Perguntas do paciente (539)

  • Por que o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como

    Por que o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como autoalimentado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    O ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como autoalimentado porque envolve uma sequência recorrente de pensamentos, emoções, comportamentos e respostas relacionais que acabam reforçando o próprio padrão de sofrimento.

    Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, muitos pacientes com TPB apresentam esquemas centrais relacionados a abandono, rejeição, desvalor, instabilidade e ameaça relacional. Diante de situações ambíguas, como uma demora na resposta de uma mensagem, uma mudança no tom de voz ou uma pequena frustração, esses esquemas podem ser ativados de forma intensa. A pessoa passa a interpretar o evento como sinal de rejeição, perda de vínculo ou abandono iminente.

    Essa interpretação gera forte ativação emocional, geralmente com ansiedade, raiva, medo, tristeza ou sensação de vazio. Para aliviar essa tensão, podem surgir comportamentos de busca excessiva de garantia, cobranças, explosões emocionais, afastamento defensivo, impulsividade ou tentativas intensas de evitar o abandono. Embora esses comportamentos tenham a função imediata de reduzir a angústia, muitas vezes produzem no outro reações de cansaço, afastamento, defesa ou invalidação.

    Quando o outro se distancia ou reage negativamente, a pessoa com TPB tende a perceber essa resposta como confirmação de suas crenças iniciais: “vou ser abandonado”, “ninguém permanece”, “sou demais para as pessoas” ou “não posso confiar nos vínculos”. Assim, o ciclo se retroalimenta: o medo de abandono leva a comportamentos de proteção ou protesto, esses comportamentos aumentam a tensão interpessoal, e a tensão resultante confirma a crença de abandono.

    Por isso, o ciclo interpessoal no TPB é chamado de autoalimentado: ele não se mantém apenas pelos sintomas internos, mas pela interação contínua entre esquemas cognitivos, desregulação emocional, estratégias comportamentais desadaptativas e respostas do ambiente. Na psicoterapia cognitivo-comportamental, o trabalho clínico busca identificar esse padrão, desenvolver regulação emocional, flexibilizar interpretações, fortalecer habilidades interpessoais e construir formas mais estáveis e saudáveis de se relacionar.

    Para compreender melhor seus padrões emocionais e relacionais, a psicoterapia pode ser um espaço seguro de acolhimento, avaliação e mudança.

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Qual a relação entre identidade instável e o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borde

    Qual a relação entre identidade instável e o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    A identidade instável tem relação direta com o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), porque a forma como a pessoa se percebe pode mudar intensamente conforme suas relações e experiências emocionais.

    No TPB, a autoimagem pode oscilar entre sentimentos de valor e desvalor, confiança e inadequação, pertencimento e rejeição. Assim, pequenas situações interpessoais, como uma crítica, um afastamento ou uma demora na resposta, podem ser interpretadas como sinal de abandono ou desamor.

    Esse gatilho ativa pensamentos automáticos, como “não sou importante”, “vou ser deixado” ou “ninguém se importa comigo”. A partir disso, surgem emoções intensas, como medo, raiva, tristeza ou vergonha, que podem levar a comportamentos impulsivos, cobranças, afastamento brusco ou conflitos.

    A consequência é que a relação pode se tornar mais instável, reforçando a própria sensação de insegurança e desorganização da identidade. Assim, o ciclo se repete: a instabilidade interna afeta a relação, e a instabilidade da relação reforça a fragilidade da autoimagem.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o trabalho busca ajudar o paciente a identificar seus gatilhos, pensamentos automáticos, crenças centrais e padrões de comportamento. Com isso, é possível desenvolver maior estabilidade emocional, fortalecer a identidade e construir relações mais seguras e saudáveis.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais e relacionais, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, autoconhecimento e vínculos mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Qual a importância dos limites terapêuticos no manejo do ciclo interpessoal no Transtorno de Persona

    Qual a importância dos limites terapêuticos no manejo do ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Os limites terapêuticos são fundamentais no manejo do ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), porque ajudam a oferecer segurança, previsibilidade e estabilidade dentro da relação terapêutica.

    No TPB, situações como frustração, espera, ausência de resposta imediata ou percepção de rejeição podem ativar emoções intensas e interpretações de abandono. Quando não há limites claros, o vínculo terapêutico pode entrar no mesmo padrão das relações do paciente: aproximação intensa, medo de perda, cobrança, conflito, afastamento e sofrimento.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, os limites ajudam o paciente a compreender a relação entre gatilho, pensamento, emoção, comportamento e consequência. Eles não devem ser usados como punição, mas como uma forma de cuidado estruturado. O objetivo é mostrar que o vínculo pode ser acolhedor, mas também organizado, consistente e seguro.

    Limites bem definidos sobre horários, faltas, formas de contato, urgências, combinados terapêuticos e responsabilidades ajudam a reduzir impulsividade, evitar dependência excessiva e fortalecer a autonomia emocional. Ao mesmo tempo, permitem que o paciente aprenda a tolerar frustrações, reconhecer pensamentos automáticos e construir respostas mais saudáveis.

