Perguntas do paciente (254)

  • Como o terapeuta deve agir se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) começar a

    Como o terapeuta deve agir se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) começar a desvalorizar o vínculo terapêutico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    O terapeuta deve manter postura estável, não defensiva e consistente, evitando entrar na desvalorização. É fundamental validar o afeto subjacente (ex.: frustração, medo de abandono), ao mesmo tempo em que se nomeia o movimento de desvalorização como parte do padrão relacional.

    Com limites claros e atitude empática, o terapeuta pode explorar o que desencadeou essa percepção, favorecendo insight e reforçando a continuidade do vínculo terapêutico.


  • Como o terapeuta pode lidar com os testes de confiança feitos pelo paciente com Transtorno de Person

    Como o terapeuta pode lidar com os testes de confiança feitos pelo paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    O terapeuta deve manejar os testes de confiança com consistência, limites claros e validação emocional. É importante não reagir de forma impulsiva nem punitiva, mantendo uma postura estável e previsível. Ao mesmo tempo, pode-se nomear o comportamento de forma cuidadosa, ajudando o paciente a reconhecer suas inseguranças e padrões relacionais, fortalecendo gradualmente a aliança terapêutica.


  • O que significa estabelecer um vínculo de confiança no tratamento de Transtorno de Personalidade Bor

    O que significa estabelecer um vínculo de confiança no tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Estabelecer um vínculo de confiança no TPB significa construir uma relação terapêutica estável, previsível e segura, na qual o paciente se sinta acolhido sem medo de abandono ou rejeição.

    Isso envolve consistência do terapeuta, validação emocional, limites claros e uma postura não julgadora, permitindo que o paciente, gradualmente, tolere a proximidade emocional e desenvolva segurança no relacionamento.


  • Quais são algumas das maneiras pelas quais a negação se manifesta em indivíduos com Transtorno de Pe

    Quais são algumas das maneiras pelas quais a negação se manifesta em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline, a negação costuma aparecer de forma mais sutil e variável, muitas vezes ligada à intensidade emocional do momento. Ela pode se manifestar como uma minimização dos próprios sintomas, em que a pessoa reconhece dificuldades, mas não as considera graves ou dignas de cuidado. Em outros momentos, pode haver atribuição dos problemas exclusivamente ao ambiente ou aos outros, com pouca responsabilização sobre o próprio funcionamento.

    Também é comum a oscilação: em um momento a pessoa reconhece a necessidade de ajuda e, pouco depois, passa a desvalorizar o tratamento ou o terapeuta, especialmente diante de frustrações. A negação pode ainda surgir como evitação, como faltas frequentes, interrupção precoce do processo ou dificuldade em se engajar nas intervenções propostas.

    Do ponto de vista clínico, essas manifestações estão mais relacionadas à dificuldade de regulação emocional e ao medo de abandono do que a uma negação rígida, sendo parte do padrão de instabilidade característico do transtorno.


  • A negação do tratamento é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    A negação do tratamento é comum no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Sim, a negação ou resistência ao tratamento pode ocorrer no Transtorno de Personalidade Borderline, mas não é constante nem igual para todos os pacientes. Em muitos casos, o que se observa não é uma recusa direta, e sim uma oscilação na adesão ao tratamento. Isso acontece porque a pessoa pode, ao mesmo tempo, desejar ajuda e temer mudanças, julgamento ou abandono.

    Além disso, em momentos de maior intensidade emocional, pode haver dificuldade de insight, o que interfere na percepção da própria necessidade de tratamento. Também é comum que variações na relação terapêutica influenciem esse processo, com períodos de maior aproximação e outros de afastamento. Por isso, o manejo clínico costuma focar no fortalecimento do vínculo, na validação emocional e na construção gradual de engajamento no processo terapêutico.


  • Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem desenvolver uma visão distorcida dos

    Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem desenvolver uma visão distorcida dos outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Sim. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline frequentemente apresentam percepções instáveis e distorcidas dos outros.

    Isso ocorre por mecanismos como a cisão (idealização vs. desvalorização): a mesma pessoa pode ser vista como totalmente boa em um momento e totalmente ruim em outro, especialmente diante de frustrações ou medo de abandono.

    Além disso, a hipersensibilidade interpessoal pode levar a interpretar sinais neutros como rejeição ou crítica.

