Perguntas do paciente (554)
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Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de
Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve faz bastante sentido dentro do funcionamento da ansiedade. Quando o cérebro entra em estado de alerta, ele começa a agir como um “sistema de proteção exagerado”, tentando prever e evitar qualquer possível ameaça. Nesse momento, o corpo e a mente passam a interpretar sinais neutros ou pequenos desconfortos como algo perigoso, principalmente quando o tema é saúde, que naturalmente já é algo sensível para qualquer pessoa.
Do ponto de vista da neurociência, áreas do cérebro ligadas à sobrevivência ficam mais ativadas durante a ansiedade, enquanto as áreas responsáveis por avaliar a realidade com calma ficam menos acessíveis. É como se o cérebro dissesse: “melhor suspeitar agora do que correr o risco depois”. Por isso, ouvir sobre doenças ou perceber qualquer sintoma pode virar um gatilho, não porque há algo errado de fato, mas porque o sistema emocional está mais “ligado no máximo”.
Algo que costuma acontecer também é um ciclo: você sente uma sensação física, interpreta como algo grave, isso aumenta a ansiedade, e a própria ansiedade gera mais sensações físicas. E aí o cérebro usa essas novas sensações como “prova” de que há algo errado. Isso não é fraqueza, é um funcionamento aprendido do seu sistema emocional tentando te proteger, só que de forma exagerada.
Talvez valha a pena se observar com algumas perguntas: quando você começa a se preocupar com a saúde, o que exatamente você imagina que pode acontecer? Essas previsões costumam se confirmar na prática? Em que momentos essa preocupação aumenta mais? Existe algum padrão, como estresse, cansaço ou situações específicas?
Compreender esse funcionamento com mais profundidade costuma ajudar bastante a diminuir a intensidade dessas crises, principalmente quando você consegue olhar para esse processo com mais clareza e menos urgência. Em terapia, esse tipo de padrão pode ser trabalhado de forma cuidadosa, ajudando o cérebro a diferenciar melhor o que é risco real e o que é alarme falso.
Caso precise, estou à disposição.
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Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,
Os tremores nas mãos pode ser relacionado a outra coisa,ser ser ansiedade?Tenho um filho de 13 anos,e tem tremores nas mãos direto!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A sua preocupação é completamente compreensível, especialmente quando se trata de um filho de 13 anos. Tremores nas mãos podem, sim, ter relação com ansiedade — principalmente nessa fase da adolescência, em que o sistema nervoso ainda está em desenvolvimento e reage com muita intensidade às emoções. Mas também é importante considerar que nem todo tremor é exclusivamente emocional, e essa distinção ajuda a direcionar o cuidado da forma mais segura.
A ansiedade costuma provocar tremores que aparecem em momentos de tensão, medo, expectativas, irritabilidade ou depois de um susto. Também pode acontecer quando a respiração fica mais curta, quando a musculatura está muito tensa ou quando o corpo está sobrecarregado. Você já reparou se os tremores dele aumentam quando ele fica nervoso, ansioso ou passa por conflitos? Ou eles acontecem mesmo quando está calmo, distraído e sem nenhuma preocupação aparente?
Outra reflexão importante: esses tremores vêm acompanhados de outros sintomas, como suor excessivo, palpitação, dificuldade de concentração, irritabilidade ou sensação de “estar sempre alerta”? Isso ajuda a entender se estamos diante de algo emocional. Agora, se os tremores acontecem o tempo todo, sem variação, mesmo durante o descanso, aí vale sim conversar com um médico para descartar causas neurológicas, hormonais ou metabólicas — não porque seja algo grave, mas para garantir segurança.
Na adolescência, corpo e emoções estão muito conectados. Às vezes o tremor é apenas o modo como o organismo dele expressa emoções que ainda não sabem virar palavras. E, como ele tem 13 anos, qualquer investigação ou conversa deve ser guiada por você como cuidadora, observando o comportamento dele e oferecendo suporte emocional.
Se o tremor estiver afetando o dia a dia, causando constrangimento ou aumentando a ansiedade dele, buscar acompanhamento pode ajudar muito — tanto psicológico quanto médico, se necessário, para avaliar com precisão.
Caso precise, estou à disposição.
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Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa qu
Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa quando falam de alguma doença, achando que posso ter essa condição.
Este medo esta relacionado com a ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, esse tipo de medo pode estar relacionado com a ansiedade, especialmente quando ela envolve uma preocupação mais intensa com a saúde. O que costuma acontecer é que o cérebro entra em um estado de alerta constante, como se estivesse tentando identificar qualquer sinal de perigo no corpo. A partir daí, sensações comuns - como um desconforto, um cansaço ou até algo que você ouve sobre uma doença - podem ser interpretadas como ameaça real.
Isso não significa que você esteja “ficando doente”, mas sim que o seu sistema de alerta está mais sensível do que o necessário. Do ponto de vista do funcionamento do cérebro, é como se ele estivesse tentando te proteger o tempo todo, mas exagerando nessa função. Quanto mais você tenta monitorar, checar ou evitar essas sensações, mais ele entende que aquilo é importante e mantém o ciclo ativo.
Talvez valha observar com um pouco mais de calma: o que você costuma fazer quando surge esse medo? Você busca informações, tenta se tranquilizar, evita certos assuntos? E mesmo depois de se acalmar por um momento, o medo volta em outra situação parecida? Também pode ser importante perceber o quanto isso tem impactado sua rotina e seu bem-estar.
Esse padrão tem tratamento, e costuma responder bem quando é trabalhado de forma estruturada em psicoterapia, ajudando você a diminuir essa hipervigilância e a reinterpretar esses sinais com mais equilíbrio. Em alguns casos, uma avaliação com psiquiatra pode complementar esse cuidado, dependendo da intensidade dos sintomas.
Caso precise, estou à disposição.
