Perguntas do paciente (262)

  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! A dificuldade de concentração pode estar relacionada a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, alterações no sono, excesso de estímulos ou outros sofrimentos emocionais. Por isso, antes de se cobrar mais produtividade, é importante compreender o que mudou na sua vida desde a pandemia e o que tem dificultado sua permanência nas atividades.

    O uso frequente das redes sociais também pode acostumar sua atenção a estímulos rápidos e tornar tarefas mais lentas, como estudar e ler, ainda mais difíceis. Algumas medidas podem ajudar: retirar as notificações, deixar o celular distante durante o estudo, estabelecer períodos curtos de concentração e aumentar esse tempo gradualmente.

    Mas, como isso já está prejudicando sua vida acadêmica e até atividades que antes lhe davam prazer, procure um psicólogo de sua confiança. A psicoterapia pode ajudá-lo a investigar se essa dificuldade está relacionada à ansiedade, ao desânimo, ao esgotamento ou à forma como sua rotina está organizada. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Querida, sinto muito por vc! Claramente vc precisa de um acompanhamento psicológico pra rever esses traumas que não são fáceis de lidar. Fico à disposição. Um abraço.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! O desejo de construir uma relação íntima, profunda e baseada na partilha da vida não é fútil. Somos seres relacionais, e querer amar e ser amado faz parte da experiência humana. O sofrimento aparece quando essa ausência começa a ser vivida como uma prova de que há algo errado com você ou de que está atrasado em relação à vida.

    Ter 25 anos não significa que você já deveria saber lidar com tudo isso. A vida adulta não vem acompanhada de respostas prontas. Algumas questões nos acompanham justamente porque precisam ser vividas, compreendidas e ressignificadas ao longo do caminho.

    Também não acredito que seja necessário estar completamente estável, feliz ou “resolvido” para se relacionar. Ninguém chega pronto a uma relação. É possível construir uma carreira, conhecer a si mesmo e, ao mesmo tempo, desejar e procurar alguém com quem compartilhar a vida. O cuidado importante é não transformar o relacionamento na única condição possível para a sua felicidade ou esperar que outra pessoa venha preencher sozinha aquilo que hoje parece vazio.

    Talvez a questão não seja apenas “devo procurar alguém?”, mas compreender como você tem buscado essas relações, o que considera profundidade, o que espera encontrar no outro e o que acontece emocionalmente quando percebe que uma relação não corresponde ao que desejava.

    Não existe uma idade certa para viver esse encontro, nem uma garantia de quando ele acontecerá. Mas existe a possibilidade de cuidar da angústia que essa espera provoca, para que o desejo de amar não se transforme em desespero, cobrança ou sensação de fracasso.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essa necessidade de conexão, suas expectativas afetivas e a maneira como você tem construído seus vínculos. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Nem sempre sentir medo, tristeza, estranhamento ou dificuldade de se imaginar como mãe significa que você esteja rejeitando o bebê. A gravidez pode despertar sentimentos muito diferentes e até contraditórios: alegria e medo, desejo e dúvida, proximidade e afastamento.

    Talvez seja importante compreender o que você chama de “rejeitar”. Você evita pensar na gravidez? Sente raiva quando percebe as mudanças no seu corpo? Deseja que a gestação não estivesse acontecendo? Ou ainda não conseguiu se reconhecer nessa nova realidade e precisa de tempo para assimilar tudo o que está mudando?

    Aceitar uma gravidez não acontece necessariamente no momento em que ela é descoberta. Para algumas mulheres, o vínculo com o bebê vai sendo construído aos poucos, durante a gestação ou mesmo depois do nascimento. Isso não faz de você uma pessoa ruim, nem significa, por si só, que será uma mãe incapaz de amar.

    Entretanto, se esses sentimentos forem muito intensos, persistentes, vierem acompanhados de desespero, culpa, vontade de desaparecer, de interromper os cuidados com a gestação ou de machucar a si mesma, é importante conversar o quanto antes com o profissional que acompanha o seu pré-natal e buscar apoio psicológico.

    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender o que essa gravidez representa em sua vida, quais medos foram despertados e como você está vivendo essa transformação. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Talvez a depressão não esteja necessariamente “à espreita”, esperando uma oportunidade para voltar. Mas, depois de viver um episódio depressivo, é compreensível que qualquer tristeza mais intensa, desânimo ou acontecimento difícil desperte o medo de passar por tudo novamente.

