Perguntas do paciente (554)
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Minha filha tem 11 anos, e se identifica como menino, corte de cabelo, roupa e n gosta de ser chamad
Minha filha tem 11 anos, e se identifica como menino, corte de cabelo, roupa e n gosta de ser chamada de menina, ainda estou muito confusa, preciso de ajuda p lidar com ela.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Imagino o turbilhão de sentimentos que você deve estar vivendo. Quando um filho expressa algo tão importante sobre sua identidade, é natural que os pais fiquem confusos, inseguros ou com medo de errar. Mas o que mais importa nesse momento não é ter todas as respostas, e sim construir um espaço onde ele possa se sentir visto, respeitado e seguro para existir como é. Aos 11 anos, muitas crianças começam a experimentar, entender e nomear aspectos internos da própria identidade, e isso faz parte de um processo de desenvolvimento emocional saudável.
Quero apenas ajustar uma ideia que costuma aparecer: o fato de sua filha — ou melhor, do seu filho — preferir roupas, cortes de cabelo ou pronomes diferentes não significa automaticamente algo definitivo ou medicalizável. Identidade de gênero é construída com o tempo, com diálogo e com apoio especializado quando necessário. O mais importante agora é compreender o significado disso para ele. O que ele sente quando pede para não ser tratado como menina? O que muda no comportamento dele quando vocês respeitam essas escolhas? E como você percebe suas próprias emoções quando esse assunto surge?
Talvez seja útil observar que, enquanto os pais buscam entender, a criança vive isso como parte da própria verdade interna. Às vezes, a pergunta não é “o que isso significa no futuro?”, mas “como posso ajudá-lo hoje a não se sentir errado por existir?”. Nessa fase, acompanhamento com um profissional especializado em desenvolvimento infantil e identidade de gênero pode ser bastante valioso, não para “definir” nada, mas para ajudar você e ele a atravessarem esse processo com leveza, respeito e orientação baseada em ciência.
Você não precisa enfrentar essa dúvida sozinha, e procurar apoio mostra o quanto você se importa. Aproximações cuidadosas, conversas abertas e o desejo genuíno de entender já são os primeiros passos para fortalecer o vínculo de vocês — e isso, sim, faz toda a diferença no bem-estar dele.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou em um relacionamento a 3 meses e antes desse passei por muitos outros relacionamentos e fui tr
Estou em um relacionamento a 3 meses e antes desse passei por muitos outros relacionamentos e fui traída. As redes sociais dele me assustam pois tem várias mulheres e a maioria delas semi nuas e dançando. Por eu ser 5 anos mais velha que ele essas coisas me deixam insegura, mesmo ele não me dando motivos para isso. Por conta disso comecei a crises de ansiedade
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está sentindo faz bastante sentido quando olhamos para a sua história. Você não está reagindo só ao que está acontecendo hoje, mas também ao que já viveu antes. Experiências de traição deixam uma espécie de “memória emocional” no cérebro, que fica mais sensível a qualquer sinal que pareça risco. Então, mesmo que ele não esteja te dando motivos concretos, o seu sistema emocional pode estar funcionando como um alarme muito mais fácil de disparar.
As redes sociais, nesse contexto, acabam virando um gatilho importante. Não é apenas sobre ele seguir mulheres ou ver certos conteúdos, mas sobre o significado que isso ganha dentro de você. Pode tocar em comparação, medo de não ser suficiente, ou até na sensação de que algo pode se repetir. É como se uma parte sua estivesse tentando te proteger, mas usando referências do passado para interpretar o presente.
Ao mesmo tempo, existe um ponto delicado aqui: quando a ansiedade começa a crescer, ela tende a buscar “provas” para se manter. E aí, quanto mais você olha, mais interpreta, mais dúvida surge. Fico pensando com você: quando você vê essas redes sociais, o que exatamente passa pela sua cabeça naquele momento? É medo de ser trocada, de não ser suficiente, de não ter controle? E fora disso, quando você está com ele, como você se sente na relação de forma geral?
Também vale olhar para a diferença entre o comportamento dele e o impacto que isso tem em você. Mesmo que ele não tenha intenção de te machucar, isso não invalida o que você sente. A questão passa a ser: essa dinâmica está sendo conversada de forma que você se sente compreendida? Ou você sente que está lidando com isso mais sozinha?
Essas crises de ansiedade não surgem “do nada”. Elas costumam ser um sinal de que algo importante dentro de você está pedindo atenção, especialmente ligado à segurança emocional e às experiências anteriores. Trabalhar isso em terapia pode te ajudar a separar o que é passado e o que é presente, e principalmente a construir uma sensação de segurança que não dependa apenas do comportamento do outro.
Caso precise, estou à disposição.
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Nos últimos anos meu quadro apenas foi piorando. Logo após a morte do meu pai, o uso de drogas, a po
Nos últimos anos meu quadro apenas foi piorando. Logo após a morte do meu pai, o uso de drogas, a pornografia... Sei lá, são tantas coisas. Não tem como dizer que hoje não tenho mais vontade. Isso é todo santo dia, durante dez anos. Aquela falta de priorização das metas, sonhos, objetivos, tudo se foi. A minha única esperança, eu conseguir destruir... É tão difícil eu me abrir com outra pessoa, porque logo em seguida eu vejo que ela tem seus problemas e isso me deixa irritando comigo mesmo, porque eu não sei resolver meus problemas. Não sei quanto tempo ainda tenho. Isso que está dentro de mim, já me destruiu. Eu prometi pra mim mesmo que faria diferente. Mas aqui estou, com os pensamentos que todo tem seus problemas e eu só quero atenção. Desculpa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você está colocando aqui carrega um peso enorme, e dá para sentir o quanto isso vem se acumulando há muito tempo. A perda do seu pai parece ter sido um marco importante, como se algo tivesse se desorganizado por dentro, e desde então você vem tentando lidar com isso do jeito que deu. Quando a dor não encontra espaço para ser processada, o cérebro costuma buscar formas rápidas de alívio, como pornografia ou drogas. Não é fraqueza, é uma tentativa de regulação que acabou se tornando um ciclo difícil de interromper.