    Portanto, os limites terapêuticos não afastam o paciente; eles sustentam o tratamento. Quando são comunicados com empatia, clareza e firmeza, tornam-se parte essencial do processo de regulação emocional e mudança nos padrões interpessoais.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais e relacionais, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, autoconhecimento e vínculos mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Como o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser observado em cont

    Como o ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser observado em contextos clínicos e hospitalares?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    O ciclo interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser observado em contextos clínicos e hospitalares principalmente na forma como o paciente interpreta, sente e reage às interações com profissionais, familiares e outros pacientes.

    Esse ciclo geralmente começa com um gatilho relacional. No ambiente clínico ou hospitalar, esse gatilho pode ser uma demora no atendimento, uma mudança de profissional, uma alta médica, uma orientação percebida como crítica, uma negativa de solicitação, uma troca de plantão ou uma sensação de não estar sendo acolhido. Mesmo quando a situação parece simples do ponto de vista institucional, ela pode ser vivida pelo paciente como rejeição, abandono, desvalorização ou ameaça ao vínculo.

    A partir desse gatilho, surge uma interpretação carregada de sofrimento. O paciente pode pensar: “não se importam comigo”, “vão me abandonar”, “ninguém me entende”, “estão me rejeitando” ou “não sou importante”. Essa interpretação pode ativar emoções intensas, como raiva, medo, tristeza, vergonha, desespero ou sensação de vazio.

    Em seguida, podem surgir comportamentos que tentam aliviar a dor emocional ou restaurar a sensação de vínculo. No contexto clínico e hospitalar, isso pode aparecer como busca frequente por confirmação, solicitações repetidas, irritabilidade com a equipe, recusa de condutas, ameaças de abandono do tratamento, crises de choro, impulsividade, comportamentos autolesivos ou alternância entre idealizar e desvalorizar profissionais.

    A consequência desse comportamento pode reforçar o próprio ciclo. A equipe pode se sentir pressionada, insegura, frustrada ou dividida em relação ao manejo. Alguns profissionais podem se aproximar excessivamente, enquanto outros podem se afastar. Esse movimento pode confirmar, para o paciente, a sensação inicial de abandono, rejeição ou instabilidade, mantendo o ciclo interpessoal ativo.

    Por isso, em contextos clínicos e hospitalares, é essencial que a equipe compreenda o comportamento não apenas como “manipulação” ou “oposição”, mas como expressão de sofrimento emocional intenso e dificuldade de regulação afetiva. O manejo precisa unir acolhimento, validação emocional, limites claros, comunicação consistente e plano terapêutico bem definido.

    Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, esse ciclo pode ser compreendido pela relação entre situação, pensamento, emoção, comportamento e consequência. O trabalho clínico busca ajudar o paciente a identificar gatilhos, reconhecer interpretações automáticas, nomear emoções, desenvolver estratégias de regulação e construir respostas mais adaptativas nas relações.

    Em ambiente hospitalar, a previsibilidade da equipe, a clareza nas informações, a definição de combinados e a postura empática são fundamentais. Quando o paciente entende o que está acontecendo, quem é sua referência, quais são os limites do cuidado e quais são os próximos passos, há menor risco de intensificação emocional e maior possibilidade de adesão ao tratamento.

    Assim, observar o ciclo interpessoal no TPB permite que profissionais compreendam melhor a dinâmica do sofrimento e evitem respostas reativas. O objetivo não é culpar o paciente, mas reconhecer padrões, reduzir crises, fortalecer o vínculo terapêutico e favorecer um cuidado mais seguro, humano e efetivo.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, relacionais e comportamentais, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, autoconhecimento e construção de relações mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Qual a importância da consciência emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    Qual a importância da consciência emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    A consciência emocional é um aspecto fundamental no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pois ajuda a pessoa a reconhecer o que sente, por que sente e como suas emoções influenciam seus pensamentos, comportamentos e relações.

    No TPB, as emoções podem surgir de forma muito intensa, rápida e difícil de controlar. Muitas vezes, a pessoa sente raiva, medo, tristeza, vergonha, vazio ou desespero antes mesmo de conseguir compreender o que ativou aquela reação. Por isso, a consciência emocional permite criar um intervalo entre o sentimento e a ação, reduzindo respostas impulsivas e comportamentos que podem gerar sofrimento posterior.

    Na TCC, entende-se que as emoções não surgem apenas dos acontecimentos em si, mas da forma como esses acontecimentos são interpretados. Por exemplo, uma demora para responder uma mensagem pode ser interpretada como rejeição, abandono ou desinteresse. Essa interpretação pode gerar uma emoção intensa e levar a comportamentos como cobrança excessiva, explosões emocionais, afastamento ou atitudes impulsivas.

    Desenvolver consciência emocional significa aprender a identificar o gatilho, nomear a emoção, perceber os pensamentos automáticos e avaliar se a interpretação feita corresponde aos fatos ou está sendo influenciada por medos, experiências anteriores e crenças centrais. Esse processo ajuda a pessoa a compreender melhor seus padrões emocionais e relacionais.

