Perguntas do paciente (31)

  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    A TCC pode trabalhar esses três aspectos de maneira integrada, porque muitas vezes eles acabam formando um ciclo: baixa autoestima → medo de julgamento → ansiedade/evitação → isolamento → tristeza e desânimo → autoestima ainda mais baixa.

    Na terapia, primeiro buscamos compreender como esse ciclo funciona especificamente para você. Depois, podemos trabalhar os pensamentos automáticos e crenças que possam estar sendo disfuncionais sobre si mesmo, desenvolver uma percepção mais equilibrada das próprias capacidades e realizar exposições graduais às situações sociais que hoje provocam medo ou evitação.

    Quando existe depressão, também trabalhamos com ativação comportamental, retomando gradualmente atividades, vínculos e experiências que tragam prazer, sentido e sensação de competência, sem esperar que a motivação apareça primeiro.
    E algo importante: melhorar a autoestima não significa deixar de ter inseguranças, nem tratar a ansiedade significa nunca mais sentir ansiedade. O objetivo é que esses sentimentos deixem de controlar suas escolhas e sua vida.

    Podemos fazer esse processo de forma gradual, respeitando seu ritmo e entendendo primeiro o que está mantendo esse ciclo. Se quiser, posso te auxiliar a identificar como ele acontece especificamente com você e quais seriam os primeiros passos.
    Conta comigo! Abraço.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    O que você está sentindo não faz de você uma pessoa egoísta, nem significa que você não ame ou não possa amar seu bebê. Uma gravidez pode trazer mudanças enormes de identidade, rotina e expectativas, e é compreensível surgir o medo de que “minha vida acabou” ou “agora tudo será sobre o bebê”, especialmente quando você ainda estava tentando descobrir quem queria ser e o que queria viver.

    Também existe uma diferença importante entre não ter planos claros hoje e não poder construir planos no futuro. Você não precisa escolher entre ser mãe e ter uma vida própria. É possível construir, aos poucos, uma identidade que inclua a maternidade sem se resumir a ela.

    Talvez o primeiro passo seja não tentar obrigar sua cabeça a “gostar” da situação imediatamente. Podemos acolher o medo e investigar o que exatamente você sente que está perdendo: liberdade? experiências? independência? juventude? possibilidades? A partir daí, fica mais possível pensar em pequenas coisas que continuam pertencendo a você.
    E, considerando que você relata estar psicologicamente muito abalada durante a gravidez, seria importante ter acompanhamento psicológico e também conversar com seu obstetra sobre como você está se sentindo. Você não precisa atravessar essa mudança sozinha.

    Se quiser, podemos começar justamente por essa pergunta: “Que vida eu gostaria de construir para mim, além de ser mãe?” E ir encontrando essas respostas uma por uma, sem precisar ter tudo definido agora.
    Conta comigo nesse processo! Abraço.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    A TCC pode trabalhar isso entendendo o ciclo entre medo de julgamento → pensamento de rejeição → ansiedade → tentativa de agradar → alívio momentâneo → manutenção da crença.

    Na terapia, podemos questionar pensamentos como “preciso agradar todo mundo” e construir alternativas mais realistas, como: “Posso desagradar alguém e ainda assim ser uma pessoa querida e respeitada.”

    Também trabalhamos assertividade e exposições graduais: expressar opiniões, dizer “não”, discordar e lidar com críticas sem tentar imediatamente eliminar o desconforto.

    O objetivo não é deixar de se importar com as pessoas, mas fazer com que o medo da rejeição deixe de controlar suas decisões, inclusive nos esportes.

    Podemos identificar juntos quais situações mais ativam esse medo e começar por elas.
    Conte comigo para lhe auxiliar! Grande abraço.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Compreendo sua ansiedade. Quando existe uma relação importante para nós, perceber que aquela “euforia” do início diminuiu pode assustar bastante, mas isso, por si só, não significa que o amor acabou.
    Com o tempo, o amor costuma mudar de forma: a intensidade e a novidade podem diminuir, enquanto intimidade, companheirismo, segurança e cuidado ganham espaço. E o fato de você ainda gostar de conversar com ele, sentir-se bem ao lado dele e reconhecer o carinho e cuidado que existe entre vocês são elementos importantes para observar.