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Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da ge
Recentemente descobri que minha namorada ficou com alguns colegas de trabalho, aconteceu antes da gente oficializar o nosso relacionamento. Não estou conseguindo lidar com isso! Ela ainda trabalha com as pessoas, e sinto que perdi a confiança nela, porém eu gosto muito dela e sei que ela é uma pessoa boa. Como proceder?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está sentindo faz bastante sentido dentro da lógica emocional, mesmo que racionalmente você saiba que isso aconteceu antes do relacionamento. Existe uma diferença importante entre o que a mente entende e o que o sistema emocional registra. O cérebro não reage só à cronologia dos fatos, ele reage ao significado que aquilo ganha. E, nesse caso, parece que a situação tocou diretamente em algo ligado à confiança, exclusividade e segurança.
O fato de ela ainda conviver com essas pessoas no trabalho pode intensificar isso, porque mantém a situação “viva” na sua cabeça. Não é apenas algo do passado encerrado, é algo que continua presente no seu imaginário. E aí surgem pensamentos, imagens e dúvidas que vão alimentando essa sensação de perda de controle ou insegurança.
Talvez valha a pena olhar com mais profundidade para o que exatamente está doendo aí. É a ideia de que ela esteve com outras pessoas próximas? É o fato de você imaginar essas situações? Ou é um medo de que isso possa se repetir? E quando essa sensação aparece, o que você tende a pensar sobre você mesmo dentro dessa relação?
Também é importante observar um ponto: ela fez algo antes de vocês estarem juntos, e isso, do ponto de vista objetivo, não configura uma quebra de acordo. Mas emocionalmente, a sua experiência é válida e precisa ser compreendida, não ignorada. A questão central passa a ser menos sobre o passado dela e mais sobre como você está lidando com isso no presente.
Esse tipo de situação costuma pedir um espaço de conversa muito honesta entre vocês, não para acusar, mas para construir segurança. E, ao mesmo tempo, pode ser muito útil você trabalhar isso em um espaço terapêutico, porque muitas vezes esses sentimentos se conectam com experiências anteriores ou padrões mais profundos de vínculo.
Você não precisa decidir tudo de forma imediata. Mas vale se perguntar: o que você precisa sentir ou construir para conseguir confiar de novo? Isso parece possível dentro dessa relação, com diálogo e ajuste dos dois lados? Caso precise, estou à disposição.
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Estou namorando a praticamente dois meses minha namorada mora a uns 45km daqui, sempre que quero ver
Estou namorando a praticamente dois meses minha namorada mora a uns 45km daqui, sempre que quero ver ela eu vou na minha folga de bicicleta e é incrível, porém acho que a relação toda só pesa pra meu lado toda vez que quero ver ela, ela tem q falar com o irmão pra levar ela pra cá e nem sempre ele está livre
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Dá para sentir o quanto você está investido nesse relacionamento, e também o quanto esse esforço tem começado a pesar emocionalmente. Quando só um lado consegue se movimentar com mais facilidade, a relação pode ficar com uma sensação de desequilíbrio — não porque a outra pessoa não se importa, mas porque as condições práticas dela são diferentes das suas. Mesmo assim, o corpo percebe esse descompasso, e isso gera frustração, cansaço e até dúvida sobre o próprio valor dentro da relação.
É bonito ver que você se dispõe a pedalar 45 km para estar com ela; isso fala de desejo, presença e entrega. Mas também é importante perceber se, por trás desse esforço, existe um pedido silencioso por reciprocidade que talvez não esteja sendo atendido. Você já conseguiu identificar o que exatamente te machuca nessa dinâmica? É a sensação de fazer mais? É o medo de que ela não esteja tão envolvida quanto você? Ou é o desejo de ver, nos gestos dela, a mesma disposição que existe em você?
Outra coisa que vale refletir é como vocês conversam sobre isso. Você sente que ela entende sua necessidade de reciprocidade? Consegue imaginar como seria expressar o que sente sem transformar a conversa em cobrança, mas em compartilhamento do impacto emocional dessa desigualdade prática? Às vezes, relacionamentos à distância — mesmo que curtos — exigem combinados mais claros para não virar um acúmulo de expectativas silenciosas.
E também vale cuidar da leitura interna que você faz dessa situação. Quando ela não consegue ir, o que você sente? Rejeição? Indiferença? Ou apenas frustração pela logística? Entender isso ajuda muito a separar o que é realidade do que são interpretações alimentadas pelo cansaço emocional.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e n
Olá, sou diagnosticado com autismo grau leve e ansiedade social. Ultimamente não sinto motivação e nem energia para nada. Estive de férias em Julho e passei todos os dias, sem exceção, trancado no quarto deitado na cama, levantando apenas para fazer necessidades fisiológicas. Tomo os remédios escitalopram (que não sinto qualquer efeito) e Mirtazapina (esse fez efeito e melhorou minha insônia por um tempo, mas não sinto mais o mesmo efeito e fez eu ganhar muito peso). As vezes preciso apelar para Alprazolam ou Clonazepam para dormir.
Mas é isso, sinto zero energia ou motivação para fazer as coisas. Volto a trabalhar semana que vem e não fiz absolutamente nada em termos de lazer nas férias. É possível que, além do autismo e ansiedade social, eu tenha depressão?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve chama bastante atenção e merece um olhar cuidadoso. Essa sensação de “zero energia”, dificuldade de sair da cama, perda de interesse e de motivação, especialmente mesmo em um período que teoricamente seria de descanso, pode sim estar relacionada a um quadro depressivo. Não significa automaticamente um diagnóstico fechado, mas é um sinal importante de que algo no seu funcionamento emocional e até biológico pode não estar equilibrado no momento.
