tristeza, confusão?
Talvez valha explorar com honestidade quais expectativas estavam embutidas nesse pacto de esperar até o casamento. Esse acordo dizia sobre amor, sobre pertencimento, sobre exclusividade, ou sobre uma validação que você esperava receber lá na frente? E mais ainda: se vocês voltassem hoje, seria por saudade, por história ou por tentativa de reparar algo que não volta a ser como antes?
Relacionamentos só recomeçam de forma saudável quando ambos conseguem olhar para o passado sem que ele fique como uma sombra entre os dois. Se a ferida permanece aberta, toda tentativa de retorno vira repetição de dor. Às vezes, a pergunta mais importante é: será que você quer essa relação de volta, ou quer voltar à sensação de quem você era antes disso tudo acontecer?
Caso precise, estou à disposição.
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Um vazio existe dentro de mim, consigo preencher me distraindo com as coisas normais da vida, trabal
Um vazio existe dentro de mim, consigo preencher me distraindo com as coisas normais da vida, trabalho, familia, mas essa sensação de vazio sempre volta acompanhada de uma vontade de desistir de tudo, vivo uma vida feliz aos olhos de todos, tenho amigos, um marido, as vezes sinto que aprendi a conviver com isso, mas ai então algo que não sei explicar muda tudo e volto a não sentir nada, as vezes penso que morrer não seria algo tão ruim, poderia me dar um descanso eterno.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é profundo, doloroso e merece ser levado muito a sério. Essa sensação de vazio que vai e volta, mesmo quando a vida parece “funcionar” por fora, costuma gerar um cansaço emocional enorme. Quando pensamentos como “morrer seria um descanso” aparecem, isso não significa necessariamente que você queira morrer, mas indica que algo dentro de você está exausto de sustentar esse peso sozinho. Isso é um sinal de sofrimento, não de fraqueza.
Muitas pessoas aprendem a viver em modo de sobrevivência emocional, cumprindo papéis, mantendo vínculos, trabalhando, sorrindo, enquanto por dentro sentem um desligamento, uma anestesia ou um buraco difícil de nomear. Esse vazio não surge do nada e não é falta de gratidão, amor ou esforço. Geralmente ele está ligado a dores antigas, necessidades emocionais não atendidas ou a uma forma de se proteger que funcionou por muito tempo, mas hoje cobra um preço alto.
É importante dizer com clareza que esses pensamentos não precisam ser enfrentados sozinhos. Quando a ideia de desaparecer ou descansar para sempre começa a parecer atraente, isso indica que o sofrimento ultrapassou um limite seguro. Buscar ajuda não é exagero, é cuidado com a própria vida. A psicoterapia é um espaço fundamental para dar sentido a esse vazio, entender o que o ativa e construir outras formas de lidar com ele, sem precisar se desligar de si mesma.
Vale se perguntar quando esse vazio costuma aparecer com mais força, o que muda internamente antes dele voltar, e o que você sente que precisa sustentar sozinha há muito tempo. Esse “não sentir nada” vem como alívio ou como mais dor? O que você teme que aconteça se deixar alguém ver esse lado seu com mais profundidade?
Se em algum momento esses pensamentos ficarem mais intensos ou você sentir que pode se machucar, procure ajuda imediata. No Brasil, você pode ligar para o **CVV pelo número 188**, disponível 24 horas, ou buscar um pronto atendimento. Também é muito importante conversar com alguém de confiança e informar o que está acontecendo. Sua vida tem valor, mesmo quando agora isso parece distante de ser sentido. Caso precise, estou à disposição.
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bom dia eu estou namorando a pouco mais de 9 meses com a minha namorada porém antes de eu namorar co
bom dia eu estou namorando a pouco mais de 9 meses com a minha namorada porém antes de eu namorar com ela eu me envolvi com uma amiga da família e sempre que nós dois vamos em algum encontro de família ela se sente muito mal e acabamos discutindo sobre logo depois, gostaria de saber oque poderia fazer para ajudá-la, eu sempre digo pra ela que não foi nada e que foi insignificante porém durou muito tempo esse caso com a amiga de família mas eu sempre digo que a amo mais que tudo e eu realmente amo muito mesmo ela e nunca estive tão feliz na minha vida como estou agora com ela e aí oque eu deveria fazer
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Seu relato mostra o quanto você realmente valoriza essa relação e está tentando acolher o que sua namorada sente, mas também revela algo importante: para ela, aquela história com a amiga da família não é “insignificante”, mesmo que racionalmente ela saiba que o passado ficou no passado. Quando um envolvimento aconteceu dentro do mesmo círculo de convivência, o corpo muitas vezes reage antes da cabeça, como se a presença dessa pessoa reativasse uma sensação de ameaça emocional. Não é sobre o que aconteceu hoje, mas sobre o que aquilo representa para ela.
