Perguntas do paciente (554)

  • Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção del

    Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção dele, porque não consigo nem conversar com ele porque ele não para de jogar em momento nenhum. Além disso, ele tem uma amiga de jogo que está sempre com ele jogando e quando ele sai do jogo, ele fica conversando no WhatsApp com ela enquanto está comigo e quando ele finalmente me dá atenção ela manda mensagem cobrando a presença dele. Já conversei com ele sobre o assunto e ele fala que acha normal agir assim com a amiga e que jogar é o hobby favorito dele, então eu tenho que aprender a aceitar isso. Estou sendo incompreensiva em querer terminar o relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    O que você descreve não parece ter a ver com ser “compreensiva” ou não, mas sim com algo mais básico em qualquer relação: espaço emocional, presença e reciprocidade. Um hobby, como jogar videogame, pode ser saudável e até importante, mas quando ele começa a ocupar praticamente todo o tempo e a pessoa deixa de estar disponível para a relação, isso costuma gerar exatamente esse tipo de desconforto que você está sentindo.

    Além disso, existe um ponto delicado aí que vai além do jogo em si: a sensação de ter que disputar atenção, seja com o videogame ou com outra pessoa. O cérebro interpreta isso quase como um sinal de ameaça ao vínculo, o que naturalmente ativa insegurança, frustração e até desgaste emocional. Não é só sobre o que ele faz, mas sobre como você se sente na relação.

    Talvez valha a pena se perguntar com bastante honestidade: você se sente escolhida nesse relacionamento? Quando vocês estão juntos, existe presença real ou você sente que está “dividindo” ele o tempo todo? E, se nada mudasse, você conseguiria sustentar esse tipo de dinâmica a longo prazo?

    Você já tentou conversar e ele sinalizou que não vê problema e que a adaptação deveria vir mais de você. Isso diz muito sobre como ele está lidando com a situação hoje. Relações saudáveis costumam envolver ajustes dos dois lados, não só de um.

    Pensar em terminar não necessariamente significa que você está sendo incompreensiva. Às vezes, significa apenas que você está percebendo que aquilo que você precisa emocionalmente não está sendo atendido. Vale olhar para isso com cuidado e respeito por você mesma. Caso precise, estou à disposição.


  • Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina

    Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina pela rede social
    Estou com medo, não sei lidar com tudo isto e preciso de orientação para mim e ela.
    Gratidão
    Mãe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Entendo a sua preocupação, especialmente por se tratar da sua filha e de algo novo para você. Esse momento costuma mobilizar muitos sentimentos nos pais, porque envolve cuidado, proteção e também dúvidas sobre como agir da melhor forma. O mais importante aqui é lembrar que, aos 13 anos, sua filha está em uma fase de descobertas — emocionais, afetivas e também de identidade. Sentir-se “apaixonada” faz parte desse processo de desenvolvimento, independentemente de ser por um menino ou uma menina.

    Antes de qualquer conclusão, vale a pena olhar com calma para o que essa experiência significa para ela. Muitas vezes, nessa idade, o sentimento vem mais como uma forma de conexão emocional, admiração ou identificação, e não necessariamente como algo definido ou permanente. O risco maior não costuma estar no fato de ela gostar de alguém, mas em como ela se sente ao falar disso com você. Ela percebe abertura ou medo? Sente que pode confiar ou que precisa esconder?

    Talvez algumas perguntas possam te ajudar a se orientar nesse momento: como você gostaria que sua filha se sentisse ao compartilhar algo importante com você — acolhida ou julgada? O que exatamente te gera mais medo nessa situação — a orientação afetiva dela ou a sensação de não ter controle sobre o que está acontecendo? E como foi, na sua própria história, lidar com sentimentos na adolescência?

    Outro ponto importante é o ambiente virtual. Como esse vínculo começou online, faz sentido acompanhar com cuidado questões de segurança, sem invadir, mas mantendo diálogo. Mostrar interesse genuíno, conhecer com quem ela conversa e orientar sobre limites e proteção pode ser mais efetivo do que proibir ou reagir com rigidez, que muitas vezes só afasta.

    Se sentir que isso está difícil de manejar sozinha, buscar um espaço de orientação pode te ajudar muito a atravessar esse momento com mais segurança e equilíbrio, tanto para você quanto para ela. Essa fase pode ser uma oportunidade importante de fortalecer o vínculo entre vocês.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    Quando alguém pergunta como “superar de vez”, geralmente tem algo importante por trás: a expectativa de que exista um momento claro em que tudo simplesmente deixa de doer. Na prática, o que a gente vê é um processo mais gradual. Um ano pode parecer muito tempo, mas, dependendo do vínculo, da forma como terminou e do que esse relacionamento representava, ainda pode haver partes suas tentando entender ou elaborar essa história.

    Vale ajustar um ponto com cuidado: superar não é apagar o que aconteceu, nem forçar indiferença. É conseguir lembrar sem se perder emocionalmente nisso. Quando o término vem da outra pessoa, como no seu caso, é comum ficar uma sensação de falta de controle, rejeição ou até de “assunto inacabado”, e isso mantém o vínculo ativo dentro da mente.