Quando olhamos pela perspectiva da neurociência, estados como esse muitas vezes envolvem uma redução na ativação de sistemas ligados à recompensa e à motivação. É como se o cérebro entrasse em um modo de economia de energia, onde até atividades simples parecem exigir um esforço desproporcional. No seu caso, isso pode se somar ao autismo e à ansiedade social, que já tendem a aumentar o cansaço mental pelo esforço constante de lidar com estímulos e interações.
Outro ponto relevante é a questão dos medicamentos. O fato de você não perceber efeito com o escitalopram e ter tido uma perda de resposta com a mirtazapina, além dos efeitos colaterais, é algo que precisa ser revisado com seu psiquiatra. Às vezes não é só “tomar o remédio”, mas ajustar dose, trocar estratégia ou até investigar outras possibilidades clínicas. O uso frequente de alprazolam ou clonazepam para dormir também merece atenção, porque pode ajudar no curto prazo, mas não resolve a base do problema e pode, inclusive, impactar sua energia no dia seguinte.
Agora, deixando um pouco o diagnóstico de lado e olhando para você: o que você percebe que mudou dentro de você nesse período? É mais um cansaço físico, uma sensação de vazio, ou uma falta de sentido nas coisas? Antes disso, existia algo que ainda despertava um mínimo de interesse ou prazer? E quando você pensa em voltar ao trabalho, o que mais pesa: a falta de energia ou alguma antecipação mais ansiosa?
Essas perguntas ajudam a diferenciar melhor o que está acontecendo e direcionar o cuidado. E, sendo bem direto com você, não é algo para simplesmente “empurrar com a barriga” esperando passar. Vale muito a pena uma reavaliação psiquiátrica e também um espaço terapêutico para organizar isso com mais profundidade, especialmente considerando a interação entre autismo, ansiedade e possível depressão.
Caso precise, estou à disposição.
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Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria
Meu namorado tem depressão e me afirmou que desistiu de viver, disse que um dia vai tirar a própria vida. Ele não quer fazer terapia pois acredita que o tratamento apenas funciona em quem quer viver. O que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você trouxe aqui é muito sério e exige cuidado imediato. Quando alguém afirma que desistiu de viver e verbaliza a intenção de tirar a própria vida, isso não pode ser entendido apenas como um desabafo ou uma fase ruim. É um sinal claro de risco, e não deve ser carregado apenas por você, por mais amor e preocupação que exista.
É compreensível que ele diga que “tratamento só funciona para quem quer viver”, porque a depressão costuma distorcer profundamente a forma como a pessoa percebe a si mesma, o futuro e as possibilidades de ajuda. Não é uma opinião racional, é a doença falando. Ainda assim, por mais que você possa acolher, ouvir e incentivar, você não tem como assumir a responsabilidade pela vida dele sozinha. Amor não substitui tratamento, e parceria não é o mesmo que cuidado clínico.
Nesse momento, o mais importante é a segurança. Se ele fala de forma concreta sobre se matar, é fundamental que outras pessoas entrem nesse cuidado: familiares próximos, alguém da confiança dele, e serviços de saúde. Isso não é traição, não é exagero e não é “expor” ele — é proteção. Você já conseguiu compartilhar isso com alguém da família dele? Ele mora sozinho ou há alguém que possa estar mais próximo fisicamente?
Também é essencial olhar para você. Estar em uma relação onde existe uma ameaça constante de suicídio coloca o parceiro em um estado de tensão, medo e culpa contínuos, o que pode adoecer profundamente. Você não pode ser a única âncora emocional dele, nem a guardiã da decisão de viver. Quando alguém diz que vai se matar, isso precisa sair do âmbito apenas do casal.
Se em algum momento você perceber risco iminente — mensagens de despedida, isolamento extremo, doações de pertences, planejamento — é indicado buscar ajuda emergencial imediatamente. No Brasil, o CVV atende 24 horas pelo número 188, e serviços de emergência podem ser acionados quando há risco à vida. Paralelamente, incentivar avaliação psiquiátrica e psicológica continua sendo importante, mesmo que ele resista agora.
Nada disso é simples, e não existe uma resposta fácil. Mas é importante dizer com clareza: você não é responsável pela escolha dele, e não pode enfrentar isso sozinha. Esse é um peso grande demais para uma pessoa carregar. Se fizer sentido, buscar apoio psicológico para você mesma é altamente recomendado neste momento, para que você consiga se orientar, se proteger e tomar decisões com mais clareza. Caso precise, estou à disposição.
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olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tud
olá, atualmente conheci uma menina que me fez me sentir muito especial, foi a minha primeira, em tudo, porém ela não teve a primeira fez dela comigo. Eu tenho 20 anos , ela tbm, mas eu nunca tive nunhuma mulher antes dela. Eu não consigo lidar bem com isso, me sentido o segundo, como se fosse alguém que sobrou, em bora ela diga que me escolheu.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você está sentindo é mais comum do que as pessoas costumam admitir, especialmente quando a primeira experiência afetiva e sexual vem carregada de significado, expectativa e entrega emocional. Para você, essa relação marcou um início importante, quase um marco de identidade, e quando isso não é espelhado da mesma forma do outro lado, a mente pode transformar a diferença de histórias em uma sensação dolorosa de comparação e desvalor.
Esse incômodo raramente é sobre o passado dela em si, mas sobre o lugar que você teme ocupar na relação. A ideia de “ser o segundo” costuma esconder medos mais profundos, como não ser especial o suficiente, ser apenas uma escolha por falta de opção ou não ter o mesmo peso emocional que ela teve para você. Mesmo quando ela diz que te escolheu, o cérebro emocional insiste em medir valor por exclusividade, como se o afeto só fosse legítimo se viesse sem passado.