    Também não precisamos chegar imediatamente à conclusão de “amo” ou “não amo”. Podemos investigar com calma o que mudou: seus sentimentos, sua ansiedade, a rotina do relacionamento, suas expectativas sobre o amor e até como você tem estado emocionalmente fora da relação.
    E sim, é possível recuperar conexão e carinho, não tentando fabricar sentimentos, mas criando espaço para compreender o que está acontecendo e se reconectar genuinamente.
    Se quiser, podemos explorar isso juntos, sem pressa e sem partir da ideia de que você precisa terminar ou permanecer.
    Conte comigo! Grande abraço.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Olá!
    Pelo que você conta, existe algo muito importante aí: você já percebeu uma evolução concreta. Aquilo que era extremamente difícil há seis meses hoje está mais manejável, é isso é ótimo.
    Isso não deixa de ser progresso só porque algumas pessoas continuam fazendo comentários sobre você.

    Ser tímida, quieta ou mais reservada não é, por si só, um problema. O objetivo de trabalhar a ansiedade social não precisa ser transformar você em uma pessoa extrovertida. É poder escolher como agir, falar e se relacionar sem que o medo ou a ansiedade decidam tudo por você.
    Por isso, ainda sentir desconforto quando alguém diz que você é “quieta” não significa que você não esteja melhorando. A questão é perceber: “Eu estou deixando de fazer algo que gostaria de fazer por medo, ou simplesmente estou escolhendo ser mais reservada?” São coisas bem diferentes.

    A melhora também não costuma ser linear. Você pode continuar sentindo ansiedade em algumas situações, ter dias mais difíceis e ainda assim estar avançando. Talvez “se curar” seja menos sobre nunca mais sentir ansiedade e mais sobre conseguir viver de acordo com quem você é, mesmo quando ela aparece.

    E pelo seu relato, acredito que essa sensação de não pertencimento merece atenção especial, principalmente considerando experiências anteriores de bullying e isolamento.
    Podemos trabalhar justamente essa relação entre a forma como você se enxerga, o medo do julgamento e a necessidade de se sentir aceita.
    Se quiser, posso te ajudar a diferenciar timidez, ansiedade social e medo de rejeição, e pensar em estratégias práticas para lidar com esses comentários sem deixar que eles apaguem a evolução que você já conquistou.
    Se tiver interesse, estou aqui. Conta comigo!
    Grande abraço.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Sinto muito que você esteja passando por isso. E faz sentido que pesquisar repetidamente sobre sintomas tenha aumentado sua ansiedade: quando estamos assustados, procurar informações parece uma tentativa de recuperar o controle, mas pode acabar mantendo o ciclo de medo, vigilância e novas pesquisas.

    O fato de você estar com dificuldades para sair sozinho não significa que ficará assim para sempre. Você já está buscando tratamento, e isso é importante. A recuperação pode acontecer gradualmente, respeitando o seu ritmo.

    Neste momento, talvez seja mais funcional, evitar de tentar descobrir “o que cada sintoma significa” e começar a observar: “Estou com medo agora, mas não preciso resolver esse medo pesquisando.” Quando surgir a vontade de pesquisar, tente adiar alguns minutos, respirar e voltar sua atenção para alguma atividade concreta. Claro, não será e não é fácil, mas pode te ajudar e lhe trazer um certo conforto.
    Pequenas exposições e passos graduais, idealmente orientados por um profissional, também podem ajudar a recuperar sua autonomia.

    E não tente combater cada pensamento negativo com outro pensamento positivo. Pensamentos assustadores podem aparecer sem precisarem ser tratados como fatos.
    Como você já iniciou medicação e está com bastante sofrimento, é importante manter contato com o profissional que prescreveu e contar exatamente o que está acontecendo, inclusive sobre a dificuldade de sair de casa e as pesquisas compulsivas.

    Se a terapia presencial estiver difícil, vale conversar sobre alternativas e sobre uma entrada gradual no tratamento.

    Se quiser, podemos trabalhar juntos esse ciclo e construir , passo a passo, formas de interrompê-lo e lidar com ele.
    Conte comigo! Grande abraço.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Entendo o quanto isso pode ser frustrante, principalmente quando você percebe que algo que antes era prazeroso, como a leitura, hoje exige um esforço enorme. Depois da pandemia, muitas pessoas perceberam mudanças importantes na atenção, no ritmo mental e na relação com estímulos rápidos, como redes sociais.