Essa sensação de “me destruí” costuma aparecer quando a pessoa olha para trás com muita crítica e pouca compreensão do contexto emocional que estava vivendo. É como se uma parte sua estivesse te julgando com dureza, enquanto outra está exausta de tentar dar conta de tudo isso sozinho. E no meio disso, ainda vem essa ideia de que você só quer atenção, o que parece aumentar ainda mais a culpa. Mas me diz uma coisa com honestidade: pedir ajuda quando algo está doendo é realmente buscar atenção, ou é um sinal de que algo dentro de você ainda quer sobreviver?
Tem alguns pontos importantes aí. Você falou que isso acontece todos os dias há anos. Isso não é pouca coisa. O cérebro aprende padrões de repetição, especialmente quando eles aliviam dor, mesmo que por pouco tempo. Então não se trata só de “força de vontade”, mas de entender o que está sendo evitado ou anestesiado por trás desses comportamentos. O que você sente logo antes desses impulsos aparecerem? Solidão, vazio, tensão, tristeza? E depois que passa, o que fica: alívio, culpa, ou os dois?
Essa dificuldade de se abrir também faz sentido. Quando você olha para os outros e pensa que eles também têm problemas, parece que automaticamente você se invalida. Mas isso é uma armadilha comum da mente. O fato de outra pessoa ter dificuldades não diminui o que você está sentindo. É como se você estivesse tentando merecer ajuda, quando, na prática, sofrimento não funciona como competição.
Você disse algo importante: “não sei quanto tempo ainda tenho”. Quando esse tipo de pensamento aparece, vale olhar com muito cuidado. Ele está vindo como um desabafo de cansaço ou como uma sensação de que não vale mais a pena continuar? Se em algum momento isso começar a ficar mais intenso ou assustador, é fundamental buscar apoio mais imediato, inclusive com um psiquiatra, porque o seu nível de esgotamento emocional já merece um olhar mais próximo e estruturado.
Você não está começando do zero, mesmo que pareça. O fato de você conseguir colocar isso em palavras, com essa clareza, mostra que ainda existe uma parte sua tentando entender, organizar e mudar. Talvez o caminho agora não seja prometer “fazer diferente”, mas começar a entender profundamente o que te levou até aqui, sem se atacar no processo.
Esses temas são complexos demais para carregar sozinho. Um processo terapêutico pode te ajudar a reconstruir isso com mais consistência, respeitando seu tempo e sua história, sem te reduzir aos comportamentos que você está tentando mudar.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou com falta de ar e sensação de aperto no pulmão há mais de 20 dias e aguardando resultados de e
Estou com falta de ar e sensação de aperto no pulmão há mais de 20 dias e aguardando resultados de exames. Os médicos têm sugerido ansiedade e me encaminhado para o psicólogo. É possível que uma crise de ansiedade dure dias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está vivendo assusta mesmo, principalmente quando envolve respiração, que é algo tão essencial. E a sua dúvida faz sentido: uma crise de ansiedade, no formato mais intenso, costuma durar minutos ou até algumas horas. Mas o estado de ansiedade, com sintomas físicos como falta de ar, aperto no peito e tensão, pode sim se manter por dias ou até semanas, especialmente quando o corpo entra em um ciclo contínuo de alerta.
É como se o sistema respiratório ficasse “desregulado”. A pessoa passa a respirar mais superficialmente ou de forma irregular, muitas vezes sem perceber, e isso mantém a sensação de falta de ar. Ao mesmo tempo, a atenção fica voltada para o corpo, o que pode amplificar ainda mais a percepção desse desconforto. O cérebro interpreta isso como algo importante e continua ativando o alerta, mesmo sem uma causa física grave identificada.
Dito isso, é muito importante reconhecer que o caminho que você está fazendo está correto. Investigar com exames é essencial para descartar causas orgânicas. Só depois disso, quando os médicos levantam a hipótese de ansiedade, faz sentido olhar para o lado emocional sem a sensação de que algo foi negligenciado.
Talvez valha observar alguns pontos com calma: essa falta de ar muda de intensidade ao longo do dia? Ela piora quando você presta mais atenção nela? Existe algum momento em que ela alivia, mesmo que um pouco? E o que costuma passar pela sua mente quando a sensação aparece ou aumenta?
Quando esse tipo de sintoma está ligado à ansiedade, o trabalho terapêutico costuma focar em quebrar esse ciclo entre corpo, atenção e pensamento. Não é sobre “forçar a respiração a normalizar”, mas sobre ajudar o corpo a sair desse estado de alerta contínuo.
Se os exames estiverem em andamento, siga com essa investigação, mas não descarte o cuidado psicológico como algo secundário. Muitas vezes, é justamente aí que o corpo começa a encontrar uma forma de desacelerar.
Caso precise, estou à disposição.
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Gostaria de saber se estresse, preocupação excessiva, ansiedade fazem a pálpebra cair e depois volta
Gostaria de saber se estresse, preocupação excessiva, ansiedade fazem a pálpebra cair e depois voltar ao normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Sua dúvida é bem comum e aparece muito em momentos de estresse elevado. A ansiedade, a tensão muscular constante e a preocupação excessiva podem sim gerar alterações momentâneas na musculatura ao redor dos olhos, como tremores, sensação de peso ou até uma impressão de que a pálpebra está “caindo”. Isso acontece porque o sistema nervoso fica tão ativado que certos músculos fatigam mais rápido. No entanto, é importante fazer uma pequena correção: a ansiedade não costuma causar uma queda real da pálpebra (ptose verdadeira), apenas a sensação de peso ou fraqueza temporária que melhora quando o corpo relaxa.
