Perguntas do paciente (37)

  • É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c

    É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?

    Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”

    Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Sim, é possível termos sentimentos, pensamentos e reações espontâneas que não correspondem necessariamente ao que desejamos ou ao que sentimos hoje por alguém. Uma lembrança pode despertar uma sensação agradável por alguns instantes, mesmo quando sabemos que aquela relação nos fez mal e não desejamos retomá-la.

    Sorrir ao lembrar dessa pessoa não significa, necessariamente, que você ainda goste dela ou queira voltar. Nossas experiências não são apagadas simplesmente porque um vínculo terminou: momentos bons e ruins podem coexistir na nossa história.

    Talvez seja mais importante do que tentar descobrir “o que esse sorriso significa” perceber o quanto essa reação despertou culpa e preocupação em você. Nem toda sensação precisa ser controlada ou transformada em uma conclusão sobre o que sentimos. Na psicoterapia, é possível compreender essas experiências com mais curiosidade e menos julgamento.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Quando aprendemos, ao longo da nossa história, que nossas necessidades precisam ficar em segundo plano, priorizar a nós mesmos pode vir acompanhado de culpa e até da sensação de estarmos sendo egoístas. Por isso, nem sempre basta simplesmente “se colocar em primeiro lugar”.

    Na psicoterapia, é possível compreender como essa forma de se relacionar consigo e com os outros foi construída e perceber em quais situações você deixa de reconhecer ou atender às próprias necessidades. Também é importante diferenciar autocuidado de egoísmo: considerar o que você precisa não significa desconsiderar o outro.

    Esse processo pode ajudar você a desenvolver formas mais saudáveis de se posicionar, estabelecer limites e fazer escolhas que incluam também seus desejos e necessidades, sem que isso precise acontecer por meio de uma luta constante consigo mesma.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    É compreensível que o medo da rejeição faça com que você tente esconder algumas características suas como forma de se proteger. No entanto, talvez seja importante observar o quanto esse receio está relacionado ao que de fato acontece nas suas relações e o quanto está ligado à expectativa de como os outros poderão reagir.

    Nem sempre será possível evitar críticas, julgamentos ou até rejeições. O caminho pode estar menos em deixar de ser quem você é para se proteger disso e mais em construir segurança para sustentar aquilo que faz sentido para você, inclusive diante da possibilidade de não ser aceito por todos.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender como esse medo foi construído, em quais relações ele aparece com mais intensidade e a experimentar formas mais espontâneas e seguras de se relacionar, sem precisar esconder aspectos de si para pertencer.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Talvez o primeiro passo seja justamente questionar o que significa, para você, ser uma pessoa ‘interessante’. Quando essa definição depende muito do olhar do outro, podemos acabar tentando corresponder a expectativas e nos afastando daquilo que genuinamente faz sentido para nós.

    Tornar-se interessante para si pode ter mais relação com conhecer seus desejos, interesses, valores e necessidades, cultivar aquilo que lhe desperta curiosidade e permitir-se experimentar diferentes formas de estar no mundo.

    E ser interessante para si não garante que seremos interessantes para todos e talvez nem precise garantir. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de autoconhecimento e na construção de uma relação consigo menos dependente da validação externa.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    A presença de perfeccionismo, ansiedade ou até mesmo comportamentos que você percebe como obsessivos não significa, necessariamente, que exista um TOC. O diagnóstico depende de compreender melhor a natureza dos pensamentos, comportamentos e, principalmente, o quanto eles geram sofrimento ou interferem na sua vida.

    No TOC, por exemplo, é comum a presença de pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e recorrentes (obsessões) e/ou comportamentos ou atos mentais realizados de forma repetitiva para aliviar a ansiedade ou prevenir algo que a pessoa teme (compulsões). Nem todo comportamento de controle, organização ou busca por certeza tem essa característica.

    Também é importante diferenciar o perfeccionismo enquanto traço de personalidade de um padrão que esteja causando sofrimento significativo e limitando suas possibilidades de escolha.

    Talvez mais importante do que perguntar apenas “será que tenho TOC?” seja observar: o que acontece quando você não consegue ter certeza? O que você sente, pensa e faz diante dessa incerteza? E quanto tempo e energia isso tem ocupado na sua vida?

    Uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender esse funcionamento com mais cuidado, sem precisar partir de um diagnóstico prévio. Se isso tem causado sofrimento ou dificultado sua rotina, relacionamentos ou bem-estar, buscar acompanhamento profissional pode ser um bom caminho.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Entendo o sentido desse pensamento. Quando alguns vínculos importantes terminam, pode surgir a sensação de que investir novamente em relações é apenas se colocar em uma posição de sofrer outra vez.