    Uma estratégia possível é não tentar recuperar o foco “na força”, mas treiná-lo gradualmente: começar com poucos minutos de leitura ou estudo, deixar o celular fora de alcance e fazer pausas planejadas. O objetivo não é eliminar a vontade de olhar o Instagram, mas aprender a perceber esse impulso sem precisar obedecê-lo imediatamente.

    Também vale observar o que está por trás dessa dificuldade — ansiedade, cansaço, excesso de estímulos, desmotivação ou outros fatores podem estar contribuindo. Se isso tem prejudicado bastante sua vida acadêmica, podemos compreender melhor esses padrões e construir estratégias mais adequadas à sua rotina. Estou à disposição para te auxiliar nisso.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Pelo que você descreve, não parece ser apenas uma fase de “falta de vontade”. Você está sofrendo bastante, e isso já está afetando sua concentração, memória, relações, estudos e até a forma como você se percebe.

    Alguns desses sintomas podem, sim, aparecer em quadadros de depressão e ansiedade, mas não seria adequado afirmar um diagnóstico apenas por aqui. Também é importante investigar essas alterações de memória e raciocínio, inclusive para descartar possíveis causas físicas.

    Você não precisa lidar com tudo isso sozinha. Seria muito importante conversar com um psicólogo e, se possível, também passar por uma avaliação médica/psiquiátrica para entender melhor o que está acontecendo. E podemos ir compreendendo juntos, com calma, quando isso começou e o que pode estar contribuindo para você se sentir assim. Estou à disposição para te ajudar nesse processo.

    Se em algum momento esse desejo de ficar deitada “para sempre” vier acompanhado de vontade de se machucar ou desaparecer, conte imediatamente para alguém de confiança e procure ajuda presencial de urgência.
    Conte comigo para te auxiliar!
    Grande abraço.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Sim, isso pode ser completamente compreensível. Depois de alguns dias vivendo uma rotina muito próxima e afetiva com alguém que você ama, a volta para casa pode gerar uma sensação de contraste muito forte. Não porque exista algo errado no relacionamento ou na sua vida, mas porque houve uma quebra brusca de uma experiência que estava sendo muito prazerosa e significativa.

    Essa tristeza pode ser uma forma de saudade e de adaptação à separação depois de tanta proximidade. Às vezes, quanto mais especial foi o momento, mais intensa pode ser a sensação de vazio quando ele termina.

    O mais importante é observar se essa tristeza vai diminuindo naturalmente nos próximos dias e se não começa a comprometer outras áreas da sua vida. Se você quiser, também podemos entender melhor como você costuma lidar com despedidas, saudade e vínculo afetivo.
    Estou à disposição para te ajudar nisso. Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    O que você sente não é fútil. O desejo de ter intimidade, vínculo e alguém com quem compartilhar a vida é uma necessidade afetiva muito humana. E ter 25 anos não significa que você “já deveria” saber lidar perfeitamente com isso ou ter encontrado a pessoa certa.

    Também não é necessário esperar sua vida ficar completamente estável para se permitir conhecer alguém. Podemos construir carreira, amadurecer e desenvolver amor próprio ao mesmo tempo em que construímos relações. Estar bem consigo mesmo é importante, mas isso não significa precisar estar “pronto” ou completamente resolvido antes de amar alguém.

    Talvez o ponto seja tentar não transformar a busca por um relacionamento na condição para finalmente ser feliz, mas também não precisar negar esse desejo. É possível cuidar da sua própria vida e, ao mesmo tempo, permanecer aberto a conhecer alguém com quem exista reciprocidade e profundidade.

    Se essa angústia tem sido frequente, podemos explorar melhor o que essa necessidade de conexão representa para você e como buscar vínculos sem se sentir pressionado pelo tempo. Estou à disposição para te ajudar a compreender isso.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Vejo que é uma duvida genuina. Para quem já passou por uma depressão, acontecimentos difíceis podem reativar pensamentos, emoções e comportamentos que ficaram associados àquele período. Por isso, às vezes parece que ela está “à espreita”, pronta para voltar.

    Mas uma fase ruim ou alguns sintomas reaparecendo não significam necessariamente que você voltou ao mesmo ponto. Com o tempo, é possível aprender a reconhecer sinais mais cedo, entender seus gatilhos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles.

