Perguntas do paciente (37)
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Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c
Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pelo que está vivendo, é uma situação delicada mesmo. Passar por tantas perdas e medos ao mesmo tempo, a saúde da sua avó, o acidente da sua mãe, e ainda lidar com seus próprios sentimentos é muito pesado, e faz todo sentido que você tenha entrado em um momento de baixa emocional.
A decisão de pedir um tempo foi um ato de autocuidado e de honestidade, tanto com você mesma quanto com ele. Isso é muito legitimo.
Agora que as coisas melhoraram um pouco, o medo de retomar o contato é natural especialmente quando a gente gosta de verdade e teme a rejeição ou o julgamento. Uma sugestão é começar com uma mensagem simples e honesta, sem pressão: contar brevemente o que passou.
A leveza e a autenticidade costumam abrir portas muito melhor do que um roteiro perfeito.
Se quiser trabalhar esses medos e essa dificuldade de se colocar nos relacionamentos, a psicoterapia pode ser um espaço muito valioso para isso.
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Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses
Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O término de um processo por iniciativa do psicólogo, de forma individualizada, pode está relacionado a algumas situações :
Questões éticas e de limites terapêuticos ,quando surgem conflitos de interesse, como descobrir que o paciente tem vínculos pessoais próximos com o terapeuta, tornando a continuidade antiética.
Quando o terapeuta percebe que suas próprias questões emocionais estão comprometendo a qualidade do atendimento, e a supervisão ou a própria terapia ainda não foi suficiente para manejar isso.
Ausência de progressos e limitações técnicas, quando o terapeuta reconhece honestamente que aquele caso específico exige uma abordagem ou especialização que ele não possui, e o encaminhamento é o caminho mais ético.
Comportamentos que inviabilizam o vínculo terapêutico como ameaças, assédio ou situações que comprometem a segurança do profissional.
O mais importante é que, em qualquer um desses casos, o término seja feito de forma responsável: com comunicação clara, tempo de elaboração para o paciente e, sempre que possível, um encaminhamento adequado. Um encerramento abrupto sem cuidado pode ser vivido como abandono e causar danos reais.
A ética deve guiar todo o processo ,inclusive o fim dele.
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Como o vínculo terapêutico pode ser interrompido de forma segura se necessário?
Como o vínculo terapêutico pode ser interrompido de forma segura se necessário?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo terapêutico pode ser interrompido de forma ética e segura quando há diálogo, acolhimento e clareza durante o processo. O ideal é que a interrupção seja comunicada e trabalhada em sessão, permitindo que o paciente expresse sentimentos, dúvidas e percepções sobre o encerramento. Em alguns casos, pode ser importante realizar encaminhamentos para outros profissionais, garantindo continuidade do cuidado e preservando o bem-estar emocional do paciente.
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Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar isso com tanta honestidade.
O que você descreve, o desconforto ao ser vista, a sensação de estar sendo julgada, evitar lugares com muita gente, são experiências que merecem atenção e cuidado, não julgamento.
Não existe um “normal” único para todos. Mas quando esses padrões causam sofrimento ou limitam sua vida (sair apenas quando a rua está vazia, precisar sempre de companhia), vale a pena explorar de onde vêm e o que estão comunicando sobre você.
Esse tipo de evitação muitas vezes é uma forma de proteção que faz todo sentido dentro da sua história e que pode ser ressignificada em um espaço seguro de terapia.
Uma primeira consulta pode ser justamente esse espaço para você se conhecer melhor, sem pressão.
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Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionai
Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionais, sou visto como uma pessoa fria, principalmente em atividades que fogem do currículo do trabalho, como reuniões ou bate papos casuais, prefiro evitar tais encontros porque não contribuo nelas e, sinceramente não vejo o ponto de socializar com meus colegas de trabalho que não tenho amizade. Minhas amizades também aos poucos parecem me evitar, ou eu não tenho interesse suficiente para manter elas... Sempre me questionei se eu simplesmente não sinto falta de pessoas ao meu redor, se não consigo sentir saudades e acabo esquecendo amigos e família. Não é que eu não reconheça a emoção que eu deveria estar sentindo, eu simplesmente não sinto e acabo sozinho ou não consigo networkings necessários para conseguir oportunidades na minha profissão...
Vistos esses comportamentos e entre outros (Sempre fui calado, desde criança; Algumas sensibilidades que não vejo em outras pessoas e que me irritam muito; Ansiedade que por vezes me causam problemas intestinais e inflamações na pele; Poucas memórias do meu passado; Pessoas as vezes dizem que eu tenho um tom agressivo, mesmo sem eu ter a intenção ou me sentir irritado; Já tomei medicamentos para TOC para pensamentos obsessivos, por não conseguir dormir ao não controlar meus pensamentos), me pergunto se eu possa ter um diagnóstico de TEA... Gostaria de saber opiniões e como eu conseguiria conversar com um profissional capaz de afirmar ou negar minhas dúvidas. Isso tem afetado demais minha vida e não consigo lidar comigo mesmo. Obrigado!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar sua experiência. Eu sinto muito que esteja passando por algo tão difícil.