Queria te convidar a observar alguns detalhes: em que momentos você percebe essa sensação com mais intensidade? Ela aparece logo após crises de ansiedade? Acontece em dias em que você dorme mal, se preocupa mais ou passa muito tempo tenso? E, quando você respira fundo, descansa ou se distrai, essa sensação melhora? Essas respostas ajudam a entender se o fenômeno é funcional (relacionado à tensão emocional) ou se há outro fator envolvido.
Quando o corpo está sob estresse constante, ele começa a enviar pequenos sinais como esse para avisar que está no limite. É quase como se estivesse dizendo: “preciso desacelerar antes de travar”. A terapia costuma ajudar bastante nesses quadros, porque ensina o sistema nervoso a sair do modo de alerta contínuo. Ainda assim, se você notar que a pálpebra cai de forma persistente, ou que um dos lados do rosto perde força, vale buscar um médico, como um oftalmologista ou neurologista, apenas para descartar causas orgânicas.
Na maioria das vezes, esses episódios são reversíveis e diminuem muito quando a ansiedade é tratada e o corpo volta ao seu ritmo natural.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá! De vez em quando, tenho acordado sem vontade de fazer as coisas, sem foco e com vontade de fica
Olá! De vez em quando, tenho acordado sem vontade de fazer as coisas, sem foco e com vontade de ficar deitado, mesmo tendo dormido bem. O que diferencia essa situação da preguiça ou de um possível transtorno mental? Devo procurar um psicólogo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa é uma dúvida muito interessante, porque por fora pode parecer a mesma coisa, mas por dentro costuma ser bem diferente. A preguiça, no sentido mais comum, geralmente é algo mais pontual e até seletivo: a pessoa evita uma tarefa específica, mas consegue se engajar em outras coisas que dão prazer. Já quando há algo emocional envolvido, muitas vezes aparece uma sensação mais global, como essa falta de energia, dificuldade de foco e uma espécie de “peso” até para começar o dia.
O que você descreve pode ter relação com diferentes fatores, desde estresse acumulado, sobrecarga mental, até oscilações de humor mais significativas. O cérebro, quando está sobrecarregado ou emocionalmente desgastado, tende a economizar energia. É como se ele entrasse em um modo de “redução de funcionamento”, diminuindo motivação e iniciativa, mesmo quando o corpo aparentemente descansou.
Talvez valha observar com um pouco mais de curiosidade: isso tem acontecido com que frequência? Você percebe se essa falta de vontade melhora ao longo do dia ou permanece constante? Ainda existem atividades que te despertam interesse ou prazer, ou tudo parece meio “sem graça”? E emocionalmente, tem algo te preocupando ou te desgastando nos últimos tempos?
Procurar um psicólogo pode ser um movimento interessante, não necessariamente porque há um transtorno instalado, mas para entender melhor o que está por trás desse padrão antes que ele se intensifique. Muitas vezes, esse tipo de sinal é mais um pedido de ajuste interno do que um problema em si, e olhar para isso com mais profundidade pode fazer bastante diferença.
Caso precise, estou à disposição.
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Músicas podem ser usadas para amenizar a ansiedade ou os seus sintomas?
Músicas podem ser usadas para amenizar a ansiedade ou os seus sintomas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, músicas podem ajudar a amenizar a ansiedade, e isso não é só uma percepção subjetiva. O cérebro responde diretamente ao ritmo, à melodia e até à letra das músicas, influenciando áreas ligadas à emoção, memória e regulação do estresse. Em alguns casos, a música funciona quase como um “atalho” para o corpo sair de um estado de alerta e ir para um estado mais calmo.
Mas existe um detalhe importante: não é qualquer música que ajuda em qualquer momento. Algumas podem, inclusive, intensificar o que você está sentindo. O efeito depende muito de como o seu sistema emocional se conecta com aquela música. Para algumas pessoas, músicas mais calmas reduzem a ativação do corpo. Para outras, músicas que combinam com o estado emocional primeiro ajudam a “acompanhar” o sentimento e depois facilitam a regulação.
Do ponto de vista psicológico, a música pode atuar de algumas formas ao mesmo tempo: organizando o ritmo do corpo, desviando o foco de pensamentos repetitivos e oferecendo uma espécie de “continência emocional”, como se ajudasse a dar forma ao que está sendo sentido. É como se o cérebro encontrasse um caminho mais estruturado para processar aquela emoção.
Talvez valha a pena observar com curiosidade: que tipo de música costuma te acalmar de verdade? Existe alguma que diminui a intensidade da sua respiração ou da tensão no corpo? Ou alguma que, ao contrário, aumenta a agitação? E em quais momentos você percebe que a música ajuda mais?
A música pode ser uma ferramenta interessante dentro de um conjunto maior de estratégias, mas quando a ansiedade está mais intensa ou frequente, vale a pena aprofundar isso em um espaço terapêutico, para entender o que está por trás e como regular de forma mais consistente.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu tenho medo de demostrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afa
Eu tenho medo de demonstrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afasto com medo de magoar e me culpo quando acabo magoando.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você descreve parece um movimento de proteção que acabou ficando automático. Ao mesmo tempo em que existe uma preocupação em não machucar o outro, também aparece um medo de se envolver emocionalmente. E aí surge esse ciclo: alguém se aproxima, o sentimento começa a aparecer, você se afasta para evitar dor… e depois vem a culpa por ter se afastado. É um padrão que costuma cansar bastante por dentro.
Muitas vezes, isso não é falta de sentimento, mas justamente o contrário. Quando o vínculo começa a ganhar importância, o cérebro pode interpretar isso como um risco. Principalmente se, em algum momento da vida, se envolver emocionalmente esteve ligado a dor, rejeição ou frustração. Então, se afastar vira uma forma de tentar evitar algo que ainda nem aconteceu, mas que parece possível.