    Se você percebe que algo está começando a mudar novamente (sono, energia, isolamento, desesperança ou perda de interesse) vale olhar para isso com cuidado.
    Se quiser, posso te ajudar a identificar esses sinais e pensar em estratégias para prevenir uma recaída.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Ola, tudo bem?

    Sim, repetir calmamente uma palavra ou pequena frase pode ajudar a reduzir o fluxo de pensamentos, regular a respiração e favorecer um estado de relaxamento. Algumas pesquisas observam alterações na atividade cerebral durante práticas meditativas, mas não é correto afirmar que sempre haverá uma simples “troca” de ondas rápidas por ondas lentas, pois isso varia conforme a pessoa e a prática.

    Pode ser feito tanto verbalmente, em voz baixa, quanto mentalmente. Não existe uma forma universalmente melhor: experimente ambas e perceba qual traz mais conforto e concentração. Comece por poucos minutos, sem se cobrar para “esvaziar a mente”. Caso a ansiedade seja frequente ou intensa, um psicólogo poderá ajudá-lo a compreender melhor o que está acontecendo e a encontrar estratégias adequadas. Estou à disposição para auxiliar.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Entendo como isso pode ser cansativo e frustrante, principalmente quando você precisa produzir e sente que a mente não desacelera.
    Algumas estratégias podem ajudar: dividir as tarefas em etapas pequenas, reduzir distrações, fazer pausas breves, organizar uma prioridade por vez e praticar respiração lenta por alguns minutos quando perceber maior agitação.

    Também é importante observar há quanto tempo isso acontece e se está afetando outras áreas da sua vida, pois dificuldades de concentração, inquietação e pensamentos acelerados podem ter diferentes causas, como ansiedade, estresse, privação de sono ou outras condições que merecem avaliação cuidadosa.
    Um acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor esses sintomas e construir estratégias adequadas para você.
    Estou à disposição para auxiliar nesse processo.
    Grande abraço!


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Olá. Entendo o quanto essa culpa pode ser dolorosa, especialmente quando você já reconheceu o erro, foi perdoada e deseja seguir em frente. Pensamentos hipotéticos não são escolhas nem provas de desejo; a mente pode imaginar diferentes possibilidades sem que isso revele o que você realmente quer.

    No TOC, é comum que pensamentos indesejados sejam interpretados como se tivessem um significado moral ou afetivo muito maior do que realmente têm, gerando culpa, dúvida e necessidade de encontrar uma certeza absoluta. Tentar descobrir repetidamente se “ainda existe algum sentimento” pode alimentar esse ciclo.

    O caminho costuma ser aprender a reconhecer o pensamento como um evento mental, sem analisá-lo ou tentar neutralizá-lo, e permitir que a ansiedade diminua com o tempo. A psicoterapia, especialmente com técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental e Exposição e Prevenção de Resposta, pode ajudar bastante nesse processo.
    Estou à disposição para auxiliar você a lidar com essa culpa com mais compreensão e menos autocobrança.
    Grande abraço!


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Ola, tudo bem?
    Entendo a sua preocupação, ver uma criança ficar tão assustada e paralisada realmente angustia a família. O profissional mais indicado é um psicólogo infantil, de preferência com experiência em ansiedade, medos e fobias. Ele poderá avaliar o que desencadeia essas reações e trabalhar o medo de forma gradual, segura e respeitosa, sem forçá-la.

    Caso seja necessário, o psicólogo também poderá orientar uma avaliação com pediatra ou psiquiatra infantil. Estou à disposição para ajudar e orientar vocês nesse processo.
    Contem comigo!
    Grande abraço.


  • Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence

    Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
    É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
    Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
    O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
    Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Ola, como está?
    Entendo sua preocupação, é legítimo querer compreender o que foi trabalhado e ter informações que facilitem a continuidade do cuidado.

    A ausência de uma sessão específica de encerramento não configura, isoladamente, uma infração ética, pois depende de como ocorreu o término. Entretanto, o psicólogo tem o dever de informar objetivos e resultados do trabalho, orientar sobre encaminhamentos e fornecer os documentos pertinentes quando solicitados.