    Tem algumas perguntas que podem te ajudar a olhar para isso com mais clareza: o que exatamente você sente que ainda não foi resolvido dentro de você sobre essa relação? Você sente falta da pessoa em si ou da forma como você se sentia naquele relacionamento? Existe alguma parte sua que ainda espera, mesmo que discretamente, uma volta ou uma explicação diferente?

    Muitas vezes, o que mantém o apego não é só o outro, mas significados mais profundos, como necessidade de validação, medo de ficar sozinha ou padrões emocionais que se repetem. É aí que a terapia ajuda bastante, porque permite organizar essas camadas com mais profundidade, sem pressa e sem se cobrar “superar” no tempo certo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • É normal que a depressão só melhore

    É normal que a depressão só melhore quando ficamos longe de alguma situação estressante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Faz sentido que você tenha percebido isso, e sim, pode acontecer de os sintomas melhorarem quando a pessoa se afasta de uma situação estressante. O ambiente tem um peso grande no nosso funcionamento emocional. Quando existe algo constante gerando tensão, o cérebro permanece em estado de desgaste, e ao se afastar, ele finalmente consegue “respirar” um pouco.

    Mas é importante fazer uma diferenciação. Essa melhora não significa necessariamente que a depressão foi resolvida, e sim que um dos fatores que alimentavam o sofrimento foi temporariamente reduzido. É como tirar peso de cima de algo que já estava sobrecarregado. Alivia, mas não necessariamente reorganiza a estrutura por completo.

    Fico curioso para te ajudar a aprofundar isso: quando você se afasta dessa situação, o que exatamente muda dentro de você? É mais leveza, mais energia, menos pensamentos negativos? E quando retorna, o que volta primeiro, o cansaço, a tristeza ou a sensação de pressão?

    Outro ponto importante é entender o papel dessa situação estressante. Ela é algo pontual ou um padrão recorrente na sua vida? Porque, dependendo disso, o trabalho não é só aliviar os sintomas, mas também entender como você se posiciona diante dessas situações e quais recursos emocionais podem ser desenvolvidos para lidar com elas de forma diferente.

    A terapia costuma ajudar muito nesse tipo de processo, porque não fica apenas no alívio momentâneo, mas busca compreender o que está sendo ativado emocionalmente e como isso pode ser transformado ao longo do tempo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, bom dia!

    O que você descreve chama atenção por um ponto específico: essa ansiedade aparece de forma intensa na faculdade, mas não no trabalho. Isso costuma indicar que não é uma “ansiedade geral”, e sim algo mais ligado ao contexto, como situações de exposição, avaliação ou comparação com outras pessoas. Ambientes acadêmicos, especialmente com apresentações e interação social, podem ativar muito esse tipo de sensação de inferioridade e medo de julgamento.

    Essa diferença entre os ambientes é importante. Se no trabalho você consegue funcionar melhor, isso mostra que você tem recursos internos que já funcionam bem em determinados contextos. A questão aqui parece ser entender o que a faculdade representa emocionalmente para você. Será que ela ativa uma sensação de estar sendo avaliado o tempo todo? Ou uma cobrança interna maior? Ou até uma dúvida mais profunda sobre estar no lugar certo?

    Também vale olhar para essa dúvida sobre o curso. Às vezes, a ansiedade não vem só da exposição, mas de um desalinhamento interno. É como se uma parte sua estivesse dizendo “isso não faz mais sentido para mim”, enquanto outra tenta insistir. E o corpo, muitas vezes, entra nesse conflito.

    Sobre qual profissional procurar, sendo bem direto: começar com um psicólogo costuma ser o caminho mais indicado. A psicoterapia vai ajudar você a entender esses padrões, trabalhar essa sensação de inferioridade e explorar com mais clareza essa questão sobre o curso. Um psiquiatra pode ser importante se os sintomas estiverem muito intensos ou limitantes, mas isso pode ser avaliado ao longo do processo.

    Talvez você possa se perguntar com calma: o que exatamente passa na sua mente quando pensa em ir para a faculdade? O medo está mais ligado às pessoas, ao desempenho ou ao próprio curso? E, se não houvesse esse desconforto todo, você ainda escolheria continuar nesse caminho?

    Essas respostas não precisam vir de uma vez, mas olhar para elas com cuidado já começa a organizar muita coisa internamente.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cid

    Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cidade a 14 anos, recentemente fiz uma viagem pro lugar onde nasci porque minha família toda é de lá, aqui na cidade só mora eu minha e meu irmão somentes, e desde que eu voltei de viagem pra cidade eu me sinto muito abatido e solitario, as vezes sinto meu coração acelerar e fico pensando no lugar onde nasci, aqui na cidade não saio pra nenhum lugar e me sinto esquecido!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? O que você descreve faz muito sentido emocionalmente. Quando alguém volta ao lugar onde nasceu, reencontra pessoas, histórias, cheiros, ritmos e sensações que marcaram a infância, algo dentro da gente se reorganiza. É como se uma parte esquecida do seu mundo interno tivesse sido despertada, e ao retornar para a cidade onde vive hoje, o contraste ficasse muito mais forte. A saudade que aparece não é só do lugar — é de quem você foi, de como se sentia pertencente, de uma rede afetiva que aqui talvez não exista da mesma forma.