Existe uma correção delicada aqui: dizer que “não foi nada” pode, sem querer, fazer com que ela sinta que sua dor não está sendo reconhecida. Às vezes, o caminho não está em minimizar o passado, mas em validar o impacto que ele tem sobre ela. O que exatamente passa pela sua mente quando vê que ela sofre nesses encontros? E quando você tenta tranquilizá-la, sente que está realmente chegando no ponto que mais a machuca?
Talvez seja importante olhar também para como essas conversas acontecem depois dos encontros. Vocês falam sobre o que ela sentiu ou entram direto no desgaste da discussão? Como você imagina que seria se, em vez de dizer apenas que a ama, você conseguisse ajudá-la a entender de onde vem esse medo? E o que mudaria entre vocês se ela tivesse alguma evidência emocional — não apenas verbal — de que o passado não compete com o presente?
Esse tipo de situação costuma melhorar bastante quando há diálogo mais profundo e menos defensivo, e quando você consegue mostrar, com atitudes consistentes, que ela tem um lugar seguro ao seu lado. Não é sobre “provar inocência”, e sim sobre reconstruir segurança num contexto que ativa vulnerabilidades antigas.
Caso precise, estou à disposição.
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Como faço para me livrar da Sindrome do pânico com fobia ?Notadamente a lugares fechados como aviões
Como faço para me livrar da Sindrome do pânico com fobia ?Notadamente a lugares fechados como aviões, elevadores, banheiros trancados, salas fechadas ,etc. Existe cura ? Sinto falta de ar e um desespero de morte só de pensar em ficar trancada em lugares assim, sem poder abrir e sair. Tomo Exodus 10mg,uma vez ao dia .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve faz muito sentido dentro do quadro de pânico associado a fobias específicas, principalmente ligadas a sensação de estar presa ou sem saída. Essa sensação de “falta de ar” e desespero costuma ser o corpo entrando em um estado de alarme muito intenso, como se estivesse diante de um perigo real, mesmo que, na prática, não exista risco imediato. O cérebro, nesse momento, interpreta a situação como ameaça à sobrevivência e reage com tudo o que tem.
É importante dizer com clareza que existe tratamento e melhora significativa, sim. Em muitos casos, as pessoas conseguem retomar a liberdade de entrar nesses lugares sem viver esse nível de sofrimento. Não se trata exatamente de “apagar” a ansiedade para sempre, mas de treinar o cérebro e o corpo a não reagirem mais dessa forma exagerada. A medicação, como o :contentReference[oaicite:0]{index=0}, pode ajudar a reduzir a intensidade da ansiedade, mas geralmente não resolve sozinha esse padrão de medo e evitação.
Algo que costuma manter esse ciclo é justamente a tentativa de evitar ou sair rapidamente dessas situações. A curto prazo, isso alivia, mas a longo prazo reforça a mensagem interna de que aquele lugar realmente é perigoso. Aos poucos, o cérebro vai “aprendendo” que precisa fugir. O trabalho terapêutico costuma ajudar a quebrar esse ciclo com muita estratégia, respeitando seu ritmo, sem exposição brusca ou forçada.
Talvez valha você refletir sobre alguns pontos: o que exatamente você imagina que pode acontecer quando está em um lugar fechado? É mais o medo de passar mal ou de não conseguir sair? Você já teve alguma experiência marcante em que se sentiu presa ou sem controle? E quando a crise começa, o que você costuma fazer para tentar lidar com ela?
Se você já está em acompanhamento, vale muito a pena levar exatamente essas questões para o seu terapeuta. E, caso ainda não esteja, um processo terapêutico bem estruturado pode te ajudar a recuperar essa sensação de segurança de forma gradual e consistente.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu to gostando de um garoto já faz um tempo, e estamos tentando algo. Mas ele não faz nada, eu sempr
Eu to gostando de um garoto já faz um tempo, e estamos tentando algo. Mas ele não faz nada, eu sempre tenho que tomar a iniciativa. Ele me deixa muito livre, quase como se tivesse medo. To com receio pq eu gosto dele, mas ele n ta suprindo minhas necessidades. Falta atenção, carinho, iniciativa.. oq eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Quando você descreve essa situação, dá para sentir o contraste entre o seu movimento afetivo e a retração dele. Às vezes, quando alguém parece “livre demais”, sem iniciativa, sem carinho e sem presença, isso não significa desinteresse absoluto, mas pode indicar medo, insegurança, dificuldade de se aproximar emocionalmente ou até um padrão de apego mais evitativo, em que a pessoa sente, mas não sabe lidar com sentir. Ainda assim, o impacto disso em você é real e merece ser levado a sério.
É importante ajustar uma ideia: você não está “exigindo demais” ao querer atenção, iniciativa e afeto. Essas são necessidades emocionais legítimas em qualquer início de relação. A questão é entender o que está acontecendo entre vocês. O que você sente quando percebe que é sempre você quem precisa puxar tudo? Em quais momentos você percebe mais intensamente essa falta de reciprocidade? E se você pudesse colocar em palavras o que espera dele, o que seria essencial para que você se sentisse segura e desejada?