Vale se perguntar com honestidade: o que exatamente dói mais nisso tudo? É imaginar ela com outra pessoa, sentir que perdeu algo que nunca teve, ou o medo de não ser tão importante quanto você gostaria? Quando você pensa que “sobrou”, essa voz parece falar sobre ela… ou sobre como você se enxerga? Muitas vezes, a dor não está na história do outro, mas na forma como a gente aprende a se comparar para se sentir seguro.
Relacionamentos não se constroem pela simetria das experiências passadas, mas pela presença, pelo cuidado e pelas escolhas feitas no presente. Ainda assim, isso não invalida o que você sente. Esse tipo de insegurança merece ser olhado com calma, porque se não for elaborado, tende a se transformar em ciúme, retraimento ou autocrítica silenciosa. Conversar sobre isso em um espaço terapêutico pode ajudar muito a separar o que é medo, o que é expectativa e o que é valor real.
Você não é alguém que “sobrou” por ter chegado depois. A pergunta mais importante talvez seja: o que faria você se sentir escolhido de verdade hoje, independentemente do passado dela? E o quanto essa dor tem a ver com aprender, pela primeira vez, a dividir o afeto com a realidade imperfeita do outro? Caso precise, estou à disposição.
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Crises de ansiedade e estresse causa dor nas costas e cansaço execivo?
Crises de ansiedade e estresse causa dor nas costas e cansaço execivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Sim, o que você descreve faz bastante sentido dentro do funcionamento do corpo. Em momentos de ansiedade e estresse, o organismo entra em um estado de alerta, como se estivesse se preparando para lidar com algum perigo. Isso ativa músculos, aumenta a tensão corporal e altera o funcionamento de várias áreas do cérebro e do corpo. Quando esse estado se mantém por muito tempo, é comum aparecerem dores, especialmente nas costas, além de um cansaço que parece desproporcional.
A dor nas costas, por exemplo, muitas vezes está ligada a uma contração muscular constante. É como se o corpo nunca “desligasse” totalmente. Já o cansaço pode surgir porque o sistema fica gastando energia o tempo todo nesse estado de vigilância, mesmo quando não há uma ameaça real naquele momento. O cérebro e o corpo acabam trabalhando mais do que deveriam.
Ao mesmo tempo, é importante não cair na armadilha de pensar que “é só emocional” e ignorar o corpo. O ideal é olhar para isso de forma integrada. Em alguns casos, uma avaliação médica pode ser importante para descartar outras causas físicas, enquanto a compreensão emocional ajuda a reduzir a intensidade e a frequência desses sintomas.
Talvez valha se perguntar: em quais momentos essas dores e esse cansaço aparecem com mais força? Existe alguma relação com preocupações, sobrecarga ou situações específicas? Como seu corpo reage quando você está mais tranquilo ou distraído? Você percebe sinais de tensão antes da dor surgir?
Esses sinais são como uma linguagem do corpo pedindo atenção. Em terapia, é possível aprender a reconhecer esses padrões com mais clareza e desenvolver formas de regular tanto o emocional quanto o físico, sem precisar chegar no limite para perceber que algo não vai bem.
Caso precise, estou à disposição.
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Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas
Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você traz é bem interessante, porque mostra duas verdades convivendo ao mesmo tempo dentro de você. Uma parte sua reconhece o próprio valor, sente que é suficiente para si mesma… mas outra parte parece medir esse valor a partir do olhar dos outros, como se existisse um “critério externo” que você acredita não conseguir alcançar. Esse tipo de conflito interno costuma gerar bastante desgaste, porque é como viver entre dois referenciais diferentes de validação.
Muitas vezes, isso não tem tanto a ver com quem você é de fato, mas com a forma como você aprendeu, ao longo da vida, a interpretar expectativas e relações. O cérebro, especialmente em vínculos importantes como com pais e parceiro, tende a buscar aprovação como uma forma de segurança emocional. Então ele pode criar uma regra implícita do tipo: “para ser aceita ou amada, eu preciso ser de um certo jeito”. E qualquer sinal contrário a isso pode ser interpretado como insuficiência, mesmo que não seja uma realidade objetiva.
Vale a pena se perguntar: o que exatamente você acredita que falta em você para ser “suficiente” para essas pessoas? Essas expectativas foram realmente ditas por elas ou são conclusões que você foi construindo? E, quando você pensa que não é suficiente, o que você sente vontade de fazer… se afastar, se esforçar mais, se adaptar?
Outro ponto importante é observar se você está tentando corresponder a um padrão que talvez nem seja totalmente compatível com quem você é. Às vezes, o esforço não é só para ser suficiente, mas para ser alguém que atenda a um ideal que não foi escolhido por você. E isso, com o tempo, pode gerar uma sensação de desconexão interna, mesmo quando há reconhecimento externo.
Esse tipo de questão costuma ser muito produtivo em terapia, porque permite explorar essas crenças mais profundas sobre valor pessoal, pertencimento e aceitação. Aos poucos, vai ficando mais claro o que é expectativa do outro, o que é interpretação sua e onde você pode construir um senso de valor mais estável e menos dependente dessas variações externas.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido
Estou em um relacionamento, ele me pediu em namoro diversas vezes, mas eu falei que queria um pedido especial, com aliança e tal, o pedido que eu mencionei nunca aconteceu, porém eu e ele consideramos que estamos em um namoro, trocamos presente de dia dos namorados, ele é uma pessoa que posta bastante coisa em redes sociais mas nunca postou nada de nós dois, já cobrei ele mas não adiantou, já tentei terminar por causa disso, mas sinto que tenho uma dependencia emocional pois ele me trata muito bem e sinto muita atração fisica com ele, mas tenho receio desse não postar dele, de ele ter algum rolo e não querer que a pessoa saiba, quando eu tentei terminar, ele me implorou pra não terminar e me deu um perfume de presente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve toca em um ponto muito sensível dos relacionamentos: quando o que a pessoa sente e o que ela demonstra parecem caminhar em ritmos diferentes. Por um lado, você se sente bem tratada, existe atração, vínculo… por outro, há sinais que te deixam em alerta, como a ausência de reconhecimento público e o pedido de namoro que nunca aconteceu do jeito que era importante pra você. É como se uma parte sua dissesse “tem algo bom aqui” e outra parte sussurrasse “mas tem algo estranho também”.