    E isso pode trazer exatamente o que você está sentindo agora: abatimento, solidão, coração acelerado, pensamentos recorrentes sobre “lá”. Esses sintomas não significam que há algo errado em você; significam que a viagem tocou numa ferida silenciosa chamada desenraizamento. Posso te perguntar: o que mais te marcou quando esteve em Pernambuco dessa vez? Foi as pessoas? O ritmo de vida? A sensação de ser visto? Isso nos ajuda a entender o que exatamente está doendo agora.

    Outra questão importante é: quando você diz que “não sai pra nenhum lugar” e se sente esquecido, o que imagina que te impede de construir vínculos aqui? É falta de oportunidade? Medo de não ser acolhido? Ou simplesmente nunca aconteceu de você se sentir pertencente à cidade atual? Às vezes, o problema não é a cidade em si, mas o fato de você nunca ter criado raízes emocionais nela — e só percebeu isso com clareza após revisitar suas raízes de verdade.

    Também quero te convidar a observar como seu corpo reage quando os pensamentos sobre Pernambuco vêm. É só saudade, ou aparece também uma sensação de vazio, como se aqui nada tivesse muito sentido? Essa diferença ajuda a entender se você vive uma adaptação difícil, um luto pela infância ou um misto dos dois.

    Você não está “esquecido”; está desconectado emocionalmente, e isso é algo possível de trabalhar em terapia para reconstruir sensação de pertencimento, propósito e laços afetivos — independentemente de onde você esteja morando hoje.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, fico feliz que tenha trazido essa pergunta — ela carrega muita sensibilidade e coragem. Sim, faz bastante sentido procurar um profissional de saúde mental para lidar com o luto. A dor da perda, embora seja uma experiência universal, é profundamente individual, e às vezes o que machuca não é só a ausência de quem partiu, mas o que ficou dentro de nós depois disso: a saudade, as perguntas sem resposta, o vazio que parece não caber em palavras.

    A terapia oferece um espaço seguro para que esse turbilhão encontre forma. É um lugar onde o tempo emocional é respeitado, e o que parece confuso pode, aos poucos, ganhar sentido. A neurociência mostra que o cérebro, diante do luto, entra em um processo real de reorganização — ele precisa se adaptar à ausência, aprender a reconfigurar rotinas, memórias e vínculos. E esse processo não é linear: há dias em que parece que a ferida cicatrizou e outros em que tudo volta a doer.

    Talvez seja interessante se perguntar: o que mais tem sido difícil nesse momento — a ausência em si ou o silêncio que ela deixou? Que lembranças ainda te tocam com força? E o que você tem sentido vontade de evitar, talvez por medo de que a dor aumente? Essas reflexões ajudam a entender como o luto está sendo vivido dentro de você, sem pressa, mas com profundidade.

    Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, é um gesto de respeito pela própria história e por quem partiu. E às vezes, é justamente nesse espaço de cuidado que a dor começa a se transformar em saudade que ensina. Caso precise, estou à disposição.


  • Eu n aceito MT coisa de mim sabe Não aceito Me revolto demais

    Eu n aceito MT coisa de mim sabe
    Não aceito
    Me revolto demais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? O que você traz é mais profundo do que parece à primeira vista. Quando você diz que não se aceita e se revolta demais consigo mesma, isso costuma indicar uma relação interna muito dura, quase como se existisse uma parte sua que está sempre cobrando, julgando ou tentando expulsar aquilo que sente, pensa ou é. Viver assim cansa muito, porque a luta não é só com a ansiedade ou com os sintomas, mas consigo mesma o tempo todo.

    Essa revolta geralmente não surge do nada. Muitas vezes ela nasce da sensação de “não deveria ser assim”, de ter expectativas rígidas sobre quem você acha que deveria ser, sentir ou controlar. Quando algo foge disso — pensamentos intrusivos, ansiedade, fragilidade — vem a raiva, a vergonha ou a tentativa de se consertar à força. O problema é que quanto mais a gente entra em guerra interna, mais o sistema emocional reage, intensificando exatamente aquilo que queremos eliminar.

    Talvez valha se perguntar com gentileza: o que exatamente em você é tão difícil de aceitar? É sentir medo, não ter controle total da mente, depender de ajuda, ser sensível demais? Quando essa revolta aparece, ela vem acompanhada de autocrítica, de culpa ou de uma sensação de “sou errada assim”? E se essa parte revoltada estivesse tentando, do jeito dela, te proteger de alguma dor antiga?