    Acontecimentos ruins podem nos abalar, principalmente quando envolvem perdas, frustrações ou mudanças importantes. Entretanto, sentir tristeza, angústia ou precisar de um tempo para se recuperar não significa, por si só, que você esteja novamente em depressão. O sofrimento também faz parte da vida e precisa ser compreendido dentro da situação que você está vivendo.

    Talvez seja importante observar: esses sentimentos aparecem apenas como uma reação ao que aconteceu ou permanecem por muito tempo? Você ainda consegue realizar suas atividades, experimentar algum prazer e se relacionar com as pessoas? Ou sente que o desânimo está ocupando toda a sua vida?

    Quem já viveu uma depressão pode aprender a reconhecer seus próprios sinais de alerta e buscar ajuda antes que o sofrimento se intensifique. A psicoterapia pode ajudá-lo tanto a compreender como você reage aos acontecimentos difíceis quanto a construir outras formas de atravessá-los.

    Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Você parece ter vivido uma experiência muito difícil no trabalho e, quando procurou acolhimento em sua mãe, sentiu que seu sofrimento foi desacreditado. Talvez a dor não venha apenas do que aconteceu no ambiente profissional, mas também de ter se sentido sozinha e desamparada quando mais precisava ser ouvida.

    Ser invalidada por alguém tão importante pode despertar sentimentos profundos de abandono e traição. Afinal, muitas vezes esperamos que a mãe seja aquela que acredita em nós, nos protege e reconhece a nossa dor. Quando isso não acontece, não é apenas uma discordância: pode ser vivido como uma ruptura na confiança e no vínculo.

    A conclusão de que a maioria das pessoas é falsa ou não presta talvez seja uma forma de tentar se proteger para não ser ferida novamente. Depois de passar tanto tempo em um ambiente hostil, é compreensível que você esteja mais desconfiada. Mas é importante observar se essa desconfiança está impedindo que você reconheça relações nas quais existe respeito, cuidado e segurança.

    Lidar com essa experiência não significa obrigatoriamente desculpar sua mãe ou fingir que não doeu. Significa compreender o que você esperava dela, reconhecer o que ela não conseguiu lhe oferecer e pensar em quais limites serão necessários nessa relação daqui em diante.

    Como seu sofrimento também apareceu no corpo, com sensação de desmaio e problemas no estômago, é importante manter acompanhamento médico caso esses sintomas persistam. Situações prolongadas de estresse podem repercutir na saúde física e emocional.

    A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar tanto o que viveu no trabalho quanto essa ferida na relação com sua mãe, sem permitir que essas experiências determinem a maneira como você enxergará todas as pessoas e relações futuras. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Sim, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essa impulsividade, a dificuldade de permanecer no trabalho e a relação entre o perfeccionismo e a busca constante por novos conteúdos.

    Na abordagem da Fenomenologia Existencial, não olharíamos apenas para o comportamento de comprar livros ou cursos, mas para o sentido que isso tem na sua vida: o que você busca quando se distrai, o que torna tão difícil sustentar uma tarefa e quais expectativas estão envolvidas nisso.

    A partir dessa compreensão, é possível construir formas mais conscientes de lidar com esses impulsos e organizar melhor sua rotina. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Você parece estar se referindo à repetição de mantras. Essa prática pode, sim, favorecer relaxamento, diminuir a agitação mental e ajudar a concentrar a atenção. Alguns estudos também identificam mudanças na atividade cerebral durante práticas meditativas, mas não é possível afirmar que as ondas cerebrais rápidas sempre sejam simplesmente substituídas pelas mais lentas.

    O mantra pode ser repetido em voz alta ou mentalmente. Em voz alta, a respiração, o ritmo e a vibração também participam da experiência; em silêncio, a atenção fica mais voltada para o interior. Não existe uma forma necessariamente melhor para todos. Você pode observar com qual delas se sente mais confortável e concentrado.

    É importante compreender essa prática como um recurso de relaxamento, e não como substituta de acompanhamento profissional quando existe sofrimento emocional intenso. Um abraço.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem aparecer em diferentes situações, como ansiedade, estresse, excesso de cobranças ou uma rotina sem pausas suficientes. Por isso, é importante compreender quando esses sintomas começaram, em quais momentos se intensificam e como têm afetado seu trabalho e sua vida cotidiana.