Esse incômodo com o fato de ele não postar nada não é “bobagem”, como muitas vezes as pessoas escutam. Para muita gente, isso tem a ver com validação, pertencimento e segurança na relação. O cérebro emocional interpreta sinais de visibilidade como uma forma de confirmar vínculo. Então talvez a questão não seja só o post em si, mas o que ele representa pra você. O que exatamente esse gesto significaria? O que você sente que falta quando isso não acontece?
Ao mesmo tempo, é importante olhar para a dinâmica que se forma entre vocês. Quando você tenta se afastar, ele se aproxima com intensidade, pede para não terminar e oferece algo como um presente. Isso pode, sem perceber, criar um ciclo onde a dor ativa aproximação, mas a base da insegurança continua ali. Fico curioso em te perguntar: você sente que ele realmente entende o que isso representa pra você ou ele apenas tenta evitar te perder no momento? Quando você expressa o que sente, você se sente ouvida de verdade?
Você também trouxe algo muito importante, que é a sensação de dependência emocional. Isso merece cuidado, porque quando o vínculo começa a ser sustentado mais pelo medo de perder do que pela segurança de estar, a gente pode acabar tolerando situações que continuam nos machucando. Se você se imaginasse dentro dessa mesma relação daqui a alguns meses, exatamente como está hoje, isso te traria tranquilidade ou tensão?
Essas são camadas que valem muito a pena ser exploradas com calma em um espaço terapêutico, porque não se trata apenas de decidir ficar ou sair, mas de entender o que você está buscando, o que está aceitando e o que precisa para se sentir segura em uma relação.
Caso precise, estou à disposição.
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gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me fa
gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me faz querer morrer sempre que essa tristeza se faz presente. sinto que estou morrendo aos poucos e não sei o que fazer para mudar isso. me sinto "bem" na tristeza e péssima quando estou relativamente alegre ou bem com o dia. o que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você descreve é mais comum do que parece, mas ao mesmo tempo muito delicado. Existe uma parte da mente que pode começar a associar a tristeza com algo familiar, quase como um “lugar conhecido”, enquanto estados de bem-estar passam a soar estranhos ou até desconfortáveis. Não é que a tristeza seja realmente boa, mas ela pode parecer mais segura para o seu sistema emocional.
Ao mesmo tempo, o ponto que mais chama atenção na sua fala é a intensidade dessa dor, a ponto de trazer pensamentos de morte. Isso mostra que não é apenas uma preferência emocional, mas um sofrimento que está ultrapassando um limite importante. É como se o seu sistema estivesse preso entre algo que parece confortável e, ao mesmo tempo, profundamente destrutivo.
Quando você diz que se sente pior quando está bem, vale a pena olhar com cuidado para isso. O que exatamente acontece nesses momentos? Surge um incômodo, uma sensação de que aquilo “não combina com você”, ou até um medo de perder esse estado e voltar a sofrer? E essa tristeza que parece “boa”, ela vem acompanhada de que tipo de pensamentos sobre você mesmo ou sobre a sua vida?
Tem algo importante aqui que não pode ser ignorado: quando a tristeza começa a vir junto com vontade de morrer, isso já não é mais algo que você precisa enfrentar sozinho. É fundamental conversar com um psiquiatra para revisar medicação e, se você já estiver em terapia, levar exatamente essa experiência para o seu terapeuta. Se não estiver, esse é um momento muito indicado para iniciar.
Eu não vou te dar uma solução pronta, porque isso realmente precisa ser construído com cuidado. Mas uma coisa é clara: essa “zona de conforto na tristeza” não é um destino final, é um padrão que pode ser compreendido e transformado. E isso começa justamente por olhar para essa experiência com mais profundidade, não por fugir dela.
Caso precise, estou à disposição.
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Me sinto abandonada pela minha família. Minha irmã cinco anos mais velha que tem 22 anos sempre fez
Me sinto abandonada pela minha família. Minha irmã cinco anos mais velha que tem 22 anos sempre fez bullying comigo a vida inteira, sempre me desprezou, me humilhou ou me diminuiu, mas na frente dos outros ela vira outra pessoa, até muda a voz, ela muda tudo. Meus pais enxergam que ela é uma pessoa egoísta mas nunca fazem nada, nunca. Ela sempre pega dinheiro deles e trata muito mal eles também. Não sei o que fazer, às vezes falo pra minha mãe que se eu morresse as coisas seriam melhores e ela fala que é coisa da minha cabeça. O que uma pessoa deve fazer quando se tem uma irmã ou irmão narcista e os pais não se preocupam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A dor que você descreve é profunda e silenciosa — porque quando a violência emocional vem de dentro da própria família, ela costuma deixar marcas que não aparecem por fora, mas corroem por dentro. Crescer sendo diminuída, humilhada ou invisibilizada por alguém que deveria ter sido referência de afeto cria uma ferida muito específica: a sensação de que você não tem lugar nem valor dentro do próprio lar. E quando os pais não intervêm, essa ferida se transforma em solidão emocional, mesmo estando acompanhada.
É muito importante dizer com clareza, mas com cuidado: nada do que você viveu é sua culpa. O comportamento da sua irmã não define quem você é. Ele reflete a história emocional dela — não o seu valor. Mas conviver tanto tempo com alguém que alterna humilhação no privado e performance perfeita na frente dos outros realmente cria confusão interna. Sua mente pode ter aprendido que você não será defendida, não será vista, e isso te deixa sem saída. Posso te perguntar: o que dói mais hoje — a forma como ela te trata, a indiferença dos seus pais ou a sensação de que nada muda, por mais que você sofra?