    Aceitação não é concordar, se acomodar ou desistir de melhorar. É parar de gastar tanta energia brigando com o que já está aí para poder, então, cuidar. Muitos quadros de ansiedade e pensamentos intrusivos só começam a aliviar quando a pessoa deixa de tentar ser alguém que não sente, não falha e não se assusta. Isso é algo que pode — e deve — ser trabalhado em terapia, especialmente essa relação interna tão exigente.

    Você não precisa gostar de tudo em você agora. Talvez o primeiro passo seja apenas diminuir a violência dessa cobrança diária. O caminho não é se revoltar menos à força, mas entender de onde vem essa revolta e o que ela tenta evitar. Esse processo é possível, mesmo que hoje pareça distante. Caso precise, estou à disposição.


  • TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em

    TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem? Essa é uma ótima pergunta — e bem mais profunda do que parece, porque toca em um ponto em que razão e emoção se entrelaçam: a forma como nos vinculamos.

    Tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto a Psicanálise podem ajudar, mas o caminho e o ritmo de cada uma são diferentes. A TCC, junto com abordagens mais recentes que dialogam com ela — como a Terapia dos Esquemas, a Terapia Focada nas Emoções e a Teoria do Apego — costuma ser mais eficaz quando o sofrimento envolve ansiedade, medo do abandono, dependência emocional e dificuldade em lidar com o fim de um relacionamento. Isso porque trabalha diretamente com os padrões de pensamento, emoção e comportamento que se repetem nesses ciclos, ajudando o cérebro a criar novas rotas emocionais e cognitivas, e não apenas compreender de onde vem o sofrimento.

    A psicanálise, por outro lado, aprofunda-se mais no inconsciente e na história pessoal, buscando entender as raízes mais antigas desses sentimentos. É um processo valioso, mas geralmente mais longo e introspectivo, nem sempre o mais indicado quando a pessoa precisa de ferramentas práticas para lidar com crises emocionais, ansiedade e regulação no presente.

    A neurociência tem mostrado que abordagens como a TCC e a Terapia dos Esquemas favorecem mudanças mais rápidas em áreas do cérebro relacionadas à regulação emocional e à sensação de segurança — essenciais para quem sente medo da solidão ou abandono. É como se o cérebro, ao longo do processo, aprendesse que o vínculo com o outro não precisa ser sinônimo de perigo ou perda.

    Você sente que sua dependência emocional aparece mais na forma de medo de perder ou de precisar demais? E o que costuma acontecer dentro de você quando o outro se afasta — vem mais desespero, raiva ou um tipo de vazio difícil de explicar? Essas respostas ajudam o terapeuta a definir o tipo de abordagem mais ajustado à sua forma de sentir.

    De modo geral, se o que você busca é compreender o porquê e ao mesmo tempo aprender a reagir diferente, a TCC e suas variações são o melhor ponto de partida. Caso precise, estou à disposição.


  • Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu i

    Gostaria de saber pq eu nunca consigo chegar lá mesmo que esteja sentindo prazer, sempre aconteceu isso, com todos os meus parceiros sexuais, e quando tento me tocar me sinto suja de alguma forma...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve é mais comum do que parece, embora muitas pessoas sintam dificuldade de falar sobre isso. O fato de você sentir prazer, mas não conseguir “chegar lá”, junto com essa sensação de se sentir suja ao se tocar, aponta para algo importante: não parece ser uma questão apenas física, mas também emocional e psicológica.

    A resposta sexual feminina é muito influenciada pelo que está acontecendo na mente e nas emoções. Quando existe, mesmo que de forma sutil, algum tipo de culpa, vergonha ou conflito interno em relação ao próprio corpo ou à sexualidade, o cérebro pode entrar em um estado de “freio”. É como se uma parte sua permitisse o prazer, mas outra parte bloqueasse a entrega completa. Essa sensação de “me sinto suja” costuma estar ligada a aprendizados, experiências ou crenças que foram sendo construídas ao longo da vida, muitas vezes sem que a gente perceba.

    Talvez valha a pena se perguntar com cuidado: de onde pode vir essa sensação quando você se toca? Ela lembra alguma fala, educação ou experiência anterior? Durante o momento íntimo, você consegue se manter presente no que está sentindo ou sua mente começa a avaliar, julgar ou se observar? E quando você está com um parceiro, existe liberdade ou alguma tensão interna, mesmo que pequena?

    Essas perguntas não são para te dar uma resposta imediata, mas para abrir um caminho de compreensão. Em muitos casos, quando esse tipo de bloqueio é trabalhado em terapia, a pessoa vai aos poucos reconstruindo a relação com o próprio corpo, com menos julgamento e mais segurança interna. E isso naturalmente impacta a forma como o prazer é vivido.

    Seu corpo não está “falhando”. Ele pode estar, na verdade, tentando se proteger de algo que ainda não está totalmente elaborado. Olhar para isso com cuidado, sem pressa e sem culpa, pode fazer muita diferença. Caso precise, estou à disposição.