    Na prática terapêutica, a TCC trabalha com estratégias como registro de pensamentos, identificação de crenças, reestruturação cognitiva, treino de habilidades sociais, resolução de problemas e técnicas de regulação emocional. Essas ferramentas ajudam o paciente a sair de uma reação automática para uma resposta mais consciente, equilibrada e coerente com seus objetivos.

    A consciência emocional não significa deixar de sentir intensamente. Significa aprender a observar a emoção, compreender sua função e escolher formas mais saudáveis de lidar com ela. No TPB, esse desenvolvimento é essencial para reduzir impulsividade, melhorar os vínculos, fortalecer a autoestima e aumentar a sensação de controle sobre a própria vida emocional.

    Portanto, na Terapia Cognitivo-Comportamental, a consciência emocional é uma ponte entre o sofrimento e a mudança. Ao reconhecer melhor o que sente, a pessoa passa a compreender seus pensamentos, modificar interpretações disfuncionais e construir comportamentos mais adaptativos nas relações consigo mesma e com os outros.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, pensamentos e comportamentos, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, autoconhecimento e relações mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Qual é a relação entre gatilho, interpretação, emoção, comportamento e consequência no ciclo interpe

    Qual é a relação entre gatilho, interpretação, emoção, comportamento e consequência no ciclo interpessoal do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o ciclo interpessoal pode ser compreendido como uma sequência em que gatilho, interpretação, emoção, comportamento e consequência se influenciam mutuamente. Esse ciclo ajuda a explicar por que algumas situações relacionais podem gerar sofrimento intenso e reações difíceis de controlar.

    O gatilho é o acontecimento que ativa o sofrimento emocional. Pode ser uma crítica, uma demora para responder uma mensagem, uma mudança no tom de voz, uma sensação de rejeição, uma ausência, um afastamento ou qualquer situação percebida como ameaça ao vínculo.

    A interpretação é o significado que a pessoa atribui ao gatilho. No TPB, situações ambíguas podem ser interpretadas como abandono, rejeição, desinteresse, traição ou desvalorização. Por exemplo, “ele demorou para responder” pode ser sentido como “ele não se importa comigo” ou “vou ser abandonado”.

    A emoção surge a partir dessa interpretação. Como no TPB há maior dificuldade de regulação emocional, a emoção pode aparecer de forma muito intensa e rápida. Medo, raiva, tristeza, vergonha, angústia, desespero e sensação de vazio podem tomar grandes proporções, mesmo quando o evento externo parece pequeno para outras pessoas.

    O comportamento é a tentativa de lidar com essa emoção. A pessoa pode buscar confirmação constante, enviar várias mensagens, discutir, se afastar bruscamente, fazer acusações, agir por impulso, ameaçar terminar uma relação ou adotar atitudes autodestrutivas. Muitas vezes, o comportamento tem a função de aliviar a dor, recuperar o vínculo ou reduzir a sensação de abandono.

    A consequência é o resultado desse comportamento. Em alguns casos, a pessoa recebe atenção ou cuidado momentâneo, o que pode aliviar a angústia por um curto período. Porém, em outros momentos, o comportamento pode gerar conflitos, afastamento, culpa, vergonha ou reforçar a ideia de que as relações são instáveis e ameaçadoras.

    Assim, o ciclo pode se repetir: um gatilho ativa uma interpretação dolorosa, que gera uma emoção intensa, que leva a um comportamento impulsivo, que produz consequências que reforçam o medo de abandono ou rejeição. Com o tempo, esse padrão pode tornar as relações mais instáveis e aumentar o sofrimento emocional.

    Na psicoterapia, o objetivo é ajudar a pessoa a reconhecer esse ciclo antes que ele se torne automático. O trabalho terapêutico busca identificar gatilhos, questionar interpretações, nomear emoções, desenvolver estratégias de regulação emocional e construir comportamentos mais conscientes e saudáveis nas relações.

    A compreensão desse ciclo não tem como finalidade culpar a pessoa pelo que sente, mas ajudá-la a perceber que existe um caminho possível entre sentir uma emoção intensa e agir de forma impulsiva. Esse intervalo pode ser desenvolvido com tratamento, autoconhecimento e prática clínica.

    Se você se identifica com esse padrão ou deseja compreender melhor seus gatilhos, emoções e comportamentos nas relações, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, estabilidade afetiva e vínculos mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Qual a diferença entre reação emocional e resposta emocional no Transtorno de Personalidade Borderli

    Qual a diferença entre reação emocional e resposta emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    A diferença entre reação emocional e resposta emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está principalmente no grau de consciência, elaboração e controle diante de uma emoção intensa.

    A reação emocional costuma ser mais automática, imediata e impulsiva. Ela acontece quando a emoção surge com muita força e a pessoa responde quase sem tempo para refletir. No TPB, isso pode ocorrer diante de situações percebidas como rejeição, abandono, crítica, indiferença ou ameaça ao vínculo. Nesses momentos, sentimentos como raiva, medo, vergonha, tristeza ou desespero podem aparecer de forma intensa e rápida, levando a comportamentos como explosões emocionais, acusações, afastamento brusco, mensagens repetidas, autossabotagem ou atitudes impulsivas.