    Você pode solicitar:
    Acesso ao prontuário, que deve registrar, de maneira sucinta, a demanda, os objetivos, a evolução do acompanhamento, os procedimentos utilizados e o encaminhamento ou encerramento. O usuário tem direito de acesso integral às informações registradas no prontuário. Isso não significa, necessariamente, uma transcrição literal de tudo o que foi dito nas sessões.
    Um relatório psicológico para continuidade do atendimento, contendo informações relevantes sobre a demanda compreendida, o acompanhamento realizado, a evolução, as limitações observadas e possíveis recomendações ou encaminhamentos. O profissional possui autonomia técnica para selecionar o que é pertinente e não precisa apresentar exatamente uma “solução planejada” ou declarar que o tratamento “falhou”.
    Uma entrevista devolutiva, que é obrigatória quando há entrega de relatório ou laudo psicológico, salvo impossibilidade devidamente justificada.

    O fato de terem se passado alguns meses não retira esse direito. Os registros devem ser guardados por, no mínimo, cinco anos, podendo o prazo ser maior conforme o contexto.

    A entrega pode ocorrer em papel devidamente assinado ou em formato digital com assinatura/certificação digital válida e por meio seguro, não apenas uma assinatura em papel escaneada.

    Sugiro que faça o pedido por escrito, indicando que a finalidade é a continuidade do cuidado com outro profissional. Caso haja recusa sem justificativa técnica ou ética, você pode solicitar orientação à Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia da sua região. Posso também auxiliar na elaboração desse pedido de maneira clara e respeitosa caso possua interesse.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Entendo como isso pode ser doloroso. Quando uma história termina sem um fechamento claro, principalmente acompanhada de culpa e arrependimento, é comum que ela continue ocupando muito espaço emocional.

    Talvez seja importante compreender se você sente falta dela como pessoa, da possibilidade do que vocês poderiam ter vivido ou da chance de reparar o que aconteceu. Pensar nela todos os dias há tanto tempo mostra que esse sentimento merece ser acolhido e elaborado com cuidado, sem julgamentos.

    Estou à disposição para ajudar você a compreender melhor essa história e encontrar um caminho mais leve e saudável para seguir.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    É muito compreensível sentir essa dor e ansiedade. Sair de casa não significa abandonar sua mãe; significa iniciar uma nova etapa da sua vida, mantendo o vínculo e o cuidado de outra forma.

    Converse com ela sobre como vocês dois estão se sentindo e construam juntos uma rotina de segurança: ligações diárias, visitas frequentes, contatos de familiares ou vizinhos de confiança e organização de questões práticas, como medicamentos, consultas e emergências. Isso pode trazer mais tranquilidade para ambos.

    Também tente não tomar toda a responsabilidade para si. Sua mãe continua sendo uma pessoa adulta, e você tem o direito de construir sua própria vida sem deixar de amá-la. A culpa pode aparecer mesmo quando estamos fazendo algo saudável, é muito genuino essa emoção.

    Caso essa ansiedade esteja muito intensa, podemos conversar melhor e pensar em maneiras concretas de tornar essa transição mais leve para você e para ela.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Sinto muito pela sua perda.
    Pelo que você descreve, a dor ainda está muito presente, e faz sentido, e é muito genuino que ela apareça quando você vê outros cachorrinhos ou pensa em tudo o que imaginava viver ao lado dela.
    Quando perdemos alguém tão importante, é muito comum a culpa nos fazer revisitar inúmeras vezes o "e se...", como se encontrar outra resposta pudesse mudar o que aconteceu, principalmente por ser uma perda muito recente.
    Mas, aos poucos, também podemos olhar para essa história com carinho, reconhecendo todo o amor e os cuidados que fizeram parte da vida dela.

    Se você sentir que faz sentido, podemos conversar sobre isso juntos. Estou à disposição para acolher essa dor e ajudá-la a atravessar esse processo no seu tempo, sem julgamentos.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luan Coelho Valer

    Compreendo o como essa sensação pode ser muito pesada, e é um sentimento genuino.
    Quando parece que tudo depende de nós, é comum carregarmos um peso maior do que realmente nos cabe, o que pode gerar ansiedade, culpa e um cansaço constante.

    Quero que saiba que você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Na terapia, podemos explorar juntos de onde vem essa sensação, identificar o que realmente está sob o seu controle e construir formas mais leves e saudáveis de lidar com essas responsabilidades.
    Estou à disposição para caminhar com você nesse processo.
    Conte comigo!
    Grande abraço.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.