  • quando estou em casa eu fico estressado sem motivos as vezes fico calado não conversor, perdi totalm

    quando estou em casa eu fico estressado sem motivos as vezes fico calado não conversor, perdi totalmente o foco que eu tinha antes de quere crescer não consigo mais fazer as coisas que eu gostava de fazer por exemplo empreende estou com a mente bloqueada as coisas que faço sempre com desmotivação .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está descrevendo costuma ser mais comum do que parece, mas nem por isso deve ser ignorado. Essa sensação de irritação sem motivo claro, o isolamento, a perda de foco e a dificuldade de se engajar nas coisas que antes faziam sentido muitas vezes indicam que algo interno está sobrecarregado. Não é simplesmente “falta de vontade”. É como se o sistema emocional estivesse travado, tentando lidar com algo que nem sempre está totalmente consciente.

    Quando o cérebro entra em um estado de desgaste, ele tende a economizar energia. Atividades que antes davam prazer ou motivação passam a parecer pesadas, sem sentido ou até cansativas antes mesmo de começar. Essa “mente bloqueada” que você descreve não é preguiça, mas pode ser um sinal de exaustão emocional, ansiedade acumulada ou até um quadro depressivo em desenvolvimento.

    Talvez seja importante você olhar com mais curiosidade para isso: quando esse estado começou? Aconteceu algo antes dessa mudança? O que passa pela sua cabeça quando você tenta fazer algo e não consegue? E esse estresse que surge em casa, ele vem com algum pensamento específico ou é mais uma sensação no corpo, difícil de explicar?

    Se esses sinais estão se mantendo, faz bastante sentido procurar um psicólogo para investigar isso com mais profundidade e te ajudar a destravar esse funcionamento aos poucos. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra para entender melhor o nível desse desânimo e dessa perda de energia.

    O ponto principal aqui é não tratar isso como algo simples ou passageiro sem olhar com atenção. Seu corpo e sua mente estão dando um sinal. E, quando a gente escuta esse sinal com cuidado, costuma encontrar caminhos mais claros para retomar o foco e a motivação. Caso precise, estou à disposição.


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está vivendo não é simples, e o seu corpo parece estar dizendo algo que talvez as palavras ainda estejam tentando organizar. Depois de tantos anos se sentindo pouco valorizada, cobrada e deixada de lado, é compreensível que algo dentro de você tenha se fechado. A dificuldade em ter relação sexual, nesse contexto, não costuma ser “falta de vontade” isolada, mas uma resposta emocional a tudo o que foi acumulado ao longo da relação.

    O desejo, principalmente em relações longas, está muito ligado a vínculo, segurança emocional e sensação de reconhecimento. Quando essas bases ficam fragilizadas por muito tempo, o corpo tende a se proteger. É como se ele dissesse: “não faz sentido se abrir aqui”. Então, tentar forçar ou atender a uma expectativa pode aumentar ainda mais o desconforto.

    Talvez seja importante olhar com calma para o que você sente quando ele se aproxima nesse sentido. É rejeição, mágoa, indiferença, irritação? E quando você pensa na relação como um todo hoje, o que mais pesa para você: o passado acumulado ou o que ainda acontece no presente? Existe algum espaço dentro de você para reconstrução ou a sensação é de esgotamento?

    Outro ponto importante é que o fato de ele não querer a separação não resolve, por si só, o que você sente. A relação precisa fazer sentido para os dois. E isso envolve diálogo real, reconhecimento do que aconteceu e disposição para mudanças concretas, não apenas expectativa de que tudo volte ao normal.

    A terapia pode ser um espaço muito importante para você entender seus limites, suas necessidades e o que é possível ou não dentro dessa relação. Em alguns casos, a terapia de casal também pode ajudar, desde que haja abertura de ambos. Mas, antes disso, cuidar do que você sente individualmente já é um passo essencial.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum,

    Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum, gostamos das mesmas coisas, somos atenciosos e carinhosos um com o outro.

    Porém esses 2 meses foram marcados por muitas brigas. Acredito que eu tenha me esforçado tanto pra conquistar ela, que agora que estamos juntos, não consegui manter o nível de intensidade em atitudes e gestos para surpreender. Gosto muito dela, só não consigo entender pq não consigo demonstrar tanto todos os dias.

    No dia a dia nossa convivência é muito boa, mas sinto que falho nos pequenos gestos. Por não deixar um bilhete, uma flor inesperada, coisas assim que ela gosta, e então vem as cobranças! Pq eu não preparei algo enquanto ela saiu de casa, pq eu saí e não trouxe qualquer coisa que mostrasse que lembrei dela. Etc…

    Parece que tudo que faço durante o dia, os carinhos, beijos, cuidado com ela, isso nada tem relevância. É isso parece que me afasta por ser cobrado e não conseguir fazer espontaneamente. Quando faço fica parecendo que só fiz pq fui cobrado.

    Isso me deixa em dúvida sobre a relação, começar um relacionamento com um clima tão pesado, é bem difícil.