Talvez valha a pena se perguntar: o que você imagina que poderia acontecer se você se permitisse sentir e continuar próxima? O medo maior é de magoar o outro ou de ser magoada? E quando você se afasta, o alívio vem mais pelo distanciamento ou pela sensação de “controle” da situação?
A culpa que aparece depois também merece atenção. Ela pode indicar que existe uma parte sua que deseja se conectar, mas encontra dificuldade para sustentar isso. Não é uma contradição, é um conflito interno entre proteção e desejo de vínculo.
Esse tipo de padrão costuma ser muito bem trabalhado em terapia, principalmente explorando essas experiências emocionais e a forma como você aprendeu a se relacionar. Com o tempo, é possível construir formas mais seguras de se aproximar sem precisar fugir ou se culpar depois.
Caso precise, estou à disposição.
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Meu ex me deixou pro outra, começou a namorar no mesmo dia que terminou depois disso tô muito mal co
Meu ex me deixou pro outra, começou a namorar no mesmo dia que terminou depois disso tô muito mal comigo mesma não tenho nem vontade de viver mais. Como posso superar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está sentindo é uma dor muito profunda — e não é exagero, nem fraqueza. Quando alguém é deixado de forma tão abrupta, o cérebro reage como se tivesse sofrido uma perda física real. As mesmas áreas ativadas em situações de luto ou abstinência entram em ação, e isso explica por que o corpo dói, o ar parece mais pesado e a vida perde temporariamente o brilho. É como se tudo que antes fazia sentido tivesse desmoronado de repente.
O fim em si já é doloroso, mas o fato de ele ter começado outro relacionamento imediatamente intensifica a sensação de rejeição e substituição. O cérebro, nesse momento, tenta entender “por que não fui suficiente?” — e essa pergunta é um veneno lento, porque faz você buscar respostas onde não há justiça emocional. O que está doendo agora talvez não seja apenas a perda dele, mas o rompimento com a imagem de quem você acreditava ser ao lado dele.
Talvez valha refletir: o que exatamente você sente que perdeu — a pessoa ou a sensação de ser amada? O que dentro de você ainda tenta entender algo que, na verdade, nunca vai fazer sentido racional? E se, por um instante, você pudesse acolher a dor em vez de lutar contra ela, o que ela estaria tentando te mostrar sobre o seu próprio valor?
Esse tipo de dor precisa ser olhada com cuidado, não enfrentada sozinha. É muito importante que você mantenha acompanhamento psicológico, e se essa sensação de “não ter vontade de viver” continuar ou se intensificar, procure imediatamente ajuda médica ou o Centro de Valorização da Vida (CVV) — basta ligar 188 ou acessar cvv.org.br. Há profissionais prontos para te ouvir, sem julgamento, a qualquer hora.
Você não é o que aconteceu com você. A dor não é o fim, é apenas o corpo tentando se reorganizar depois de uma perda grande demais. Com o tempo e o cuidado certo, ela se transforma. Caso precise, estou à disposição.
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Estou me sentindo MUITO depressiva e já não sei mais o que fazer,já tentei um acompanhamento psicoló
Estou me sentindo MUITO depressiva e já não sei mais o que fazer,já tentei um acompanhamento psicológico antes mas não tive bons resultados e não consegui me conectar com a psicóloga e ela não me levava muito a sério.
Não tenho mais "forças"para procurar um profissional por medo de passar por isso novamente.
O que devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo carrega um peso importante, e dá para perceber o quanto essa experiência anterior te desanimou. Quando alguém procura ajuda e não se sente levada a sério, isso não só frustra, como pode fazer o cérebro associar “buscar ajuda” com risco de se machucar de novo. É como se uma parte sua dissesse: “melhor nem tentar, para não passar por aquilo outra vez”.
Mas vale um ponto muito direto aqui: uma experiência ruim com uma profissional não define a psicoterapia como um todo. A conexão terapêutica é um dos fatores mais importantes no processo, e quando ela não acontece, o tratamento realmente perde força. Isso não significa que você “não funciona em terapia”, e sim que aquele encaixe específico não aconteceu.
Ao mesmo tempo, eu não ignoraria o que você disse sobre estar “muito depressiva” e sem forças. Quando a energia está baixa assim, o cérebro tende a reduzir movimento, decisão e esperança. Não é falta de vontade, é o sistema emocional funcionando em modo de economia. E isso pode fazer com que até procurar ajuda pareça um esforço enorme.
Talvez, antes de pensar em “procurar um profissional” como um grande passo, você possa olhar para algo menor e mais possível agora. O que seria um primeiro movimento que não te sobrecarregue tanto? Seria pesquisar com calma? Conversar com alguém de confiança sobre isso? Ou até refletir melhor sobre o que você precisaria sentir para se sentir respeitada em um atendimento?
E deixo algumas perguntas que podem te ajudar a se organizar internamente: o que mais te machucou naquela experiência anterior? O que faria você perceber, logo nas primeiras sessões, que está sendo levada a sério? Existe alguma parte sua que ainda gostaria de tentar, mesmo com medo?
Se em algum momento esses sentimentos estiverem muito intensos, também pode ser importante considerar uma avaliação com um psiquiatra, principalmente para te dar suporte nesse momento mais pesado. Não como substituto da terapia, mas como um apoio possível.