    Enquanto isso, procure organizar as tarefas por prioridade, realizar uma atividade de cada vez e fazer pequenas pausas ao longo do dia. Entretanto, se essa dificuldade for frequente ou estiver trazendo prejuízos, busque um psicólogo de sua confiança. A psicoterapia poderá ajudá-lo a compreender o que está produzindo essa agitação e a construir maneiras mais saudáveis de lidar com ela. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Não é possível definir uma condição apenas por esse relato, mas o conjunto de sintomas merece uma avaliação profissional cuidadosa. Essas imagens rápidas e involuntárias podem se aproximar de pensamentos intrusivos, especialmente quando provocam ansiedade e levam a comportamentos de verificação. Entretanto, as alterações visuais, corporais e de percepção descritas desde a infância também tornam importante investigar outras possibilidades, inclusive neurológicas.

    Sugiro procurar inicialmente um psiquiatra, que poderá avaliar sua percepção da realidade, ansiedade, pensamentos e comportamentos, e também um neurologista, principalmente por causa dos episódios visuais e da alteração momentânea da atenção. A psicoterapia pode acompanhar essa investigação e ajudá-lo a compreender como essas experiências aparecem e afetam sua vida.

    Anote quando os episódios acontecem, quanto duram, se há alteração do sono, uso de substâncias, dor de cabeça, confusão, perda de memória ou dificuldade de responder durante eles. Essas informações podem auxiliar bastante a avaliação.

    Caso você passe a não conseguir distinguir pensamento de realidade, tenha perda de consciência, confusão intensa, vontade de se machucar ou de machucar alguém, procure atendimento de urgência.

    Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Pelo seu relato, ter se deparado com esse conteúdo, sentir repulsa e interromper rapidamente não significa, por si só, que você seja viciada ou que tenha desejado aquilo. Parece que essa experiência despertou uma angústia antiga, acompanhada de culpa e vergonha.

    Também lamento a forma invasiva como você foi recebida pelo terapeuta naquela ocasião. Sua ausência de experiência sexual não deveria ter sido tratada com espanto ou julgamento.

    Talvez seja importante compreender por que esse contato acidental produz um sofrimento tão intenso e o que você passa a concluir sobre si mesma depois disso. Procure um psicólogo que lhe inspire segurança e que possa acolher sua sexualidade sem julgamentos. Continue também o acompanhamento com sua psiquiatra e conte a ela como você tem se sentido.

    Você não precisa se definir pelo conteúdo que apareceu diante de você. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Em alguns casos, é possível reconstruir o respeito, mas isso exige muito mais do que apenas decidir “começar de novo”. É necessário que ambos reconheçam as ofensas, assumam responsabilidade pelo que fizeram e estejam realmente dispostos a modificar a forma como se relacionam.

    Quando anos de conflitos produzem ressentimento, desprezo e humilhações, o vínculo costuma ficar profundamente desgastado. Nesses casos, não basta evitar novas brigas; é preciso compreender o que sustenta esse padrão e reconstruir, pouco a pouco, segurança, escuta e confiança.

    A terapia de casal pode ajudar nessa avaliação, inclusive para compreender se ainda existe disponibilidade dos dois para reconstruir a relação ou se a separação pode ser a escolha mais saudável. Quando há violência, medo ou humilhação constante, a prioridade deve ser a proteção de quem está sofrendo. Sugiro que veja o filme O convite com Penélope Cruz.

    Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Sentir tristeza quando não somos compreendidos ou quando nossos sentimentos são desconsiderados é uma reação possível. No entanto, precisar “pisar em ovos” para expressar o que pensa merece atenção, pois uma relação saudável precisa oferecer espaço para diálogo, discordâncias e acolhimento.

    Talvez seja importante observar o que acontece quando você fala: seu companheiro tenta compreender seu ponto de vista ou costuma diminuir, desqualificar ou inverter aquilo que você sente? A tristeza pode não estar surgindo sem motivo, mas sinalizando que alguma necessidade sua não está sendo reconhecida nessa relação.

    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor esses sentimentos, fortalecer a confiança na própria percepção e avaliar como esse relacionamento tem afetado você. Caso a tristeza e o isolamento estejam persistentes ou prejudiquem sua rotina, procure ajuda profissional.

    Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! Um relacionamento ainda pode ser reconstruído quando ambos conseguem reconhecer a própria participação nos conflitos, responsabilizar-se pelas ofensas e demonstrar, por meio de atitudes, disposição para mudar a forma como se relacionam. Apenas uma pessoa tentando sustentar essa transformação dificilmente será suficiente.