    Mas talvez exista uma diferença entre ser autossuficiente e não precisar de ninguém e construir uma vida em que você possa escolher estar com alguém sem depender dessa pessoa para existir. A gente não precisa aprender a ser sozinho e sim precisa aprender a se relacionar de maneira saudável.

    Os relacionamentos, assim como a vida, são atravessados por mudanças. Pessoas podem se afastar por diferentes motivos, e isso não significa necessariamente que o vínculo anterior tenha sido um erro ou que todo investimento tenha sido em vão. Um relacionamento pode ser significativo justamente pelo que foi vivido enquanto existiu.

    Na perspectiva da Gestalt-terapia, podemos pensar o vínculo a partir do contato: encontramos o outro, somos afetados por esse encontro e também nos transformamos nele. Nem todo contato precisa durar para ter sido importante.

    Talvez a questão não seja “como evitar que as pessoas vão embora?”, mas “como posso me relacionar sem precisar garantir que o outro permanecerá?”. E, ao mesmo tempo, perceber se o desejo de ser cada vez mais autossuficiente nasce de uma escolha genuína ou de uma tentativa de não se machucar novamente.

    Se essa sensação de que é melhor não criar vínculos tem se tornado cada vez mais presente, pode ser interessante conversar sobre isso em psicoterapia. Às vezes, não é a solidão que escolhemos, mas a proteção que construímos para não sentir a dor das despedidas.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Ter um pensamento, preocupar-se com a impressão que causa ou desejar ser bem-vista por alguém não é, por si só, o mesmo que agir sobre esse desejo ou trair. Pensamentos e sentimentos podem surgir mesmo quando estamos comprometidos com uma relação, e sentir culpa por tê-los pode fazer com que eles ganhem ainda mais importância.

    Talvez seja interessante observar o que acontece com você nesses encontros: por que o olhar dessas pessoas se torna tão importante naquele momento? O que você sente que precisa demonstrar ou confirmar sobre si mesma?

    Não é possível concluir apenas por esse relato se isso está relacionado à ansiedade, ao TOC ou à autoestima. Se essa preocupação é frequente, causa sofrimento ou faz com que você fique constantemente analisando seus pensamentos e atitudes em busca da certeza de que ‘não fez nada errado’, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor esse funcionamento e a relação que você estabelece com a culpa e com o olhar do outro.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O que você relata parece envolver uma dúvida importante não apenas sobre o relacionamento, mas sobre a forma como você tem vivido seus próprios sentimentos. A diminuição da empolgação ou daquela sensação intensa do início da relação não significa, necessariamente, que o amor acabou. Com o tempo, os relacionamentos podem mudar de intensidade e assumir outras formas, e também é possível que fatores como rotina, ansiedade, questões pessoais ou momentos de vida estejam influenciando a maneira como você se sente.

    O fato de você ainda reconhecer o carinho, o cuidado e o bem-estar na presença dele também é algo que merece ser considerado, assim como a sensação de que alguma conexão se perdeu.

    Em vez de tentar encontrar imediatamente uma resposta para “ainda amo ou não?”, talvez seja importante se permitir compreender o que você sente quando está com ele, o que sente quando está longe, o que mudou em você e no relacionamento e do que você sente falta.

    A psicoterapia pode ser um espaço para olhar para essas questões com mais calma, sem precisar se obrigar a permanecer ou terminar antes de compreender o que está acontecendo. Se sentir que esse processo faria sentido para você, será um prazer acompanhá-la.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que descreve, além da depressão, parece haver um sofrimento importante relacionado ao medo das crises e à preocupação constante com os sintomas. Esse ciclo de pesquisar doenças pode aumentar a ansiedade e reforçar os medos, tornando as situações do dia a dia ainda mais difíceis.

    A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço para compreender o que está acontecendo, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e reduzir o impacto que ela tem na sua vida. Também é importante manter o acompanhamento com o médico que prescreveu o escitalopram, principalmente se você sente que ainda não houve melhora, pois pode ser necessário reavaliar o tratamento.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Buscar ajuda é um passo importante, e com o acompanhamento adequado é possível recuperar a qualidade de vida.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O que você descreve é uma queixa que tenho ouvido com frequência nos últimos anos. A pandemia modificou nossa rotina e também a forma como nosso cérebro passou a lidar com estímulos. Aplicativos e redes sociais oferecem recompensas rápidas e constantes, o que pode tornar atividades que exigem concentração sustentada, como a leitura, mais difíceis.

    No entanto, é importante lembrar que dificuldade de foco não tem uma única causa. Estresse, ansiedade, sobrecarga, alterações do sono, sintomas depressivos e até condições como o TDAH podem influenciar a atenção. Por isso, antes de concluir que o problema é apenas falta de disciplina, vale investigar o contexto em que isso acontece.