Outra pergunta que pode te ajudar: quando você diz para sua mãe que pensa que, se morresse, as coisas seriam melhores, o que exatamente você está querendo expressar — a dor de não ser vista, o cansaço emocional, ou a esperança de que alguém finalmente perceba a gravidade do que está acontecendo com você? Pensamentos assim não significam que você realmente quer morrer; significam que você quer que a dor pare, e que ninguém te dá o acolhimento que você pede.
Também quero trazer uma correção ética e necessária: termos como “narcisista” só podem ser usados com diagnóstico profissional. O que dá para dizer com segurança é que sua irmã apresenta padrões de desvalorização e abuso emocional que te machucam profundamente. E, quando os pais não se posicionam, você acaba ocupando o lugar de alvo silencioso da dinâmica familiar.
Sobre o que fazer, existe um ponto central: você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda psicológica pode te oferecer um espaço seguro para entender esses padrões, fortalecer limites emocionais e reconstruir o valor que te foi negado por tanto tempo. E, se esses pensamentos de morte se intensificarem, por favor, procure imediatamente um serviço de urgência como UPA, SAMU (192) ou o CVV (188). Sua dor é real, e merece cuidado — não silêncio.
Sua história não termina no ambiente em que você cresceu. Existe vida emocional possível além do que você viveu até aqui.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas
Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? O que você descreve é algo que muitas pessoas com depressão sentem, mas nem sempre conseguem colocar em palavras. Sim, a depressão pode fazer com que a pessoa se retraia e evite sair de casa — não por preguiça ou desinteresse, mas porque o cérebro, nesse estado, passa a interpretar o mundo externo como algo desgastante demais.
A neurociência explica isso de forma muito clara: na depressão, as áreas cerebrais responsáveis pela motivação, prazer e energia (como o sistema dopaminérgico) ficam menos ativas. É como se o cérebro dissesse: “Economize forças, porque não vale o esforço.” Ao mesmo tempo, as regiões ligadas à dor emocional e ao medo da rejeição ficam mais sensíveis. O resultado é essa sensação de peso em cada tentativa de se mover, mesmo para pequenas tarefas.
O isolamento, nesse sentido, é um sintoma, não uma escolha consciente. Mas o problema é que ele reforça o ciclo depressivo: quanto mais a pessoa se isola, menos estímulos positivos o cérebro recebe, e mais difícil se torna reagir. Por isso, a psicoterapia é tão importante nesse processo — ela ajuda a identificar os gatilhos, resgatar pequenas doses de motivação e restabelecer o vínculo com o mundo de forma gradual e possível, sem cobrança nem culpa.
Posso te perguntar algo? Quando você pensa em sair de casa, o que sente primeiro — medo, cansaço, vergonha, ou uma sensação de “não faz sentido”? E há momentos em que essa vontade de se recolher diminui, mesmo que um pouco? Essas respostas ajudam muito a entender onde está o ponto mais sensível da sua depressão hoje.
Continue com o acompanhamento psiquiátrico, e, se ainda não estiver, considere iniciar um processo psicoterapêutico. Às vezes, o que parece falta de força é apenas o cérebro pedindo um novo caminho para voltar a viver. Caso precise, estou à disposição.
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Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descon
Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descontração, como um passeio? Ou então, ao sair, como passo bastante tempo em home office.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Sim, é possível ir entendendo o que desencadeia uma crise de ansiedade, mas raramente existe um único fator isolado. Normalmente, é uma combinação de coisas: estado físico, pensamentos, emoções acumuladas e o contexto do momento. O cérebro vai criando associações ao longo do tempo, e às vezes um gatilho não é óbvio, porque ele pode estar ligado a experiências anteriores, sensações corporais ou até a uma expectativa interna que você nem percebe conscientemente.
Sobre acontecer em momentos de descontração, como um passeio, isso costuma confundir mesmo. Mas faz sentido quando pensamos que o corpo não desliga automaticamente só porque o ambiente está tranquilo. Se você vinha em um ritmo mais tenso, o corpo pode “soltar” justamente quando relaxa, e aí as sensações físicas aparecem com mais clareza. Além disso, sair de um ambiente mais controlado, como o home office, para um ambiente externo pode ativar um certo estado de alerta, mesmo que de forma sutil.
Tem também um ponto importante: quando você passa muito tempo em casa, o cérebro se acostuma com aquele espaço como “zona segura”. Ao sair, mesmo que seja para algo agradável, ele pode interpretar como uma mudança que exige vigilância. Não é exatamente o passeio que causa a ansiedade, mas a quebra do padrão de segurança que o cérebro criou.
Talvez valha a pena observar com curiosidade: antes dessas crises, como estava seu nível de estresse nos dias anteriores? O que você costuma pensar quando percebe os primeiros sinais no corpo? Existe alguma preocupação de fundo, mesmo que pequena, quando você decide sair? E como você reage quando sente os primeiros sintomas?
Entender esses padrões não é sobre controlar tudo, mas sobre ir ganhando consciência do seu funcionamento. Em terapia, isso costuma ser aprofundado de forma bem estruturada, ajudando você a reconhecer os gatilhos e, principalmente, a mudar a forma como o seu sistema reage a eles.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou namorando a 2 anos e recentemente eu tenho fica muito incomodada da proximidades entre nós, eu
Estou namorando a 2 anos e recentemente eu tenho fica muito incomodada da proximidades entre nós, eu não tenho gostado de abraços e beijos, quando estamos juntos eu conto as horas pra ir embora, me sinto muito sufocada e ele sempre tá perto o tempo todo . Mas ainda sinto que amo ele, mas não de forma romântica. Qual a melhor forma de conversar com o assunto com ele?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é mais comum do que parece, embora seja difícil de admitir, até para si mesma. Quando a proximidade física e emocional começa a gerar sufocamento, irritação ou vontade de ir embora, isso costuma indicar que algo importante mudou na forma como você vive esse vínculo. Não significa automaticamente que não existe mais carinho ou respeito, mas pode sinalizar que o tipo de conexão que sustentava o relacionamento já não está mais presente da mesma forma.