    O afastamento temporário pode ser uma alternativa quando as discussões se tornaram frequentes, destrutivas e já não há condições emocionais para conversar sem novas agressões. Porém, precisa ter uma finalidade clara e não ser usado como ameaça ou punição.

    A exposição constante dos filhos aos conflitos também merece atenção. Mais importante do que manter o casamento a qualquer custo é oferecer a eles um ambiente com segurança e respeito, juntos ou separados. Conflitos intensos e contínuos entre os pais podem afetar o bem-estar emocional das crianças.

    Sugiro que você procure inicialmente uma psicoterapia individual para cuidar do seu esgotamento, recuperar a clareza e compreender seus limites. A terapia de casal poderá ser considerada caso os dois estejam realmente disponíveis para o processo. Se houver medo, ameaça ou violência, a prioridade deve ser a proteção. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.
    PS.: Sugiro o filme O convite com Penélope Cruz


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Olá! O ambiente em que vivemos pode, sim, manter ou intensificar sofrimentos emocionais, principalmente quando ainda existem conflitos, insegurança ou negligência. Nesse contexto, sua dificuldade de concentração, constância e energia não deve ser compreendida apenas como falta de disciplina.

    Sair de casa pode trazer alívio, mas não apaga automaticamente as marcas do que foi vivido. Por isso, talvez não seja necessário escolher entre cuidar da saúde emocional e construir independência. Esses dois caminhos podem ser feitos juntos, de maneira gradual e possível: buscar psicoterapia, fortalecer uma rede de apoio e estabelecer pequenas metas de estudo, trabalho e organização financeira.

    Você não precisa estar completamente bem para começar a construir autonomia. Mas também não precisa exigir de si o mesmo desempenho de alguém que não está emocionalmente sobrecarregado. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender seus limites, recuperar recursos internos e elaborar um plano realista para sair desse ciclo. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.


  • Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c

    Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento

    O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?

    Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.

    Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.

    Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.

    É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".

    A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.

    Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.

    A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Fortalecendo sua autoconfiança e seu olhar crítico pra diminuir a culpa que sente ao não seguir parte da doutrina religiosa que não faz sentido pra vc. Essa culpa ou conflito que sente é muito comum ocorrer quando vc não abraça uma ideia difundida totalmente. É como se vc estivesse traindo ou sendo falsa na sua crença. Isso pode ocorrer com famílias, amigos e instituições religiosas. Conte comigo caso precise de ajuda profissional. Um abraço.


  • Por que sinto necessidade de confessar meus pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsiv

    Por que sinto necessidade de confessar meus pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Você sente essa necessidade por causa de uma associação de controle e alivio da angústia que sente ao confessar tais pensamentos.
    Quem convive com esse transtorno sente uma angústia e ansiedades muito fortes que merecem toda atenção e cuidado. Caso esteja sendo dificil pra vc cuidar disso sozinha, conte com a ajuda de uma profissional experiente. Fico à disposição.


  • . O que significa viver de forma autêntica, segundo a terapia existencial?

    . O que significa viver de forma autêntica, segundo a terapia existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Na terapia existencial, viver de forma autêntica significa assumir a própria vida como sua, com liberdade e responsabilidade. Em vez de viver apenas segundo expectativas externas ou papéis sociais, a autenticidade envolve reconhecer as próprias possibilidades e limites, escolhendo caminhos que façam sentido para si. Isso não quer dizer viver sem influências — pois sempre estamos em relação com os outros — mas sim não perder de vista a sua própria voz.

    Na prática clínica, o processo é ajudar a pessoa a se aproximar mais de quem ela é, a reconhecer quando está vivendo de modo automático ou apenas para corresponder ao olhar alheio, e a se abrir para escolhas mais próprias e coerentes com seus valores.


  • O que melhora a impulsividade? .

    O que melhora a impulsividade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Prática ativa de reflexão de si e de seus atos.


  • Como a funcionalidade dos processos psicológicos sustentam o sofrimento humano.?

    Como a funcionalidade dos processos psicológicos sustentam o sofrimento humano.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Lorena Léa Braga

    Se você está se referindo ao processo de psicoterapia, segundo a psicoterapia da fenomenologia existencial, o sofrimento é sustentado com acolhimento respeitoso e com perguntas que ampliem a visão e o aprofundamento do mesmo. Fazer psicoterapia é como dar a mão a alguém que tem uma lanterna e te guia na escuridão, te dá apoio e segurança pra sustentar o sofrimento, até você ficar forte o suficiente pra supera-lo. Se precisar de ajuda nesse sentido, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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