Você não precisa decidir tudo agora, nem resolver tudo de uma vez. Às vezes, o próximo passo é só não desistir completamente de si, mesmo que em um ritmo bem pequeno.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou em um relacionamento a quase 3 anos, porém ontem mesmo descobri um assunto dele pessoal, que t
Estou em um relacionamento a quase 3 anos, porém ontem mesmo descobri um assunto dele pessoal, que teve relação com uma pessoa (peguete), porém, sempre perguntei desde o início para ser aberto comigo, perguntei se teve mais relações com outras pessoas além do primeiro relacionamento passado (eu n ligo para esse). O problema disso tudo é que ele sempre escondeu, falava que não era uma pessoa desse tipo, que era tranquilo, sempre me escondeu, e pela forma que descobri sobre essa relação e que me contaram em detalhes, agora estou com nojo e raiva sabe? Porque ele sempre me negava tudo isso, batia no peito que nunca teve alguma outra relação.. é errado eu sentir tudo isso? Devo desculpar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está sentindo faz bastante sentido dentro do que aconteceu. Não é só sobre ele ter tido um passado, porque isso, como você mesma disse, não era o problema. O ponto central aqui parece ser a quebra de confiança. Quando alguém nega algo repetidamente e depois isso vem à tona de outra forma, o impacto emocional costuma ser forte, trazendo exatamente reações como raiva, nojo e até uma sensação de ter sido enganada.
É importante diferenciar duas coisas: o fato em si e a forma como ele lidou com isso. O passado dele não define o caráter por si só, mas a maneira como ele escolheu esconder, negar e sustentar essa versão ao longo do tempo interfere diretamente na segurança do vínculo. O cérebro, nesses momentos, reage como se a base da relação tivesse ficado instável, e é isso que costuma intensificar essas emoções.
Antes de pensar em “devo perdoar ou não”, talvez valha se perguntar: o que exatamente mais te feriu nisso tudo, foi o conteúdo da história ou a mentira? O que essa situação fez você sentir sobre a confiança entre vocês agora? E, sendo bem honesta com você mesma, você sente que ele está disposto a ser transparente daqui pra frente ou isso ainda parece incerto?
Perdoar não é uma obrigação e nem algo que precisa acontecer rápido. É um processo que depende de entender o que você sente, do significado que isso teve para você e, principalmente, de como ele se posiciona a partir daqui. Em muitos casos, esse tipo de situação pode ser trabalhado em terapia, inclusive para ajudar você a organizar o que está sentindo e decidir com mais clareza, sem agir apenas no impulso do momento.
Caso precise, estou à disposição.
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Meu filho de 10 anos Me falou q gostava de uma menina Ah 1 mês atrás Agora soube que ele disse na
Meu filho de 10 anos
Me falou q gostava de uma menina
Ah 1 mês atrás
Agora soube que ele disse na escola q gostava de um menino
Como temos bom diálogo questionei se era verdade
Ele disse que sim
Mas que não gostava mais
Com essa idade eles já sabem sobre sua orientação sexual
Ele disse que é bissexual
Como agir e abordar esse assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A forma como você descreve a situação mostra algo muito bonito: seu filho sente segurança para falar com você. Isso, por si só, já é um fator de proteção enorme para o desenvolvimento emocional dele. Aos 10 anos, é comum que crianças experimentem, nomeiem e renomeiem sentimentos conforme vão entendendo o próprio mundo interno. A orientação sexual, nessa fase, ainda pode estar em construção, e não há nada de errado nisso — faz parte do processo de descobrir quem se é.
Quero ajustar apenas uma ideia muito comum: crianças dessa idade não definem sua orientação sexual de forma definitiva, mas podem, sim, expressar inclinações, curiosidades e percepções sobre quem lhes desperta interesse. Isso não significa que ele “já sabe tudo”, mas que está tentando organizar algo que sente. Para ele, dizer “sou bissexual” pode ser mais uma forma de nomear uma experiência do que uma definição fechada. Como você se sentiu quando ele compartilhou isso? O que você imagina que ele estava buscando quando trouxe esse assunto com tanta naturalidade? E o que muda dentro de você quando pensa no futuro dele a partir disso?
O mais importante agora é manter o diálogo aberto, acolher com calma e deixar espaço para que ele continue descobrindo as próprias emoções sem medo de ser julgado. Você pode perguntar, com leveza, o que significa “bissexual” para ele, como ele entende essa palavra e como se sentiu ao contar isso para você. Crianças percebem quando os adultos ficam tensos — por isso, sua postura de curiosidade afetuosa será o eixo de segurança para ele.
Se em algum momento você sentir necessidade de apoio adicional, profissionais especializados em desenvolvimento infantil ou sexualidade podem ajudar não para “definir” nada, mas para orientar os pais nesse processo de forma tranquila e baseada em ciência. Esse tipo de apoio costuma fortalecer o vínculo familiar e evitar que a criança crie vergonha ou medo de si mesma no futuro.
Você está fazendo exatamente o que seu filho mais precisa: escutando, observando e caminhando ao lado dele enquanto ele se conhece.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, tudo bem? Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade?
Olá, tudo bem?
Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade? a quem devo procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta importante, mas ela parte de uma ideia que nem sempre ajuda: a de que existe uma única “melhor abordagem” para ansiedade. Na prática clínica, o que costuma fazer mais diferença não é só a abordagem em si, mas o quanto ela é bem aplicada para o seu caso específico. Existem linhas com bastante evidência, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, a Terapia do Esquema, ACT e abordagens baseadas em regulação emocional, que trabalham tanto os pensamentos quanto as respostas do corpo e os padrões mais profundos.
A ansiedade não aparece igual para todo mundo. Em algumas pessoas ela está mais ligada a pensamentos acelerados e preocupações constantes, em outras a padrões emocionais mais antigos, como medo de rejeição, necessidade de controle ou dificuldade em lidar com incerteza. Por isso, o tratamento mais adequado é aquele que consegue olhar para essas camadas e não só para o sintoma em si. É como se o cérebro estivesse hiperativado, tentando proteger você o tempo todo, e a terapia ajuda a recalibrar esse sistema.