Você descreve uma vivência que me parece solitária e, ao mesmo tempo, confusa para você, especialmente por perceber diferenças na forma como sente, se relaciona e se envolve com as pessoas.
Na terapia, mais do que buscar um rótulo, olhamos para como você está vivendo suas experiências no presente, como você se conecta (ou se afasta), como percebe suas emoções e como se posiciona nas relações. Muitas vezes, aquilo que hoje aparece como “frieza” ou dificuldade de vínculo pode estar relacionado a formas que você encontrou, ao longo da vida, de se proteger ou de lidar com o mundo.
Sobre a possibilidade de um diagnóstico, como o TEA, isso precisa ser avaliado com cuidado por um profissional capacitado, dentro de um processo mais amplo. Mas é importante dizer que o diagnóstico não deve ser o ponto de partida, e sim uma possível consequência de uma investigação mais profunda.
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É normal sentir que o câncer de linfoma vai me mudar como pessoa?
É normal sentir que o câncer de linfoma vai me mudar como pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada pela sua pergunta e eu sinto muito que esteja passando por um momento difícil. Sim, é muito legitimo sentir isso, um diagnostico como o linfoma pode mesmo mobilizar muitas emoções, trazer muitos medos, inseguranças, questionamentos sobre a vida, sobre o futuro e até mesmo sobre quem você é , tudo isso pode mudar a forma de ver o mundo. As experiências difíceis podem sim nos transformar, mas não precisa ser algo negativo ou imposto. Não existe uma forma certa de passar por isso, cada pessoa vive esse processo de uma forma.
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Como posso superar o trauma do bullying? .
Como posso superar o trauma do bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Superar o trauma não significa esquecer o que aconteceu, mas deixar de se ver a partir disso.
As marcas podem aparecer como insegurança, baixa autoestima e medo de rejeição. Por isso, é importante trabalhar essas emoções, questionar crenças negativas e fortalecer sua forma de se posicionar no mundo.
A psicoterapia ajuda nesse processo de ressignificação, permitindo que você construa uma relação mais saudável consigo mesmo
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"O que fazer quando me sinto desamparado em um relacionamento?"
"O que fazer quando me sinto desamparado em um relacionamento?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se sentir desamparado em um relacionamento costuma ser muito doloroso, pois toca necessidades importantes de cuidado, acolhimento e pertencimento. Antes de buscar respostas imediatas, procure perceber como você está vivendo essa experiência, o que exatamente faz você se sentir sozinho? O que está faltando nessa relação? O que você precisa e tem conseguido expressar ao outro?
Muitas vezes, o sentimento de desamparo surge quando deixamos de olhar para nossas próprias necessidades ou esperamos que o parceiro seja o único responsável por supri-las. Por isso, é importante fortalecer sua rede de apoio, cuidar de si e buscar um diálogo aberto e genuíno sobre seus sentimentos.
Relacionamentos saudáveis não eliminam todas as dores, mas oferecem espaço para escuta, respeito e construção conjunta.
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Como lidar com a insegurança interpessoal? .
Como lidar com a insegurança interpessoal? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insegurança interpessoal pode estar ligada ao medo de rejeição, julgamento ou abandono.
Para lidar com isso, é importante começar identificando quais pensamentos aparecem nessas situações, muitas vezes, são crenças negativas sobre si mesmo que acabam sendo tomadas como verdade.
É muito importante desenvolver uma relação mais segura com você mesmo, fortalecer a autoestima, reconhecer seus limites e aprender a se posicionar de forma mais autêntica.
A psicoterapia ajuda a compreender a origem dessa insegurança e a construir formas mais saudáveis de se relacionar, com mais confiança e menos medo.
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Como saber se preciso de ajuda profissional para parar de fumar?
Como saber se preciso de ajuda profissional para parar de fumar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Buscar ajuda profissional para parar de fumar pode ser importante quando a pessoa percebe dificuldade em reduzir ou interromper o uso do cigarro sozinha, principalmente quando há sintomas de abstinência, ansiedade, irritabilidade ou recaídas frequentes. O acompanhamento psicológico e, em alguns casos, médico, auxilia na identificação dos gatilhos emocionais e comportamentais relacionados ao tabagismo, além de oferecer estratégias mais eficazes para lidar com a dependência e melhorar a qualidade de vida.