    A resposta emocional, por outro lado, envolve maior capacidade de reconhecer o que está sendo sentido antes de agir. Isso não significa não sentir intensamente, mas conseguir criar um intervalo entre a emoção e o comportamento. A pessoa percebe a emoção, tenta nomeá-la, compreende o gatilho, avalia a situação e escolhe uma forma mais adequada de se posicionar. A resposta emocional é mais elaborada, mais consciente e menos dominada pelo impulso do momento.

    Na perspectiva clínica, a reação emocional no TPB muitas vezes está ligada à dificuldade de regulação afetiva e à ativação de feridas emocionais antigas. Um acontecimento atual pode ser interpretado como abandono, rejeição ou perda de vínculo, mesmo quando essa não é necessariamente a intenção do outro. Assim, a emoção não responde apenas ao fato presente, mas também ao significado subjetivo que esse fato assume para a pessoa.

    Já a resposta emocional é construída ao longo do processo terapêutico. A psicoterapia ajuda o paciente a identificar seus gatilhos, compreender seus padrões relacionais, reconhecer pensamentos automáticos, tolerar afetos difíceis e desenvolver formas mais saudáveis de se expressar. Com isso, a pessoa aprende a sair do modo impulsivo e reativo para um modo mais consciente, regulado e coerente com seus objetivos.

    Portanto, no TPB, a reação emocional é marcada por intensidade, urgência e impulsividade. A resposta emocional envolve pausa, compreensão e escolha. O tratamento não busca invalidar o sofrimento da pessoa, mas ajudá-la a compreender suas emoções e responder a elas de maneira menos destrutiva e mais cuidadosa consigo e com os outros.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, relacionais e comportamentais, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional, autoconhecimento e construção de relações mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Como distinguir Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidad

    Como distinguir Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em uma formulação psicodinâmica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Na formulação psicodinâmica, a distinção entre Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não deve se limitar à comparação de sintomas. É necessário compreender a organização psíquica, a história relacional, os mecanismos de defesa, o padrão de vínculo e a função que os sintomas exercem na vida emocional do paciente.

    No TEPT-C, geralmente há uma história de exposição prolongada ou repetida a experiências traumáticas, muitas vezes em contextos de abuso, negligência, violência ou vínculos marcados por ameaça e imprevisibilidade. A pessoa pode apresentar revivescências traumáticas, evitação, hipervigilância, vergonha persistente, sensação de culpa, dificuldade de confiar e tendência ao isolamento. Psicodinamicamente, o sofrimento costuma se organizar em torno da experiência traumática: o sujeito pode carregar uma imagem de si profundamente ferida, mas essa instabilidade tende a estar ligada à marca do trauma e às tentativas de proteção contra novas experiências de ameaça.

    No TPB, por outro lado, o eixo central costuma envolver uma instabilidade mais ampla da identidade, dos afetos e das relações interpessoais. São frequentes o medo intenso de abandono, relações marcadas por idealização e desvalorização, impulsividade, sentimentos crônicos de vazio, dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos de si e do outro, além de defesas como cisão, acting out e projeção. Na formulação psicodinâmica, observa-se com maior frequência uma organização da personalidade marcada por fragilidade na coesão do self, dificuldades de mentalização e padrões relacionais intensos, ambivalentes e instáveis.

    Um ponto importante é que trauma e TPB não são categorias mutuamente excludentes. Uma pessoa com TPB pode ter histórico traumático, assim como uma pessoa com TEPT-C pode apresentar intensa desregulação emocional e dificuldades relacionais. A diferença está em compreender se os sintomas estão predominantemente organizados em torno da memória traumática e da ameaça internalizada, como no TEPT-C, ou em torno de uma estrutura persistente de instabilidade identitária, medo de abandono, impulsividade e padrões relacionais repetitivos, como no TPB.

    Na prática clínica, a formulação psicodinâmica deve investigar: como o paciente se percebe, como percebe o outro, quais afetos são intoleráveis, quais defesas utiliza, como reage à proximidade e ao afastamento, como lida com frustração, culpa, vergonha, raiva e abandono, e de que maneira essas experiências aparecem na relação terapêutica. O diagnóstico diferencial exige escuta cuidadosa, avaliação longitudinal e compreensão do funcionamento psíquico para além do rótulo diagnóstico.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, relacionais e comportamentais, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para elaboração, autoconhecimento e construção de novas formas de lidar com o sofrimento.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode parecer reação a trauma mesmo sem trauma recente

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode parecer reação a trauma mesmo sem trauma recente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Sim. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode parecer uma reação a trauma mesmo quando não existe um trauma recente acontecendo. Isso ocorre porque, no TPB, situações atuais aparentemente pequenas podem ativar sentimentos muito intensos de abandono, rejeição, ameaça, desamparo ou perda de controle.

    Por exemplo, uma crítica, um afastamento, uma demora para responder uma mensagem, uma mudança no tom de voz ou uma sensação de rejeição podem ser vividas internamente como algo muito maior do que parecem para quem observa de fora. A reação emocional pode ser intensa porque toca em feridas antigas, padrões relacionais internalizados ou experiências precoces de insegurança afetiva.