    Como entender pq não consigo dar o que ela me pede?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está vivendo não parece falta de sentimento, e sim um desencontro de expectativas dentro da relação. Você descreve cuidado, carinho, presença no dia a dia, mas ela parece valorizar muito gestos simbólicos específicos, como surpresas, bilhetes, pequenas demonstrações visíveis. Nenhum dos dois está exatamente errado, mas vocês estão falando “idiomas emocionais” diferentes.

    Tem um ponto importante aqui: no começo de um relacionamento, é comum existir uma intensidade maior, quase como um “modo turbo” emocional. Com o tempo, o cérebro naturalmente regula isso. Não manter aquele mesmo nível o tempo todo não significa desinteresse, significa funcionamento normal. O problema é quando essa mudança é interpretada como falta de amor.

    Agora, o que parece estar pesando mais não é só a diferença de estilo, mas o ciclo que se formou. Ela cobra para se sentir amada, você se sente pressionado e se afasta, e isso provavelmente aumenta ainda mais a cobrança dela. É um padrão clássico em relações, onde quanto mais um puxa, mais o outro recua. E aí a espontaneidade, que deveria ser natural, vira obrigação.

    Vale se perguntar com sinceridade: quando você não faz esses gestos, é porque não sente vontade ou porque sente que precisa fazer do jeito dela? E quando ela cobra, o que você sente mais forte, culpa, irritação ou sensação de insuficiência? E para ela, será que esses gestos representam amor ou segurança emocional?

    Talvez o caminho não seja tentar “performar” mais, mas construir um entendimento mais claro entre vocês. O que para você já é demonstração de carinho, para ela pode não ser percebido da mesma forma. E o contrário também é verdadeiro. Relacionamento não se sustenta só em intensidade, mas em ajuste fino de expectativas.

    Se isso já está gerando desgaste com apenas dois meses, vale olhar com cuidado. Não para desistir, mas para entender se vocês conseguem construir esse ajuste ou se vão ficar presos nesse ciclo de cobrança e frustração.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está descrevendo aparece com mais frequência do que parece, principalmente após a chegada de um filho. A dinâmica do casal muda de forma intensa, e muitas vezes o relacionamento que existia antes acaba ficando em segundo plano, quase como se o casal virasse uma “equipe operacional” focada em sobreviver à rotina. Isso não significa, necessariamente, que o vínculo acabou, mas pode indicar que ele ficou sobrecarregado, sem espaço para ser nutrido.

    Existe um ponto importante aqui: a desconexão que você sente hoje pode não ser só falta de amor, mas um acúmulo de cansaço, cobranças silenciosas e necessidades não expressas. Quando cada um entra no seu papel - você no trabalho e ela focada no cuidado com o filho - o relacionamento começa a perder os momentos de troca emocional. E, com o tempo, o cérebro vai registrando essa distância como “frieza” ou até rejeição.

    Antes de uma decisão mais definitiva, talvez valha olhar com mais cuidado para algumas questões: em que momento vocês começaram a se distanciar de fato? O que você sente falta nela - é da pessoa, da parceria, da intimidade? Quando vocês conversam sobre separação, isso vem mais como um pedido de ajuda ou como uma tentativa de encerrar o sofrimento? E você tem a sensação de que ainda existe algo aí que poderia ser reconstruído, mesmo que pequeno?

    Pensar em separação nesse contexto realmente fica mais complexo por causa do filho, mas a decisão não precisa ser tomada apenas com base no momento atual. Muitas vezes, esse tipo de fase exige um espaço mais estruturado de conversa, como uma terapia de casal, onde vocês conseguem sair do modo automático e entender o que ainda existe, o que se perdeu e o que pode ou não ser reconstruído. Às vezes, a relação não acabou - ela só ficou sem oxigênio por um tempo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?
    As relações interpessoais são uma das bases mais importantes da saúde mental — e, curiosamente, o cérebro humano foi literalmente moldado para se conectar. Desde o nascimento, nossas experiências emocionais são reguladas em contato com o outro. É o olhar, o tom de voz e a presença de alguém que ensinam o corpo a se acalmar, entender o que sente e construir a noção de segurança. Ou seja, a forma como nos relacionamos não é apenas social, é também neurológica.

    Quando vivemos vínculos saudáveis, o sistema nervoso se organiza de forma mais estável. A oxitocina, neurotransmissor associado à confiança e ao afeto, aumenta, e o cérebro aprende que pode relaxar — o que reduz a ansiedade, melhora o sono e até fortalece o sistema imunológico. Já relações marcadas por rejeição, manipulação ou isolamento prolongado ativam constantemente o sistema de ameaça, deixando o corpo em estado de alerta e aumentando o risco de sintomas como irritabilidade, tristeza profunda e dificuldade de concentração.

    Do ponto de vista psicológico, os relacionamentos funcionam como espelhos: mostram partes de nós que sozinhos não conseguimos ver. Eles revelam nossas necessidades emocionais, nossos limites e até as feridas que ainda pedem cuidado. É nas relações que aprendemos a confiar, a pedir ajuda e a lidar com as frustrações de forma mais madura.