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O que é atenção plena e como ela pode ajudar a parar de fumar?
O que é atenção plena e como ela pode ajudar a parar de fumar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A atenção plena (mindfulness) é a capacidade de direcionar a atenção para o momento presente, observando pensamentos, emoções e sensações sem julgamentos. No processo de parar de fumar, essa prática pode ajudar a pessoa a reconhecer os gatilhos da vontade de fumar, lidar melhor com a ansiedade e reduzir comportamentos automáticos relacionados ao cigarro. Além disso, favorece maior autoconsciência e controle emocional, contribuindo para uma cessação mais saudável e sustentável.
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Qual a relação entre autocuidado e psicoterapia? .
Qual a relação entre autocuidado e psicoterapia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O autocuidado não é só sobre hábitos externos, mas também sobre olhar para si, reconhecer emoções e cuidar da própria saúde mental. Nesse sentido, fazer psicoterapia é uma forma profunda de autocuidado.
Na terapia, você desenvolve mais consciência sobre si, aprende a lidar melhor com suas emoções e constrói formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com os outros.
Ou seja, a psicoterapia não substitui o autocuidado ,ela aprofunda e sustenta esse processo.
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Como lidar com a dor emocional e a baixa autoestima?
Como lidar com a dor emocional e a baixa autoestima?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante desenvolver consciência sobre como você se percebe, quais histórias construiu sobre si e de que forma essas vivências impactam o presente, além de um olhar mais integrativo sobre si.
Muitas vezes, a baixa autoestima está ligada a experiências anteriores que ainda não foram elaboradas. Ao entrar em contato com isso de forma segura, é possível ressignificar essas vivências e construir uma relação mais autêntica e acolhedora consigo mesmo.
A psicoterapia oferece esse espaço de escuta e consciência, favorecendo um processo de fortalecimento interno.
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Como promover o uso saudável da tecnologia digital ?
Como promover o uso saudável da tecnologia digital ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso saudável da tecnologia começa pelo desenvolvimento de consciência sobre como, quanto e para quê estamos utilizando esses recursos no dia a dia, não se trata apenas de controlar o tempo de uso, mas de perceber a qualidade dessa relação, a tecnologia está a serviço da sua vida ou você está sendo conduzido por ela?
Promover um uso saudável não é eliminar a tecnologia, mas construir uma relação mais consciente, equilibrada e alinhada com o que faz sentido para você.
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Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples qu
Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples que não exigem muito esforço, e coisas que eu gostaria de fazer. Estou querendo fazer algo por 1 mês já, nem cheguei a começar ainda, mesmo tendo ideia de como fazer. Me deixa ansiosa demais. Sinto como se a minha mente estivesse me prendendo. Como posso lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar como você está se sentindo. A sensação de querer fazer algo, saber como fazer, mas mesmo assim não conseguir começar pode gerar muita ansiedade e frustração. Muitas pessoas descrevem exatamente essa experiência, como se houvesse um “bloqueio” interno.
Esse tipo de dificuldade pode estar relacionado à ansiedade, ao medo de errar, à autocobrança ou até ao perfeccionismo. Quando a mente fica muito tomada por essas preocupações, algo que parecia simples pode acabar parecendo grande demais para iniciar, e isso faz com que a pessoa se sinta paralisada.
Na Gestalt-terapia, buscamos compreender como essa experiência acontece no seu momento presente: quais pensamentos surgem quando você pensa em começar? Que emoções aparecem? Às vezes, esse “travamento” é uma forma do organismo sinalizar que existe tensão, medo ou pressão excessiva envolvidos naquela situação.
Uma estratégia inicial pode ser tentar dividir a tarefa em passos muito pequenos, permitindo-se começar sem a exigência de fazer tudo perfeitamente. Muitas vezes, o movimento começa justamente quando diminuímos a cobrança e damos espaço para experimentar.
Se essa sensação tem sido frequente ou está causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar bastante. Em um processo terapêutico é possível compreender melhor esses bloqueios, trabalhar a ansiedade e desenvolver formas mais leves de se relacionar com suas tarefas e expectativas.
Buscar ajuda psicológica é um passo importante de cuidado com você mesma.
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MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS. Olá! Tenho 22 anos, sexo feminino e
MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS.
Olá!
Tenho 22 anos, sexo feminino e desde sempre apresento alguns comportamentos de mania de limpeza com organização e traços perfeccionistas.
Apresento uma espécie de medo inconsciente de sujeira e contaminação. Limpo um mesmo lugar várias vezes, quando um ambiente está sujo e desorganizado, sinto angústia. Quando as pessoas chegam na minha casa, a primeira pergunta que faço na minha cabeça, é: "a casa está limpa?", "o que elas podem achar e sair falando se não a encontrarem limpa?".