    Algumas estratégias que costumam ajudar são estabelecer períodos curtos de estudo (por exemplo, 25 minutos), deixar o celular longe durante esse tempo, reduzir notificações e retomar o hábito da leitura aos poucos, sem exigir longos períodos de concentração logo no início.

    Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica e persistido por um longo período, procurar um psicólogo pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e desenvolver estratégias mais adequadas à sua realidade. Se houver suspeita de alguma condição específica, uma avaliação especializada também poderá ser indicada.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! Pode ficar tranquila: o que você sente é totalmente normal e até saudável. Esse vazio depois de dias tão bons tem nome : saudade. E ela costuma ser mais forte justamente quando vivemos momentos intensos ao lado de quem amamos.

    Nesses quatro dias, vocês criaram uma rotina a dois, e sua mente se acostumou com essa presença constante. Quando ela acaba de repente, é natural sentir o contraste. Isso não é medo nem insegurança: é o afeto respondendo ao amor, e mostra o quanto essa relação tem valor para você.

    Permita-se sentir a saudade sem se cobrar, mantenha sua rotina e seus interesses, e criem formas de se sentirem presentes mesmo à distância. Se um dia essa tristeza se prolongar muito ou atrapalhar seu dia a dia, vale conversar com um psicólogo. Mas, pelo que você descreve, é simplesmente o carinho fazendo seu papel.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo, Isso já mostra coragem e autoconhecimento.

    Primeiro, tire um peso das costas: não existe “idade certa” para o primeiro relacionamento profundo. Não ter vivido isso aos 25 não significa que você falhou ou está atrasado , cada história tem seu tempo, e se comparar a um cronograma idealizado só aumenta a angústia.
    Esse desejo de conexão verdadeira não é fútil: é uma das necessidades humanas mais legítimas que existem. E você não precisa escolher entre “se amar primeiro” ou “buscar alguém agora” , autoconhecimento e relacionamento crescem juntos. Ninguém está 100% pronto ou completo; dá para construir sua vida e estar aberto a conhecer pessoas ao mesmo tempo.

    Talvez a pergunta não seja “quando serei feliz?”, mas “o que me faz bem hoje?”. A felicidade costuma aparecer no caminho, não num destino fixo.

    Se essa angústia tem sido frequente e pesada, a terapia pode ajudar muito a aliviar a autocobrança e construir relações mais seguras. Você não precisa ter todas as respostas sozinho.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O que você descreve ,dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados pode estar relacionado a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, sobrecarga, alterações no sono ou até outras condições que merecem uma avaliação cuidadosa. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas.

    Enquanto busca ajuda, pode ser útil observar em quais momentos esses sintomas aparecem, fazer pequenas pausas ao longo do dia, manter uma rotina de sono e tentar realizar uma tarefa de cada vez, reduzindo estímulos quando possível. Essas medidas podem aliviar o desconforto, mas não substituem uma avaliação profissional.

    A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás desses sintomas e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável. Caso os sintomas sejam intensos, persistentes ou estejam comprometendo significativamente sua vida pessoal ou profissional, também é importante procurar uma avaliação com um médico, como um psiquiatra, para um cuidado integrado.

    Espero ter ajudado. Fico à disposição. Cuide-se!


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá. Obrigada pela confiança em compartilhar algo tão delicado. E sinto muito pela forma como você foi tratada naquele primeiro atendimento, aquela pergunta foi inadequada e nada profissional. Você merecia acolhimento, não julgamento.

    Quero começar tirando um peso: deparar-se com um conteúdo por curiosidade ou impulso, sentir desconforto e parar na hora não faz de você “viciada” nem uma pessoa suja. Pelo contrário, o fato de o vídeo ter tirado sua vontade mostra que ele estava em desacordo com os seus próprios valores. Curiosidade não é o mesmo que desejo.

    A culpa e a angústia intensas que você descreve conversam muito com o quadro de depressão e ansiedade que você já acompanha. Esses sentimentos costumam amplificar a autocrítica e nos fazer interpretar um episódio isolado de forma muito mais severa do que ele merece.

    Você já deu passos importantes: está em acompanhamento psiquiátrico e reconhece que a terapia pode ajudar. Um espaço terapêutico seguro, com alguém que te respeite, é justamente onde essa culpa pode ser acolhida e ressignificada com calma. Você não está sozinha nisso, e merece um cuidado que te trate com dignidade.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    O que você descreve parece ter deixado marcas importantes na sua vida emocional. Às vezes, quando sentimos arrependimento ou carregamos situações que ficaram inacabadas, é comum idealizarmos essa pessoa e compararmos outros relacionamentos a essa experiência.

    Antes de decidir procurá-la novamente, pode ser importante refletir sobre algumas perguntas: o que exatamente faz você pensar nela todos os dias? É saudade da pessoa ou do que ela representava para você? O que você acredita que ficou sem ser dito ou elaborado?