Sobre quem procurar, o psicólogo é o profissional indicado para trabalhar essas questões de forma mais profunda. Em alguns casos, quando os sintomas estão mais intensos ou físicos, pode ser importante também uma avaliação com psiquiatra para entender se há necessidade de medicação como apoio inicial. Não é uma regra para todos, mas pode fazer sentido dependendo do nível de sofrimento.
Talvez valha a pena você se perguntar: o que mais tem te incomodado na sua ansiedade hoje? Em quais momentos ela aparece com mais força? Você sente que consegue entender o que dispara isso ou parece algo fora de controle? Essas respostas ajudam muito a direcionar o tipo de cuidado que vai fazer mais sentido para você.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu namoro à distância há mais ou menos 2 anos, meu namorado passou em um concurso e vai pra Brasília
Eu namoro à distância há mais ou menos 2 anos, meu namorado passou em um concurso e vai pra Brasília, mas noto que ele não me inclui nos planos dele (embora ele fale que quando pensa em algo, já me inclui), só que quando ele fala as coisas, nunca vejo ele falando em “nós”, sempre é em individual
No passado falávamos em morar juntos, quando ele ou eu conseguíssemos passar em algum concurso
E agora que ele passou, a ideia dele é totalmente contrária, só quer me ver a cada 2 meses (atualmente nos vemos 1 a cada mês). Acho que meu achismo e convicção de que não me quer por perto ou vivendo com ele, está certo
Se fosse o contrário, eu estaria super animada e já teria deixado a deixa pra quando eu sossegasse no lugar, ele ir morar comigo
Até o apartamento que ele tá procurando pra alugar, meio que não divide comigo.
Se eu tivesse no lugar dele, dividiria todo o momento com eleRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você está trazendo não parece ser só sobre distância geográfica, mas sobre distância emocional. Quando você observa que ele fala no singular, que não te inclui nos planos e que as decisões estão sendo tomadas de forma individual, isso naturalmente ativa uma sensação de exclusão, quase como se você estivesse assistindo a vida dele de fora. E isso costuma doer, principalmente quando existe um histórico de planos compartilhados.
Tem um ponto importante aqui: mais do que o que ele diz, você está reagindo ao que ele faz e ao que deixa de fazer. O cérebro capta muito mais coerência nas atitudes do que nas palavras. Quando há uma diferença entre discurso e comportamento, é comum surgir essa sensação de insegurança, como se algo não estivesse encaixando.
Agora, vale olhar com cuidado para algumas nuances antes de fechar uma conclusão definitiva. Ele pode estar vivendo um momento de foco individual, adaptação e conquista, e isso pode reduzir momentaneamente a capacidade dele de pensar em “nós”. Mas também é possível que exista uma diferença real de expectativas sobre o relacionamento. E essa diferença, se não for olhada de frente, tende a crescer.
Talvez algumas perguntas possam te ajudar a organizar isso internamente: o que exatamente você espera desse relacionamento hoje, na prática? Quando você imagina um futuro com ele, quais elementos são inegociáveis para você? E olhando para o comportamento atual dele, você sente que está sendo escolhida ou apenas mantida?
Esse tipo de situação raramente se resolve só com suposição. Uma conversa mais direta, clara e emocionalmente honesta costuma ser o caminho para entender se existe alinhamento real ou não. E, às vezes, mais importante do que ele te incluir nos planos dele é você perceber se esse formato de relação faz sentido para você.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou estudando para os vestibulares e desde os últimos anos, me sinto muito sozinha. Não consigo me
Estou estudando para os vestibulares e desde os últimos anos, me sinto muito sozinha. Não consigo me abrir com as pessoas e quase sempre me pego chorando por coisas besta. Poderiam me dar uma dica de tentar melhorar o meu dia a dia e se o que estou passando é alguma doença mental.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo não parece algo “besta”, mesmo que sua mente tente rotular assim. Sentir-se sozinha, ter dificuldade de se abrir e acabar chorando com frequência costuma ser um sinal de que algo dentro de você está pedindo atenção, não julgamento. Muitas vezes, quando as emoções não encontram espaço para serem expressas, elas acabam saindo nesses momentos mais silenciosos.
A fase de vestibular, por si só, já costuma ser muito exigente. Existe pressão, comparação, incerteza sobre o futuro… e tudo isso pode ir acumulando internamente. O cérebro, quando percebe esse acúmulo, pode reagir com essa sensação de isolamento ou sensibilidade aumentada. Não significa necessariamente que seja um transtorno mental, mas também não é algo que precisa ser ignorado ou “engolido”.
Talvez seja importante você observar com um pouco mais de carinho: você sente que tem alguém com quem poderia se abrir, mas algo te trava? O que passa na sua cabeça quando pensa em contar o que sente? Esses choros vêm mais em momentos de cansaço ou aparecem mesmo quando o dia está tranquilo? E, no meio disso tudo, o que você tem feito por você, além de estudar?
Pequenos ajustes no dia a dia podem ajudar, mas não no sentido de “resolver tudo”, e sim de começar a se reconectar consigo mesma. Às vezes, criar momentos mínimos de pausa, escrever o que está sentindo ou até tentar se aproximar gradualmente de alguém de confiança já pode abrir um espaço interno diferente. E, se possível, conversar com seus pais ou cuidadores também pode ser importante, principalmente para que você não precise lidar com tudo isso sozinha.
Se essa sensação continuar ou aumentar, procurar um psicólogo pode te ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a encontrar formas mais leves de atravessar esse momento.
Caso precise, estou à disposição.
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Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a a
Boa tarde. Há alguma relação entre a ansiedade e doenças de pele? Quando estou em um período que a ansiedade está mais grave, algumas áreas da pele ficam com um aspecto mais ressecado e aparentemente machucado. De ínicio pensei que era alguma alergia, mas depois percebi que nesses momentos específicos que a pele fica assim.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde, tudo bem?