    Talvez valha refletir: quais pessoas na sua vida te fazem sentir calma(o), aceita(o) e verdadeira(o)? E quais vínculos costumam te deixar em alerta, tenso(a) ou esgotado(a)? Observar isso já é um passo importante para cuidar da sua saúde emocional.

    Cuidar da mente passa também por cuidar dos laços que nos sustentam — porque, no fim das contas, somos seres que se curam em relação. Caso precise, estou à disposição.


  • É normal ficar sem assunto pra conversar com minha namorada ? Oque fazer ? E como ter mais assun

    É normal ficar sem assunto pra conversar com minha namorada ?
    Oque fazer ?
    E como ter mais assunto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Essa preocupação é muito comum, especialmente quando o relacionamento importa de verdade. Muitas pessoas acham que “falta de assunto” significa falta de conexão, mas na prática, isso costuma acontecer quando a mente está cansada, ansiosa ou com medo de não corresponder às expectativas do outro. Às vezes o silêncio não é vazio; é só o seu emocional pedindo um pouco de espaço. Já reparou se essa dificuldade aparece mais quando você quer impressionar, quando está inseguro ou quando teme que ela te ache desinteressante?

    Outra pergunta que ajuda bastante é: quando vocês ficam sem assunto, o que você sente — tranquilidade, pressão, vergonha ou medo de falhar? Muitas vezes o problema não é o silêncio, mas a interpretação que você faz dele. A ansiedade transforma pausas normais em sinais de perigo. E o curioso é que, quando você está relaxado com alguém, a conversa flui sem esforço; quando está tenso, a mente trava e parece que “não existe nada pra dizer”.

    Também vale observar se você espera que todo encontro seja intenso, profundo ou cheio de novidades. Relacionamentos reais alternam momentos de conversa com momentos de conforto silencioso; isso também é intimidade. Talvez a questão não seja “ter mais assunto”, mas permitir que a presença de vocês seja natural, sem cobrança de performance.

    Se ainda assim isso te angustia, perguntar a si mesmo “o que eu gostaria de conhecer melhor nela?” pode abrir espaço para conversas simples e verdadeiras. E explorar curiosidades, histórias, pensamentos do dia a dia costuma ser mais valioso do que tentar achar temas “interessantes”. O importante é reduzir a pressão interna que faz você acreditar que precisa sustentar a relação falando o tempo todo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa n

    A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa não está se sentindo ansiosa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Essa é uma dúvida muito comum — e muito compreensível — principalmente quando a pessoa sente sintomas quase o tempo todo e começa a questionar se “viraram algo permanente”. A resposta curta é: a ansiedade pode, sim, gerar sintomas persistentes, mesmo nos momentos em que você não se percebe conscientemente ansiosa, mas isso não significa que esses sintomas sejam irreversíveis ou que o corpo “quebrou”.

    Quando a ansiedade se mantém por muito tempo, o sistema nervoso pode ficar em um estado de hiperativação crônica, como se o organismo tivesse aprendido a funcionar em alerta. Nesse cenário, mesmo quando você não está se sentindo ansiosa emocionalmente, o corpo ainda reage como se estivesse. Por isso surgem sintomas contínuos como tensão muscular, tontura, aperto no peito, sensação estranha na cabeça, falta de ar, desconfortos gastrointestinais ou fadiga. Não é ansiedade “imaginada”, é o corpo operando em modo de defesa prolongado.

    Outro ponto importante é que o cérebro aprende padrões. Se por muito tempo ele associou certas sensações a perigo, ele pode continuar reproduzindo essas respostas automaticamente, sem que exista um gatilho emocional claro naquele momento. Isso costuma gerar a sensação de “não estou nervosa, mas meu corpo está”. Você já percebeu se esses sintomas pioram quando você passa a observá-los mais de perto ou a se preocupar com eles? Ou se há momentos, mesmo que curtos, em que eles diminuem quando você está envolvida em algo que prende sua atenção?

    É fundamental entender que persistente não é sinônimo de permanente. Esses sintomas tendem a se manter enquanto o sistema nervoso não reaprende a sensação de segurança. Esse reaprendizado acontece com o tempo, através de psicoterapia, mudança da relação com os sintomas, redução da hipervigilância corporal e, em alguns casos, apoio medicamentoso. O erro mais comum é interpretar a continuidade dos sintomas como prova de algo grave, o que mantém o ciclo ativo.

    Levar exatamente essa dúvida para a terapia é muito importante, porque parte do tratamento passa por ajudar você a confiar novamente no corpo e a sair desse estado de vigilância constante. A melhora costuma ser gradual, não linear, mas acontece. O fato de hoje os sintomas parecerem “sempre aí” não significa que eles serão assim para sempre. Caso precise, estou à disposição.


  • O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?

    O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    A sua pergunta é muito importante, porque muitas vezes o sofrimento não vem só do que a gente sente, mas também de algumas formas de tentar lidar com isso que acabam, sem querer, mantendo ou até intensificando a ansiedade e a depressão.