    Na perspectiva psicodinâmica, o sofrimento não depende apenas do acontecimento atual, mas do significado emocional que esse acontecimento assume para a pessoa. Uma situação presente pode reativar sentimentos antigos, fantasias inconscientes, medos de abandono e defesas psíquicas construídas ao longo da vida. Por isso, a resposta pode parecer uma reação traumática: medo intenso, raiva, desorganização emocional, impulsividade, dissociação, sensação de ameaça ou necessidade urgente de reparação do vínculo.

    No entanto, isso não significa necessariamente que se trata de TEPT-C. No TEPT-C, os sintomas costumam estar mais diretamente organizados em torno de experiências traumáticas prolongadas, com revivescências, evitação, hipervigilância, autoconceito negativo e dificuldades relacionais associadas ao trauma. Já no TPB, o centro do quadro costuma envolver instabilidade na identidade, nos afetos e nas relações, além de medo intenso de abandono e dificuldade de regular emoções em contextos interpessoais.

    Portanto, o TPB pode se manifestar como se a pessoa estivesse reagindo a um trauma atual, mesmo quando o gatilho é relacional, simbólico ou emocional. O que está sendo ativado não é apenas o fato presente, mas uma rede mais profunda de memórias emocionais, padrões de vínculo e formas de proteção psíquica.

    A avaliação clínica cuidadosa é essencial para compreender se a reação está mais relacionada a um quadro traumático, a uma organização borderline da personalidade ou à presença de ambos. Mais importante do que reduzir a pessoa a um diagnóstico é compreender a origem do sofrimento, seus gatilhos e a forma como ele se repete nas relações.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, relacionais e comportamentais, a psicoterapia pode ajudar no processo de regulação emocional, autoconhecimento e construção de vínculos mais saudáveis.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

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  • Por que Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Border

    Por que Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes são confundidos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes são confundidos porque podem apresentar manifestações clínicas semelhantes, especialmente quando envolvem desregulação emocional, sofrimento intenso nas relações, sensação de vazio, vergonha, instabilidade afetiva, impulsividade, dissociação e dificuldade de confiar nas pessoas.

    Essa semelhança ocorre porque ambos podem estar relacionados a experiências traumáticas, sobretudo quando há histórico de abuso, negligência, abandono, violência ou vínculos afetivos marcados por instabilidade. Em muitos casos, a pessoa chega ao atendimento relatando crises emocionais, relações conflituosas, medo, raiva, culpa, hipervigilância e dificuldade de se sentir segura, o que pode tornar o diagnóstico diferencial mais complexo.

    No TEPT-C, o sofrimento costuma estar fortemente ligado à vivência traumática prolongada. A pessoa pode apresentar lembranças intrusivas, evitação de situações associadas ao trauma, estado constante de ameaça, dificuldade de regulação emocional, autoconceito negativo e problemas nos vínculos. Nesses casos, a organização do sofrimento está muito relacionada ao impacto do trauma na forma como o indivíduo se percebe, percebe o mundo e se protege de novas ameaças.

    No TPB, embora também possa existir histórico traumático, o quadro costuma envolver uma instabilidade mais ampla e persistente na identidade, nas emoções, na autoimagem e nas relações interpessoais. O medo intenso de abandono, a alternância entre idealização e desvalorização do outro, a impulsividade, os sentimentos crônicos de vazio e a dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos de si e das pessoas próximas são elementos frequentemente observados.

    A confusão também acontece porque uma mesma pessoa pode apresentar características dos dois quadros ou até preencher critérios para ambos. Por isso, não basta observar sintomas isolados. É necessário compreender a história de vida, os padrões relacionais, os mecanismos de defesa, a forma como a pessoa lida com perdas, frustrações, intimidade, raiva, culpa e abandono, além de avaliar como esses padrões se repetem ao longo do tempo.

    Na prática clínica, o diagnóstico diferencial exige uma escuta cuidadosa e uma formulação individualizada. Mais importante do que reduzir a pessoa a um rótulo diagnóstico é compreender a função dos sintomas, a origem do sofrimento e os recursos emocionais disponíveis para o tratamento.

    Se você se identifica com essas dificuldades ou deseja compreender melhor seus padrões emocionais, relacionais e comportamentais, a psicoterapia pode ajudar no processo de elaboração, regulação emocional e reconstrução de formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com os outros.

    Agende seu atendimento psicoterápico com:

    Psicólogo Clínico Leonir Troscki – CRP12/12755
    Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
    Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    A situação que você descreve é uma questão delicada e complexa, mas quero começar parabenizando-o pela coragem de compartilhar suas preocupações e buscar ajuda. A libido elevada, como você mencionou, pode ser uma característica pessoal que, em certos contextos, se torna um desafio. Em casamentos e relacionamentos, a discrepância de desejo sexual pode gerar tensões, e é importante abordá-las de maneira saudável e construtiva.

    Em primeiro lugar, é essencial entender que a libido é influenciada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. O fato de você estar buscando maneiras de gerenciar seu desejo de forma respeitosa e compromissada com sua esposa já é um passo significativo. A comunicação aberta com ela, como você já iniciou, é crucial para encontrar um equilíbrio que funcione para ambos.