Se erro uma letra numa mensagem de texto, me sinto mal. Se a cama fica mal forrada... Se o tapete está torto... Etc e etc. Estranhamente esses comportamentos estão relacionados a sentimentos depressivos, pois quando os apresento tenho essa sensação.
Esses comportamentos estão associados a uma única coisa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência. Pelo que você descreve, parece existir uma preocupação intensa com limpeza, organização e com a possibilidade de algo estar “fora do lugar” ou contaminado. Esses comportamentos podem funcionar como uma tentativa de reduzir a ansiedade ou a sensação de desconforto que surge quando algo não está como você sente que deveria estar.
Podemos olhar para esses comportamentos não apenas como sintomas isolados, mas como formas que a pessoa encontrou para lidar com determinadas sensações internas, como medo, tensão ou necessidade de controle. Muitas vezes, quando algo no ambiente está desorganizado ou “imperfeito”, isso pode despertar uma sensação interna difícil de tolerar, e a limpeza ou organização acabam funcionando como uma forma de aliviar esse incômodo.
Também é importante observar que o perfeccionismo e a preocupação constante com o julgamento dos outros (por exemplo, o que as pessoas podem pensar da sua casa) podem aumentar bastante a pressão interna e gerar sofrimento. Quando você menciona que esses momentos também se relacionam com sentimentos depressivos, isso pode indicar que existe um desgaste emocional acontecendo.
Esses comportamentos podem, sim, estar conectados entre si e ter relação com ansiedade, necessidade de controle ou até traços obsessivos. Mas somente em um processo terapêutico seria possível compreender com mais profundidade o que eles significam na sua história e na forma como você se relaciona com o mundo.
Buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante nesse momento. A terapia pode ajudar você a reconhecer melhor essas sensações, entender o que está por trás delas e encontrar formas mais leves e saudáveis de lidar com esse desconforto no dia a dia.
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Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida sa
Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida saudável…e eu vivo a mesma vida de casa para o trabalho. Fico em dúvida se quero fazer algo ou não. Se faço me arrependo de ter feito, se não faço, me arrependo de não ter feito.
Quando meu namorado trabalha final de semana, eu fico em casa inventando o que fazer. Acho que se chamar alguém para sair, a pessoa não vai querer ou não vai gostar do que eu quero fazer. Não tenho muitos amigos, apesar de ser muito comunicativa, não consigo me aprofundar em relações com os outros. Com o meu namorado eu consigo, sempre fazemos coisas leais e que eu gosto. Tenho sofrido, pois a minha cabeça fica pensando que deveria estar fazendo algo como as outras pessoas e que deve ter algum problema comigo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência de forma tão sincera.
Pelo que você descreve, parece que existe um grande peso vindo das comparações com a vida de outras pessoas. Quando começamos a olhar muito para o que “todo mundo está fazendo”, é comum surgir a sensação de que estamos ficando para trás ou de que existe algo de errado conosco. Mas cada pessoa tem um ritmo, necessidades e formas diferentes de viver e se relacionar.
Também chama atenção no seu relato a dúvida constante: se faz algo, se arrepende; se não faz, também se arrepende. Esse tipo de conflito interno pode gerar bastante ansiedade e acabar deixando qualquer escolha mais difícil. Muitas vezes isso acontece quando existe uma cobrança interna muito forte sobre como a vida “deveria” ser.
Na Gestalt-terapia, olhamos para essas experiências buscando compreender o que realmente faz sentido para você, e não apenas aquilo que parece esperado socialmente. Nem sempre ter uma rotina mais tranquila ou um círculo social menor significa que há algo errado. O mais importante é perceber se você se sente conectada com suas próprias escolhas e desejos.
Sobre as relações, você menciona que consegue se aprofundar com seu namorado, o que já mostra que a capacidade de vínculo existe. Às vezes, a dificuldade em se aproximar de outras pessoas pode estar relacionada ao medo de rejeição, à insegurança ou à antecipação de que o outro não vai se interessar.
Talvez um primeiro passo seja tentar observar com mais curiosidade esses pensamentos que dizem que “deveria estar fazendo algo como os outros”. Perguntar a si mesma: isso é algo que eu realmente desejo ou é uma expectativa que sinto que preciso cumprir?
Se esses sentimentos têm gerado sofrimento ou dúvidas constantes sobre si mesma, a psicoterapia pode ser um espaço muito importante para explorar essas questões com mais profundidade, fortalecer sua segurança interna e construir relações de forma mais espontânea e autêntica.
Perguntas frequentes
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Tenho falta de ar/sensação de respiração incompleta praticamente todos os dias, há vários anos. É co
A ansiedade pode causar sensação de falta de ar persistente, inclusive em…