    Um processo de psicoterapia pode ajudá-lo a compreender esses sentimentos, elaborar o arrependimento e tomar uma decisão mais consciente, seja para seguir em frente ou, se fizer sentido, buscar um contato de forma respeitosa e madura.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O que você descreve pode estar relacionado a um sentimento de culpa persistente e à necessidade de obter certeza ou alívio emocional. Embora esses sintomas possam ocorrer em quadros de ansiedade e, em alguns casos, estarem presentes no TOC, não é possível estabelecer um diagnóstico apenas por esse relato. Uma avaliação psicológica cuidadosa é fundamental para compreender a origem desse sofrimento.

    Independentemente do diagnóstico, é possível trabalhar essas questões em psicoterapia. O processo pode ajudá-lo a elaborar a culpa, compreender por que a necessidade de confirmação persiste e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com esses pensamentos, reduzindo o sofrimento e fortalecendo a autocompaixão.

    Se esses sentimentos têm sido frequentes e impactado sua qualidade de vida, procurar um psicólogo é um passo importante. Com o acompanhamento adequado, é possível superar esse ciclo e construir uma relação mais saudável consigo mesmo e com sua história.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O pouco afeto recebido na infância pode influenciar a forma como aprendemos a reconhecer, expressar e vivenciar os vínculos afetivos, mas cada história é única e precisa ser compreendida em seu contexto. A dificuldade em identificar quando está apaixonado ou em diferenciar diferentes sentimentos pode estar relacionada às experiências emocionais ao longo da vida, e não significa que você seja incapaz de amar.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a desenvolver maior consciência sobre suas emoções, necessidades e padrões de relacionamento, tornando mais fácil reconhecer o que sente e construir vínculos mais saudáveis. Além disso, quando compreendemos melhor nossos afetos, costuma ficar mais fácil equilibrar a vida amorosa com nossos projetos pessoais, sem que um aspecto precise anular o outro.

    Buscar esse autoconhecimento é um passo importante e pode contribuir tanto para seus relacionamentos quanto para o alcance de suas metas e bem-estar.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! A sensação de que tudo depende de você pode estar relacionada a padrões de responsabilidade excessiva, necessidade de controle ou dificuldade em confiar que algumas situações fogem do nosso alcance. Quando essa percepção se torna constante, ela costuma gerar ansiedade, sobrecarga e sentimento de esgotamento.

    Na psicoterapia, é possível compreender de onde vem essa necessidade de assumir tantas responsabilidades, identificar crenças que a sustentam e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as incertezas da vida. Aprender a diferenciar o que está sob seu controle do que não está é um passo importante para reduzir esse peso.

    Se esse sentimento tem sido frequente e impactado sua qualidade de vida, vale a pena buscar acompanhamento psicológico. Com o suporte adequado, é possível construir uma relação mais leve consigo mesmo e com as responsabilidades do dia a dia.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo, de planos compartilhados e de expectativas para o futuro. Cada pessoa vivencia esse processo de maneira diferente, e não existe um tempo “certo” para superá-lo.

    Superar essa dor não significa esquecer a pessoa, mas elaborar a experiência, acolher as emoções envolvidas e reconstruir a própria rotina e os projetos de vida. Permitir-se sentir tristeza, raiva ou saudade faz parte desse processo e pode favorecer uma elaboração mais saudável da perda.

    Quando o sofrimento se torna intenso, persistente ou começa a interferir na vida cotidiana, a psicoterapia pode ser um importante recurso. Ela ajuda a compreender o significado desse relacionamento, elaborar o luto e desenvolver estratégias para seguir em frente de forma mais consciente e fortalecida.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luanna Carrete

    Olá! O que você descreve merece atenção e acolhimento. Sentir tristeza intensa, vontade de se isolar e chorar, especialmente quando percebe que seus sentimentos não são compreendidos ou validados, pode indicar que algo importante está acontecendo na forma como você tem vivido esse relacionamento e também na maneira como suas necessidades emocionais têm sido atendidas.

    A sensação de precisar “pisar em ovos” para se expressar pode gerar desgaste emocional ao longo do tempo. Quando sentimos que não há espaço para sermos ouvidos ou compreendidos, é comum que isso provoque sofrimento. Isso não significa que haja necessariamente um problema específico, mas é um sinal de que vale a pena olhar para essa experiência com mais cuidado.

    Um processo de psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor a origem desses sentimentos, identificar padrões nas relações e desenvolver formas mais saudáveis de expressar suas necessidades e estabelecer limites.

    Se essa tristeza tem sido frequente, intensa ou está afetando sua rotina, seu sono, seu apetite ou sua qualidade de vida, procure um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais aprofundada. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


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