    Um ponto delicado é quando a pessoa começa a evitar tudo aquilo que causa desconforto. No curto prazo parece um alívio, mas o cérebro aprende que “aquilo é perigoso”, e isso vai ampliando a ansiedade. Da mesma forma, na depressão, o afastamento de atividades, pessoas e responsabilidades pode dar uma sensação de descanso momentâneo, mas aos poucos vai esvaziando ainda mais a energia e o sentido das coisas. É como se o sistema emocional estivesse tentando proteger, mas acabasse restringindo a vida.

    Outro movimento comum é entrar em um ciclo de autocrítica muito intenso ou de cobrança por “dever estar melhor”. Quando isso acontece, o sofrimento ganha uma segunda camada. Além de se sentir mal, a pessoa passa a se julgar por estar assim. O cérebro, nesse estado, fica mais focado em ameaça e erro do que em possibilidades de regulação.

    Também vale observar quando a mente entra em padrões repetitivos de pensamento, como ficar revivendo situações ou antecipando cenários negativos o tempo todo. Isso não é falta de força de vontade, mas um funcionamento automático do cérebro tentando resolver algo que parece importante, só que sem realmente trazer solução.

    Talvez algumas perguntas possam te ajudar a refletir com mais profundidade: o que você tem evitado ultimamente por causa do desconforto? Como você costuma falar consigo mesmo quando não está bem? Você percebe momentos em que sua mente entra em um “loop” de pensamentos sem saída? E o que acontece com seu corpo e suas emoções quando isso se prolonga?

    Esses padrões não são falhas pessoais, são formas aprendidas de lidar com dor emocional. Em um processo terapêutico, a gente consegue olhar para isso com mais clareza, entender o que está por trás e construir formas mais saudáveis de resposta, respeitando o seu tempo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?
    Essa é uma dúvida muito comum, e é ótimo que você a traga — entender essa diferença ajuda bastante quando buscamos cuidado emocional. O psicólogo é o profissional que trabalha com o comportamento, as emoções e os pensamentos. Ele ajuda a compreender padrões, desenvolver estratégias para lidar com dificuldades e promover autoconhecimento, geralmente por meio da psicoterapia, que é o processo de conversar, refletir e elaborar experiências de vida.

    Já o psiquiatra é um médico, formado em medicina com especialização em psiquiatria. Por isso, ele pode prescrever medicamentos, solicitar exames e tratar os aspectos biológicos dos transtornos mentais, como depressão, ansiedade, bipolaridade, entre outros. Muitas vezes, psicólogo e psiquiatra trabalham juntos — um cuidando da mente pela palavra e pelo significado, o outro cuidando da parte química e fisiológica do cérebro.

    A neurociência mostra que a combinação entre psicoterapia e, quando necessário, medicação, costuma gerar melhores resultados porque atua em duas frentes: enquanto o medicamento ajuda a estabilizar o funcionamento cerebral, a terapia ensina a mente a se reorganizar, reinterpretar e criar novos caminhos de regulação emocional.

    E talvez valha refletir: o que você sente que está precisando neste momento — um espaço para compreender suas emoções ou um suporte também médico para avaliar o funcionamento do seu corpo e mente?
    Caso precise, estou à disposição.


  • Quando fico ansioso, fico com tremores e fraqueza no braço e perna esquerda. É normal?

    Quando fico ansioso, fico com tremores e fraqueza no braço e perna esquerda. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Os tremores e a sensação de fraqueza podem sim aparecer em momentos de ansiedade, porque o corpo entra em estado de alerta e altera tanto a tensão muscular quanto a forma como você percebe o próprio corpo. Em algumas pessoas isso vem como tremor, em outras como sensação de “perna bamba” ou perda de força, mesmo sem haver uma lesão neurológica real.

    Agora, tem um ponto importante no seu relato que merece atenção: o fato de isso acontecer de forma predominante em um lado do corpo, no caso o lado esquerdo. Quando os sintomas são assim, mais localizados ou assimétricos, é sempre prudente fazer uma avaliação médica para descartar causas neurológicas ou circulatórias, mesmo que exista ansiedade envolvida.

    Se essa avaliação já foi feita e está tudo dentro da normalidade, aí sim a ansiedade passa a ser uma explicação bastante provável. O cérebro pode “mapear” certas regiões do corpo como mais sensíveis, e, quando o sistema emocional ativa, esses pontos acabam respondendo mais intensamente. Além disso, a própria atenção focada naquele lado pode amplificar a sensação.

    Quero te convidar a observar alguns detalhes. Esses sintomas surgem sempre em momentos de maior ansiedade ou também aparecem do nada? Eles passam quando você se acalma? E durante esses episódios, o que costuma passar pela sua mente sobre o que pode estar acontecendo com o seu corpo?

    Se for ansiedade, isso tem tratamento e costuma melhorar bastante com acompanhamento psicológico, porque o foco é justamente entender e quebrar esse ciclo entre sensação física e interpretação de perigo. Mas antes de assumir isso como único motivo, vale garantir essa avaliação médica se ainda não foi feita.

    Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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