    Em termos clínicos, trata-se mais de uma instabilidade na representação do outro do que uma distorção fixa.


  • Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem se envolver em relacionamentos abusiv

    Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem se envolver em relacionamentos abusivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Sim. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline apresentam maior vulnerabilidade a se envolver em relações abusivas.

    Isso ocorre porque há, com frequência, instabilidade emocional, medo intenso de abandono, impulsividade e dificuldade de regulação emocional, o que pode levar a:

    tolerar comportamentos prejudiciais
    dificuldade de estabelecer limites
    manutenção de vínculos mesmo disfuncionais

    Além disso, relações abusivas podem também intensificar os sintomas do TPB, criando um ciclo de instabilidade.


  • Como a quimioterapia pode afetar minha saúde emocional?

    Como a quimioterapia pode afetar minha saúde emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    A quimioterapia não afeta só o corpo, ela também pode mexer bastante com o emocional. É comum sentir uma mistura de coisas como medo, ansiedade, tristeza e até irritação, principalmente pela incerteza do tratamento, pelas mudanças no corpo e pela rotina que se transforma.

    Algumas pessoas relatam cansaço mental, dificuldade de concentração ou até uma sensação de estar mais sensível do que o normal. Também pode surgir um sentimento de perda de controle ou preocupação constante com o futuro.

    Mas é importante entender que tudo isso é uma resposta humana diante de um momento difícil. Você não está “exagerando” nem “sendo fraco”. Seu emocional está tentando lidar com algo grande.

    Buscar apoio faz muita diferença, seja na terapia, com a família, amigos ou até grupos de apoio. Falar sobre o que você está sentindo já ajuda a aliviar o peso. E, aos poucos, é possível encontrar formas de atravessar esse processo com mais acolhimento e menos sofrimento.


  • Quais são os benefícios da terapia de suporte psicológico para pacientes com linfoma em estágios ava

    Quais são os benefícios da terapia de suporte psicológico para pacientes com linfoma em estágios avançados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Ela auxilia na redução da ansiedade, medo e angústia, permitindo que o paciente fale sobre suas preocupações, incertezas e até sobre temas difíceis, como finitude, de forma acolhida e sem julgamento. Isso costuma trazer alívio emocional e sensação de não estar sozinho no processo.

    Também contribui para melhor enfrentamento do tratamento, ajudando o paciente a lidar com os efeitos físicos, manter algum nível de organização interna e fortalecer estratégias de enfrentamento mais adaptativas.

    Outro ponto importante é o resgate de autonomia e identidade, já que a doença muitas vezes faz a pessoa se sentir reduzida ao diagnóstico. A terapia ajuda a reconectar com quem ela é além da doença.

    Além disso, favorece a comunicação com familiares e equipe de saúde, reduz conflitos e melhora o suporte ao redor do paciente.

    De forma geral, o objetivo não é “tirar a dor”, mas diminuir o sofrimento e promover mais qualidade de vida, mesmo em fases avançadas da doença.


  • . Como o psicólogo lida com as emoções de luto e perda relacionadas ao linfoma?

    . Como o psicólogo lida com as emoções de luto e perda relacionadas ao linfoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Eu sei que passar por tudo isso pode trazer sentimentos muito intensos, como tristeza, medo, angústia ou até revolta e tudo isso é completamente válido. Aqui, você tem um espaço seguro para falar sobre o que está sentindo, no seu tempo, sem julgamentos.

    A gente vai trabalhar juntos para entender essas emoções, te ajudar a lidar com elas de forma mais leve e encontrar maneiras de enfrentar esse momento com mais equilíbrio. Você não precisa passar por isso sozinho(a). Estou aqui com você.


  • É possível "curar" o hiperfoco desadaptativo (disfuncional) ?

    É possível "curar" o hiperfoco desadaptativo (disfuncional) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Não se fala em “cura”, mas sim em manejo do hiperfoco desadaptativo.

    Com intervenções como terapia (especialmente TCC), organização da rotina, uso de estratégias externas (alarmes, pausas programadas) e, quando necessário, acompanhamento médico, é possível aprender a regular melhor o foco e reduzir os prejuízos no dia a dia.


  • O que é "cegueira temporal" no hiperfoco? .