É significativo você perceber que ainda existe amor, mas não mais um amor romântico. Muitas pessoas confundem isso com frieza ou ingratidão, quando na verdade é um movimento interno de diferenciação. O corpo costuma perceber antes da mente quando os limites estão sendo ultrapassados ou quando o espaço emocional deixou de existir. Contar as horas para ir embora, evitar contato físico e sentir sufocamento são sinais de que algo dentro de você está pedindo distância — não necessariamente da pessoa, mas da dinâmica que se formou entre vocês.
Ao conversar com ele, o ponto central não é convencer, explicar demais ou justificar, mas falar a partir da sua experiência interna, sem acusações. Em vez de focar no que ele faz, costuma ser mais seguro emocionalmente falar sobre como você tem se sentido. Algo como “eu venho me sentindo mais retraída, com dificuldade de sustentar tanta proximidade, e isso tem me confundido” abre espaço para diálogo sem colocá-lo automaticamente na defensiva. Você sente que conseguiria falar disso sem se sentir culpada ou responsável pela reação dele? O que mais te assusta nessa conversa: magoá-lo, perder a relação ou admitir para si mesma que algo mudou?
Essas conversas costumam ser difíceis porque mexem com expectativas, planos e medos dos dois lados. Por isso, muitas vezes, é importante primeiro entender melhor o que está acontecendo dentro de você antes de definir rumos. Esse tema é muito importante de ser trabalhado em terapia, inclusive para diferenciar se esse afastamento é um esgotamento emocional, uma necessidade temporária de espaço ou um sinal de que o vínculo está se transformando em algo diferente.
Não existe uma “forma perfeita” de conversar sobre isso, mas existe uma forma mais honesta e cuidadosa: respeitar o que você sente sem se violentar para manter algo que já não cabe do mesmo jeito. Relações saudáveis também incluem a possibilidade de mudança, mesmo quando isso dói. Caso precise, estou à disposição.
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O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (excet
O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (exceto quando estou dormindo)? Por exemplo, eu mal acordo de manhã e já estou pensando em pelo menos umas 3 coisas diferentes contra a minha vontade. Além disso, raramente consigo fazer 1 coisa de cada vez, porque me desconcentro rápido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve parece muito com uma mente em estado de aceleração constante. Não é apenas “pensar muito”, mas uma dificuldade em desacelerar e sustentar o foco em uma coisa só. É como se o cérebro estivesse sempre pulando de um estímulo para outro, mesmo sem você querer. Isso pode estar relacionado à ansiedade, mas também pode ter ligação com padrões de atenção, como no TDAH em adultos. Não dá para fechar um diagnóstico só com esse relato, mas já são sinais que merecem uma avaliação mais cuidadosa.
Existe um ponto importante aqui: muita gente associa ser multitarefa a algo positivo, mas, na prática, o cérebro não funciona bem fazendo várias coisas ao mesmo tempo. O que acontece, na verdade, é uma alternância rápida de foco, e isso pode gerar mais cansaço, mais distração e a sensação de que a mente nunca descansa. Quando esse padrão vira constante, o sistema mental fica mais “agitado”, dificultando concentração e até momentos de pausa.
Também vale observar que, quando o pensamento não para, muitas vezes existe um fundo de inquietação interna. Às vezes é preocupação, às vezes é uma dificuldade de tolerar o silêncio mental, e em alguns casos é simplesmente um padrão que foi se consolidando ao longo do tempo. O cérebro vai se acostumando a funcionar nesse ritmo mais acelerado.
Talvez seja interessante se perguntar: esses pensamentos têm algum tema mais frequente, como preocupações ou tarefas? Você sente que precisa acompanhar todos eles ou eles simplesmente aparecem e te puxam? E quando você tenta focar em algo só, o que acontece… vem ansiedade, tédio ou uma sensação de desconforto?
Buscar um psicólogo pode ajudar bastante a entender a origem desse padrão e a construir formas mais saudáveis de lidar com atenção e ritmo mental. Dependendo da avaliação, também pode ser indicado investigar com um psiquiatra ou neuropsicólogo para entender melhor o funcionamento da sua atenção.
Caso precise, estou à disposição.
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Descobri uma traição do meu namorado a dois anos atrás,doeu muito,mas conversamos e decidi perdoar,m
Descobri uma traição do meu namorado a dois anos atrás,doeu muito,mas conversamos e decidi perdoar,mas de lá pra cá eu vivo inseguro,sinto que ele continua me escondedo as coisas,não sei o que fazer,meu psicológico está a ser afectado,vivo tendo pesadelo com a pessoa que na qual fui traida,me dizendo que ele continua procurando-a.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está vivendo faz muito sentido dentro de uma experiência de quebra de confiança. Mesmo quando existe decisão de perdoar, o sistema emocional não “acompanha” automaticamente essa escolha. É como se uma parte sua tivesse seguido em frente, mas outra ainda estivesse tentando entender se está realmente seguro permanecer ali. Por isso a insegurança, a sensação de que algo pode estar sendo escondido e até os pesadelos acabam aparecendo.
Quando ocorre uma traição, não é só o relacionamento que é afetado, mas também a percepção de segurança interna. O cérebro passa a ficar mais vigilante, tentando evitar que a dor se repita. Esses sonhos, por exemplo, podem ser uma forma da mente processar algo que ainda não foi completamente elaborado. Não significa necessariamente que a situação esteja acontecendo de novo, mas sim que o impacto emocional ainda está ativo dentro de você.