    Do ponto de vista da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem pode ser explorar as crenças e expectativas que você tem em relação ao sexo e à intimidade. Identificar pensamentos automáticos que possam estar contribuindo para a sua ansiedade é um caminho para redefini-los de forma mais adaptativa. Além disso, técnicas de mindfulness podem ser úteis para aumentar a consciência e o controle sobre seus impulsos, permitindo que você viva o momento presente com maior plenitude.

    O exercício físico, como você mencionou, pode ser uma excelente válvula de escape, pois ajuda a regular hormônios e a aliviar o estresse. Continuar com essa prática, aliado a uma rotina de autocuidado que inclua uma alimentação balanceada e um sono adequado, pode ter um impacto positivo.

    É importante lembrar que buscar suporte profissional é um passo vital. Um psicólogo especializado pode ajudá-lo a desenvolver estratégias personalizadas e fornecer um espaço seguro para explorar suas preocupações. Recomendo que você considere marcar uma consulta para discutir suas necessidades de forma mais aprofundada.

    Para mais informações ou para agendar um atendimento, você pode visitar meu perfil no Doctoralia ou acessar o site HumanaMente Falando. Fico à disposição para ajudá-lo nessa jornada.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Transtorno de Desrealização e despersonalização tem como melhorar sim ou não????

    Transtorno de Desrealização e despersonalização tem como melhorar sim ou não????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    A desrealização e a despersonalização são experiências complexas e desafiadoras, mas a boa notícia é que há, sim, possibilidades de melhora. Esses transtornos, frequentemente caracterizados por uma sensação de desconexão do próprio corpo ou da realidade ao redor, podem ser bastante angustiantes. No entanto, com o apoio adequado, é possível reduzir significativamente seus efeitos.

    Do ponto de vista da psicoterapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar e modificar padrões de pensamento que possam estar mantendo ou exacerbando essas experiências. Técnicas de grounding, que ajudam a ancorar a pessoa no momento presente, são frequentemente utilizadas para lidar com episódios agudos de despersonalização ou desrealização. Além disso, a terapia pode ajudar a desenvolver estratégias de enfrentamento e resiliência emocional.

    É importante também considerar fatores como estresse, ansiedade e outros aspectos da saúde mental que podem influenciar esses estados. Muitas vezes, um tratamento integrado que envolva psicoterapia e, em alguns casos, medicação, pode ser a abordagem mais eficaz.

    O suporte profissional é essencial nesse processo. Ter um espaço seguro para explorar suas experiências e receber orientação especializada pode fazer toda a diferença na sua jornada de recuperação. Recomendo fortemente que você busque um profissional de saúde mental para discutir suas preocupações e elaborar um plano de tratamento personalizado.

    Para mais informações ou para agendar um atendimento, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando. Fico à disposição para ajudá-lo.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    A psicoeducação é uma ferramenta poderosa no tratamento de transtornos mentais. Ela envolve fornecer informações claras e compreensíveis sobre o transtorno, seus sintomas e o impacto que pode ter na vida diária. Esse conhecimento capacita os pacientes a entender melhor suas experiências, reduzindo o medo e a incerteza.

    Ao compreender como o transtorno funciona, os indivíduos podem identificar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para seus sintomas. Isso facilita a aplicação de estratégias de enfrentamento mais eficazes, alinhadas com as abordagens da terapia cognitivo-comportamental.

    Além disso, a psicoeducação pode melhorar a comunicação entre os pacientes e seus familiares, promovendo um ambiente de apoio e compreensão. Isso é fundamental para o progresso no tratamento, pois um sistema de suporte robusto pode influenciar positivamente a recuperação.

    O suporte profissional é essencial nesse processo, garantindo que a informação seja precisa e adaptada às necessidades individuais. Se você está buscando entender mais sobre como a psicoeducação pode beneficiar seu tratamento, recomendo um acompanhamento especializado.

    Para mais informações ou para agendar um atendimento, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando. Estou à disposição para ajudar.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    O acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com transtorno de personalidade borderline é fundamental e pode transformar vidas. Este transtorno é caracterizado por instabilidade emocional, relacionamentos intensos e uma imagem de si mesmo frequentemente distorcida. Essas experiências podem ser extremamente desafiadoras, tanto para o paciente quanto para aqueles ao seu redor.

    Na psicoterapia, especialmente na abordagem cognitivo-comportamental, trabalhamos para fornecer ferramentas que ajudam a gerenciar emoções intensas e impulsivas. Técnicas como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) são altamente eficazes, focando em habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento e melhorias na comunicação interpessoal.

    Além de ajudar a controlar os sintomas, a terapia oferece um espaço seguro para explorar as experiências emocionais e os padrões de pensamento que contribuem para o sofrimento. Esse processo de autodescoberta e aprendizado promove um maior senso de controle e bem-estar.

    Ter um suporte profissional contínuo é crucial, pois permite que o paciente desenvolva resiliência e encontre maneiras mais saudáveis de lidar com os desafios diários. A psicoterapia oferece um caminho de esperança e melhoria, possibilitando uma vida mais equilibrada e satisfatória.