Talvez valha observar se, nessa dinâmica, você começou sem perceber a ocupar o papel de quem sustenta o vínculo enquanto ele apenas responde. Isso cansa, desgasta e, aos poucos, faz com que você duvide do próprio valor. Como você imagina que seria se esse esforço fosse equilibrado? E, mais profundamente, o que te prende a essa relação em construção — esperança, conexão, medo de perder alguém que gosta, ou a sensação de que talvez ele mude?
Fale com ele de forma honesta, não para cobrar, mas para entender se ele tem condições emocionais de corresponder ao que você precisa. Relações só florescem quando há dois movimentos, não um só.
Caso precise, estou à disposição.
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Sempre que eu saio pra algum luga me sinto muito bem,mas quando eu chego em casa me sinto muito mal
Sempre que eu saio pra algum lugar me sinto muito bem, mas quando eu chego em casa me sinto muito mal e comeco ter pensamentos ruins e paranoias
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é mais comum do que parece, e costuma ter uma lógica emocional por trás. Quando você está fora, em um ambiente com estímulos, pessoas ou distrações, o seu cérebro fica mais “ocupado” e menos voltado para dentro. Já quando você chega em casa, especialmente se está sozinho(a) ou em silêncio, esse foco muda, e os pensamentos ganham mais espaço. É como se o lado interno, que estava mais quieto lá fora, encontrasse um ambiente livre para aparecer.
Esse contraste pode dar a sensação de que “algo está errado com você em casa”, mas muitas vezes não é o lugar em si, e sim o que ele representa. A casa pode estar associada a momentos de introspecção, lembranças, cobranças internas ou até um certo vazio. E aí os pensamentos começam a surgir com mais força, às vezes de forma acelerada ou até paranoide, como você descreveu.
Fico curioso em te perguntar: quando esses pensamentos começam, eles têm algum tema específico? São mais ligados a medo, insegurança, desconfiança, algo ruim que pode acontecer? E quando você está fora, você sente que está mais leve ou apenas mais distraído(a)? Existe alguma diferença emocional entre esses dois momentos?
Também vale observar se esses pensamentos vão aumentando à medida que você tenta “lutar contra eles”. Muitas vezes, quanto mais a gente tenta controlar ou afastar, mais eles ganham força. O trabalho terapêutico pode ajudar justamente a entender esse funcionamento e criar uma relação diferente com esses pensamentos, sem que eles dominem o seu estado emocional.
Essas experiências não significam que você está perdendo o controle, mas sim que o seu sistema emocional está tentando lidar com algo que ainda não está totalmente organizado. Com o acompanhamento adequado, isso pode ser compreendido e trabalhado de forma muito eficaz.
Caso precise, estou à disposição.
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Tenho 17 anos,sofro de crise de ansiedade,não consigo controlar o meu corpo diante as circunstâncias
Tenho 17 anos,sofro de crise de ansiedade, não consigo controlar o meu corpo diante as circunstâncias, perdi minha mãe a alguns meses, tenho bastante medo de morrer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Antes de qualquer coisa, sinto muito pela perda da sua mãe. Quando algo assim acontece, não é só a saudade que aparece… o corpo inteiro entra em um estado de alerta, como se o mundo tivesse ficado mais inseguro de repente. Esse medo de morrer que você descreve costuma ter muito mais relação com essa sensação de perda e vulnerabilidade do que com um risco real imediato.
Essas crises em que parece que o corpo “não obedece” são muito comuns na ansiedade. O cérebro ativa um modo de proteção intenso, liberando sinais físicos como tremor, falta de ar, aceleração e sensação de perda de controle. É como se o sistema estivesse tentando te manter seguro, mas exagerando na intensidade. Quanto mais você tenta controlar isso à força, mais o corpo pode reagir.
Ao mesmo tempo, existe um luto acontecendo dentro de você. E o luto não é só tristeza… ele pode vir com medo, angústia, sensação de desamparo. O cérebro, quando perde uma figura importante de segurança, pode começar a interpretar o mundo como mais perigoso. Isso ajuda a entender por que esse medo de morrer ficou mais presente agora.
Talvez seja importante você se perguntar com cuidado: o que passa na sua mente nos momentos em que o medo aparece? Você sente que algo ruim vai acontecer naquele instante ou é uma sensação mais difusa? Quando seu corpo começa a reagir, você tenta lutar contra isso ou entende o que está acontecendo? E com quem você tem conseguido conversar sobre tudo isso?
Como você ainda é menor de idade, é muito importante que você não carregue isso sozinho. Conversar com alguém de confiança, como um familiar ou responsável, pode ser um passo importante. E, se possível, iniciar um acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender e regular essas reações com mais segurança, especialmente nesse momento de luto.
Caso precise, estou à disposição.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…