Sim, existe uma relação bastante conhecida entre ansiedade e manifestações na pele. A pele e o sistema nervoso estão profundamente conectados desde o desenvolvimento do nosso corpo, e isso faz com que estados emocionais mais intensos possam aparecer também de forma física. Em momentos de ansiedade, o organismo entra em um estado de alerta, liberando substâncias como o cortisol, que pode alterar a hidratação da pele, aumentar a sensibilidade e até favorecer irritações ou pequenas lesões.
O que você descreve faz bastante sentido dentro desse contexto. É como se o corpo estivesse tentando expressar, de alguma forma, aquilo que está sendo difícil de processar internamente. Às vezes, a pele acaba se tornando um “canal de saída” dessa tensão acumulada. Em alguns casos, isso pode se manifestar como ressecamento, coceira, descamação ou até o hábito de mexer na pele sem perceber.
Mas vale um olhar cuidadoso para diferenciar o que é predominantemente emocional do que pode ter também uma causa dermatológica associada. Por isso, uma avaliação com um dermatologista pode ajudar a entender melhor essa parte física, enquanto o olhar psicológico ajuda a compreender o que está acontecendo por trás desses períodos de maior ansiedade.
Talvez seja interessante você observar algumas coisas com mais atenção: o que costuma estar acontecendo na sua vida quando a pele piora? Existe algum tipo de situação, pensamento ou preocupação que aparece com mais força nesses momentos? E como você costuma lidar com essas emoções quando elas surgem?
Essas pistas costumam ser muito valiosas. Quando a gente começa a entender melhor essa conexão entre mente e corpo, fica mais fácil construir formas de cuidado que vão além do sintoma e alcançam a raiz do que está acontecendo.
Caso precise, estou à disposição.
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Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo
Ola. Há 01 ano, passei por uma situação difícil no meu casamento, onde me separei e ainda está sendo doloroso pra mim. Me culpo por tudo o que houve e não consigo superar. Tenho alguns problemas de saúde (diabetes 1) e desde então, tenho passado muito mal com crises de tonturas seguido de zumbidos muito, muito forte na cabeça, onde sou obrigada a me deitar rapidamente, para não desmaiar. Estou passando por essa crise agora. Há 5 dias, não consigo ficar de pé. A cabeça não para de chiar e eu não sei o quê pode ser. Tenho complicações da diabetes como: retinopatia e nefropatia porém, estão estabilizadas e eu não creio que seja da doença e sim de todo o estresse que estou vivendo. Algum profissional poderia me sugerir algum tratamento ou pode me dizer se é emocional? Eu preciso superar e voltar a viver
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Imagino o quanto tudo isso deve estar sendo pesado para você. Um processo de separação, ainda mais quando vem acompanhado de culpa e dor emocional, costuma mexer profundamente com o corpo e com a mente. O que você descreve não é só sofrimento psicológico, é uma experiência que está atravessando o seu organismo como um todo, e isso merece atenção cuidadosa.
Sobre os sintomas físicos, é importante te dizer com clareza e responsabilidade: crises intensas de tontura, zumbido forte e dificuldade para ficar de pé por dias seguidos não devem ser atribuídas apenas ao emocional sem uma avaliação médica. O estresse pode, sim, amplificar muito as sensações corporais, porque o cérebro entra em estado de alerta constante e o corpo responde com alterações de equilíbrio, pressão e percepção. Mas, no seu caso, considerando o histórico de diabetes tipo 1 e as complicações já existentes, é fundamental descartar causas clínicas com um médico, como um clínico geral, neurologista ou otorrinolaringologista.
Ao mesmo tempo, o que você está vivendo emocionalmente tem um peso enorme. A culpa costuma prender a pessoa no passado, como se a mente tentasse voltar o tempo para consertar algo que já aconteceu. E isso consome energia, enfraquece o corpo e mantém o sistema nervoso em tensão contínua. Talvez valha se perguntar com gentileza: você está se responsabilizando por tudo ou também está conseguindo enxergar os limites do que estava sob seu controle? Se alguém que você ama tivesse passado pela mesma situação, você olharia para essa pessoa com a mesma dureza que tem olhado para si?
Outra coisa importante: seu corpo pode estar expressando o que não está conseguindo ser elaborado emocionalmente. Não como algo “imaginado”, mas como uma resposta real do organismo a um nível alto de sobrecarga. Ainda assim, quando os sintomas chegam nesse nível de intensidade e duração, o caminho mais seguro é cuidar das duas frentes ao mesmo tempo, física e emocional.
Você não precisa resolver tudo de uma vez, nem “superar” isso na força. Talvez o primeiro passo seja estabilizar seu corpo e, em paralelo, ter um espaço onde você possa olhar para essa dor com mais cuidado, sem se reduzir à culpa. Um processo terapêutico pode te ajudar a reorganizar essa história de forma mais justa com você mesma.
Se possível, busque avaliação médica o quanto antes para esses sintomas físicos, especialmente por estarem acontecendo agora. E, no campo emocional, esse é um tipo de vivência que merece ser acompanhado de perto, com suporte adequado.
Caso precise, estou à disposição.
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Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda
Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, boa noite. Imagino o quanto deve estar sendo angustiante viver isso — quando a mente não desacelera e o sono simplesmente não vem, o corpo começa a pedir socorro em silêncio. Essa mistura de ansiedade e insônia é mais comum do que se imagina, e ela não significa fraqueza, e sim um cérebro que ficou preso no modo “alerta”, tentando te proteger até mesmo quando você quer descansar.
A neurociência explica que, em momentos assim, o sistema nervoso libera hormônios como adrenalina e cortisol em excesso, e isso impede o corpo de relaxar o suficiente para dormir. É como se o cérebro dissesse: “Não dá pra desligar agora, algo pode acontecer.” O resultado é esse mal-estar constante — o cansaço físico com a mente ligada demais.