Talvez seja importante você se perguntar com bastante honestidade: o que, hoje, dentro da relação, alimenta essa insegurança? Existem comportamentos concretos que te deixam desconfiada ou essa sensação aparece mais como um medo constante? E, ao mesmo tempo, você sente que houve reconstrução real da confiança ou apenas uma tentativa de seguir em frente sem elaborar o que aconteceu?
Essas respostas costumam ser fundamentais, porque reconstruir confiança não depende só de decidir ficar, mas de um processo ativo, com transparência, consistência e segurança emocional ao longo do tempo. Quando isso não acontece de forma suficiente, a mente continua em estado de alerta.
Um espaço terapêutico pode te ajudar a organizar tudo isso com mais clareza, entender o que é sinal atual da relação e o que ainda é reflexo da ferida que ficou. Isso faz diferença para você decidir com mais segurança como quer seguir.
Caso precise, estou à disposição.
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É possível que a ansiedade cause dificuldade para andar ?
É possível que a ansiedade cause dificuldade para andar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Sim, a ansiedade pode sim gerar alterações no corpo que dão a sensação de dificuldade para andar, e isso costuma assustar bastante. Quando o sistema de alerta do cérebro entra em estado de ameaça, mesmo sem um perigo real, ele ativa respostas físicas intensas. O corpo pode ficar mais tenso, a respiração muda, o equilíbrio pode parecer estranho… e aí surge aquela sensação de fraqueza, instabilidade ou até de que as pernas “não obedecem” direito.
É como se o corpo estivesse preparado para reagir a um perigo, mas sem ter para onde ir. Algumas pessoas descrevem isso como pernas bambas, tontura, sensação de pisar “em falso” ou até um medo de cair. Do ponto de vista da neurociência, áreas ligadas ao equilíbrio e à percepção corporal podem ficar mais sensíveis quando o cérebro está em alerta constante, o que altera a forma como você percebe o próprio corpo.
Ao mesmo tempo, é importante ter um olhar cuidadoso. Antes de atribuir tudo à ansiedade, é fundamental descartar causas físicas com um médico, especialmente se isso começou recentemente ou está se intensificando. Quando os exames estão ok, aí sim faz bastante sentido olhar para o componente emocional com mais profundidade.
Fico curioso em te perguntar: essa dificuldade aparece em momentos específicos, como quando você está mais ansioso(a) ou pensando em algo que te preocupa? Você percebe outros sinais no corpo junto com isso, como falta de ar, coração acelerado ou tontura? E quando você se distrai ou se acalma, essa sensação muda?
Esses sinais, apesar de desconfortáveis, costumam ser reversíveis quando a ansiedade começa a ser compreendida e regulada. E esse é um trabalho que pode ser muito bem feito em terapia, ajudando você a recuperar a sensação de segurança no próprio corpo.
Caso precise, estou à disposição.
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É possível uma pessoa conseguir diferenciar uma queda de pressão com crise de ansiedade? Uma pessoa
É possível uma pessoa conseguir diferenciar uma queda de pressão com crise de ansiedade?
Uma pessoa que sofre dos dois problemas consegue saber a diferença já que os sintomas tendem a ser muito parecidosRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Essa é uma dúvida muito comum em quem já passou tanto por quedas de pressão quanto por crises de ansiedade, justamente porque o corpo pode produzir sensações muito parecidas e confusas. Tontura, fraqueza, sensação de desmaio, sudorese e mal-estar geral podem aparecer nos dois quadros, o que faz muita gente pensar: “como vou saber o que é o quê?”. E essa incerteza, por si só, já costuma aumentar a ansiedade.
Com o tempo, muitas pessoas conseguem perceber algumas diferenças sutis, mais pela forma como o episódio começa e evolui do que por um sintoma isolado. Na ansiedade, o mal-estar costuma vir acompanhado de uma aceleração interna, sensação de alerta, medo de desmaiar ou morrer, respiração alterada e uma atenção muito focada no corpo. Já na queda de pressão, é comum a sensação de “apagamento”, visão escurecendo, corpo mole, às vezes ligada a levantar rápido, jejum prolongado ou calor, sem necessariamente vir acompanhada desse pico de medo intenso. Ainda assim, quando a pessoa já tem histórico dos dois, um pode facilmente disparar o outro.
O que confunde bastante é que o cérebro aprende a associar certas sensações a perigo. Então, mesmo um mal-estar físico real pode ser rapidamente interpretado como ameaça, ativando a ansiedade em sequência. Você já percebeu se, quando mede a pressão nesses momentos, ela costuma estar alterada ou normal? Ou se a sensação piora mais quando você começa a se preocupar com o que pode estar acontecendo? Esses detalhes ajudam muito a diferenciar.
É importante dizer que não é esperado que a pessoa consiga distinguir isso com 100% de certeza sozinha, principalmente no início. Por isso, ter uma avaliação médica para entender como sua pressão se comporta e, ao mesmo tempo, trabalhar em terapia a relação com as sensações corporais costuma ser o caminho mais seguro. A confiança no corpo não se constrói evitando sintomas, mas aprendendo, aos poucos, a não entrar em pânico diante deles.
Talvez a pergunta mais importante seja: o que mais te assusta nesses episódios — a sensação física em si ou o medo do que ela pode significar? E quando você já passou por isso antes e ficou tudo bem depois, essa lembrança consegue te ajudar no momento ou some completamente? Essas respostas dizem muito sobre o papel da ansiedade nesse processo.
Com acompanhamento adequado, muitas pessoas aprendem a reconhecer melhor seus padrões e sofrem menos com essa confusão constante. Esse aprendizado leva tempo, mas é possível. Caso precise, estou à disposição.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…