    Se você ou alguém que conhece está enfrentando esses desafios, recomendo buscar o apoio de um profissional qualificado. Para mais informações ou para agendar um atendimento, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando. Estou aqui para ajudar.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.

    Bom dia para o portador da patologia, transtorno de ansiedade com Desrealização.
    E qual o melhor profissional? Psicólogo ou psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    O transtorno de ansiedade, quando associado à desrealização, pode ser uma experiência desafiadora e muitas vezes confusa. A sensação de que o mundo ao seu redor é irreal ou distante pode aumentar a ansiedade e impactar a qualidade de vida. No entanto, é importante saber que existe um caminho para a melhora e que você não está sozinho.

    A escolha entre um psicólogo e um psicanalista depende das suas necessidades e preferências pessoais. Um psicólogo, especialmente um que trabalha com terapia cognitivo-comportamental, pode ajudá-lo a desenvolver estratégias práticas para lidar com a ansiedade e as sensações de desrealização. Essa abordagem é focada em identificar e modificar pensamentos disfuncionais e desenvolver habilidades de enfrentamento.

    Por outro lado, a psicanálise oferece uma exploração mais profunda das experiências e emoções subjacentes, buscando entender as raízes inconscientes dos sintomas. Essa abordagem pode ser valiosa para aqueles que desejam uma compreensão mais abrangente de sua psique e das dinâmicas emocionais.

    O mais importante é encontrar um profissional com quem você se sinta confortável e compreendido. O suporte adequado pode fazer uma diferença significativa na sua jornada de recuperação. Recomendo que você considere uma consulta inicial para discutir suas preocupações e explorar qual abordagem ressoa mais com você.

    Para mais informações ou para agendar um atendimento, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando. Estou aqui para apoiá-lo.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • O TOC atrelado a outras doenças pode me fazer questionar minha identidade de gênero?

    O TOC atrelado a outras doenças pode me fazer questionar minha identidade de gênero?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    A relação entre o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e questionamentos sobre identidade de gênero é um tema complexo, mas não incomum. O TOC pode manifestar-se de várias formas, incluindo obsessões relacionadas à identidade e ao autoconceito. Quando outras condições de saúde mental estão presentes, esses questionamentos podem se intensificar.

    No contexto do TOC, é possível que pensamentos intrusivos e repetitivos levem a dúvidas persistentes e angustiantes sobre quem você é. Esses pensamentos podem ser confusos e geram grande ansiedade, mas é importante lembrar que eles não definem sua verdadeira identidade. A terapia cognitivo-comportamental pode ser particularmente eficaz nesse caso, ajudando a desafiar e reformular esses pensamentos intrusivos.

    Explorar questões de identidade de gênero é uma jornada profundamente pessoal. Ter um espaço seguro para discutir essas preocupações, como o oferecido por um profissional de saúde mental, pode ser extremamente benéfico. Um psicólogo pode ajudá-lo a diferenciar entre pensamentos obsessivos e uma verdadeira reflexão sobre identidade, proporcionando clareza e apoio ao longo do caminho.

    Buscar suporte profissional é essencial para lidar com essas questões de maneira saudável. Estou disponível para ajudá-lo a navegar por esse processo, oferecendo orientação e estratégias adaptadas às suas necessidades.

    Para mais informações ou para agendar um atendimento, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando. Estou aqui para apoiar você nessa jornada.

    Fique bem!

    Com afeto,
    Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Qual a eficácia da visualização antes de uma situação complicado para pessoas com fobias?

    Qual a eficácia da visualização antes de uma situação complicado para pessoas com fobias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    A visualização é uma técnica poderosa usada na psicoterapia cognitivo-comportamental para ajudar pessoas a lidarem com fobias. Trata-se de uma forma de exposição mental que permite ao indivíduo imaginar-se enfrentando a situação temida de maneira controlada e segura. Essa prática pode ser altamente eficaz, pois auxilia na redução da ansiedade antecipatória e na reestruturação de pensamentos negativos associados à fobia.

    Ao visualizar uma situação complicada, a pessoa aprende a substituir imagens mentais de medo por cenas de enfrentamento e sucesso. Isso pode aumentar a confiança e diminuir a resposta de ansiedade quando a situação real ocorrer. A prática regular da visualização, combinada com técnicas de relaxamento, pode fortalecer essa habilidade, tornando-a uma ferramenta valiosa no combate a fobias.

    É crucial lembrar que, embora a visualização seja uma técnica útil, seu sucesso é potencializado quando integrada a um plano terapêutico abrangente conduzido por um profissional qualificado. Um psicólogo pode personalizar o tratamento, adaptando as técnicas às necessidades individuais de cada paciente, garantindo um progresso mais efetivo.

    Estou à disposição para oferecer suporte e desenvolver estratégias personalizadas que possam ajudar no seu enfrentamento das fobias. Para mais informações, acesse meu perfil no Doctoralia ou visite o site HumanaMente Falando.