O primeiro passo é não enfrentar isso sozinho. Procure um psicólogo clínico, que poderá te ajudar a entender o que tem alimentado essa ansiedade, e também um psiquiatra, caso o sintoma já esteja comprometendo o sono há vários dias. A combinação dos dois costuma ser o tratamento mais eficaz. Enquanto isso, tente pequenas ações que ajudam o cérebro a sair do estado de alerta, como respirações profundas e lentas antes de deitar, reduzir o uso de telas à noite e criar um ritual de desligamento — luz baixa, respiração, e um foco em algo neutro, como a sensação do ar entrando e saindo.
Posso te perguntar algo? Essa ansiedade costuma piorar em algum horário específico, como à noite, quando o ambiente fica mais silencioso? E o que costuma passar pela sua mente quando tenta dormir — medo, preocupação, lembranças, pensamentos acelerados? Entender isso ajuda muito a direcionar o início do cuidado.
Seja gentil consigo. Ansiedade e insônia não se resolvem à força — elas melhoram quando o cérebro começa a se sentir novamente em segurança. E esse é um processo possível, passo a passo. Caso precise, estou à disposição.
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Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro mu
Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro muito fortes, ao ponto de ficar com falta de ar e até chegar a ficar com as mãos enrijecidas. Fico com uma sensação pesada no coração e não consigo controlar essa tristeza que bate simplesmente do nada, e por mais que eu tente me acalmar isso dura bastante tempo. Normalmente sou uma pessoa que não consegue ter interesse por nenhum dos sexos e meio que tenho medo de tá muito próximo de alguém ou que alguém me toque. Posso até achar uma pessoa bonita mas nada ao ponto de querer namorar ou tocar aquela pessoa. Tenho nojo/agonia de tocar em outra pessoa, de tá muito próximo ao ponto de sentir o cheiro de alguém, não consigo comer ou beber em algo que alguém já tocou ou usou pq tenho muito nojo de tudo que envolve outra pessoa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve não é algo simples, mas faz bastante sentido quando a gente olha com cuidado. Seu corpo está reagindo com muita intensidade a situações de intimidade, tanto consigo quanto com outras pessoas. Essas crises de choro, falta de ar e tensão nas mãos parecem muito mais do que uma reação aleatória, elas indicam que algo dentro de você associa proximidade, toque ou sexualidade a uma experiência emocional difícil, talvez até ameaçadora em algum nível.
Quando isso acontece, o sistema emocional do cérebro entra em modo de alerta, como se estivesse tentando te proteger de algo. E essa proteção pode vir na forma de nojo, afastamento, bloqueio de desejo e até essas reações físicas mais intensas. Não é falta de interesse “simplesmente”, é como se seu corpo estivesse dizendo “isso não é seguro”, mesmo que racionalmente você não entenda exatamente por quê.
Vale explorar algumas perguntas com bastante cuidado: quando você pensa em proximidade ou toque, o que vem primeiro, medo, repulsa, desconforto? Essas sensações aparecem desde sempre ou começaram em algum momento específico da sua vida? Existe alguma lembrança, mesmo que distante, em que seu corpo tenha aprendido a associar contato físico a algo negativo, invasivo ou desconfortável?
Outro ponto importante é que sua experiência pode envolver mais de uma camada. Existe a possibilidade de uma orientação afetiva diferente, como uma baixa ou ausência de desejo, mas também existem sinais claros de aversão e sofrimento intenso, que vão além de uma simples característica pessoal. Quando há sofrimento, especialmente com esse nível de intensidade, isso merece ser cuidado com atenção, porque não é só “um jeito de ser”, é algo que está te impactando.
Você não precisa forçar nada nem tentar “se encaixar” em um padrão. O foco aqui não é fazer você desejar ou se relacionar, mas entender por que seu corpo reage dessa forma e, principalmente, aliviar esse sofrimento. Um processo terapêutico pode te ajudar a acessar essas camadas com segurança, no seu ritmo, sem invasão e sem pressão.
Isso que você está vivendo tem sentido dentro da sua história, mesmo que ainda não esteja claro. E pode ser compreendido, aos poucos, com o cuidado certo.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um to
Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um tom de voz muito alta ,pode ser na presença de qualquer pessoa, qual profissional devo procurar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O comportamento que você descreve na sua filha pode ter diferentes significados, e nem sempre está ligado apenas a “estresse” no sentido mais simples. Na adolescência, existe uma intensidade emocional maior mesmo, porque o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente nas áreas relacionadas ao controle dos impulsos e regulação das emoções. Mas quando as reações são muito frequentes, intensas ou desproporcionais, vale olhar com mais atenção.
Nesse caso, o profissional mais indicado inicialmente é o psicólogo, especialmente alguém que tenha experiência com adolescentes. A terapia pode ajudar sua filha a entender melhor o que está sentindo, desenvolver formas mais saudáveis de se expressar e lidar com frustrações. Em alguns contextos, também pode ser importante envolver os pais no processo, porque a dinâmica familiar muitas vezes influencia e é influenciada por esse tipo de comportamento.
Dependendo da avaliação inicial, pode haver indicação de um acompanhamento com psiquiatra, principalmente se houver sinais de sofrimento emocional mais intenso, impulsividade muito elevada ou dificuldade importante de regulação. Mas isso costuma ser avaliado com calma ao longo do processo.
Talvez valha se perguntar: em quais situações essas reações acontecem com mais frequência? É mais em casa, na escola ou em qualquer contexto? Como ela costuma reagir depois desses momentos, demonstra arrependimento, indiferença ou continua irritada? E como vocês, como pais, têm respondido a essas situações?
Se possível, tente também abrir um espaço de conversa com ela fora dos momentos de conflito, buscando entender o que está por trás dessas reações. E considerando a idade dela, é importante que ela tenha o apoio de vocês nesse processo, inclusive para iniciar um acompanhamento, se necessário.
Caso precise, estou à disposição.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…