    O que é "cegueira temporal" no hiperfoco? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Cegueira temporal no hiperfoco é a dificuldade de perceber a passagem do tempo quando a pessoa está extremamente concentrada em uma atividade.

    É comum em quadros de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, onde o indivíduo pode passar horas em algo de interesse sem notar, esquecendo compromissos, tarefas ou necessidades básicas.

    Em resumo: a atenção fica tão focada que a noção de tempo praticamente “desaparece”.


  • Treinamento cognitivo melhora a alternância de foco?

    Treinamento cognitivo melhora a alternância de foco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Sim.
    O treinamento cognitivo pode melhorar a alternância de foco ao fortalecer a flexibilidade cognitiva e outras funções executivas.

    Os resultados costumam ser graduais e melhores quando o treino é frequente e aplicado ao dia a dia.


  • O hiperfoco pode ser compartilhado? .

    O hiperfoco pode ser compartilhado? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Isso acontece quando duas ou mais pessoas se envolvem intensamente na mesma atividade ou interesse, mantendo atenção profunda e engajamento conjunto. No entanto, como o hiperfoco tende a ser mais interno e individual, nem sempre é fácil sincronizar esse estado com outra pessoa especialmente se houver diferenças de ritmo, interesse ou nível de envolvimento.


  • Qual a diferença entre hiperfoco e foco comum? .

    Qual a diferença entre hiperfoco e foco comum? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    O foco comum é flexível: você consegue direcionar a atenção para uma tarefa, mas também consegue pausar, mudar de atividade e perceber o que acontece ao redor.

    Já o hiperfoco é intenso e mais rígido, com uma imersão profunda na atividade, dificuldade de se desligar, perda da noção do tempo e menor percepção de estímulos externos. Ele pode ser produtivo em alguns momentos, mas se torna desadaptativo quando começa a prejudicar outras áreas da rotina.


  • Qual o papel da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no hiperfoco?

    Qual o papel da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no hiperfoco?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda a pessoa a regular o hiperfoco, aumentando a consciência sobre ele e ensinando estratégias para:

    Monitorar o tempo

    Planejar pausas

    Priorizar tarefas

    Desenvolver flexibilidade cognitiva

    Em casos como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, a TCC auxilia a transformar o hiperfoco de algo disfuncional em um recurso mais adaptativo e controlado.


  • Como diferenciar hiperfoco de compulsão? .

    Como diferenciar hiperfoco de compulsão? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Hiperfoco é um estado de atenção intensa e prolongada em uma atividade de interesse.
    A pessoa sente prazer, envolvimento e pode até perder a noção do tempo, mas não há necessariamente sofrimento ou sensação de perda de controle. É comum em quadros como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e também pode aparecer no Transtorno do Espectro Autista.

    Compulsão é um comportamento repetitivo realizado para aliviar ansiedade ou evitar um medo interno.
    Há sensação de urgência, perda de controle e, muitas vezes, sofrimento. É característica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo.


  • O hiperfoco ajuda na solução de problemas? .

    O hiperfoco ajuda na solução de problemas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Sim, o hiperfoco pode ajudar na solução de problemas, porque aumenta muito a concentração, a persistência e o nível de detalhamento.

    Porém, isso só é positivo quando o foco está na tarefa certa caso contrário, a pessoa pode ficar presa em detalhes pouco relevantes e ter dificuldade de mudar de estratégia ou enxergar o problema de forma mais ampla.


  • O hiperfoco melhora a memória? .

    O hiperfoco melhora a memória? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    O hiperfoco pode melhorar a memória naquilo que está sendo focado, porque há maior atenção e envolvimento, o que facilita a codificação das informações.

    Por outro lado, ele pode prejudicar a memória de outras coisas ao redor, já que tudo que não está no foco tende a ser ignorado. Ou seja, melhora a memória de forma seletiva, não geral.


  • . Como diferenciar hiperfoco de ilha de habilidade? .

    . Como diferenciar hiperfoco de ilha de habilidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lorena  Roane Alves da Silva

    Hiperfoco é um estado temporário de atenção intensa em uma atividade.
    Ilha de habilidade é uma habilidade específica muito acima da média, de forma estável.

    Hiperfoco é comum no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade; ilha de habilidade é mais associada ao Transtorno do Espectro Autista.


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