    Fico à disposição, fique bem! Com afeto, Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que

    umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que algo de ruim ia acontecer. Eu conseguia me mexer e me comunicar, mas até quando falava com meus familiares eu sentia que eles não eram reais. Algum profissional sabe se isso é questão de algum transtorno de ansiedade ou alguma outra questão a ser tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    O que você descreve pode ser associado a experiências de despersonalização e desrealização, frequentemente relacionadas a transtornos de ansiedade. Esses episódios podem provocar a sensação de que o ambiente ou as pessoas ao seu redor não são reais, e são muitas vezes acompanhados por um sentimento iminente de que algo ruim pode acontecer. É importante entender que esses sintomas podem ser angustiantes, mas são mais comuns do que se imagina e podem ser tratados efetivamente.

    Na psicoterapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar e modificar padrões de pensamento que contribuem para essas experiências. Técnicas de grounding (ou de ancoragem) podem ser úteis para ajudar você a se sentir mais conectado com o presente e com a realidade ao seu redor. Além disso, a prática regular de mindfulness pode oferecer benefícios significativos, ajudando a reduzir a ansiedade e a melhorar a sua percepção da realidade.

    Recomendo fortemente buscar o suporte de um psicólogo experiente, que poderá oferecer uma avaliação detalhada e desenvolver um plano de tratamento personalizado. Este é um passo crucial para promover seu bem-estar mental e emocional.

    Estou disponível para oferecer mais informações e apoio. Para saber mais sobre como posso ajudar, visite meu perfil no Doctoralia ou acesse o site HumanaMente Falando.

    Fico à disposição, fique bem! Com afeto, Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ain

    É normal casal de namorados falarem sobre problemas em suas partes intimas, sem ter tido relação ainda? Casal adolescente, namoram a 10 meses.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!


    É perfeitamente normal que casais, mesmo adolescentes, sintam a necessidade de conversar sobre questões íntimas, incluindo preocupações com suas partes íntimas, mesmo que ainda não tenham tido relações sexuais. A comunicação aberta e honesta é um dos pilares fundamentais para um relacionamento saudável, permitindo que ambos os parceiros se sintam seguros e apoiados.

    Na adolescência, o corpo passa por muitas mudanças, e essas transformações podem gerar dúvidas e inseguranças. Conversar sobre essas questões pode ajudar a construir confiança mútua e preparar o casal para uma intimidade futura mais consciente e respeitosa.

    Do ponto de vista da psicoterapia cognitivo-comportamental, encorajo a prática de uma comunicação assertiva e empática. Isso significa expressar-se de maneira clara e respeitosa, ao mesmo tempo em que se mantém aberto para ouvir o outro. Esses diálogos podem fortalecer o vínculo emocional e proporcionar um espaço seguro para explorar sentimentos e preocupações.

    Se houver dificuldades em estabelecer essa comunicação ou se surgirem ansiedades que parecem difíceis de manejar, buscar o apoio de um psicólogo pode ser muito benéfico. Um profissional pode ajudar a desenvolver habilidades de comunicação e a lidar com qualquer insegurança que possa surgir.

    Para mais informações sobre como posso ajudar, acesse meu perfil no Doctoralia ou visite o site HumanaMente Falando.

    Fico à disposição, fique bem! Com afeto, Leonir Troscki - CRP12/12755.


  • Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexual

    Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexualidade até hoje não sei se sou hétera , lésbica ou bissexual, nunca tive relação sexual com mulher porém tenho curiosidade e no mesmo tempo medo! Desde criança eu cresci ouvindo que o correto seria mulher com homem e homem com mulher talvez seja por isso que eu tenho tanto esse medo ? Esse medo de não ser aceita se eu realmente for lésbica ou bi? Oque aconteceu na infância afeta a nossa vida depois de crescidos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonir Troscki

    Olá!

    Entendo que a confusão em relação à sua sexualidade possa ser uma fonte significativa de preocupação e ansiedade. No campo da psicologia, especialmente na abordagem cognitivo-comportamental, reconhecemos que as crenças desenvolvidas na infância podem influenciar nossos pensamentos e comportamentos na vida adulta. Essa internalização de normas sociais, como a ideia de que "o correto seria mulher com homem", pode gerar conflitos internos, especialmente quando nossos desejos e interesses não se alinham com essas expectativas.

    É comum que a curiosidade e o medo coexistam quando exploramos aspectos da nossa identidade que não foram plenamente aceitos em nosso ambiente de desenvolvimento. O medo de não ser aceita pode estar enraizado em experiências passadas e na percepção de rejeição social. No entanto, é importante lembrar que a identidade sexual é única para cada indivíduo e pode se manifestar de formas diversas ao longo da vida.

    Explorar essas questões em um ambiente seguro, como a terapia, pode ser extremamente benéfico. A psicoterapia cognitivo-comportamental pode ajudá-la a identificar e reestruturar pensamentos automáticos que contribuem para a ansiedade e o medo, promovendo assim uma compreensão mais clara de si mesma e maior aceitação pessoal.

    Incentivo você a considerar o apoio de um profissional de saúde mental que possa guiá-la nesse processo de autodescoberta. Para mais informações sobre meu trabalho e como posso ajudá-la, acesse meu perfil no Doctoralia ou visite o site HumanaMente Falando.

    Fico à disposição, fique bem! Com afeto, Leonir Troscki - CRP12/12755.


Perguntas frequentes

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